A Psicologia não é uma área restrita aos consultórios particulares, tendo um campo de atuação bem mais amplo, que engloba escolas, empresas, serviços públicos, hospitais, famílias e diferentes espaços da vida em sociedade. Em um cenário marcado pela necessidade de profissionais preparados para atuar em contextos cada vez mais complexos, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) lança o curso de Psicologia, com uma proposta interdisciplinar, prática e conectada aos desafios contemporâneos.
O novo curso surge como resposta às demandas atuais da saúde mental, do bem-estar coletivo e do exercício da cidadania. A formação foi estruturada adotando um modelo baseado em competências, com integração entre teoria, prática, pesquisa, extensão e vivências em diferentes campos de atuação.
Para a reitora do UniFOA, professora Ivanete Oliveira, o lançamento do curso de Psicologia representa uma resposta da instituição a uma das demandas mais urgentes da sociedade contemporânea.
“Quando uma instituição de ensino superior decide lançar um curso de Psicologia, ela não está apenas ampliando seu portfólio acadêmico. Ela está assumindo um compromisso com uma necessidade real da sociedade. A saúde mental atravessa a escola, o trabalho, a família, os serviços de saúde, as políticas públicas e os espaços de convivência. Formar psicólogos hoje é preparar profissionais capazes de escutar, compreender e intervir com responsabilidade, ética, conhecimento científico e sensibilidade humana”, destacou.
Segundo Ivanete, a proposta dialoga diretamente com a trajetória do UniFOA na formação em saúde e com a missão institucional de preparar profissionais técnicos, críticos e comprometidos com a transformação social.
“O UniFOA tem uma trajetória consolidada na formação em saúde e entende que o cuidado não se limita ao corpo ou ao atendimento clínico. Ele envolve também a subjetividade, as relações, o sofrimento psíquico, os direitos humanos e a qualidade de vida. O curso de Psicologia nasce com essa compreensão ampla, conectado às demandas de Volta Redonda e da região, mas também atento aos grandes desafios do mundo atual”, afirmou.
A proposta pedagógica foi pensada para formar psicólogos capazes de atuar em diferentes campos, como saúde, clínica, educação, políticas públicas, trabalho, organizações e contextos sociais. A formação valoriza o desenvolvimento de habilidades técnicas, científicas, éticas e humanas, respeitando a diversidade e os direitos fundamentais.
O coordenador do curso de Psicologia, Eduardo Miranda, explica que um dos diferenciais da graduação está na forma como o estudante será inserido na área desde o início da formação.
“O aluno terá contato com a comunidade e vivências práticas desde o primeiro período, contando com uma estrutura moderna de laboratórios e clínicas que só o UniFOA tem. O principal diferencial é que esse curso foi pensado para conectar o estudante com as demandas atuais da sociedade na área da Psicologia”, afirmou.
A matriz curricular foi organizada em Trilhas de Aprendizagem, compostas por unidades curriculares que integram diferentes conhecimentos e rompem com a lógica de disciplinas isoladas. Na prática, o estudante passa a ter contato com a Psicologia desde o primeiro período, articulando conteúdos fundamentais à atuação profissional.
“A gente tem pesquisa curricularizada e trilhas de aprendizagem. As trilhas são importantes porque rompem com a ideia de ‘materiazinhas’ separadas. O acadêmico tem contato com a Psicologia desde o primeiro período. Ele vai estudar filosofia? Vai. Vai estudar anatomia? Vai. Mas tudo isso dentro de uma perspectiva da Psicologia, entendendo como esses conhecimentos dialogam com a formação e com a atuação do psicólogo”, explicou Eduardo.
A organização do curso busca construir uma formação gradual, integrada e conectada a situações reais. Desde os primeiros períodos, os estudantes serão estimulados a desenvolver autonomia, senso crítico, capacidade de investigação científica e envolvimento com os desafios sociais.
Eduardo destaca que o curso foi concebido a partir daquilo que o psicólogo precisa conhecer, desenvolver e praticar para atuar de forma responsável.
