Para uma pessoa acamada ou hospitalizada, tarefas simples do cotidiano podem depender do auxílio de familiares, cuidadores ou profissionais de saúde. A higiene da boca está entre esses cuidados e, quando comprometida, pode favorecer o aparecimento de diferentes alterações na saúde bucal.

Esse cenário será trabalhado por estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) no projeto “Cuidando de Vidas: Procedimentos odontológicos em pacientes acamados”. A iniciativa reunirá conhecimentos das áreas de Saúde e Comunicação para produzir materiais de orientação destinados a pacientes, familiares e cuidadores.

Entre as produções previstas estão uma cartilha, vídeos, conteúdos para redes sociais e podcasts. Os materiais abordarão temas como higiene bucal, cuidados com próteses, alterações da cavidade oral, sinais de alerta e situações que exigem atenção profissional.

A proposta considera as dificuldades enfrentadas por pessoas com mobilidade reduzida ou menor capacidade de autocuidado. Nessas condições, a higiene pode se tornar mais difícil e favorecer o acúmulo de biofilme e o surgimento de alterações como gengivite, periodontite, cáries, candidíase, xerostomia e halitose.

O conteúdo também tratará da atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar e domiciliar, além de cuidados relacionados a pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), pessoas com disfagia, pacientes oncológicos, indivíduos em cuidados paliativos e pessoas com limitações cognitivas.

Para construir os materiais, os estudantes de Odontologia ficarão responsáveis principalmente pelo conteúdo técnico e científico. Já os alunos da Escola de Comunicação atuarão no planejamento, na adaptação das informações para diferentes formatos, na produção audiovisual, na edição e na divulgação.

Para o professor Edilberto Venturelli, da Escola de Comunicação, o contato entre áreas diferentes também amplia aquilo que o estudante aprende durante o desenvolvimento da atividade.

“É extremamente importante trabalhar com áreas diversas, porque essa troca permite diversificar os pensamentos e ter contato com conhecimentos que não fazem parte da nossa área de expertise. Isso nos ajuda a desenvolver novas habilidades e conhecer novas técnicas”, afirmou.

A professora Fernanda Baião, do curso de Odontologia, explica que essa divisão de responsabilidades foi pensada desde a estruturação do projeto.

“Nosso projeto foi pensado justamente para que cada curso pudesse contribuir com o que tem de melhor. A Odontologia entra com o conhecimento técnico e científico, enquanto a Comunicação contribui para transformar esse conteúdo em uma comunicação mais acessível, moderna e atrativa”, declarou.

Além da cartilha, o projeto prevê acompanhamento presencial das atividades, produção e edição de fotografias e vídeos, conteúdos para as redes sociais dos cursos e registros de bastidores.

Os podcasts também farão parte dessa produção e deverão reunir estudantes e professores das duas áreas para ampliar as discussões sobre saúde bucal de pacientes acamados e hospitalizados.

Ao trabalhar com públicos que nem sempre conseguem realizar sozinhos a própria higiene, os estudantes também precisarão pensar além do conteúdo técnico. A informação precisa chegar de maneira compreensível a quem estará diretamente envolvido no cuidado.

É justamente nesse ponto que o projeto transforma o conhecimento produzido no ambiente acadêmico em materiais educativos que irão contribuir na orientação de pacientes, familiares e cuidadores sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal durante o período de recuperação.

A Inteligência Artificial já entrou nas redações, nas agências e nos processos de criação, planejamento e análise de conteúdo. Mas até onde ela pode ir? O que o mercado espera dos novos profissionais? E, principalmente, o que continua dependendo da capacidade humana de criar, interpretar e tomar decisões? 

Perguntas como essas, levantadas pelos próprios estudantes em sala de aula, deram origem ao “Entre Prompts e Pautas – I Simpósio de Jornalismo, Publicidade e Inteligência Artificial da Escola de Comunicação do UniFOA”. A proposta foi colocar futuros jornalistas e publicitários frente a frente com profissionais que já convivem com essas transformações no mercado. 

O encontro reuniu três profissionais do Jornalismo e três da Publicidade: Diego Gavazzi, editor-chefe da TV Rio Sul; Jorge Pereira, coordenador do G1 e da TV Rio Sul; Vinicius Ramos Pereira, editor-chefe dos jornais Diário do Vale e Folha do Interior; Frank Borges, Head de Marketing da FBA Consultoria e Negócios e da Eureka Comunicação e consultor de Marketing e Vendas do Sebrae-SP; Camile Teixeira, fundadora e diretora de Marketing e Estratégia da Una Marketing; e Renan Barbosa, fundador da Cut Creative. 

