A aprovação em uma residência multiprofissional exige mais do que domínio teórico. Em provas cada vez mais voltadas à análise de casos clínicos, o candidato precisa interpretar contextos, tomar decisões e demonstrar capacidade de atuação diante de situações reais. Foi nesse cenário que Sarah Emanuelle Almeida, egressa do curso de Nutrição do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), conquistou o 1º lugar no programa de Residência Multiprofissional Integrada em Atenção Hospitalar da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na área de Nutrição.
Formada em 2023, Sarah prestou o Exame Nacional de Residências em 2023, mas não obteve aprovação naquele primeiro momento. Em 2025, voltou a fazer a prova e conquistou uma das duas vagas ofertadas para Nutrição no programa de Atenção Hospitalar da UFJF, ocupando a vaga de ampla concorrência.
A conquista ganha ainda mais peso pela concorrência do processo seletivo e pela exigência da prova. Para Sarah, o resultado foi construído por um conjunto de fatores que envolveu graduação, preparação, experiência profissional e amadurecimento ao longo da trajetória.
“O que fez muita diferença, além dos cursos e do preparatório, foi a minha experiência atuando como nutricionista. A graduação nos ajuda muito, principalmente na parte teórica, mas hoje a prova exige que você enxergue o paciente como um todo, analise bem os casos clínicos, saiba tomar decisões e seja resolutivo como nutricionista”, contou.
Depois de concluir a graduação, Sarah acumulou experiências em diferentes frentes da Nutrição. Atuou como nutricionista clínica em consultórios, com atendimentos em três cidades, passou pela área de alimentação coletiva e também trabalhou como nutricionista escolar. Além disso, cursou a pós-graduação em Terapia Nutricional do Adulto (CeTNuT), formação que ampliou sua preparação para atuar tanto em contextos clínicos quanto hospitalares.
“Foi um conjunto de coisas. O conhecimento da graduação, os preparatórios, a experiência de trabalho e a pós-graduação ajudaram muito. No último exame, a prova veio com muita aplicação de casos clínicos. Era preciso saber qual a melhor conduta para aquele paciente e como conduzir cada situação”, explicou.
Durante a graduação no UniFOA, algumas vivências foram importantes para aproximar a estudante da prática profissional e da produção científica. Entre elas, Sarah destaca o estágio em Nutrição Clínica na área hospitalar, realizado no Hospital Municipal Dr. Munir Rafful, onde teve contato com a rotina do atendimento nutricional em ambiente hospitalar.
Ao recordar esse período, ela associa a experiência prática ao suporte recebido durante a formação.
“O estágio voltado para a Nutrição Clínica na parte hospitalar foi muito bom. Tive uma excelente preceptora, a Letícia Carelli, que sempre deu muita base teórica e prática para a gente. Foi realmente uma experiência maravilhosa”, afirmou.
A trajetória acadêmica também foi marcada pela participação em liga acadêmica, projetos de pesquisa, iniciação científica e apresentação de trabalhos. Sarah integrou a Liga Acadêmica de Educação Nutricional (LAEN) e desenvolveu pesquisas relacionadas à “Influência do Instagram entre mulheres no comportamento alimentar e insatisfação corporal” e “Risco de transtorno alimentar e preocupações com a imagem corporal em mulheres com deficiência visual”.
Ambos os projetos foram desenvolvidos com a professora Mariana Portugal e um deles foi apresentado no Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN) em 2022. Outro deu origem ao Trabalho de Conclusão de Curso, com coleta de dados na Escola Municipal Especializada Dr. Hilton Rocha em Volta Redonda e no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, o qual posterior a graduação foi transformado em artigo e publicado na Revista DEMETRA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
“Eu desenvolvi dois projetos de pesquisa. Um deles foi sobre a influência do Instagram no comportamento alimentar e insatisfação corporal entre mulheres, desenvolvido com a professora Mariana Portugal e com a posterior participação do professor Alden. Foi um projeto incrível de iniciação científica. Depois, no TCC, trabalhei com insatisfação corporal e risco de transtornos alimentares em mulheres com deficiência visual. Foi muito importante, porque a gente coloca em prática o conhecimento da Nutrição e vai agregando experiências”, relatou.
Nesse percurso, Sarah destaca o papel de professores que incentivaram sua aproximação com a pesquisa e com a continuidade da formação acadêmica. A professora Mariana Portugal foi uma das primeiras incentivadoras na iniciação científica. Já o professor Alden Neves acompanhou parte da trajetória, orientou o TCC após a saída de Mariana da instituição e estimulou a egressa a participar de congressos. Ambos foram grandes incentivadores para buscar a residência e mestrado.
“O Alden sempre foi um grande incentivador. O CONBRAN foi ideia dele. Sobre residência, ele sempre falava: ‘Sarah, faz residência, você vai gostar, você vai ser feliz, você tem todo o perfil’. Tudo que eu fazia na faculdade, mesmo quando era uma ideia pequenininha, ele já via aquela ideia gigante”, contou.
