Para muitos estudantes de graduação, escrever o primeiro artigo científico pode parecer uma tarefa distante, complicada e cheia de regras difíceis de entender. Mas foi justamente ao perceber essa dificuldade entre colegas que Márcio Vinícius Coelho, estudante do curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), decidiu transformar sua experiência com pesquisa acadêmica em um curso voltado a quem deseja dar os primeiros passos na produção científica. 

A iniciativa, chamada Artigo Científico Para Quem Tem Pressa, foi idealizada de forma independente pelo estudante e não possui vínculo institucional com o curso de Direito ou com o UniFOA. O projeto nasceu da trajetória de Márcio na pesquisa, área pela qual ele afirma ter se apaixonado ainda no primeiro período da graduação, quando escreveu seu primeiro artigo científico. 

Desde então, o estudante passou a dedicar atenção especial à produção acadêmica, acumulando publicações e premiações. Em 2025, ao atuar como monitor da disciplina Prática da Comunicação e Pesquisa Científica, ele teve contato direto com colegas que enfrentavam dificuldades para estruturar seus próprios artigos. 

“A pesquisa é pela qual me apaixonei desde o primeiro período da graduação. Durante a monitoria, auxiliei inúmeros colegas do curso a escreverem seus próprios artigos e constatei um fato inequívoco: simplesmente não existe nada estruturado na internet que ensine alunos de graduação a darem seus primeiros passos na pesquisa e escreverem artigos científicos”, contou. 

Foi a partir dessa percepção que surgiu a ideia de organizar um curso objetivo, com foco nas principais dúvidas de quem está começando. Para Márcio, a inquietação diante de uma dificuldade recorrente se tornou o ponto de partida para desenvolver uma solução. 

“Dessa constatação surgiu em mim uma grande inquietação. Acredito piamente que tudo aquilo que te inquieta é um convite à sua intervenção. Sendo assim, realizei um profundo estudo de mercado e busquei estruturar um projeto único, que serve como guia desde a escolha do tema até a publicação do artigo científico”, afirmou. 

O curso é voltado especialmente para estudantes de graduação, independentemente da área do conhecimento. A proposta é oferecer uma metodologia direta para quem deseja compreender a estrutura de um artigo científico e iniciar a produção acadêmica com mais segurança. 

Ao todo, o conteúdo reúne seis módulos e 35 aulas, com duração total de 180 minutos. Entre os temas abordados estão a escolha do tema, estrutura da pesquisa, seções de um artigo científico, construção das referências bibliográficas, citações, normas da ABNT e formatação do texto no Word, tanto na versão desktop quanto mobile. 

“O interessado vai encontrar uma metodologia objetiva e eficaz, em que, em apenas 180 minutos, é possível aprender o conteúdo necessário para começar a escrever artigos científicos. O curso ensina desde a escolha do tema até a formatação, passando pelas seções do artigo, referências, citações e principais normas da ABNT”, explicou. 

Para Márcio, desenvolver habilidades em pesquisa tende a se tornar cada vez mais importante na trajetória acadêmica e profissional dos estudantes. Segundo ele, a produção científica, antes vista apenas como um diferencial, passa a ocupar um espaço mais relevante na formação de graduandos. 

“Ser pesquisador durante a faculdade tende a deixar de ser apenas um diferencial e se tornar um requisito básico na carreira de graduandos. Minha missão é mostrar que escrever artigos científicos, embora tenha inúmeros desafios, pode ser algo leve e descomplicado”, destacou. 

A iniciativa mostra como experiências vividas dentro da graduação podem despertar novos caminhos de atuação e estimular estudantes a compartilharem conhecimento com outros acadêmicos. No caso de Márcio, a vivência com pesquisa, monitoria e produção científica se transformou em uma proposta prática para ajudar outros graduandos a enfrentarem uma etapa importante da vida universitária. 

Para quem está começando, esse pode ser o primeiro passo para transformar uma dúvida em artigo, uma inquietação em investigação e uma ideia em produção científica. 

Esperar o ônibus sem saber se ele já passou, se está atrasado ou se ainda vai demorar é uma realidade conhecida por milhares de usuários do transporte público. Em muitas cidades, a falta de integração entre empresas de transporte, aplicativos e sistemas de rastreamento faz com que a informação chegue de forma incompleta ou, muitas vezes, não chegue. Foi a partir desse problema cotidiano que estudantes da Escola de Gestão e Negócios do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) desenvolveram o KD o Ônibus, projeto classificado no Desafio Supernova Sebrae

Criado por alunos dos cursos de Administração e Ciências Contábeis, o aplicativo propõe uma alternativa ao modelo tradicional de rastreamento de ônibus por GPS embarcado. Em vez de depender de equipamentos instalados nos veículos ou da integração direta com empresas de transporte, a solução funciona por meio de check-in colaborativo realizado pelos próprios passageiros. 

Na prática, quando o usuário embarca, ele confirma pelo aplicativo que está dentro do ônibus. Essa informação passa a alimentar o sistema, permitindo que outros passageiros acompanhem a localização aproximada do coletivo em tempo real pelo mapa. A proposta é transformar a colaboração dos usuários em uma ferramenta de informação acessível, especialmente em locais onde os sistemas tradicionais não funcionam ou exigem investimentos elevados. 

Segundo Celso Raphael Santos Silva, estudante do 8º período de Administração, a ideia surgiu da observação de uma dificuldade comum entre usuários do transporte coletivo. 

