A 24ª Semana Brasileira de Enfermagem do UniFOA reuniu coordenadores, professores, estudantes, técnicos e profissionais de enfermagem de clínicas e hospitais da região no campus Olezio Galotti, em Três Poços. Com o tema "Saúde Planetária: desafios e a atuação crítica da enfermagem", o evento promoveu workshops, palestras e debates, conectando participantes e proporcionando aprendizados relevantes.
O objetivo da Semana é fortalecer a conexão entre a profissão e o cuidado, destacando o papel da enfermagem na promoção da saúde. Segundo o coordenador do curso, Carlos Marcelo Balbino, o evento reforça a saúde como direito do cidadão e dever do Estado, além de incentivar reflexão e união da classe.
“A Semana celebra a profissão, promove o reconhecimento da enfermagem, fortalece os laços com a comunidade e oferece experiências educativas que contribuem para o desenvolvimento profissional”, explicou Marcelo.
Neste ano, o tema "Saúde Planetária" destacou a interconexão entre a saúde humana e o meio ambiente. Para Carlos Marcelo, a enfermagem é uma profissão essencial que desempenha papel crucial na promoção de práticas sustentáveis e na conscientização sobre os impactos ambientais na saúde coletiva. “Essa abordagem crítica e reflexiva é fundamental para formar profissionais de enfermagem conscientes de seu papel na construção de um futuro mais saudável e sustentável”, destacou.
A Semana também proporcionou aos estudantes a chance de participar da organização do evento, promovendo experiências práticas e o fortalecimento do senso de pertencimento.
“Foi um momento de muita emoção e reconhecimento por toda a entrega, dedicação e ensinamentos recebidos”, afirmou Djanira Chaves, presidente do Diretório Acadêmico Anna Nery.
O Dia da Enfermagem e do Enfermeiro é celebrado em 12 de maio em homenagem a Florence Nightingale, pioneira da enfermagem moderna, que nasceu nesta data em 1820. No Brasil, entre 12 e 20 de maio, celebra-se a Semana da Enfermagem, instituída nos anos 1940 em reconhecimento a Florence e a Ana Néri, a primeira enfermeira brasileira a atuar voluntariamente em combates militares.
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Estudantes dos cursos de Design e Enfermagem do UniFOA realizaram uma atividade de extensão com foco na transformação social: o Projeto Integrado II – Educação em Saúde: semeando ações ambientais junto a crianças e adolescentes. A proposta promove, de forma lúdica e acessível, a Educação em Saúde e Ambiental entre o público infantojuvenil atendido pelo Projeto Amor em Ação, no bairro Três Poços.
Com criatividade e sensibilidade, os alunos desenvolveram atividades interativas que abordaram temas essenciais para o bem-estar individual e coletivo, estimulando hábitos saudáveis e consciência ecológica. Jogos, oficinas e materiais visuais produzidos com elementos recicláveis tornaram o processo de aprendizagem mais leve, divertido e engajador.
A professora Patricia Rocha, do curso de Design, destaca a relevância da ação tanto para a formação dos alunos quanto para o impacto gerado na comunidade:
“A participação ativa em projetos extensionistas como este qualifica a formação acadêmica ao oferecer experiências que dificilmente seriam possíveis apenas em sala de aula. Ao integrar o cuidado em saúde com a criatividade do design, o projeto se torna um exemplo de como a interdisciplinaridade pode gerar soluções inovadoras e transformar tanto quem ensina quanto quem aprende.”
Segundo Patricia, o envolvimento dos estudantes vai além da criação de materiais:
“O contato direto com a população permite aos alunos identificar seu papel dentro da sociedade e entender como suas ações podem promover impactos positivos. Essa vivência contribui para a construção de um currículo mais completo, que valoriza a integração entre conhecimento científico, saberes populares e responsabilidade social.”
