Aprender uma manobra de desengasgo, acompanhar simulações de parto, reanimação e intubação e conversar com quem já vive a rotina do curso de Medicina. Foi assim que alunos do 3º ano do Colégio Interativo tiveram um primeiro contato com experiências da graduação durante o Medicina em Ação, novo projeto do UniFOA voltado a estudantes do ensino médio. 

A iniciativa foi criada para aproximar jovens que estão no período de escolha profissional da realidade universitária. Na primeira edição, os participantes conheceram espaços do campus Olezio Galotti, visitaram laboratórios e participaram, no AudiSmart, de estações práticas preparadas por estudantes e ligas acadêmicas do curso de Medicina. 

A proposta permitiu que os alunos conhecessem não apenas a estrutura da instituição, mas também parte da dinâmica acadêmica vivenciada por quem escolhe a Medicina. 

Para a orientadora do Ensino Médio do Colégio Interativo, Elaine Rosestolato, experiências desse tipo ajudam os estudantes a tomar decisões com mais conhecimento sobre a profissão que pretendem seguir. 

“Muitos deles desejam fazer Medicina e nem sempre têm uma dimensão do que vem a ser essa profissão. Nós trabalhamos a escolha profissional com imersões em universidades e cursos, e essa parceria tem sido excelente porque eles entram em contato com a universidade, conhecem os ambientes e começam a entender melhor o que vão encontrar pela frente”, afirmou. 

Quem conduziu boa parte dessa aproximação foram os próprios acadêmicos. Aline El Jurdi, estudante de Medicina do UniFOA, participou da preparação das atividades e destacou a identificação criada entre quem já está na graduação e os jovens que ainda estão escolhendo o próximo passo. 

“A gente mostrou como é a nossa vivência, a nossa rotina, trocou experiências e tentou quebrar um pouco essa barreira. Um dia nós já fomos eles e hoje estamos aqui construindo o nosso sonho de nos tornar médicos. Agora colocamos esses alunos para colocar a mão na massa de verdade, e é muito gratificante ver a alegria deles, se reconhecendo e descobrindo um novo mundo”, contou. 

Nas estações práticas, os visitantes puderam experimentar situações diferentes da rotina escolar. Para Juan Mantilla, aluno do Colégio Interativo, o contato ajudou a tornar mais concreta a ideia de estudar Medicina. 

“Aprendemos até a manobra de desengasgo. Isso mostra um pouco da prática e do que eu imagino que seja estudar aqui no UniFOA. Está sendo uma experiência muito marcante”, afirmou. 

Já Maria Eduarda Toniolo destacou a dinâmica das atividades e a proximidade com os universitários durante o percurso. 

“Os alunos são muito atenciosos e estão dando bastante dica para a gente. Passamos por todas as estações, vimos parto, como desengasgar uma criança, reanimação e intubação. Está bem dinâmico e eu gostei muito”, contou. 

O Medicina em Ação também faz parte de um movimento do UniFOA para aproximar a instituição das escolas da região e permitir que estudantes conheçam o ambiente universitário antes mesmo do processo seletivo. 

Para Alexis Aragão, assessor de Marketing da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), abrir o campus para esse contato ajuda os jovens a fazerem escolhas a partir de experiências reais. 

“Queremos estar cada vez mais próximos das escolas e abrir as portas do UniFOA para que os estudantes possam conhecer de verdade o que acontece aqui. Não apenas visitar o campus, mas entrar nos laboratórios, conversar com nossos alunos, participar de atividades e vivenciar um pouco da rotina universitária. O Medicina em Ação nasce com esse propósito: aproximar, proporcionar experiências e ajudar esses jovens em um momento tão importante de escolha profissional”, destacou. 

A primeira edição mostrou essa aproximação acontecendo na prática. Enquanto estudantes do ensino médio puderam experimentar parte da rotina de quem cursa Medicina, os acadêmicos assumiram outro papel: o de compartilhar a própria trajetória com quem, há pouco tempo, estava exatamente no lugar daqueles visitantes. 

Organizar um congresso com mais de 1.500 estudantes de Medicina, representantes de mais de 25 escolas médicas, 120 trabalhos científicos e 20 minicursos práticos exige mais do que interesse acadêmico. Exige liderança, tomada de decisão, comunicação, rede de contatos e capacidade de lidar com responsabilidades que também fazem parte da formação profissional. 

