Antibiótico não é resposta para qualquer febre, dor ou suspeita de infecção. Quando usado sem critério, pode perder força justamente no momento em que o paciente mais precisa. Em um cenário em que a resistência bacteriana desafia médicos, hospitais e serviços de saúde, uma obra de referência para a prática clínica chega à sua 5ª edição pelas mãos de um professor que ajudou a formar gerações de médicos no UniFOA. 

O livro Antibióticos e Quimioterápicos para o Clínico, do médico infectologista e professor aposentado de Medicina Walter Tavares, foi lançado na última sexta-feira (12), no Centro Histórico-Cultural, no campus Olezio Galotti, em Três Poços. A atividade, promovida pelo curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), reuniu estudantes, internos, residentes, docentes, preceptores e profissionais da área da saúde em um encontro voltado à atualização científica e à valorização da produção acadêmica. 

Professor com Honra ao Mérito do UniFOA, Walter Tavares tem uma trajetória diretamente ligada à história da instituição. Durante 26 anos, lecionou no curso de Medicina e participou da formação de inúmeras turmas.

“Trabalhei e lecionei aqui durante 26 anos, ajudando a formar inúmeras turmas de Medicina. Agora tenho a felicidade de lançar a quinta edição do meu livro, aos 87 anos. É uma alegria poder contribuir ainda para a formação de médicos, não apenas infectologistas, mas de todas as especialidades”, destacou Walter. 

Publicada pela Editora Atheneu, a 5ª edição reúne 33 capítulos revisados e ampliados. A obra apresenta atualizações sobre terapêutica antimicrobiana, classes de antibióticos, formas de uso, efeitos colaterais, indicações clínicas e abordagens específicas para diferentes perfis de pacientes, como crianças, idosos e pessoas com obesidade. 

O livro também traz capítulos dedicados a doenças infecciosas de grande prevalência e relevância clínica, como malária, AIDS, tuberculose e hepatites. Para Walter, a atualização constante é indispensável em uma área marcada por mudanças rápidas e pelo surgimento de novas possibilidades terapêuticas. 

“Quando eu faço o livro, procuro me antecipar ao que vai acontecer. Há terapêuticas que ainda estão em experimentação clínica e já aparecem citadas na obra. Quando o livro chega ao leitor, ele já traz esse olhar para o que pode vir pela frente”, explicou. 

A preocupação com a formação médica também atravessou a fala do professor. Para ele, mesmo em um cenário de avanço tecnológico e presença cada vez maior da inteligência artificial, o livro e o professor seguem ocupando um espaço essencial no processo de aprendizagem. 

“O livro jamais morrerá. Assim como o professor que dá aula nunca será substituído, porque faltam à tecnologia a empatia e o calor humano. O livro continua presente, ajudando a detalhar a farmacologia, os efeitos adversos e a utilização clínica dos medicamentos”, afirmou. 

Para o coordenador do curso de Medicina do UniFOA, Luiz Antônio Neves, receber o lançamento da 5ª edição dentro da instituição representa um reconhecimento à trajetória do professor e ao papel que ele desempenha na formação médica. 

“Estamos falando de um professor da área de antibioticoterapia e infectologia entre os mais renomados do país, uma referência também internacional. Ter o lançamento do livro dentro da nossa instituição é uma honra para a FOA/UniFOA. Ele é uma referência para o Brasil e também para nós”, afirmou. 

Luiz Antônio também destacou que a obra chega em um momento em que a atualização médica se tornou ainda mais necessária. “A Medicina exige atualização frequente. Para os estudantes, esse livro representa uma grande oportunidade de estudo e contato com uma produção científica de alto nível”, completou. 

Entre os estudantes, o encontro também foi marcado pela dimensão simbólica de estar próximo a profissionais que se tornaram referência na área médica. Para Rafaela Dünkel, aluna do 5º período de Medicina, participar do lançamento foi uma experiência de incentivo e pertencimento. 

