O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou, em agosto, a quinta edição do Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense. Com o tema “Construindo a Pesquisa Clínica através de 'end points' que importam para os pacientes”, o evento reuniu estudantes, professores e profissionais da área da saúde em uma programação voltada à discussão sobre pesquisa clínica, formação profissional e práticas de cuidado centradas nas necessidades dos pacientes.
Realizado por meio da Liga Acadêmica de Oncologia do curso de Medicina, o simpósio integra as iniciativas da instituição voltadas à aproximação entre ensino, pesquisa e assistência. Ao longo da programação, os participantes tiveram contato com discussões relacionadas à condução de pesquisas clínicas e à importância de produzir evidências que contribuam efetivamente para a tomada de decisões na área da saúde.
O tema desta edição colocou em evidência um dos aspectos fundamentais da pesquisa clínica: a escolha dos 'end points', ou desfechos utilizados para avaliar os resultados de um estudo. A proposta é ampliar a compreensão sobre a necessidade de considerar, além de indicadores estritamente clínicos, aquilo que efetivamente representa benefício para quem está no centro do cuidado: o paciente.
Para o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, a formação de profissionais da saúde deve estar associada não apenas ao conhecimento técnico, mas também à capacidade de compreender e ouvir as pessoas. Segundo ele, a diversidade de pensamentos faz parte desse processo e contribui para a formação de profissionais preparados para lidar com diferentes realidades.
“O que espero deles é que sejam profissionais éticos, competentes, que escutem o paciente e que escutem a família”, destacou Eduardo.
A importância da pesquisa clínica para a formação acadêmica também foi ressaltada pelo diretor de Ensino, Igor Dutra. Para ele, a pesquisa amplia as possibilidades de contato dos estudantes com uma medicina baseada em evidências e contribui para a qualificação da assistência oferecida aos pacientes.
“A pesquisa dá a oportunidade de vocês terem contato com uma medicina de ponta, uma medicina baseada em evidências. Do mesmo jeito, ela nos permite oferecer um excelente tratamento aos nossos pacientes”, afirmou.
Igor também destacou a integração entre saúde e educação como parte desse processo. “Esse ecossistema entre saúde e educação faz com que a gente melhore a nossa assistência e nós ficamos melhores com isso também”, completou.
Para João Pedro, presidente da Liga Acadêmica de Oncologia e um dos organizadores do simpósio, a realização da quinta edição representa a continuidade de uma iniciativa que contribui para aproximar os estudantes da pesquisa e ampliar seus conhecimentos em diferentes áreas da Medicina.
“É uma honra poder organizar um evento com tanta história na nossa instituição e que ajuda tanto os estudantes a entenderem sobre pesquisa e a aprofundarem seus conhecimentos em diversas áreas da oncologia, da carreira médica e de outras áreas”, afirmou.
A participação dos estudantes em atividades como o simpósio permite que conteúdos discutidos em sala de aula sejam relacionados à prática profissional e ao desenvolvimento científico. Nesse contexto, a pesquisa clínica passa a fazer parte da formação acadêmica não apenas como campo de produção de conhecimento, mas como instrumento para qualificar a tomada de decisões em saúde.
A médica oncologista e professora do UniFOA, Dra. Heloísa Resende, destacou justamente essa perspectiva ao comentar uma das atividades da programação. Segundo ela, a discussão sobre ética e escolha de 'end points' contribui com a prepararação os futuros profissionais para a condução de pesquisas clínicas mais alinhadas às necessidades dos pacientes.
“Ela nos explicou princípios essenciais de ética e de escolha de 'end points' que atendem muito bem às necessidades dos pacientes”, explicou.
Para Heloísa, a formação de novos profissionais também passa pela preparação para atuar na produção de conhecimento científico. “Estamos trabalhando na formação de novos profissionais, novos médicos, e pretendemos que eles sejam qualificados para conduzir processos de pesquisa clínica”, afirmou.
A professora ressaltou ainda o papel do UniFOA na integração entre formação acadêmica e inovação na área da saúde. “O UniFOA, mais uma vez, inovando em educação”, concluiu.
Ao colocar o paciente no centro da discussão, o V Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense reforçou a importância de aproximar a produção científica das necessidades concretas encontradas na assistência. A definição dos desfechos avaliados em uma pesquisa influencia diretamente a forma como os resultados são interpretados e, consequentemente, como novas evidências podem contribuir para a prática médica.
Nesse sentido, a realização do evento amplia o espaço para que estudantes e profissionais discutam não apenas os avanços da ciência, mas também os critérios utilizados para avaliar se esses avanços representam, de fato, benefícios relevantes para os pacientes.

Um caso clínico raro, acompanhado de perto por estudantes e professores do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), ultrapassou os limites da sala de aula e do ambiente hospitalar para se tornar produção científica. O trabalho, desenvolvido por alunos do curso de Medicina em parceria com docentes da instituição, foi publicado na Revista Brasileira de Cancerologia, periódico científico do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
O artigo “Ressecção Abdominoperineal do Reto em Paciente com Vírus da Imunodeficiência Humana e Carcinoma Espinocelular do Canal Anal: Relato de Caso” tem como autores Gabriela Caravana Silva São Thiago, Lara Francisca Vaz de Oliveira, Gabriel Mohamad Arieira de Souza Ghazzaoui, Biazi Ricieri Assis e Igor Dutra Braz.
