Em áreas de risco, um capacete esquecido, um óculos de proteção deixado de lado ou uma entrada liberada sem conferência podem transformar segundos de descuido em acidente. Foi a partir desse problema real da indústria que o grupo de Vitor Oliveira, Nicolle Alves, Samuel Pires, Artur Aguiar, Roberto Neto e Matheus Martins, estudantes de Engenharia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), desenvolveu um protótipo de catraca inteligente capaz de reconhecer o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) antes de permitir o acesso a determinados ambientes.
A ideia nasceu da vontade de aplicar a tecnologia a uma situação concreta da segurança do trabalho. Em vez de depender apenas da conferência visual feita por uma pessoa, o sistema utiliza visão computacional, inteligência artificial e automação para verificar se o trabalhador está usando os equipamentos obrigatórios antes de liberar a entrada.
“A ideia surgiu da vontade de tirar a tecnologia da tela do computador e usar ela para resolver um problema bem real: a segurança do trabalhador. Eu queria juntar visão computacional com controle de acesso físico, garantindo que as regras de segurança fossem cumpridas de forma automática, sem depender da atenção humana. Foi a chance perfeita de unir a teoria da engenharia com a prática do código”, explicou Vitor.
Na prática, o protótipo funciona a partir da integração entre software e hardware. Uma câmera captura a imagem da pessoa em tempo real. Em seguida, um código desenvolvido em Python, com uso do modelo YOLOv8, analisa se os EPIs exigidos estão sendo utilizados. Caso tudo esteja correto, o sistema envia um sinal ao Arduino, que aciona o mecanismo físico responsável por liberar a catraca ou a porta. Se algum equipamento estiver ausente, o acesso é bloqueado.
Nesta etapa do projeto, o sistema foi treinado para reconhecer quatro itens considerados essenciais em ambientes industriais e canteiros de obras: óculos de proteção, luva, colete e capacete.
“Eles cobrem boa parte dos riscos do dia a dia e serviram como prova de conceito ideal para validar a ideia”, destacou o estudante.
Além do controle de acesso, o projeto também registra cada evento em um banco de dados, com identificação, horário e quantidade de infrações. Para ampliar a capacidade de acompanhamento, Vitor e seu grupo desenvolveram ainda um dashboard em Streamlit, que permite ao supervisor visualizar o histórico de ocorrências, identificar quais funcionários aparecem com mais frequência nos registros e acompanhar, em tempo real, a conformidade no uso de EPIs.
Para Nicolle Alves, um dos maiores desafios foi fazer a tecnologia sair do ambiente virtual e interagir com o mundo físico.
“Foi desafiador, mas muito gratificante. A mágica acontece quando você percebe que não está só corrigindo código, mas ajustando como o mundo físico reage a esse código. Fazer o modelo de inteligência artificial em Python conversar com os relés e sensores do Arduino exigiu bastante paciência e muitos testes. Unir a lógica de análise com a visão estrutural da Engenharia Mecânica fez toda a diferença para criar algo que não é só um brinquedo tecnológico, mas uma ferramenta real de segurança do trabalho”, afirmou.
O professor Italo Pinto Rodrigues, acompanhou o desenvolvimento do projeto e destacou a capacidade do estudante de transformar uma demanda real da indústria em uma solução tecnológica com sustentação técnica.
“O que mais chamou atenção foi a capacidade dos estudantes de transformar um problema real da indústria em uma solução tecnológica. O projeto não ficou apenas no campo da ideia. Eles conseguiram desenvolver um protótipo baseado em visão computacional para reconhecimento de Equipamentos de Proteção Individual, com potencial de aplicação em diferentes ramos industriais. Isso demonstra maturidade técnica, criatividade e compreensão das demandas atuais do setor produtivo”, avaliou.
Segundo Italo, protótipos como esse são importantes porque aproximam os alunos da prática profissional da Engenharia. Ao desenvolver uma solução funcional, o estudante precisa integrar diferentes áreas do conhecimento, testar hipóteses com modelagem e simulação, lidar com restrições reais, tomar decisões técnicas e validar resultados.
“Esse tipo de protótipo contribui para uma formação mais completa. O estudante deixa de ser apenas receptor de conteúdo e passa a atuar como alguém capaz de propor, desenvolver e avaliar soluções para problemas concretos da sociedade e do mercado”, destacou.