“Para mim é uma grande alegria participar desse momento. O professor Walter é uma referência na infectologia e estar sentada à mesa com ele e com outros professores tão importantes foi uma oportunidade enorme, especialmente como aluna e integrante da Liga de Infectologia”, contou. 

Rafaela também destacou o impacto de ver um professor com décadas de carreira ainda preocupado em contribuir com a formação das novas gerações. “A sensação é de ser abraçada, de ser acolhida. A Medicina evolui sempre pensando no paciente, mas, como aluna e futura médica, também é muito gratificante sentir que existe alguém olhando por nós e torcendo pela nossa formação”, relatou. 

Mais do que o lançamento de uma nova edição, o encontro aproximou estudantes da literatura médica de referência e das diretrizes mais recentes sobre antibioticoterapia. O uso racional de antimicrobianos é hoje um dos pontos centrais da segurança do paciente. A escolha inadequada de um medicamento, o tempo incorreto de tratamento ou a prescrição sem necessidade podem comprometer resultados e ampliar riscos para toda a cadeia de cuidado. 

Nesse contexto, discutir antibióticos na formação médica vai além da farmacologia. Passa pela responsabilidade clínica, pela leitura crítica das evidências e pela capacidade de decidir com segurança diante de casos reais. 

Ao reunir memória institucional, produção científica e formação médica, o lançamento da quinta edição de Antibióticos e Quimioterápicos para o Clínico recolocou no centro do debate uma questão essencial: formar médicos preparados para prescrever melhor, tratar com mais segurança e responder aos desafios de uma prática clínica cada vez mais complexa. 

As inscrições para o processo seletivo de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) já estão abertas, com ingresso para o segundo semestre de 2026 através do ENEM ou portadores de diploma de curso superior. Para realizar sua inscrição, basta clicar no link.

A seleção será realizada por meio do aproveitamento das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), considerando edições entre 2016 e 2025. As vagas são destinadas ao ingresso no 1º período do curso, com início no segundo semestre letivo de 2026.

Não será permitida a participação de treineiros, nem haverá reserva de vagas neste processo seletivo.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal do Candidato, disponível no site do UniFOA (www.unifoa.edu.br/vestibular-medicina/), no período de 02 de junho até às 15h do dia 30 de junho de 2026.

Edital - Processo Seletivo Medicina 2026.2 - Enem

Edital - Processo Seletivo Medicina 2026.2 - Portador de Diploma

Edital Complementar nº 01-26 Referente ao Edital 12-26 Ref. 2026.2.2

Edital Complementar nº 01-26 Referente ao Edital 11-26 Ref. 2026.2.2

Inteligência Artificial (I.A) já é uma realidade em diversos campos profissionais, inclusive na saúde. Com o objetivo de ensinar os estudantes de Medicina a como fazer o melhor uso da ferramenta, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou no dia 22/05 o evento “Medicina Hoje: os impactos da IA”, no AudiSmart. O encontro contou com a participação de nomes que estão à frente no quesito de IA:

O coordenador do curso de Medicina, o professor Luiz Antônio Neves falou sobre a importância de discutir o uso de I.A no ensino superior e, principalmente, lançando um olhar sobre o curso de Medicina e ressaltou os desafios e oportunidades da ferramenta: “A I.A ajuda a Medicina a pensar melhor, mas temos um futuro de muito debate, mas também de muita incorporação tecnológica pela frente”, afirmou.

Na visão de Ayadamari Faria, a ideia de que a Inteligência Artificial aplicada à Medicina e a área da saúde em geral é algo distante já ficou para trás. De acordo com o professor, todo o campo da saúde e da Medicina já está se adaptando à nova realidade: “se a gente considerar só o ano de 2026, já tivemos liberação de legislação pertinente pelo Conselho Federal de Medicina, liberação de produtos específicos para área da saúde pelas empresas de tecnologia”, pontuou.