“A própria concepção do curso já é diferente, porque pensamos a formação a partir daquilo que o psicólogo vai precisar fazer e conhecer para ser um profissional. O estudante não é visto apenas como alguém que vai receber informação. A formação precisa produzir compromisso social, conhecimento científico e também produção científica, sempre em diálogo com a comunidade”, afirmou.
Além da formação técnica, o curso valoriza temas como diversidade, direitos humanos, ética, bioética, saúde coletiva, políticas públicas e inclusão. A extensão curricularizada também estará presente desde o início da graduação, aproximando os estudantes de experiências com a comunidade e de situações concretas de atuação.
“É um curso pensado o tempo inteiro para dentro da instituição, para fora da instituição e para a sociedade. Instituição, comunidade e sociedade precisam estar conectadas na formação do psicólogo”, completou Eduardo.
Para a reitora Ivanete Oliveira, esse modelo fortalece a formação de profissionais preparados para lidar com os desafios atuais da saúde mental e do desenvolvimento humano.
“Queremos formar psicólogos capazes de atuar em diferentes contextos, com base científica, postura ética e olhar humano. Profissionais que compreendam a complexidade da vida contemporânea e estejam preparados para contribuir com escolas, serviços de saúde, organizações, comunidades e políticas públicas. Esse curso chega para fortalecer ainda mais o papel do UniFOA como uma instituição que escuta a sociedade, identifica suas necessidades e transforma educação em desenvolvimento humano”, completou.
Com inscrições abertas e início das aulas em agosto, o curso de Psicologia do UniFOA chega em um momento em que a sociedade precisa falar mais sobre sofrimento, cuidado, inclusão e relações humanas. Mais do que lançar uma nova graduação, a instituição amplia sua atuação em uma área central para compreender os desafios do presente e formar profissionais preparados para atuar onde a vida acontece: nas escolas, nos serviços de saúde, nas comunidades, nas organizações e nos espaços em que as pessoas buscam apoio para construir caminhos mais saudáveis e humanos.
Em áreas de risco, um capacete esquecido, um óculos de proteção deixado de lado ou uma entrada liberada sem conferência podem transformar segundos de descuido em acidente. Foi a partir desse problema real da indústria que o grupo de Vitor Oliveira, Nicolle Alves, Samuel Pires, Artur Aguiar, Roberto Neto e Matheus Martins, estudantes de Engenharia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), desenvolveu um protótipo de catraca inteligente capaz de reconhecer o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) antes de permitir o acesso a determinados ambientes.
A ideia nasceu da vontade de aplicar a tecnologia a uma situação concreta da segurança do trabalho. Em vez de depender apenas da conferência visual feita por uma pessoa, o sistema utiliza visão computacional, inteligência artificial e automação para verificar se o trabalhador está usando os equipamentos obrigatórios antes de liberar a entrada.
“A ideia surgiu da vontade de tirar a tecnologia da tela do computador e usar ela para resolver um problema bem real: a segurança do trabalhador. Eu queria juntar visão computacional com controle de acesso físico, garantindo que as regras de segurança fossem cumpridas de forma automática, sem depender da atenção humana. Foi a chance perfeita de unir a teoria da engenharia com a prática do código”, explicou Vitor.
Na prática, o protótipo funciona a partir da integração entre software e hardware. Uma câmera captura a imagem da pessoa em tempo real. Em seguida, um código desenvolvido em Python, com uso do modelo YOLOv8, analisa se os EPIs exigidos estão sendo utilizados. Caso tudo esteja correto, o sistema envia um sinal ao Arduino, que aciona o mecanismo físico responsável por liberar a catraca ou a porta. Se algum equipamento estiver ausente, o acesso é bloqueado.
Nesta etapa do projeto, o sistema foi treinado para reconhecer quatro itens considerados essenciais em ambientes industriais e canteiros de obras: óculos de proteção, luva, colete e capacete.
“Eles cobrem boa parte dos riscos do dia a dia e serviram como prova de conceito ideal para validar a ideia”, destacou o estudante.
