O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou, em agosto, a quinta edição do Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense. Com o tema “Construindo a Pesquisa Clínica através de 'end points' que importam para os pacientes”, o evento reuniu estudantes, professores e profissionais da área da saúde em uma programação voltada à discussão sobre pesquisa clínica, formação profissional e práticas de cuidado centradas nas necessidades dos pacientes. 

Realizado por meio da Liga Acadêmica de Oncologia do curso de Medicina, o simpósio integra as iniciativas da instituição voltadas à aproximação entre ensino, pesquisa e assistência. Ao longo da programação, os participantes tiveram contato com discussões relacionadas à condução de pesquisas clínicas e à importância de produzir evidências que contribuam efetivamente para a tomada de decisões na área da saúde. 

O tema desta edição colocou em evidência um dos aspectos fundamentais da pesquisa clínica: a escolha dos 'end points', ou desfechos utilizados para avaliar os resultados de um estudo. A proposta é ampliar a compreensão sobre a necessidade de considerar, além de indicadores estritamente clínicos, aquilo que efetivamente representa benefício para quem está no centro do cuidado: o paciente. 

Para o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, a formação de profissionais da saúde deve estar associada não apenas ao conhecimento técnico, mas também à capacidade de compreender e ouvir as pessoas. Segundo ele, a diversidade de pensamentos faz parte desse processo e contribui para a formação de profissionais preparados para lidar com diferentes realidades. 

“O que espero deles é que sejam profissionais éticos, competentes, que escutem o paciente e que escutem a família”, destacou Eduardo. 

A importância da pesquisa clínica para a formação acadêmica também foi ressaltada pelo diretor de Ensino, Igor Dutra. Para ele, a pesquisa amplia as possibilidades de contato dos estudantes com uma medicina baseada em evidências e contribui para a qualificação da assistência oferecida aos pacientes. 

“A pesquisa dá a oportunidade de vocês terem contato com uma medicina de ponta, uma medicina baseada em evidências. Do mesmo jeito, ela nos permite oferecer um excelente tratamento aos nossos pacientes”, afirmou. 

Igor também destacou a integração entre saúde e educação como parte desse processo. “Esse ecossistema entre saúde e educação faz com que a gente melhore a nossa assistência e nós ficamos melhores com isso também”, completou. 

Formação acadêmica e aproximação com a pesquisa 

Para João Pedro, presidente da Liga Acadêmica de Oncologia e um dos organizadores do simpósio, a realização da quinta edição representa a continuidade de uma iniciativa que contribui para aproximar os estudantes da pesquisa e ampliar seus conhecimentos em diferentes áreas da Medicina. 

“É uma honra poder organizar um evento com tanta história na nossa instituição e que ajuda tanto os estudantes a entenderem sobre pesquisa e a aprofundarem seus conhecimentos em diversas áreas da oncologia, da carreira médica e de outras áreas”, afirmou. 

A participação dos estudantes em atividades como o simpósio permite que conteúdos discutidos em sala de aula sejam relacionados à prática profissional e ao desenvolvimento científico. Nesse contexto, a pesquisa clínica passa a fazer parte da formação acadêmica não apenas como campo de produção de conhecimento, mas como instrumento para qualificar a tomada de decisões em saúde. 

A médica oncologista e professora do UniFOA, Dra. Heloísa Resende, destacou justamente essa perspectiva ao comentar uma das atividades da programação. Segundo ela, a discussão sobre ética e escolha de 'end points' contribui com a prepararação os futuros profissionais para a condução de pesquisas clínicas mais alinhadas às necessidades dos pacientes. 

“Ela nos explicou princípios essenciais de ética e de escolha de 'end points' que atendem muito bem às necessidades dos pacientes”, explicou. 

Para Heloísa, a formação de novos profissionais também passa pela preparação para atuar na produção de conhecimento científico. “Estamos trabalhando na formação de novos profissionais, novos médicos, e pretendemos que eles sejam qualificados para conduzir processos de pesquisa clínica”, afirmou. 

A professora ressaltou ainda o papel do UniFOA na integração entre formação acadêmica e inovação na área da saúde. “O UniFOA, mais uma vez, inovando em educação”, concluiu. 

Ao colocar o paciente no centro da discussão, o V Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense reforçou a importância de aproximar a produção científica das necessidades concretas encontradas na assistência. A definição dos desfechos avaliados em uma pesquisa influencia diretamente a forma como os resultados são interpretados e, consequentemente, como novas evidências podem contribuir para a prática médica. 

Nesse sentido, a realização do evento amplia o espaço para que estudantes e profissionais discutam não apenas os avanços da ciência, mas também os critérios utilizados para avaliar se esses avanços representam, de fato, benefícios relevantes para os pacientes. 

A corrida de rua movimentou Volta Redonda neste mês de agosto, e a experiência do público que participou do OCorreVR e da Corrida Comercial também contou com orientação, cuidado e promoção da saúde. O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) esteve presente nos eventos com estudantes e professores dos cursos de Nutrição, Enfermagem e Educação Física, aproximando formação acadêmica, prática profissional e ações voltadas à comunidade. 

Durante as programações, o curso de Nutrição realizou atendimento ao público, distribuição de materiais informativos e orientações relacionadas à alimentação, hábitos saudáveis e cuidados que podem contribuir para o bem-estar e o desempenho antes, durante e depois da prática esportiva. 

A Enfermagem atuou no suporte ambulatorial, contribuindo para a segurança dos participantes e oferecendo apoio em situações que exigiram atenção e cuidado durante a realização das corridas. 