Durante o desenvolvimento, a equipe trabalhou competências ligadas à programação, modelagem, simulação, controle, eletricidade, sensores virtuais, prototipação eletrônica e análise de dados. O projeto também exigiu comunicação técnica e escrita científica, já que foi necessário apresentar o problema, justificar a solução, organizar resultados e demonstrar o funcionamento do sistema.
Para Italo, essa combinação mostra que a formação em Engenharia vai além do domínio de conteúdos isolados.
“Competência não é apenas saber um conteúdo. Competência envolve mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver situações reais de forma responsável, crítica e eficaz. Esse projeto favoreceu uma aprendizagem aplicada, interdisciplinar e alinhada ao perfil esperado de um engenheiro capaz de atuar em contextos tecnológicos complexos”, explicou.
O protótipo também aponta para possibilidades de aplicação real em empresas. Para Vitor, a solução tem relação direta com a Indústria 4.0 e pode ser utilizada em fábricas, mineradoras e grandes obras, onde a fiscalização visual pode falhar por cansaço, distração ou volume de pessoas.
“O que desenvolvi tem cara de Indústria 4.0. É escalável e barato de implementar perto dos benefícios que traz. Em locais onde a fiscalização humana pode falhar, ter um sistema automatizado na portaria que não deixa ninguém entrar sem os EPIs corretos, junto com um dashboard que dá ao supervisor visibilidade total das infrações, é um divisor de águas. Ajuda tanto a evitar acidentes quanto a garantir que normas como a NR-6 sejam cumpridas à risca”, afirmou.
Para o professor Ítalo, o projeto mostra como a universidade pode atuar como espaço estratégico para a inovação aplicada, aproximando ensino, tecnologia e demandas reais do mercado.
“Quando os estudantes são desafiados a resolver problemas reais, eles conseguem articular conhecimento acadêmico, criatividade e demandas do mercado. Nesse caso, o desenvolvimento de um protótipo para reconhecimento de EPIs evidencia como a formação em Engenharia pode dialogar diretamente com temas relevantes para a indústria, como segurança do trabalho, automação, inteligência artificial e transformação digital”, afirmou.
No fim, a catraca inteligente desenvolvida pela equipe de Vitor mostra que a Engenharia ganha força quando deixa de ser apenas cálculo, código ou circuito e passa a responder a uma necessidade concreta. Ao reconhecer EPIs antes de liberar o acesso, o projeto transforma tecnologia em cuidado, aprendizado em solução e inovação em uma forma prática de proteger vidas no ambiente de trabalho.
Foguetes experimentais, semáforos inteligentes, soluções para mobilidade urbana e projetos voltados à sustentabilidade. O que para muitos estudantes poderia ser apenas conteúdo de sala de aula se transformou em experiências práticas que ajudaram a conectar teoria, inovação e impacto social. Esse trabalho rendeu ao professor Italo Pinto Rodrigues, dos cursos de Engenharia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), uma homenagem na premiação “Educação Transforma SIM!”, realizada onte, 18 de junho, na Câmara Municipal de Volta Redonda.
A iniciativa reconhece profissionais, coletivos e organizações que desenvolvem ações capazes de transformar vidas por meio da educação. O professor foi homenageado pelo projeto “Engenharia Centrada no Estudante: projetos para formação, inovação e impacto”, que reúne experiências desenvolvidas nos cursos de Engenharia do UniFOA desde 2022.
A proposta tem como base metodologias ativas de aprendizagem, com foco no protagonismo estudantil, na aprendizagem baseada em projetos e na resolução de problemas reais. O objetivo é aproximar os alunos dos desafios contemporâneos da Engenharia, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a aplicação prática do conhecimento.
Entre as iniciativas desenvolvidas estão projetos voltados à sustentabilidade na Indústria 4.0, sistemas experimentais de lançamento de foguetes e o desenvolvimento de protótipos para cidades mais inteligentes, sustentáveis e acessíveis.
Desde a implantação da proposta, mais de 100 projetos estudantis foram desenvolvidos. Os resultados incluem soluções voltadas ao monitoramento da qualidade do ar, sistemas de carregamento para veículos elétricos, semáforos inteligentes para pessoas com deficiência e bueiros com indicadores de necessidade de limpeza, entre outras aplicações.
Para Italo, formar engenheiros para um mundo em constante transformação exige uma educação que vá além da transmissão de conteúdo.
