Os cursos de licenciatura do UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda) alcançaram um resultado que atesta a qualidade do ensino na última avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O curso de Ciências Biológicas (Licenciatura) conquistou a nota máxima (5) e a Educação Física (Licenciatura) obteve a nota 4, posicionando as graduações da instituição entre as melhores do país.
Este resultado, a nota máxima, representa o resultado de um planejamento bem executado à longo prazo. O coordenador do curso, Dimitri Ramos Alves destacou o sentimento de orgulho e o impacto do resultado para a comunidade acadêmica.
"Ficamos muito felizes, tanto eu quanto os professores, porque isso marca um processo que foi sendo construído. É um resultado que envolve a dedicação do corpo docente e mostra o compromisso e a maturidade dos alunos em compreender a importância da sua formação ao longo de todo o curso", afirmou o professor.
O docente ressaltou ainda que uma nota de destaque nacional não se constrói de forma isolada, mas sim através da engrenagem institucional que une a academia à comunidade.
"Quando temos um resultado como esse, fica claro que todos os envolvidos, professores e estudantes, se mostraram engajados no processo de formação de novos professores. Logicamente, essa nota 5 só foi possível graças às políticas institucionais de ensino, extensão e pesquisa, contando com o apoio e os investimentos da Fundação Oswaldo Aranha, da Reitoria e das Pró-Reitorias. E o resultado mostrou que nós que estamos no caminho certo."
No curso de Educação Física, a conquista da nota 4 comprova uma trajetória de mais de meio século de excelência. O coordenador, Silvio Vilela, apontou que o resultado expressivo no Enade reflete um trabalho consistente de avaliações periódicas e muita dedicação ao ensino.
"É muito gratificante para todos no curso. Temos que entender que o curso de Educação Física do UniFOA possui uma história na formação de professores há 55 anos e coleciona bons resultados no Enade. Manter um resultado expressivo demonstra que desenvolvemos um trabalho consistente, atualizado e com dedicação ao ensino. Receber essa avaliação é motivo de orgulho e também de responsabilidade, pois reforça o compromisso do UniFOA e do curso de continuar avançando na qualidade da formação acadêmica e profissional de quem confia a nós o seu sonho", destacou Vilela.
Ao analisar os fatores que diferenciam a graduação e sustentam essa nota de prestígio, o coordenador destacou a infraestrutura, os estudantes e a qualificação do corpo docente, pontuando o que define como um compromisso ético com a aprendizagem.
"Não vejo apenas um diferencial, mas vários fatores que, juntos, contribuem para essa qualidade. O principal deles está no corpo docente altamente comprometido e qualificado, composto 100% por mestres e doutores. Além disso, todos eles atuam no mercado, nas áreas em que lecionam, aproximando a formação da realidade prática. Quero destacar o compromisso desses professores com o que chamo de 'honestidade pedagógica' no processo de ensino. Somado a isso, temos a garra dos nossos estudantes, que se dedicam diariamente para transformar seus sonhos em realidade", concluiu o coordenador.
O resultado consolida a tradição do UniFOA em alinhar o rigor técnico à prática pedagógica, garantindo que os futuros profissionais cheguem ao mercado de trabalho com uma bagagem acadêmica de excelência reconhecida pelo Governo Federal.
A exigência por profissionais especializados, capazes de atuar com segurança tanto no ambiente clínico quanto no esportivo, tem redefinido o perfil de quem se destaca na área da Educação Física. É nesse cenário que o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), em parceria com a RPX, anunciou o lançamento de quatro novas pós-graduações voltadas às áreas que mais crescem no setor.
A proposta dos cursos é direta: formar profissionais preparados para atuar com base científica, domínio técnico e visão prática, acompanhando as demandas reais do mercado e ampliando as possibilidades de atuação na Educação Física.
As novas especializações contemplam diferentes frentes de atuação. A pós-graduação em Educação Física no Ambiente Hospitalar é voltada para quem deseja atuar diretamente no suporte ao tratamento de pacientes, com foco na prescrição segura de exercícios em contextos clínicos.