A publicação apresenta o relato de um paciente atendido no Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), com diagnóstico de carcinoma espinocelular do canal anal associado à sorologia positiva para HIV. O estudo discute a complexidade do manejo desse tipo de câncer, mais comum em pacientes imunossuprimidos, e chama atenção para a necessidade de vigilância e diagnóstico precoce em grupos de maior risco.
A ideia de transformar o caso em artigo nasceu durante a rotina acadêmica e assistencial. O potencial científico foi identificado inicialmente pelo professor Biazi Ricieri Assis, cirurgião responsável pelo atendimento do paciente, que convidou os estudantes a acompanharem o caso e avaliarem a possibilidade de desenvolver um relato científico. A proposta foi levada ao professor Igor Dutra Braz, que reconheceu a relevância clínica e acadêmica do estudo e assumiu a orientação do trabalho.
Segundo Gabriela São Thiago, a vontade de produzir uma pesquisa relevante já existia antes mesmo da definição do tema.
“Quando iniciei o módulo em que precisaríamos desenvolver o Trabalho de Conclusão de Módulo, eu já tinha um objetivo muito claro: queria produzir uma pesquisa relevante, que agregasse valor ao meu currículo acadêmico e também contribuísse para minha futura residência médica”, contou.
A partir do convite para acompanhar o caso, o grupo iniciou uma revisão aprofundada da literatura, organizou as informações clínicas e estruturou o manuscrito. Com o amadurecimento da pesquisa, o trabalho também foi transformado em projeto de iniciação científica, ampliando a experiência acadêmica dos estudantes.
Para Gabriela, uma das decisões mais marcantes foi a escolha da revista. A estudante conta que sugeriu a submissão à Revista Brasileira de Cancerologia mesmo sabendo que se tratava de um periódico de grande prestígio e com processo seletivo criterioso.
“Sabíamos que era uma revista de grande qualidade e que a aprovação seria um desafio. Mesmo assim, sempre acreditei que o caso tinha relevância suficiente para ser publicado. Costumo dizer que o não eu já tinha; eu estava em busca do sim. Felizmente, todo o empenho da equipe foi recompensado com a aprovação e a publicação do artigo”, afirmou.
O trabalho começou em agosto de 2024, foi concluído em dezembro de 2025 e publicado em julho de 2026. Durante esse período, os estudantes participaram de diferentes etapas, como revisão da literatura, elaboração do manuscrito, discussões científicas, submissão e acompanhamento do processo editorial.
Para Lara Francisca Vaz de Oliveira, participar da construção do artigo mostrou como a pesquisa pode estar mais próxima da graduação do que muitos estudantes imaginam.
“Participar desse trabalho foi uma experiência bem diferente do que eu tinha vivido até então. Por ser um caso pouco comum, foi muito interessante ver como a gente consegue relacionar o que acontece na prática com o que já foi publicado na literatura para construir um trabalho científico”, relatou.
A estudante também destacou que a experiência permitiu compreender melhor o papel do aluno na produção de conhecimento.
“Muitas vezes, a gente acaba vendo a pesquisa como algo distante da nossa realidade, mas participar desse trabalho me mostrou que, com a orientação dos professores, é possível fazer parte desse processo. A graduação também é um espaço para aprender, produzir conhecimento e crescer profissionalmente”, afirmou.
Gabriel Mohamad Arieira de Souza Ghazzaoui acompanhou o caso na prática e, depois, participou da transformação daquela experiência em relato científico. Para ele, o processo exigiu mudar o olhar sobre o mesmo acontecimento.
“O que mais me marcou foi essa sensação de estar contando a mesma história duas vezes, de formas completamente diferentes. Primeiro eu vivi o caso, as consultas, as dúvidas do paciente, a cirurgia e a recuperação. Depois precisei recontá-lo com outro olhar, mais técnico, pensando em quem fosse ler”, explicou.
Segundo Gabriel, a publicação também mudou sua percepção sobre a relação entre assistência e pesquisa.
“A pesquisa deixou de ser algo distante da rotina clínica e passou a ser vista como parte natural do cuidado ao paciente. Cada caso carrega potencial de ensino e contribuição para a comunidade médica”, completou.
Professor do curso de Medicina do UniFOA e diretor de Ensino do H.FOA, Igor Dutra Braz avaliou que os estudantes assumiram papel ativo em todo o processo. Para ele, a vivência permitiu que o grupo compreendesse etapas que vão muito além da execução de tarefas pontuais.
“Os estudantes foram protagonistas desde o início do projeto. A participação deles não se limitou à execução de tarefas específicas. Eles acompanharam todas as etapas da produção científica, desde a identificação do caso, coleta e organização dos dados, até a revisão da literatura, discussão dos resultados e redação do manuscrito”, afirmou.
Igor também destacou a liderança de Gabriela na condução do trabalho, especialmente pela articulação entre estudantes, professores, paciente e serviços envolvidos.