“A ideia surgiu depois de usar aplicativos de mobilidade existentes, como VR Bus, Cittamobi e outros, e perceber o quanto é difícil utilizá-los e obter uma previsão realmente correta da chegada do ônibus. Também imaginamos o alto custo que as cidades têm para implantar essas soluções, envolvendo hardware, GPS e toda a infraestrutura necessária”, contou. 

Outro ponto observado pelo grupo foi o uso de grupos de WhatsApp em bairros e até na própria FOA, nos quais passageiros compartilham informações sobre a localização dos ônibus. Embora úteis, esses grupos nem sempre chegam a todos os usuários e não existem em todas as comunidades. 

“Percebemos que alguns bairros e até a própria FOA possuem grupos de WhatsApp em que os usuários informam onde o ônibus está. Mas nem todos têm acesso a esses grupos e nem todos os bairros contam com um. Diante disso, pensamos em uma solução confiável, de fácil implantação e que pudesse ser aplicada em municípios, cidades e empresas que ainda não dispõem dessa tecnologia”, explicou Celso. 

O diferencial do KD o Ônibus está justamente na possibilidade de funcionar sem grandes investimentos em infraestrutura. Por não exigir instalação de equipamentos nos veículos, o modelo pode ser aplicado em cidades, universidades, empresas de turismo e outros contextos em que o transporte ainda carece de soluções digitais de rastreamento. 

A classificação no Desafio Supernova Sebrae representa, para a equipe, uma oportunidade de transformar a ideia em um projeto com maior estrutura, mentoria e potencial de mercado. Para Barbara Barros, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, participar da iniciativa tem sido um marco para o grupo. 

“Para a nossa equipe, participar do Desafio Supernova, do Sebrae, representa um verdadeiro divisor de águas e uma oportunidade real de transformar uma ideia em impacto social. O KD o Ônibus nasceu do desejo sincero de resolver um problema cotidiano enfrentado por milhares de pessoas”, afirmou. 

Segundo Barbara, a competição amplia a visão empreendedora dos estudantes e ajuda a tirar o projeto do campo da ideia. 

“Mais do que uma competição, o Supernova funciona como um catalisador para o nosso projeto. É a oportunidade de receber mentorias de alto nível, desenvolver nossa visão empreendedora e estruturar a inovação em um modelo de negócio viável, sustentável e capaz de melhorar, de forma concreta, a rotina de milhares de passageiros”, destacou. 

O caminho até o Supernova começou dentro da própria Escola de Gestão e Negócios do UniFOA. De acordo com Ryan Aganete, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, a formação prática desde os primeiros períodos foi importante para que o grupo desenvolvesse confiança e repertório para criar o projeto. 

“O UniFOA foi fundamental desde o início da nossa jornada. Já no 1º período, somos inseridos na prática por meio de disciplinas de projetos voltados para empresas da região. Ter que resolver desafios reais propostos pelos professores e fazer apresentações nos deu a confiança e a base necessárias para desenvolver nossos próprios projetos”, afirmou. 

Ryan lembra que a ideia ganhou força em 2025, durante um Desafio Interno promovido pela Escola de Gestão e Negócios, em que os estudantes precisaram criar o pitch de uma ideia inovadora. Na ocasião, o grupo conquistou o 1º lugar. 

“Esse resultado, somado ao incentivo dos professores, foi o combustível para começarmos a estruturar e tirar o projeto do papel. Mais recentemente, em 2026, graças a uma oportunidade proporcionada pelo professor Washington e pelo UniFOA, fomos à Expo Agulhas Negras. Foi lá que conhecemos o Supernova e enxergamos a possibilidade real de transformar nossa ideia em um negócio de verdade”, contou. 

A partir da inscrição no desafio, o grupo passou a contar com a orientação do professor Rafael Lima, da Escola de Gestão e Negócios. Para Ryan, o apoio docente foi decisivo para ampliar as possibilidades do projeto. 

“O professor Rafael Lima abraçou a ideia e entrou com a gente como orientador. Ver algo que começou como um desafio interno ganhar essa proporção é incrível. Agora, com esse time forte e todo o suporte da instituição, estamos focados em dar o nosso melhor na competição e mostrar que estamos prontos para o mercado”, completou. 

Para Rafael Lima, professor e orientador do grupo, a participação dos alunos no Supernova mostra a qualidade da formação desenvolvida pela Escola de Gestão e Negócios e a importância de colocar os estudantes diante de desafios reais. 

“Como professor da Escola de Gestão e Negócios, sinto muito orgulho ao ver a qualidade dos alunos que estamos formando. Esse resultado é fruto de um trabalho sólido da coordenação, dos professores e dos órgãos da instituição que apoiam o desenvolvimento integral dos estudantes”, afirmou. 

Segundo Rafael, o Desafio Supernova Sebrae oferece aos alunos uma vivência importante de empreendedorismo e desenvolvimento de negócios, conectando aquilo que é trabalhado em sala de aula a ambientes externos de inovação. 

“Quando o Sebrae lança um programa desse porte, por toda a representatividade que tem no desenvolvimento de negócios no país, torna-se muito relevante engajar nossos alunos nesse processo. Eles passam a vivenciar, na prática e em outros ambientes, aquilo que também despertamos em sala de aula e nas demais atividades propostas pelo curso”, explicou. 

O professor destaca ainda que o projeto tem potencial para ir além da competição, por unir tecnologia, empreendedorismo e impacto social. 