A parceria acadêmica entre Sarah, Mariana e Alden também resultou em um trabalho apresentado no UniFOA. Um dos projetos iniciados na iniciação científica foi posteriormente transformado em artigo e apresentado no Congresso Tudo é Ciência, da FOA. O professor Alden também participou da orientação do TCC, fortalecendo uma relação de troca e construção ao longo da formação.
Para estudantes que desejam conquistar uma vaga em programas de residência, Sarah resume a preparação em três pontos: dedicação, constância e paciência. Segundo ela, aproveitar bem a graduação, participar de atividades práticas, buscar cursos e se envolver em experiências acadêmicas torna o caminho mais leve e consistente.
“O principal conselho é dedicação. Estudar é essencial, porque são provas complexas, que exigem muitos conhecimentos aplicados na prática. Participar de atividades práticas dentro da faculdade e de atividades externas vai te dando uma bagagem e te preparando aos poucos. Quando você aproveita a graduação desde o início, esse processo se torna mais leve”, afirmou.
A aprovação em 1º lugar na residência marca uma nova etapa na trajetória da egressa e também evidencia a importância de uma formação que aproxima teoria, prática, pesquisa e incentivo docente. Mais do que o resultado de uma prova, a conquista mostra como experiências acumuladas ao longo da graduação podem seguir abrindo caminhos depois do diploma.
Para Sarah, a residência não representa apenas uma vaga conquistada. É a continuidade de uma trajetória construída entre sala de aula, estágio, pesquisa, trabalho e amadurecimento profissional. Uma caminhada que começou no UniFOA e agora avança para uma nova etapa na atenção hospitalar.
O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) está com inscrições abertas para a 1ª Mostra de Pesquisa e Extensão, evento que reunirá trabalhos desenvolvidos por estudantes da graduação e da Escola Técnica da Fundação Oswaldo Aranha (EtecFOA) nas áreas de pesquisa e extensão.
A iniciativa tem como objetivo incentivar a produção científica, promover a troca de conhecimentos e dar visibilidade aos projetos desenvolvidos pela comunidade acadêmica.
A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas até o dia 27 de outubro. A programação acontecerá on-line, com apresentação dos trabalhos nos formatos oral e e-pôster, e todos os participantes receberão certificado.
Nesta primeira edição, a Mostra será dedicada exclusivamente à apresentação dos trabalhos, sem a realização de palestras, proporcionando um espaço para que estudantes compartilhem os resultados de suas pesquisas e ações de extensão com a comunidade acadêmica.
As inscrições e o regulamento podem ser acessados pela página oficial do evento através do link: 1ª Mostra de Pesquisa e Extensão do UniFOA.
Estudantes que iniciaram a graduação em outra instituição e desejam continuar os estudos no UniFOA podem participar do processo de transferência externa com possibilidade de ingresso pelo Bolsa Social. A iniciativa oferece bolsas de estudo de 100% e 50%, conforme os critérios socioeconômicos previstos em edital, ampliando as oportunidades para quem busca dar continuidade à formação acadêmica com apoio financeiro.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 24 de agosto. Além das etapas relacionadas à transferência, o candidato interessado no Bolsa Social deverá passar pela análise socioeconômica, que considera a renda familiar per capita do núcleo familiar e a documentação exigida para comprovação das informações.
No caso da bolsa integral, o estudante contemplado poderá realizar a transferência para o UniFOA sem pagamento de mensalidade, conforme as regras do edital. Já os candidatos selecionados para a bolsa parcial terão desconto de 50% no valor da mensalidade do curso.
A possibilidade de transferência externa com Bolsa Social representa uma oportunidade para estudantes que já começaram uma graduação, mas desejam mudar de instituição e seguir sua trajetória no Centro Universitário de Volta Redonda. O processo permite que o candidato aproveite disciplinas já cursadas, conforme análise acadêmica, e continue sua formação em uma das principais instituições de ensino superior da região.
Além da transferência externa, o UniFOA conta com outras formas de ingresso, como portador de diploma, reingresso e análise curricular, de acordo com as modalidades previstas para cada processo.
Os cursos disponíveis para transferência externa devem ser consultados diretamente no edital. O documento também reúne informações sobre critérios de participação, documentação necessária, prazos, etapas do processo e orientações para matrícula.
Mais do que mudar de instituição, a transferência pode representar um novo começo para quem deseja seguir estudando com mais apoio, estrutura e proximidade com a realidade profissional. Com bolsas de até 100%, o UniFOA amplia caminhos para que mais estudantes possam dar continuidade à graduação e transformar esse percurso em uma oportunidade concreta de futuro.
Os interessados devem acessar os canais oficiais do UniFOA, consultar o edital completo e realizar a inscrição até 24 de agosto.
