Os alunos do 2º período do curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) tiveram a oportunidade de participar de um júri simulado, uma atividade que proporcionou uma experiência prática enriquecedora e envolvente. A atividade, que faz parte do currículo acadêmico, teve como principal objetivo preparar os futuros advogados para os desafios do mundo jurídico, permitindo que vivenciassem a dinâmica de um tribunal de forma realista. Sob a orientação da professora Maria Amélia, os estudantes assumiram papéis de promotores, advogados de defesa, juízes e jurados. 

O cenário do júri simulado foi baseado em um casos vinculados a Lei Maria da Pena e à segurança pública, desafiando os alunos a analisar evidências, interrogar testemunhas e apresentar argumentos convincentes para o júri. Tanto a acusação quanto a defesa trabalharam intensamente para construir seus casos, demonstrando habilidades de argumentação, pensamento crítico e raciocínio jurídico. 

A professora Maria Amália, responsável pela atividade, destacou a importância da experiência para o desenvolvimento dos alunos. "O júri simulado propiciou a prática da oratória, que é um dos objetivos da disciplina de Retórica e Argumentação Jurídica. Além disso, possibilitou o uso da argumentação jurídica em casos específicos, como os vinculados à Lei Maria da Penha e à segurança pública. As habilidades da arte de falar bem foram trabalhadas com muito empenho, proporcionando aos alunos uma verdadeira ambientação jurídica." 

Para muitos estudantes, a atividade foi uma experiência transformadora, como comentou Márcio Vinícius Coelho, aluno do 2º período: "O júri simulado é uma das melhores oportunidades de aplicar a teoria que aprendemos em sala de aula na prática. Poder defender um cliente em um ambiente interativo, junto aos colegas, nos dá uma noção clara de como será nossa atuação profissional após formados." 

Márcio também destacou as lições aprendidas durante o exercício: "A principal lição que tirei foi a importância da consistência. Manter uma defesa sólida ao longo de todo o júri, sem abrir brechas para que a outra parte tire proveito, é um dos maiores desafios, mas também uma das lições mais valiosas." 

O júri simulado não só capacita os alunos para a prática jurídica, mas também contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais como trabalho em equipe, comunicação eficaz e a resolução de problemas complexos. Essas competências são fundamentais para o sucesso na carreira jurídica e em muitas outras áreas profissionais. 

O evento foi considerado um sucesso, reforçando a relevância de atividades práticas no processo de formação dos estudantes de Direito. O UniFOA segue comprometido em oferecer uma educação de excelência, preparando seus alunos para se tornarem profissionais éticos, competentes e preparados para os desafios do mercado. 

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O curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou mais uma edição do Simpósio de Pesquisa em Direito, que este ano chega a sua 9ª edição. Com o tema central voltado para o "Direito Eleitoral", o evento proporcionou um espaço para discussões, apresentação de trabalhos e trocas de conhecimento que impactam diretamente a sociedade e o mercado de trabalho. 

O professor Pablo, organizador do simpósio, destacou a importância de eventos como esse para a formação acadêmica dos estudantes. "Em primeiro lugar, acho que é fundamental a troca de conhecimento e informação, não só entre os alunos do curso de Direito, mas também entre os estudantes de outras instituições. É um momento especial em que professores, alunos e pesquisadores podem compartilhar e comunicar os resultados de suas pesquisas, tornando público o conhecimento que estão adquirindo em sala de aula. Isso faz parte da integração do ensino à pesquisa e à extensão universitária," comentou o professor. 

Essa interação acadêmica não apenas enriquece o aprendizado dos estudantes, mas também proporciona uma preparação prática essencial para quando ingressarem no mercado de trabalho. "Eventos como este proporcionam aos estudantes a experiência necessária para fazer apresentações e defender seus estudos, o que agrega valor ao currículo Lattes deles. Isso pode ser um diferencial importante em concursos públicos ou para ingressar em programas de mestrado e outras pós-graduações," ressaltou o professor Pablo. 

O coordenador do curso de Direito, Alan Pançardes, enfatizou a relevância do Simpósio de Pesquisa na formação dos futuros profissionais. "Estamos na nona edição do evento, que é extremamente importante para trabalhar as inovações jurídicas dentro do curso de Direito. Embora o curso seja focado em aspectos práticos e no estudo da legislação, também é fundamental o aprofundamento dos temas jurídicos para contribuir com a evolução da sociedade. São nesses eventos que discutimos inovações, necessidades sociais e propomos novos artigos e livros sobre temas inovadores," explicou Alan. 