“O grupo se engaja nas diferentes ações do currículo acadêmico e, quando surge um projeto dessa natureza, demonstra maturidade, envolvimento e capacidade de transformar uma ideia em uma solução com potencial de negócio. Esperamos que continuem avançando nas próximas etapas e que esse processo contribua de forma significativa para o desenvolvimento técnico, humano e comportamental dos estudantes”, completou. 

Mais do que criar um aplicativo, os estudantes transformaram uma dificuldade comum do transporte público em uma proposta de inovação acessível. Ao substituir a dependência de grandes estruturas tecnológicas pela colaboração dos próprios passageiros, o KD o Ônibus mostra como soluções simples, quando bem pensadas, podem responder a problemas reais da cidade. 

A classificação no Supernova Sebrae marca um novo passo para o grupo, mas a origem do projeto continua sendo a mesma: a tentativa de fazer com que a espera pelo ônibus seja menos incerta, menos solitária e mais conectada à realidade de quem depende diariamente do transporte coletivo. 

Solidariedade, participação e compromisso social marcaram a Campanha do Agasalho promovida pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). A ação institucional mobilizou estudantes, professores e colaboradores de todos os cursos da Instituição, que puderam realizar doações de agasalhos, mantas e cobertores em pontos de arrecadação instalados nas secretarias acadêmicas. 

Ao final da campanha, aproximadamente quatro caixas grandes de donativos foram arrecadadas e destinadas à Associação Omariô de Jurema, localizada no bairro Santa Clara, em Barra Mansa. A entidade desenvolve um trabalho voltado ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Representando o Escritório da Cidadania e o UniFOA, a assessora Carolina Gama realizou a entrega das doações. Ela destaca que, embora a campanha tenha acontecido em um período em que parte dos estudantes já estava entrando em férias, o resultado foi significativo. 

"Foi uma campanha institucional, com pontos de arrecadação em todas as secretarias dos cursos. Conseguimos reunir aproximadamente quatro caixas grandes de agasalhos, mantas e cobertores. Mesmo realizada no período em que muitos alunos já estavam entrando de férias, tivemos uma arrecadação importante." 

A escolha da instituição beneficiada faz parte do trabalho desenvolvido pelo Escritório da Cidadania, que mantém parcerias com organizações sociais da região há mais de dez anos. Atualmente, cerca de 200 associações sem fins lucrativos participam das ações promovidas pelo setor, recebendo doações conforme a natureza de cada campanha. 

De acordo com Carolina, cada iniciativa é planejada para atender às necessidades específicas das entidades parceiras. No caso da Campanha do Agasalho, a Associação Omariô de Jurema foi escolhida por desenvolver um importante trabalho de acolhimento junto à população em situação de vulnerabilidade. 

"Nós direcionamos as doações de acordo com o objetivo de cada campanha. A Associação Omariô de Jurema realiza um trabalho muito importante com pessoas que realmente precisam desse apoio, por isso foi a instituição escolhida para receber os donativos arrecadados." 

Além de beneficiar diretamente a comunidade, as ações sociais fortalecem a formação cidadã dos estudantes e reforçam o compromisso institucional do UniFOA com a responsabilidade social. 

"Esse trabalho é muito significativo. Ele beneficia a instituição, os estudantes, os colaboradores e, principalmente, as associações parceiras que recebem esse apoio. É uma forma de aproximar o UniFOA da comunidade e contribuir para transformar realidades." 

Por meio do Escritório da Cidadania, coordenado por Dario Aragão Neto, o UniFOA promove ao longo do ano diversas campanhas solidárias e ações sociais, reafirmando seu compromisso com a promoção da cidadania e o desenvolvimento da comunidade. 

Para muitos estudantes, a matrícula em uma faculdade representa mais do que o início de um curso. É a abertura de um novo caminho, a chance de mudar a própria trajetória e, em muitos casos, realizar um sonho que parecia distante. Por meio do Bolsa Social do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), essa oportunidade já começa a transformar a vida de novos universitários. 

Entre eles está Otto de Oliveira Brandão, morador do bairro Três Poços, que ingressa no curso de Enfermagem. Primeiro da família a chegar ao ensino superior, ele conta que a possibilidade de estudar por meio do Bolsa Social foi recebida como uma surpresa pela comunidade e pela família. 

“Foi uma oportunidade muito boa. O bairro não esperava por isso. A gente vê a FOA muito próxima da gente, acompanhando os trabalhos, mas não imaginava que teria uma oportunidade como essa. Para mim, foi bom demais”, contou. 

Para Otto, começar a graduação representa um privilégio e também uma forma de, no futuro, contribuir com a comunidade onde vive. A escolha pela Enfermagem está ligada ao desejo de cuidar das pessoas e oferecer acolhimento. 

“Para mim, é um privilégio muito grande. Espero que esse curso possa me ajudar no futuro e que eu possa contribuir com o bairro também. Acho a Enfermagem muito importante, porque lida diretamente com as pessoas. É uma área que tem tudo a ver comigo, porque gosto de ajudar, acolher e oferecer conforto”, afirmou. 

A conquista também emocionou a família. Segundo Otto, as filhas ficaram especialmente felizes ao saber que ele iniciaria a faculdade. 

Outra nova universitária que encontrou no UniFOA uma oportunidade de recomeço foi Camila Miranda Rodrigues. Ela conheceu a iniciativa pelas redes sociais e conta que, em um primeiro momento, chegou a duvidar que a possibilidade fosse real. 

