Nem sempre os cuidado em saúde começa com exame ou receita. Às vezes, começa com escuta, troca e orientação. É essa proposta que vem ganhando espaço na UBS Três Poços, localizada no campus Olezio Galotti com o projeto Peso Saudável.
A unidade passou a promover encontros coletivos com pacientes da atenção primária, reunindo profissionais de saúde, estudantes do curso de Medicina e convidados para discutir temas como alimentação, atividade física e saúde mental. A ideia é ampliar o cuidado para além do consultório e fortalecer o vínculo com a comunidade.
A iniciativa partiu da médica da saúde da família e saúde mental da unidade, Dra. Julia Cruz, que identificou, no dia a dia dos atendimentos, uma demanda que ia além da consulta tradicional.
“A ideia surgiu da necessidade de ter um contato mais próximo com os pacientes e também de envolver os alunos de Medicina. A gente percebeu que era possível promover saúde de outras formas, com um olhar mais integral, abordando alimentação, atividade física e saúde mental dentro de um plano mais personalizado”, explica.
Segundo a médica, os encontros também respondem a uma necessidade clara dos próprios pacientes: a de serem ouvidos e participarem mais ativamente do próprio cuidado.
“No consultório, eu já percebia que eles queriam mais do que a consulta. Queriam tirar dúvidas, conversar, participar. No primeiro encontro tivemos cerca de 10 pacientes. Agora, já tivemos uma adesão maior e a expectativa é que esse grupo continue crescendo”, conta.
A proposta é que os encontros aconteçam de forma contínua e também sirvam como porta de entrada para um acompanhamento mais completo dentro da unidade.
“Queremos manter essa frequência e, a partir desses encontros, encaminhar os pacientes para consultas clínicas, para que possamos trabalhar todas as etapas do cuidado”, completa.
A iniciativa também conta com a participação de profissionais convidados. No encontro mais recente, o professor do curso de Educação Física do UniFOA, Rodolfo Silva, destacou o impacto da proposta.
“É uma iniciativa muito acertada. Falar de atividade física é falar de um dos fatores mais poderosos na prevenção e promoção da saúde. Quando isso se junta a uma alimentação equilibrada, temos uma base muito forte para qualidade de vida. É um modelo que pode e deve inspirar outras unidades”, avalia.
Para os pacientes, o espaço tem se mostrado importante não apenas pelo conteúdo, mas pelo incentivo coletivo. A participante Helena Gonçalves destacou o valor da troca entre os próprios usuários.
“É muito importante ter esse tipo de orientação. Acho que precisa até de mais divulgação, porque as pessoas precisam desse contato, desse incentivo. Às vezes, um motiva o outro. Ter esse grupo ajuda muito”, relata.
Ela também chama atenção para o papel da atenção primária na prevenção, ainda pouco percebido por parte da população.
“Muita gente ainda vê o posto só como lugar para tratar doença, mas não tem noção do quanto ele pode ajudar na prevenção. É fácil reclamar, mas muitas vezes as pessoas não procuram e não participam”, afirma.
Aberta ao público, a iniciativa começa a ampliar seu alcance. Inicialmente voltados para pacientes da região de Três Poços e da comunidade acadêmica, os encontros agora passam a receber qualquer interessado.
Quem quiser participar pode procurar a UBS do UniFOA e se inscrever com a agente comunitária de saúde. As atividades acontecem às terças-feiras, às 10h, em datas previamente definidas.
Ao transformar a unidade básica em um espaço de escuta, orientação e convivência, a ação reforça um princípio essencial da atenção primária: cuidar antes que a doença apareça e, principalmente, cuidar das pessoas de forma completa.




Decisões que impactam milhões de pessoas ao redor do mundo não começam, necessariamente, em grandes centros internacionais. Às vezes, começam dentro de uma sala de aula, com curiosidade, disciplina e acesso às oportunidades certas.
A trajetória do médico Bruno de Paula, egresso do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), ajuda a traduzir esse caminho. Hoje, ele ocupa o cargo de Diretor Médico Sênior na AstraZeneca, um dos maiores grupos farmacêuticos do mundo, atuando diretamente com uma equipe multidisciplinar para desenvolver a nova geração de medicações anticâncer.