Foi nesse lugar que Fernanda Perez, estudante do 9º período do curso de Medicina do UniFOA, esteve à frente do Congresso Carioca de Estudantes de Medicina (CCMED), um dos maiores eventos voltados à graduação médica no Rio de Janeiro. Durante três dias, o congresso reuniu atualização científica, atividades práticas, networking e discussões sobre os desafios da residência médica e do futuro da profissão. 

Fernanda já conhecia o funcionamento do congresso pelas edições anteriores, mas a presidência colocou a estudante em uma posição diferente. Além da responsabilidade pelo evento, ela precisou conciliar a organização com a rotina do internato médico. 

“Foi bem desafiador organizar o CCMED. Eu já havia participado das outras duas edições como parte da comissão organizadora, mas este ano, sendo presidente e responsável geral por tudo, foi bem mais intenso. Ainda mais já estando no internato, que demanda uma grande entrega da nossa parte. Mas, ao mesmo tempo, me fez crescer demais”, contou. 

A organização também teve participação de outros estudantes do UniFOA. Davi Coelho, que acompanha o CCMED desde a primeira edição, esteve ao lado de Fernanda. Neste ano, o grupo também contou com Maria Eduarda Araújo, Isabella Marongio e Ariana Valle. 

A experiência acadêmica construída no UniFOA ajudou Fernanda a chegar ao congresso com repertório. Antes de presidir o CCMED, ela participou de ligas acadêmicas, atuou no Diretório Acadêmico Paulo Mendes (DAPAM), foi diretora de ensino, presidente do diretório e integrou a organização de eventos do curso de Medicina da instituição. 

“Acho que ter me envolvido com ligas e diretório acadêmico desde o início da faculdade me deu uma boa bagagem. Já havia organizado alguns congressos de Medicina da FOA, então já tinha uma noção para o CCMED. E ter atuado como diretora de ensino e, posteriormente, como presidente do DAPAM me ajudou bastante com as várias demandas que temos quando trabalhamos com pessoas diferentes e somos responsáveis pelas decisões finais”, explicou. 

Para a estudante, a formação médica também acontece quando o aluno circula por outros espaços, conhece profissionais, participa de eventos e desenvolve habilidades que não aparecem apenas no conteúdo curricular. 

“Acredito que a Medicina vai muito além da faculdade. A gente precisa sair da sala de aula e dos ambientes comuns para aprender mais, fazer networking e desenvolver novas habilidades. É incrível poder conhecer de perto grandes nomes da Medicina, conversar com eles, falar sobre os nossos medos e receios ao longo do curso. É como se eu recebesse um gás a mais para seguir”, afirmou. 

A presença do UniFOA no CCMED também apareceu na programação. Fernanda convidou profissionais formados ou ligados à instituição para atividades que tiveram grande participação dos congressistas. Entre elas, a palestra da médica egressa Caroline Magalhães sobre “O Corpo em Alta Performance: o papel dos suplementos e os riscos dos anabolizantes”; o curso de ACLS ministrado por Gleicy Rocha; e o minicurso sobre comunicação de notícias difíceis na Medicina, conduzido por Bruna Casiraghi e Stéfanie Peloggia. 

“Tanto a palestra quanto os minicursos ficaram lotados e foram muito elogiados. É muito bom poder ver os colegas que se formaram na FOA, e nossos professores sendo reconhecidos fora de Volta Redonda. E poder contribuir para que isso aconteça é incrível”, destacou Fernanda. 

O convite para Bruna Casiraghi nasceu de uma experiência anterior em sala de aula. Os estudantes haviam participado de uma oficina conduzida pela professora no UniFOA e entenderam que aquele conteúdo também poderia contribuir com alunos de outras instituições. 

“Foi muito legal receber o convite dos alunos. Eles tinham participado da nossa oficina durante uma aula e acharam que seria interessante levar para o congresso. Saber que a nossa aluna é presidente de um congresso desse vulto, com uma participação fantástica dos alunos, é muito gratificante”, afirmou Bruna. 

No evento, a oficina sobre comunicação de notícias difíceis exigiu envolvimento dos participantes em uma atividade prática, com dramatização e discussão sobre uma das situações mais delicadas da atuação médica. 

“A nossa oficina era prática, envolvia dramatização e tratava de um assunto complexo, difícil de ser trabalhado. Tivemos uma participação muito boa, não só em número, mas em envolvimento dos alunos. O retorno no final foi muito interessante”, avaliou. 