Thaíssa Gomes, estudante do 5º período, apresentou um projeto desenvolvido por ela sobre a implementação de I.A na elaboração do prontuário eletrônico, que tem como objetivo melhor a eficiência médica, bem como aprimorar a conexão entre o médico e o paciente: “é preciso compreender que a Inteligência Artificial é uma ferramenta que pode nos fazer evoluir quando trabalha com a gente, não quando trabalha no nosso lugar”, relatou.

O debate trouxe visões práticas de como a tecnologia já impacta o setor da saúde. Danilo Devezas abordou o papel da Inteligência Artificial sob a perspectiva da gestão, destacando que o grande diferencial do profissional contemporâneo está no domínio dessas tecnologias.

"A IA é uma realidade na nossa atuação. O foco principal hoje foi abordar a importância de os médicos saberem utilizar essas ferramentas de forma estratégica, melhorando a usabilidade e aplicando-as da melhor maneira possível no seu dia a dia profissional", explicou o Doutor Danilo.

Para um dos organizadores do evento, Vice-Presidente da FOA e professor de Medicina Walter Fonseca, a discussão une tradição, rotina e inovação em um único espaço.

“Existem momentos que são históricos, momentos que são cotidianos e momentos que são novidades. Este evento preenche os três requisitos. Juntamos um grupo de alunos com professores e convidados que começaram a discutir uma novidade. Já temos alunos desenvolvendo trabalhos acadêmicos sobre IA. É um momento inicial, mas também cotidiano, porque essa é uma atividade que já permeia a rotina dos nossos estudantes”, avaliou Fonseca.

Alessandro Orofino, Assessor da presidência, também falou sobre a importância do evento para os estudantes e para o UniFOA ao discutir transformação digital e cultura digital. “A FOA e o UniFOA trabalham sempre para o desenvolvimento integral do indivíduo. Então, um profissional competente tem que estar atento a essas questões”, comentou. “Essa integração entre professores, alunos e membros externos agrega muito à formação médica de nosso curso”, concluiu.

Diante do grande engajamento e da relevância do tema, já estão sendo planejadas novas edições do evento, que incluirão tanto o desdobramento de novos tópicos no curso de Medicina quanto a ampliação do debate para os demais cursos da área da saúde do UniFOA.

No intuito de fortalecer a formação de futuros profissionais da saúde, o Auditório de Medicina do UniFOA sediou, na última sexta-feira (08/05), o evento Educação em Saúde Materno Infantil. A iniciativa faz parte do Projeto Ouro Líquido, que reuniu especialistas e estudantes para debater a promoção e a proteção do aleitamento materno.

Organizado por alunos da instituição sob a orientação do Prof. Dr. Arthur Villela, o evento focou na integração entre o rigor técnico e o atendimento humanizado. Segundo Thaíssa Gomes, uma estudante de Medicina do 5º período e uma das participantes do projeto, o evento foi pensado como um momento de encontro, diálogo, oficinas e sensibilização. Ela continua: "Reunimos acadêmicos, médicos e gestantes em um espaço onde a informação pudesse circular de forma acessível e humana. Cada etapa foi pensada com cuidado, desde a definição dos temas e a organização do material educativo e das atividades até a construção de um espaço que acolhesse dúvidas, experiências e vivências."

Com uma programação completa, o encontro abordou desde os desafios clínicos do acompanhamento do recém-nascido até os impactos psicológicos e físicos da amamentação.

A iniciativa contou com nomes de referência na área médica, que trouxeram atualizações essenciais para a prática pediátrica e obstétrica:

Além das exposições teóricas, o evento finalizou com orientações importantes sobre a pega correta durante a amamentação.

Extensão Universitária e Compromisso Social

O Projeto Ouro Líquido surgiu como uma iniciativa dos alunos do UniFOA, em parceria com o Professor Arthur Villela, que tem como propósito promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, fortalecendo o vínculo entre conhecimento, cuidado e amor.