A professora Márcia Canavez, do curso de Enfermagem, coordena o projeto há cerca de quatro anos e reforça o quanto a ação tem significado pessoal e profissional. Com mais de 20 anos como docente no UniFOA, ela acompanhou de perto o crescimento do bairro Três Poços e a construção do conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida:
“Sempre me incomodou muito ver a carência da localidade, praticamente vizinha à nossa instituição. Já dei estágio nesse território, fazia visitas domiciliares ali, e percebia o quanto era necessário fazer algo por essa comunidade.”
Ao ser convidada para coordenar a ação, Márcia não hesitou:
“Agarrei esse projeto porque ele dialoga diretamente com minha formação em saúde pública. Hoje, levo alunos do terceiro e do oitavo período de Enfermagem. Juntamos os que estão começando com os que estão finalizando, e todos vivem experiências marcantes.”
Ela também ressalta o envolvimento emocional dos estudantes:
“Eles ficam comovidos com o carinho das crianças. São pequenos muito carentes, não apenas do ponto de vista social, mas também afetivo. Assim que chegamos, eles querem nos dar as mãos, nos abraçar. Isso toca profundamente os alunos e reforça o papel humano da Enfermagem.”
O projeto corrobora o UniFOA como uma instituição que forma profissionais conscientes e socialmente engajados. Ao levar conhecimento, cuidado e afeto para além dos muros da instituição, a ação amplia horizontes, transforma realidades e evidencia o poder da educação como ferramenta de mudança.
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O Fórum de Barra Mansa foi palco de um dia histórico na última sexta-feira, 09, ao sediar a Ação Pró-Diversidade 2025. O evento, que chegou à sua segunda edição, ofereceu à população LGBTQIA+ uma série de serviços e atividades, como mutirão de audiências para requalificação civil e conversão de união estável em casamento, além de diálogos e debates no 2º Fórum da Diversidade.
Entre os destaques do evento, a Defensora Pública Fernanda Lima de Souza, coordenadora do Nudeversis (Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública), reforçou a importância de promover visibilidade para a comunidade LGBTQIA+. “Quando falamos da comunidade LGBTQIA+, estamos falando de uma grande parte da sociedade que, muitas vezes, permanece invisível. Eventos como este são fundamentais para trazer essa visibilidade, confirmar a existência dessas pessoas e garantir que seus direitos sejam respeitados”, afirmou.
A programação incluiu palestras que abordaram o processo de construção e conquista de direitos LGBTQIA+ no Brasil, além de destacar o papel da Defensoria Pública na proteção e implementação desses direitos. Fernanda emocionou o público ao relatar o impacto de ver pessoas saindo das audiências em lágrimas, felizes por terem seus direitos reconhecidos. “É emocionante ver o pouco de cidadania que conseguimos proporcionar se transformando em felicidade para essas pessoas, que muitas vezes se sentem à margem da sociedade”, completou.
Outro ponto alto da Ação Pró-Diversidade foi o emocionante casamento de Wellerson Oliveira e Ednilson Rezende. Após três anos juntos, o casal oficializou a união. “É uma emoção muito grande. Ter a oportunidade de mostrar que o nosso amor existe, que somos iguais e que temos os mesmos direitos é algo muito significativo”, declarou Ednilson.
Cristiane de Almeida, representante do Instituto ParaTodes, destacou a importância da união entre diversas instituições para promover o Fórum da Diversidade. “Ainda enfrentamos muitas dificuldades, mas eventos como esse nos permitem discutir questões urgentes e garantir compromissos em prol da comunidade LGBTQIA+. Não basta estar aqui, é preciso sensibilizar quem tem o poder de decisão para que essa pauta avance”, ressaltou.
A Defensora da Tutela Coletiva, Flávia Maccord, destacou a importância da parceria entre o Judiciário e a Defensoria Pública. “Essa colaboração é fundamental para garantir o direito à alteração de nome e gênero, um reconhecimento da identidade e da personalidade das pessoas. É dignidade, respeito e cidadania em prática”, afirmou.