“Os países que mais investem em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, as áreas STEM, são aqueles que têm conseguido ampliar sua capacidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. A matriz curricular do UniFOA compreende essa necessidade e organiza a educação em Engenharia em sintonia com as transformações do mundo atual. Dessa forma, nossos estudantes são preparados para contribuir com o avanço da ciência, da tecnologia e da sociedade”, destacou.
A homenagem “Educação Transforma SIM!” é uma iniciativa do vereador Raone Ferreira e busca valorizar projetos educacionais que geram impacto social e fortalecem a formação cidadã. Entre os homenageados da noite também esteve o ex-deputado federal Marcelo Freixo.
Para a reitora do UniFOA, professora Ivanete Oliveira, o reconhecimento evidencia um movimento que vem sendo construído pela instituição nos últimos anos.
“Este reconhecimento é muito importante para o UniFOA, que vem investindo em uma formação organizada por competências e conectada às demandas da sociedade. A homenagem valoriza esse movimento institucional e também destaca o papel do professor como condutor de projetos que mobilizam os estudantes, integram conhecimentos e fortalecem a formação profissional”, afirmou.
Mais do que a conquista de uma homenagem, o reconhecimento destaca uma forma de ensinar que coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem. Em vez de apenas estudar problemas já resolvidos, os alunos são desafiados a criar soluções, testar ideias e compreender como a Engenharia pode contribuir para transformar a realidade ao seu redor.

Com o tema de “Tecnologia, Inovação e Futuro”, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) promoveu o 3º Simpósio das Exatas, organizado pelos cursos de Engenharias da instituição. Os encontros, que aconteceram entre 04/05 e 07/05, abordaram assuntos ligados à robótica, inteligência artificial, controle industrial, empreendedorismo e desenvolvimento profissional.
Pensado na formação ainda mais completa dos estudantes, o simpósio proporcionou contato com profissionais da área, aprofundamento em novas tendências tecnológicas e experiências que incentivam a inovação e desenvolvimento profissional.
De acordo com a professora Izabel Mota, uma das organizadoras do evento, o simpósio serve, também, para aproximar os estudantes do mercado de trabalho ao trazer profissionais experientes e temas atuais: “Essa vivência tem sido extremamente positiva, porque os alunos conseguem enxergar na prática como os conteúdos estudados em sala são aplicados no mercado e nas novas tecnologias”, destacou.
Ainda segundo a docente, ao longo das palestras os estudantes desenvolveram habilidades técnicas e competências muito valorizadas no mercado, como pensamento crítico, inovação, comunicação, criatividade, storytelling, visão estratégica e capacidade de adaptação às novas tecnologias.
O professor Sérgio Taranto, também organizador do evento, pontuou a importância de um evento deste porte para os estudantes, fortalecendo o conhecimento além da sala da aula: “É o momento de avançar no conhecimento além do programado nas matrizes curriculares. Elevamos o nível para o profissional atuante no mundo do trabalho, com competências, habilidades e atitudes de excelência”, afirmou.
O encontro foi de muito proveito para os estudantes, como é o caso de Matheus de Paula, do 9º período de Engenharia Elétrica. Segundo o aluno, o evento é importante tanto para quem já está inserido no mercado, tanto para quem planeja seguir carreira acadêmica, uma vez que os conteúdos abordados vão além dos tratados em sala de aula: “Tivemos palestras voltadas para o meio acadêmico que abriram a mente para pontos e mercados que muita gente ainda não enxergava”, concluiu.





O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou a 2ª edição do “Fora da Caixa”, evento promovido pelo lab.CEU, grupo de pesquisa coordenado pelo professor Ítalo Pinto Rodrigues. A ação de extensão reuniu estudantes, professores e profissionais de destaque das áreas de engenharia espacial, automotiva e industrial, em um encontro marcado pela troca de experiências, inovação e reflexão sobre o futuro das profissões tecnológicas.
O evento contou com palestras de Jenny Carolina Asencio, engenheira de sistemas espaciais da iSpace; Vinícius Vannucchi Pierre, pesquisador da Stellantis e especialista em sistemas de bateria lítio e BMS; e André Corsetti, engenheiro de sistemas e diretor da Omega7 Systems, empresa voltada ao desenvolvimento de soluções complexas em software e hardware para aplicações críticas.
Durante a abertura, o professor Ítalo Pinto Rodrigues destacou o papel estratégico da iniciativa na formação acadêmica e profissional dos estudantes:
“Fico muito satisfeito em ver o Fora da Caixa se consolidando como um espaço em que nossos estudantes podem expandir seus horizontes, dialogar com profissionais de diferentes áreas e compreender as novas competências exigidas pelo mercado. Habilidades como pensamento crítico, resiliência, colaboração e domínio das tecnologias emergentes serão cada vez mais valorizadas, e é isso que promovemos com o Fora da Caixa”, afirmou.