A programação do evento incluiu, na parte da noite, uma palestra sobre "Direito Eleitoral", que abordou temas críticos no contexto de um ano eleitoral. O professor Alan comentou a importância desse tema: "Esse tema de hoje à noite, voltado para a jurispolitização e a democracia, é fundamental, especialmente em um ano de eleição municipal. Trazer os aspectos do Direito Eleitoral e discutir a democracia neste momento decisivo é essencial para a formação de nossos estudantes. Isso faz a diferença e reforça a excelência do nosso curso na região." 

A palestra foi ministrada pelo Dr. Ary Jorge Nogueira, Analista Judiciário e especialista em Direito Eleitoral, que apresentou a temática "Jurispolitização da Competição Eleitoral: O Uso Político das Ações Eleitorais". Segundo ele, "A iniciativa da palestra é muito importante porque permite aos alunos ter contato com pesquisas recentemente realizadas na Universidade de São Paulo (USP) sobre o uso político das ações judiciais pelos candidatos. Em anos de eleição, os temas eleitorais ganham destaque, e há um vasto campo de trabalho para os operadores do direito nessa área." 

Dr. Ary Jorge também destacou o papel do Brasil como referência mundial na condução de eleições e a demanda crescente de instituições internacionais por entender mais sobre a experiência brasileira. "Os futuros profissionais do direito podem explorar um grande campo na área do direito eleitoral e político, seja na academia, seja trabalhando diretamente na assessoria de candidatos ou até mesmo como servidores da Justiça Eleitoral," acrescentou. 

Na noite de ontem (15), o auditório William Monachesi do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) foi palco de uma importante palestra sobre Segurança Pública. O evento contou com a presença ilustre do deputado federal General Pazuello e do Dr. Luís Cláudio Costa, Membro do Grupo de Estudos em Segurança Pública – GESP/RJ que trouxeram reflexões profundas sobre o tema, com foco na realidade brasileira e nas perspectivas futuras. 

O presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, abriu o evento destacando a relevância do tema e o impacto que a presença de figuras como General Pazuello e Dr. Luís Cláudio Costa tem na formação dos estudantes. "Ficamos felizes por termos conseguido trazer essas duas personalidades para falar sobre segurança e cidadania, temas que são essenciais para a vida e a proteção de todos. O impacto desse tipo de evento é enorme, pois provoca novas ideias e formas de enxergar a segurança, não apenas como algo individual, mas como uma responsabilidade coletiva", explicou. 

A reitora do UniFOA, Ivanete Oliveira, também enfatizou a importância do debate sobre Segurança Pública para o país. "Hoje, nosso convidado, o deputado federal General Pazuello, nos faz refletir sobre as direções que nossa nação está tomando frente a essa questão crucial. É um momento para pensarmos onde estamos e o que precisamos fazer para que o Brasil se consolide cada vez mais como um Estado Democrático de Direito", afirmou. 

Durante sua palestra, o Dr. Luís Cláudio Costa destacou a relação intrínseca entre Segurança Pública e a sobrevivência da sociedade como um todo, incluindo seus aspectos econômicos e financeiros. Ele ressaltou a importância de debates como este para a formação de ideias que podem influenciar futuros projetos de lei. "É fundamental discutir esses pontos, especialmente as inovações que o General Pazuello está propondo na legislação penal. Estamos aqui para trocar ideias e contribuir para a construção de uma sociedade mais segura", disse. 

O deputado federal General Pazuello expressou sua honra em participar do evento e falou sobre a importância de discutir a Segurança Pública neste momento histórico. "Entre 2020 e 2030, o tema central será a Segurança Pública. Discutir melhorias no Código Penal, na Lei de Execução Penal (LEP), é essencial para a formação dos estudantes de Direito. Estamos aqui para trazer conhecimento, mas também para ouvir. A troca de saberes é fundamental para termos uma segurança cada vez melhor", destacou. 

Ele também abordou o tripé que, segundo ele, sustenta a Segurança Pública: ações policiais adequadas, leis ajustadas à realidade e um sistema prisional correto e organizado. "Claro que há muitos outros fatores que influenciam a segurança, como a educação e a cultura, mas o centro do debate está no policiamento, nas leis e no sistema prisional", concluiu. 