Já o curso de Educação Física participou em pontos estratégicos dos eventos, acompanhando a movimentação dos participantes e integrando ações de incentivo ao exercício físico, incluindo atividades com música e dança. 

A presença dos cursos em eventos esportivos amplia a relação do UniFOA com iniciativas que estimulam qualidade de vida, prevenção em saúde e participação comunitária. Ao mesmo tempo, permite que os estudantes vivenciem experiências práticas em um ambiente real, com contato direto com o público e com demandas ligadas às suas futuras áreas de atuação. 

Mais do que apoiar eventos de corrida, a participação do UniFOA mostra como educação, saúde e atividade física podem caminhar juntas em ações próximas da população. Em cada percurso, o cuidado também esteve presente: na orientação, no suporte, na prevenção e no incentivo para que mais pessoas adotem uma rotina ativa e saudável. 

Antes mesmo da formatura, o contato com empresas, programas de estágio e possibilidades de carreira ajuda o estudante a enxergar caminhos reais para o futuro profissional. Com esse enfoque, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou a Feira de Estágio e Oportunidades 2026, reunindo alunos, empresas e parceiros em um espaço de diálogo sobre estágio, empregabilidade, empreendedorismo e desenvolvimento profissional. 

A proposta da feira foi aproximar o mundo acadêmico do mercado de trabalho, criando oportunidades para que estudantes conhecessem empresas, identificassem possibilidades de estágio e compreendessem melhor as demandas das diferentes áreas de atuação. 

Mais do que captar vagas, o evento buscou fortalecer a relação entre instituições de ensino e organizações, estimulando parcerias capazes de gerar resultados a longo prazo. Para as empresas participantes, a feira também funcionou como oportunidade de contato direto com jovens talentos em formação. 

Pró-reitora de Extensão do UniFOA, Ana Carolina Callegario destacou que a iniciativa está diretamente ligada ao papel da extensão universitária, especialmente na aproximação entre o estudante e o mundo do trabalho. 

“Quando oferecemos aos alunos uma oportunidade de feira de estágios, já ficamos muito felizes”, afirmou. 

Segundo Ana Carolina, o evento foi pensado de forma ampliada, por isso recebeu o nome de Feira de Estágio e Oportunidades. Além das empresas com vagas e programas de estágio, a programação também apresentou alternativas para alunos que já estagiam ou que buscam outros caminhos de crescimento profissional. 

“Chamamos de feira de estágios e oportunidades porque aqueles alunos que porventura já tenham estágio também encontram possibilidades na área de empreendedorismo, com a presença do Sebrae e do Vírgula Hub. Temos ainda a pós-graduação informando benefícios para egressos, empresas de intercâmbio e o Centro de Inovação Tecnológica, o CEPIT, sendo apresentado para a comunidade universitária”, explicou. 

Para a pró-reitora, a feira contribui para a permanência do estudante na instituição e para uma formação mais conectada à prática. 

“Cada vez mais essa feira representa oportunidades de crescimento para o nosso estudante, fortalecendo sua permanência na instituição e fazendo com que, quando ele chegue ao mundo do trabalho, já chegue com bastante experiência”, completou. 

Entre as empresas participantes estava a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Egressa do UniFOA e hoje analista de RH da empresa, Tamyris Machado retornou à instituição em uma posição diferente: antes, como estudante em busca de oportunidade; agora, como profissional apresentando caminhos para novos alunos. 

“Para mim é muito bacana estar aqui hoje na Feira de Estágio e Oportunidades do UniFOA justamente porque eu estudei aqui. Em 2023, me formei em Administração e consegui o estágio na CSN enquanto estudava. Depois de 11 meses, fui efetivada como analista. Então é muito especial estar aqui hoje oferecendo oportunidades para os estudantes”, contou. 

Para os alunos, a feira também representou a chance de conhecer diferentes áreas de atuação e descobrir possibilidades que nem sempre aparecem dentro da rotina de sala de aula. 

“A feira de estágio é uma excelente oportunidade para conhecer pessoas e diversas áreas de atuação de uma mesma profissão. É aquela oportunidade que você não espera, mas precisa”, afirmou Isabelle Pereira, estudante do 4º período do curso de Direito. 

Aline Cambraia, representante da Ademicon também destacou a importância da aproximação com a universidade para ampliar o acesso dos estudantes ao mercado. 

“A junção entre UniFOA e empresa ajuda os alunos a terem mais oportunidades no mercado de trabalho”, destacou. 

A Feira de Estágio e Oportunidades 2026 mostrou que a preparação profissional não acontece apenas no fim da graduação. Ela começa quando o estudante tem contato com empresas, entende as demandas do mercado, conhece novas possibilidades e passa a projetar com mais clareza os próximos passos da carreira. 

A violência contra a mulher não é um tema restrito aos boletins de ocorrência, aos processos judiciais ou aos atendimentos sociais. Ela atravessa famílias, instituições, políticas públicas e exige profissionais preparados para reconhecer, acolher, orientar e proteger. Com esse enfoque, os cursos de Direito e Serviço Social do UniFOA promoveram, nesta quarta-feira, a aula inaugural do semestre com o tema “Estratégias de Enfrentamento à Violência contra a Mulher”. 

A atividade foi realizada no auditório William Monachesi, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, e reuniu estudantes para uma reflexão sobre direitos humanos, igualdade de gênero, prevenção, mecanismos de denúncia, rede de proteção e responsabilidade profissional diante das diferentes formas de violência contra as mulheres. 