Entre a medicina e a música, o professor e médico Dr. Geraldo Cardoso encontrou um ponto de equilíbrio que o acompanha há décadas. Especialista em Clínica Médica, Geriatria e Gerontologia, egresso e professor do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), ele também é bandolinista do grupo Arte do Choro, que se apresenta no próximo domingo, 26, durante mais uma edição do Festival Vale do Café, no Casarão da Fazenda Três Poços.
O concerto "O Choro e Suas Histórias" será realizado às 11h, no Centro Histórico-Cultural, reunindo clássicos do repertório do choro brasileiro e curiosidades sobre compositores e obras que ajudaram a construir um dos gêneros mais tradicionais da música nacional.
Embora seja reconhecido pela atuação na medicina e pela contribuição à formação de gerações de profissionais de saúde, a música faz parte da história de Geraldo muito antes da carreira médica.
"Eu toco violão desde adolescente. Depois que entrei para o curso de Medicina, acabei me afastando um pouco da música. Alguns anos depois de formado, minha esposa me presenteou com um bandolim. Meu avô e meu tio tocavam o instrumento, então resolvi aprender. E quem toca bandolim acaba encontrando naturalmente o choro", conta.
O reencontro com a música também marcou o início de uma nova trajetória artística. Ao lado de amigos apaixonados pelo gênero, ajudou a fundar o grupo Arte do Choro, que mantém sua formação atual há cerca de 16 anos e hoje reúne sete músicos.
O nome do conjunto também carrega uma história. Segundo o professor, a homenagem surgiu a partir de um dos primeiros integrantes do grupo, o luthier Maurício Barros, responsável pela construção artesanal de instrumentos musicais.
"Resolvemos chamar o conjunto de Arte do Choro por causa dele. Maurício fabrica violões, cavaquinhos e bandolins, inclusive alguns dos instrumentos que utilizo foram feitos por ele."
Ao longo dos anos, o grupo participou de apresentações em diferentes cidades do estado, incluindo edições anteriores do próprio Festival Vale do Café e do tradicional Café, Cachaça e Choro, em Vassouras.
Mais do que executar um repertório, o objetivo sempre foi preservar e apresentar o choro às novas gerações.
"O que caracteriza nossas apresentações é justamente reviver o choro. Queremos fazer com que os mais jovens conheçam essa genuína música brasileira. Tocamos em vários lugares para que o choro continue vivo."
Foi esse compromisso com a valorização do gênero que motivou o convite para integrar novamente a programação do Festival Vale do Café. Durante o espetáculo, além das interpretações musicais, o público conhecerá histórias sobre a origem das composições, curiosidades sobre seus autores e o contexto em que nasceram algumas das obras mais importantes do repertório brasileiro.
Para Geraldo, a música nunca esteve distante da profissão que escolheu exercer. Pelo contrário, ambas compartilham características que considera fundamentais.
"Eu vejo a medicina como ciência e técnica, mas também como arte. Ela envolve sensibilidade e relação entre pessoas. A música desenvolve essa sensibilidade e me ajuda a relaxar, a ficar mais tranquilo. Isso facilita muito a minha vida como médico e também como professor."
A apresentação do Arte do Choro integra a programação oficial do Festival Vale do Café e convida o público a percorrer, por meio da música e das histórias, parte importante do patrimônio cultural brasileiro, tendo como cenário o histórico Casarão da Fazenda Três Poços.
Estudantes de Medicina de outras instituições que desejam continuar a formação no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) já podem se inscrever no Processo Seletivo de Transferência Externa para o curso de Graduação em Medicina. As vagas são destinadas ao ingresso no segundo semestre de 2026.
As inscrições estão abertas no Portal do Candidato e podem ser realizadas até as 14h do dia 5 de agosto de 2026.
A transferência externa é destinada a candidatos regularmente matriculados em cursos de Graduação em Medicina de Instituições de Ensino Superior nacionais, públicas ou privadas, autorizadas ou reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Também poderão participar candidatos com matrícula trancada em curso de Medicina, desde que apresentem a comprovação do trancamento na instituição de origem.
Para pleitear a vaga, o candidato deverá ter concluído o período ou módulo anterior ao de referência no curso de Medicina da instituição de origem. Também serão aceitas inscrições de candidatos que tenham ingressado no curso por processo seletivo ou por meio do Enem em instituições nacionais.
O edital prevê ainda que, caso seja classificado, o candidato deverá cursar o período ou módulo para o qual se inscreveu e que foi ofertado no processo seletivo. Não será permitido o aproveitamento de disciplinas para progressão de período ou módulo após a classificação.
No ato da inscrição, o candidato deverá encaminhar a documentação exigida e aguardar a conferência e validação por parte do UniFOA. Somente após essa etapa será possível realizar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 49, por Pix ou cartão de crédito à vista.
O Processo Seletivo de Transferência Externa representa uma oportunidade para estudantes que já iniciaram a formação médica em outra instituição e desejam dar continuidade à trajetória acadêmica no UniFOA, em uma estrutura reconhecida pela tradição na área da saúde, pela formação prática e pela integração com os serviços de ensino e assistência.