Ao longo da carreira, acumulou experiências em alguns dos principais centros de pesquisa do mundo, com passagens pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), pela Universidade de Cambridge, pelo Sarah Cannon Research Institute, no Reino Unido e pelo Centro de Estudos Biossanitários, na Espanha. Esse percurso consolidou sua atuação em nível global. Além disso, também atuou como médico no sistema de saúde britânico, após revalidar seu diploma no país, ampliando sua vivência clínica em um dos sistemas mais exigentes e estruturados da medicina mundial.
Ao olhar para o início dessa jornada, Bruno destaca que a base construída durante a graduação no UniFOA foi determinante para sustentar os próximos passos da carreira.
“Tive acesso não apenas a especialistas em Medicina, mas a professores e pesquisadores que me apoiaram e me trataram como igual. Busquei cenários clínicos diversos, responsabilidade progressiva e integração de evidências no cuidado. Essa postura começou no UniFOA e moldou a forma como atuo até hoje”, afirma.
Ainda durante a formação, a busca por experiências além da sala de aula já indicava um movimento intencional de crescimento. O contato precoce com a pesquisa clínica e a proximidade com mentores ajudaram a acelerar esse processo.
“A exposição à pesquisa clínica, o acesso a mentoria e o investimento em inglês técnico foram fundamentais. Isso abriu portas e me ensinou a transformar perguntas clínicas em evidência útil”, explica.
Essa construção se reflete diretamente na atuação atual, em um ambiente que exige decisões complexas e de grande impacto.
“Foco no paciente, responsabilidade social e inovação aliada ao pragmatismo clínico são pilares que conectam ciência, ética e execução. Isso segue guiando minhas decisões, independentemente do contexto”, destaca.
No cenário global, a lógica da Medicina se amplia. O olhar deixa de ser apenas individual e passa a considerar populações inteiras, com diferentes realidades e necessidades.
“Aprendi a pensar impacto em escala. Desde a graduação, fui treinado a considerar riscos, benefícios, equidade de acesso e transparência. Esse raciocínio sustenta decisões que, no fim, afetam milhões de pessoas”, pontua.
Para Bruno, esse tipo de responsabilidade só é possível quando a formação vai além do domínio técnico.
“A técnica assegura a qualidade, a ética define limites, o pensamento crítico reduz vieses e a visão humana alinha a ciência ao que realmente importa: as pessoas. Esse equilíbrio fez parte da minha formação”, afirma.
Ao revisitar a própria trajetória, ele não aponta um único momento decisivo, mas uma sequência de escolhas bem aproveitadas ao longo do caminho.
“O esforço valeu a pena. Aproveitar as oportunidades foi essencial. Hoje, trabalhar com populações que enfrentam problemas reais reforça meu propósito e a responsabilidade de usar a ciência para reduzir desigualdades”, reflete.
Para os estudantes que hoje iniciam esse percurso, o recado é direto e sem rodeios.
“Agarrem as oportunidades. Invistam em inglês, pesquisa clínica e gestão. Procurem mentores, publiquem quando puderem e não tenham medo de sair da zona de conforto. Isso faz diferença lá na frente”, orienta.
Ao resumir o papel do UniFOA em sua trajetória, Bruno escolhe uma definição objetiva, mas que traduz o caminho percorrido.
“Uma base sólida que abre caminho para impacto global”, conclui.
Lesões de pele estão entre as queixas mais frequentes na Atenção Primária e, muitas vezes, podem ser resolvidas no próprio atendimento, desde que haja segurança no diagnóstico. Foi com esse foco que estudantes e profissionais da área participaram de um workshop de Dermatologia organizado pelo curso de Medicina do UniFOA, voltado ao reconhecimento e manejo das dermatoses mais comuns.
Realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, a proposta foi qualificar o atendimento, reduzir encaminhamentos desnecessários para especialistas e fortalecer a atuação das equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (APS).
Entre os temas abordados, estiveram condições recorrentes no dia a dia dos serviços, como dermatoviroses, a exemplo de molusco contagioso, herpes simples e varicela, além de micoses, piodermites e dermatoses não infecciosas, como dermatite atópica e eczema de contato. Em grande parte dos casos, essas condições podem ser resolvidas com diagnóstico clínico adequado.
Apesar disso, ainda são comuns desafios na rotina das equipes, como a dificuldade na descrição morfológica das lesões, insegurança no diagnóstico diferencial, desconhecimento de protocolos terapêuticos e o excesso de encaminhamentos para a dermatologia.