“A Gabriela exerceu uma liderança natural ao longo de todo o desenvolvimento do trabalho. Ela tomou a iniciativa de dar início ao projeto, fez a articulação entre os estudantes, os professores orientadores, o paciente e os diferentes serviços envolvidos, garantindo que todas as etapas acontecessem de forma organizada”, destacou.
Para o professor, participar de uma produção científica ainda durante a graduação ajuda o estudante a desenvolver competências que não se limitam ao conteúdo visto em sala de aula.
“O estudante desenvolve pensamento crítico, capacidade de analisar evidências, raciocínio científico, escrita acadêmica e habilidade para interpretar e comunicar resultados. Também aprende a trabalhar em equipe, gerenciar projetos, cumprir aspectos éticos da pesquisa e dialogar com diferentes profissionais”, explicou.
A publicação em uma revista científica vinculada ao INCA marca um resultado importante para os estudantes, professores e para o ambiente de formação em saúde do UniFOA. O artigo também evidencia a integração entre ensino, assistência e pesquisa, aproximando o curso de Medicina, o H.FOA e a produção de conhecimento científico.
Para Igor, o resultado mostra a força desse ecossistema.
“A proximidade entre os serviços assistenciais, os professores e os estudantes cria oportunidades para que casos relevantes sejam identificados, investigados e convertidos em produção científica de qualidade. O mais gratificante é ver os estudantes assumindo esse protagonismo e alcançando uma publicação em um periódico de grande relevância nacional ainda durante a graduação”, afirmou.
A experiência deixa uma marca importante na formação dos estudantes: mostra que a prática médica também pode gerar perguntas, investigação e conhecimento compartilhado. No UniFOA, um caso acompanhado na rotina hospitalar se transformou em artigo científico, iniciação científica e aprendizado para quem participou de todas as etapas da produção.
Médicos com mais de 50 anos de formação, muitos deles ainda em atividade, foram homenageados durante a primeira edição do Jubileu da Medicina, realizada no Teatro Municipal Maestro Franklin de Carvalho Júnior, no bairro Laranjal. Em uma mesma noite, o teatro reuniu passado, presente e futuro da Medicina em Volta Redonda.
A solenidade reconheceu 67 profissionais que atuam ou atuaram por décadas na cidade e prestaram relevantes serviços à população. A homenagem foi criada a partir de uma proposta do neurocirurgião, professor do curso de Medicina do UniFOA e coordenador-geral da residência médica do H.FOA, Júlio Meyer e contou com apoio da Câmara Municipal e da Prefeitura de Volta Redonda, com a intenção de tornar o Jubileu da Medicina uma celebração anual.
Mais do que marcar o tempo de formação dos homenageados, o evento valorizou trajetórias que acompanharam diferentes fases da estruturação da saúde no município. Muitos dos médicos reconhecidos participaram da formação de gerações de profissionais, atuaram em hospitais, consultórios, instituições de ensino e serviços públicos e privados da região.
Idealizador do projeto, Júlio Meyer destacou que a homenagem nasceu de um sentimento coletivo de reconhecimento à categoria e à cidade.
“Eu sempre tive um comportamento e um sentido coletivo dentro da categoria. A cidade tem um DNA de engenharia, mas foi necessário que todas as outras categorias estivessem aqui para dar sustentação e qualidade de vida. Os médicos, junto com outros profissionais de saúde, como assistentes sociais, técnicos de enfermagem, enfermeiros, psicólogos e tantos outros, construíram e deram sustentação à assistência da população”, afirmou.
Segundo Meyer, o Jubileu também é uma forma de agradecer à cidade que permitiu a cada profissional construir sua história.
“Eu entendia que a gente precisava homenagear. Fiz uma solicitação ao Legislativo, que abraçou a ideia de imediato, e o Executivo também. Só temos uma coisa a dizer: gratidão. Gratidão a essa cidade, que permitiu que cada um de nós construísse sua história, cada um do seu jeito”, completou.
A Fundação Oswaldo Aranha (FOA) e o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) tiveram presença marcante na cerimônia. Grande parte dos homenageados tem ligação com a instituição, seja como egresso, professor, coordenador, conselheiro ou profissional que ajudou a consolidar a formação médica na região.
Para o presidente da FOA, Eduardo Prado, a homenagem fez parte da própria história da instituição.
“Está passando um filme na minha mente. É uma grande honra para a FOA e para mim, neste momento da minha vida, ser presidente da instituição e herdar um trabalho feito por tantos médicos, como Dr. Paulo Mendes, André Sarmento Bianco, Dr. Olezio Galotti e tantos outros nomes que construíram essa história”, afirmou.
O presidente lembrou que a FOA completa 59 anos de existência e que o curso de Medicina chega a 58 anos contribuindo para a formação de profissionais que atuam em Volta Redonda, no Sul Fluminense, no Brasil e em outros países.
“A FOA tem uma história e uma responsabilidade muito grande no cuidado e na formação médica desses profissionais. Cada vida que eles salvaram é repercussão do impacto social que o UniFOA tem ao longo desses anos”, destacou.