Os interessados devem consultar o edital completo, verificar todos os critérios de participação, reunir a documentação necessária e realizar a inscrição pelo Portal do Candidato: www.unifoa.edu.br/portaldocandidato.
Uma criança pode entender o mundo ao redor, saber o que deseja e, ainda assim, não conseguir expressar tudo isso pela fala. Para muitas famílias, esse intervalo entre compreender e conseguir se comunicar é cheio de dúvidas, angústias e tentativas de encontrar caminhos. Foi a partir dessa inquietação que Pedro Lucas, egresso do curso de Sistemas de Informação do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), desenvolveu o FalaAtípica, uma plataforma que utiliza jogos, imagens, sons e interações para apoiar crianças com atraso de fala.
A ideia surgiu de uma experiência pessoal. Pedro conviveu com uma criança da família que apresentava atraso de fala e, a partir desse contato, começou a pesquisar o tema e a pensar de que forma a tecnologia poderia contribuir para estimular a linguagem e a comunicação de maneira lúdica.
“Eu tenho uma prima que apresentava atraso de fala. Hoje ela está muito bem, mas, naquela época, comecei a me perguntar: como funciona isso? O que realmente é o atraso de fala?”, contou Pedro.
O atraso de fala pode estar associado a diferentes fatores e, em alguns casos, pode ser um dos primeiros sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, nem todo atraso de fala significa autismo. Por isso, a identificação e a intervenção precoce são fundamentais para ampliar as possibilidades de desenvolvimento da criança.
Foi nesse contexto que o FalaAtípica começou a ganhar forma. Mais do que um jogo, Pedro pensou o projeto como um ecossistema capaz de conectar crianças, familiares e profissionais. A proposta reúne uma aplicação para crianças, chamada Kids; uma aplicação para pais, responsáveis e tutores; uma aplicação para profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, psicopedagogos e terapeutas; além de uma API responsável por permitir a comunicação entre essas frentes.
“O objetivo do FalaAtípica é dar voz a quem ainda não pode falar, ensinando por meio de sons, imagens, jogos e interações. Mas existe outro desafio importante: a falta de integração entre todas as pessoas que acompanham a criança. Não adianta oferecer uma ferramenta apenas para a criança se os pais não conseguem acompanhar o progresso e se os profissionais não recebem informações sobre o desempenho dela”, explicou.
No aplicativo Kids, onde a criança brinca e aprende, o projeto conta atualmente com quatro jogos principais. O “Adivinha” trabalha vocabulário, reconhecimento de objetos e associação entre imagem, palavra e significado. O “Igual ou Diferente” estimula atenção e discriminação visual. O “Cena Certa” apresenta situações do cotidiano para desenvolver compreensão de frases, ações e relações espaciais. Já o “Jogo das Palavras” trabalha a construção e o reconhecimento de palavras por meio de letras e sílabas.
Todos os jogos seguem princípios de reforço positivo. Quando a criança acerta, recebe mensagens de incentivo, animações e retornos visuais ou sonoros. Quando encontra dificuldade, o sistema oferece dicas graduais, sem punição ou constrangimento. A proposta é fazer com que o erro seja tratado como parte natural do aprendizado.
Enquanto a criança joga, o sistema registra informações como quantidade de acertos, tempo de atividade e categorias trabalhadas. Esses dados podem ser acompanhados pelos familiares e analisados pelos profissionais, permitindo uma visão mais completa do desenvolvimento da criança e aproximando o trabalho realizado em casa, na escola e no ambiente terapêutico.
“A criança acorda e está com a família, depois vai para a escola, pode passar por uma clínica ou terapia e, no final do dia, volta para casa. Para que o acompanhamento seja realmente completo, todas essas partes precisam estar conectadas”, destacou Pedro.
Durante o desenvolvimento do projeto, o UniFOA teve papel importante não apenas na parte técnica, mas também na construção da pesquisa, da documentação, da arquitetura do sistema, da experiência do usuário e do desenvolvimento de software. O FalaAtípica foi estruturado por Pedro como Trabalho de Conclusão de Curso em Sistemas de Informação, mas continuou evoluindo após a apresentação acadêmica.
A professora Lú Jasmin contribuiu especialmente na construção das interfaces e na experiência dos usuários, com orientações relacionadas à usabilidade, acessibilidade, hierarquia visual e clareza na navegação. Já o professor Venício atuou na parte de documentação, ajudando a organizar as ideias, estruturar o projeto e tornar mais claros os fluxos, regras e decisões tomadas ao longo do desenvolvimento.
“Eu não queria desenvolver algo apenas com a minha visão como programador. Precisava compreender o papel dos fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, das famílias e das próprias crianças. Por isso, o projeto envolveu pesquisa bibliográfica, contato com profissionais e muita validação ao longo do caminho”, afirmou.