O conteúdo também incluiu dermatoses frequentes na pediatria, como dermatite atópica, urticária, psoríase inicial e assaduras, reforçando a importância de uma abordagem centrada na pessoa e de orientações adequadas para o cuidado domiciliar.
Um dos responsáveis pelo evento, o professor Luciano Costa, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da Atenção Primária.
“Quando capacitamos os profissionais para reconhecer e manejar as principais dermatoses, conseguimos reduzir encaminhamentos desnecessários, agilizar o início do tratamento e oferecer um atendimento mais resolutivo. Isso impacta diretamente na qualidade do cuidado e na experiência do paciente dentro do sistema de saúde”, afirmou.
A iniciativa contribui para um atendimento mais seguro e eficiente, além de fortalecer o papel da Atenção Primária como porta de entrada do sistema de saúde e espaço fundamental para a promoção e o cuidado integral da população.

Com mais de 8 mil cirurgias cardíacas realizadas e uma trajetória consolidada na medicina de alta complexidade, o cardiologista Ricardo Miguel construiu uma carreira que começou muito antes da faculdade. Filho de Antônio Francisco, um cirurgião geral renomado de Barra do Piraí, conhecido na região como “pai dos pobres”, pela dedicação à comunidade, cresceu acompanhando de perto o cuidado com os pacientes. Foi dessa convivência que nasceu uma trajetória marcada pela excelência técnica e pelo compromisso humano com a profissão.
“Cresci acompanhando esse trabalho e aquilo me marcou profundamente. Era algo muito bonito cuidar das pessoas com humanidade”, relembra.
O interesse pela Medicina não ficou apenas na admiração. Antes mesmo de ingressar na faculdade, começou a atuar como instrumentador, vivenciando a rotina hospitalar, cuidando de materiais e aprendendo na prática, experiência que considera decisiva para sua formação.
A escolha pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) foi motivada pela proximidade de seu pai mantinha relação próxima com Tarcísio Cavalieri, figura importante na história da instituição.
“Tenho muito carinho pelo UniFOA, não só pela formação técnica, mas também pela formação humana e moral que recebi ali. Isso fez toda a diferença na minha trajetória”, destaca.
Durante a graduação, destacou-se pela dedicação intensa aos estudos, muitas vezes sendo o último a deixar a biblioteca, e pela busca constante por aprendizado além da sala de aula. Um dos episódios mais marcantes ocorreu ainda no quinto ano, ao participar de um curso de cardiologia voltado para médicos especialistas.
Único estudante presente no curso, foi avaliado junto aos profissionais e conquistou o primeiro lugar. “Foi um momento importante na minha trajetória. Fui o único a avaliar corretamente um exame entre diversos profissionais”, conta.
Além da rotina acadêmica, também aproveitava os períodos livres para retornar a Barra do Piraí e acompanhar o pai em cirurgias, ampliando ainda mais sua experiência prática.
A formação no UniFOA foi marcada pelo contato próximo com professores que, segundo ele, tiveram papel decisivo em sua construção profissional.
“Tive professores extraordinários, muito empenhados e acessíveis. Naquela época, tínhamos liberdade para acompanhar os professores inclusive fora do ambiente acadêmico, em consultórios e atendimentos. Sempre acreditei que uma escola é feita pelos professores e pelos alunos.”
Foi no sexto ano que começou a direcionar sua carreira ao ingressar em um hospital no Rio de Janeiro. Aprovado em quinto lugar na residência do Hospital da Lagoa, iniciou sua especialização em cirurgia geral, passando posteriormente pela área vascular.
A busca por evolução o levou a São Paulo, onde encontrou uma estrutura mais avançada para se dedicar à cirurgia cardíaca, área que definiria sua trajetória.
Em 1981, conquistou mais um marco importante ao ser aprovado em concurso público com desempenho máximo.
Com mais de 25 anos de atuação como cirurgião cardíaco, Ricardo Miguel consolidou-se como um dos nomes reconhecidos na área no estado do Rio de Janeiro, com atuação em procedimentos de alta complexidade. Ao longo da carreira, já integrou equipes responsáveis pelo atendimento de pacientes de grande notoriedade, como o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.
Seu consultório integra a seleção de clínicas que atuam em parceria com hospitais na região do Leblon, um dos principais polos de saúde da capital fluminense.
Apesar dos números expressivos, Ricardo faz questão de destacar que a Medicina vai além da técnica.