Eduardo também parabenizou Júlio Meyer pela criação do projeto e agradeceu à Câmara Municipal e à Prefeitura pelo apoio à iniciativa.
“Hoje é um momento de alegria. Parabenizo o doutor Júlio Meyer, em nome de todos os agraciados, e também a Câmara Municipal por ter acolhido essa ideia e feito essa homenagem aos médicos que tanto contribuíram com seus projetos, suas atividades e salvando vidas”, completou.
O prefeito de Volta Redonda, Antonio Francisco Neto, também destacou a importância da homenagem aos profissionais que marcaram a história da saúde no município.
“Essa iniciativa do doutor Júlio é uma iniciativa que nós devemos aplaudir muito. Hoje é um dia muito importante para Volta Redonda. É uma homenagem àqueles que salvaram muitas vidas no nosso município. Parabéns a todos os homenageados”, afirmou.
Neto também ressaltou a relação da FOA com a formação de muitos dos médicos reconhecidos.
“A FOA é uma referência para a gente. Mais uma vez está mostrando isso, porque não tenho dúvida de que a grande maioria é oriunda da FOA. Parabéns também à FOA, que merece todos os nossos aplausos”, disse.
Entre os homenageados estava o doutor Walter Fonseca, professor do curso de Medicina do UniFOA, que recebeu o reconhecimento após mais de cinco décadas de atuação médica.
“É muito bacana, em todos os aspectos. Primeiro, porque são mais de 50 anos trabalhando. Para ser exato, 56. Segundo, boa parte dos médicos homenageados são meus amigos de muito tempo, muitos deles companheiros até hoje da FOA ou ex-alunos. É muito bom”, contou Wlater.
Ao falar como vice-presidente da instituição, Walter relacionou a homenagem ao trabalho permanente de formação e cuidado realizado pela FOA.
“É uma sensação de dever cumprido, mas mais do que dever cumprido: dever sendo cumprido, porque a gente continua lutando”, afirmou.
Também homenageado, João Antonio Baptista Canavez, professor do curso de Medicina do UniFOA e médico com 53 anos de trajetória em Volta Redonda, falou sobre a realização profissional e pessoal construída na cidade.
“É uma honra muito grande receber uma homenagem dessa. Estou em Volta Redonda há 53 anos e me sinto muito realizado nessa cidade, na vida acadêmica, médica, particular e familiar”, afirmou.
Egresso e professor do UniFOA, Canavez destacou a importância de ter participado da formação de outros médicos.
“Eu entrei na FOA em 1973. Acho que cumpri minha missão lá. Hoje há excelentes médicos em Volta Redonda e pelo Brasil afora que foram meus alunos. Isso é uma honra enorme para mim”, completou.
A cerimônia também foi acompanhada por estudantes de Medicina do UniFOA. Para Vitor Campbell, interno do curso, estar diante de profissionais com décadas de trajetória foi uma oportunidade de olhar para a própria formação e para o futuro.
“Aqui temos praticamente todos os bons exemplos que tivemos dentro da faculdade, da cidade e da região. Além da questão técnica, eles ensinam muito sobre humanidade, sobre como você deve se portar. Isso é legado”, afirmou.
O estudante destacou que prestigiar os homenageados também é uma forma de projetar o caminho que ainda está começando.
“Estar aqui é uma grande oportunidade. Prestigiar esses grandes mestres é vislumbrar o futuro e ter eles como exemplo para dizer: um dia eu quero estar aqui”, contou.
Para Vitor, a presença de tantos médicos formados ou ligados à FOA reforça o papel da instituição na trajetória dos futuros profissionais.
“Tenho certeza de que, por estar fazendo FOA e por estar me formando com esses profissionais ao meu lado, eu já tenho um destaque. A FOA é muito importante para nós, alunos, e também para esse ecossistema da região”, afirmou.
A primeira edição do Jubileu da Medicina deixou registrada uma homenagem a profissionais que ajudaram a cuidar da população e a formar a história da saúde em Volta Redonda. Ao reunir médicos com mais de 50 anos de formação, professores, egressos e estudantes, a cerimônia mostrou que a Medicina também se constrói pela transmissão de experiência entre gerações.
No mesmo palco em que trajetórias foram reconhecidas, futuros médicos puderam enxergar o tamanho da responsabilidade que os espera. Entre homenagens, memórias e exemplos, o Jubileu da Medicina celebrou não apenas uma carreira, mas uma vida inteira dedicada ao cuidado.







Para quem já concluiu uma graduação, mas ainda carrega o desejo de cursar Medicina, o UniFOA abriu uma nova possibilidade de ingresso. O Centro Universitário de Volta Redonda está com inscrições abertas para o Processo Seletivo de Portadores de Diploma de Curso Superior para o curso de Medicina, com entrada imediata no segundo semestre de 2026.
A modalidade é destinada a candidatos que já possuem diploma de curso superior registrado por Instituições de Ensino Superior nacionais, públicas ou privadas, credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC).
Neste processo seletivo, as vagas são exclusivas para ingresso no 1º período de Medicina. O edital informa que não será permitido o aproveitamento de disciplinas cursadas anteriormente nem a progressão para outros períodos ou módulos do curso.