Em determinado momento do processo, Pedro percebeu que o FalaAtípica já não era apenas um trabalho acadêmico. Ao pesquisar soluções semelhantes, identificou que muitos aplicativos ofereciam apenas jogos ou estímulos isolados, sem integrar todos os envolvidos no acompanhamento da criança.
“Foi nesse momento que entendi que ele não precisava terminar como um TCC. Ele poderia se transformar em uma solução real, com impacto direto na vida de crianças e famílias”, relatou.
Os próximos passos incluem a finalização e validação dos jogos, estruturação do banco de dados definitivo, realização de testes com o público-alvo, desenvolvimento do módulo institucional e busca por investimento ou parcerias que permitam ampliar o alcance do projeto. A intenção é reunir uma equipe multidisciplinar, com profissionais de tecnologia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e psicopedagogia.
Pedro reforça que o FalaAtípica não substitui o acompanhamento de fonoaudiólogos, psicólogos ou outros profissionais. A proposta é funcionar como ferramenta complementar, capaz de ampliar os estímulos da criança e aproximar família, escola e ambiente terapêutico.
No fim, o FalaAtípica mostra como uma inquietação pessoal pode se transformar em pesquisa, tecnologia e possibilidade de cuidado. Mais do que um aplicativo, o projeto busca criar uma ponte entre a criança, a família, os profissionais e, futuramente, as instituições. Uma ponte construída para transformar interação em aprendizado, dados em acompanhamento e tecnologia em voz para quem ainda está encontrando suas próprias formas de se comunicar.
Para muitos estudantes de graduação, escrever o primeiro artigo científico pode parecer uma tarefa distante, complicada e cheia de regras difíceis de entender. Mas foi justamente ao perceber essa dificuldade entre colegas que Márcio Vinícius Coelho, estudante do curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), decidiu transformar sua experiência com pesquisa acadêmica em um curso voltado a quem deseja dar os primeiros passos na produção científica.
A iniciativa, chamada “Artigo Científico Para Quem Tem Pressa”, foi idealizada de forma independente pelo estudante e não possui vínculo institucional com o curso de Direito ou com o UniFOA. O projeto nasceu da trajetória de Márcio na pesquisa, área pela qual ele afirma ter se apaixonado ainda no primeiro período da graduação, quando escreveu seu primeiro artigo científico.
Desde então, o estudante passou a dedicar atenção especial à produção acadêmica, acumulando publicações e premiações. Em 2025, ao atuar como monitor da disciplina Prática da Comunicação e Pesquisa Científica, ele teve contato direto com colegas que enfrentavam dificuldades para estruturar seus próprios artigos.
“A pesquisa é pela qual me apaixonei desde o primeiro período da graduação. Durante a monitoria, auxiliei inúmeros colegas do curso a escreverem seus próprios artigos e constatei um fato inequívoco: simplesmente não existe nada estruturado na internet que ensine alunos de graduação a darem seus primeiros passos na pesquisa e escreverem artigos científicos”, contou.
Foi a partir dessa percepção que surgiu a ideia de organizar um curso objetivo, com foco nas principais dúvidas de quem está começando. Para Márcio, a inquietação diante de uma dificuldade recorrente se tornou o ponto de partida para desenvolver uma solução.
“Dessa constatação surgiu em mim uma grande inquietação. Acredito piamente que tudo aquilo que te inquieta é um convite à sua intervenção. Sendo assim, realizei um profundo estudo de mercado e busquei estruturar um projeto único, que serve como guia desde a escolha do tema até a publicação do artigo científico”, afirmou.
O curso é voltado especialmente para estudantes de graduação, independentemente da área do conhecimento. A proposta é oferecer uma metodologia direta para quem deseja compreender a estrutura de um artigo científico e iniciar a produção acadêmica com mais segurança.
Ao todo, o conteúdo reúne seis módulos e 35 aulas, com duração total de 180 minutos. Entre os temas abordados estão a escolha do tema, estrutura da pesquisa, seções de um artigo científico, construção das referências bibliográficas, citações, normas da ABNT e formatação do texto no Word, tanto na versão desktop quanto mobile.
“O interessado vai encontrar uma metodologia objetiva e eficaz, em que, em apenas 180 minutos, é possível aprender o conteúdo necessário para começar a escrever artigos científicos. O curso ensina desde a escolha do tema até a formatação, passando pelas seções do artigo, referências, citações e principais normas da ABNT”, explicou.
Para Márcio, desenvolver habilidades em pesquisa tende a se tornar cada vez mais importante na trajetória acadêmica e profissional dos estudantes. Segundo ele, a produção científica, antes vista apenas como um diferencial, passa a ocupar um espaço mais relevante na formação de graduandos.
“Ser pesquisador durante a faculdade tende a deixar de ser apenas um diferencial e se tornar um requisito básico na carreira de graduandos. Minha missão é mostrar que escrever artigos científicos, embora tenha inúmeros desafios, pode ser algo leve e descomplicado”, destacou.