Além do controle de acesso, o projeto também registra cada evento em um banco de dados, com identificação, horário e quantidade de infrações. Para ampliar a capacidade de acompanhamento, Vitor e seu grupo desenvolveram ainda um dashboard em Streamlit, que permite ao supervisor visualizar o histórico de ocorrências, identificar quais funcionários aparecem com mais frequência nos registros e acompanhar, em tempo real, a conformidade no uso de EPIs.
Para Nicolle Alves, um dos maiores desafios foi fazer a tecnologia sair do ambiente virtual e interagir com o mundo físico.
“Foi desafiador, mas muito gratificante. A mágica acontece quando você percebe que não está só corrigindo código, mas ajustando como o mundo físico reage a esse código. Fazer o modelo de inteligência artificial em Python conversar com os relés e sensores do Arduino exigiu bastante paciência e muitos testes. Unir a lógica de análise com a visão estrutural da Engenharia Mecânica fez toda a diferença para criar algo que não é só um brinquedo tecnológico, mas uma ferramenta real de segurança do trabalho”, afirmou.
O professor Italo Pinto Rodrigues, acompanhou o desenvolvimento do projeto e destacou a capacidade do estudante de transformar uma demanda real da indústria em uma solução tecnológica com sustentação técnica.
“O que mais chamou atenção foi a capacidade dos estudantes de transformar um problema real da indústria em uma solução tecnológica. O projeto não ficou apenas no campo da ideia. Eles conseguiram desenvolver um protótipo baseado em visão computacional para reconhecimento de Equipamentos de Proteção Individual, com potencial de aplicação em diferentes ramos industriais. Isso demonstra maturidade técnica, criatividade e compreensão das demandas atuais do setor produtivo”, avaliou.
Segundo Italo, protótipos como esse são importantes porque aproximam os alunos da prática profissional da Engenharia. Ao desenvolver uma solução funcional, o estudante precisa integrar diferentes áreas do conhecimento, testar hipóteses com modelagem e simulação, lidar com restrições reais, tomar decisões técnicas e validar resultados.
“Esse tipo de protótipo contribui para uma formação mais completa. O estudante deixa de ser apenas receptor de conteúdo e passa a atuar como alguém capaz de propor, desenvolver e avaliar soluções para problemas concretos da sociedade e do mercado”, destacou.
Durante o desenvolvimento, a equipe trabalhou competências ligadas à programação, modelagem, simulação, controle, eletricidade, sensores virtuais, prototipação eletrônica e análise de dados. O projeto também exigiu comunicação técnica e escrita científica, já que foi necessário apresentar o problema, justificar a solução, organizar resultados e demonstrar o funcionamento do sistema.
Para Italo, essa combinação mostra que a formação em Engenharia vai além do domínio de conteúdos isolados.
“Competência não é apenas saber um conteúdo. Competência envolve mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver situações reais de forma responsável, crítica e eficaz. Esse projeto favoreceu uma aprendizagem aplicada, interdisciplinar e alinhada ao perfil esperado de um engenheiro capaz de atuar em contextos tecnológicos complexos”, explicou.
O protótipo também aponta para possibilidades de aplicação real em empresas. Para Vitor, a solução tem relação direta com a Indústria 4.0 e pode ser utilizada em fábricas, mineradoras e grandes obras, onde a fiscalização visual pode falhar por cansaço, distração ou volume de pessoas.
“O que desenvolvi tem cara de Indústria 4.0. É escalável e barato de implementar perto dos benefícios que traz. Em locais onde a fiscalização humana pode falhar, ter um sistema automatizado na portaria que não deixa ninguém entrar sem os EPIs corretos, junto com um dashboard que dá ao supervisor visibilidade total das infrações, é um divisor de águas. Ajuda tanto a evitar acidentes quanto a garantir que normas como a NR-6 sejam cumpridas à risca”, afirmou.
Para o professor Ítalo, o projeto mostra como a universidade pode atuar como espaço estratégico para a inovação aplicada, aproximando ensino, tecnologia e demandas reais do mercado.
“Quando os estudantes são desafiados a resolver problemas reais, eles conseguem articular conhecimento acadêmico, criatividade e demandas do mercado. Nesse caso, o desenvolvimento de um protótipo para reconhecimento de EPIs evidencia como a formação em Engenharia pode dialogar diretamente com temas relevantes para a indústria, como segurança do trabalho, automação, inteligência artificial e transformação digital”, afirmou.