“A formação moral é essencial. A Medicina exige responsabilidade, humanidade e compromisso com o paciente. Não é só técnica, é caráter”, afirma, ao reforçar o papel da formação recebida no UniFOA.
Para os novos estudantes, ele deixa um conselho direto: investir em uma formação sólida, manter a humildade para aprender e aproveitar todas as oportunidades práticas.
“Comece com uma formação completa, tenha humildade para aprender e aproveite cada oportunidade. Hoje, as vagas são mais limitadas, mas quem é bem-preparado sempre encontra seu espaço.”
Depois de décadas de atuação, o que continua movendo sua trajetória é simples e poderoso: o amor pela Medicina.
“É continuar fazendo o que sempre fiz: estudar, evoluir e buscar avanços. Mas, acima de tudo, é gostar verdadeiramente do que faz.”
Mais do que números ou marcos na carreira, sua trajetória revela o resultado de uma formação de excelência que ultrapassa a técnica e se sustenta, sobretudo, na forma de cuidar e nos valores que fazem da Medicina do UniFOA contar com um legado de excelência.
Já estão abertas as inscrições para o processo seletivo de Medicina do UniFOA para o segundo semestre de 2026 com ingresso via ENEM e para portadores de diploma de curso superior.
A seleção será realizada por meio do aproveitamento das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), considerando edições entre 2016 e 2025. As vagas são destinadas ao ingresso no 1º período do curso, com início no segundo semestre letivo de 2026.
Podem se inscrever candidatos que estejam concluindo o Ensino Médio ou que já tenham certificado de conclusão, obtido pela via regular ou por suplência. Além disso, o processo também está aberto a portadores de diploma de curso superior, ampliando as possibilidades de acesso ao curso.
Não será permitida a participação de treineiros, nem haverá reserva de vagas neste processo seletivo.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal do Candidato, disponível no site do UniFOA (www.unifoa.edu.br/portaldocandidato), no período de 23 de março até dia 21 de maio de 2026.
Com 58 anos de tradição, o curso de Medicina do UniFOA já formou mais de 4 mil médicos, que hoje atuam em diversas regiões do Brasil e também no exterior. A formação alia base teórica consistente, prática desde os primeiros períodos e uma estrutura voltada à preparação para os desafios reais da profissão.
Mais do que o ingresso em um curso, o processo seletivo representa o início de uma trajetória construída com responsabilidade, preparo técnico e compromisso com o cuidado, pilares que orientam a formação médica no UniFOA.
Confira o edital:
Levar conhecimento para além da sala de aula e impactar diretamente a comunidade foi o objetivo de uma ação realizada por estudantes da Liga Acadêmica de Suporte Emergencial e Intensivo do curso de Medicina do UniFOA, que promoveram uma oficina de primeiros socorros para colaboradores da Fundação Beatriz Gama (FBG).
A iniciativa reuniu colaboradores da instituição em uma oficina de primeiros socorros, com abordagem teórica e prática voltada para situações de emergência no dia a dia.
O convite para a realização da atividade surgiu de forma orgânica. Segundo a presidente da Liga Acadêmica, Eduarda Batista, o contato foi intermediado por uma ex-integrante do grupo, que indicou a equipe à Fundação.
“A partir disso, fomos convidados a realizar essa oficina para os cuidadores da instituição”, explica.
Durante o encontro, os participantes tiveram acesso a conteúdos essenciais para o atendimento inicial em situações críticas, como ressuscitação cardiopulmonar (RCP), engasgo, convulsões, afogamento e queimaduras. A proposta foi não apenas apresentar os conceitos, mas também permitir que os colaboradores praticassem as técnicas, fortalecendo a confiança para agir em possíveis emergências.
Para a presidência da liga, Eduarda Batista, a experiência reforça o papel social da formação acadêmica.
“É muito gratificante ver que o conhecimento adquirido dentro da sala de aula pode ser útil para tantas pessoas que nunca tiveram contato com o tema. É motivo de orgulho ver a diretoria e os membros se disponibilizando para ensinar, tirar dúvidas e praticar junto, preparando todos para situações de urgência”, destaca. Ela também ressalta a importância do apoio institucional. “O suporte do UniFOA e da nossa orientadora Alessandra Patrícia nos motiva ainda mais a continuar levando esse tipo de atividade para a comunidade.”