Alan Pançardes, coordenador do curso de Direito do UniFOA, reforçou a importância do estudo da Segurança Pública tanto na teoria quanto na prática. "Este é um tema que nunca sai de moda, especialmente em nosso estado. Receber autoridades que têm propriedade para falar sobre o assunto é fundamental para nossos alunos, pois permite que eles entendam como o Direito Penal e o Direito Processual Penal são aplicados na prática e como isso pode ser efetivo para a sociedade", afirmou. 

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No último dia 7, a Lei Maria da Penha, um marco na luta contra a violência doméstica contra a mulher no Brasil, completou 18 anos. Reconhecida mundialmente como uma das legislações mais avançadas pela ONU, a lei tem desempenhado um papel crucial na proteção das mulheres contra a violência familiar e doméstica. 

Apesar dos avanços significativos, ainda há desafios a serem superados. Ciente disso, o curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) promoveu uma aula magna no auditório William Monachesi, destinada a refletir sobre esses desafios e a necessidade contínua de fortalecer a segurança e os direitos das mulheres em todo o país. 

Para o coordenador do curso de Direito, Alan Pançardes, o papel dos advogados é essencial na aplicação eficaz da lei. "A Lei Maria da Penha evoluiu consideravelmente ao longo do tempo. Sem ela, muitas mulheres estariam vulneráveis a agressões. O advogado desempenha um papel vital nesse processo, pois sem o seu acompanhamento e apoio, a Justiça não alcança sua plenitude. Por isso, é fundamental trazer esse debate para dentro do curso", destacou Alan.

A professora e delegada Ericka Batitucci, contextualizou para os presentes sobre a lei, seu surgimento, o objetivo da lei e os tipos de violência.

Outro tema abordado durante a aula magna foi o monitoramento eletrônico das vítimas de violência doméstica, um aprimoramento importante da Lei Maria da Penha, implementado em 2021. Everton Costa, egresso do curso, compartilhou sua experiência prática com essa tecnologia. "O monitoramento eletrônico é uma medida eficaz, apesar de ter sido regulamentado tardiamente. Ele tem funcionado bem e tem evitado complicações graves, com 100% de eficácia nos acionamentos realizados em 2023", relatou Everton. 

O monitoramento eletrônico inclui um "botão de pânico", que alerta a equipe de monitoramento 24 horas por dia caso o agressor se aproxime da vítima. Além disso, a tornozeleira eletrônica usada pelo agressor permite rastrear sua localização, possibilitando a intervenção rápida das autoridades. 

Everton, que agora retorna ao UniFOA como palestrante, expressou sua gratidão à instituição. "Sempre tive grande apreço pelo UniFOA. É gratificante, como ex-aluno, estar aqui hoje falando para meus colegas. Ver alguém que até ano passado estava sentado na plateia e agora está no palco é um incentivo para os estudantes, mostrando que eles também podem alcançar este lugar no futuro", afirmou. 

Como policial penal e advogado, Everton ressaltou a importância de eventos como esse para aumentar a visibilidade da profissão. "A sociedade pouco conhece sobre o trabalho dos policiais penais. Hoje foi uma oportunidade de mostrar um pouco mais sobre essa profissão que muitas vezes permanece no anonimato", concluiu. 

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A área jurídica é ampla, com diversos ramos para os agentes do Direito atuarem, seja nas várias possibilidades de cargos públicos ou nos escritórios de advocacia. O curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) amplia o conhecimento dos estudantes através de visitas técnicas anuais a unidades prisionais, necessárias para mostrar o funcionamento do sistema prisional e integrando a teoria à prática.

A última visita técnica foi realizada à Casa de Custódia e à Cadeia Pública Franz de Castro, de Volta Redonda, nos dias 11 e 12, com a participação de 50 alunos dos 6º e 7º períodos do Direito, acompanhados pelo professor Hindenburg Brasil e recepcionados pelo diretor das unidades, Vanderson Clavelario Nunes.

Para o coordenador do curso de Direito, professor Alan Pançardes, a visita técnica é muito importante para o aluno observar a rotina do preso; saber como é o acesso dos advogados às cadeias; conhecer os direitos dos presos, além do funcionamento de uma unidade prisional, como o que pode ser feito e o que é proibido, regras de acesso, vestimentas, direitos dos advogados, entre outros.