Sobre a idealização do projeto, a estudante Thaíssa afirma que ele surgiu a partir da paixão pela pediatria e da compreensão sobre os benefícios da amamentação para o bebê e para a mãe. A estudante continua: "O nome Ouro Líquido traduz aquilo em que acreditamos, o leite materno. Em cada gota existe um potencial de desenvolvimento, fortalecimento imunológico e promoção de saúde que acompanha a criança desde os seus primeiros dias." Ela também afirma que um dos propósitos do projeto é a conscientização sobre os benefícios do leite materno e uma busca por fortalecer a cultura de valorização da amamentação.

"Quando compartilhamos conhecimento sobre os benefícios nutricionais, imunológicos, emocionais e sociais do leite materno, contribuímos para que mães, famílias e rede de apoio possam tomar decisões mais seguras, conscientes e amparadas." finalizou a estudante.

Confira as fotos do evento no link: Clique aqui!

A história da Nadejda Maria Ávila da Silva Varginha com o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) não começa na sala de aula da medicina, começa antes, e se estende por décadas. Mais do que uma trajetória acadêmica, sua jornada se funde com a própria evolução da instituição, traduzindo, na prática, o conceito que hoje norteia a formação médica do UniFOA: um legado de excelência. 

Desde a adolescência, Nadejda já demonstrava vocação para a docência, iniciando sua atuação como professora ainda muito jovem. Esse interesse pelo ensino a acompanhou ao longo da vida e se consolidou em sua primeira graduação, em Educação Física, concluída na FOA. Foi nesse período que aprofundou sua relação com a sala de aula e desenvolveu a base pedagógica que marcaria sua trajetória profissional. 

Posteriormente, ao buscar ampliar seu campo de atuação, encontrou na medicina a oportunidade de unir conhecimento técnico e impacto social, dando início a uma nova etapa em sua carreira. 

A decisão de ingressar no curso médico surgiu da busca por algo além e da influência familiar. Filha de médico e com irmãos na área, Nadejda ingressou no curso de Medicina e se formou em 1987. Desde então, construiu uma carreira sólida, ancorada em formação contínua e atuação prática. 

Após a graduação, especializou-se em Otorrinolaringologia por meio de residência na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), conquistando, em seguida, o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. Sua trajetória acadêmica avançou com mestrado pela Santa Casa de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), consolidando-se como uma das poucas doutoras na área no estado do Rio de Janeiro. 

Mesmo com a projeção nacional, a médica manteve vínculos com Volta Redonda, onde atua até hoje em consultório próprio e como cirurgiã. Sua clínica, inclusive, tornou-se espaço de acolhimento e desenvolvimento para novos profissionais, muitos deles egressos do próprio UniFOA. 

Ensino como vocação e continuidade 

O retorno à instituição como docente não foi um ponto de virada, mas uma continuidade natural. Ainda durante a residência, Nadejda já colaborava com atividades de ensino, até ser oficialmente integrada ao corpo docente no início da década de 1990. Hoje, soma mais de 30 anos dedicados à formação de novos médicos. 

Sua prática docente é resultado de uma combinação rara: base pedagógica estruturada, experiência clínica consolidada e constante atualização acadêmica. Para ela, ensinar vai além da transmissão de conteúdo técnico, envolve postura, ética e prática profissional. 

Ao longo dessas décadas, acompanhou de perto as transformações do curso de Medicina, participando de mudanças curriculares e contribuindo ativamente para o aprimoramento da formação oferecida pela instituição. 

Formação que ultrapassa gerações 

Ao avaliar sua própria formação no UniFOA, a médica é categórica: trata-se de uma base “impecável”. Desde o começo destacou a qualidade do corpo docente e a consistência da matriz curricular como diferenciais determinantes. 