Anna Caroline Licasalio da Costa, Juíza Titular da 1ª Vara de Família da Comarca de Barra Mansa, Juíza Coordenadora do CEJUSC de Barra Mansa, Juíza Responsável pela Justiça Itinerante do Sul Fluminense, reforçou o impacto positivo do evento para garantir direitos à população LGBTQIA+. “A partir do momento em que corrigimos o nome e o gênero de uma pessoa, damos o primeiro passo para que ela não seja mais negligenciada, para que ela tenha segurança de correr atrás de seus outros direitos”, explicou.
A Ação Pró-Diversidade 2025 mostrou que a união entre o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, organizações sociais e instituições de ensino, como o UniFOA, através do Escritório da Cidadania é um exemplo de que o direito pode ser uma ferramenta de transformação social. O evento reforçou o compromisso de todos os envolvidos em promover inclusão, respeito e cidadania para a comunidade LGBTQIA+.
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Na próxima quarta-feira (14), a partir das 19h, o Centro Histórico-Cultural, Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, será palco do Desfile Refair, que une moda e sustentabilidade para entregar um projeto inédito para a instituição, tendo como protagonistas estudantes de Publicidade e Propaganda e Jornalismo, da Escola de Comunicação, e alunos do curso de Design – responsáveis pela concepção, produção e divulgação do evento, além subirem na passarela para desfilar.
O desfile terá como tema central o upcycling, conceito que busca reaproveitar tecidos e peças que seriam descartadas para criar peças com identidades únicas. O material utilizado como peça central dos figurinos que serão apresentados foi o jeans. O upcycling também é parte conceitual do nome do evento, Refair (refazer, em francês).
Yasmin, aluna do 1º período de Design, interessou-se pelo projeto graças ao gosto por moda e familiaridade com o upcycling que, segundo ela, busca transformar peças “comuns” em algo diferente, por meio da reciclagem delas. “No desfile, as peças que anteriormente eram algo comum, serão mostradas agora como peças novas e transformadas”.
Segundo Kailane Brandão, aluna do 2º período de Publicidade e Propaganda, o desfile nasceu de uma conversa entre alguns dos alunos envolvidos no projeto, onde eles debatiam sobre o que é arte. Dentre as respostas, a moda foi citada também como uma forma de expressão e, logo, veio a ideia de realizar um desfile. E a intenção de realizar o evento junto ao UniFOA partiu dos próprios alunos, com o desejo criar uma experiência diferente dentro da universidade, além agregar ao portfólio de todos os envolvidos.
Edilberto Venturelli, professor da Escola de Comunicação e orientador do projeto, reforçou a importância dos estudantes em tomarem a iniciativa para projetos como esse: “todo projeto que vem do aluno, é muito interessante para nós”. Edilberto também reiterou que sua função no projeto é orientar, deixando o protagonismo para os acadêmicos. Isso garante que o conceito inicial seja mantido no decorrer do projeto.
A realização do evento também conta com a participação de profissionais da área atuantes na região: a produtora de conteúdo Excellênzia e a consultora Gil Leal, especializada em imagem e estilo. Essa integração veio por meio da orientação do professor Edilberto, como forma de oferecer aos alunos um suporte ainda mais qualificado nas áreas da moda e produção de evento – dois pilares do projeto.
Kailane disse que a oportunidade de coordenar um evento que fala sobre expressão própria, com foco no público de 18 a 25 anos, é um dos seus sonhos profissionais – e algo importante no seu processo de graduação.
“Entregar uma experiência diferente dos eventos que normalmente temos dentro da instituição, com um evento interativo, e espero que seja uma experiência legal, que as pessoas lembrem posteriormente, até porque nosso intuito é que seja um evento anual com uma comunidade engajada, caso obtenha boa repercussão”.
O professor Edilberto também demonstrou grandes expectativas graças ao ineditismo do evento na instituição. “Eu achei muito interessante, porque eles não estão trazendo só o desfile em si, quiseram produzir o material, quiseram trazer pessoas para conversar e debater, então o desenho do projeto está muito legal e interessante. Então é aquilo, no papel é uma coisa, na prática é outra, mas a minha expectativa é grande. O sarrafo, para mim, está alto.”