A palestra foi conduzida pela advogada Martha Rocha, primeira mulher a comandar a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Como delegada, ela participou da implementação do projeto das Delegacias Legais Especializadas no Atendimento à Mulher e também exerceu o cargo de secretária municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro. 

Para Alan Pançardes, coordenador do curso de Direito do UniFOA, a escolha do tema para a aula inaugural partiu da necessidade de aproximar a universidade dos problemas reais da sociedade. 

“A violência contra a mulher ainda é uma realidade muito presente e o seu enfrentamento exige profissionais preparados, conscientes e, principalmente, capazes de atuar de forma integrada. Como essa aula inaugural reuniu os cursos de Direito e Serviço Social, o tema foi especialmente importante, porque são duas áreas que estarão diretamente envolvidas no acolhimento, na orientação e na proteção dessas mulheres”, afirmou. 

Segundo Alan, a proposta foi iniciar o semestre provocando nos estudantes uma reflexão sobre a responsabilidade que terão como futuros profissionais. 

“Mais do que iniciar um semestre, queríamos começar provocando nos nossos alunos uma reflexão sobre a responsabilidade que eles terão na transformação dessa realidade”, completou. 

A presença de Martha Rocha também foi destacada pelo coordenador como uma oportunidade de aprendizado para além dos livros e da legislação. 

“Receber a Martha Rocha foi uma oportunidade muito especial porque não estamos falando apenas de alguém que estudou ou acompanhou essa temática, mas de uma profissional que participou dessa história de forma concreta. Sua trajetória na Polícia Civil é profundamente ligada ao atendimento e à proteção das mulheres, além de ter rompido importantes barreiras ao se tornar a primeira mulher a chefiar a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro”, destacou. 

Para Alan, ouvir uma profissional com essa trajetória ajuda os estudantes a compreenderem os avanços já conquistados, os desafios que ainda permanecem e o papel das instituições no enfrentamento à violência. 

“Eles puderam perceber que as instituições são transformadas por pessoas que decidem assumir responsabilidade e fazer a diferença”, afirmou. 

A aula inaugural também ganha relevância em 2026, ano em que a Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, completa 20 anos. A legislação é considerada um dos principais marcos legais brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres, ao reconhecer o problema como uma questão de direitos humanos e de responsabilidade do Estado. 

Para Karin Escobar, coordenadora do curso de Serviço Social, a abertura do semestre com esse debate reforça o compromisso da formação universitária com uma atuação crítica, ética e socialmente referenciada. 

“A abertura de um novo semestre representa também uma oportunidade para reafirmar o compromisso da universidade com a formação profissional crítica, a defesa dos direitos humanos e o enfrentamento das diferentes formas de violência presentes na sociedade”, afirmou. 

Karin ressaltou que a discussão envolve mais do que o conhecimento da lei. O enfrentamento à violência contra a mulher exige compreensão das desigualdades, identificação das diferentes expressões de violência, acesso à proteção e articulação de políticas públicas e redes de atendimento. 

“A realização conjunta pelos cursos de Serviço Social e Direito destaca a importância da atuação interdisciplinar diante de uma realidade complexa, que exige profissionais preparados para compreender as dimensões sociais, jurídicas e institucionais da violência”, destacou. 

A coordenadora também avaliou que a formação acadêmica precisa preparar os estudantes para práticas profissionais comprometidas com a garantia de direitos, a autonomia das mulheres e a interrupção dos ciclos de violência. 

“A formação acadêmica deve contribuir não apenas para o conhecimento da legislação e dos instrumentos de proteção, mas também para a construção de práticas profissionais comprometidas com a garantia de direitos e com o enfrentamento das desigualdades que sustentam diferentes formas de violência”, completou. 

Para Alan Pançardes, o principal impacto da palestra foi lembrar aos alunos que a violência contra a mulher não deve ser tratada apenas como um conteúdo jurídico ou social. 

“Estamos falando de pessoas, famílias e histórias reais que, muitas vezes, chegarão até esses futuros advogados, assistentes sociais e demais profissionais buscando ajuda em um dos momentos mais difíceis de suas vidas. A palestra trouxe conhecimento, mas trouxe também consciência”, afirmou. 

Iniciar o semestre com esse tema, os cursos de Direito e Serviço Social aproximam os estudantes de uma realidade que exige técnica, sensibilidade e compromisso público. Mais do que uma aula inaugural, o encontro colocou em pauta a responsabilidade de formar profissionais capazes de atuar na defesa dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade livre de violência. 

A Educação Básica da região ganhou um espaço próprio para mostrar experiências, discutir desafios e aproximar professores que vivem a realidade das escolas todos os dias. O UniFOA realiza entre hoje e amanhã, o 1º Congresso Regional de Práticas e Produtos Inovadores na Educação Básica, reunindo educadores, pesquisadores e profissionais ligados ao ensino em uma programação voltada à troca de saberes e à valorização das práticas desenvolvidas na escola pública. 

O evento nasceu com a proposta de discutir questões que atravessam a educação na região Sul Fluminense, como evasão escolar, indicadores educacionais, inclusão, inovação pedagógica e formação continuada de professores. A iniciativa também reforça a relação entre Ensino Superior e Educação Básica, aproximando a universidade das demandas concretas das redes de ensino. 

A Coordenadora do Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente (MECSMA), Bruna Casiraghi, destacou que a realização do congresso era um desejo antigo da instituição e respondeu a uma carência regional por espaços de debate voltados à Educação Básica. 