Já o curso de Treinamento Desportivo: da Formação de Talentos à Performance direciona o profissional para o desenvolvimento de atletas e praticantes, utilizando metodologias baseadas em evidências e conceitos modernos de periodização.
Outra frente importante é a pós-graduação em Musculação Terapêutica e Personal Trainer, que propõe o uso do treinamento de força como ferramenta no controle da dor, na reabilitação e no tratamento de diferentes patologias, ampliando o papel do profissional para além do condicionamento físico tradicional.
Fechando o conjunto de cursos, a especialização em Gerontologia Aplicada à Educação Física mira um dos segmentos que mais cresce no país: o envelhecimento ativo. A formação prepara o profissional para atuar na promoção da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida da população idosa.
Com foco na aplicação prática do conhecimento, os cursos foram estruturados para aproximar teoria e realidade profissional, preparando especialistas capazes de responder a desafios complexos e atuar com segurança em diferentes contextos.
As inscrições já estão abertas e representam uma oportunidade para profissionais que buscam avançar na carreira e se posicionar em um mercado cada vez mais exigente.
Nem sempre os cuidado em saúde começa com exame ou receita. Às vezes, começa com escuta, troca e orientação. É essa proposta que vem ganhando espaço na UBS Três Poços, localizada no campus Olezio Galotti com o projeto Peso Saudável.
A unidade passou a promover encontros coletivos com pacientes da atenção primária, reunindo profissionais de saúde, estudantes do curso de Medicina e convidados para discutir temas como alimentação, atividade física e saúde mental. A ideia é ampliar o cuidado para além do consultório e fortalecer o vínculo com a comunidade.
A iniciativa partiu da médica da saúde da família e saúde mental da unidade, Dra. Julia Cruz, que identificou, no dia a dia dos atendimentos, uma demanda que ia além da consulta tradicional.
“A ideia surgiu da necessidade de ter um contato mais próximo com os pacientes e também de envolver os alunos de Medicina. A gente percebeu que era possível promover saúde de outras formas, com um olhar mais integral, abordando alimentação, atividade física e saúde mental dentro de um plano mais personalizado”, explica.
Segundo a médica, os encontros também respondem a uma necessidade clara dos próprios pacientes: a de serem ouvidos e participarem mais ativamente do próprio cuidado.
“No consultório, eu já percebia que eles queriam mais do que a consulta. Queriam tirar dúvidas, conversar, participar. No primeiro encontro tivemos cerca de 10 pacientes. Agora, já tivemos uma adesão maior e a expectativa é que esse grupo continue crescendo”, conta.
A proposta é que os encontros aconteçam de forma contínua e também sirvam como porta de entrada para um acompanhamento mais completo dentro da unidade.
“Queremos manter essa frequência e, a partir desses encontros, encaminhar os pacientes para consultas clínicas, para que possamos trabalhar todas as etapas do cuidado”, completa.
A iniciativa também conta com a participação de profissionais convidados. No encontro mais recente, o professor do curso de Educação Física do UniFOA, Rodolfo Silva, destacou o impacto da proposta.
“É uma iniciativa muito acertada. Falar de atividade física é falar de um dos fatores mais poderosos na prevenção e promoção da saúde. Quando isso se junta a uma alimentação equilibrada, temos uma base muito forte para qualidade de vida. É um modelo que pode e deve inspirar outras unidades”, avalia.
Para os pacientes, o espaço tem se mostrado importante não apenas pelo conteúdo, mas pelo incentivo coletivo. A participante Helena Gonçalves destacou o valor da troca entre os próprios usuários.
“É muito importante ter esse tipo de orientação. Acho que precisa até de mais divulgação, porque as pessoas precisam desse contato, desse incentivo. Às vezes, um motiva o outro. Ter esse grupo ajuda muito”, relata.
Ela também chama atenção para o papel da atenção primária na prevenção, ainda pouco percebido por parte da população.
“Muita gente ainda vê o posto só como lugar para tratar doença, mas não tem noção do quanto ele pode ajudar na prevenção. É fácil reclamar, mas muitas vezes as pessoas não procuram e não participam”, afirma.