Bruna dividiu a atividade com Stéfanie Peloggia, médica psiquiatra, professora do UniFOA e sua ex-aluna. A parceria também mostrou outro ciclo da formação acadêmica: quem antes participou como estudante hoje retorna como docente. 

“A Stéfanie foi minha aluna de iniciação científica, depois minha orientanda no mestrado, e hoje é professora do UniFOA. Ela é peça essencial nessa oficina, porque traz o olhar médico para a atividade. Ver que ela teve essa experiência como aluna e hoje reproduz isso como professora é muito emocionante e gratificante”, destacou. 

Egressa do curso de Medicina do UniFOA, Caroline Magalhães também reencontrou no CCMED uma parte da própria trajetória. Durante a graduação, ela participou da organização de eventos e do diretório acadêmico. Desta vez, voltou como palestrante. 

“Foi um prazer gigantesco. Durante a faculdade, tive a oportunidade de organizar vários congressos, mas foi minha primeira vez como palestrante. É muito legal poder compartilhar um pouco do nosso conhecimento com estudantes que vão se tornar médicos em breve, ainda mais sobre um assunto tão em alta e tão importante para profissionais e futuros profissionais”, contou. 

O convite feito por Fernanda teve significado especial para Caroline. As duas ocuparam, em momentos diferentes, espaços semelhantes dentro da vida acadêmica do curso. 

“A Fernanda entrou no diretório assumindo uma posição que um dia foi minha. Ela foi diretora de ensino, como eu também fui. Então a gente já tinha uma relação de admiração. Quando ela me chamou, fiquei muito feliz. Vê-la organizando e conduzindo o evento me fez lembrar muito da minha época e trouxe um sentimento de casa”, afirmou. 

Para Caroline, as experiências vividas no UniFOA ajudaram a desenvolver habilidades que seguem presentes em sua atuação profissional, inclusive na comunicação com pacientes, na presença em eventos e na construção de oportunidades no mercado. 

“Durante a faculdade, desempenhei muitas funções. Desde a graduação, eu já estava acostumada a lidar com esse ambiente. A FOA sempre me permitiu estar em posição de protagonismo, participando da abertura e da organização de eventos importantes. Isso foi um diferencial não só para participar de novos eventos, mas também no meu trabalho, na comunicação com pacientes, nas redes sociais e na abertura de portas no mercado”, explicou. 

À medida que se aproxima do fim da graduação, Fernanda também enxerga a participação em eventos como parte da construção da própria identidade profissional. 

“Quanto mais perto do final da faculdade chega, mais a gente percebe o quanto somos observados o tempo inteiro. Como nos comportamos diante das situações, nossa dedicação, empenho, disciplina e proatividade. Tudo isso vai compondo a nossa imagem diante de médicos que vão abrir ou fechar portas para a gente. Acredito que as oportunidades vão aparecendo conforme a gente se mostra pronta para elas”, afirmou. 

A atuação de Fernanda no CCMED evidencia uma dimensão importante da formação médica: o estudante também se desenvolve quando assume responsabilidades, organiza projetos, representa sua instituição e aprende a dialogar com diferentes profissionais. No congresso, essa trajetória apareceu em forma de liderança estudantil, presença de egressos e docentes do UniFOA e reconhecimento da formação construída dentro e fora da sala de aula. 

A formação universitária também pode ser medida pelo caminho que o estudante consegue construir depois da graduação. Pelo quarto ano consecutivo, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) recebeu o Selo Instituição Comprometida com a Empregabilidade, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

O reconhecimento considera dados sobre a inserção de egressos no mercado de trabalho e evidencia a relação entre a formação acadêmica oferecida pela instituição e as oportunidades profissionais conquistadas pelos alunos após a conclusão do curso.

Na pesquisa realizada com 138 egressos do UniFOA, 84% dos entrevistados informaram que estão trabalhando. Entre eles, 67% atuam na área de formação. Considerando os egressos empregados, 80% trabalham em atividades relacionadas ao curso concluído, com média salarial de R$ 5 mil.

Para a pró-reitora de Extensão do UniFOA, Ana Carolina Callegario, receber o selo pela quarta vez confirma o impacto da formação na trajetória profissional dos estudantes.

“É um grande prazer fazer parte de uma instituição de ensino superior que recebe pela quarta vez o Selo de Instituição Comprometida com a Empregabilidade, da ABMES. O selo comprova que a formação profissional oferecida pelo UniFOA faz com que nossos egressos sejam absorvidos prontamente pelo mundo do trabalho”, afirmou.