O Desfile Refair promete agitar a noite do UniFOA, transformando o Casarão em uma passarela de criatividade, sustentabilidade e expressão estudantil.
O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) sediou, nos dias 8 e 9, mais uma edição do Congresso Médico Acadêmico, promovido anualmente pelo Conselho de Ligas Acadêmicas de Medicina da instituição. Neste ano, o evento contou com a organização da Liga Acadêmica de Suporte Emergencial e Intensivo, em parceria com professores do curso de Medicina, reforçando o papel ativo dos estudantes na promoção do conhecimento científico e da formação prática.
Com foco na capacitação de futuros médicos para o cuidado crítico em emergências e terapia intensiva, o congresso trouxe palestras e discussões voltadas ao diagnóstico e tratamento em contextos que exigem rapidez, precisão e preparo técnico. A programação incluiu temas fundamentais para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos participantes, abordando desde protocolos clínicos até vivências interdisciplinares na medicina intensiva.
Para o coordenador do curso de Medicina do UniFOA, professor Júlio Aragão, cada edição do congresso médico representa um novo marco na trajetória acadêmica dos alunos. “A medicina está em constante evolução, e a cada encontro surgem novos desafios e temas a serem explorados. Nossos estudantes estão diretamente envolvidos na produção e na atualização desses conteúdos”, destacou.
Júlio também ressaltou a importância da experiência prática na organização do evento. “Esse momento vai além do conhecimento técnico. Eles aprendem a planejar, montar a estrutura, organizar os trabalhos científicos... Tudo isso contribui de forma significativa para a formação deles como profissionais preparados e engajados.”
O protagonismo estudantil também foi enfatizado pelo presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado. Para ele, o papel da instituição é o de apoiar e incentivar a autonomia acadêmica. “A FOA é apenas uma coadjuvante nesse processo. As verdadeiras estrelas são os alunos e os professores. Esse congresso médico nasce dentro do ambiente acadêmico, organizado pelos próprios estudantes, com apoio dos docentes”, afirmou.
Eduardo Prado reforça que a atividade extrapola os limites da sala de aula, preparando os alunos para desafios reais da profissão. “Ainda que seja uma ação quase extracurricular, ela traz temas relevantes tanto para a matriz curricular quanto para questões transversais que os futuros médicos certamente enfrentarão. Ver esse nível de envolvimento e iniciativa nos enche de orgulho.”
A professora Alessandra Patrícia Costa, que atua como orientadora da liga responsável pela edição de 2025, falou emocionada sobre o reencontro com o congresso médico, agora em uma nova posição. “É uma grande satisfação retornar a esse evento como docente, após tê-lo vivenciado como aluna. Estar ao lado de uma equipe tão organizada e comprometida é gratificante. Eles conduzem todo o processo com autonomia, e nós, professores, atuamos como guias. É um prazer fazer parte disso.”
O sentimento de realização também marcou o depoimento da estudante do 7º período, Beatriz Oliveira de Paula, presidente da Liga Acadêmica de Suporte Emergencial e Intensivo. “Esse momento é muito especial para mim. Estou no quarto ano do curso e sempre sonhei em fazer parte da organização do Congresso Médico. Nossa liga tem apenas um ano de existência, nasceu da fusão de outras duas, e já está à frente de um evento como esse. É extremamente realizador.”
A cada nova edição, o Congresso Médico Acadêmico do UniFOA reforça seu compromisso com a formação integral dos futuros médicos, ao promover conhecimento técnico, experiências práticas e valores como protagonismo, responsabilidade e trabalho em equipe, pilares que, sem dúvida, os acompanharão por toda a carreira.