“É extremamente importante para a prática do aluno ter essa vivência. O evento foi um sucesso, pois tivemos 50 estudantes nesta atividade, acompanhados pelo diretor da unidade e pelo professor Hindenburg, que é juiz de Direito e juiz das varas criminais. Eles percorreram todas as áreas da unidade prisional, se inteiraram do funcionamento, deixando os alunos bem impressionados com a forma real de aprendizado”, disse.

De acordo com o professor Hindenburg, a ação faz parte da disciplina de Processo Penal e complementa o aprendizado teórico. Os discentes passaram por todos os espaços da Cadeia Pública, como a área reservada para as atividades dos advogados, que são exercidas com total segurança em local próprio composto por quatro cabines de atendimento com separação, onde a comunicação se faz mediante o uso de interfones.

“O diretor da unidade prisional fez uma visita guiada e compartilhou com os alunos os seus 27 anos de experiência profissional, superando as expectativas de todos e detalhando todas as rotinas do local e, por questões de segurança o contato com os internos foi visual. Estou muito gratificado com a empolgação dos alunos”, frisou.

Na opinião do diretor Vanderson, do ponto vista acadêmico, ter contato real como o sistema prisional é ter a ideia de como é complexo custodiar pessoas.

“Procuramos expor como o trabalho é hermético, principalmente no equilíbrio entre a disciplina e o respeito à pessoa reclusa. Trata-se de um ambiente onde normas de segurança devem ser sempre respeitadas, pois lidamos com a vida das pessoas, sejam presos, servidores ou visitantes”, explicou.

 

O impacto dos alunos após a visita técnica à Cadeia Pública

Os maiores interessados e os mais empolgados pela visita técnica com certeza foram os alunos do curso de Direito do UniFOA, que não pouparam elogios à iniciativa e foram categóricos ao afirmar que, das aulas práticas, essa foi a que mais impressionou, pois é uma realidade que poucos têm alcance e serve também para a conscientização da necessidade de um tratamento mais humanizado aos detentos.

De acordo com Wesley César da Silva, que cursa o 6º período, a visita técnica foi primordial para se ter uma visão real e direta sobre o funcionamento do sistema prisional, além de obter um entendimento mais profundo do conjunto de Justiça e da sociedade, formando profissionais mais éticos, técnicos e com uma visão social para proferir qualquer decisão na vida do preso.

“Como futuros operantes do Direito, seja advogado, promotor, juiz e defensor, temos que ter um olhar humanitário para os apenados e entender a realidade carcerária com experiências educativas que promovam a empatia, sendo necessárias para quebrar preconceitos e discriminações que se vivencia na sociedade. Achei fundamental quando foi nos mostrado uma sala de aula, no qual demonstra que o Estado tenta cumprir seu papel com a ressocialização do preso, pois sabemos que a prisão não tem como objetivo somente punir, mas também possui finalidade pedagógica, e muitos que estão detidos são pessoas hipossuficientes e que não tiveram oportunidades”, analisou.

Com entusiasmo, ele continua, afirmando que os alunos “aprenderam muito com essa visita, absorvendo conhecimentos técnicos como o processo penal que estudamos na teoria; de que maneira é aplicado na prática, e como vamos atuar no poder Judiciário, com responsabilidade e visão social, pois o presidiário não perde a qualidade de ser humano”, salientou.

Já na opinião de Alice Gomes, que também está no 6º período do curso de Direito, a atividade foi uma aplicação de técnicas pedagógicas eficientes para desenvolver a aprendizagem, uma vez que permitiu a visualização da prática da advocacia criminal naquele ambiente.

“Esse tipo de mecanismo de ensino é de suma importância para ilustrar a teoria e implica na absorção do conteúdo teórico na prática. A estrutura da Cadeia Pública se mostrou adequada às legislações vigentes, incluindo a infraestrutura para atendimento do advogado e cliente. A atividade que nos foi oferecida desempenhou brilhantemente a aplicação da teoria à prática, proporcionou experiência e vivência, bem como subsídios fundamentais para a formação de advogados”, finalizou.