O resultado também dialoga com ações desenvolvidas pela instituição para aproximar os estudantes da prática profissional, como projetos de extensão, atividades acadêmicas integradas, parcerias com empresas, programas de estágio e iniciativas voltadas à orientação de carreira.

Ao receber novamente o Selo Empregabilidade, o UniFOA consolida uma sequência de reconhecimento ligada à formação de profissionais preparados para atuar em suas áreas. Para os estudantes, o dado representa segurança sobre o percurso acadêmico. Para a instituição, confirma que ensino, prática e conexão com o mercado precisam caminhar juntos desde a graduação.

A formação em Biologia vai além do estudo dos seres vivos. Ela envolve pesquisa, educação, saúde, meio ambiente, biotecnologia, responsabilidade social e capacidade de interpretar os desafios da sociedade a partir da ciência. Com esse enfoque, o curso de Ciências Biológicas do UniFOA realizou a 17ª Semana da Biologia, reunindo estudantes, professores, pesquisadores, profissionais da área e egressos em uma programação voltada à integração, atualização e troca de experiências. 

O evento teve como proposta fortalecer a formação dos estudantes a partir de discussões sobre o exercício profissional do biólogo e suas diferentes áreas de atuação. 

Um dos pontos centrais da programação foi o debate sobre a Resolução nº 700, de 20 de abril de 2024, que regulamenta as áreas do conhecimento, atividades profissionais e campos de atuação do biólogo em Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde, Biotecnologia e Produção Industrial e Educação. 

A discussão aproximou os acadêmicos das possibilidades concretas da profissão e reforçou a importância de uma formação crítica, ética, atualizada e comprometida com a divulgação científica, a transformação social e a responsabilidade ambiental. 

Durante a Semana, os participantes acompanharam oficinas, palestras virtuais, exposição fotográfica, roda de conversa e atividades de integração. A programação foi organizada para ampliar o contato dos alunos com convidados de diferentes áreas ligadas à Biologia, permitindo que experiências acadêmicas e profissionais fossem compartilhadas ao longo do evento. 

Nos dias 31 de agosto, 1º e 4 de setembro, foram realizadas oficinas no período da tarde e palestras virtuais à noite. A programação também contou com exposição de fotos sobre biodiversidade, no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, além de uma roda de conversa sobre a atuação do biólogo na perícia criminal. 

A 17ª Semana da Biologia também reforçou o perfil profissional que o curso busca desenvolver: observador, crítico, integrador, ético, colaborativo, criativo e atento às transformações científicas e sociais. A proposta é formar biólogos capazes de compreender a ciência como atividade social, com potencialidades, limites e impacto direto na vida das pessoas e na construção de sociedades mais sustentáveis. 

Ao reunir formação acadêmica, debate profissional e experiências práticas, a Semana da Biologia fortaleceu o vínculo entre estudantes, docentes, pesquisadores e egressos. Mais do que marcar o calendário do curso, o evento ampliou a compreensão sobre o papel do biólogo em diferentes contextos de atuação e mostrou que a Biologia segue sendo uma área essencial para pensar saúde, educação, ambiente, inovação e futuro. 

A dor menstrual intensa, quando naturalizada ou pouco investigada, pode atrasar diagnósticos e prolongar o sofrimento de muitas mulheres. Foi a partir dessa reflexão que a Liga Acadêmica de Saúde da Mulher e da Criança, do curso de Enfermagem do UniFOA promoveu uma palestra sobre endometriose, com a participação da palestrante Stefani Furtado. 

Durante o encontro, os estudantes discutiram os impactos da doença na vida das mulheres, as dificuldades no diagnóstico, o avanço dos sintomas e os desafios ainda presentes no acesso a exames, acompanhamento e tratamento adequado. A atividade também abriu espaço para reflexões sobre a importância de uma escuta mais atenta por parte dos profissionais de saúde. 

Uma das participantes relatou ter se identificado com diversos pontos abordados na palestra, especialmente em relação à demora para chegar ao diagnóstico. Segundo ela, foram necessários atendimentos com diferentes médicos até que a endometriose fosse identificada, após exames mais específicos. A estudante também relatou dores incapacitantes, cansaço excessivo e impactos na rotina acadêmica e pessoal. 

O relato aproximou o tema da realidade vivida por muitas mulheres e reforçou uma das mensagens centrais da palestra: a dor precisa ser acolhida, investigada e levada a sério. Além dos aspectos clínicos, o encontro também abordou a necessidade de uma anamnese mais completa, maior preparo profissional para identificação precoce e ampliação do debate sobre os caminhos de cuidado. 