Aberta ao público, a iniciativa começa a ampliar seu alcance. Inicialmente voltados para pacientes da região de Três Poços e da comunidade acadêmica, os encontros agora passam a receber qualquer interessado.
Quem quiser participar pode procurar a UBS do UniFOA e se inscrever com a agente comunitária de saúde. As atividades acontecem às terças-feiras, às 10h, em datas previamente definidas.
Ao transformar a unidade básica em um espaço de escuta, orientação e convivência, a ação reforça um princípio essencial da atenção primária: cuidar antes que a doença apareça e, principalmente, cuidar das pessoas de forma completa.




A qualidade acadêmica do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) ganhou reconhecimento nacional com a participação do coordenador do curso de Educação Física, Prof. Dr. Silvio Henrique Vilela, e do professor Dr. Rodolfo Guimarães Silva na Oficina Angoff para Definição dos Padrões de Nível de Desempenho (PLD), realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em Brasília, entre os dias 26 e 28 de novembro.
O encontro reuniu especialistas de instituições de ensino de todo o país em um trabalho estratégico: qualificar o processo de definição dos níveis de desempenho utilizados nas avaliações do Enade das Licenciaturas 2025. A metodologia Angoff, referência internacional, é fundamental para garantir rigor técnico, precisão e coerência na elaboração dos padrões que classificam o desempenho dos estudantes brasileiros. Ao contribuir diretamente com essa etapa, os docentes do UniFOA reforçam o compromisso institucional com a excelência educacional e com a melhoria contínua das políticas de avaliação da educação superior.
Para o professor Rodolfo Guimarães Silva, participar da oficina foi uma experiência transformadora.
“Estar em Brasília e contribuir com a análise técnica do ENADE, definindo os parâmetros de proficiência que orientarão o ensino em todo o país, foi uma experiência enriquecedora e que reflete nosso compromisso institucional com a excelência acadêmica”, afirmou. Ele destaca que o processo amplia a visão sobre as diretrizes nacionais e fortalece a responsabilidade das instituições formadoras.
Já o coordenador do curso, Prof. Dr. Silvio Henrique Vilela, ressalta que o convite do INEP é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido no UniFOA.
“O convite da presidência do INEP para participar da capacitação e da avaliação pelo método Angoff já evidencia o reconhecimento do nosso trabalho no Curso de Educação Física do UniFOA. No entanto, foi o intercâmbio com renomados docentes de todo o país, debatendo as questões do ENADE, que reforçou a certeza de que seguimos numa direção muito acertada”, destacou.
A presença dos representantes do UniFOA em um espaço de construção metodológica e definição de parâmetros nacionais fortalece o alinhamento entre práticas formativas e expectativas de desempenho no Brasil. Além disso, contribui para a evolução dos instrumentos avaliativos, refletindo diretamente na qualidade dos cursos de licenciatura em todo o país.
Com essa participação, o Centro Universitário de Volta Redonda reafirma seu papel ativo na construção de uma educação superior sólida, qualificada e conectada às demandas contemporâneas da sociedade, reforçando seu compromisso com a formação de profissionais preparados e com a melhoria contínua do ensino no país.
Em uma iniciativa que reforça a relação entre ciência, educação e cidadania, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), em parceria com o Instituto de Educação Professor Manoel Marinho, promoveu a Feira da Saúde, ação que transformou a escola em um ambiente de aprendizado prático e interativo. Mais de 530 alunos participaram das atividades conduzidas por docentes e universitários de sete cursos da instituição.
Idealizador do projeto de extensão, o professor Dimitri Ramos Alves, coordenador do curso de Ciências Biológicas do UniFOA e também docente do Colégio Manoel Marinho, destaca a importância da aproximação entre universidade e escola pública.
“Buscamos levar para o ambiente escolar atividades que fazem parte da rotina acadêmica no UniFOA, permitindo que os estudantes vivenciem na prática o que significa o Ensino Superior e se reconheçam como futuros profissionais”, afirma.
Durante a feira, o auditório foi dividido em estações de conhecimento, onde os cursos prepararam demonstrações e oficinas ligadas à prática científica e ao cuidado com a saúde. Os alunos puderam utilizar microscópios, equipamentos médicos e participar de dinâmicas educativas que abordaram biodiversidade, primeiros socorros, saúde bucal, alimentação saudável e bem-estar.