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Garantir a qualidade e a segurança no atendimento em consultórios e clínicas é um desafio constante para os profissionais de saúde. Com o objetivo de enfrentar essa demanda e promover o desenvolvimento contínuo, os cursos de Enfermagem, Odontologia, Escola de Negócios e Publicidade e Propaganda lançaram o projeto de extensão “Boas Práticas em Saúde”, que integra diversos conhecimentos.
O projeto tem como foco a disseminação de boas práticas em saúde, visando garantir maior segurança ao paciente, conformidade com as normas de biossegurança e descarte correto de resíduos. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis).
A professora Lucrécia Loureiro, do curso de Enfermagem, destacou a importância da ação: “Essa primeira oficina foi um sucesso, pela expressiva adesão, pela qualidade das interações e pelo alinhamento aos princípios da extensão universitária. A continuidade nas próximas semanas ampliará ainda mais os impactos positivos.”
A primeira oficina, realizada na última sexta-feira, 9, foi dedicada aos cirurgiões-dentistas da rede municipal de saúde de Volta Redonda, reunindo 44 participantes, incluindo 16 cirurgiões-dentistas, 8 auxiliares de consultório dentário (ACDs) e 20 estudantes universitários – 6 de Odontologia e 14 de Enfermagem.
Os participantes tiveram acesso a conteúdos atualizados sobre biossegurança, técnicas de atendimento e descarte de resíduos de saúde. Para o cirurgião-dentista Gabriel Azevedo, a experiência foi fundamental para reforçar conhecimentos e atualizar práticas: “É muito bom, porque muitos profissionais que têm muito tempo de prefeitura acabam esquecendo algumas coisas. Essa atualização é essencial.”
Uma das características do projeto é a integração interprofissional. Enquanto os estudantes de Enfermagem e Odontologia abordam aspectos técnicos e clínicos, os alunos da Escola de Negócios e de Publicidade e Propaganda contribuem com estratégias de gestão e comunicação.
Durante a oficina, os alunos de Enfermagem também aplicaram vacinas contra a gripe em 20 participantes, em parceria com a equipe de Saúde do Trabalhador/CEREST, reforçando a importância da prevenção e da imunização. Igor Almeida, estudante do 9º período de Enfermagem, destacou a importância dessa vivência: “É uma responsabilidade muito grande orientar quem já é formado. Essa troca de experiências é uma oportunidade excelente.”
O projeto não apenas promove o aprimoramento técnico, mas também fortalece o compromisso dos profissionais com práticas sustentáveis e responsáveis, como o descarte correto de resíduos. Ao capacitar profissionais e estudantes, o UniFOA contribui diretamente para a melhoria da saúde coletiva e para a redução de riscos ambientais.
A continuidade das oficinas nas próximas semanas reforça o compromisso da instituição com a formação prática e cidadã, promovendo uma educação que ultrapassa os limites da sala de aula e impacta diretamente a comunidade.
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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) reafirma seu compromisso com a promoção da segurança alimentar e nutricional ao integrar a construção do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) de Volta Redonda. Representando o curso de Nutrição do UniFOA e a Liga Acadêmica de Segurança Alimentar e Nutricional (LASAN), o professor Alden Neves participou da reunião da Câmara Intersecretarias para Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), atendendo ao convite do secretário e da subsecretária de Segurança Alimentar do município, Fábio Bochecha e Wherica Teodoro.
O Plano Municipal de SAN é uma ferramenta estratégica que orienta as políticas públicas voltadas à garantia do direito humano à alimentação adequada, com foco especial nas populações em situação de vulnerabilidade. Para o professor Alden Neves, integrar a construção do plano é uma responsabilidade e uma oportunidade de contribuir ativamente para o bem-estar da comunidade. “Nossa relação com a construção do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) de Volta Redonda é de longa data. Estivemos presentes na organização das seis conferências municipais de SAN e, agora, contribuímos diretamente na construção de um plano que definirá os rumos da segurança alimentar em nossa cidade”, destaca o professor.