Abrindo o ciclo de palestras, Jenny Robledo apresentou o tema “Quando o espaço se torna possível: a força da colaboração na engenharia de sistemas”, enfatizando que o sucesso de projetos espaciais depende da integração multidisciplinar e da cooperação entre profissionais.
Ela compartilhou experiências no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e em startups internacionais, destacando que:
“A colaboração é o motor que torna possíveis os projetos mais complexos da engenharia espacial.”
Na sequência, Vinícius Vannucchi Pierre, da Stellantis, trouxe uma visão aprofundada sobre a transição energética e os avanços em tecnologias de baterias de lítio. Ele explicou que o desenvolvimento de materiais de maior densidade energética e sistemas de gerenciamento térmico mais inteligentes está transformando o setor:
“As baterias estão evoluindo para modelos mais compactos, com ciclos de carga mais longos e menor impacto ambiental. Isso significa veículos mais leves, eficientes e com custos de produção mais equilibrados.”
O pesquisador ressaltou ainda que o engenheiro moderno precisa dominar a integração entre hardware, software e sustentabilidade, destacando que:
“O futuro da engenharia automotiva depende da nossa capacidade de transformar dados em eficiência e energia em mobilidade.”
Encerrando o evento, André Corsetti apresentou uma análise sobre o crescimento do mercado de Inteligência Artificial (IA) e da Internet Industrial das Coisas (IIoT), destacando o potencial econômico e tecnológico dessas áreas até 2035:
“Até 2035, a combinação entre IA e IIoT deve movimentar trilhões de dólares em todo o mundo. Estamos falando de fábricas autônomas, manutenção preditiva e sistemas que aprendem com o próprio ambiente produtivo. A engenharia precisa se adaptar a essa nova lógica, quem entender o dado, dominará o processo.”
Ele também reforçou a importância de formar profissionais com pensamento crítico e visão sistêmica, capazes de aplicar IA de forma ética e eficiente.
O 2º Fora da Caixa consolidou-se como um espaço de integração entre ensino, pesquisa e inovação, reafirmando o compromisso do UniFOA com a formação de engenheiros preparados para os desafios do século XXI.
O curso de Engenharia ABI promoveu uma experiência prática por meio do projeto “Criando Cidades Inteligentes: da ideia à solução”, voltado para os estudantes do módulo “Desenvolvimento de Protótipos”. A iniciativa une teoria e prática ao desafiar os alunos a criarem protótipos alinhados aos indicadores de cidades inteligentes definidos pela ABNT e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O professor Italo Rodrigues, indica que durante o módulo Desenvolvimento de Protótipos, os estudantes têm a possibilidade de desenvolver um projeto mimetizando uma situação real de projeto: concepção, análise de viabilidade com modelagem e simulação, validação da ideia, aquisição de materiais, montagem do protótipo, testes e comparação do desempenho do protótipo em relação à simulação.
Além disso, os participantes foram responsáveis por criar tutoriais acessíveis voltados para estudantes do Ensino Médio. Essa troca de saberes fortalece competências como liderança, comunicação e trabalho em equipe, além de estimular a disseminação da cultura científica e tecnológica nas escolas.
Camila Hosken, uma das professoras responsável pelo projeto, destaca a transformação proporcionada pela extensão universitária:
“No projeto de Cidades Inteligentes, os estudantes precisam desenvolver empatia social e lidar com problemas concretos da sociedade. Isso aprimora o senso de responsabilidade cidadã e ajuda o estudante a enxergar seu papel como agente na construção de soluções sustentáveis e tecnológicas para os desafios urbanos.”
Ela também reforça o alinhamento da ação com os ODS da ONU:
“Trabalhamos diretamente com o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ao propor soluções para mobilidade e infraestrutura urbana; o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao incentivar o uso de tecnologias e dados para a gestão urbana; e o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao promover uma aprendizagem prática e voltada para a resolução de problemas reais.”
