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“Não Recomendo”

Grupo na internet é tema de Projeto de Iniciação Científica do curso de Administração - 25/06/2018


“Não recomendo”. Assim começa o discurso de um cliente insatisfeito na internet. A rede social que tanto ajuda a divulgar uma marca, muitas vezes sem custo para a empresa, também pode destruir o produto ou serviço. Se a velha e boa propaganda boca a boca já se mostrava eficiente, imagine agora que ela se multiplica em apenas um toque no smartphone.
É só fazer uma busca rápida nas redes sociais e lá estão os grupos de “Não Recomendo”. Um deles virou objeto de estudo de alunos do terceiro período de Administração: o “Não Recomendo Sul Fluminense”, grupo no Facebook que já conta com quase 8 mil membros, moradores principalmente de Volta Redonda e Barra Mansa que relatam a insatisfação com alguma empresa.
Depois de analisar as centenas de publicações, os estudantes Stephany Silva Santos de Oliveira, Wallace Silva Camilo, Alice Oliveira e Nathalia Coelho deram início ao Projeto de Iniciação Científica (PIC) sobre “ A Comunicação Empresarial e suas adversidades no grupo Não Recomendo Sul Fluminense – a rede social dando voz aos consumidores da região”.
A ideia é obter informações através de falhas e ruídos da Comunicação Empresarial e mostrar a aplicabilidade a partir do momento que o consumidor vê na rede social um meio reclamar da empresa que vendeu o produto ou serviço.
– No projeto, o mais importante é que eles recolhem não só a reclamação, mas a resposta que a empresa dá a esse consumidor, explicou Aline Rodrigues Gomes, professora de Comunicação Empresarial e coordenadora do projeto.Além da análise das reclamações dos consumidores, os alunos pesquisam em diversos livros. Segundo a estudante Stephany, o trabalho funciona como uma engrenagem, com a participação de cada um do grupo. “Quando a gente se reúne, cruzamos informações. Fazemos analise em cima dos dados coletados na página e também de pesquisas bibliográficas de livros que lemos.
A coordenadora do projeto destaca a importância do método aplicado. “Começamos um PIC, ano passado, com esse mesmo grupo, e deu certo com essa metodologia. Pesquisar em casa, ter essa união do grupo e, principalmente, as modificações serem propostas por eles e não pelo professor. Conseguimos ano passado fazer tudo dentro do prazo, da maneira como estipulamos. Chegar às hipóteses que tínhamos levantado. E, esse ano, estamos juntos novamente”, disse Aline.
O grupo já pensa em dar continuidade ao trabalho com foco no “Eu Recomendo”.
- Assim como as pessoas “Não Recomendam” as empresas pelo mau atendimento, pela falha de comunicação, elas também recomendam quando são bem atendidas. Não com a mesma frequência que se faz a reclamação. Tanto é que o grupo “Não Recomendo” tem muito mais material pra gente trabalhar do que o grupo “Eu Recomendo”. Mas o grupo faz parte do que a gente gostaria de trabalhar na iniciação científica, para que possamos analisar quantas recomendações são feitas para quantas não recomendações. Avaliar, analisar porque tem muita gente reclamando, mas tem muita gente falando bem. Começar analisar o porquê da reclamação. Analisar os dois lados. O consumidor que está reclamando muito ou a empresa que está dando pouca atenção? Questionou Aline.
Além de ampliar o conhecimento e estimular a pesquisa, o trabalho gera horas de atividades complementares, necessárias para a conclusão do curso.O projeto é acompanhado de perto pelo coordenador do curso de Administração, Agamêmnom Rocha Souza, que destacou a importância do PIC, tanto para o aluno quanto para o professor.
- Julgo com enorme importância para a Academia, um instrumento chamado PIC, realizado num casamento perfeito entre os docentes e os discentes. O trabalho, além de agregar um valor inestimável à capacidade criativa do aluno, desenvolve o próprio professor, que está liderando o processo. O PIC deixa todos nós muito satisfeitos e é aí que o aluno se apaixona pela pesquisa. É preciso também que o aluno tenha afinidade com o professor que está liderando esse processo. Que ele também goste de produzir sob orientação, finalizou Agamêmnom.
DIFERENCIAL - O que o PIC trouxe de positivo para a vida de vocês?
- Nossa, tantas coisas boas. Eu tinha muita dificuldade de escrever, de me expressar, depois do PIC essa realidade mudou. Peguei para fazer o relatório e a gente tirou nota máxima em Psicologia, conseguimos desenvolver tudo direitinho. A professora Aline está sempre mandando a gente fazer relatório, citação. Sinto que agora eu tenho mais facilidade em me expressar. Tenho palavras até mais adequadas na hora de escrever por causa do PIC. Qualquer livro que leio eu tenho a mania de guardar a citação e salvar em uma pastinha no notebook, - ressaltaram os alunos Stephany e Wallace Silva.