A recepção dos colaboradores da Fundação Beatriz Gama foi marcada pelo interesse e participação ativa. De acordo com a funcionária Ethiene Correia, o aprendizado tem impacto direto na rotina da instituição. “Trabalhamos com crianças e adolescentes em situação de acolhimento, então saber agir em emergências é fundamental para garantir a proteção deles. O que aprendemos aqui é extremamente importante para o nosso dia a dia”, afirma.
Além do conteúdo técnico, a troca de experiências também foi um dos pontos altos da oficina. Os participantes compartilharam vivências e esclareceram dúvidas, tornando o momento ainda mais enriquecedor. Para Ethiene, iniciativas como essa demonstram o valor da extensão universitária. “É um trabalho incrível. Quando a universidade apoia projetos assim, ela devolve para a sociedade todo o aprendizado construído dentro dela”, completa.
A ação terá continuidade. Uma nova edição da oficina já está prevista para o dia 24 de março, com outra turma de colaboradores da Fundação. A expectativa é ampliar ainda mais o alcance da iniciativa e fortalecer a cultura de prevenção e cuidado.
A Liga Acadêmica também reforça que está aberta a novos convites. “Acreditamos que o conhecimento em primeiros socorros deve ser disseminado para todos. Saber agir com rapidez e eficiência pode salvar vidas. Se temos esse conhecimento, é nossa responsabilidade compartilhá-lo, e fazemos isso com muita satisfação”, conclui Eduarda.


A formação médica é, por essência, o primeiro grande passo de uma jornada que pode atravessar fronteiras. Para o médico Sergio Perocco, esse percurso começou em Volta Redonda e hoje se desdobra em uma atuação estratégica no cenário global da saúde, com base na Alemanha.
Egresso do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Sergio construiu uma trajetória marcada pela busca contínua por conhecimento, pela integração entre ciência e prática clínica e pela capacidade de transformar formação acadêmica em impacto real na vida de pacientes ao redor do mundo.
Os primeiros passos: ciência, curiosidade e base sólida
Ainda no primeiro ano da graduação, Sergio já demonstrava interesse além da sala de aula. Como bolsista do Programa de Iniciação Científica, teve contato precoce com o método científico, experiência que, segundo ele, redefiniu sua forma de pensar a Medicina.
“Pude compreender a importância do pensamento crítico e do rigor científico como pilares fundamentais da formação médica”, destaca.
O interesse pelas áreas básicas também se manifestou desde cedo. Disciplinas como Bioquímica e Neuroanatomia não apenas despertaram curiosidade, mas orientaram decisões importantes ao longo da graduação. Sob orientação do professor Marcelo Genestra, iniciou sua trajetória na pesquisa científica, enquanto o estágio em Neurocirurgia com o professor Júlio Meyer, acompanhado ao longo de cinco anos, garantiu uma vivência prática consistente.
Essa combinação entre teoria, prática e investigação científica consolidou um entendimento essencial: a Medicina exige atualização constante, preparo técnico e, sobretudo, sensibilidade diante da complexidade humana.
Mais do que o domínio científico, a experiência universitária foi ampliada por vivências culturais e acadêmicas diversas. A atuação como monitor, o contato com diferentes áreas do conhecimento e o interesse por Ciências Sociais contribuíram para uma formação mais abrangente.
“Exercer a Medicina é fascinante justamente porque envolve compreender a natureza humana em sua totalidade”, afirma.
Esse olhar, que integra ciência, cultura e sensibilidade, reflete diretamente na forma como o profissional compreende o cuidado com o paciente.
Da clínica à estratégia global
Após a graduação, Sergio especializou-se em psiquiatria e expandiu sua formação em instituições de referência no Brasil e no exterior, com passagem pelo King's College London, uma das mais renomadas instituições de pesquisa em Neurociências do mundo. A experiência internacional despertou o interesse pela carreira acadêmica e abriu caminho para novos horizontes.
O ingresso na indústria farmacêutica marcou uma virada estratégica em sua trajetória. Ele atuou em grandes multinacionais, como a GSK e a Johnson & Johnson, ocupando posições de liderança na área de Assuntos Médicos, com foco em neurociências.
Nesse contexto, participou de projetos relevantes, como o lançamento de terapias inovadoras para o tratamento de transtornos mentais, consolidando sua atuação na interface entre ciência, inovação e desenvolvimento de medicamentos.