“Eu achei maravilhoso. Ainda estou processando que é verdade. Quando apareceu o anúncio no Instagram, pensei: ‘não é possível’. Fui pessoalmente tirar as dúvidas e, quando vi que era verdade, fiquei muito feliz. A ficha ainda não caiu”, relatou. 

Camila vai cursar Odontologia, uma área que sempre desejou seguir. Já inserida no campo da saúde, ela vê na graduação a chance de ampliar sua atuação profissional e realizar um projeto antigo. 

“É um curso que eu sempre quis fazer. Eu já sou da área da saúde, mas a Odontologia é outro ramo, voltado para a saúde bucal. Estou criando muita expectativa e acredito que vai dar tudo certo, porque me identifico muito com a área”, afirmou. 

Para ela, estudar no UniFOA torna esse momento ainda mais significativo, pela credibilidade da instituição e pelo reconhecimento de egressos e profissionais formados no Centro Universitário. 

“É uma faculdade que tem credibilidade. Os alunos que já se formaram aqui elogiam muito e falam super bem. Para mim, essa oportunidade está sendo muito importante”, completou. 

A Bolsa Social integra as ações do UniFOA voltadas à ampliação do acesso ao ensino superior, permitindo que mais pessoas possam iniciar uma graduação e construir novas perspectivas acadêmicas e profissionais. Além do impacto individual, a iniciativa contribui para a formação de profissionais que poderão atuar em diferentes áreas e fortalecer o desenvolvimento da região. 

As inscrições para a Bolsa Social seguem abertas. Os interessados podem consultar o edital, verificar os critérios de participação e acompanhar os prazos pelos canais oficiais do UniFOA. 

Mais do que garantir o acesso à universidade, a Bolsa Social ajuda a transformar expectativa em matrícula, matrícula em recomeço e recomeço em futuro. Para estudantes como Otto e Camila, a oportunidade marca o início de uma nova etapa: o momento em que o sonho da graduação deixa de parecer distante e passa a fazer parte da vida real. 

Antes mesmo de receber o diploma, estudantes do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) já vivem a rotina da profissão em empresas, obras e ambientes técnicos da área. A inserção no mercado ainda durante a graduação tem permitido que os acadêmicos relacionem teoria e prática, desenvolvam segurança profissional e compreendam, na prática, os desafios que farão parte da carreira. 

Para quem está nos últimos períodos do curso, o estágio representa mais do que uma etapa obrigatória da formação. É o momento em que o estudante começa a se enxergar como profissional, passa a lidar com responsabilidades reais e percebe que os conteúdos trabalhados em sala de aula fazem parte da rotina da Engenharia. 

Bruna Alves Moreira, estudante do 10º período de Engenharia Civil, afirma que atuar na área antes da conclusão do curso tem sido uma experiência decisiva para sua formação. 

“É muito gratificante poder vivenciar a realidade da Engenharia antes mesmo da formatura. O estágio me permite entender a profissão na prática, aprender com profissionais mais experientes e desenvolver mais segurança para o futuro. Também é importante perceber que a teoria estudada na faculdade não fica distante da realidade, já que muitos conteúdos aparecem no dia a dia do trabalho, inclusive em situações ligadas às novas tecnologias e às demandas atuais da área”, destacou. 

Segundo Bruna, a percepção de que sua carreira já estava em construção surgiu quando ela começou a relacionar as experiências do estágio com os conteúdos aprendidos na graduação. 

“Em muitos momentos, tive contato no trabalho com situações que ainda nem tinha estudado em sala de aula. Depois, quando esses conteúdos apareciam na graduação, eu conseguia compreender melhor, porque já tinha visto aquilo acontecer na prática. Esse processo mostrou que eu já estava construindo minha carreira profissional”, contou. 

A estudante Vitória Cardoso, também do 10º período, viveu uma experiência semelhante. Para ela, o estágio mudou a forma como passou a enxergar a própria formação. 

“Nos dois primeiros anos do curso, eu me via apenas como estudante de Engenharia Civil. A partir do momento em que comecei a atuar na área, passei a enxergar a profissão de outra forma. Vivenciar a rotina da Engenharia, aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade e participar de decisões e planejamentos me fez perceber que eu já estava construindo minha trajetória profissional”, afirmou. 

No dia a dia de trabalho, Vitória já utiliza conhecimentos adquiridos na graduação em atividades como planejamento, elaboração de cronogramas, análise de custos de materiais e dimensionamento de perfis metálicos. Um dos diferenciais, segundo ela, foi o minicurso de pilotagem de drones oferecido pelo UniFOA. 

“Hoje utilizo esse conhecimento para realizar inspeções fotográficas em estruturas industriais de Alto-Forno, avaliando locais de difícil acesso com mais segurança, agilidade e eficiência, muitas vezes sem a necessidade de montagem de andaimes. Essa experiência agregou muito valor à minha atuação profissional”, explicou. 

Para Larissa Viana, estudante do 10º período, atuar na área antes da formatura acelera o aprendizado e ajuda a desenvolver responsabilidade profissional. 

“Atuar antes de concluir a graduação é uma oportunidade de transformar o conhecimento teórico em prática. Isso acelera muito o meu aprendizado, me permite desenvolver responsabilidade profissional e me dá mais segurança para enfrentar os desafios da Engenharia Civil. É gratificante ver que estou construindo minha carreira enquanto ainda estou na faculdade”, afirmou. 

A estudante destaca que atividades como interpretação de projetos, leitura de normas técnicas, planejamento, orçamento e conceitos de materiais e processos construtivos já fazem parte da sua rotina profissional. 