A iniciativa mostra como experiências vividas dentro da graduação podem despertar novos caminhos de atuação e estimular estudantes a compartilharem conhecimento com outros acadêmicos. No caso de Márcio, a vivência com pesquisa, monitoria e produção científica se transformou em uma proposta prática para ajudar outros graduandos a enfrentarem uma etapa importante da vida universitária.
Para quem está começando, esse pode ser o primeiro passo para transformar uma dúvida em artigo, uma inquietação em investigação e uma ideia em produção científica.
Esperar o ônibus sem saber se ele já passou, se está atrasado ou se ainda vai demorar é uma realidade conhecida por milhares de usuários do transporte público. Em muitas cidades, a falta de integração entre empresas de transporte, aplicativos e sistemas de rastreamento faz com que a informação chegue de forma incompleta ou, muitas vezes, não chegue. Foi a partir desse problema cotidiano que estudantes da Escola de Gestão e Negócios do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) desenvolveram o KD o Ônibus, projeto classificado no Desafio Supernova Sebrae.
Criado por alunos dos cursos de Administração e Ciências Contábeis, o aplicativo propõe uma alternativa ao modelo tradicional de rastreamento de ônibus por GPS embarcado. Em vez de depender de equipamentos instalados nos veículos ou da integração direta com empresas de transporte, a solução funciona por meio de check-in colaborativo realizado pelos próprios passageiros.
Na prática, quando o usuário embarca, ele confirma pelo aplicativo que está dentro do ônibus. Essa informação passa a alimentar o sistema, permitindo que outros passageiros acompanhem a localização aproximada do coletivo em tempo real pelo mapa. A proposta é transformar a colaboração dos usuários em uma ferramenta de informação acessível, especialmente em locais onde os sistemas tradicionais não funcionam ou exigem investimentos elevados.
Segundo Celso Raphael Santos Silva, estudante do 8º período de Administração, a ideia surgiu da observação de uma dificuldade comum entre usuários do transporte coletivo.
“A ideia surgiu depois de usar aplicativos de mobilidade existentes, como VR Bus, Cittamobi e outros, e perceber o quanto é difícil utilizá-los e obter uma previsão realmente correta da chegada do ônibus. Também imaginamos o alto custo que as cidades têm para implantar essas soluções, envolvendo hardware, GPS e toda a infraestrutura necessária”, contou.
Outro ponto observado pelo grupo foi o uso de grupos de WhatsApp em bairros e até na própria FOA, nos quais passageiros compartilham informações sobre a localização dos ônibus. Embora úteis, esses grupos nem sempre chegam a todos os usuários e não existem em todas as comunidades.
“Percebemos que alguns bairros e até a própria FOA possuem grupos de WhatsApp em que os usuários informam onde o ônibus está. Mas nem todos têm acesso a esses grupos e nem todos os bairros contam com um. Diante disso, pensamos em uma solução confiável, de fácil implantação e que pudesse ser aplicada em municípios, cidades e empresas que ainda não dispõem dessa tecnologia”, explicou Celso.
O diferencial do KD o Ônibus está justamente na possibilidade de funcionar sem grandes investimentos em infraestrutura. Por não exigir instalação de equipamentos nos veículos, o modelo pode ser aplicado em cidades, universidades, empresas de turismo e outros contextos em que o transporte ainda carece de soluções digitais de rastreamento.
A classificação no Desafio Supernova Sebrae representa, para a equipe, uma oportunidade de transformar a ideia em um projeto com maior estrutura, mentoria e potencial de mercado. Para Barbara Barros, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, participar da iniciativa tem sido um marco para o grupo.
“Para a nossa equipe, participar do Desafio Supernova, do Sebrae, representa um verdadeiro divisor de águas e uma oportunidade real de transformar uma ideia em impacto social. O KD o Ônibus nasceu do desejo sincero de resolver um problema cotidiano enfrentado por milhares de pessoas”, afirmou.
Segundo Barbara, a competição amplia a visão empreendedora dos estudantes e ajuda a tirar o projeto do campo da ideia.
“Mais do que uma competição, o Supernova funciona como um catalisador para o nosso projeto. É a oportunidade de receber mentorias de alto nível, desenvolver nossa visão empreendedora e estruturar a inovação em um modelo de negócio viável, sustentável e capaz de melhorar, de forma concreta, a rotina de milhares de passageiros”, destacou.
O caminho até o Supernova começou dentro da própria Escola de Gestão e Negócios do UniFOA. De acordo com Ryan Aganete, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, a formação prática desde os primeiros períodos foi importante para que o grupo desenvolvesse confiança e repertório para criar o projeto.
“O UniFOA foi fundamental desde o início da nossa jornada. Já no 1º período, somos inseridos na prática por meio de disciplinas de projetos voltados para empresas da região. Ter que resolver desafios reais propostos pelos professores e fazer apresentações nos deu a confiança e a base necessárias para desenvolver nossos próprios projetos”, afirmou.