Para Rafaela Vidal Lacerda, estudante do 3º período, a forma como o tema foi conduzido contribuiu para a formação humana dos futuros profissionais. 

“Trazer a delicadeza que a palestrante trouxe, com um olhar sutil e humano, mostra a sensibilidade que vamos precisar na nossa carreira futura. Foi muito interessante saber que, quanto mais cedo vêm o diagnóstico e o tratamento, maiores são as possibilidades de a pessoa ter uma vida plena”, afirmou. 

A estudante Milena Amante Silva, também do 3º período, destacou que a palestra ampliou sua compreensão sobre a gravidade da endometriose. 

“Trabalho em hospital e não sabia que era tão sério, nem que poderia atingir outros órgãos. Gostei muito porque agregou conhecimento e achei o assunto muito importante e necessário”, contou. 

Professora orientadora da Liga Acadêmica, Márcia Bastos avaliou que atividades como essa são fundamentais para aproximar os estudantes de temas que exigem conhecimento científico, escuta e empatia. 

“Momentos como este são fundamentais para a formação dos nossos estudantes. Além de proporcionar conhecimento científico, estimulam a escuta, a empatia e a capacidade de enxergar o paciente para além da doença”, afirmou. 

Segundo Márcia, a Enfermagem tem papel importante no acolhimento das queixas e na identificação de sinais que precisam ser investigados. 

“Na Enfermagem, precisamos compreender que a dor relatada por uma paciente deve ser acolhida e investigada, e que uma assistência qualificada começa muitas vezes com uma anamnese cuidadosa e um olhar atento”, destacou. 

A professora também agradeceu à palestrante pela condução da atividade e aos estudantes pela participação. 

“Agradeço à Stefani Furtado pela disponibilidade, pela sensibilidade e pela riqueza das informações compartilhadas, e aos nossos estudantes pela participação e pela abertura para aprender e refletir”, completou. 

Discutir a endometriose a partir de informação, experiência e sensibilidade, a palestra reforçou a importância de formar profissionais preparados para reconhecer sintomas, ouvir as pacientes e contribuir para um cuidado mais humano. Mais do que falar sobre uma doença, o encontro lembrou que a qualidade da assistência começa quando a dor de uma mulher deixa de ser minimizada. 

Escolher onde cursar Medicina é uma decisão que envolve mais do que aprovação no processo seletivo. É também uma escolha sobre trajetória, segurança, estrutura e confiança no diploma que acompanhará o futuro médico por toda a vida. Com essa proposta, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) abre inscrições para o processo seletivo do curso de Medicina. 

O curso de Medicina do UniFOA reúne tradição acadêmica, vivência prática desde o início da graduação, hospital próprio e atuação integrada a diferentes cenários de saúde, oferecendo ao estudante uma formação conectada aos desafios reais da profissão. 

Reconhecido com nota máxima pelo MEC, o curso também conta com chancela internacional SAEME-CFM, diferencial que coloca o UniFOA em posição de destaque na formação médica. Ao longo de sua trajetória, a instituição já formou mais de 4.500 médicos, profissionais que atuam em diferentes regiões do Brasil e também no exterior. 

Para quem deseja ingressar na Medicina, esses indicadores representam mais do que números. Eles reforçam a segurança de escolher uma instituição com experiência consolidada, reconhecimento acadêmico e compromisso com a qualidade da formação. 

A estrutura do UniFOA também fortalece esse percurso. O estudante conta com o maior ecossistema de saúde e educação da região, que integra salas de aula, laboratórios, ambientes de simulação, unidades de saúde, parceria com municípios e o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), hospital próprio da instituição. 

Essa integração permite que a formação médica aconteça em contato com diferentes realidades do cuidado. Desde os primeiros períodos, o aluno participa de vivências práticas compatíveis com sua etapa de aprendizagem, sempre com supervisão, ampliando gradualmente sua compreensão sobre o paciente, os serviços de saúde e a responsabilidade da atuação médica. 

O H.FOA também representa um diferencial importante na formação. Como hospital próprio, amplia a relação entre ensino e assistência, aproximando o estudante de uma estrutura de saúde em funcionamento e de práticas que envolvem cuidado, tecnologia, equipes multiprofissionais e diferentes níveis de complexidade. 

Além disso, as parcerias com municípios da região ampliam os cenários de aprendizagem e fortalecem o contato dos estudantes com a realidade do Sistema Único de Saúde, da atenção básica, da rede hospitalar e das demandas concretas da população. 