“A faculdade me proporciona uma base técnica importante, que consigo aplicar diariamente no ambiente de trabalho. As atividades práticas, os trabalhos em equipe, os estudos de caso e os projetos desenvolvidos ao longo da graduação foram fundamentais para minha preparação. Essas experiências me ensinaram a resolver problemas, lidar com prazos e desenvolver um olhar mais técnico”, contou. 

Além da formação técnica, as estudantes destacam que o UniFOA contribui para aproximar os alunos do mercado por meio de aulas práticas, projetos, visitas técnicas, contato com empresas, divulgação de oportunidades e orientação dos professores. 

Para Bruna, essa proximidade ajuda o aluno a enxergar melhor os caminhos possíveis dentro da profissão. 

“O UniFOA contribuiu ao aproximar os alunos do mercado desde o início do curso. As visitas técnicas, aulas práticas, contato com empresas e conversas com profissionais da área ajudam muito nesse processo. Além disso, os professores sempre compartilham experiências, orientam e mostram caminhos possíveis. Essa proximidade faz diferença para quem está começando”, afirmou. 

Vitória também atribui à instituição um papel importante em sua entrada no mercado. 

“O UniFOA teve um papel fundamental nesse processo. A instituição mantém uma forte parceria com empresas da região e divulga constantemente oportunidades de estágio e emprego aos estudantes. Esse apoio foi essencial para que eu participasse de um processo seletivo e conquistasse meu estágio ainda durante a graduação”, destacou. 

As experiências das acadêmicas mostram como a formação em Engenharia Civil ganha força quando o aprendizado ultrapassa a sala de aula e se conecta à realidade profissional. Ao ingressarem no mercado ainda durante a graduação, elas não apenas aplicam conhecimentos técnicos, mas desenvolvem postura, responsabilidade, autonomia e capacidade de resolver problemas reais. 

Mais do que preparar para o futuro, o curso tem permitido que esse futuro comece a ser construído antes mesmo da formatura. Para as estudantes, cada estágio, projeto, visita técnica e atividade prática representa um passo concreto na formação de engenheiras mais seguras, preparadas e conectadas às demandas do mercado. 

O UniFOA divulgou o resultado dos editais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (PIBIC-EM).

Os programas incentivam a participação de estudantes em projetos de pesquisa, fortalecendo a formação científica, a produção de conhecimento e a integração entre ensino, pesquisa e extensão.

O PIBIC/CNPq é voltado a estudantes de graduação, enquanto o PIBIC-EM aproxima alunos do Ensino Médio da vivência universitária e do universo da pesquisa científica.

Os candidatos devem consultar a relação dos projetos aprovados e acompanhar as próximas etapas previstas nos editais.

O resultado completo está disponível nos canais oficiais do UniFOA.

RESULTADO GRADUAÇÃO Edital PIBIC CNPq 2026-2027Baixar
RESULTADO EM Edital PIBIC CNPq 2026-2027Baixar

Enquanto Volta Redonda comemora mais um aniversário, quem planeja iniciar uma graduação também ganhou um motivo para celebrar. Entre os dias 13 e 24 de julho, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) oferecerá uma condição especial para ingresso nos cursos da Graduação Digital 2026: a primeira mensalidade por R$ 49

A ação integra o período comemorativo da cidade e amplia as oportunidades para quem deseja começar uma formação superior com mais flexibilidade para conciliar os estudos com o trabalho e os compromissos do dia a dia. 

Com mais de dez opções de cursos em diferentes áreas do conhecimento, a Graduação Digital do UniFOA foi pensada para estudantes que buscam autonomia para organizar a própria rotina de aprendizagem, com a possibilidade de estudar de onde estiver e adaptar os estudos aos diferentes momentos da vida profissional e pessoal. 

Entre as opções estão formações em áreas como Logística, Comércio Exterior, Administração, Ciências Contábeis e Gestão, conectadas a setores presentes no mercado de trabalho de Volta Redonda e do Sul Fluminense. 

A modalidade digital também se tornou uma alternativa para profissionais que já estão inseridos no mercado, mas encontram dificuldades para frequentar diariamente uma sala de aula. Com maior flexibilidade de horários, o estudante pode organizar os estudos de acordo com a própria rotina sem abrir mão da formação superior. 

Mais do que acompanhar as transformações do mercado de trabalho, escolher uma graduação também significa encontrar uma formação possível para a realidade de cada estudante. No mês em que Volta Redonda celebra sua história, a oportunidade pode ser o primeiro passo para quem quer começar a construir os próximos capítulos da própria trajetória profissional. 

Os interessados devem consultar os cursos participantes e as condições em unifoa.edu.br

Uma doença que muitas vezes avança silenciosamente no rebanho pode reduzir a produção, comprometer a qualidade do leite e gerar prejuízos aos produtores rurais. A mastite está entre os desafios enfrentados pela cadeia leiteira e foi a partir desse problema concreto que uma pesquisa desenvolvida com participação do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) avançou do laboratório para uma solução de base biotecnológica. 

O projeto coordenado pelo professor Dr. Paulo Roberto de Amoretty, docente do UniFOA, empreendedor e fundador da OmniBiotec, foi contemplado em dois editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ): Doutor Empreendedor 2025 e Programa Agro do Futuro: Tecnologia e Soberania Alimentar (FoodTechs e AgriTechs) RJ 2026. 

A proposta integra diagnóstico molecular, gestão de dados e capacitação técnica para identificar problemas relacionados à produção leiteira, reduzir perdas no campo e contribuir para o aumento da produtividade e da qualidade do leite. 