A participação do UniFOA na elaboração do Plano Municipal de SAN é um reflexo da sólida parceria com a Prefeitura de Volta Redonda (PMVR) e a Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (SESAN). Desde o início dessa colaboração, diversas iniciativas têm sido desenvolvidas para garantir o direito à alimentação saudável e acessível, especialmente para os mais vulneráveis. Projetos educativos, campanhas de conscientização e ações de intervenção direta são alguns exemplos dos esforços conjuntos entre o UniFOA e o poder público.
O curso de Nutrição do UniFOA, por meio da LASAN, se destaca no apoio técnico e científico a essas iniciativas, promovendo práticas alimentares seguras e sustentáveis. Os estudantes e professores envolvidos têm a oportunidade de aplicar o conhecimento acadêmico em ações concretas, contribuindo para o desenvolvimento social e o fortalecimento da segurança alimentar no município.
A construção do Plano Municipal de SAN é mais um passo nessa trajetória de compromisso e responsabilidade social do UniFOA, evidenciando o papel da instituição na transformação da realidade local e na melhoria da qualidade de vida da população.
Na semana de 12 a 16 de maio, o Clube FOA celebrará seus 22 anos de fundação com uma programação especial voltada à comunidade acadêmica. Para marcar a data, os alunos poderão trazer um convidado para participar gratuitamente de qualquer atividade ou aula durante o período comemorativo. A iniciativa visa promover a integração, estimular a prática de exercícios físicos e apresentar o espaço para novos usuários.
Inaugurado em 13 de maio de 2003 no campus Olezio Galotti, em Três Poços, o Clube FOA, surgiu com a missão de oferecer aos alunos, professores e funcionários um espaço qualificado para a prática esportiva, o lazer e o cuidado com a saúde, contribuindo também para a redução do tempo ocioso e do absenteísmo. A estrutura física conta com quadras poliesportivas, pista de atletismo, piscina, salas de dança, lutas e musculação com equipamentos modernos e equipe técnica qualificada.
O local também se destaca por promover ações de saúde integradas à formação dos estudantes, como a Avaliação Funcional, realizada em parceria com o curso de Educação Física, que orienta os participantes com base em indicadores como percentual de gordura, circunferência corporal e flexibilidade.
Responsável pela coordenação do espaço, a nutricionista e educadora física Patrícia Cortez destaca que o impacto do clube vai além da atividade física.
“O Clube FOA foi criado com a ideia de incentivar os funcionários, professores e, principalmente, os alunos a usarem o tempo livre de forma saudável. Com o tempo, o clube cresceu e se tornou muito mais do que um lugar para se exercitar. Virou um espaço de convivência, onde funcionários, professores e alunos passaram a se encontrar, conviver e se ajudar”, explica.
Segundo ela, muitos alunos encontraram no clube o ponto de partida para uma vida mais ativa e saudável. “Foi importante na recuperação de várias pessoas, tanto da comunidade interna quanto de fora da instituição. Também foi cenário de confraternizações, eventos internos e momentos de alegria entre colegas de trabalho e seus familiares, criando laços que extrapolam os limites do campus”, ressalta Patrícia.
Além de beneficiar diretamente os usuários, o Clube FOA também exerce um papel como campo de estágio e de treinamento para ligas acadêmicas, especialmente na formação prática de alunos dos cursos da área da saúde.
“Durante vários anos, o clube foi campo de estágio para os cursos de Educação Física, Nutrição, Medicina e Fisioterapia, sendo um importante apoio na formação dos nossos alunos. A estrutura do clube permite unir teoria e prática de forma viva, em contato direto com a comunidade. Ele também é utilizado pelas ligas acadêmicas, como as do curso de Medicina, como espaço de treinamento e interação, o que fortalece a interdisciplinaridade e a responsabilidade social”, destaca a coordenadora.
Além dos profissionais da Educação Física, quem também vive de perto essa história é o auxiliar de manutenção Nivaldo Joaquim, que trabalha na Fundação Oswaldo Aranha (FOA) há quase três décadas e acompanhou desde o início o surgimento e crescimento do clube.