“Esse é um sonho antigo nosso. Para o UniFOA, sediar um evento desse é muito importante. Temos mais de 400 inscritos, pessoas ligadas à Educação Básica de todo o Sul Fluminense. A região é muito carente de atividades voltadas para a formação de professores e para discutir as questões da Educação Básica. Não tínhamos um evento que fizesse isso, então o UniFOA está partindo na frente”, afirmou. 

Segundo Bruna, a procura pelo congresso mostrou que há uma demanda reprimida por esse tipo de encontro. Para ela, a expectativa é que a iniciativa se torne parte da agenda permanente da instituição. 

“A gente queria poder colocar todo mundo para dentro, mas a expectativa é de que façamos outros eventos e tenhamos outros momentos de discussão. Quem sabe isso vire uma tradição do UniFOA, para continuarmos discutindo a educação, porque a educação sempre tem o que ser discutido”, destacou. 

O congresso também colocou em evidência práticas desenvolvidas por professores da Educação Básica. Em vez de manter a escola apenas como objeto de análise, a proposta foi trazer os educadores para o centro da discussão, apresentando experiências, produtos e soluções construídas a partir da realidade das salas de aula. 

Para a reitora do UniFOA, professora Ivanete Oliveira, receber o congresso representa uma oportunidade de reduzir a distância entre universidade e escola. 

“Uma das missões da educação superior é quebrar essa barreira que temos entre a universidade e a Educação Básica. Quando abrimos as portas da universidade e ampliamos esse diálogo, trazendo a Educação Básica para cá e também indo até ela, conseguimos discutir temáticas relevantes para a formação dos estudantes”, afirmou. 

Entre os temas discutidos estiveram afetividade, inclusão, inteligência artificial, tecnologia, inovação e práticas pedagógicas. Ivanete ressaltou que a força do congresso está justamente no fato de essas discussões serem apresentadas por professores que atuam na Educação Básica. 

“O mais interessante é que todas essas temáticas estão sendo trazidas por professores da Educação Básica, na apresentação de trabalhos. É esse diálogo que queremos fomentar cada vez mais para qualificar a educação, não só de Volta Redonda, mas de toda a região”, completou. 

Dentro da programação, o congresso também recebeu o 2º Encontro de Educação Inclusiva das Escolas Públicas, ampliando o debate sobre acessibilidade, permanência e participação de estudantes e profissionais com diferentes necessidades no ambiente educacional. 

Para Andrea Oliveira, professora e intérprete de Libras, pensar um evento para todos exige garantir também a acessibilidade comunicacional. 

“Quando a gente pensa em um evento para todos, precisa pensar na acessibilidade comunicacional. Isso significa disponibilizar tradutor e intérprete de Libras, porque na plateia pode haver uma pessoa surda. E como ela vai ter acesso às informações? Pela língua de sinais”, explicou. 

Segundo Andrea, a presença da Libras em eventos educacionais garante condições de igualdade para que pessoas surdas acompanhem as discussões e tenham acesso ao conhecimento compartilhado. 

“Todos os eventos precisam pensar nessa acessibilidade comunicacional, porque estamos dando acesso em condições de igualdade e permanência para que esse indivíduo possa participar e receber todas as informações na língua dele. Em um evento de educação inclusiva, com tantas informações e inovações, a pessoa surda também tem o direito de ter acesso. A inclusão é para todos”, destacou. 

A mobilização regional contou com apoio da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR). De acordo com Ivanete, a parceria contribuiu para reunir participantes de mais de 14 municípios. 

Professor e participante do congresso, Alysson Clark avaliou que discutir educação também significa pensar o desenvolvimento da região. 

“Quando falamos sobre educação, estamos falando sobre desenvolvimento econômico também. É importante olhar para as crianças, entender como estamos desenvolvendo elas, quais são as dificuldades e fazer essa rede de apoio e troca”, afirmou. 

Para Alysson, realizar um congresso na própria região ajuda a olhar com mais precisão para os desafios locais. 

“É entender quais são os desafios daqui de fato e traçar estratégias e políticas públicas para alcançar resultados que ajudem a nossa região, não só em termos econômicos, mas sociais”, destacou. 

Diretor do Eixo Educação da ADR, Fernando Vitorino, ressaltou a importância de um evento dedicado às práticas desenvolvidas nas escolas públicas. 

“Falar de práticas na escola pública é fantástico. Muitas vezes se fala muito mal da escola pública, mas um evento como esse mostra oportunidades, trabalhos de qualidade e experiências inovadoras. Ele permite que a comunidade perceba o quanto a escola pública e o ensino básico público são fundamentais para a nossa comunidade”, afirmou. 

Fernando também destacou que o congresso pode gerar desdobramentos para a região, especialmente em temas como educação inclusiva e fortalecimento de redes colaborativas. 

“É muita satisfação ver o quanto isso pode transbordar iniciativas para a nossa comunidade”, completou. 

Com o congresso, o UniFOA fortalece sua atuação como espaço de diálogo entre pesquisa, formação docente e práticas escolares. A proposta aproxima professores, gestores, pesquisadores e instituições em torno de um mesmo desafio: construir uma Educação Básica mais inclusiva, inovadora e conectada às necessidades reais da região. 

O encontro deu visibilidade a quem está na linha de frente da educação. Trazer professores da Educação Básica para dentro da universidade, o congresso mostrou que a inovação também nasce da sala de aula, da experiência cotidiana e da troca entre quem ensina, pesquisa e aprende. 

Após diálogo com os representantes dos Diretórios Acadêmicos e Atléticas, queremos esclarecer a comunidade acadêmica em relação às dúvidas sobre o Transporte Social.