Segundo Paulo Amoretty, a aprovação nos dois editais reconhece o potencial científico e tecnológico do projeto e evidencia o espaço que a biotecnologia vem conquistando no desenvolvimento de novas soluções. 

“A aprovação nos dois editais da FAPERJ demonstra o reconhecimento da qualidade do projeto e reforça a importância da biotecnologia como área estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Para o UniFOA, que possui um curso de Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia, essas conquistas indicam que estamos formando profissionais e desenvolvendo projetos alinhados às demandas do futuro”, afirmou. 

A trajetória que levou à criação da OmniBiotec começou a partir de conversas com a bióloga Luanda Vitória Ribeiro, egressa do UniFOA e integrante da equipe da empresa. Com mais de 20 anos de experiência como produtora rural, ela apresentou ao professor uma realidade conhecida por quem vive da produção de leite: os impactos da mastite na produtividade e na rentabilidade das propriedades. 

“A OmniBiotec nasceu de uma situação muito comum na inovação: a identificação de um problema real que poderia ser resolvido com ciência. Essas conversas me fizeram perceber que havia uma oportunidade de aplicar conhecimentos de Biologia Molecular e diagnóstico por qPCR para enfrentar um problema que gera prejuízos significativos aos produtores”, relatou Paulo. 

Foi nesse encontro entre a experiência de quem conhece o campo e o conhecimento desenvolvido na pesquisa que uma linha de investigação começou a ganhar contornos de solução tecnológica. 

“A OmniBiotec surgiu exatamente dessa união entre a experiência do campo e o conhecimento gerado na universidade. Nosso objetivo é desenvolver tecnologias que saiam do laboratório e contribuam efetivamente para resolver desafios reais”, completou. 

O projeto é desenvolvido em colaboração com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o UniFOA, além do apoio da FAPERJ e da Incubadora do Sul Fluminense. A articulação reúne diferentes áreas de conhecimento, infraestrutura de pesquisa e profissionais em torno do desenvolvimento da tecnologia. 

“Nenhuma instituição faz inovação de alto impacto sozinha. A parceria entre UniFOA, Fiocruz e UERJ permite reunir diferentes expertises, infraestrutura de excelência e profissionais qualificados em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento científico em inovação”, explicou Paulo. 

Entre os editais conquistados, o Programa Agro do Futuro tem papel estratégico por estimular o desenvolvimento de FoodTechs e AgriTechs no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa apoia soluções relacionadas à eficiência produtiva, sustentabilidade e segurança alimentar, áreas diretamente ligadas aos desafios da cadeia do leite. 

Para Paulo, o avanço da pesquisa até a criação de uma empresa de base tecnológica também passa pela existência de um ambiente universitário capaz de estimular pesquisadores a enxergar aplicações para o conhecimento produzido. 

“No meu caso, o apoio do UniFOA foi fundamental para que uma ideia nascida da pesquisa aplicada pudesse avançar em direção ao empreendedorismo. A instituição tem incentivado seus pesquisadores a buscar soluções para problemas reais da sociedade, aproximando a universidade do setor produtivo”, afirmou. 

O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento do UniFOA, Washington Lemos, destacou que o apoio aos professores na captação de recursos e na participação em editais amplia as possibilidades de transformar pesquisas em novos projetos e negócios de base científica. 

“Trata-se de uma ação fundamental para o desenvolvimento institucional. Os professores conseguem recursos para suas pesquisas e, a partir delas, podem desenvolver negócios, fomentando o empreendedorismo de deeptechs. Isso torna o ambiente universitário mais dinâmico, inovador e focado em resultados”, afirmou. 

Da identificação de um problema enfrentado diariamente pelos produtores à aplicação da Biologia Molecular no desenvolvimento de uma solução, a trajetória da OmniBiotec mostra um caminho possível para a pesquisa aplicada. Neste caso, a ciência encontrou no campo a pergunta que precisava responder e, a partir dela, começou a construir uma tecnologia para reduzir perdas em uma das cadeias produtivas mais importantes do setor agropecuário. 

Enquanto pacientes do SUS eram atendidos no mutirão de cirurgias de hérnia do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) em parceria com a Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH), estudantes de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) acompanhavam, em tempo real, cada etapa dos procedimentos diretamente do Núcleo de Atividade Virtual de Ensino (NAVE), no campus Olezio Galotti, em Três Poços. A iniciativa marcou um momento inédito na integração entre assistência, tecnologia e formação médica, reunindo cuidado à população, aprendizado prático e recursos avançados em uma mesma experiência. 

A transmissão das cirurgias permitiu que os acadêmicos observassem os procedimentos com riqueza de detalhes, acompanhando decisões da equipe médica, técnicas utilizadas e a dinâmica do centro cirúrgico a partir de uma vivência imersiva. Para os estudantes, a atividade ampliou o contato com situações reais da profissão ainda durante a graduação. 

O presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, destacou que a iniciativa representa um marco para o ecossistema formado pela FOA, UniFOA e H.FOA. 

“No mutirão de cirurgias de hérnia do H.FOA, além de atender com a melhor tecnologia que o mundo pode ofertar, levando essa tecnologia aos pacientes do SUS, estamos vivendo um momento especial: pela primeira vez, estudantes de Medicina do UniFOA acompanham as cirurgias ao vivo, diretamente do NAVE. Nenhuma outra instituição educacional ou hospitalar oferece, hoje, essa mesma oportunidade e tecnologia à população e aos estudantes. É o nosso ecossistema funcionando com a sincronicidade planejada. Estamos fazendo história”, afirmou. 