A área jurídica é ampla, com diversos ramos para os agentes do Direito atuarem, seja nas várias possibilidades de cargos públicos ou nos escritórios de advocacia. O curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) amplia o conhecimento dos estudantes através de visitas técnicas anuais a unidades prisionais, necessárias para mostrar o funcionamento do sistema prisional e integrando a teoria à prática.

A última visita técnica foi realizada à Casa de Custódia e à Cadeia Pública Franz de Castro, de Volta Redonda, nos dias 11 e 12, com a participação de 50 alunos dos 6º e 7º períodos do Direito, acompanhados pelo professor Hindenburg Brasil e recepcionados pelo diretor das unidades, Vanderson Clavelario Nunes.

Para o coordenador do curso de Direito, professor Alan Pançardes, a visita técnica é muito importante para o aluno observar a rotina do preso; saber como é o acesso dos advogados às cadeias; conhecer os direitos dos presos, além do funcionamento de uma unidade prisional, como o que pode ser feito e o que é proibido, regras de acesso, vestimentas, direitos dos advogados, entre outros.

“É extremamente importante para a prática do aluno ter essa vivência. O evento foi um sucesso, pois tivemos 50 estudantes nesta atividade, acompanhados pelo diretor da unidade e pelo professor Hindenburg, que é juiz de Direito e juiz das varas criminais. Eles percorreram todas as áreas da unidade prisional, se inteiraram do funcionamento, deixando os alunos bem impressionados com a forma real de aprendizado”, disse.

De acordo com o professor Hindenburg, a ação faz parte da disciplina de Processo Penal e complementa o aprendizado teórico. Os discentes passaram por todos os espaços da Cadeia Pública, como a área reservada para as atividades dos advogados, que são exercidas com total segurança em local próprio composto por quatro cabines de atendimento com separação, onde a comunicação se faz mediante o uso de interfones.

“O diretor da unidade prisional fez uma visita guiada e compartilhou com os alunos os seus 27 anos de experiência profissional, superando as expectativas de todos e detalhando todas as rotinas do local e, por questões de segurança o contato com os internos foi visual. Estou muito gratificado com a empolgação dos alunos”, frisou.

Na opinião do diretor Vanderson, do ponto vista acadêmico, ter contato real como o sistema prisional é ter a ideia de como é complexo custodiar pessoas.

“Procuramos expor como o trabalho é hermético, principalmente no equilíbrio entre a disciplina e o respeito à pessoa reclusa. Trata-se de um ambiente onde normas de segurança devem ser sempre respeitadas, pois lidamos com a vida das pessoas, sejam presos, servidores ou visitantes”, explicou.

 

O impacto dos alunos após a visita técnica à Cadeia Pública

Os maiores interessados e os mais empolgados pela visita técnica com certeza foram os alunos do curso de Direito do UniFOA, que não pouparam elogios à iniciativa e foram categóricos ao afirmar que, das aulas práticas, essa foi a que mais impressionou, pois é uma realidade que poucos têm alcance e serve também para a conscientização da necessidade de um tratamento mais humanizado aos detentos.

De acordo com Wesley César da Silva, que cursa o 6º período, a visita técnica foi primordial para se ter uma visão real e direta sobre o funcionamento do sistema prisional, além de obter um entendimento mais profundo do conjunto de Justiça e da sociedade, formando profissionais mais éticos, técnicos e com uma visão social para proferir qualquer decisão na vida do preso.

“Como futuros operantes do Direito, seja advogado, promotor, juiz e defensor, temos que ter um olhar humanitário para os apenados e entender a realidade carcerária com experiências educativas que promovam a empatia, sendo necessárias para quebrar preconceitos e discriminações que se vivencia na sociedade. Achei fundamental quando foi nos mostrado uma sala de aula, no qual demonstra que o Estado tenta cumprir seu papel com a ressocialização do preso, pois sabemos que a prisão não tem como objetivo somente punir, mas também possui finalidade pedagógica, e muitos que estão detidos são pessoas hipossuficientes e que não tiveram oportunidades”, analisou.

Com entusiasmo, ele continua, afirmando que os alunos “aprenderam muito com essa visita, absorvendo conhecimentos técnicos como o processo penal que estudamos na teoria; de que maneira é aplicado na prática, e como vamos atuar no poder Judiciário, com responsabilidade e visão social, pois o presidiário não perde a qualidade de ser humano”, salientou.