Para o professor Edilberto Venturelli, a escolha de profissionais que atuam diretamente no mercado permitiu aproximar as discussões acadêmicas daquilo que estudantes encontrarão ao buscar estágios e as primeiras oportunidades profissionais. 

“Queríamos ouvir quem está no mercado, quem muitas vezes contrata ou orienta quem chega como estagiário ou novo profissional. Academicamente, sabemos os cuidados que precisamos ter com a IA, mas queríamos entender também como ela está sendo percebida e utilizada no mercado”, explicou.

A discussão passou por possibilidades, limites e impactos da IA nas rotinas de Jornalismo e Publicidade. Ferramentas que já participam de etapas como pesquisa, produção, edição, planejamento e análise de dados também levantam questões relacionadas à autoria, ética, criatividade e às competências que continuarão sendo exigidas dos profissionais da Comunicação. 

Mais de 160 estudantes participaram do simpósio. Segundo Edilberto, a quantidade de perguntas e a procura pelos convidados mesmo depois do encerramento mostraram que o tema já faz parte das preocupações de quem está se preparando para entrar no mercado.

“Tivemos muitas perguntas, questionamentos e dúvidas. Vi alunos anotando, gravando respostas e, ao final do debate, vários foram conversar com os profissionais para perguntar um pouco mais. Era um assunto que eles já vinham nos pedindo de alguma forma”, contou.

O protagonismo dos estudantes também apareceu na condução do encontro. Gabriela dos Santos Vidal, do 5º período de Publicidade e Propaganda, e Natália Marques, estudante de Jornalismo, assumiram a mediação do simpósio, experiência que colocou as próprias acadêmicas no centro do diálogo com os convidados. 

Para Gabriela, a participação do público foi um dos pontos que mais chamaram sua atenção. 

“Geralmente os alunos não tendem a querer falar ou participar muito em palestras. Ver tantas pessoas querendo falar e esclarecer suas dúvidas foi bem legal”, afirmou. 

A estudante também reconhece que a chegada da Inteligência Artificial ao mercado provoca insegurança em quem está começando a carreira, mas vê na criatividade humana um elemento que permanece central para a profissão. 

“Dá medo vivenciar o mundo da IA sendo comunicadora. Mas precisamos entender que nenhuma máquina ou IA poderá substituir nossa criatividade humana”, disse. 

Para Edilberto, justamente aí está um dos principais desafios da formação: incorporar novas ferramentas sem permitir que elas assumam o lugar do desenvolvimento intelectual e criativo do estudante. 

“A IA não pode virar uma bengala e fazer com que o aluno deixe toda a parte criativa para ela. Pode ajudar a estudar, organizar informações e otimizar algumas situações, mas o estudante precisa continuar escrevendo, criando, discutindo e desenvolvendo análise crítica”, afirmou. 

Segundo o professor, saber utilizar uma ferramenta tecnológica também depende do repertório de quem está diante dela. 

“Quem lê, é criativo, debate e conversa com pessoas terá condições de fazer perguntas melhores e utilizar a IA de outra maneira. Ela não é futuro, ela já é presente. Por isso precisamos aprender a usá-la de forma consciente, em determinados momentos, mas não em tudo e para tudo”, completou. 

Para Gabriela, a experiência também trouxe um desafio pessoal. A mediação foi sua primeira participação nesse papel em um simpósio. 

“Estava muito nervosa, mas acredito que não será o último. Amei fazer parte e isso me encorajou a querer estar cada vez mais presente nas atividades acadêmicas do curso”, contou. 

Levar para o debate uma inquietação que começou dentro da sala de aula, o simpósio colocou estudantes, professores e profissionais diante de uma transformação que já está acontecendo. A questão deixou de ser se a Inteligência Artificial fará parte da Comunicação. Para quem está se formando agora, o desafio é compreender como utilizá-la sem abrir mão justamente das capacidades que continuam sendo humanas: repertório, criatividade, senso crítico e responsabilidade sobre aquilo que se comunica. 

O Intercom Sudeste 2026 foi a 29ª edição do Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste, realizado entre 14 e 16 de maio pela Escola de Comunicação do UniFOA, em Volta Redonda (RJ). O evento reuniu mais de mil congressistas e bateu recorde de inscrições no Expocom, consolidando-se como um dos principais encontros acadêmicos da área.