Atualmente, Sergio integra a equipe da Boehringer Ingelheim, na Alemanha, onde atua em uma posição estratégica global voltada à saúde mental e às neurociências. Seu trabalho envolve o desenvolvimento e a implementação de estratégias médicas com impacto direto na vida de pacientes em diferentes países.
Entre os projetos de destaque está a participação no desenvolvimento de uma terapia digital para pacientes com esquizofrenia, cujo programa clínico avançado aguarda avaliação regulatória internacional.
Paralelamente, segue investindo em sua formação acadêmica em instituições como a University of Basel, na Suíça, reforçando o compromisso com a atualização contínua.
Uma trajetória construída com consistência
Ao revisitar sua história, o médico relembra o período em que, ainda estudante, observava com admiração os autores de livros clássicos da Medicina e suas afiliações a universidades internacionais.
Hoje, ao atuar ao lado de profissionais formados em instituições como Stanford, Oxford e Charité Berlin, reconhece o caminho percorrido, da formação no interior do estado do Rio de Janeiro à atuação em um dos centros mais relevantes da indústria farmacêutica global.
“Gerar impacto e produzir valor é, de certa forma, uma responsabilidade diante de todo o apoio e incentivo que recebi ao longo dessa trajetória”, reflete.
Excelência como prática cotidiana
Para estudantes que almejam uma carreira internacional, Sergio reforça que o ponto de partida não está necessariamente em grandes oportunidades, mas na forma como se conduz o presente.
“Uma carreira internacional não começa em grandes posições, mas na capacidade de realizar bem as tarefas mais simples, com excelência, onde quer que se esteja.”
Ele destaca ainda a importância do autoconhecimento, da consistência e da disposição para agir, elementos que, ao longo do tempo, constroem trajetórias sólidas.
Histórias como a de Sergio demonstram como a formação médica pode impulsionar trajetórias que ultrapassam fronteiras e contribuem de forma relevante para a evolução da saúde em escala global.
Nesse contexto, iniciativas como a acreditação pelo Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME) reforçam o compromisso com padrões de qualidade alinhados às exigências contemporâneas da formação médica. Ao incorporar referências reconhecidas internacionalmente, essas certificações ampliam horizontes acadêmicos e profissionais, preparando médicos para atuar em cenários cada vez mais diversos e dinâmicos.
Mais do que uma conquista individual, a trajetória do egresso reflete a força de uma formação que integra excelência técnica, pensamento crítico e responsabilidade social, pilares que se mantêm presentes ao longo de toda a sua atuação profissional.
A história do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) se confunde com o próprio desenvolvimento do ensino superior na região Sul Fluminense. Pioneira, a graduação nasceu ainda na década de 1960 e tornou-se o curso fundador da Fundação Oswaldo Aranha, consolidando um legado baseado em tradição, compromisso social e formação médica de excelência.
Mais de meio século depois, a MedVR, como é carinhosamente chamada por seus estudantes e egressos, mantém viva a essência que marcou sua criação: formar profissionais preparados tecnicamente, humanizados e comprometidos com a transformação da saúde regional e nacional.
A criação da Faculdade de Ciências Médicas, em 1968, representou um marco histórico para Volta Redonda e cidades vizinhas. A primeira turma iniciou as atividades em 1969 e concluiu sua formação em 1973, inaugurando uma tradição acadêmica que atravessa gerações.
Instalado no Campus Olezio Galotti, na antiga Fazenda Três Poços, o curso estruturou um modelo de ensino fortemente baseado na prática médica, aproximando desde cedo os estudantes da realidade do cuidado em saúde.
Com a transformação institucional em centro universitário, em 1999, o UniFOA ampliou sua estrutura acadêmica, fortaleceu a pesquisa científica e consolidou uma formação alinhada às demandas contemporâneas da Medicina.
Hoje, o curso acumula números que evidenciam sua relevância:
Ensino de excelência reconhecido nacionalmente
O compromisso permanente com a qualidade acadêmica garantiu ao curso importantes reconhecimentos institucionais. O curso de Medicina do UniFOA possui nota máxima (5) junto ao Ministério da Educação (MEC), indicador que reflete excelência em infraestrutura, projeto pedagógico, corpo docente e desempenho discente.