Já na opinião de Alice Gomes, que também está no 6º período do curso de Direito, a atividade foi uma aplicação de técnicas pedagógicas eficientes para desenvolver a aprendizagem, uma vez que permitiu a visualização da prática da advocacia criminal naquele ambiente.

“Esse tipo de mecanismo de ensino é de suma importância para ilustrar a teoria e implica na absorção do conteúdo teórico na prática. A estrutura da Cadeia Pública se mostrou adequada às legislações vigentes, incluindo a infraestrutura para atendimento do advogado e cliente. A atividade que nos foi oferecida desempenhou brilhantemente a aplicação da teoria à prática, proporcionou experiência e vivência, bem como subsídios fundamentais para a formação de advogados”, finalizou.

Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.  

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.    

Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:  

“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”. 

  

A mudança do olhar para a sigla LGBTQIAPN+  

Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.  

“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”. 

Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários. 

O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.   

“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”. 

O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.  

“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.   

Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.  

Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.

 

Um pouco da história da luta LGBTQIAPN+ no Brasil

A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.  

Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.  

Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.  

Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.   

Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.  

Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.   

Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.  

Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).

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Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.  

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.    

Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:  

“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”. 

  

A mudança do olhar para a sigla LGBTQIAPN+  

Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.  

“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”. 

Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários. 

O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.   

“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”. 

O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.  

“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.   

Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.  

Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.

 

Um pouco da história da luta LGBTQIAPN+ no Brasil

A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.  

Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.  

Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.  

Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.   

Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.  

Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.   

Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.  

Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) agraciou o curso de Direito, do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) com o Selo de Qualidade OAB Recomendada, que em sua 8ª edição enalteceu ‘O Fortalecimento da Advocacia Brasileira a Partir do Ensino Jurídico de Excelência’, em cerimônia realizada no Clube de Engenharia, em Brasília, nessa quarta-feira, dia 19. O evento contou com as presenças da Reitora Ivanete Oliveira; do Pró-reitor Acadêmico, Bruno Gambarato e do Coordenador do curso, Alan Pançardes.  

O UniFOA é a única instituição particular a receber o Selo de Qualidade OAB em toda a região Sul Fluminense.  

O Selo é uma distinção de grande importância para as instituições de ensino superior no país e um reconhecimento merecido que valida a excelência dos cursos de Direito. Ele é concedido pela principal entidade de representação jurídica do país após uma avaliação rigorosa, considerando aspectos como o desempenho dos estudantes no Exame de Ordem e os índices do Ministério da Educação (Enade). 

O curso de Direito do UniFOA se destaca entre os melhores do país. Para se ter uma ideia, dos 1.258 cursos de Direito oferecidos por instituições públicas e privadas no Brasil, o UniFOA está entre os 15% que receberam o prestigioso Selo de Qualidade da OAB. No estado do Rio de Janeiro, dos 94 cursos de Direito, apenas 19 foram agraciados com este selo, sendo 10 de instituições privadas e 9 de instituições públicas.  

“Para nós do UniFOA, o Selo OAB é um reconhecimento da qualidade do curso de Direito oferecido, garantindo credibilidade e competitividade no mercado educacional e alta empregabilidade para nossos graduados”, comemorou a reitora Ivanete.  

Ainda de acordo com ela, “o objetivo do Selo OAB é parabenizar os cursos de Direito com altos índices de qualidade. Ele é atribuído às instituições que investem na melhoria de seus Projetos Pedagógicos, incluindo o aperfeiçoamento da matriz curricular, capacitação docente, estímulo à pesquisa, atividades de extensão e infraestrutura acadêmica”, complementou.  

O coordenador Alan Pançardes falou entusiasmado sobre mais essa conquista, que mostra que o UniFOA está no caminho certo, comprometido com os alunos e capacitando todos para o exercício profissional, para a OAB, possibilitando a atuação no mundo jurídico como advogados e, também, para a realização de concursos, formando um aluno completo e habilitado.  

O Selo de Qualidade da OAB é de extrema importância para a nossa instituição porque não é uma atitude política. A OAB analisa o índice de aprovação na OAB, o resultado do Enade, a satisfação dos estudantes, a estrutura da instituição, a regulamentação da instituição junto ao MEC. Esse selo foi concedido a cerca de 15% de todas as instituições do Brasil, o que coloca o UniFOA num nível restrito que a OAB recomenda para os cursos de Direito”, celebrou. 