Segundo Eduardo, a experiência mostra como o cuidado com os pacientes e a formação de futuros médicos podem caminhar juntos. 

“É uma oportunidade de aprender com casos reais, observar cada decisão da equipe em tempo real e entender, na prática, o que faz a diferença na formação de um bom médico. Quando conseguimos cuidar das pessoas e, ao mesmo tempo, preparar profissionais mais capacitados, todos saem ganhando. Esse é o grande diferencial da FOA, do UniFOA e do H.FOA”, completou. 

Para a acadêmica de Medicina e monitora do NAVE, Thaíssa Gomes, a transmissão representa uma oportunidade diferenciada de aprendizado. Ela destacou que, mesmo em vivências presenciais no centro cirúrgico, nem sempre o estudante consegue acompanhar o campo operatório com tanta nitidez. 

“Um dos grandes diferenciais da FOA é esse contato direto que o acadêmico tem com o H.FOA. Poder assistir a uma cirurgia dessa forma é uma experiência muito importante. Quando estamos no centro cirúrgico, muitas vezes não conseguimos ficar próximos do campo operatório. Pelo NAVE, com a transmissão, conseguimos ter uma visão limpa, detalhada e muito próxima do procedimento. Isso faz diferença para entendermos o que vamos encontrar mais à frente na nossa formação”, explicou. 

A estudante Gabriela São Thiago, do 9º período de Medicina, também ressaltou o quanto a experiência contribui para a formação de quem já está em uma etapa mais avançada do curso. 

“Eu acho muito interessante, porque esse tipo de tecnologia permite que a gente veja a cirurgia de perto, com muito mais detalhe. Conseguimos observar melhor a anatomia e aspectos que, muitas vezes, não conseguimos acompanhar tão bem durante o internato, porque nem sempre ficamos próximos ao campo cirúrgico. É uma experiência muito enriquecedora para a formação médica”, afirmou. 

Para Gabriela, esse contato antecipado com procedimentos reais pode fazer diferença nas próximas etapas da trajetória profissional. 

“Eu sou apaixonada pela cirurgia e vejo isso como um diferencial muito grande. Quando eu estiver em uma residência, por exemplo, já vou chegar com uma noção maior do que quem não teve essa experiência. Isso agrega muito para a nossa formação”, destacou. 

O estudante Carlos Eduardo Soares, do 7º período de Medicina, avaliou a transmissão como um avanço para a experiência acadêmica. 

“Essa iniciativa do UniFOA com os estudantes é muito interessante. Mesmo não estando dentro da sala de cirurgia, conseguimos acompanhar o procedimento com muitos detalhes, por diferentes ângulos. É uma experiência virtual muito rica e que integra o sistema do NAVE, uma tecnologia avançada da faculdade, que acrescenta muito à nossa carreira acadêmica”, afirmou. 

Para Gabriela Ribeiro Lourenço, que concluiu o 1º período de Medicina, o contato com a transmissão logo no início da graduação mostrou novas possibilidades de aprendizado. 

“A experiência foi muito enriquecedora. Tenho certeza de que trouxe muitos conhecimentos. Foi muito interessante participar e espero que aconteçam outras vezes. A faculdade nos proporciona esse contato com equipamentos tecnológicos e o NAVE é um espaço onde a gente consegue aprender sobre vários sistemas e ampliar nossa visão sobre a Medicina”, contou. 

A iniciativa evidencia a integração entre FOA, UniFOA e H.FOA, aproximando ensino, assistência e tecnologia em uma mesma experiência. Ao acompanhar cirurgias reais em tempo real, os estudantes têm acesso a uma vivência que amplia a compreensão sobre a prática médica e fortalece a formação profissional. 

Mais do que assistir a um procedimento, os acadêmicos puderam observar o cuidado acontecendo enquanto ele era realizado. Para quem está em formação, esse tipo de experiência ajuda a transformar tecnologia em aprendizado, rotina hospitalar em sala de aula viva e assistência à população em oportunidade concreta de formar médicos mais preparados. 

Em áreas de risco, um capacete esquecido, um óculos de proteção deixado de lado ou uma entrada liberada sem conferência podem transformar segundos de descuido em acidente. Foi a partir desse problema real da indústria que o grupo de Vitor Oliveira, Nicolle Alves, Samuel Pires, Artur Aguiar, Roberto Neto e Matheus Martins, estudantes de Engenharia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), desenvolveu um protótipo de catraca inteligente capaz de reconhecer o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) antes de permitir o acesso a determinados ambientes. 

A ideia nasceu da vontade de aplicar a tecnologia a uma situação concreta da segurança do trabalho. Em vez de depender apenas da conferência visual feita por uma pessoa, o sistema utiliza visão computacional, inteligência artificial e automação para verificar se o trabalhador está usando os equipamentos obrigatórios antes de liberar a entrada. 

“A ideia surgiu da vontade de tirar a tecnologia da tela do computador e usar ela para resolver um problema bem real: a segurança do trabalhador. Eu queria juntar visão computacional com controle de acesso físico, garantindo que as regras de segurança fossem cumpridas de forma automática, sem depender da atenção humana. Foi a chance perfeita de unir a teoria da engenharia com a prática do código”, explicou Vitor. 