"Tenho muito orgulho de fazer parte dessa trajetória. Estou aqui há 28 anos e é gratificante ver como o clube impacta positivamente a vida de tanta gente. Gosto do que faço e me sinto feliz por contribuir com esse espaço que faz tanta diferença", afirma.
Com uma programação voltada à integração e ao estímulo da prática de exercícios, a semana de comemoração dos 22 anos reforça o compromisso do Clube FOA com a promoção da saúde e do bem-estar. A iniciativa é um convite para que mais alunos conheçam e aproveitem essa oportunidade de viver a instituição de forma ativa e colaborativa.
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O engenheiro projetista João Altenir Lopes e egresso do Mestrado Profissional em Materiais (MEMAT) do UniFOA acaba de conquistar um marco relevante para a pesquisa acadêmica e para a inovação na indústria pesada. A patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em abril de 2025 reconhece oficialmente a invenção de uma tinta refratária de alta eficiência, capaz de aumentar drasticamente a vida útil das lanças de oxigênio utilizadas em conversores LD (Linz-Donawitz) no processo de produção de aço.
A invenção que foi desenvolvida pelo aluno do sob orientação do professor doutor Bruno Chaboli Gambarato, é resultado de uma longa trajetória de observação e aprimoramento técnico. Segundo o autor do projeto, a ideia teve origem em 2014, quando foi chamado por uma empresa da região para redesenhar um equipamento patenteado que apresentava deficiências. A partir dessa experiência, João criou um sistema de raspagem para lanças de oxigênio usado inicialmente na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). “O equipamento chegou a aumentar a durabilidade das lanças de 12 para 200 corridas”, comentou.
No entanto, a remoção da escória metálica ainda não era completamente eficiente. “A composição da escória varia muito conforme os elementos utilizados no controle térmico do forno. Quando ela se torna mais metálica, o raspador tradicional não consegue atuar com eficiência total. Foi aí que surgiu a ideia de um revestimento protetor que pudesse evitar a aderência do material à lança”, explica João.
A tinta desenvolvida é à base de água e utiliza insumos reaproveitados da própria indústria siderúrgica, como escória de alto-forno, óxido de magnésio, finos de carvão e pó de diatomita. Um dos diferenciais técnicos da formulação é a presença da vermiculita, um mineral com propriedades de expansão térmica que permite o craquelamento controlado da superfície. Isso impede a adesão da escória mesmo em ambientes que operam a temperaturas superiores a 1.600°C.
De acordo com o professor Bruno Gambarato, a inovação combina sustentabilidade, aplicabilidade industrial e um alto potencial de retorno econômico. “A proposta vai muito além de um revestimento eficiente. Estamos falando de uma solução que reduz paradas não programadas, evita desperdícios e aumenta a produtividade do forno com um custo operacional extremamente baixo. É uma contribuição real e mensurável para o setor”, destaca.
O processo de pesquisa, no entanto, não foi isento de dificuldades. Para chegar a uma composição segura, João precisou driblar a escassez de dados técnicos detalhados e protegidos por segredos industriais. A escolha dos materiais também exigiu cautela, uma vez que qualquer alteração na composição química do aço comprometeria sua integridade. “Foi necessário encontrar componentes que não reagissem com o metal líquido, mas que pudessem se integrar à escória sem causar interferência no processo”, relata.
A pandemia de Covid-19 foi outro obstáculo enfrentado durante o desenvolvimento. Com o fechamento dos laboratórios universitários, João precisou montar um espaço experimental em casa, onde realizou testes, misturas e protótipos. Mesmo com as restrições, conseguiu concluir a pesquisa e dar início ao processo de patenteamento junto ao INPI em 2022. O registro foi aprovado em apenas dois anos, um prazo curto considerando que a média de concessão gira em torno de quatro a cinco anos.