Segundo ela, “o compromisso institucional com a excelência permanece ao longo dos anos, refletido na constante busca por atualização, inovação e melhoria dos processos de ensino”. Esse movimento, na sua avaliação, impacta diretamente o desempenho dos alunos, que se destacam em programas de residência médica e no mercado profissional. 

A docente também ressalta o orgulho ao acompanhar a trajetória de ex-alunos, muitos dos quais seguiram carreira na Otorrinolaringologia e hoje atuam em importantes centros do país. Para ela, esse reconhecimento externo é um dos indicadores mais consistentes da qualidade da formação. 

Integração de saberes e prática humanizada 

A formação inicial em Educação Física, longe de ser um desvio de rota, tornou-se um diferencial na sua atuação médica. A experiência contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de comunicação, abordagem humanizada e maior sensibilidade no atendimento a diferentes perfis de pacientes. 

Essa integração de saberes reflete uma visão ampliada da medicina, mais próxima, acessível e centrada no cuidado integral. 

Um legado que se constrói no exemplo 

Ao refletir sobre o conceito de “um legado de excelência”, a médica resume: “trata-se da história que construí dentro da instituição”. 

Com quase cinco décadas de vínculo com o UniFOA, Nadejda associa esse legado ao compromisso diário com a prática médica, à responsabilidade na formação de novos profissionais e à capacidade de inspirar gerações por meio do exemplo. 

“É uma trajetória da qual me orgulho. Eu faria tudo novamente, e faria aqui”, afirma. 

Mais do que uma carreira consolidada, sua história evidencia um ciclo que se retroalimenta: o UniFOA forma profissionais que retornam para formar outros, perpetuando conhecimento, valores e excelência. 

A trajetória da Dra. Nadejda Varginha demonstra que o impacto de uma formação de qualidade vai além do diploma. Ele se manifesta ao longo do tempo, na prática profissional, na produção de conhecimento e, sobretudo, na capacidade de transformar vidas, dentro e fora da sala de aula. 

No UniFOA, esse legado não é apenas discurso. É história construída, geração após geração. 

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) amplia as possibilidades de ingresso no curso de Medicina para o segundo semestre de 2026. Além das vagas já disponíveis para candidatos que desejam ingressar por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e para portadores de diploma de curso superior, a instituição passa a oferecer também a opção de seleção por prova tradicional. 

A nova modalidade representa mais uma oportunidade para candidatos que desejam conquistar uma vaga no curso, ampliando o acesso à formação médica em uma instituição reconhecida pela excelência no ensino. 

As inscrições para o processo seletivo por prova estão abertas a partir do dia 15 de abril, e a avaliação está prevista para o dia 14 de junho de 2026. Já para ingresso via ENEM, seguem válidas as edições entre 2016 e 2025, com inscrições abertas até o dia 21 de maio de 2026

As vagas são destinadas ao ingresso no 1º período do curso, com início no segundo semestre letivo de 2026. Podem se inscrever candidatos que estejam concluindo o Ensino Médio ou que já tenham certificado de conclusão, obtido pela via regular ou por suplência, além de portadores de diploma de curso superior. 

Não será permitida a participação de treineiros, nem haverá reserva de vagas neste processo seletivo. 

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal do Candidato, disponível no site do UniFOA (www.unifoa.edu.br/vestibular-medicina/), respeitando os prazos estabelecidos para cada modalidade de ingresso.  

Com 58 anos de tradição, o curso de Medicina do UniFOA já formou mais de 4 mil médicos que atuam no Brasil e no exterior, oferecendo uma formação sólida que integra teoria, prática desde os primeiros períodos e uma estrutura voltada aos desafios reais da profissão, consolidando uma trajetória pautada em responsabilidade, preparo técnico e compromisso com o cuidado. 