Motivo de orgulho para a nossa região Sul Fluminense, essa conquista mostra o compromisso da instituição em promover a excelência acadêmica e a qualidade do ensino jurídico oferecido aos seus alunos. O selo simboliza a certificação de trabalho árduo desenvolvido pelo UniFOA na capacitação de profissionais éticos e preparados para atuarem e contribuírem para um mundo mais justo. 

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Vinte alunos de três universidades da região Sul Fluminense, sendo 13 do curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), tomaram posse na Subcomissão de Defesa dos Direitos Acadêmicos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Barra Mansa/RJ. O objetivo é integrar o estudante à entidade de classe e iniciar a prática para o seu futuro profissional. A comissão aproxima os estudantes da entidade, através do acompanhamento de trabalhos dos advogados, além de cursos e palestras ministrados por profissionais capacitados.

Para o professor e coordenador do curso de Direto, Alan Pançardes, “o estreitamento da instituição com a OAB do Rio de Janeiro, de Volta Redonda e de Barra Mansa é muito importante para o nosso curso e para os alunos. Vivenciar os nossos alunos tomando posse em uma subcomissão da OAB é gratificante, pois estando junto com a advocacia é essencial, uma vez que terão orientações da prática; vão poder acompanhar projetos; mostrar a força do estudante para a OAB, além de levar o nome da nossa instituição”, disse.

Para compor a presidência da Subcomissão, o estudante Wesley César da Silva, que cursa o 6º período de Direito no UniFOA foi escolhido para a função.

“Nós sabe que as paredes acadêmicas nos ensinam a teoria, mas OAB está disposta a passar a prática aos alunos; a aprofundar mais na área que quer seguir, com cursos e palestras, sempre capacitando e aprimorando no dia a dia para o seu futuro profissional. Os alunos da comissão acompanham o trabalho do advogado, tirando-os da zona de conforto. Aqui é para o estudante decidir o que pretende seguir, em área mais específica e o mantendo-o atualizado no mundo jurídico”, resumiu.

Os alunos escolhidos para a comissão são aqueles que se destacam no meio acadêmico, com as notas e participação: “o presidente da OAB escolhe, mas com certeza contamos com a ajuda do UniFOA, através de apoio incondicional. Entramos na Comissão da OAB por mérito de estudo. A permanência vai depender da nova eleição da entidade, mas é certeza que ficaremos até dezembro. Caso o presidente seja reeleito ou um novo dê continuidade aos projetos, vamos permanecer por três anos”, completou Wesley.

O advogado e presidente da OAB-Barra Mansa, Aloizio Perez, que está à frente da entidade há dois mandatos consecutivos, é o responsável pela criação da Subcomissão de Defesa dos Direitos Acadêmicos na entidade, realizada na sua gestão anterior.

“A Subcomissão de Defesa dos Direitos Acadêmicos foi criada com o objetivo de aproximar os estudantes da OAB, porque quando ele termina o curso é bacharel em Direito e não advogado. A prova da Ordem é conhecida como sendo muito difícil e, para facilitar a vida dos alunos, abrimos a portas para os acadêmicos se especializarem, através do conhecimento”, explicou.

Para Aloizio Peres, um dos papéis da entidade de classe é “trazer o conhecimento, abrir as portas para o ensino. O aprendizado não acaba nunca, se eterniza no profissional e, além disso, o Direito é muito dinâmico. Por exemplo, serão ministrados cursos como o Direito Previdenciário, Blindagem de Patrimônio, Processo Penal e Direito Penal, todos com 10 aulas, sempre priorizando temas atuais e que passam por mudanças na legislação. Os estagiários estão com as portas abertas para fazerem parte desses eventos e se profissionalizarem e saírem profissionais melhores ainda”, finalizou.

 

Conheça os alunos do UniFOA que foram selecionados para atuar na Subcomissão de Defesa dos Direitos Acadêmicos da OAB-BM:

Cursando o 6º período:

Wesley César da Silva

Alice Vieira

Patrícia Almeida

Alice Gomes

Gabriela Nostório

Luiza Salves

Giovanna Nascimento

Bernardo Frydman

 

Cursando o 5º período:

Camila Ribeiro

Giovanna Perez

Micael Rodovalho

Ester Martins

Vitória Maria de Souza

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