O congresso trouxe debates, oficinas e apresentações científicas que reforçaram o papel da comunicação como campo estratégico para compreender e transformar a sociedade. Foram 793 trabalhos apresentados nos Grupos de Trabalho, na Jornada de Extensão e no Fórum Ensicom.

Criado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, o Intercom é referência nacional na produção acadêmica e científica. Os congressos regionais, como o Sudeste, têm a função de aproximar estudantes e pesquisadores, estimular redes de pesquisa e dar visibilidade às práticas inovadoras desenvolvidas nas universidades.

No UniFOA, o encontro reforçou o protagonismo das instituições do interior fluminense na formação e difusão de conhecimento. A Escola de Comunicação do UniFOA, junto aos cursos de Jornalismo e Publicidade, esteve diretamente envolvida na realização do evento, contando com quase 100 voluntários para apoiar as atividades. Além da organização geral e da criação do site oficial, a programação incluiu momentos culturais, como a peça de teatro dirigida pela professora da Escola de Comunicação, Denise Schetino, que trouxe ainda mais destaque à iniciativa.

O Expocom Sudeste 2026 registrou 491 concorrentes, número recorde para a região, premiando produções experimentais de estudantes de graduação.

Após as premiações, foi divulgada a próxima faculdade que receberá o Intercom 2027. O Congresso será sediado em São Paulo, na Fecap, localizada no bairro da Liberdade.

Caminho para o Nacional

O Intercom funciona em etapas: primeiro, os congressos regionais (Sudeste, Norte, Sul, Centro-Oeste e Nordeste) selecionam os melhores trabalhos. Os vencedores do Expocom regional garantem vaga para disputar o Intercom Nacional, considerado o maior congresso científico da área de comunicação da América Latina.

O Nacional acontece sempre em setembro, em diferentes cidades brasileiras, reunindo milhares de participantes em conferências, mesas-redondas e atividades culturais. É nesse encontro que os vencedores regionais disputam o prêmio máximo da comunicação universitária.

Premiação Expocom Sudeste 2026

A lista completa dos vencedores contempla diversas categorias, como Rádio, TV e Internet, Relações Públicas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Cinema e Audiovisual e Produção Transdisciplinar.

Confira a lista dos finalistas: Clique aqui!

Escrita por: Mariah Morais
Revisada por: Douglas Baltazar Gonçalves

Estão abertas as inscrições para o Intercom Sudeste 2026, um dos mais importantes encontros acadêmicos da área da Comunicação no Brasil. O congresso regional Sudeste da Intercom será realizado entre os dias 14 e 16 de maio de 2026, tendo como sede o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), em Volta Redonda (RJ). 

O evento reunirá pesquisadores, professores, estudantes e profissionais da Comunicação para três dias de debates acadêmicos, apresentações científicas e exposições de produções experimentais desenvolvidas por instituições de ensino superior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. 

O congresso regional funciona como etapa preparatória para o Intercom Nacional e tem como foco principal incentivar a produção científica e experimental de graduandos e pesquisadores em formação. Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de apresentar artigos, projetos laboratoriais, pesquisas acadêmicas e produtos de comunicação desenvolvidos nas universidades do Sudeste. 

Além das apresentações de trabalhos, a programação tradicionalmente inclui mesas temáticas, grupos de pesquisa, oficinas, debates sobre tendências da comunicação e momentos de integração entre diferentes instituições. 

Retorno do evento ao UniFOA 

Esta não será a primeira vez que o UniFOA recebe o congresso. Em 2017, a instituição sediou o encontro regional com números expressivos: 

A expectativa para 2026 é ampliar ainda mais o alcance do evento, fortalecendo o intercâmbio acadêmico e consolidando o UniFOA como um polo regional de produção científica na área da Comunicação. 

Pesquisadores, docentes e estudantes interessados já podem realizar a inscrição e preparar a submissão de trabalhos para o congresso. 

📅 Data: 14 a 16 de maio de 2026 
📍 Local: UniFOA – Volta Redonda (RJ) 

O Intercom Regional Sudeste representa uma oportunidade para estudantes apresentarem suas produções, ampliarem redes de contato e vivenciarem a experiência de um congresso científico nacional ainda durante a graduação um passo importante na formação acadêmica e profissional na área da Comunicação. 

Calendário e taxas – Intercom Sudeste 2026

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) será novamente palco de um dos mais importantes eventos acadêmicos da área de Comunicação no país. O INTERCOM SUDESTE 2026 acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de maio de 2026, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, em Volta Redonda (RJ), com inscrições e chamadas oficialmente abertas. 