Edital nº 08-26 Processo Seletivo 2026.2 UniFOA - Medicina Ref. 2026.2
Anexo 1 - Cronograma UniFOA - Medicina 2026.2
Anexo 2 - Conteúdos Programáticos UniFOA - Medicina 2026.2
Anexo 3 - Critérios Redação UniFOA - Medicina 2026.2

Congresso Médico Acadêmico 2026 do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) já tem data marcada: 28 e 29 de maio. O evento promete reunir estudantes e profissionais da área da saúde em uma programação voltada à atualização científica e à prática médica contemporânea. 

Promovido anualmente pelo Conselho de Ligas Acadêmicas de Medicina do UniFOA, em parceria com uma liga organizadora e o corpo docente da Instituição, o evento chega à sua edição de 2026 sob a coordenação da Liga Acadêmica de Neonatologia, Infância e Adolescência (LANIA). 

Neste ano, o congresso traz como tema central “Saúde da Criança: do olhar inicial ao atendimento especializado”, com foco em conteúdos fundamentais da pediatria, essenciais à formação e atuação do médico generalista. A proposta é oferecer uma visão ampla e integrada do cuidado infantil, conectando teoria e prática em diferentes níveis de atenção à saúde. 

A programação principal será realizada de forma presencial, com palestras magnas distribuídas em dois horários ao longo de cada dia. A dinâmica foi pensada para favorecer a interação entre palestrantes, organização e público, estimulando o debate qualificado, algo que faz toda a diferença na formação médica. 

Como aquecimento, o evento contará ainda com um pré-congresso no dia 27 de maio, que promete integrar ciência e descontração. A programação inclui apresentações da Bateria Tarja Preta e da equipe de Cheerleading do curso de Medicina, além da já tradicional Batalha de Ligas Acadêmicas, realizada em parceria com o projeto de ensino Jogos Semiológicos. 

As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 20 de maio, podendo ser realizadas pelo link: https://www.even3.com.br/congresso-de-medicina-2026

O Congresso Médico Acadêmico do UniFOA se consolida, ao longo dos anos, como um espaço estratégico de troca de conhecimento e fortalecimento da formação médica, mantendo viva uma tradição que, em tempos de excesso de informação e superficialidade, continua sendo indispensável: a boa e velha construção sólida do saber científico. 

Nem sempre os cuidado em saúde começa com exame ou receita. Às vezes, começa com escuta, troca e orientação. É essa proposta que vem ganhando espaço na UBS Três Poços, localizada no campus Olezio Galotti com o projeto Peso Saudável. 

A unidade passou a promover encontros coletivos com pacientes da atenção primária, reunindo profissionais de saúde, estudantes do curso de Medicina e convidados para discutir temas como alimentação, atividade física e saúde mental. A ideia é ampliar o cuidado para além do consultório e fortalecer o vínculo com a comunidade. 

A iniciativa partiu da médica da saúde da família e saúde mental da unidade, Dra. Julia Cruz, que identificou, no dia a dia dos atendimentos, uma demanda que ia além da consulta tradicional. 

“A ideia surgiu da necessidade de ter um contato mais próximo com os pacientes e também de envolver os alunos de Medicina. A gente percebeu que era possível promover saúde de outras formas, com um olhar mais integral, abordando alimentação, atividade física e saúde mental dentro de um plano mais personalizado”, explica. 

Segundo a médica, os encontros também respondem a uma necessidade clara dos próprios pacientes: a de serem ouvidos e participarem mais ativamente do próprio cuidado. 

“No consultório, eu já percebia que eles queriam mais do que a consulta. Queriam tirar dúvidas, conversar, participar. No primeiro encontro tivemos cerca de 10 pacientes. Agora, já tivemos uma adesão maior e a expectativa é que esse grupo continue crescendo”, conta. 

A proposta é que os encontros aconteçam de forma contínua e também sirvam como porta de entrada para um acompanhamento mais completo dentro da unidade. 

“Queremos manter essa frequência e, a partir desses encontros, encaminhar os pacientes para consultas clínicas, para que possamos trabalhar todas as etapas do cuidado”, completa. 