Entre as atividades realizadas:
Além de despertar novos interesses, a Feira da Saúde fortaleceu competências essenciais nos universitários, como comunicação, empatia e liderança, por meio do contato direto com o público.
“Queremos que esses jovens visualizem possibilidades para o futuro e encontrem motivação para seguir estudando. A extensão cumpre um papel fundamental ao aproximar a universidade da comunidade”, reforça Dimitri.
Com a iniciativa, o UniFOA reafirma seu compromisso com o desenvolvimento social da região e com a formação de cidadãos críticos e preparados para transformar o mundo por meio do conhecimento — com cuidado e propósito.


O curso de Educação Física marcou presença nas comemorações cívicas do Dia da Independência do Brasil, realizadas na manhã de domingo (7), na Avenida Paulo de Frontin, no Aterrado, em Volta Redonda. O evento, que contou com grande participação popular, reforçou o vínculo entre a instituição e a comunidade, além de proporcionar aos estudantes e professores uma experiência prática ligada à organização de atividades de caráter cívico e social.
A participação no desfile não apenas amplia a visibilidade da FOA/UniFOA, como também oferece aos alunos do curso uma vivência formativa importante. Segundo o coordenador do curso, professor Silvio Vilela, a atividade dialoga diretamente com a atuação profissional:
“Organizar ou participar de um desfile é uma ação que pode fazer parte da rotina do futuro professor ou profissional de Educação Física. Essa experiência representa um mergulho direto no campo profissional, fortalecendo a formação dos nossos alunos.”
Para os estudantes, o momento também teve um significado especial. A aluna Maryana Meira, que participou do desfile pela última vez como estudante, destacou a emoção da experiência:
“Foi um momento muito especial, que vai ficar marcado com carinho na memória como parte de toda a história que vivi nesses quatro anos de faculdade. Sou muito grata por tudo.”
Ao unir prática acadêmica, engajamento social e valorização da cidadania, a presença do curso de Educação Física no desfile de 7 de setembro reforça o compromisso da FOA/UniFOA em formar profissionais preparados para atuar com responsabilidade, ética e conexão com a comunidade.
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O curso de Educação Física promoveu o XVI Congresso de Educação Física, um evento que reforça o compromisso do curso em articular teoria e prática, ampliando a formação acadêmica dos estudantes e promovendo o diálogo científico. A programação reuniu mesas-redondas, oficinas, atividades culturais e apresentações de trabalhos, criando um espaço rico para troca de experiências e atualização profissional.
O congresso teve como principal objetivo contribuir para o desenvolvimento dos estudantes, estimulando competências como liderança, comunicação, trabalho em equipe e protagonismo. Mais do que um evento científico, o congresso se consolidou como um ambiente de formação crítica e reflexiva, reafirmando o papel social da Educação Física na promoção da saúde, da inclusão e do bem-estar.
Segundo a organização, a participação dos professores na condução das atividades foi essencial para fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Os docentes, além de orientar os alunos no planejamento e execução do congresso, também puderam refletir sobre suas próprias práticas pedagógicas e dialogar com as demandas contemporâneas da profissão.
Além das oficinas, o congresso contou com a apresentação de pesquisas, pôsteres e projetos de extensão, valorizando o trabalho desenvolvido pelos estudantes do curso e fomentando novas ideias e colaborações. Outro ponto relevante foi o compromisso com a sustentabilidade, reduzindo o uso de materiais impressos e priorizando ferramentas digitais para inscrições, certificações e divulgação de conteúdo.
Com mais de cinco décadas de história, o curso de Educação Física do UniFOA reafirma, a cada edição do congresso, sua relevância acadêmica e social. O evento mostrou-se não apenas como espaço de atualização profissional, mas também como uma oportunidade de reflexão sobre o papel da Educação Física na construção de uma sociedade mais saudável, inclusiva e cidadã.
