{"id":64723,"date":"2025-03-28T14:43:39","date_gmt":"2025-03-28T17:43:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.www.unifoa.edu.br\/?p=64723"},"modified":"2025-09-17T09:52:51","modified_gmt":"2025-09-17T12:52:51","slug":"unifoa-celebra-diversidade-palco-a-muitos-brasis","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/noticias\/unifoa-celebra-diversidade-palco-a-muitos-brasis\/","title":{"rendered":"UniFOA Celebra a Diversidade e d\u00e1 Palco a Muitos Brasis\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>O Centro Hist\u00f3rico-Cultural Dauro Arag\u00e3o, no campus Olezio Galotti, em Tr\u00eas Po\u00e7os, recebeu, entre os dias 17 e 21 de mar\u00e7o, a 1\u00aa Semana de Celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 Humaniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 Diversidade na Comunica\u00e7\u00e3o. O evento, idealizado pelo professor Edilberto Venturelli, da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o, contou com o apoio dos coordenadores do curso de <a href=\"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/graduacao\/jornalismo\/\">Jornalismo<\/a>, professora Ang\u00e9lica Arieira, e da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o, professor Douglas Gon\u00e7alves, al\u00e9m do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico e da Casa de Cultura do <a href=\"https:\/\/www.unifoa.edu.br\">UniFOA<\/a>.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o trouxe palestras e oficinas que abordaram quest\u00f5es fundamentais para a representatividade e a inclus\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o. Entre os temas discutidos, estavam o \u201cDia do Povo Preto e Quilombola\u201d, o \u201cPovo Ind\u00edgena\u201d, o \u201cPovo LGBTQIA+\u201d, o \u201cPoder Feminino\u201d e o \u201cDia da Pessoa com Defici\u00eancia (PcD)\u201d. Al\u00e9m disso, os estudantes do curso de Nutri\u00e7\u00e3o participaram com apresenta\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de receitas t\u00edpicas relacionadas a cada tema.<\/p>\n<h4 aria-level=\"2\">Resist\u00eancia e Representatividade na Comunica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O primeiro dia do evento, segunda-feira (17), abordou a representatividade racial na comunica\u00e7\u00e3o e no ensino superior, com o tema \u201cResist\u00eancia e comunica\u00e7\u00e3o: cotas na universidade e a representa\u00e7\u00e3o do povo preto na m\u00eddia\u201d. A mesa foi mediada por J\u00falia Lopes, estudante do 6\u00ba per\u00edodo de Publicidade, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de Pai Sid Soares (l\u00edder religioso e pai de santo), da <a href=\"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/graduacao\/publicidade-e-propaganda\/\">publicit\u00e1ria<\/a> egressa do UniFOA Priscila Pereira e da jornalista egressa Maju Freitas.<\/p>\n<p>Pai Sid destacou a import\u00e2ncia da diversidade na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica:<br \/>\n\u201cSe a gente quer profissionais mais capacitados, que tenham uma mente mais inclusiva, que realmente dialoguem com o Brasil profundo, com a diversidade, \u00e9 nesse espa\u00e7o aqui da universidade que o debate come\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>A estudante J\u00falia Lopes tamb\u00e9m enfatizou o impacto da representatividade na sua trajet\u00f3ria:<br \/>\n\u201cMuitas vezes, eu n\u00e3o vejo uma pessoa preta nesse lugar (...), ent\u00e3o \u00e9 muita emo\u00e7\u00e3o me sentir capaz como uma profissional e ser, no futuro, um exemplo para outras pessoas\u201d, disse a jovem ao comentar sobre o papel de lideran\u00e7a a ela oferecido pelo idealizador do projeto.<\/p>\n<h4 aria-level=\"3\">Sabedoria Ancestral e Cultura Ind\u00edgena<\/h4>\n<p>Na ter\u00e7a-feira (18), o tema \u201cSabedoria Ancestral e Preserva\u00e7\u00e3o Cultural na Comunica\u00e7\u00e3o\u201d trouxe \u00e0 tona a valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes ind\u00edgenas. O debate contou com a presen\u00e7a do jornalista Lucas Motta, do educador ambiental Pedro Neves e dos ind\u00edgenas Lino e J\u00e9ssica Gon\u00e7alves, que participaram por videoconfer\u00eancia de Angra dos Reis.