No fim, a catraca inteligente desenvolvida pela equipe de Vitor mostra que a Engenharia ganha força quando deixa de ser apenas cálculo, código ou circuito e passa a responder a uma necessidade concreta. Ao reconhecer EPIs antes de liberar o acesso, o projeto transforma tecnologia em cuidado, aprendizado em solução e inovação em uma forma prática de proteger vidas no ambiente de trabalho.
Duas décadas podem transformar prédios, ampliar estruturas e renovar espaços. Mas há lembranças que permanecem exatamente onde nasceram. Foi esse sentimento que reuniu os egressos da turma de 2006 do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) em um encontro realizado no Auditório William Monachesi. Mais do que rever antigos colegas, eles voltaram ao lugar onde construíram amizades, descobriram vocações e deram os primeiros passos de uma trajetória que hoje se espalha por hospitais, consultórios, centros de pesquisa e universidades.
Entre abraços, fotografias e muitas histórias, o reencontro também foi uma oportunidade para revisitar a própria formação e conhecer de perto a transformação vivida pelo campus ao longo dos últimos 20 anos.
Para a médica Aline da Rocha Luz, retornar ao UniFOA foi uma experiência marcada pela gratidão.
“Eu não imaginava que a minha aprovação na Medicina fosse me levar onde cheguei hoje. Tudo o que vivi aqui, cada desafio, cada noite de estudo e cada aprendizado fizeram parte da construção da profissional que me tornei. Quando volto e vejo o quanto a instituição cresceu, fico muito emocionada. Há vinte anos já tínhamos uma excelente estrutura, mas acompanhar essa evolução é realmente impactante”, afirmou.
Ao recordar o período da graduação, Aline também destacou a influência dos professores na escolha da especialidade.
“Cada disciplina despertava uma nova paixão. Entrei querendo fazer Pediatria, me apaixonei pela Anestesiologia e hoje sou dermatologista. Isso mostra como os professores, que sempre foram referências em suas áreas, tiveram papel importante na nossa formação.”
Quem também reencontrou a instituição com emoção foi Alex Antunes Bezerra, integrante da primeira turma semestral de Medicina do UniFOA.
“Desde o primeiro dia em que entrei neste campus fui acolhido. Voltar agora e receber esse carinho novamente é emocionante. O método de ensino, os laboratórios e, principalmente, os professores foram fundamentais para construir a base da minha carreira. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa história.”
Alex destacou ainda que, após a graduação, permaneceu em Volta Redonda para realizar a residência médica, fortalecendo ainda mais os vínculos construídos durante a formação.
Entre os relatos mais emocionantes do encontro esteve o do médico Keller Santos. Natural de Caraguatatuba (SP), ele lembrou que chegou ao UniFOA ainda muito jovem, sem imaginar até onde aquela escolha o levaria.
“Receber o diploma de médico mudou completamente a minha vida. Depois da graduação, tive a oportunidade de fazer residência, conhecer grandes centros, operar ao lado de referências da medicina no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Mas aprendi uma coisa: o que faz um grande hospital não são apenas os equipamentos, são as pessoas. E foi aqui que conheci algumas das melhores pessoas da minha vida.”
Mesmo após construir uma carreira consolidada, Keller contou que escolheu Volta Redonda quando precisou cuidar da própria família.
“Quando minha mãe precisou ser operada, não tive dúvidas. Voltei para Volta Redonda. Porque eu sabia da qualidade dos profissionais que trabalham aqui. Sempre digo que o UniFOA transforma vidas. Transformou a minha.”
Ao longo do encontro, os egressos também visitaram diferentes espaços do campus e puderam acompanhar de perto a expansão da estrutura acadêmica construída nas últimas décadas. Laboratórios modernos, novos ambientes de ensino e investimentos em tecnologia evidenciaram uma instituição que cresceu sem perder aquilo que os antigos alunos mais fizeram questão de destacar: o acolhimento.
Antes de encerrar o reencontro, Keller deixou uma mensagem aos estudantes que hoje percorrem os mesmos corredores por onde sua turma passou.
