{"id":67841,"date":"2024-07-19T10:51:07","date_gmt":"2024-07-19T13:51:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.www.unifoa.edu.br\/?p=54593"},"modified":"2025-09-17T09:52:57","modified_gmt":"2025-09-17T12:52:57","slug":"unifoa-projeto-crianca-segura-ajuda-familias","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/noticias\/unifoa-projeto-crianca-segura-ajuda-familias\/","title":{"rendered":"Medicina UniFOA: Projeto Crian\u00e7a Segura capacita mais de 350 fam\u00edlias"},"content":{"rendered":"<p>Os acidentes dom\u00e9sticos, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, s\u00e3o a principal causa de \u00f3bito entre crian\u00e7as de at\u00e9 14 anos de idade. Anualmente, cerca de 3,6 mil crian\u00e7as morrem v\u00edtimas de acidentes em casa e outras 111 mil precisam ser hospitalizadas. Os dados alarmantes chamaram a aten\u00e7\u00e3o do curso de <a href=\"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/graduacao\/medicina\/\">Medicina<\/a> do <a href=\"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/\">Centro Universit\u00e1rio de Volta Redonda (UniFOA)<\/a> que, desde 2021, fomenta o \u2018Projeto Crian\u00e7a Segura\u2019, com \u00eanfase nas \u00e1reas de preven\u00e7\u00e3o de acidentes e de primeiros socorros, essenciais para que pais e respons\u00e1veis saibam como agir em situa\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso alertar, por exemplo, que a cozinha \u00e9 um dos lugares de maior risco para acidentes, como cortes, queimaduras e intoxica\u00e7\u00f5es e, por isso, \u00e9 necess\u00e1rio manter facas, garfos e objetos cortantes, como tesouras, em gavetas com travas de seguran\u00e7a e fora do alcance de crian\u00e7as. Mas o projeto vai muito al\u00e9m dessas no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, pois o objetivo \u00e9 ensinar e treinar pais e respons\u00e1veis em como agir em ocorr\u00eancias de Urg\u00eancia e Emerg\u00eancia, al\u00e9m de prevenir situa\u00e7\u00f5es de risco e o que fazer nos casos em que a preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o for suficiente para se evitar o mal \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a\/lactente.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio at\u00e9 agora, mais de 350 fam\u00edlias receberam importantes informa\u00e7\u00f5es e treinamento, que s\u00e3o oferecidos na Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade da Fam\u00edlia (UBSF); e na Policl\u00ednica Dr. Andr\u00e9 Bianco, ambas localizadas no campus Olezio Galotti do UniFOA, em Tr\u00eas Po\u00e7os. Mesmo com a implementa\u00e7\u00e3o da Lei Lucas, sancionada em 2018, ainda h\u00e1 grande defasagem nas informa\u00e7\u00f5es sobre primeiros socorros entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira, principalmente para a popula\u00e7\u00e3o que apresenta baixa condi\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u201cNosso projeto tem como objetivo a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de forma objetiva e pr\u00e1tica, com \u00eanfase na \u00e1rea de preven\u00e7\u00e3o de acidentes e primeiros socorros. A abordagem presencial \u00e9 realizada seguindo o protocolo de biosseguran\u00e7a das \u00e1reas de ci\u00eancias biol\u00f3gicas e da sa\u00fade, criado pelo UniFOA. Outra meta \u00e9 aproximar o estudante da popula\u00e7\u00e3o que utiliza a policl\u00ednica e o UBSF de Tr\u00eas Po\u00e7os\u201d, informou o professor Luciano Costa.<\/p>\n<p>Um dos mais entusiastas do projeto \u00e9 o coordenador do curso de Medicina, J\u00falio C\u00e9sar Soares Arag\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cUm projeto como esse \u00e9 relevante por v\u00e1rias raz\u00f5es, pois permite que nosso estudante tenha a viv\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e de vincula\u00e7\u00e3o de conhecimentos te\u00f3ricos em situa\u00e7\u00f5es reais, fortalecendo a sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e profissional. Al\u00e9m disso, presta um servi\u00e7o relevante \u00e0 comunidade e exemplifica a integra\u00e7\u00e3o entre ensino e extens\u00e3o no UniFOA. Esse \u00e9 um papel fundante da nossa institui\u00e7\u00e3o - atender \u00e0s necessidades da comunidade, promovendo o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e reafirmando nosso compromisso em formar profissionais com compet\u00eancia e responsabilidade social.