A experiência tem impactado profundamente a trajetória dos estudantes. Isabelly Miranda, aluna do 3º módulo de Engenharia ABI, compartilhou sua vivência:
“Foi uma experiência desafiadora. Ser inovador não é tão simples quanto parece. Estar envolvida desde a criação da ideia até os testes e validações práticas fez todos colocarem em ação o que estava apenas no campo teórico. Me impactou perceber a distância entre teoria e prática. Muitos conceitos pareciam fáceis, mas a aplicação exigia adaptação, testes e muito jogo de cintura.”
Ela também destacou a importância do projeto para seu crescimento pessoal e profissional:
“Esse tipo de vivência me fez encarar cada parte da Engenharia de forma mais realista e até repensar minha escolha de área. Além disso, nos forçou a enxergar problemas onde antes parecia estar tudo certo e a trabalhar a comunicação em grupo.”
O projeto cumpre um papel fundamental na formação de engenheiros preparados para um mundo em constante transformação. Ao conectar o ensino superior à educação básica, promove a construção coletiva do conhecimento, fomenta a cultura de inovação e fortalece o papel social da universidade.
“O mercado de trabalho atual valoriza exatamente esse perfil: proativo, crítico, com capacidade de resolver problemas complexos e com sensibilidade social. Projetos como esse inserem o estudante em uma realidade dinâmica, que exige colaboração entre diferentes áreas e competências além do domínio técnico”, conclui a professora Camila.
Mais do que uma proposta técnica, o projeto amplia a formação dos estudantes ao incentivar a análise crítica, a criatividade e o compromisso com a responsabilidade social e ambiental. Durante o desenvolvimento dos protótipos, os alunos aplicaram conhecimentos de eletrônica, programação, design de sistemas e sustentabilidade, enfrentando desafios urbanos reais, como mobilidade, eficiência energética, gestão de resíduos e inclusão digital.
A iniciativa integra a proposta de extensão curricularizada e está em consonância com a Resolução nº 7/2018 do Ministério da Educação, que estabelece que ao menos 10% da carga horária dos cursos de graduação deve ser composta por atividades de extensão.
A 2ª edição do Simpósio das Exatas, promovida pelos cursos de Engenharias, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Sistemas de Informação do UniFOA, reforçou o compromisso da instituição com uma formação completa, que alia conhecimento técnico, habilidades interpessoais e inserção no mercado de trabalho. O evento contou com uma programação diversificada, incluindo palestras com profissionais da área, mesas-redondas com egressos, oficinas e a submissão de trabalhos nos formatos de relato de experiência e resumo.
De acordo com o professor Italo Pinto, um dos organizadores do evento, todas as atividades foram planejadas para contribuir diretamente com a formação dos estudantes.
“Tivemos ações mais técnicas, voltadas para temas como inteligência artificial, Indústria 4.0 e programação, mas também incluímos oficinas focadas em soft skills, como comunicação não violenta e gestão de tempo. Além disso, promovemos atividades voltadas para o marketing pessoal, como o uso estratégico do LinkedIn e a postura em entrevistas de emprego. Ou seja, buscamos alinhar as competências técnicas e comportamentais com estratégias de empregabilidade”, destacou.
Outro ponto alto do simpósio foi a apresentação dos projetos desenvolvidos pelos próprios estudantes. Segundo Ítalo, o momento foi importante para incentivar a troca de experiências e valorizar o que vem sendo produzido dentro da graduação.
“Acredito que o impacto do evento pode ser muito grande, principalmente se os alunos aproveitarem o espaço para networking e engajamento”, completou.
O coordenador do curso de Sistemas de Informação, professor Carlos Eduardo, também celebrou os resultados do evento. Ele destacou a evolução da iniciativa, que no ano anterior havia sido realizada como “Semana das Exatas” e, nesta edição, ganhou mais robustez com a estrutura de simpósio, incluindo a publicação e defesa de trabalhos acadêmicos.
“Foi uma experiência muito interessante. Tivemos participação ativa de alunos, egressos, professores e palestrantes externos. Alunos do terceiro período ministraram oficinas, egressos também contribuíram com atividades, e tivemos ainda premiações para os melhores trabalhos. Dois trabalhos do curso de Sistemas de Informação foram premiados na categoria resumo, e um da Engenharia Elétrica venceu na categoria relato de experiência. Foi um momento muito rico e de troca verdadeira entre todos os envolvidos”, avaliou.
Para a coordenadora do curso de Engenharia Ambiental, Samanta Grisol, o Simpósio das Exatas foi um evento que promoveu a integração entre teoria e prática, estimulando a pesquisa, a inovação e o protagonismo discente por meio da apresentação de projetos, palestras e mesas-redondas.