“O UniFOA mostra o caminho. Aqui você encontra professores comprometidos, pessoas que acreditam no seu potencial e uma formação que permite chegar onde você quiser. O resto depende da dedicação de cada um. Para mim, Medicina UniFOA significa orgulho, paixão, alegria e, acima de tudo, gratidão.”
Mais do que celebrar os 20 anos de formatura, o encontro mostrou que algumas conexões permanecem vivas mesmo com o passar do tempo. Para quem voltou ao Auditório William Monachesi, rever os colegas foi importante. Mas reencontrar o lugar onde a história começou fez com que, por algumas horas, o tempo parecesse voltar duas décadas.





Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente (MECSMA) do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), com ingresso previsto para o segundo semestre de 2026. O programa é destinado a profissionais graduados nas áreas biomédicas, ambientais, humanas, sociais aplicadas, educacionais e áreas afins que desejam ampliar sua atuação por meio da pesquisa, da inovação e da produção de conhecimento.
Com proposta interdisciplinar, o MECSMA busca formar profissionais capazes de desenvolver pesquisas, produtos educacionais e recursos tecnológicos voltados ao ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Ao integrar diferentes áreas do conhecimento, o programa estimula a construção de soluções inovadoras conectadas às demandas da educação e da sociedade.
Nesta edição, o processo seletivo oferece 12 vagas distribuídas entre as linhas de pesquisa Formação, Saberes e Práticas Educativas e Profissionais e Ensino, Políticas Públicas e Formação Humana, conduzidas por um corpo docente com ampla experiência acadêmica e científica.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de agosto de 2026, por meio do portal do programa. O processo seletivo será composto por três etapas: entrevista, exame escrito e análise do Currículo Lattes, todas com caráter classificatório e eliminatório.
As entrevistas serão realizadas de forma on-line, pela plataforma Microsoft Teams. Já o exame escrito acontecerá presencialmente no Campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços. Os candidatos também deverão apresentar a documentação comprobatória referente à trajetória acadêmica e profissional para análise curricular.
Com duração de 24 meses, o curso possui aulas presenciais às sextas-feiras e aos sábados e é voltado à pesquisa aplicada, incentivando o desenvolvimento de projetos capazes de gerar impactos concretos nos contextos educacionais, profissionais e sociais em que os mestrandos atuam.
O cronograma prevê a realização das entrevistas no dia 28 de agosto, do exame escrito em 29 de agosto, a divulgação do resultado em 4 de setembro, as matrículas entre 8 e 16 de setembro e o início das aulas em 19 de setembro de 2026.
O edital completo, as linhas de pesquisa, os docentes orientadores e todas as orientações para inscrição estão disponíveis no portal do MECSMA: https://www.unifoa.edu.br/mestrado/mecsma/
A Reitoria do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, anunciou a retificação do item 11 dos Editais de Bolsas PIBIC e PIBIC Ensino Médio CNPQ – Vigência 2026/2027. A atualização estende o prazo final de inscrições, agora até 6 de julho.
A prorrogação tem como objetivo ampliar as oportunidades para que estudantes e professores pesquisadores concluam seus projetos e realizem a submissão dentro de um prazo mais adequado. Com isso, o UniFOA reforça seu compromisso com o incentivo à pesquisa científica, ao desenvolvimento acadêmico e à formação de novos pesquisadores.
Já está disponível a listagem das inscrições homologadas e não homologadas do processo seletivo do PET-Saúde Clima 2026-2028 do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
Os candidatos devem consultar o resultado para verificar a situação da inscrição e acompanhar as próximas etapas previstas no edital.
A relação completa pode ser acessada na página oficial do PET-Saúde Clima no portal do UniFOA.
Estudantes interessados em participar do PET-Saúde 2026-2028 devem ficar atentos à atualização no edital de seleção do programa. O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) publicou uma retificação no documento, com ajustes nas orientações para os candidatos.
A alteração trata dos requisitos para a inscrição dos discentes. Com a mudança, os interessados devem consultar a versão atualizada do edital antes de concluir a inscrição ou enviar qualquer documentação.