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Como \u00e9 desenvolvido o Projeto Crian\u00e7a Segura<\/h4>\n<p>Todo in\u00edcio de semestre, 25 alunos passam por uma capacita\u00e7\u00e3o interna, que \u00e9 oferecida pela Liga Acad\u00eamica de Primeiros Socorros (LAPS) em parceria com os acad\u00eamicos do curso de Medicina. Eles s\u00e3o divididos em grupos, sendo que cada um realiza duas interven\u00e7\u00f5es na Policl\u00ednica e no Posto de Sa\u00fade, com as abordagens feitas na sala de espera, enquanto os respons\u00e1veis pelas crian\u00e7as aguardam o atendimento m\u00e9dico. Cada grupo utiliza bonecos para praticar as manobras e facilitar a compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto foi criado por duas alunas do curso de Medicina, ap\u00f3s uma aula sobre acidentes na faixa et\u00e1ria pedi\u00e1trica. As alunas observaram a necessidade de propagar as informa\u00e7\u00f5es sobre seguran\u00e7a da crian\u00e7a para os respons\u00e1veis que procuram o atendimento em Tr\u00eas Po\u00e7os. O interesse e a receptividade por parte dos respons\u00e1veis t\u00eam sido um sucesso e, por isso, o projeto \u00e9 reeditado a cada semestre.<\/p>\n<p>O professor Rodolfo Mendes, que acompanhou de perto as v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es do Crian\u00e7a Segura, explica que \u201co projeto fornece ferramentas ao aluno para que possa praticar a educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, onde aprende o conte\u00fado, te\u00f3rico e pr\u00e1tico, em como manejar e informar a popula\u00e7\u00e3o acerca dos primeiros socorros pedi\u00e1tricos. Proporciona tamb\u00e9m um maior contato com a popula\u00e7\u00e3o, possibilitando a rica troca de conhecimentos e experi\u00eancias\u201d, salientou.<\/p>\n<p>A aluna Larissa Azev\u00eado conta que entrou para o Projeto Crian\u00e7a Segura quanto estava em seu primeiro semestre de faculdade e, desde ent\u00e3o, nunca mais saiu:<\/p>\n<p>\u201cEstou indo para o m\u00f3dulo 5 e continuo apaixonada por cada pedacinho do projeto. Participar dos treinamentos foi uma oportunidade de aprender o que s\u00f3 veria mais tarde na gradua\u00e7\u00e3o. Isso foi muito importante para mim, pois hoje, ap\u00f3s participar v\u00e1rias vezes dos treinamentos, me sinto menos ansiosa e mais preparada para enfrentar situa\u00e7\u00f5es reais de emerg\u00eancia, que podem ocorrer a qualquer momento.\u201d<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Larissa, \u201ca outra parte do projeto, as interven\u00e7\u00f5es, onde transmitimos o que aprendemos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, sempre supera minhas expectativas. Ver as pessoas t\u00e3o interessadas em aprender, poder conversar com elas, prepar\u00e1-las para lidar com situa\u00e7\u00f5es de perigo e, quem sabe, ajudar a salvar uma vida, \u00e9 algo que torna o Crian\u00e7a Segura t\u00e3o especial e emocionante para mim. Esse projeto me fez crescer muito, tanto pessoal quanto profissionalmente. Por isso, amo fazer parte dele\u201d, finalizou, emocionada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Saiba mais sobre a Lei Lucas<\/h4>\n<p>A Lei Lucas \u00e9 uma Lei federal (13.722\/18), que obriga as escolas (p\u00fablicas e privadas) e os espa\u00e7os de recrea\u00e7\u00e3o infantil a se prepararem para atendimentos de primeiros socorros.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o dessa lei aconteceu em decorr\u00eancia de uma fatalidade.\u00a0Lucas Begalli tinha apenas 10 anos, quando se engasgou com um peda\u00e7o de cachorro quente num passeio escolar e veio a \u00f3bito, no ano de 2017. O tempo onde os primeiros socorros ser\u00e3o realizados \u00e9 fundamental para salvar a vida da v\u00edtima.<\/p>\n<p>A principal diretriz da Lei Lucas \u00e9 a obrigatoriedade de escolas e estabelecimentos similares a possu\u00edrem pelo menos um profissional capacitado em no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de primeiros socorros, a fim de prestar atendimento imediato em casos de emerg\u00eancia envolvendo alunos. Os profissionais que podam aplicar a Lei Lucas s\u00e3o: m\u00e9dicos, enfermeiros, t\u00e9cnicos e auxiliares de enfermagem, al\u00e9m de policial militar do Corpo de Bombeiros. (Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>).<\/p>\n<p>[elementor-template id=\"11211\"]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":65363,"parent":0,"template":"","categorianoticias":[733,44,732],"tagsnoticias":[],"class_list":["post-67841","noticias","type-noticias","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","categorianoticias-medicina","categorianoticias-noticias","categorianoticias-unifoa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias\/67841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/types\/noticias"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/users\/1"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias\/67841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69044,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/noticias\/67841\/revisions\/69044"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/media\/65363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/media?parent=67841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"categorianoticias","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/categorianoticias?post=67841"},{"taxonomy":"tagsnoticias","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unifoa.edu.br\/api\/wp\/v2\/tagsnoticias?post=67841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}