Esta será a segunda vez que o UniFOA sedia o INTERCOM SUDESTE. A primeira edição realizada na instituição ocorreu em 2017, consolidando o Centro Universitário como um espaço de referência para o debate acadêmico, científico e profissional na área da Comunicação. O retorno do congresso ao UniFOA reforça o reconhecimento da instituição no cenário regional e nacional. 

O evento é aberto à participação de estudantes de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e profissionais do mercado, promovendo a integração entre universidade, pesquisa científica, extensão e atuação profissional. Ao longo dos três dias, o congresso reunirá apresentações de trabalhos, debates temáticos, atividades acadêmicas e encontros entre diferentes áreas da Comunicação. 

Entre os destaques do Intercom Sudeste 2026 estão os Grupos de Trabalho (GTs), espaço dedicado à discussão e socialização de pesquisas, além de duas premiações de alcance nacional: o Prêmio Intercom de Comunicação para a Transformação Social, voltado a iniciativas com impacto social, e o Prêmio Expocom 2026, que reconhece produções experimentais desenvolvidas por estudantes. 

Já estão disponíveis no portal oficial do Intercom o calendário e as taxas de inscrição, a chamada de trabalhos, a chamada para proposição de GTs e os regulamentos das premiações. 

Ao sediar novamente o Intercom Sudeste, o UniFOA reafirma seu compromisso com a formação acadêmica de excelência, o incentivo à pesquisa e o fortalecimento do diálogo entre a Comunicação produzida na universidade e o mercado profissional. O evento também posiciona Volta Redonda como um importante polo de produção e circulação de conhecimento na área da Comunicação. 

Mais informações sobre inscrições, prazos e regulamentos estão disponíveis no site oficial do Intercom. 

O Espaço da FOA, no Shopping Park Sul, recebe no dia 1º de dezembro, às 19h, o lançamento do livro “Nelson Gonçalves – Um homem para além do seu tempo”. A obra celebra a trajetória de um dos maiores nomes da política de Volta Redonda, resgatando aspectos marcantes de sua vida, carreira e legado.

A obra é organizada pela professora e reitora do UniFOA, Ivanete da Rosa Silva de Oliveira, Maria Aparecida Rocha Gouvêa e Beatriz Pacheco e Nelson Gonçalves Filho.

A publicação é uma realização da Editora FOA, com apoio da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e da Prefeitura Municipal de Volta Redonda.

O evento é aberto ao público.

Os estudantes do UniFOA, em parceria com o Escritório da Cidadania, participaram da 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada na Avenida Atlântica, em Copacabana, Rio de Janeiro (RJ). A ação contou com a presença de alunos dos cursos de Enfermagem, Jornalismo e Publicidade e Propaganda e ofereceu serviços como aferição de pressão arterial e orientações de saúde aos participantes.

O UniFOA foi o único centro universitário convidado a participar do evento, que acompanha desde 2017. A iniciativa reúne representantes e praticantes de diferentes crenças, com o objetivo de fortalecer o respeito à diversidade religiosa e combater a intolerância.

Para o professor Dario Aragão, responsável pelo Escritório da Cidadania, ações como essa têm grande importância para a formação dos alunos. “É fundamental que participemos, envolvendo os estudantes para que possam conviver e vivenciar essa experiência, que representa uma manifestação em defesa das minorias, da liberdade e do direito constitucional à crença e à liberdade religiosa”, afirmou.

A participação do UniFOA reforça o compromisso da instituição com a formação acadêmica, estimulando os alunos a se engajarem em causas sociais relevantes e a promoverem o respeito à diversidade, contribuindo para a valorização da liberdade e da convivência harmoniosa na sociedade.

Texto escrito por: Gabriel Viana - estudante de jornalismo sob supervisão

Como parte de uma proposta pedagógica do professor Eduardo Carreiro, alunos do 1º período dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da Escola de Comunicação desenvolveram jogos educativos ao longo do segundo bimestre. A atividade teve como objetivo estimular a criatividade, o trabalho em equipe e a aplicação prática dos conteúdos aprendidos em sala de aula.

Ao todo, foram apresentados 14 jogos, avaliados por uma banca formada pelo professor responsável e docentes convidados. O destaque ficou com o jogo “Cancelado – Segue o fio”, criado pelos alunos Débora Araújo, Isadora Ventura, Mariah Morais, Paula Fernanda, Samuel Gama e Thomas Carter. A proposta conquistou o primeiro lugar e será submetida à Expocom, mostra competitiva que integra a programação da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) — um dos maiores congressos de comunicação da América Latina.