“Receber essa patente ainda durante o mestrado foi uma surpresa gratificante. Eu já tinha outras patentes anteriores, mas nenhuma delas tramitou tão rapidamente. Isso reforça o valor inovador dessa invenção e a solidez do projeto desenvolvido com apoio do UniFOA”, afirma João.
Além dos ganhos operacionais, a tinta representa um avanço em termos de segurança e sustentabilidade. Por ser formulada à base de água, reduz os riscos de exposição a solventes agressivos e facilita o manuseio por parte dos operadores. A utilização de coprodutos também reduz o impacto ambiental e dá nova finalidade a resíduos que, muitas vezes, são descartados sem aproveitamento.
Na visão do professor Bruno, o projeto simboliza o papel estratégico do MEMAT na geração de soluções práticas e aplicáveis à realidade produtiva. “Nosso mestrado tem esse foco: formar profissionais com visão técnica apurada, capazes de enxergar os gargalos da indústria e propor soluções eficazes. O trabalho do João é exemplo disso e mostra como a universidade pode ser protagonista da inovação”, conclui.
A invenção já está em fase de testes industriais avançados e pode representar, nos próximos anos, uma mudança significativa na forma como se realiza o controle térmico e a manutenção preventiva em siderúrgicas. Com tempo de retorno estimado entre quatro e seis meses, a nova tecnologia se apresenta como uma aliada estratégica da competitividade no setor metalúrgico.
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Estudantes dos cursos de Comunicação Social e da Escola de Gestão e Negócios do UniFOA conquistaram o segundo e o terceiro lugar na Maratona de Ideias, promovida pelo Vírgula Hub – o primeiro hub de inovação de Volta Redonda e região, no final do mês passado. O evento contou com a participação de diversas instituições de ensino, como UniFOA, IFRJ, UFF e UGB, além de empresas parceiras como FAPERJ, SEBRAE e CDL, com o objetivo de fomentar a inovação e o desenvolvimento local.
A equipe premiada com o terceiro lugar apresentou o projeto Fleet Rise – o copiloto emocional que cuida de quem move o país, voltado à saúde mental de caminhoneiros. O grupo foi contemplado com um cheque de mil reais. A proposta oferece suporte emocional aos motoristas por meio de mensagens motivacionais, práticas de relaxamento e atividades físicas durante o descanso obrigatório. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que cerca de 30% dos acidentes nas rodovias federais estão relacionados à saúde mental, o que evidencia a relevância da iniciativa.
“O mais importante foi perceber o impacto que nossa ideia pode ter na vida real. A colocação foi incrível, mas o sentimento de contribuir com algo significativo é o maior prêmio”, afirmou o estudante Jotah Barros, um dos idealizadores do Fleet Rise.
Já o grupo que ficou em segundo lugar desenvolveu uma solução voltada à segurança e ao bem-estar de caminhoneiros, com um sistema de assistência em situações de risco e emergência nas estradas.
“Queríamos criar algo que realmente fizesse diferença na vida desses profissionais. A experiência foi enriquecedora, colaborativa e cheia de aprendizados. Ser reconhecido entre tantas boas ideias foi uma sensação única”, declarou Pedro Mateus, aluno da Escola de Comunicação.
O professor Eduardo Carreiro, mentor das equipes do UniFOA, destacou a importância da vivência prática proporcionada pelo evento. “A maratona reuniu estudantes de várias instituições, em equipes interdisciplinares, desafiadas a resolver problemas reais com base em ferramentas como o Lean Canvas. Foi uma oportunidade valiosa de aplicar os conhecimentos acadêmicos em situações concretas, com apoio de mentores, profissionais da empresa Excelsior e do SEBRAE.”
Durante o evento, os participantes assistiram a palestras, interagiram com motoristas e representantes da empresa parceira, e desenvolveram suas propostas em tempo real, encerrando o dia com apresentações para uma banca avaliadora e o público presente.
A participação expressiva e o reconhecimento conquistado reforçam o compromisso da Escola de Comunicação do UniFOA com a formação crítica, criativa e voltada para os desafios da sociedade.
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