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A professora Ana Paula Cunha Pereira, docente dos cursos de Licenciatura em Educação Física, Ciências Biológicas e do Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde (MECSMA) do UniFOA, representou a instituição e o Brasil na Conferência Anual da Leisure Studies Association (LSA), realizada em julho, na York St. John University, no Reino Unido. O destaque de sua participação foi a apresentação de um capítulo de sua autoria no livro Research Handbook of the Sociology of Leisure, em tradução livre (Manual de Pesquisa em Sociologia do Lazer), publicado pela renomada editora Edward Elgar Publishing.
Com o tema “Leisure and social justice in changing and challenging times” (Lazer e justiça social em tempos de mudança e desafios), a conferência celebrou os 50 anos da LSA, uma das mais prestigiadas associações acadêmicas dedicadas aos estudos do lazer, reunindo especialistas de diversas áreas do conhecimento, como sociologia, educação física, psicologia, geografia, economia, arquitetura, turismo, gestão de eventos e políticas públicas.
A obra da qual Ana Paula faz parte será lançado no final do ano, reúne 33 capítulos de autores de várias partes do mundo, discutindo como o lazer, o ócio e a indústria do entretenimento se relacionam com dinâmicas sociais, inclusão e exclusão. Seu capítulo, intitulado “Leisure, Resistance Movements and Marginalised Youth: 30 Years of the Cultural Group AfroReggae, a non-governmental organisation in Rio de Janeiro, Brazil” (Lazer, movimentos de resistência e juventude marginalizada: 30 anos do grupo cultural AfroReggae, uma organização não governamental do Rio de Janeiro, Brasil), surgiu a partir de um convite feito pelos organizadores Karl Spracklen (Leeds Beckett University, UK), Brett Lashua (University College London, UK) e Felice Yuen (Concordia University, Canadá).
Segundo Ana Paula, a escolha do tema foi orientada por três pilares: abordar o lazer em interface com a desigualdade social, dar visibilidade à realidade urbana do Rio de Janeiro e articular o conteúdo com as disciplinas que leciona no UniFOA, como “Legislação da Educação e Políticas Educacionais” (licenciatura em Ciências Biológicas em Educação Física) e “Políticas e Práticas de Inclusão” (MECSMA).
“Aceitei o convite em 2023, sem ainda ter uma ideia clara do que escrever. Foi um desafio que me motivou a mergulhar nas políticas públicas voltadas à juventude, movimentos sociais e legislações brasileiras”, relatou. A comemoração dos 30 anos do Grupo Cultural AfroReggae à época da escrita serviu como catalisador para o desenvolvimento da pesquisa.
Durante o evento, Ana Paula participou da mesa “Starting Lines, Turning Points, and Disputational Moments in the Sociology of Leisure” (Linhas de partida, pontos de virada e momentos de disputa na sociologia do lazer), ao lado de nomes de destaque na área, como Felice Yuen (Canadá), Brett Lashua (Reino Unido), Corey W. Johnson (EUA), Holly Thorpe (Nova Zelândia), entre outros pesquisadores de prestígio.
“O mais gratificante foi representar, além da nossa instituição, o meu país em uma mesa internacional tão qualificada. Foi um momento de grande responsabilidade e orgulho profissional”, destacou.
A trajetória de internacionalização da professora já inclui participações anteriores na LSA, a primeira em 2011, durante seu doutorado sanduíche na Leeds Beckett University (UK), e depois como docente do UniFOA em 2013 e 2017. Ela também esteve presente no Congresso Mundial de Sociologia, no Canadá, em 2018.
Ana Paula fez questão de ressaltar o apoio fundamental do UniFOA à sua trajetória acadêmica: “Internacionalizar é um processo constante de resistência. Além de investir na inscrição, a instituição sempre apoiou minhas idas a eventos internacionais. O suporte estrutural, institucional e, inclusive, emocional faz toda a diferença para que possamos continuar produzindo ciência de qualidade”, afirmou.
Ela ainda agradeceu à Pró-Reitora de Pesquisa, Ana Carolina Dornelas; aos coordenadores do MECSMA, Júlio Aragão e Bruna Casiraghi; ao coordenador do curso de Ciências Biológicas, Dimitri Ramos Alves; ao coordenador do curso de Educação Física, Silvio Henrique Vilela; e à reitora, professora Ivanete da Rosa Oliveira, pelo apoio e incentivo ao longo do processo.