A equipe representará o UniFOA na etapa regional Sudeste, onde os melhores trabalhos acadêmicos da área são avaliados por uma banca especializada. Caso seja selecionado, o jogo poderá ser apresentado na edição nacional do congresso.

Educação e cultura digital em jogo

O professor Eduardo Carreiro destaca que a proposta busca ir além da criação de um jogo. “A ideia é permitir que os alunos desenvolvam competências fundamentais, como gestão de projetos, empreendedorismo e trabalho em equipe. Além disso, é uma forma de refletir sobre temas contemporâneos da cultura digital — como cancelamento, fake news e inteligência artificial — usando o jogo como ferramenta de aprendizagem”, explica.

“Cancelado – Segue o fio” é um jogo de tabuleiro que mescla entretenimento e crítica social. Os participantes assumem o papel de influenciadores digitais que precisam manter sua base de seguidores enquanto enfrentam situações típicas da internet, como pronunciamentos polêmicos, publis duvidosas e julgamentos do público.

“Desde o início, eu quis que o jogador se sentisse como um famoso do X (antigo Twitter), prestes a postar algo que pode arruinar a própria carreira (risos). A ideia era misturar humor com uma tensão real — aquele medo de falar uma besteira e ser cancelado”, conta Samuel Gama, responsável pelo design do jogo.

Ao longo da partida, os jogadores avançam pelas casas do tabuleiro, sendo impactados por cartas especiais como “Cancelado”, “Parceria” e “Boa Ação”, que afetam diretamente o número de seguidores. Quem zerar seus seguidores é eliminado — mas continua participando das votações, em uma mecânica que simula o efeito das “canceladas” virtuais que seguem ativas na vida real.

“Apesar de ser um jogo de tabuleiro, eu quis manter os eliminados ainda participando do jogo — como acontece na internet. As pessoas são ‘canceladas’, mas continuam existindo e dando suas opiniões”, explica Isadora Ventura, uma das integrantes do grupo.

 

Estereótipos digitais e criatividade

O jogo apresenta seis personagens inspirados em estereótipos da internet. Cada jogador assume uma dessas personas para interagir nas dinâmicas de julgamento coletivo. Os personagens são:

Curiosamente, as iniciais dos personagens formam o acróstico PPJOCO — uma referência direta aos cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Comunicação. A identidade visual mistura influências de mangás e animes com elementos gráficos de HQs, como Marvel e DC Comics, criando um estilo visual único e atraente para o público jovem.

O aluno Thomas Carter, responsável pela parte publicitária do projeto, optou por uma abordagem irônica e intencionalmente simplificada para a divulgação do jogo:
“Pensei que, se a mensagem fosse boa, a qualidade técnica do vídeo podia ser propositalmente ruim. Isso me pouparia tempo e combinaria com a linguagem debochada do projeto. Foi uma experiência ótima e testou minha capacidade de executar planos com prazos curtos.”

Agora, o grupo se prepara para ajustar o projeto conforme os critérios da Expocom 2026, que exige o enquadramento em categorias específicas, conforme o regulamento oficial. A expectativa é representar o UniFOA entre os melhores projetos acadêmicos da área de comunicação do país.

Texto escrito por: Mariah Clara Rodrigues Morais e Paula Fernanda dos Santos, estudantes de Jornalimo sob supervisão.

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O auditório William Monachesi, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, foi palco de uma noite repleta de emoção com o evento Conexão TV Rio Sul, realizado na última quinta-feira (26). A iniciativa, organizada pela Escola de Comunicação e o curso de Jornalismo do UniFOA, em parceria com a TV Rio Sul, afiliada da Rede Globo, premiou estudantes com o Troféu Glória Maria, pelas produções jornalísticas desenvolvidas com apoio da estrutura e do corpo docente do Centro Universitário. 

O presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, celebrou a realização do evento, idealizado pelo professor Edilberto Venturelli, e destacou o impacto transformador da iniciativa: 

"O impacto para os estudantes é incomensurável. Toda essa atmosfera vai transformar a vida desses jovens, que desenvolveram diversos projetos. O UniFOA é um verdadeiro celeiro de profissionais para o competitivo mercado da comunicação", afirmou Eduardo. 

Visivelmente emocionado com o resultado do projeto, Edilberto Venturelli reforçou a importância do aprendizado gerado durante todas as etapas da proposta da concepção à execução: 

"Tenho certeza de que é uma maneira muito interessante de os estudantes compreenderem as técnicas jornalísticas que irão aplicar na prática da profissão. Assim, eles conseguem avaliar seu próprio desenvolvimento em sintonia com as demandas do mercado", explicou o professor. 

