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Aluno da Engenharia Elétrica ganha bolsa da Faperj

Projeto do UniFOA foi aprovado no último edital - 26/07/2018


O aluno do terceiro período do curso de Engenharia Elétrica do UniFOA, Tarcísio Silva Cunha, acaba de receber uma bolsa de estudos da Faperj – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro.
O projeto de pesquisa tecnológica que foi agraciado é da disciplina de Mecânica, do professor Emanuel Santos Junior, e aborda o tema “Propriedades mecânicas e resistência à corrosão de recobrimentos de DLC - Diamond-like carbon - para aplicações biomédicas”. O resultado foi publicado no edital da Faperj do dia 21/06/2018. O Projeto do UniFOA foi aprovado no último edital. O início dos estudos deve ocorrer ainda em agosto.
Durante um ano, o aluno que foi escolhido pelo professor por causa de suas notas e desempenho, terá estímulo e apoio para elaborar, aprimorar e executar a pesquisa apresentada. O professor destacou a importância da bolsa, falou do trabalho e explicou como foi a escolha do aluno.
- Trabalho com revestimentos ou recobrimentos para aplicação tecnológica. O trabalho do Tarcísio está voltado para a área biomédica. O que nós vamos fazer é pegar um substrato, uma liga de titânio, recobrir e revestir esse material que é utilizado em implantes biomédicos. Iremos trabalhar com próteses ortopédicas articuladas. A ideia é reduzir o desgaste dessas próteses. A Faperj exige que o aluno tenha um coeficiente mínimo de 7. O Tarcísio tinha todos esses requisitos, por isso eu o escolhi. Um trabalho desses é de suma importância para sua vida acadêmica como um todo – explicou Emanuel.
O aluno Tarcísio disse que a matemática foi um diferencial e falou sobre a importância dessa escolha.
- É uma oportunidade única. Irei adquirir um conhecimento incrível, que no futuro vai abrir portas na área de mestrado, de pesquisa acadêmica, que eu particularmente acho muito legal. É uma área muito difícil, ainda mais para mim que sou muito jovem (19 anos). Um diferencial que vejo por ter sido escolhido, é por eu ter uma certa facilidade com matemática. Isso acabou me ajudando a obter notas boas. Essa área de corrosão é uma área muito complexa, uma área que eu nunca tinha visto e por isso vou ter que me dedicar muito. No projeto, vamos ter desafios, mas vejo que estando preparado, irei superá-los ressaltou Tarcísio.
Ainda segundo o professor, o desenvolvimento do projeto proporcionará uma contribuição técnico-científica ao país na área de recobrimentos protetores de carbono amorfo hidrogenados, que são empregados em diversos campos da indústria.
- Uma vez que apresentem um desejável desempenho de resistência à corrosão e propriedades mecânicas adequadas, os resultados do projeto também poderão contribuir à área industrial dedicada ao desenvolvimento tecnológico e manufatura de dispositivos biomédicos.
Além disso, o projeto favorece à formação e aperfeiçoamento de pessoal especializado, bem como a difusão do conhecimento (participação em congressos e elaboração de artigo científico) – finalizou Emanuel.