O PET-Saúde 2026-2028 terá como tema o “PET Clima” e será desenvolvido pelo UniFOA em parceria com as secretarias municipais de saúde de Volta Redonda e Pinheiral. A proposta aproxima estudantes da realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com ações voltadas à relação entre saúde, território e meio ambiente.
A retificação completa está disponível no arquivo.
Em alusão ao Junho Vermelho e ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, estudantes e colaboradores do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) participaram, na última terça-feira, 23, de uma ação de doação de sangue realizada no Hemonúcleo da cidade.
Organizada pelo setor de Eventos e pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA+A) da instituição, a iniciativa teve como objetivo conscientizar a comunidade acadêmica sobre a importância da doação regular e contribuir para a manutenção dos estoques de sangue que abastecem hospitais da região.
A campanha reforça o compromisso do UniFOA com ações de responsabilidade social e promoção da saúde, além de incentivar um gesto simples que pode fazer a diferença na vida de inúmeras pessoas. A mobilização reuniu doadores experientes e participantes que realizaram sua primeira doação.
Para a assessora administrativa do Hemonúcleo de Volta Redonda, Cristina Teixeira, iniciativas como essa são fundamentais para manter o tema em evidência ao longo de todo o ano.
“Junho é um mês simbólico para dar visibilidade à causa, mas precisamos falar sobre doação de sangue constantemente. A demanda por transfusões cresce cada vez mais e isso está relacionado ao aumento dos acidentes, da violência e de diversas situações que exigem atendimento hospitalar. É uma pauta de saúde pública que precisa estar sempre presente”, destacou.
Cristina também ressaltou a importância da participação das instituições no processo de conscientização da população.
“Existem muitos mitos sobre a doação de sangue. Precisamos levar informação para que as pessoas entendam que têm um papel importante nesse processo. Quando alguém precisa de sangue, somente outro ser humano pode ajudar. É um ato voluntário que salva vidas e demonstra responsabilidade social”, afirmou.
O Hemonúcleo de Volta Redonda é o único banco de sangue do município e atende oito unidades hospitalares da região, incluindo hospitais de Piraí e Pinheiral. Por isso, a manutenção dos estoques depende diretamente da participação contínua dos doadores.
Uma doação, salva até quatro vidas
O que muitas pessoas não sabem é que o impacto de uma doação vai muito além de um único paciente. Após a coleta, a bolsa de sangue passa por um processo de centrifugação que separa seus diferentes componentes. Dessa forma, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas distintas, já que cada paciente recebe apenas o hemocomponente necessário para o seu tratamento.
O concentrado de hemácias, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo, é utilizado em casos de anemias graves, cirurgias de grande porte e pacientes que sofreram hemorragias em decorrência de acidentes ou procedimentos médicos.
Já o concentrado de plaquetas desempenha papel fundamental na coagulação sanguínea e é frequentemente destinado a pacientes em tratamento contra o câncer, especialmente aqueles submetidos à quimioterapia, além de pessoas com doenças hemorrágicas.
O plasma fresco congelado, por sua vez, corresponde à parte líquida do sangue e contém proteínas e fatores de coagulação importantes para o tratamento de queimados, pacientes com hemofilia e pessoas que apresentam sangramentos intensos.
Outro componente obtido a partir da separação é o crioprecipitado, rico em fibrinogênio e outras proteínas que auxiliam na coagulação. Ele é utilizado principalmente em pacientes com distúrbios graves de sangramento.
Parte do plasma coletado também segue para processamento industrial, onde é transformado em medicamentos utilizados no tratamento de diversas doenças. Isso significa que o sangue doado continua ajudando pacientes mesmo após a separação dos hemocomponentes.
Ao compreender esse processo, fica mais fácil entender por que a doação de sangue é considerada uma das ações solidárias de maior impacto social. Em poucos minutos, um doador pode contribuir para tratamentos, cirurgias, emergências e terapias realizadas em diferentes hospitais da região.
Doadores destacam experiência positiva
Entre os participantes da campanha estava a professora do curso de Odontologia, Carolina Hartung, que realizou sua primeira doação.