As inscrições devem ser realizadas pelo Portal do Candidato, no link www.unifoa.edu.br/portaldocandidato, até as 15h do dia 18 de agosto.
A taxa de inscrição é de R$ 49,00.
Os interessados devem consultar o edital completo antes de realizar a inscrição, verificar todos os critérios de participação, reunir a documentação necessária e acompanhar as orientações do processo seletivo.
Estudantes de Medicina de outras instituições ganharam mais prazo para solicitar transferência externa para o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). As inscrições para o processo seletivo foram prorrogadas até o dia 10 de agosto.
A oportunidade é destinada a candidatos interessados em ingressar no curso de Medicina do UniFOA no segundo semestre de 2026. As vagas estão disponíveis para transferência para o 2º, 3º, 4º e 5º períodos, além do 9º módulo, conforme as condições previstas em edital.
Podem participar estudantes que atendam aos critérios estabelecidos no documento oficial, incluindo as exigências relacionadas à instituição de origem, documentação acadêmica e demais regras do processo seletivo.
A transferência permite que estudantes regularmente vinculados a cursos de Medicina em outras instituições possam solicitar continuidade da formação no UniFOA, respeitando as vagas, etapas e critérios definidos para cada período ou módulo ofertado.
Os interessados devem reunir a documentação necessária e realizar a inscrição pelo Portal do Candidato até o dia 10 de agosto: www.unifoa.edu.br/portaldocandidato.
O edital completo reúne as informações sobre critérios de participação, documentos obrigatórios, etapas do processo, prazos e orientações para matrícula.
A Fundação Oswaldo Aranha (FOA) divulgou a abertura das inscrições para a Bolsa AFA. O processo seletivo socioeconômico já está disponível e tem como objetivo ampliar o acesso e a permanência de estudantes no ensino superior, por meio da concessão de descontos nas mensalidades a todos os alunos regularmente matriculados no curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
Podem se inscrever alunos regularmente matriculados ou rematriculados no UniFOA, desde que atendam aos critérios estabelecidos em edital, incluindo a comprovação da situação socioeconômica e a entrega completa da documentação exigida dentro do prazo estipulado. A Bolsa AFA é destinada a estudantes que necessitam de apoio financeiro para dar continuidade à formação acadêmica.
De acordo com as regras do programa, o benefício pode variar de 10% a 50% de desconto sobre o valor da mensalidade, conforme análise realizada por uma Comissão de Seleção designada pela Presidência da FOA. O percentual concedido leva em consideração a realidade socioeconômica de cada candidato, respeitando os critérios técnicos e institucionais definidos no edital.
A bolsa não é cumulativa com outros descontos legais ou contratuais, como o benefício de pontualidade. Em casos específicos, caberá à Divisão de Tesouraria da FOA aplicar a condição mais vantajosa ao aluno, dentro dos limites previstos.
Com a abertura de mais uma edição da Bolsa AFA, a FOA reforça seu empenho com a inclusão social, a responsabilidade institucional e a valorização da educação como ferramenta de transformação, contribuindo para que mais estudantes tenham condições de ingressar e permanecer no ensino superior.
As inscrições e demais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.
Estudantes de Medicina de outras instituições que desejam continuar a formação no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) já podem se inscrever no Processo Seletivo de Transferência Externa para o curso de Graduação em Medicina. As vagas são destinadas ao ingresso no segundo semestre de 2026.
As inscrições estão abertas no Portal do Candidato e podem ser realizadas até as 14h do dia 5 de agosto de 2026.
A transferência externa é destinada a candidatos regularmente matriculados em cursos de Graduação em Medicina de Instituições de Ensino Superior nacionais, públicas ou privadas, autorizadas ou reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Também poderão participar candidatos com matrícula trancada em curso de Medicina, desde que apresentem a comprovação do trancamento na instituição de origem.
Para pleitear a vaga, o candidato deverá ter concluído o período ou módulo anterior ao de referência no curso de Medicina da instituição de origem. Também serão aceitas inscrições de candidatos que tenham ingressado no curso por processo seletivo ou por meio do Enem em instituições nacionais.
O edital prevê ainda que, caso seja classificado, o candidato deverá cursar o período ou módulo para o qual se inscreveu e que foi ofertado no processo seletivo. Não será permitido o aproveitamento de disciplinas para progressão de período ou módulo após a classificação.
No ato da inscrição, o candidato deverá encaminhar a documentação exigida e aguardar a conferência e validação por parte do UniFOA. Somente após essa etapa será possível realizar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 49, por Pix ou cartão de crédito à vista.
O Processo Seletivo de Transferência Externa representa uma oportunidade para estudantes que já iniciaram a formação médica em outra instituição e desejam dar continuidade à trajetória acadêmica no UniFOA, em uma estrutura reconhecida pela tradição na área da saúde, pela formação prática e pela integração com os serviços de ensino e assistência.
Os interessados devem consultar o edital completo, verificar todos os critérios de participação, reunir a documentação necessária e realizar a inscrição pelo Portal do Candidato: www.unifoa.edu.br/portaldocandidato.