<\/p>\n<p>Pedro Neves ressaltou a import\u00e2ncia da diversidade de conhecimentos e a resist\u00eancia dos povos origin\u00e1rios:<br \/>\n\u201cOs ind\u00edgenas estavam aqui antes dos europeus chegarem. Eles tinham sua organiza\u00e7\u00e3o, sua ci\u00eancia, sua medicina, seus saberes e sobreviveram. Mas, com a chegada do \u2018Jiru\u00e1\u2019 (n\u00e3o ind\u00edgena), passaram a ser minoria.\u201d<\/p>\n<h4 aria-level=\"3\">Diversidade na Comunica\u00e7\u00e3o e a Visibilidade LGBTQIA+<\/h4>\n<p>A quarta-feira (19) foi dedicada ao debate sobre inclus\u00e3o e desafios da comunidade LGBTQIA+ no mercado de trabalho, com a mesa \u201cDiversidade na comunica\u00e7\u00e3o, visibilidade LGBTQIA+\u201d. Participaram os jornalistas Giovani Rossini e Jeniffer Marcato, al\u00e9m do empres\u00e1rio e publicit\u00e1rio Davi Tedesco.<\/p>\n<p>Os convidados destacaram a dificuldade de se assumirem homossexuais perante a fam\u00edlia, mas, principalmente, ante o mercado de trabalho, que ainda se encontra resistente \u00e0 multiplicidade de orienta\u00e7\u00f5es sexuais e de identidade de g\u00eaneros que se afastem da heteronormatividade.<\/p>\n<p>Rossini acredita que, por parte das empresas, ainda h\u00e1 falhas na comunica\u00e7\u00e3o na hora de entender as necessidades de pessoas LGBTs:<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes, a inclus\u00e3o \u00e9 apenas uma estrat\u00e9gia para atender requisitos legais, mas falta autenticidade. O que a comunidade quer? N\u00e3o \u00e9 um broche no dia do orgulho, uma festa ou um e-mail do RH. Queremos um ambiente acolhedor, onde possamos ser quem somos sem sofrer preconceito.\u201d<\/p>\n<p>Davi Tedesco complementou, refor\u00e7ando que a autenticidade das pol\u00edticas em prol da diversidade e a inclus\u00e3o precisam ser naturalizada dentro das organiza\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea come\u00e7a a internalizar o conceito de pol\u00edticas da diversidade, isso vai ficando mais f\u00e1cil para as marcas, e a\u00ed isso \u00e9 abra\u00e7ado por todo o time, por toda a empresa, e vai refletir naturalmente na marca\u201d.<\/p>\n<h4 aria-level=\"3\">Desafios e Conquistas das Mulheres na Comunica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Na quinta-feira (20), o evento trouxe o tema \u201cMulheres na Comunica\u00e7\u00e3o: Desafios e Conquistas\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o da jornalista e influenciadora Mi Oliveira, da empres\u00e1ria Leidiane Rosa e da reitora do UniFOA, professora Ivanete Oliveira.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra a mulher na m\u00eddia e fora dela, o machismo enraizado no mercado de trabalho, a diferen\u00e7a salarial discrepante entre homens e mulheres e o preconceito racial vivido pela mulher negra na sociedade, ainda em 2025, deram coro \u00e0s palavras das convidadas.<\/p>\n<p>O futuro da mulher na comunica\u00e7\u00e3o, no entanto, foi o imo da entrevista feita \u00e0 influencer: \u201cEu enxergo um futuro muito diverso [com as redes sociais] e trazendo \u00e0 tona tudo que foi invisibilizado durante muitos anos, como a jornada dupla, e isso vai trazer mais refer\u00eancias para as novas gera\u00e7\u00f5es de mulheres, vai colocar outras mulheres em posi\u00e7\u00f5es de destaques\u201d, comentou a influenciadora.<\/p>\n<p>Sobre refer\u00eancias femininas em posi\u00e7\u00f5es de destaque na sociedade, a professora Ivanete comentou que n\u00e3o sabe se \u00e9 vista como uma inspira\u00e7\u00e3o para outras mulheres, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de acreditar no pr\u00f3prio potencial:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel alcan\u00e7armos na nossa vida, lugares muito mais altos do que a gente almeja. Eu, por exemplo, sempre tracei metas e objetivos para a minha vida. E eu vou atr\u00e1s deles. A gente precisa pensar sempre no nosso potencial, naquilo que a gente pode fazer. Ent\u00e3o se isso inspira outras mulheres, eu n\u00e3o sei, n\u00e3o fa\u00e7o com a inten\u00e7\u00e3o de inspirar outras mulheres. Mas se elas se inspiram, eu s\u00f3 agrade\u00e7o\u201d, destacou a reitora.