O clima de conexão e valorização da prática jornalística envolveu toda a comunidade acadêmica e atraiu inclusive docentes de outros cursos da Escola de Comunicação. Para o coordenador da Escola de Comunicação e do curso de Publicidade e Propaganda, Douglas Gonçalves, o evento vai além da entrega de prêmios: 

"A melhor parte, na minha perspectiva, é justamente a conexão proporcionada pelo evento. Mais do que a premiação em si, os alunos puderam mostrar seus trabalhos para quem é referência no mercado e isso faz toda a diferença para o futuro deles na profissão", destacou Douglas. 

O Troféu Glória Maria, homenagem a uma das maiores jornalistas da história do Brasil foi concedido em três categorias: 

Gabrielle Borges, aluna do primeiro período, foi premiada na categoria Repórter de Rua. Com os pais presentes na plateia, ela relembrou com carinho o processo de produção da matéria: 

"Foi muito importante para mim por conta do tema que escolhi: o futsal. É um assunto muito especial porque acompanho de perto e cobri uma prática da minha cidade. Estava muito nervosa para entrevistar o jogador, mas no final tudo deu certo. Valeu muito a pena", compartilhou Gabrielle. 

Na plateia, a emoção também tomou conta da família. A mãe, Ana Márcia, não escondeu o orgulho: 

"É um momento inesquecível. Ver minha filha sendo premiada me deixou muito emocionada", disse. 

O pai, Joel Borges, também se comoveu: 

"Fiquei bastante emocionado, não vou enganar ninguém. Não sou de me emocionar facilmente, mas foi muito forte para mim. Foi a primeira vez que vivi isso com ela", revelou. 

Profissionais renomados da comunicação e representantes de agências do Sul Fluminense prestigiaram o evento, entre eles o empresário Arnaldo Cézar Coelho. Reconhecido por sua trajetória na televisão e atual superintendente da TV Rio Sul, Arnaldo foi o palestrante de abertura da premiação, incentivando os estudantes a sonhar alto e valorizar o esforço envolvido em cada produção. 

Após a palestra, um vídeo especial foi exibido em sua homenagem no telão do auditório. Ao fim da exibição, a superintendente executiva do UniFOA, Josiane Sampaio, entregou uma placa de reconhecimento ao empresário, abrindo oficialmente a cerimônia de premiação. 

"Estou impressionado com a estrutura do UniFOA. A instituição oferece condições incríveis de aprendizado, que aceleram o crescimento dos alunos. Esses eventos sempre me causam um frio na barriga, um nervosismo natural. Mas toda essa atmosfera me contagia, especialmente a emoção dos ganhadores", declarou Arnaldo. 

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Na última quinta-feira, 15 de maio, 27 estudantes dos cursos de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade e Propaganda – do UniFOA embarcaram para Campinas (SP), onde participam do Intercom Sudeste 2025, realizado na PUC-Campinas. 

Acompanhados pelo professor e coordenador do curso, Douglas Gonçalves, os alunos integram uma das mais importantes iniciativas acadêmicas da área de comunicação no Brasil. 

O Intercom Sudeste, promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, é um congresso que reúne estudantes, professores e pesquisadores em uma programação variada, com palestras, oficinas, debates e apresentação de trabalhos científicos. O evento é um espaço para troca de ideias e experiências, onde se discutem tendências e inovações na comunicação. 

Entre os participantes, sete estudantes se destacam por terem seus projetos selecionados para a final da Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação), uma premiação que reconhece os melhores trabalhos acadêmicos em diversas categorias. 

A presença dos estudantes no evento reforça o compromisso do UniFOA com o incentivo à produção acadêmica e à vivência prática, promovendo o protagonismo estudantil. Para o professor Douglas Gonçalves, a experiência é uma oportunidade única para os alunos. “Participar do Intercom Sudeste é uma chance de ampliar horizontes, trocar conhecimentos e mostrar o que produzimos em sala de aula para uma audiência qualificada”, destacou. 

Para os cursos de Comunicação, o reconhecimento dos alunos na Expocom é motivo de orgulho, refletindo o empenho, a criatividade e a dedicação que demonstram ao longo da formação acadêmica. 

Texto escrito por: Mariana Páscoa – estudante da Escola de Comunicação sob supervisão
Campus UniFOA
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