Para os candidatos, o processo seletivo representa a possibilidade de ingressar em uma instituição com tradição na formação médica, reconhecimento acadêmico e atuação consolidada no Sul Fluminense. A proposta é formar profissionais preparados para os desafios da Medicina, com base em experiência, prática supervisionada e contato permanente com a realidade da saúde. 

Serviço: 

Processo Seletivo Medicina UniFOA:

Formas de ingresso:

 Os interessados devem realizar a inscrição pelo unifoa.edu.br/portaldocandidato e acompanhar o edital completo, com informações sobre prazos, critérios, formas de ingresso e demais orientações. 

Confira o edital:

Processo Seletivo Medicina 2027

Processo Seletivo Medicina 2027 - Portadores de Diploma
Processo Seletivo Medicina 2027 - Edital complementar Portadores de Diploma

Processo Seletivo Medicina 2027 - Enem

Processo Seletivo Medicina 2027 - Edital complementar Enem

Processo Seletivo Medicina 2027 - Conteúdos Programáticos da prova objetiva

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) recebeu, na última semana, o lançamento do livro "A Era das Decisões Invisíveis", da advogada e egressa da instituição Helem Franceschini. A obra propõe uma reflexão sobre a influência dos algoritmos, da inteligência artificial e da coleta de dados sobre as escolhas realizadas diariamente pelos usuários no ambiente digital. 

O evento reuniu mais de 350 pessoas e contou também com a participação do desembargador do TJ/RJ, Dr. Vitor Marcelo, em um momento de troca de experiências e discussão sobre os desafios relacionados ao uso da tecnologia na sociedade contemporânea. 

Formada em Direito pelo UniFOA, Helem retornou à instituição quase 20 anos após sua graduação para apresentar a obra que teve origem durante sua pós-graduação em Direito Digital e Proteção de Dados. Assim, o interesse pelo tema surgiu durante a pesquisa sobre capitalismo de vigilância desenvolvida para o trabalho de conclusão do curso. 

Segundo a autora, o aprofundamento dos estudos revelou como comportamentos aparentemente simples no ambiente digital, como pesquisas, curtidas, interações e o tempo de permanência diante de determinados conteúdos, podem gerar informações sobre preferências, comportamentos e vulnerabilidades dos usuários. 

A partir dessa constatação, o trabalho acadêmico ganhou uma nova dimensão e foi transformado em livro. A proposta de Helem é levar o debate para além do ambiente acadêmico e apresentar o assunto em uma linguagem acessível. 

“Queria que qualquer pessoa pudesse ler e entender, sentada na cozinha de casa, o que acontece por trás da tela que segura nas mãos todos os dias”, explica a autora. 

Para Helem, a discussão não parte de uma tentativa de demonizar a tecnologia, mas de estimular o uso consciente das ferramentas digitais. A autora defende que compreender como os dados são coletados e utilizados é fundamental para que os usuários tenham maior autonomia sobre suas decisões. 

Tecnologia e escolhas cotidianas 

Durante o lançamento, o desembargador Dr. Vitor Marcelo destacou que a temática da obra ultrapassa os limites do Direito e está presente na rotina de qualquer pessoa que utilize dispositivos e serviços digitais. 

Segundo ele, o livro aborda de maneira clara como os algoritmos podem atuar de forma silenciosa na orientação das escolhas dos usuários. Entre os exemplos estão as permissões concedidas a aplicativos para acesso à localização, câmera, microfone e outras informações pessoais. 

O desembargador ressaltou ainda a importância do chamado letramento digital, especialmente diante da quantidade de dados pessoais compartilhados diariamente. 

“É importante que as pessoas tenham conhecimento disso”, afirmou Dr. Vitor Marcelo, ao destacar a necessidade de atenção às permissões e informações fornecidas ao utilizar aplicativos e serviços digitais. 

A reflexão também se estende ao uso cotidiano de dados pessoais em situações aparentemente simples. Para o desembargador, compreender como essas informações podem ser coletadas, transformadas em dados e utilizadas por empresas e instituições é parte fundamental da adaptação à nova realidade digital. 

Um retorno às origens 

Além da discussão sobre tecnologia, o lançamento teve um significado especial para a autora por representar o retorno ao espaço onde iniciou sua trajetória acadêmica e profissional. 