Outro destaque é a acreditação concedida pelo Conselho Federal Medicina, o SAEME-CFM, selo nacional de qualidade do ensino médico, renovado pela terceira vez consecutiva em 2023 e válido até 2029. A certificação reconhece instituições que atendem aos mais elevados padrões de formação médica no Brasil e no exterior. O UniFOA é a única instituição de ensino superior com o selo na região
Esse reconhecimento reforça um modelo pedagógico centrado no desenvolvimento de competências clínicas, pensamento crítico, ética profissional e responsabilidade social.
Formação prática e impacto social
Um dos grandes diferenciais do curso de Medicina é a forte integração entre ensino e assistência à população, especialmente por meio de parcerias com instituições privadas e públicas, como prefeituras da região.
Essas parcerias permitem que os estudantes vivenciem a prática médica em diferentes níveis de atenção à saúde, participando diretamente de atendimentos supervisionados e ações voltadas ao SUS.
Essa inserção social resulta em milhares de atendimentos gratuitos realizados ao longo dos anos, reafirmando o compromisso institucional de devolver à comunidade o conhecimento produzido dentro do Centro Universitário.
Mais do que formar médicos, o objetivo é formar profissionais conscientes do seu papel social, capazes de atuar com empatia, responsabilidade e visão humanizada do cuidado.
Pesquisa, inovação e formação para o futuro
Além da tradição assistencial, o curso destaca-se pelo incentivo à produção científica e à iniciação acadêmica. Projetos de pesquisa, extensão universitária e inovação pedagógica ampliam o aprendizado para além da sala de aula, estimulando o protagonismo estudantil.
O modelo formativo acompanha a evolução da Medicina contemporânea, integrando:
Essa combinação prepara o estudante para um cenário em constante transformação, no qual aprender continuamente torna-se parte essencial da carreira médica.
Um legado que continua sendo construído
Ao longo de mais de cinco décadas, a Medicina UniFOA consolidou-se como referência regional, nacional e internacional, unindo tradição e inovação em um mesmo propósito: formar médicos preparados para cuidar de pessoas e transformar realidades.
O legado iniciado em 1968 permanece vivo em cada egresso que atua na rede pública, em hospitais privados, na pesquisa científica ou na docência, ampliando o impacto social da instituição.
Mais do que números ou certificações, a história da MedVR é marcada por vidas cuidadas, histórias transformadas e pelo compromisso permanente com a excelência no ensino médico.
Manter-se atualizado e investir em capacitação contínua é fundamental para a formação de médicos preparados para atuar com segurança e excelência. Atento a isso, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) proporcionou aos estudantes do último período do curso de Medicina um treinamento em Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (ACLS), qualificação essencial para o atendimento de emergências clínicas de alta complexidade.
O ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) é um protocolo clínico internacional desenvolvido pela American Heart Association (AHA), voltado ao manejo de emergências cardiovasculares graves, como parada cardiorrespiratória, arritmias cardíacas, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Diferentemente do Suporte Básico de Vida (BLS), o ACLS exige conhecimentos médicos aprofundados e a realização de intervenções invasivas, sendo indicado para médicos, enfermeiros e estudantes de Medicina em fase final de formação.
Durante o treinamento, os alunos participaram de simulações realísticas de alta complexidade, que exigem raciocínio clínico rápido, tomada de decisão precisa e atuação integrada em equipe. O conteúdo abordou desde o manejo avançado de vias aéreas, como a intubação orotraqueal, até a administração de medicamentos específicos (como adrenalina e amiodarona) e o uso da desfibrilação manual. Além da parte técnica, o curso também enfatizou a importância da liderança médica e da comunicação eficaz entre os profissionais de saúde, fatores determinantes para o sucesso do atendimento em cenários críticos.
Para o professor Luciano Costa, responsável por propor o curso aos estudantes, o ACLS representa uma etapa estratégica na formação médica.
“Trata-se de um treinamento que vai além do domínio técnico de protocolos. Ele contribui diretamente para o desenvolvimento do raciocínio clínico em situações críticas, da tomada de decisão sob pressão e da atuação segura em emergências cardiovasculares”, destacou.
Segundo o docente, o impacto do curso é significativo para os futuros médicos.
“O ACLS proporciona mais segurança, confiança e preparo para lidar com eventos potencialmente fatais. Além disso, reforça competências fundamentais da prática médica contemporânea, como trabalho em equipe, liderança e comunicação efetiva”, afirmou.
O curso é estruturado como uma imersão intensiva, geralmente realizada ao longo de dois dias, com simulações que reproduzem situações reais do ambiente hospitalar. No Brasil, a certificação oficial é oferecida por instituições reconhecidas, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o Hcor Academy, seguindo rigorosamente as diretrizes da AHA. O certificado tem validade internacional de dois anos, sendo necessária sua atualização periódica conforme novas evidências científicas.