“Para nós, da coordenação, é uma grande satisfação ver nossos estudantes compartilhando seus conhecimentos, dialogando com profissionais da área e fortalecendo sua trajetória como futuros engenheiros comprometidos com a ética, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional”, afirmou.
Com foco na interdisciplinaridade e na vivência prática, o Simpósio das Exatas reafirma a proposta do UniFOA de preparar profissionais completos, capazes de enfrentar os desafios do mercado com conhecimento, atitude e visão de futuro.
As semanas acadêmicas de Engenharia no UniFOA têm uma história de mais de 40 anos. O Simpósio das Exatas consolida esta experiência, buscando a integração e possibilidade de colaboração entre os cursos. O 2º Simpósio das Exatas foi realizado envolvendo os cursos presenciais: Engenharia Ambiental, Civil, de Produção, Elétrica, Mecânica e Sistemas de Informação; digitais: Engenharia Civil, da Computação, de Produção e Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Tema: Ligação de um Motor Trifásico de 12 terminais: um relato de experiência utilizando laboratórios virtuais do UniFOA
Participantes: Pedro Mateus Lopes de Resende Dias; Gian Luca Silva Soares; Edimilson Emanuel Fonseca Alves; Luciano Augusto Moura da Silva; Matheus Flores de Almeida Candido e Italo Pinto Rodrigues.
Tema: VolunCheer: Plataforma de Inovação Social através da conexão entre voluntários e ONGs
Participantes: Samara Leal; Bianca Sanches; Elisa Dacol; Lilian Lima; Mariana Santos; Thaíssa Ferreira e Luciane Carvalho.
Tema: CowLabs: Uma Plataforma Digital para Trabalho Colaborativo e Integração de Projetos no Ensino Superior
Participantes: Wesley Pinheiro Balbino; Pedro Vieira Carvalho; Marcelo Ferreira Reis; Yuri Rocha March de Souza; Lucas Nogueira Andrade e Luciane Carvalho Jasmin de Deus.
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Nos dias 15 e 16 de abril, o AudiSmart, no campus Olezio Galotti, foi palco de mais uma rodada de apresentações dos estudantes de Engenharia ABI. Alunos dos módulos 3 e 4 demonstraram o avanço técnico e prático conquistado ao longo do curso por meio da exibição de projetos que aliam teoria e aplicação real.
Segundo Samantha Grisol, coordenadora dos cursos de Engenharia ABI, essa metodologia de ensino, iniciada em 2022, tem trazido resultados cada vez mais significativos para a formação dos futuros engenheiros. “Os projetos têm agregado muito no aprendizado dos alunos. Desde que demos início a essa abordagem, ficamos muito felizes com os resultados. Já nas primeiras entregas, percebemos o nível de conhecimento e o interesse deles em executar algo com profundidade e responsabilidade. Os resultados têm sido tão positivos que muitos trabalhos já se aproximam do nível de um Trabalho de Conclusão de Curso”, destacou Samantha.
Ela também comentou sobre a importância da complexidade crescente dos projetos à medida que os alunos avançam nos módulos. “Estamos vendo apresentações dos alunos do terceiro e quarto módulos, com conteúdos cada vez mais técnicos e integrados à realidade da engenharia. Isso nos enche de alegria, orgulho e satisfação”, completou.
O professor Italo Pinto Rodrigues também ressaltou o quanto os projetos contribuem para a evolução dos estudantes. “É possível perceber claramente como eles crescem diante dos desafios propostos. Desde o primeiro período, com essa proposta inovadora de currículo, os estudantes vão construindo um portfólio robusto. Já no terceiro módulo, vemos a maturidade na forma como desenvolvem projetos complexos, passando por todas as etapas, desde a concepção até a aplicação prática. Eles estão aprendendo a resolver problemas reais com base em conhecimentos técnicos e teóricos”, afirmou.
A aluna Anastasia Roncolato, do 5º período de Engenharia de Produção ABI, também acompanhou as apresentações e ficou impressionada com a qualidade dos projetos. “Achei tudo muito bem desenvolvido. Mesmo com termos técnicos, a explicação foi clara e acessível. Sempre que surgia alguma dúvida, os alunos conseguiam aprofundar mais, principalmente com o apoio dos professores. Foi visível o quanto pesquisaram e se dedicaram. A maioria dos projetos que vi hoje me surpreendeu positivamente.”