Sabemos o quanto esse benefício ajuda e, por ora, tudo permanece funcionando normalmente como no semestre passado.
Durante a conversa, pudemos chegar em pontos em comum:

• Prazo prorrogado: a restrição prevista para 1º de setembro foi prorrogada para 21 de setembro.

• Cadastro para todos: reforçamos a importância de que os estudantes (bolsistas e não bolsistas) preencham o formulário disponibilizado. Os dados serão fundamentais para o levantamento mais preciso sobre as rotas utilizadas.

• Flexibilidade de rotas: a linha informada no cadastro serve para que possamos analisar o fluxo de usuários em cada rota.

• Identificação facial: mesmo tendo o sistema de identificação, os estudantes continuarão tendo acesso ao transporte normalmente até o prazo prorrogado.

• Acolhimento e diálogo: os estudantes não bolsistas continuam sendo considerados para análise do uso do benefício, de acordo com a disponibilidade de vagas destinadas ao programa de transporte social.

Após a coleta dos dados, iremos analisar as disponibilidades e rotas e informaremos a comunidade acadêmica dos próximos passos.

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Um caso clínico raro, acompanhado de perto por estudantes e professores do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), ultrapassou os limites da sala de aula e do ambiente hospitalar para se tornar produção científica. O trabalho, desenvolvido por alunos do curso de Medicina em parceria com docentes da instituição, foi publicado na Revista Brasileira de Cancerologia, periódico científico do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

O artigo “Ressecção Abdominoperineal do Reto em Paciente com Vírus da Imunodeficiência Humana e Carcinoma Espinocelular do Canal Anal: Relato de Caso” tem como autores Gabriela Caravana Silva São Thiago, Lara Francisca Vaz de Oliveira, Gabriel Mohamad Arieira de Souza Ghazzaoui, Biazi Ricieri Assis e Igor Dutra Braz. 

A publicação apresenta o relato de um paciente atendido no Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), com diagnóstico de carcinoma espinocelular do canal anal associado à sorologia positiva para HIV. O estudo discute a complexidade do manejo desse tipo de câncer, mais comum em pacientes imunossuprimidos, e chama atenção para a necessidade de vigilância e diagnóstico precoce em grupos de maior risco.  

A ideia de transformar o caso em artigo nasceu durante a rotina acadêmica e assistencial. O potencial científico foi identificado inicialmente pelo professor Biazi Ricieri Assis, cirurgião responsável pelo atendimento do paciente, que convidou os estudantes a acompanharem o caso e avaliarem a possibilidade de desenvolver um relato científico. A proposta foi levada ao professor Igor Dutra Braz, que reconheceu a relevância clínica e acadêmica do estudo e assumiu a orientação do trabalho. 

Segundo Gabriela São Thiago, a vontade de produzir uma pesquisa relevante já existia antes mesmo da definição do tema. 

“Quando iniciei o módulo em que precisaríamos desenvolver o Trabalho de Conclusão de Módulo, eu já tinha um objetivo muito claro: queria produzir uma pesquisa relevante, que agregasse valor ao meu currículo acadêmico e também contribuísse para minha futura residência médica”, contou. 

A partir do convite para acompanhar o caso, o grupo iniciou uma revisão aprofundada da literatura, organizou as informações clínicas e estruturou o manuscrito. Com o amadurecimento da pesquisa, o trabalho também foi transformado em projeto de iniciação científica, ampliando a experiência acadêmica dos estudantes. 

Para Gabriela, uma das decisões mais marcantes foi a escolha da revista. A estudante conta que sugeriu a submissão à Revista Brasileira de Cancerologia mesmo sabendo que se tratava de um periódico de grande prestígio e com processo seletivo criterioso. 

“Sabíamos que era uma revista de grande qualidade e que a aprovação seria um desafio. Mesmo assim, sempre acreditei que o caso tinha relevância suficiente para ser publicado. Costumo dizer que o não eu já tinha; eu estava em busca do sim. Felizmente, todo o empenho da equipe foi recompensado com a aprovação e a publicação do artigo”, afirmou. 

O trabalho começou em agosto de 2024, foi concluído em dezembro de 2025 e publicado em julho de 2026. Durante esse período, os estudantes participaram de diferentes etapas, como revisão da literatura, elaboração do manuscrito, discussões científicas, submissão e acompanhamento do processo editorial. 

Para Lara Francisca Vaz de Oliveira, participar da construção do artigo mostrou como a pesquisa pode estar mais próxima da graduação do que muitos estudantes imaginam. 

“Participar desse trabalho foi uma experiência bem diferente do que eu tinha vivido até então. Por ser um caso pouco comum, foi muito interessante ver como a gente consegue relacionar o que acontece na prática com o que já foi publicado na literatura para construir um trabalho científico”, relatou. 

A estudante também destacou que a experiência permitiu compreender melhor o papel do aluno na produção de conhecimento. 

“Muitas vezes, a gente acaba vendo a pesquisa como algo distante da nossa realidade, mas participar desse trabalho me mostrou que, com a orientação dos professores, é possível fazer parte desse processo. A graduação também é um espaço para aprender, produzir conhecimento e crescer profissionalmente”, afirmou. 

Gabriel Mohamad Arieira de Souza Ghazzaoui acompanhou o caso na prática e, depois, participou da transformação daquela experiência em relato científico. Para ele, o processo exigiu mudar o olhar sobre o mesmo acontecimento. 

“O que mais me marcou foi essa sensação de estar contando a mesma história duas vezes, de formas completamente diferentes. Primeiro eu vivi o caso, as consultas, as dúvidas do paciente, a cirurgia e a recuperação. Depois precisei recontá-lo com outro olhar, mais técnico, pensando em quem fosse ler”, explicou. 