A contribuição da professora Ana Paula reforça o compromisso do UniFOA com a produção científica de excelência e com a promoção da internacionalização da pesquisa. Sua atuação no cenário acadêmico global evidencia o impacto e o reconhecimento do trabalho desenvolvido na instituição, ultrapassando fronteiras e conectando o conhecimento local a contextos internacionais.
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Fruto de um projeto de extensão do curso de Educação Física do UniFOA, coordenado pelos professores Cássio Martins e Silvio Vilela, com participação ativa dos alunos da disciplina Práticas Corporais de Aventura, o Zoológico Municipal passará a contar com a cadeira Julietti, importante na promoção da acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A cadeira foi originalmente criada por um casal de engenheiros e montanhistas após o diagnóstico de uma doença degenerativa na esposa, que passou a ter limitações motoras. Determinado a continuar realizando trilhas com ela, o marido desenvolveu um modelo específico para terrenos acidentados. Hoje, a cadeira Julietti é patenteada e distribuída para parques e espaços naturais em todo o Brasil, com o propósito de ampliar o acesso à natureza e ao esporte.
Em Volta Redonda, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico recebeu unidades da cadeira, mas enfrentava dúvidas sobre como aplicá-las de maneira eficiente. Durante uma vivência no zoológico com um cadeirante, foi percebido que a cadeira, além de facilitar o deslocamento, proporcionava uma experiência de visitação diferenciada: permitia melhor visualização dos animais, muitas vezes comprometida nas cadeiras convencionais por conta da altura dos muros de proteção.
A partir dessa percepção, a Secretaria procurou o professor Cássio, que, junto aos alunos, assumiu o desafio de criar um material educativo acessível e funcional. “A ideia foi desenvolver um manual com linguagem simples, vídeos explicativos, QR codes e recursos de acessibilidade como audiodescrição e Libras”, explicou o docente.
A produção passou por várias etapas: testes da cadeira no campus do UniFOA, ensaios com pessoas de diferentes perfis físicos e gravação de vídeos com apoio de professores de Design e da professora Andrea, responsável pela acessibilidade do conteúdo.
Os alunos Caleb Prado, João, Jonathan do Valle, Leonardo Machado, João Vitor Teixeira, Lucas do Carmo e Luiz Fellipe Portilho se engajaram fortemente no projeto. João relatou o impacto emocional ao conhecer a história dos criadores da cadeira: “Ver o quanto a Julietti transformou a vida daquela mulher nos deu ainda mais vontade de fazer tudo com excelência. Foi emocionante.”
Jonathan destacou como o projeto ampliou sua percepção sobre inclusão: “Muitas vezes a gente não percebe que um simples detalhe, como a altura de um muro, pode impedir alguém de ver os animais. Isso muda completamente a experiência. E agora, com a Julietti, essa barreira começa a ser quebrada.”
A Prefeitura já iniciou a implementação do projeto. A ideia é permitir o agendamento do uso da cadeira em espaços como o zoológico, o parque aquático da Ilha São João e outras áreas públicas. O material gráfico criado pelas alunas do curso de Design, Luana Pereira, Brígida Regnier e Kamini Villas-Bôas, sob a orientação dos professores, Aline Botelho e Bruno Correa será impresso em banners e folders, além de materiais para as redes sociais, além de serem disponibilizado por QR codes.
Mais do que uma proposta acadêmica, o projeto se tornou um instrumento de cidadania. “Foi muito mais do que um trabalho de sala de aula. É um projeto com peso social, que mostra o potencial da Educação Física em promover inclusão e dignidade”, afirmou Caleb.
Os estudantes também reforçam que a ação pode inspirar outras cidades a adotarem iniciativas semelhantes. “O que fizemos aqui pode servir de modelo. A acessibilidade não deve ser vista como uma obrigação, mas como um compromisso com a dignidade humana”, completou Jonathan.
Com projetos como esse, o UniFOA reafirma seu compromisso com uma educação que transforma, dentro e fora da sala de aula.