A iniciativa também conta com a participação de profissionais convidados. No encontro mais recente, o professor do curso de Educação Física do UniFOA, Rodolfo Silva, destacou o impacto da proposta. 

“É uma iniciativa muito acertada. Falar de atividade física é falar de um dos fatores mais poderosos na prevenção e promoção da saúde. Quando isso se junta a uma alimentação equilibrada, temos uma base muito forte para qualidade de vida. É um modelo que pode e deve inspirar outras unidades”, avalia. 

Para os pacientes, o espaço tem se mostrado importante não apenas pelo conteúdo, mas pelo incentivo coletivo. A participante Helena Gonçalves destacou o valor da troca entre os próprios usuários. 

“É muito importante ter esse tipo de orientação. Acho que precisa até de mais divulgação, porque as pessoas precisam desse contato, desse incentivo. Às vezes, um motiva o outro. Ter esse grupo ajuda muito”, relata. 

Ela também chama atenção para o papel da atenção primária na prevenção, ainda pouco percebido por parte da população. 

“Muita gente ainda vê o posto só como lugar para tratar doença, mas não tem noção do quanto ele pode ajudar na prevenção. É fácil reclamar, mas muitas vezes as pessoas não procuram e não participam”, afirma. 

Aberta ao público, a iniciativa começa a ampliar seu alcance. Inicialmente voltados para pacientes da região de Três Poços e da comunidade acadêmica, os encontros agora passam a receber qualquer interessado. 

Quem quiser participar pode procurar a UBS do UniFOA e se inscrever com a agente comunitária de saúde. As atividades acontecem às terças-feiras, às 10h, em datas previamente definidas. 

Ao transformar a unidade básica em um espaço de escuta, orientação e convivência, a ação reforça um princípio essencial da atenção primária: cuidar antes que a doença apareça e, principalmente, cuidar das pessoas de forma completa. 

Decisões que impactam milhões de pessoas ao redor do mundo não começam, necessariamente, em grandes centros internacionais. Às vezes, começam dentro de uma sala de aula, com curiosidade, disciplina e acesso às oportunidades certas. 

A trajetória do médico Bruno de Paula, egresso do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), ajuda a traduzir esse caminho. Hoje, ele ocupa o cargo de Diretor Médico Sênior na AstraZeneca, um dos maiores grupos farmacêuticos do mundo, atuando diretamente com uma equipe multidisciplinar para desenvolver a nova geração de medicações anticâncer.  

Ao longo da carreira, acumulou experiências em alguns dos principais centros de pesquisa do mundo, com passagens pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), pela Universidade de Cambridge, pelo Sarah Cannon Research Institute, no Reino Unido e pelo Centro de Estudos Biossanitários, na Espanha. Esse percurso consolidou sua atuação em nível global. Além disso, também atuou como médico no sistema de saúde britânico, após revalidar seu diploma no país, ampliando sua vivência clínica em um dos sistemas mais exigentes e estruturados da medicina mundial. 

Ao olhar para o início dessa jornada, Bruno destaca que a base construída durante a graduação no UniFOA foi determinante para sustentar os próximos passos da carreira. 

“Tive acesso não apenas a especialistas em Medicina, mas a professores e pesquisadores que me apoiaram e me trataram como igual. Busquei cenários clínicos diversos, responsabilidade progressiva e integração de evidências no cuidado. Essa postura começou no UniFOA e moldou a forma como atuo até hoje”, afirma. 

Ainda durante a formação, a busca por experiências além da sala de aula já indicava um movimento intencional de crescimento. O contato precoce com a pesquisa clínica e a proximidade com mentores ajudaram a acelerar esse processo. 

“A exposição à pesquisa clínica, o acesso a mentoria e o investimento em inglês técnico foram fundamentais. Isso abriu portas e me ensinou a transformar perguntas clínicas em evidência útil”, explica. 

Essa construção se reflete diretamente na atuação atual, em um ambiente que exige decisões complexas e de grande impacto. 