Segundo Gabriel, a publicação também mudou sua percepção sobre a relação entre assistência e pesquisa. 

“A pesquisa deixou de ser algo distante da rotina clínica e passou a ser vista como parte natural do cuidado ao paciente. Cada caso carrega potencial de ensino e contribuição para a comunidade médica”, completou. 

Professor do curso de Medicina do UniFOA e diretor de Ensino do H.FOA, Igor Dutra Braz avaliou que os estudantes assumiram papel ativo em todo o processo. Para ele, a vivência permitiu que o grupo compreendesse etapas que vão muito além da execução de tarefas pontuais. 

“Os estudantes foram protagonistas desde o início do projeto. A participação deles não se limitou à execução de tarefas específicas. Eles acompanharam todas as etapas da produção científica, desde a identificação do caso, coleta e organização dos dados, até a revisão da literatura, discussão dos resultados e redação do manuscrito”, afirmou. 

Igor também destacou a liderança de Gabriela na condução do trabalho, especialmente pela articulação entre estudantes, professores, paciente e serviços envolvidos. 

“A Gabriela exerceu uma liderança natural ao longo de todo o desenvolvimento do trabalho. Ela tomou a iniciativa de dar início ao projeto, fez a articulação entre os estudantes, os professores orientadores, o paciente e os diferentes serviços envolvidos, garantindo que todas as etapas acontecessem de forma organizada”, destacou. 

Para o professor, participar de uma produção científica ainda durante a graduação ajuda o estudante a desenvolver competências que não se limitam ao conteúdo visto em sala de aula. 

“O estudante desenvolve pensamento crítico, capacidade de analisar evidências, raciocínio científico, escrita acadêmica e habilidade para interpretar e comunicar resultados. Também aprende a trabalhar em equipe, gerenciar projetos, cumprir aspectos éticos da pesquisa e dialogar com diferentes profissionais”, explicou. 

A publicação em uma revista científica vinculada ao INCA marca um resultado importante para os estudantes, professores e para o ambiente de formação em saúde do UniFOA. O artigo também evidencia a integração entre ensino, assistência e pesquisa, aproximando o curso de Medicina, o H.FOA e a produção de conhecimento científico. 

Para Igor, o resultado mostra a força desse ecossistema. 

“A proximidade entre os serviços assistenciais, os professores e os estudantes cria oportunidades para que casos relevantes sejam identificados, investigados e convertidos em produção científica de qualidade. O mais gratificante é ver os estudantes assumindo esse protagonismo e alcançando uma publicação em um periódico de grande relevância nacional ainda durante a graduação”, afirmou. 

A experiência deixa uma marca importante na formação dos estudantes: mostra que a prática médica também pode gerar perguntas, investigação e conhecimento compartilhado. No UniFOA, um caso acompanhado na rotina hospitalar se transformou em artigo científico, iniciação científica e aprendizado para quem participou de todas as etapas da produção. 

As discussões sobre a formação de novos contadores não acontecem apenas dentro das salas de aula. Elas também passam por espaços institucionais capazes de aproximar universidades, conselhos profissionais e as demandas atuais do mercado. É nesse contexto que Lana Oliveira, professora do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), passa a representar a instituição em uma comissão do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ).

A participação da docente coloca o UniFOA em um espaço de diálogo sobre ensino, diretrizes, avaliação e inovação na formação contábil. A comissão reúne profissionais e professores de instituições de referência no estado, com foco em debates que possam contribuir para o aperfeiçoamento dos cursos e para a preparação dos futuros profissionais da área.

Para Lana, representar o UniFOA nesse ambiente é uma oportunidade de troca entre a experiência acadêmica da instituição e as discussões conduzidas pelo Conselho Profissional.

“Poder representar a instituição em uma comissão do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro é uma oportunidade de levar a experiência do UniFOA para discussões estratégicas sobre o ensino da Contabilidade e, ao mesmo tempo, trazer para a instituição as reflexões e boas práticas debatidas nesse espaço”, afirmou.

Segundo a professora, a atuação fortalece a conexão entre academia e conselho profissional, com impacto direto para docentes, estudantes e para a qualidade do ensino.

“É uma atuação que fortalece a conexão entre a academia e o Conselho Profissional, beneficiando docentes, estudantes e a própria qualidade do ensino”, completou.

A nomeação foi recebida por Lana como um reconhecimento de sua trajetória na docência e também como uma responsabilidade diante dos desafios da formação contábil.

“Recebi a nomeação com muita alegria, gratidão e senso de responsabilidade. É uma honra representar o UniFOA em uma comissão formada por profissionais e docentes de instituições de referência no estado”, destacou.

Para a docente, estar na comissão significa contribuir com debates que podem gerar efeitos positivos para as instituições de ensino e para os estudantes que estão se preparando para atuar na área.

“Entendo essa participação como um reconhecimento da minha trajetória na docência e, principalmente, como uma oportunidade de contribuir com o fortalecimento do ensino da Contabilidade, colaborando na construção de discussões que possam gerar impactos positivos para as instituições de ensino e para a formação dos futuros profissionais”, afirmou.

Entre os temas debatidos pela comissão estão diretrizes curriculares, metodologias de ensino, processos de avaliação e inovação educacional. Para Lana, esse tipo de diálogo é necessário porque a educação superior precisa acompanhar as transformações da profissão e da sociedade.

“A educação superior precisa acompanhar as transformações da profissão e da sociedade. Uma comissão que reúne representantes de diferentes instituições possibilita a troca de experiências, o debate sobre diretrizes curriculares, metodologias de ensino, processos de avaliação e inovação educacional”, explicou.