As apresentações reforçam o compromisso do UniFOA com uma formação sólida e inovadora, que prepara os estudantes para os desafios do mercado por meio da prática, da resolução de problemas reais e do estímulo ao pensamento crítico desde os primeiros períodos do curso.
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Os estudantes do curso de Engenharia Civil do UniFOA realizaram uma visita técnica às obras de ampliação do Sider Shopping. O objetivo da atividade foi aproximar os alunos da realidade do canteiro de obras, promovendo a integração entre os conhecimentos teóricos vistos em sala de aula e a prática profissional. Participaram da atividade estudantes da Área Básica de Ingresso (ABI) das Engenharias e do Ciclo Profissional, fases essenciais para a formação acadêmica dos futuros engenheiros.
Durante a visita, os estudantes puderam acompanhar de perto o andamento dos trabalhos, observar técnicas construtivas, sistemas de segurança, soluções de mobilidade e acessibilidade, além de compreenderem, na prática, como conceitos como sustentabilidade, planejamento e eficiência são aplicados em uma grande obra de engenharia. Também foram abordados aspectos relacionados ao Desenho Universal, especialmente para os alunos da ABI com o professor Zito, ampliando a visão sobre a importância da inclusão no ambiente urbano.
Para o coordenador do curso de Engenharia Civil, professor Sergio Taranto, esse tipo de atividade representa uma oportunidade valiosa para consolidar a formação dos discentes. “Com certeza, a triangulação entre o mercado de trabalho, as ações observadas na visitação e a percepção dos estudantes propicia aos docentes um ambiente vigoroso de exemplos, cases e experiências. Vivenciar ao vivo, no ambiente legítimo, a Engenharia, é fundamental para fortalecer o aprendizado”, destacou. Segundo ele, a experiência prática em um contexto real de obra permite uma compreensão mais profunda dos processos, materiais e técnicas utilizados, ao mesmo tempo em que estimula a reflexão sobre responsabilidade profissional, segurança e sustentabilidade.
Para o professor Zito “A visita contribui de maneira significativa para a formação de engenheiros qualificados, com visão crítica e holística sobre os projetos que os estudantes desenvolvem no curso com nosso inovadora matriz.”
A estudante Ana Julia Odorisi, do 7º período, reforça o impacto positivo da visita técnica em sua formação. “Eu achei muito interessante essa visita, porque o que a gente já conversou em sala de aula, como a questão da estrutura e da movimentação, a gente pôde ver na prática. É possível entender onde e por que se usa determinado tipo de alvenaria ou material, seja por eficiência, custo ou qualidade. Como futura engenheira, acredito que isso vai me ajudar a fazer escolhas melhores, seja no planejamento, no orçamento ou em qualquer área da engenharia civil, que é muito ampla”, comentou.
Além de enriquecer o conteúdo acadêmico, a ação também contribuiu para o desenvolvimento de habilidades comportamentais importantes para a atuação no mercado, como análise crítica, trabalho em equipe e resolução de problemas. Outro ponto importante foi a possibilidade de os alunos interagirem com profissionais do setor, ampliando sua rede de contatos e compreendendo as exigências e oportunidades do mercado de trabalho atual.
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O reconhecimento do esforço acadêmico marcou a cerimônia do 12º Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos, realizada no dia 3 de dezembro, no Clube de Engenharia. A premiação reuniu estudantes, professores e orientadores de diversas instituições de ensino do Rio de Janeiro, valorizando pesquisas de destaque nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências.
O UniFOA brilhou na edição ao conquistar seis premiações em trabalhos dos cursos de Engenharia Ambiental, Civil, Elétrica, Mecânica, de Materiais e Produção. A coordenadora dos cursos de Engenharia de Produção e Ambiental do UniFOA, Samantha Grisol, destacou a relevância dessa conquista: "Essa premiação reflete o compromisso da instituição com a excelência acadêmica, a inovação e a formação de profissionais altamente qualificados para o mercado."
A edição teve como tema "O Desafio da Mudança Climática para o Futuro da Engenharia", contemplando 81 trabalhos acadêmicos, entre monografias, dissertações e teses, apresentados em cursos de graduação, mestrado e doutorado referentes a 2023. Para o ano de 2024, pela primeira vez, o tema foi definido por meio de uma votação realizada pelas instituições de ensino que integram o Colegiado das Instituições de Ensino Superior do Crea-RJ (CDIES).