“Foco no paciente, responsabilidade social e inovação aliada ao pragmatismo clínico são pilares que conectam ciência, ética e execução. Isso segue guiando minhas decisões, independentemente do contexto”, destaca. 

No cenário global, a lógica da Medicina se amplia. O olhar deixa de ser apenas individual e passa a considerar populações inteiras, com diferentes realidades e necessidades. 

“Aprendi a pensar impacto em escala. Desde a graduação, fui treinado a considerar riscos, benefícios, equidade de acesso e transparência. Esse raciocínio sustenta decisões que, no fim, afetam milhões de pessoas”, pontua. 

Para Bruno, esse tipo de responsabilidade só é possível quando a formação vai além do domínio técnico. 

“A técnica assegura a qualidade, a ética define limites, o pensamento crítico reduz vieses e a visão humana alinha a ciência ao que realmente importa: as pessoas. Esse equilíbrio fez parte da minha formação”, afirma. 

Ao revisitar a própria trajetória, ele não aponta um único momento decisivo, mas uma sequência de escolhas bem aproveitadas ao longo do caminho. 

“O esforço valeu a pena. Aproveitar as oportunidades foi essencial. Hoje, trabalhar com populações que enfrentam problemas reais reforça meu propósito e a responsabilidade de usar a ciência para reduzir desigualdades”, reflete. 

Para os estudantes que hoje iniciam esse percurso, o recado é direto e sem rodeios. 

“Agarrem as oportunidades. Invistam em inglês, pesquisa clínica e gestão. Procurem mentores, publiquem quando puderem e não tenham medo de sair da zona de conforto. Isso faz diferença lá na frente”, orienta. 

Ao resumir o papel do UniFOA em sua trajetória, Bruno escolhe uma definição objetiva, mas que traduz o caminho percorrido. 

“Uma base sólida que abre caminho para impacto global”, conclui. 

Lesões de pele estão entre as queixas mais frequentes na Atenção Primária e, muitas vezes, podem ser resolvidas no próprio atendimento, desde que haja segurança no diagnóstico. Foi com esse foco que estudantes e profissionais da área participaram de um workshop de Dermatologia organizado pelo curso de Medicina do UniFOA, voltado ao reconhecimento e manejo das dermatoses mais comuns.

Realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, a proposta foi qualificar o atendimento, reduzir encaminhamentos desnecessários para especialistas e fortalecer a atuação das equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (APS).

Entre os temas abordados, estiveram condições recorrentes no dia a dia dos serviços, como dermatoviroses, a exemplo de molusco contagioso, herpes simples e varicela, além de micoses, piodermites e dermatoses não infecciosas, como dermatite atópica e eczema de contato. Em grande parte dos casos, essas condições podem ser resolvidas com diagnóstico clínico adequado.

Apesar disso, ainda são comuns desafios na rotina das equipes, como a dificuldade na descrição morfológica das lesões, insegurança no diagnóstico diferencial, desconhecimento de protocolos terapêuticos e o excesso de encaminhamentos para a dermatologia.

O conteúdo também incluiu dermatoses frequentes na pediatria, como dermatite atópica, urticária, psoríase inicial e assaduras, reforçando a importância de uma abordagem centrada na pessoa e de orientações adequadas para o cuidado domiciliar.

Um dos responsáveis pelo evento, o professor Luciano Costa, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da Atenção Primária.

“Quando capacitamos os profissionais para reconhecer e manejar as principais dermatoses, conseguimos reduzir encaminhamentos desnecessários, agilizar o início do tratamento e oferecer um atendimento mais resolutivo. Isso impacta diretamente na qualidade do cuidado e na experiência do paciente dentro do sistema de saúde”, afirmou.

A iniciativa contribui para um atendimento mais seguro e eficiente, além de fortalecer o papel da Atenção Primária como porta de entrada do sistema de saúde e espaço fundamental para a promoção e o cuidado integral da população.

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