Do ponto de vista institucional, Luciano ressalta que oferecer esse tipo de capacitação ainda durante a graduação demonstra o compromisso do UniFOA com a excelência na formação médica e com a segurança do paciente.
“É uma forma concreta de aproximar o estudante dos cenários reais da prática médica, promovendo uma formação mais sólida, responsável e alinhada às demandas do sistema de saúde”, completou.
Proporcionar o treinamento em ACLS aos alunos do último período o UniFOA reforça seu comprometimento com um ensino médico alinhado às melhores práticas internacionais. A ação contribui diretamente para a formação de profissionais mais preparados, seguros e conscientes da responsabilidade que envolve o atendimento em situações críticas, onde cada decisão pode representar a diferença entre a vida e a morte.

O início do ano letivo marcou também o primeiro contato dos ingressantes da turma 85 do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) com a vida universitária. Pensada para acolher, orientar e aproximar os novos estudantes da instituição, a recepção contou com uma programação completa, reunindo apresentações institucionais, atividades em sala e momentos de diálogo sobre a formação médica.
A abertura aconteceu no Auditório William Monachesi, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, no qual o coordenador do curso de Medicina, Julio Aragão, apresentou a história da graduação, o modelo de ensino adotado pelo UniFOA, a estrutura curricular e a forma como o curso se desenvolve ao longo dos seis anos de formação. Para ele, o momento de recepcionar os ingressantes é sempre especial.
“É um momento mágico, de ver o brilho nos olhos dos alunos e perceber a transformação que começa ali. Também nos faz lembrar da nossa própria trajetória na Medicina. Por isso, fazemos questão de mostrar onde eles estão entrando, como o curso funciona e como podem aproveitar ao máximo essa experiência. Durante esses seis anos, estaremos ao lado deles para que saiam daqui médicos e médicas competentes, preparados para atender a população. Essa é a nossa missão e é isso que vamos construir juntos”, destacou.
Na sequência, os estudantes participaram de uma atividade em sala conduzida pela professora Sônia Moreira, momento em que foram escolhidos os representantes de turma e esclarecidas dúvidas importantes sobre a rotina acadêmica, os desafios do curso e o percurso formativo ao longo da graduação.
Encerrando o dia de acolhimento, os ingressantes assistiram a uma palestra sobre um dos temas mais atuais da área da saúde: a pesquisa e o exercício da Medicina na era da inteligência artificial, reforçando desde o primeiro dia a importância da ciência, da inovação e do pensamento crítico na formação médica.
Entre os novos alunos, a recepção foi avaliada de forma bastante positiva. A estudante Ana Carolina Costa Abrão contou que a escolha pela Medicina está diretamente ligada ao desejo de continuar servindo às pessoas.
“Eu já sou da área da saúde, fiz Odontologia, e a Medicina surgiu como uma forma de ampliar ainda mais essa possibilidade de cuidado, agora por meio da formação médica”, explicou. Sobre o acolhimento, ela destacou a importância da iniciativa. “Achei fundamental. Na minha outra graduação não vivi algo assim. Essa introdução facilita a integração com a turma, esclarece dúvidas e apresenta a Medicina de uma forma mais leve e humana.”
A aluna Jhullyan Andrade também ressaltou a importância do primeiro contato com a instituição. Para ela, o acolhimento contribui para diminuir inseguranças comuns no início da graduação e ajuda a compreender melhor o papel do futuro médico.
“Esse momento inicial foi muito importante para tirar dúvidas sobre o curso e entender o que vamos vivenciar ao longo desses seis anos”, afirmou. Ao falar sobre o futuro, Jhullyan revelou suas expectativas. “Quero me tornar uma médica competente, humana e comprometida com a comunidade. Acredito que o UniFOA tem um papel fundamental nisso, nos ajudando a crescer não só como profissionais, mas como pessoas.”
Ações como o Start da Medicina reforçam o cuidado da instituição desde o primeiro dia de aula, e o compromisso com uma formação médica sólida, humanizada e alinhada às transformações da sociedade e da saúde contemporânea.
















Copyright © – UniFOA | Todos os direitos reservados à Fundação Oswaldo Aranha