Enquanto pacientes do SUS eram atendidos no mutirão de cirurgias de hérnia do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) em parceria com a Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH), estudantes de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) acompanhavam, em tempo real, cada etapa dos procedimentos diretamente do Núcleo de Atividade Virtual de Ensino (NAVE), no campus Olezio Galotti, em Três Poços. A iniciativa marcou um momento inédito na integração entre assistência, tecnologia e formação médica, reunindo cuidado à população, aprendizado prático e recursos avançados em uma mesma experiência.
A transmissão das cirurgias permitiu que os acadêmicos observassem os procedimentos com riqueza de detalhes, acompanhando decisões da equipe médica, técnicas utilizadas e a dinâmica do centro cirúrgico a partir de uma vivência imersiva. Para os estudantes, a atividade ampliou o contato com situações reais da profissão ainda durante a graduação.
O presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, destacou que a iniciativa representa um marco para o ecossistema formado pela FOA, UniFOA e H.FOA.
“No mutirão de cirurgias de hérnia do H.FOA, além de atender com a melhor tecnologia que o mundo pode ofertar, levando essa tecnologia aos pacientes do SUS, estamos vivendo um momento especial: pela primeira vez, estudantes de Medicina do UniFOA acompanham as cirurgias ao vivo, diretamente do NAVE. Nenhuma outra instituição educacional ou hospitalar oferece, hoje, essa mesma oportunidade e tecnologia à população e aos estudantes. É o nosso ecossistema funcionando com a sincronicidade planejada. Estamos fazendo história”, afirmou.
Segundo Eduardo, a experiência mostra como o cuidado com os pacientes e a formação de futuros médicos podem caminhar juntos.
“É uma oportunidade de aprender com casos reais, observar cada decisão da equipe em tempo real e entender, na prática, o que faz a diferença na formação de um bom médico. Quando conseguimos cuidar das pessoas e, ao mesmo tempo, preparar profissionais mais capacitados, todos saem ganhando. Esse é o grande diferencial da FOA, do UniFOA e do H.FOA”, completou.
Para a acadêmica de Medicina e monitora do NAVE, Thaíssa Gomes, a transmissão representa uma oportunidade diferenciada de aprendizado. Ela destacou que, mesmo em vivências presenciais no centro cirúrgico, nem sempre o estudante consegue acompanhar o campo operatório com tanta nitidez.
“Um dos grandes diferenciais da FOA é esse contato direto que o acadêmico tem com o H.FOA. Poder assistir a uma cirurgia dessa forma é uma experiência muito importante. Quando estamos no centro cirúrgico, muitas vezes não conseguimos ficar próximos do campo operatório. Pelo NAVE, com a transmissão, conseguimos ter uma visão limpa, detalhada e muito próxima do procedimento. Isso faz diferença para entendermos o que vamos encontrar mais à frente na nossa formação”, explicou.
A estudante Gabriela São Thiago, do 9º período de Medicina, também ressaltou o quanto a experiência contribui para a formação de quem já está em uma etapa mais avançada do curso.
“Eu acho muito interessante, porque esse tipo de tecnologia permite que a gente veja a cirurgia de perto, com muito mais detalhe. Conseguimos observar melhor a anatomia e aspectos que, muitas vezes, não conseguimos acompanhar tão bem durante o internato, porque nem sempre ficamos próximos ao campo cirúrgico. É uma experiência muito enriquecedora para a formação médica”, afirmou.
Para Gabriela, esse contato antecipado com procedimentos reais pode fazer diferença nas próximas etapas da trajetória profissional.
“Eu sou apaixonada pela cirurgia e vejo isso como um diferencial muito grande. Quando eu estiver em uma residência, por exemplo, já vou chegar com uma noção maior do que quem não teve essa experiência. Isso agrega muito para a nossa formação”, destacou.
O estudante Carlos Eduardo Soares, do 7º período de Medicina, avaliou a transmissão como um avanço para a experiência acadêmica.
“Essa iniciativa do UniFOA com os estudantes é muito interessante. Mesmo não estando dentro da sala de cirurgia, conseguimos acompanhar o procedimento com muitos detalhes, por diferentes ângulos. É uma experiência virtual muito rica e que integra o sistema do NAVE, uma tecnologia avançada da faculdade, que acrescenta muito à nossa carreira acadêmica”, afirmou.
Para Gabriela Ribeiro Lourenço, que concluiu o 1º período de Medicina, o contato com a transmissão logo no início da graduação mostrou novas possibilidades de aprendizado.
“A experiência foi muito enriquecedora. Tenho certeza de que trouxe muitos conhecimentos. Foi muito interessante participar e espero que aconteçam outras vezes. A faculdade nos proporciona esse contato com equipamentos tecnológicos e o NAVE é um espaço onde a gente consegue aprender sobre vários sistemas e ampliar nossa visão sobre a Medicina”, contou.
A iniciativa evidencia a integração entre FOA, UniFOA e H.FOA, aproximando ensino, assistência e tecnologia em uma mesma experiência. Ao acompanhar cirurgias reais em tempo real, os estudantes têm acesso a uma vivência que amplia a compreensão sobre a prática médica e fortalece a formação profissional.