“Era algo que eu queria fazer há bastante tempo, mas acabava adiando. Com essa campanha promovida pelo UniFOA, surgiu a oportunidade de participar junto com o grupo e contribuir de alguma forma para a saúde das pessoas. Acho que ações como essa estimulam a empatia e mostram que todos podem ajudar”, afirmou.
A publicitária, Lorena Jim, que já havia doado anteriormente, destacou a tranquilidade do processo.
“Doar sangue é uma atitude de solidariedade. Minha experiência sempre foi muito tranquila, sem dor e sem mal-estar. Existe toda uma avaliação antes da doação para verificar se a pessoa está apta, além do acolhimento oferecido pela equipe. É uma forma simples de ajudar outras pessoas”, comentou.
A estudante de Ciências Biológicas, Jennifer Domingos Silva, também participou da ação pela primeira vez e pretende retornar futuramente ao Hemonúcleo.
“Foi muito tranquilo, rápido e praticamente não dói. O atendimento é ótimo e a experiência foi muito positiva. Eu pretendo voltar a doar e acho muito importante que a universidade promova iniciativas como essa, porque realmente existe uma necessidade constante de doadores”, ressaltou.
Ao incentivar a participação de estudantes e colaboradores, o UniFOA reforça seu papel na promoção da cidadania e da responsabilidade social. Mais do que uma campanha pontual, a iniciativa contribui para ampliar a conscientização sobre uma necessidade permanente dos serviços de saúde: a disponibilidade de sangue para quem precisa.
Por trás de cada bolsa coletada existe a possibilidade de salvar vidas, oferecer uma nova chance de recuperação e transformar a realidade de pacientes que dependem desse gesto para continuar seus tratamentos.



As paródias musicais, frequentemente utilizadas em contextos educativos de forma lúdica e criativa, também podem se transformar em importantes ferramentas de aprendizagem. Foi a partir dessa proposta que a egressa do Mestrado em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente (Mecsma) do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Talita Pereira, desenvolveu o projeto “Ensinando com Paródias”, reconhecido na premiação “Educação Transforma SIM!”.
A homenagem foi entregue no dia 18 de junho, na Câmara Municipal de Volta Redonda, durante uma cerimônia que reconheceu profissionais, coletivos e organizações responsáveis por iniciativas capazes de gerar impacto social por meio da educação.
O projeto criado por Talita utiliza uma estratégia pedagógica baseada em paródias para aproximar os estudantes de temas relacionados ao meio ambiente, tornando o aprendizado mais participativo e estimulando reflexões sobre questões presentes no cotidiano.
Desenvolvido durante o Mecsma, sob orientação da professora Ivanete Oliveira, que além de docente do MECSMA também é reitora do UniFOA, o projeto buscou explorar novas formas de tornar o ensino mais significativo, utilizando a criatividade e a produção de paródias como ferramentas para aproximar os alunos de questões ambientais e incentivar uma postura mais crítica diante dos desafios contemporâneos.
Para a professora Ivanete, o reconhecimento evidencia a capacidade da pesquisa acadêmica de gerar impacto para além dos muros da universidade.
“Quando a pesquisa consegue dialogar com a realidade dos estudantes e produzir impacto no processo de aprendizagem, ela cumpre um dos papéis mais importantes da educação. Ver esse trabalho sendo reconhecido é motivo de orgulho para o programa, para a instituição e para todos que acreditam no poder transformador do conhecimento”, destacou.
Para a egressa, o reconhecimento representa a confirmação de que a educação pode ser um instrumento efetivo de mudança.
“Receber a homenagem ‘Educação Transforma SIM!’ é motivo de grande emoção, gratidão e orgulho. Esse reconhecimento confirma que a educação tem o poder de transformar realidades, despertar consciências e inspirar mudanças”, afirmou.
Talita também destacou a contribuição do UniFOA durante sua formação acadêmica e no desenvolvimento da proposta.