A professora também relaciona esse trabalho ao preparo dos estudantes para os desafios da profissão contábil.

“Esse diálogo favorece o aperfeiçoamento dos cursos e contribui para uma formação cada vez mais alinhada às competências exigidas pelo mercado e aos desafios contemporâneos da profissão contábil. Quem mais ganha com esse trabalho são os estudantes e a sociedade, que passam a contar com profissionais mais preparados e qualificados”, completou.

Com a presença da profissional na comissão do CRC-RJ, o UniFOA amplia sua participação em espaços de discussão sobre o futuro da Contabilidade. A nomeação aproxima a instituição de debates que envolvem formação acadêmica, atuação profissional e atualização permanente dos cursos diante das mudanças da área.

Estudantes da Escola de Gestão e Negócios (EG&N) do UniFOA conquistaram o 2º lugar no Hackathon da Flumisul 2026, realizado durante a 25ª edição da feira, em Barra Mansa.  

A maratona colaborativa reuniu 61 estudantes de cinco instituições de ensino, divididos em sete equipes. Durante três dias, os participantes foram desafiados a desenvolver soluções tecnológicas para demandas reais apresentadas pelo Cluster Automotivo, aproximando o ambiente acadêmico da rotina da indústria. 

Com o tema “Fábrica Autônoma”, o Hackathon teve início na quinta-feira, 13, com capacitações em pitching, oratória, Canvas e desenvolvimento de produtos. A apresentação e a premiação aconteceram no sábado, 15, encerrando a programação da Flumisul 2026. 

A equipe da EG&N, única da área de gestão e negócios ficou com a segunda colocação e recebeu prêmio de R$ 3 mil. Ao todo, foram distribuídos R$ 10 mil em premiação. As cinco equipes mais bem classificadas também terão a oportunidade de visitar o Cluster Automotivo para validar suas ideias e produtos dentro das fábricas. 

O negócio apresentado pelos estudantes do UniFOA foi o Andon Preditivo, um sistema de manutenção preditiva para linhas de produção automotivas just-in-time. A solução envolve um app que utiliza dados de sensores já existentes nas máquinas, como vibração, temperatura e ciclo, para calcular um score de risco por estação e gerar ordens de manutenção antes que a falha aconteça. 

Segundo Riane Rodrigues, estudante do 7º período de Administração, a proposta inverte a lógica tradicional do quadro Andon, usado na indústria para sinalizar problemas depois que eles ocorrem. 

“O principal ganho está na prevenção do efeito cascata: como estações no início da linha têm peso maior na fórmula de risco, o sistema prioriza evitar que uma falha inicial comprometa toda a cadeia produtiva, reduzindo paradas não planejadas”, explicou. 

Para os estudantes, a experiência exigiu organização, raciocínio rápido e capacidade de transformar uma demanda em negócio e com protótipo em poucos dias. Celso Silva, aluno do 8º período de Administração, e Letícia Maciel, do 6º período de Administração, destacaram a intensidade do processo. 

“Foi uma experiência intensa. Passamos por workshops de ideação, prototipagem rápida e storytelling de pitch, que nos deram ferramentas concretas para transformar uma dor real da indústria em um produto funcional em menos de 24 horas. O formato do evento, com desafios revelados apenas no segundo dia e pouco tempo de mentoria, exigiu muita organização da equipe e tomada de decisão rápida. Foi desafiador, mas aprendemos muito”, relataram. 

A classificação também teve um peso especial pelo perfil da equipe. Formada por estudantes de Administração e Ciências Contábeis, a EG&N competiu em um ambiente com forte presença de áreas ligadas à tecnologia. 

Para Barbara Barros, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, o resultado mostrou que visão de negócio também tem espaço em desafios tecnológicos. 

“Representa muito para a gente, ainda mais considerando o contexto da competição. Éramos uma equipe formada por estudantes de Administração e Ciências Contábeis, concorrendo com times majoritariamente de Tecnologia da Informação. Tivemos que aprender a programar e estruturar uma solução técnica em tempo recorde, fora da nossa zona de conforto, mas conseguimos usar o que já sabíamos fazer bem: entender o negócio, estruturar processos e contar uma história de impacto com clareza”, afirmou. 

Barbara também relacionou a conquista à formação prática vivenciada na Escola de Gestão e Negócios. 

“Ver que o que aprendemos em sala de aula, na disciplina de Projetos e na prática de resolver desafios reais desde o 1º período, se traduziu em um resultado concreto reforça o valor da formação que a EG&N vem construindo com a gente. Mostramos que gestão tem tanto espaço em um hackathon de tecnologia quanto o próprio código”, completou. 

Ryan Aganete, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, avaliou que a bagagem construída na graduação ajudou a equipe a competir em um cenário diferente de sua área principal. 

“Embora tenhamos participado de um hackathon voltado para estudantes de TI, Sistemas de Informação e Engenharia de Software, conquistamos o 2º lugar graças à nossa bagagem prática. A experiência com projetos acadêmicos e resolução de problemas reais de empresas da região nos deu uma visão de negócios que complementou a parte técnica do evento”, afirmou. 

O estudante também destacou o apoio recebido durante a preparação e a participação no desafio. 

“Essa conquista deixa claro que, mesmo fora da nossa zona de conforto, a base sólida que construímos na graduação nos permite competir e nos destacar em diferentes cenários. Também contamos com o apoio do professor Rafael Lima, que nos ajudou a estruturar melhor o raciocínio do projeto antes e durante o evento”, completou. 