Ryan lembra que a ideia ganhou força em 2025, durante um Desafio Interno promovido pela Escola de Gestão e Negócios, em que os estudantes precisaram criar o pitch de uma ideia inovadora. Na ocasião, o grupo conquistou o 1º lugar.
“Esse resultado, somado ao incentivo dos professores, foi o combustível para começarmos a estruturar e tirar o projeto do papel. Mais recentemente, em 2026, graças a uma oportunidade proporcionada pelo professor Washington e pelo UniFOA, fomos à Expo Agulhas Negras. Foi lá que conhecemos o Supernova e enxergamos a possibilidade real de transformar nossa ideia em um negócio de verdade”, contou.
A partir da inscrição no desafio, o grupo passou a contar com a orientação do professor Rafael Lima, da Escola de Gestão e Negócios. Para Ryan, o apoio docente foi decisivo para ampliar as possibilidades do projeto.
“O professor Rafael Lima abraçou a ideia e entrou com a gente como orientador. Ver algo que começou como um desafio interno ganhar essa proporção é incrível. Agora, com esse time forte e todo o suporte da instituição, estamos focados em dar o nosso melhor na competição e mostrar que estamos prontos para o mercado”, completou.
Para Rafael Lima, professor e orientador do grupo, a participação dos alunos no Supernova mostra a qualidade da formação desenvolvida pela Escola de Gestão e Negócios e a importância de colocar os estudantes diante de desafios reais.
“Como professor da Escola de Gestão e Negócios, sinto muito orgulho ao ver a qualidade dos alunos que estamos formando. Esse resultado é fruto de um trabalho sólido da coordenação, dos professores e dos órgãos da instituição que apoiam o desenvolvimento integral dos estudantes”, afirmou.
Segundo Rafael, o Desafio Supernova Sebrae oferece aos alunos uma vivência importante de empreendedorismo e desenvolvimento de negócios, conectando aquilo que é trabalhado em sala de aula a ambientes externos de inovação.
“Quando o Sebrae lança um programa desse porte, por toda a representatividade que tem no desenvolvimento de negócios no país, torna-se muito relevante engajar nossos alunos nesse processo. Eles passam a vivenciar, na prática e em outros ambientes, aquilo que também despertamos em sala de aula e nas demais atividades propostas pelo curso”, explicou.
O professor destaca ainda que o projeto tem potencial para ir além da competição, por unir tecnologia, empreendedorismo e impacto social.
“O grupo se engaja nas diferentes ações do currículo acadêmico e, quando surge um projeto dessa natureza, demonstra maturidade, envolvimento e capacidade de transformar uma ideia em uma solução com potencial de negócio. Esperamos que continuem avançando nas próximas etapas e que esse processo contribua de forma significativa para o desenvolvimento técnico, humano e comportamental dos estudantes”, completou.
Mais do que criar um aplicativo, os estudantes transformaram uma dificuldade comum do transporte público em uma proposta de inovação acessível. Ao substituir a dependência de grandes estruturas tecnológicas pela colaboração dos próprios passageiros, o KD o Ônibus mostra como soluções simples, quando bem pensadas, podem responder a problemas reais da cidade.
A classificação no Supernova Sebrae marca um novo passo para o grupo, mas a origem do projeto continua sendo a mesma: a tentativa de fazer com que a espera pelo ônibus seja menos incerta, menos solitária e mais conectada à realidade de quem depende diariamente do transporte coletivo.
Solidariedade, participação e compromisso social marcaram a Campanha do Agasalho promovida pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). A ação institucional mobilizou estudantes, professores e colaboradores de todos os cursos da Instituição, que puderam realizar doações de agasalhos, mantas e cobertores em pontos de arrecadação instalados nas secretarias acadêmicas.
Ao final da campanha, aproximadamente quatro caixas grandes de donativos foram arrecadadas e destinadas à Associação Omariô de Jurema, localizada no bairro Santa Clara, em Barra Mansa. A entidade desenvolve um trabalho voltado ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Representando o Escritório da Cidadania e o UniFOA, a assessora Carolina Gama realizou a entrega das doações. Ela destaca que, embora a campanha tenha acontecido em um período em que parte dos estudantes já estava entrando em férias, o resultado foi significativo.
"Foi uma campanha institucional, com pontos de arrecadação em todas as secretarias dos cursos. Conseguimos reunir aproximadamente quatro caixas grandes de agasalhos, mantas e cobertores. Mesmo realizada no período em que muitos alunos já estavam entrando de férias, tivemos uma arrecadação importante."
A escolha da instituição beneficiada faz parte do trabalho desenvolvido pelo Escritório da Cidadania, que mantém parcerias com organizações sociais da região há mais de dez anos. Atualmente, cerca de 200 associações sem fins lucrativos participam das ações promovidas pelo setor, recebendo doações conforme a natureza de cada campanha.