O evento também se destacou pela participação feminina na mesa solene. Além de Samantha Grisol, estiveram presentes a coordenadora e coordenadora adjunta da Comissão de Educação do Crea-RJ, Gisele Teixeira Saleiro e Débora Candeias; a diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado; o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández; e o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian.
Samantha Grisol ressaltou a importância desse momento para a inclusão feminina nas engenharias: "Este momento simboliza não apenas a valorização do ensino de qualidade, mas também a participação feminina nos cursos de engenharia no Brasil, promovendo um ambiente inclusivo e equitativo."
O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, reforçou a importância da continuidade da premiação: "Que o Prêmio Crea-RJ chegue ao vigésimo, ao trigésimo, que passe por gestões! Porque as gestões passam, mas as instituições ficam e aquilo que é bom deve permanecer, sendo apenas aperfeiçoado cada vez mais."
Desde sua primeira edição, em 2011, o Prêmio Crea-RJ já contemplou mais de 900 trabalhos, de 1.406 autores, representando 110 instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro.
A conquista dos cursos de Engenharia reforça o papel do Centro Universitário como referência na formação de engenheiros capacitados para enfrentar desafios globais com inovação e conhecimento científico.
Os professores do curso de Engenharia ABI desafiaram os estudantes a integrar conhecimentos de diversas disciplinas por meio do lançamento de foguetes de garrafa PET, equipados com sistemas CanSat. A iniciativa fez parte do módulo Resolução de Problemas na Engenharia, e teve como objetivo principal aproximar a teoria aprendida em sala de aula de aplicações práticas e reais, proporcionando uma experiência dinâmica e multidisciplinar aos alunos.
Os estudantes trabalharam conceitos de disciplinas como Física do Movimento, Ciência dos Dados, Matemática da Variação, Fundamentos da Administração e Economia, Engenharia Baseada em Aplicativos e Projeto. Cada equipe foi responsável por uma etapa do projeto, que envolveu desde a construção dos foguetes até a programação de sistemas eletrônicos baseados em Arduíno Nano, sensores de pressão e a coleta e análise dos dados obtidos durante os lançamentos.
De acordo com o professor Italo Rodrigues, a atividade também teve como meta o desenvolvimento de um Dashboard para exibir os dados coletados de forma visual e intuitiva. “Os estudantes tiveram a oportunidade de passar por todas as etapas do ciclo de vida de um projeto: levantamento de requisitos, simulação, construção do sistema e desenvolvimento do Dashboard. Eles puderam validar os resultados da simulação com os dados reais do lançamento, o que é essencial para consolidar o aprendizado,” explicou.
Para a professora Camila Hosken, a experiência trouxe um novo patamar de engajamento para os alunos. “Esse tipo de atividade, que combina aprendizado prático com resolução de problemas reais, é extremamente poderosa. Percebo os alunos muito mais motivados quando conseguem enxergar a aplicação dos conceitos teóricos em projetos concretos como o lançamento de foguetes,” destacou. Ela também reforçou o impacto positivo da metodologia ativa. “Ensinar de forma prática e contextualizada não só fixa os conceitos, mas também desperta o interesse pela ciência e engenharia, além de preparar os estudantes para lidar com problemas do mundo real.”
Ao longo do semestre, os alunos se envolveram em atividades que incluíram aulas práticas de física, programação, simulação e modelagem matemática. Os resultados reais obtidos nos lançamentos foram comparados com previsões geradas por ferramentas de simulação, promovendo reflexões profundas sobre a integração entre teoria e prática.
Segundo a coordenadora da Engenharia ABI, professora Samantha Grisol, a atividade foi resultado de um esforço conjunto entre os docentes do módulo. “O trabalho colaborativo entre professores e alunos foi essencial para o sucesso dessa experiência. Essa integração reflete o compromisso do UniFOA em oferecer uma formação que conecta a academia às demandas do mercado,” afirmou.
Os professores envolvidos no projeto – Camila Martins Hosken, Italo Pinto Rodrigues, Leonardo Simal Moreira, Marcello Almeida de Paula, Sérgio Ricardo Bastos de Mello – e a coordenadora Samantha Grisol, mostraram que iniciativas como essa reforçam o papel do UniFOA como um espaço de inovação e excelência acadêmica.
O projeto de lançamento de foguetes demonstrou que experiências práticas e desafiadoras podem transformar o aprendizado, promovendo não apenas a absorção do conhecimento, mas também o desenvolvimento de competências essenciais como trabalho em equipe, resolução de problemas e pensamento crítico.
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