Para Gil Santana, estudante de Ciências Contábeis no início da graduação, participar do Hackathon logo nos primeiros períodos foi uma forma de descobrir possibilidades dentro da vida universitária. 

“Foi uma das coisas mais inesperadas que aconteceram comigo. Um amigo me convidou, eu aceitei e participei de algo incrível. Aproveitar a faculdade ao máximo e viver as oportunidades que a FOA oferece, mesmo sendo iniciante, me inspirou a continuar buscando novas experiências”, contou. 

Professor da Escola de Gestão e Negócios, Rafael Lima acompanhou os estudantes durante a competição e destacou a evolução do grupo ao longo do processo. 

“É uma emoção indescritível acompanhar cada momento, vibrar com cada ideia e ver a dedicação dos alunos se transformar em um resultado como esse segundo lugar no Hackathon da Flumisul. Ver o brilho nos olhos dos estudantes e a vibração na hora da premiação é uma das maiores recompensas que podemos ter como educadores”, afirmou. 

Para Rafael, a conquista também demonstra o impacto de uma formação baseada em projetos e desafios reais. 

“Ver os alunos mostrando maturidade, raciocínio crítico e liderança em um ambiente competitivo mostra a força da Escola de Gestão e Negócios e do corpo docente do UniFOA. Esse resultado reflete o nosso modelo de ensino baseado em projetos, que coloca o estudante no centro da prática e gera resultados concretos”, destacou. 

Realizado pela ADR Sul Fluminense, em parceria com o Rio Sul Valley e com patrocínio da Intentoo, o Hackathon aproximou jovens universitários da realidade da indústria e abriu espaço para que ideias desenvolvidas durante a competição sejam testadas no setor produtivo. 

Para os estudantes da EG&N, o 2º lugar mostrou que inovação não nasce apenas do domínio técnico de ferramentas digitais. Em uma fábrica autônoma, entender processos, identificar riscos, propor soluções e comunicar valor também faz parte do jogo. Em um desafio voltado à tecnologia, o diferencial veio da gestão. 

Esportes carregam muitas histórias apaixonadas de atletas, treinadores, torcedores, além de inúmeros outros participantes que transformam as competições em algo único e no qual depositam grandes expectativas. O InterFOA também é palco dessas histórias, que através de muita determinação transformam o espaço universitário em um lugar de integração, competição e um trampolim para o futuro . 

O segundo semestre de 2026 teve início de forma inédita, ao unir o Start (evento de acolhimento para ingressantes e veteranos do UniFOA e da EtecFOA) com as competições esportivas do InterFOA, que movimentaram o campus Olezio Galotti, em Três Poços. Essas atividades, que buscam integrar estudantes, docentes e instituição, ganharam força com o novo formato apresentado, dando prestígio aos envolvidos.

Tainá Oliveira, aluna do 5º período de Educação Física, coleciona experiências com o esporte desde seus dez anos. Hoje ela, que integra as equipes de handebol e futsal — sendo a capitã na última modalidade citada — compartilhou o orgulho em ocupar uma equipe inteiramente feminina, ao contrário de quando começou nos esportes, quando sua única alternativa eram os times mistos, marcando assim avanços sociais que o campus semeia. “A gente foi conquistando aos pouquinhos o nosso espaço, no decorrer dos anos.”, afirmou Tainá.

Tainá também apontou que “a gente não tem a mesma estrutura que o futebol masculino tem e nem o reconhecimento financeiro é igual, mas com esses investimentos que estão ocorrendo estão trazendo o futebol feminino à tona novamente”, ao falar sobre a realidade da modalidade no Brasil.

Os avanços, ainda tímidos, vistos no cenário nacional são um reflexo do que é incentivado na formação acadêmica dos alunos do curso de Educação Física, como destacou Stefany Kathleen, aluna do 6° período, ao citar as experiências proporcionadas pela competição e a oportunidade de atuar como técnica do time de vôlei masculino de sua atlética. 

“Para nós do curso de Educação Física o torneio reflete como um meio de aprendizado, tanto para organização quanto para visar nosso futuro fora daqui e, com a oportunidade de atuar enquanto técnica, é algo que agrega muito no currículo”, afirmou a aluna que almeja ser treinadora de vôlei no futuro.

O professor Silvio Vilela, coordenador do InterFOA e do curso de Educação Física, refletiu sobre como o esporte supera o cultural e estende-se para um fator biológico, somando qualidade de vida e uma melhora na saúde física e mental dos praticantes:

“A gente vê o esporte como uma força muito grande de união, de socialização e também voltado para saúde. Sabemos que a tecnologia veio muito forte em 2022, na época da pandemia, e levou muitas pessoas ao sedentarismo, onde hoje vivemos uma pandemia de sedentarismo” e acrescentou: “A gente precisa resgatar essa questão do esporte, que já foi mais forte — e que precisa voltar a ser — para combater essa pandemia junto da depressão e ansiedade”.

Ele também comentou como o InterFOA se torna um ponto de encontro dos cursos:

“Esse encontro é o que nos transforma em universidade, reunindo e criando ponte entre os cursos de medicina, nutrição, odontologia, educação física e entre outros. Estou ouvindo o barulho e a coisa está diferente. Era tudo o que a gente queria”, disse entusiasmado,  o Prof. Dr. Silvio Henrique Vilela, sobre a animação dos participantes no ginásio durante a abertura das competições de vôlei.

Por Thales Oliveira (Jornalismo, 5º período) e Stephanie Lira (Jornalismo, 3º período) sob supervisão.

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