“Agradeço ao UniFOA, instituição onde tive a oportunidade de realizar meu Mestrado em Ensino, por acreditar na pesquisa, na inovação e em uma educação significativa. Foi nesse percurso que desenvolvemos o projeto ‘Ensinando com Paródias’, utilizando uma estratégia pedagógica baseada em paródias e na criatividade para promover reflexão crítica sobre as questões ambientais”, ressaltou.
Ao longo da trajetória que resultou na homenagem, a pesquisa mostrou como metodologias criativas podem aproximar conteúdos científicos da realidade dos estudantes, favorecendo o engajamento e a construção do conhecimento de forma mais significativa.
“Minha gratidão a Deus, à minha família, aos professores, colegas e a todos que contribuíram para essa caminhada. Que esta homenagem fortaleça ainda mais a certeza de que educar é semear conhecimento, cidadania e esperança em um futuro melhor”, concluiu a homenageada.
Esse reconhecimento evidencia como iniciativas desenvolvidas dentro dos cursos de mestrado do UniFOA podem ultrapassar os limites da pesquisa acadêmica e chegar à sala de aula. No caso de Talita, a estratégia pedagógica baseada em paródias tornou-se uma ponte entre conhecimento e conscientização, mostrando que aprender também pode ser uma experiência criativa, participativa e transformadora.
Antes de chegar ao estudante, a experiência universitária passa por quem atende, orienta, acolhe e resolve demandas todos os dias. Nos corredores, setores administrativos, recepções e espaços de convivência, são os colaboradores que ajudam a transformar a rotina acadêmica em uma experiência mais humana. É a partir desse olhar que o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) desenvolve o Projeto Gente, iniciativa interna voltada à valorização, capacitação e bem-estar das equipes da instituição.
O encontro deste mês aconteceu no AudiSmart e teve como tema o gerenciamento das emoções no ambiente de trabalho. A proposta foi abrir espaço para reflexões sobre saúde mental, desenvolvimento pessoal e equilíbrio emocional, temas que impactam diretamente a forma como os profissionais se relacionam entre si e com a comunidade acadêmica.
O Projeto Gente reúne ações integradas em diferentes frentes, como saúde mental no trabalho, experiência do cliente, acolhimento e inclusão. As atividades incluem workshops, treinamentos e capacitações voltados ao fortalecimento do ambiente organizacional e à melhoria da jornada dos estudantes dentro do campus.
Na frente de saúde mental, os encontros buscam quebrar tabus e estimular uma relação mais consciente com as emoções no ambiente profissional. Já nas ações de experiência do cliente, o foco está no alinhamento da cultura institucional e na qualificação do atendimento prestado aos estudantes. O projeto também contempla capacitações voltadas ao acolhimento e à inclusão, preparando equipes administrativas para oferecer um atendimento mais humano, acessível e atento às diferentes necessidades da comunidade interna e externa.
Para Alessandro Orofino, responsável por conduzir o tema deste mês, trabalhar o desenvolvimento emocional dos colaboradores deixou de ser apenas um diferencial dentro das organizações.
“O Projeto Gente visa trabalhar o desenvolvimento emocional e mental dos colaboradores do nosso ecossistema. Neste encontro, a missão foi tratar do gerenciamento das emoções, que hoje não é mais um diferencial nas organizações, mas um pré-requisito”, afirmou.
Segundo ele, profissionais que aprendem a lidar melhor com as próprias emoções tendem a construir relações mais saudáveis, colaborativas e produtivas no ambiente de trabalho.
“Um ser humano com melhor gestão emocional se torna mais interativo, colaborativo e focado em resultados. Isso impacta não só a vida profissional, mas também a forma como ele se relaciona com as pessoas ao redor”, completou.
Ao investir em seus colaboradores, a FOA/UniFOA amplia o cuidado para além da estrutura física e dos processos institucionais. O atendimento ao estudante começa na escuta, na postura, na forma de orientar e na capacidade de acolher cada demanda com atenção.
Mais do que uma ação interna de capacitação, o Projeto Gente parte de uma ideia simples e essencial: uma instituição de ensino também se constrói pelas pessoas que sustentam sua rotina. Quando o colaborador é cuidado, preparado e valorizado, esse cuidado aparece no jeito como o estudante é recebido, acompanhado e reconhecido dentro da universidade.
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