De acordo com Carolina, cada iniciativa é planejada para atender às necessidades específicas das entidades parceiras. No caso da Campanha do Agasalho, a Associação Omariô de Jurema foi escolhida por desenvolver um importante trabalho de acolhimento junto à população em situação de vulnerabilidade.
"Nós direcionamos as doações de acordo com o objetivo de cada campanha. A Associação Omariô de Jurema realiza um trabalho muito importante com pessoas que realmente precisam desse apoio, por isso foi a instituição escolhida para receber os donativos arrecadados."
Além de beneficiar diretamente a comunidade, as ações sociais fortalecem a formação cidadã dos estudantes e reforçam o compromisso institucional do UniFOA com a responsabilidade social.
"Esse trabalho é muito significativo. Ele beneficia a instituição, os estudantes, os colaboradores e, principalmente, as associações parceiras que recebem esse apoio. É uma forma de aproximar o UniFOA da comunidade e contribuir para transformar realidades."
Por meio do Escritório da Cidadania, coordenado por Dario Aragão Neto, o UniFOA promove ao longo do ano diversas campanhas solidárias e ações sociais, reafirmando seu compromisso com a promoção da cidadania e o desenvolvimento da comunidade.
Para muitos estudantes, a matrícula em uma faculdade representa mais do que o início de um curso. É a abertura de um novo caminho, a chance de mudar a própria trajetória e, em muitos casos, realizar um sonho que parecia distante. Por meio do Bolsa Social do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), essa oportunidade já começa a transformar a vida de novos universitários.
Entre eles está Otto de Oliveira Brandão, morador do bairro Três Poços, que ingressa no curso de Enfermagem. Primeiro da família a chegar ao ensino superior, ele conta que a possibilidade de estudar por meio do Bolsa Social foi recebida como uma surpresa pela comunidade e pela família.
“Foi uma oportunidade muito boa. O bairro não esperava por isso. A gente vê a FOA muito próxima da gente, acompanhando os trabalhos, mas não imaginava que teria uma oportunidade como essa. Para mim, foi bom demais”, contou.
Para Otto, começar a graduação representa um privilégio e também uma forma de, no futuro, contribuir com a comunidade onde vive. A escolha pela Enfermagem está ligada ao desejo de cuidar das pessoas e oferecer acolhimento.
“Para mim, é um privilégio muito grande. Espero que esse curso possa me ajudar no futuro e que eu possa contribuir com o bairro também. Acho a Enfermagem muito importante, porque lida diretamente com as pessoas. É uma área que tem tudo a ver comigo, porque gosto de ajudar, acolher e oferecer conforto”, afirmou.
A conquista também emocionou a família. Segundo Otto, as filhas ficaram especialmente felizes ao saber que ele iniciaria a faculdade.
Outra nova universitária que encontrou no UniFOA uma oportunidade de recomeço foi Camila Miranda Rodrigues. Ela conheceu a iniciativa pelas redes sociais e conta que, em um primeiro momento, chegou a duvidar que a possibilidade fosse real.
“Eu achei maravilhoso. Ainda estou processando que é verdade. Quando apareceu o anúncio no Instagram, pensei: ‘não é possível’. Fui pessoalmente tirar as dúvidas e, quando vi que era verdade, fiquei muito feliz. A ficha ainda não caiu”, relatou.
Camila vai cursar Odontologia, uma área que sempre desejou seguir. Já inserida no campo da saúde, ela vê na graduação a chance de ampliar sua atuação profissional e realizar um projeto antigo.
“É um curso que eu sempre quis fazer. Eu já sou da área da saúde, mas a Odontologia é outro ramo, voltado para a saúde bucal. Estou criando muita expectativa e acredito que vai dar tudo certo, porque me identifico muito com a área”, afirmou.
Para ela, estudar no UniFOA torna esse momento ainda mais significativo, pela credibilidade da instituição e pelo reconhecimento de egressos e profissionais formados no Centro Universitário.
“É uma faculdade que tem credibilidade. Os alunos que já se formaram aqui elogiam muito e falam super bem. Para mim, essa oportunidade está sendo muito importante”, completou.
A Bolsa Social integra as ações do UniFOA voltadas à ampliação do acesso ao ensino superior, permitindo que mais pessoas possam iniciar uma graduação e construir novas perspectivas acadêmicas e profissionais. Além do impacto individual, a iniciativa contribui para a formação de profissionais que poderão atuar em diferentes áreas e fortalecer o desenvolvimento da região.
As inscrições para a Bolsa Social seguem abertas. Os interessados podem consultar o edital, verificar os critérios de participação e acompanhar os prazos pelos canais oficiais do UniFOA.
Mais do que garantir o acesso à universidade, a Bolsa Social ajuda a transformar expectativa em matrícula, matrícula em recomeço e recomeço em futuro. Para estudantes como Otto e Camila, a oportunidade marca o início de uma nova etapa: o momento em que o sonho da graduação deixa de parecer distante e passa a fazer parte da vida real.
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