Mais do que assistir a um procedimento, os acadêmicos puderam observar o cuidado acontecendo enquanto ele era realizado. Para quem está em formação, esse tipo de experiência ajuda a transformar tecnologia em aprendizado, rotina hospitalar em sala de aula viva e assistência à população em oportunidade concreta de formar médicos mais preparados.





Duas décadas podem transformar prédios, ampliar estruturas e renovar espaços. Mas há lembranças que permanecem exatamente onde nasceram. Foi esse sentimento que reuniu os egressos da turma de 2006 do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) em um encontro realizado no Auditório William Monachesi. Mais do que rever antigos colegas, eles voltaram ao lugar onde construíram amizades, descobriram vocações e deram os primeiros passos de uma trajetória que hoje se espalha por hospitais, consultórios, centros de pesquisa e universidades.
Entre abraços, fotografias e muitas histórias, o reencontro também foi uma oportunidade para revisitar a própria formação e conhecer de perto a transformação vivida pelo campus ao longo dos últimos 20 anos.
Para a médica Aline da Rocha Luz, retornar ao UniFOA foi uma experiência marcada pela gratidão.
“Eu não imaginava que a minha aprovação na Medicina fosse me levar onde cheguei hoje. Tudo o que vivi aqui, cada desafio, cada noite de estudo e cada aprendizado fizeram parte da construção da profissional que me tornei. Quando volto e vejo o quanto a instituição cresceu, fico muito emocionada. Há vinte anos já tínhamos uma excelente estrutura, mas acompanhar essa evolução é realmente impactante”, afirmou.
Ao recordar o período da graduação, Aline também destacou a influência dos professores na escolha da especialidade.
“Cada disciplina despertava uma nova paixão. Entrei querendo fazer Pediatria, me apaixonei pela Anestesiologia e hoje sou dermatologista. Isso mostra como os professores, que sempre foram referências em suas áreas, tiveram papel importante na nossa formação.”
Quem também reencontrou a instituição com emoção foi Alex Antunes Bezerra, integrante da primeira turma semestral de Medicina do UniFOA.
“Desde o primeiro dia em que entrei neste campus fui acolhido. Voltar agora e receber esse carinho novamente é emocionante. O método de ensino, os laboratórios e, principalmente, os professores foram fundamentais para construir a base da minha carreira. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa história.”
Alex destacou ainda que, após a graduação, permaneceu em Volta Redonda para realizar a residência médica, fortalecendo ainda mais os vínculos construídos durante a formação.
Entre os relatos mais emocionantes do encontro esteve o do médico Keller Santos. Natural de Caraguatatuba (SP), ele lembrou que chegou ao UniFOA ainda muito jovem, sem imaginar até onde aquela escolha o levaria.
“Receber o diploma de médico mudou completamente a minha vida. Depois da graduação, tive a oportunidade de fazer residência, conhecer grandes centros, operar ao lado de referências da medicina no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Mas aprendi uma coisa: o que faz um grande hospital não são apenas os equipamentos, são as pessoas. E foi aqui que conheci algumas das melhores pessoas da minha vida.”
Mesmo após construir uma carreira consolidada, Keller contou que escolheu Volta Redonda quando precisou cuidar da própria família.
“Quando minha mãe precisou ser operada, não tive dúvidas. Voltei para Volta Redonda. Porque eu sabia da qualidade dos profissionais que trabalham aqui. Sempre digo que o UniFOA transforma vidas. Transformou a minha.”
Ao longo do encontro, os egressos também visitaram diferentes espaços do campus e puderam acompanhar de perto a expansão da estrutura acadêmica construída nas últimas décadas. Laboratórios modernos, novos ambientes de ensino e investimentos em tecnologia evidenciaram uma instituição que cresceu sem perder aquilo que os antigos alunos mais fizeram questão de destacar: o acolhimento.
Antes de encerrar o reencontro, Keller deixou uma mensagem aos estudantes que hoje percorrem os mesmos corredores por onde sua turma passou.
“O UniFOA mostra o caminho. Aqui você encontra professores comprometidos, pessoas que acreditam no seu potencial e uma formação que permite chegar onde você quiser. O resto depende da dedicação de cada um. Para mim, Medicina UniFOA significa orgulho, paixão, alegria e, acima de tudo, gratidão.”
Mais do que celebrar os 20 anos de formatura, o encontro mostrou que algumas conexões permanecem vivas mesmo com o passar do tempo. Para quem voltou ao Auditório William Monachesi, rever os colegas foi importante. Mas reencontrar o lugar onde a história começou fez com que, por algumas horas, o tempo parecesse voltar duas décadas.





Antibiótico não é resposta para qualquer febre, dor ou suspeita de infecção. Quando usado sem critério, pode perder força justamente no momento em que o paciente mais precisa. Em um cenário em que a resistência bacteriana desafia médicos, hospitais e serviços de saúde, uma obra de referência para a prática clínica chega à sua 5ª edição pelas mãos de um professor que ajudou a formar gerações de médicos no UniFOA.