Na prática, o protótipo funciona a partir da integração entre software e hardware. Uma câmera captura a imagem da pessoa em tempo real. Em seguida, um código desenvolvido em Python, com uso do modelo YOLOv8, analisa se os EPIs exigidos estão sendo utilizados. Caso tudo esteja correto, o sistema envia um sinal ao Arduino, que aciona o mecanismo físico responsável por liberar a catraca ou a porta. Se algum equipamento estiver ausente, o acesso é bloqueado. 

Nesta etapa do projeto, o sistema foi treinado para reconhecer quatro itens considerados essenciais em ambientes industriais e canteiros de obras: óculos de proteção, luva, colete e capacete. 

“Eles cobrem boa parte dos riscos do dia a dia e serviram como prova de conceito ideal para validar a ideia”, destacou o estudante. 

Além do controle de acesso, o projeto também registra cada evento em um banco de dados, com identificação, horário e quantidade de infrações. Para ampliar a capacidade de acompanhamento, Vitor e seu grupo desenvolveram ainda um dashboard em Streamlit, que permite ao supervisor visualizar o histórico de ocorrências, identificar quais funcionários aparecem com mais frequência nos registros e acompanhar, em tempo real, a conformidade no uso de EPIs. 

Para Nicolle Alves, um dos maiores desafios foi fazer a tecnologia sair do ambiente virtual e interagir com o mundo físico. 

“Foi desafiador, mas muito gratificante. A mágica acontece quando você percebe que não está só corrigindo código, mas ajustando como o mundo físico reage a esse código. Fazer o modelo de inteligência artificial em Python conversar com os relés e sensores do Arduino exigiu bastante paciência e muitos testes. Unir a lógica de análise com a visão estrutural da Engenharia Mecânica fez toda a diferença para criar algo que não é só um brinquedo tecnológico, mas uma ferramenta real de segurança do trabalho”, afirmou. 

O professor Italo Pinto Rodrigues, acompanhou o desenvolvimento do projeto e destacou a capacidade do estudante de transformar uma demanda real da indústria em uma solução tecnológica com sustentação técnica. 

“O que mais chamou atenção foi a capacidade dos estudantes de transformar um problema real da indústria em uma solução tecnológica. O projeto não ficou apenas no campo da ideia. Eles conseguiram desenvolver um protótipo baseado em visão computacional para reconhecimento de Equipamentos de Proteção Individual, com potencial de aplicação em diferentes ramos industriais. Isso demonstra maturidade técnica, criatividade e compreensão das demandas atuais do setor produtivo”, avaliou. 

Segundo Italo, protótipos como esse são importantes porque aproximam os alunos da prática profissional da Engenharia. Ao desenvolver uma solução funcional, o estudante precisa integrar diferentes áreas do conhecimento, testar hipóteses com modelagem e simulação, lidar com restrições reais, tomar decisões técnicas e validar resultados. 

“Esse tipo de protótipo contribui para uma formação mais completa. O estudante deixa de ser apenas receptor de conteúdo e passa a atuar como alguém capaz de propor, desenvolver e avaliar soluções para problemas concretos da sociedade e do mercado”, destacou. 

Durante o desenvolvimento, a equipe trabalhou competências ligadas à programação, modelagem, simulação, controle, eletricidade, sensores virtuais, prototipação eletrônica e análise de dados. O projeto também exigiu comunicação técnica e escrita científica, já que foi necessário apresentar o problema, justificar a solução, organizar resultados e demonstrar o funcionamento do sistema. 

Para Italo, essa combinação mostra que a formação em Engenharia vai além do domínio de conteúdos isolados. 

“Competência não é apenas saber um conteúdo. Competência envolve mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver situações reais de forma responsável, crítica e eficaz. Esse projeto favoreceu uma aprendizagem aplicada, interdisciplinar e alinhada ao perfil esperado de um engenheiro capaz de atuar em contextos tecnológicos complexos”, explicou. 

O protótipo também aponta para possibilidades de aplicação real em empresas. Para Vitor, a solução tem relação direta com a Indústria 4.0 e pode ser utilizada em fábricas, mineradoras e grandes obras, onde a fiscalização visual pode falhar por cansaço, distração ou volume de pessoas. 

“O que desenvolvi tem cara de Indústria 4.0. É escalável e barato de implementar perto dos benefícios que traz. Em locais onde a fiscalização humana pode falhar, ter um sistema automatizado na portaria que não deixa ninguém entrar sem os EPIs corretos, junto com um dashboard que dá ao supervisor visibilidade total das infrações, é um divisor de águas. Ajuda tanto a evitar acidentes quanto a garantir que normas como a NR-6 sejam cumpridas à risca”, afirmou. 

Para o professor Ítalo, o projeto mostra como a universidade pode atuar como espaço estratégico para a inovação aplicada, aproximando ensino, tecnologia e demandas reais do mercado. 

“Quando os estudantes são desafiados a resolver problemas reais, eles conseguem articular conhecimento acadêmico, criatividade e demandas do mercado. Nesse caso, o desenvolvimento de um protótipo para reconhecimento de EPIs evidencia como a formação em Engenharia pode dialogar diretamente com temas relevantes para a indústria, como segurança do trabalho, automação, inteligência artificial e transformação digital”, afirmou. 

No fim, a catraca inteligente desenvolvida pela equipe de Vitor mostra que a Engenharia ganha força quando deixa de ser apenas cálculo, código ou circuito e passa a responder a uma necessidade concreta. Ao reconhecer EPIs antes de liberar o acesso, o projeto transforma tecnologia em cuidado, aprendizado em solução e inovação em uma forma prática de proteger vidas no ambiente de trabalho. 

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