<\/p>\n<h4 aria-level=\"3\">Vozes que Inspiram: Acessibilidade e Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia<\/h4>\n<p>O encerramento da semana, na sexta-feira (21), coincidiu com o Dia Internacional da S\u00edndrome de Down e abordou a inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia. O debate contou com a participa\u00e7\u00e3o da analista s\u00eanior de relacionamento com comunidades Brena Lacerda, do presidente da ONG Coopenea Thiago Lopes e da especialista em Libras Andrea Almeida.<\/p>\n<p>Pensar a acessibilidade dos espa\u00e7os f\u00edsicos e comunicacionais, o acolhimento de pessoas com defici\u00eancias no mercado de trabalho, al\u00e9m de trabalhar o poder de escuta do outro, foram as causas defendidas por Thiago, que ao se tornar cadeirante aos 20 anos de idade, viu-se num mundo defectivo: \u201cDeficiente \u00e9 o espa\u00e7o! Se o espa\u00e7o for eficiente, onde est\u00e1 a defici\u00eancia?\u201d.<\/p>\n<p>E refletir sobre a inclus\u00e3o de PCDs vai muito al\u00e9m da adapta\u00e7\u00e3o dos lugares \u00e0 cadeira de rodas, \u00e9 preciso tamb\u00e9m considerar as defici\u00eancias ocultas, como o autismo e a surdez.<\/p>\n<p>Andrea Almeida defendeu a inclus\u00e3o da L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) no ensino b\u00e1sico:<\/p>\n<p>\u201cA inclus\u00e3o de Libras nas escolas n\u00e3o beneficia apenas a comunidade surda, mas toda a sociedade, pois promove a comunica\u00e7\u00e3o e a empatia.\u201d<\/p>\n<p>A 1\u00aa Semana de Celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 Humaniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 Diversidade na Comunica\u00e7\u00e3o cumpriu seu papel ao promover di\u00e1logos essenciais sobre inclus\u00e3o e representatividade com reflex\u00f5es e debates essenciais sobre conscientiza\u00e7\u00e3o social, o evento contou com a participa\u00e7\u00e3o ativa dos alunos da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o, que enriqueceram as discuss\u00f5es com perguntas pertinentes e atuaram como mediadores dos debates.<\/p>\n<p>Diante do sucesso da iniciativa, o professor Douglas Gon\u00e7alves j\u00e1 confirmou a realiza\u00e7\u00e3o da segunda edi\u00e7\u00e3o do evento em 2026.<\/p>\n<h6>Texto escrito por: <span class=\"TextRun SCXW37795652 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW37795652 BCX0\">Paula Fernanda dos Santos e Mariah Clara Rodrigues Morais \u2013 1\u00ba per\u00edodo de Jornalismo, Escola de Comunica\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW37795652 BCX0\" data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}\"> sob supervis\u00e3o<\/span><\/h6>\n<p>[elementor-template id=\"11211\"]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":64727,"parent":0,"template":"","categorianoticias":[746,747,44,748],"tagsnoticias":[],"class_list":["post-64723","noticias","type-noticias","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","categorianoticias-escola-de-comunicacao","categorianoticias-jornalismo","categorianoticias-noticias","categorianoticias-publicidade-e-propaganda"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias\/64723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/types\/noticias"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/users\/9"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias\/64723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68609,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias\/64723\/revisions\/68609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/media\/64727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/media?parent=64723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categorianoticias","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/categorianoticias?post=64723"},{"taxonomy":"tagsnoticias","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/tagsnoticias?post=64723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}