Helem relembrou a importância dos professores que fizeram parte de sua formação, entre eles o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Dr. Eduardo Prado, que foi seu professor durante a graduação. 

Para ela, retornar ao UniFOA para lançar o livro representou mais do que apresentar uma obra. Foi também a oportunidade de reencontrar pessoas que participaram de sua formação e reconhecer a influência que a universidade teve em sua trajetória. 

“Não estava apenas lançando um livro. Estava fechando um ciclo, agradecendo e, quem sabe, ajudando outras pessoas a acreditarem que também podem escrever uma história diferente para as próprias vidas”, destacou Helem. 

O presidente da FOA, Dr. Eduardo Prado, também ressaltou a trajetória da ex-aluna e a satisfação da instituição em recebê-la novamente. Segundo ele, Helem foi uma estudante com grande potencial e conseguiu transformar essa capacidade em uma trajetória profissional construída ao longo dos anos. 

Para o UniFOA, o encontro reforça a importância da universidade como espaço de formação, produção de conhecimento e continuidade de vínculos com seus egressos, além de promover discussões sobre temas que impactam diferentes áreas da sociedade. 

A Era das Decisões Invisíveis amplia esse debate ao propor que o público compreenda melhor os mecanismos presentes no ambiente digital e reflita sobre o papel da tecnologia nas decisões que fazem parte da vida cotidiana. 

A alimentação na infância envolve mais do que escolhas no prato. Em alguns casos, ela também passa por dificuldades alimentares, seletividade, desenvolvimento infantil e acolhimento às famílias. Esses temas fizeram parte da programação do curso de Nutrição do UniFOA, que reuniu estudantes, professores e egressos em atividades voltadas à formação acadêmica e à celebração dos 25 anos da graduação. 

A programação contou com palestras em diferentes momentos, incluindo um evento de aquecimento coordenado pela Liga Acadêmica de Nutrição Materno Infantil (LANMI), sob orientação da professora Margareth Saron. Um dos temas trabalhados foi a seletividade alimentar em crianças com transtorno do espectro autista e outros transtornos do neurodesenvolvimento, assunto muito solicitado pelos alunos. 

De acordo com Alden dos Santos, coordenador do curso de Nutrição do UniFOA, a programação foi pensada para unir temas atuais, vivências profissionais e valorização da trajetória construída pelo curso ao longo de 25 anos. 

“Tivemos palestras em dois momentos distintos. O evento de aquecimento, coordenado pela Liga Acadêmica de Nutrição Materno Infantil, trouxe um tema muito solicitado pelos alunos. Depois da abertura, com a presença da nossa reitora, tivemos palestras voltadas para a realidade do mundo do trabalho, com colegas do Vale do Paraíba paulista, que fizeram os olhos dos alunos brilharem”, afirmou. 

Alden também destacou a presença expressiva de estudantes, ligas acadêmicas, Atlética e egressos durante as atividades. 

“Tivemos uma presença muito grande de egressos do nosso curso, o que nos traz muita alegria. Foi um momento de celebrar nossa história, porque 25 anos é um marco importante na trajetória do curso. Ter nossos alunos e ex-alunos celebrando esse momento conosco tornou tudo muito mais especial”, ressaltou. 

Entre as convidadas esteve Larissa Monteiro, nutricionista materno-infantil e egressa do UniFOA. Especialista na área, ela também foi membro da LANMI durante a graduação e retornou à instituição para compartilhar sua experiência profissional com os estudantes. 

“Hoje estou falando sobre nutrição e tudo que podemos fazer pelas crianças com autismo, com outros transtornos do neurodesenvolvimento e também pelas crianças com dificuldades alimentares. A nutrição, para mim, é dedicação completa”, afirmou. 

A palestra também contou com a participação da pediatra Cristiane Pacheco, que atua com neurodesenvolvimento infantil. Ela abordou as particularidades da nutrição em crianças com seletividade alimentar e transtorno do espectro autista, destacando a importância da troca com os alunos. 

“Falamos sobre nutrição e neurodesenvolvimento infantil, sobre as particularidades da seletividade alimentar e do transtorno do espectro autista. Espero que a palestra tenha sido proveitosa, visto a participação dos alunos e todas as opiniões que foram expostas por eles”, destacou. 

Para Cristiane, o cuidado nutricional na infância também precisa ser atravessado por afeto e atenção às necessidades de cada criança. 

“Para mim, nutrição é alimentar com amor”, completou. 

Para o coordenador, a comemoração também reafirma o compromisso do curso com uma formação conectada às demandas da sociedade e do mercado de trabalho. 