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Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) assistidas pelo Centro de Reabilitação Carmem Vergetti Leite Franco de Pinheiral agora têm acesso a aulas semanais de natação terapêutica no campus Olezio Galotti, do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). O projeto, que visa promover o desenvolvimento físico e cognitivo dessas crianças, é fruto de uma parceria entre FOA/UniFOA, MRS Logística e a Prefeitura de Pinheiral, por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
A ação atenderá sistematicamente 21 pacientes, divididos em três grupos por faixa etária — de 5 a 8 anos, 9 a 12 anos, e de 13 a 17 anos — com aulas de 40 minutos, sempre às sextas-feiras, na piscina aquecida da instituição. A proposta surge como resposta à baixa adesão de pessoas com TEA a práticas esportivas, causada pelas dificuldades de comunicação e interação social. Esse afastamento das atividades físicas pode acarretar comportamentos sedentários e contribuir para problemas como ansiedade, depressão, distúrbios do sono e outras complicações de saúde.
A natação terapêutica, nesse contexto, torna-se uma aliada poderosa, promovendo não apenas melhorias na saúde física, mas também avanços na socialização, concentração, autoestima e bem-estar emocional. Para o coordenador do curso de Educação Física do UniFOA, professor Silvio Vilela, o projeto é significativo em diversos aspectos: “A gente sabe que está aumentando o número de diagnósticos de autismo e precisamos contribuir com a qualidade de vida dessas crianças. Essa ação retorna para a sociedade como uma ajuda concreta da instituição, mas também potencializa a formação dos nossos estudantes, que ganham uma experiência prática diferenciada”.
O projeto conta com oito discentes do curso de Educação Física atuando como estagiários, sob supervisão e com orientação específica sobre o TEA e o perfil dos pacientes, com a professora Christian Junqueira. A parceria entre as instituições, segundo Silvio, também viabilizou toda a estrutura necessária para a execução do projeto ao longo do ano: “Foi graças à parceria com a prefeitura de Pinheiral e com a MRS Logística que conseguimos realizar o aquecimento da piscina e oferecer o atendimento contínuo. É gratificante ver as crianças chegando ao campus e participando ativamente”.
O Secretário de Saúde de Pinheiral, Everton da Silva Alvim, relembra o início da iniciativa: “Se eu não me engano, numa visita do professor Silvio Vilela ao nosso Centro de Reabilitação, falamos sobre o papel da Educação Física na área da saúde e discutimos possibilidades de terapia voltadas para crianças autistas. A partir daí, a semente foi plantada. A FOA já tinha uma ideia de valor necessário, e a Prefeitura ficou com a missão de buscar um parceiro. Apresentamos a proposta à MRS, e, após alinhamento, conseguimos concretizar essa entrega”.
Flávia Ferreira, supervisora do Centro de Reabilitação Carmen Vergetti Leite Franco, reforça o impacto da atividade na rotina dos pacientes: “Sabemos da importância da atividade física na vida das pessoas, e a natação veio para contribuir com o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional dos nossos assistidos. Este projeto foi pensado com muito carinho, e é um orgulho vê-lo se tornando realidade”. Segundo Flávia, os alunos do UniFOA receberam orientação prévia sobre o funcionamento do centro e sobre o vínculo essencial no cuidado com o paciente autista: “Expliquei o fluxo de atendimento, a importância das terapias integradas e a necessidade de criar laços para que o tratamento alcance bons resultados”.
O reflexo positivo da ação já é percebido pelas famílias. Pamela Valim, mãe de uma das crianças assistidas, contou emocionada sobre a empolgação da filha com a aula inaugural: “Ela ficou muito ansiosa. Eu criei uma rotina para ela entender que teria esse momento, e ela estava animada desde cedo. Para mim, como mãe, é gratificante ver que ela está se desenvolvendo, e espero que novas parcerias venham para somar”.
Ao unir educação, saúde e responsabilidade social, o projeto de natação terapêutica representa um marco na atenção ao público com TEA em Pinheiral, promovendo inclusão, formação acadêmica qualificada e um cuidado integral às crianças e suas famílias.
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