O livro Antibióticos e Quimioterápicos para o Clínico, do médico infectologista e professor aposentado de Medicina Walter Tavares, foi lançado na última sexta-feira (12), no Centro Histórico-Cultural, no campus Olezio Galotti, em Três Poços. A atividade, promovida pelo curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), reuniu estudantes, internos, residentes, docentes, preceptores e profissionais da área da saúde em um encontro voltado à atualização científica e à valorização da produção acadêmica.
Professor com Honra ao Mérito do UniFOA, Walter Tavares tem uma trajetória diretamente ligada à história da instituição. Durante 26 anos, lecionou no curso de Medicina e participou da formação de inúmeras turmas.
“Trabalhei e lecionei aqui durante 26 anos, ajudando a formar inúmeras turmas de Medicina. Agora tenho a felicidade de lançar a quinta edição do meu livro, aos 87 anos. É uma alegria poder contribuir ainda para a formação de médicos, não apenas infectologistas, mas de todas as especialidades”, destacou Walter.
Publicada pela Editora Atheneu, a 5ª edição reúne 33 capítulos revisados e ampliados. A obra apresenta atualizações sobre terapêutica antimicrobiana, classes de antibióticos, formas de uso, efeitos colaterais, indicações clínicas e abordagens específicas para diferentes perfis de pacientes, como crianças, idosos e pessoas com obesidade.
O livro também traz capítulos dedicados a doenças infecciosas de grande prevalência e relevância clínica, como malária, AIDS, tuberculose e hepatites. Para Walter, a atualização constante é indispensável em uma área marcada por mudanças rápidas e pelo surgimento de novas possibilidades terapêuticas.
“Quando eu faço o livro, procuro me antecipar ao que vai acontecer. Há terapêuticas que ainda estão em experimentação clínica e já aparecem citadas na obra. Quando o livro chega ao leitor, ele já traz esse olhar para o que pode vir pela frente”, explicou.
A preocupação com a formação médica também atravessou a fala do professor. Para ele, mesmo em um cenário de avanço tecnológico e presença cada vez maior da inteligência artificial, o livro e o professor seguem ocupando um espaço essencial no processo de aprendizagem.
“O livro jamais morrerá. Assim como o professor que dá aula nunca será substituído, porque faltam à tecnologia a empatia e o calor humano. O livro continua presente, ajudando a detalhar a farmacologia, os efeitos adversos e a utilização clínica dos medicamentos”, afirmou.
Para o coordenador do curso de Medicina do UniFOA, Luiz Antônio Neves, receber o lançamento da 5ª edição dentro da instituição representa um reconhecimento à trajetória do professor e ao papel que ele desempenha na formação médica.
“Estamos falando de um professor da área de antibioticoterapia e infectologia entre os mais renomados do país, uma referência também internacional. Ter o lançamento do livro dentro da nossa instituição é uma honra para a FOA/UniFOA. Ele é uma referência para o Brasil e também para nós”, afirmou.
Luiz Antônio também destacou que a obra chega em um momento em que a atualização médica se tornou ainda mais necessária. “A Medicina exige atualização frequente. Para os estudantes, esse livro representa uma grande oportunidade de estudo e contato com uma produção científica de alto nível”, completou.
Entre os estudantes, o encontro também foi marcado pela dimensão simbólica de estar próximo a profissionais que se tornaram referência na área médica. Para Rafaela Dünkel, aluna do 5º período de Medicina, participar do lançamento foi uma experiência de incentivo e pertencimento.
“Para mim é uma grande alegria participar desse momento. O professor Walter é uma referência na infectologia e estar sentada à mesa com ele e com outros professores tão importantes foi uma oportunidade enorme, especialmente como aluna e integrante da Liga de Infectologia”, contou.
Rafaela também destacou o impacto de ver um professor com décadas de carreira ainda preocupado em contribuir com a formação das novas gerações. “A sensação é de ser abraçada, de ser acolhida. A Medicina evolui sempre pensando no paciente, mas, como aluna e futura médica, também é muito gratificante sentir que existe alguém olhando por nós e torcendo pela nossa formação”, relatou.
Mais do que o lançamento de uma nova edição, o encontro aproximou estudantes da literatura médica de referência e das diretrizes mais recentes sobre antibioticoterapia. O uso racional de antimicrobianos é hoje um dos pontos centrais da segurança do paciente. A escolha inadequada de um medicamento, o tempo incorreto de tratamento ou a prescrição sem necessidade podem comprometer resultados e ampliar riscos para toda a cadeia de cuidado.
Nesse contexto, discutir antibióticos na formação médica vai além da farmacologia. Passa pela responsabilidade clínica, pela leitura crítica das evidências e pela capacidade de decidir com segurança diante de casos reais.
Ao reunir memória institucional, produção científica e formação médica, o lançamento da quinta edição de Antibióticos e Quimioterápicos para o Clínico recolocou no centro do debate uma questão essencial: formar médicos preparados para prescrever melhor, tratar com mais segurança e responder aos desafios de uma prática clínica cada vez mais complexa.







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