“Que venham os próximos 25 anos e que possamos continuar servindo de inspiração para outros cursos de Nutrição em outras instituições de ensino. Que continuemos dignos de levar adiante o legado de Josué de Castro, Firmina Santana e Nelzir Trindade Reis”, completou. 

Reunir formação acadêmica, participação de egressos e debates sobre temas sensíveis da infância, a atividade reforça a importância de preparar futuros nutricionistas para uma atuação técnica, humana e atenta às particularidades de cada paciente. 

As inscrições para alunos veteranos se inscreverem na Bolsa Social foram prorrogadas até o dia 11 de setembro, ampliando a oportunidade para estudantes que desejam concorrer a bolsas de 50% e 100%. 

A prorrogação busca permitir que mais estudantes já matriculados participem do processo seletivo e tenham acesso ao benefício, conforme os critérios estabelecidos em edital. O programa é voltado à permanência estudantil e contribui para que os estudantes possam dar continuidade à formação acadêmica com apoio financeiro. 

A Bolsa Social integra as ações do UniFOA voltadas à ampliação do acesso ao ensino superior e ao fortalecimento da trajetória dos alunos dentro da instituição. Para os veteranos, o novo prazo representa mais uma chance de organizar a documentação necessária e concluir a inscrição dentro do período estabelecido. 

Os interessados devem consultar o edital do programa, verificar os critérios de participação e realizar a inscrição até 11 de setembro pelos canais oficiais do UniFOA. 

Link para inscrição: https://www.unifoa.edu.br/bolsas-e-descontos/bolsa-social/ 

Em caso de dúvidas em relação ao processo de inscrição, confira o tutorial de como se inscrever: 

A saúde não depende apenas do atendimento ao paciente. Por trás de cada serviço, também existem decisões de gestão, uso de tecnologia, organização de processos e inovação. Esses temas estarão no centro do I Simpósio de Gestão e Inovação em Saúde, promovido pelas ligas acadêmicas de Genética, Clínica Médica e Psiquiatria e Saúde Mental, do curso de Medicina do UniFOA.  

O evento será realizado no dia 26 de setembro, sábado, às 8h30, no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Três Poços. A proposta é reunir estudantes e profissionais da área da saúde para discutir como diferentes áreas podem contribuir para uma saúde mais integrada, eficiente e preparada para os desafios atuais. 

A programação contará com temas ligados à inovação, tecnologia e gestão, inteligência artificial, biotecnologia e medicina de precisão, além da participação de representantes do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA). 

A proposta é aproximar diferentes áreas do conhecimento em um mesmo espaço de debate, mostrando que os desafios da saúde exigem olhares complementares. 

A iniciativa também fortalece o protagonismo das ligas acadêmicas na construção de espaços complementares de formação. Ao propor um encontro sobre gestão e inovação, os estudantes ampliam o debate para além da assistência direta e aproximam a universidade de discussões presentes no cotidiano dos serviços de saúde. 

As inscrições custam R$ 10 para membros das ligas e R$ 15 para o público geral

O Simpósio abre espaço para uma discussão cada vez mais necessária: como formar profissionais capazes de cuidar, mas também de compreender os sistemas, os processos e as soluções que ajudam a transformar a saúde. 

I Simpósio de Gestão e Inovação em Saúde 

Dia: 26/09 

Hora: 8h30 às 17h 

Local: Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços. 

Valor: R$ 10 para membros das ligas e R$ 15 para o público geral. 

Inscrição: clique aqui 

Confira a programação

08h30 às 09h30: Credenciamento e Welcome Coffee

09h30 às 10: Cerimônia de Abertura

10h às 10h50: 1. Pesquisa, Ética e Inovação Tecnológica - Prof. Walter Fonseca

10h50 às 11h20: 2. Educação em Tempos de IA - Max Damas

11h20 às 11h50: 2.1 Health Techs, Empreendedorismo e Ecossistemas de Inovação - Alessandro Orofino

11h50 às 13h: Almoço

13h às 13h50: 3. Gestão em Saúde e Liderança na Área da Saúde - Profa. Adriana Braga

14h às 14h50: 4. Inteligência Artificial e Transformação Digital - Dr. Danilo Devezas

14h50 às 15h40: - 5. Biotecnologia e Medicina de Precisão - Profa. Claudia Utagawa

15h40 às 16h: Perguntas, Considerações Finais e Encerramento Oficial

16h às 17h: Coffee

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