Na noite desta terça-feira, 18, foi oficialmente lançado o Food Truck Solidário, um projeto inovador voltado para o combate à insegurança alimentar e nutricional. A iniciativa é um projeto do curso de Nutrição e do Escritório da Cidadania, apoiado pela Fundação Oswaldo Aranha (FOA), o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), a Prefeitura Municipal de Volta Redonda, a Fundação Sérgio Loureiro e a Transporte Excelsior. 

O Food Truck Solidário é um ônibus completamente equipado, seguindo as normas técnicas de produção de refeições, com mesa para preparo dos alimentos, fogão, chapa, geladeira, pia, etc, para distribuir refeições adequadas e saudáveis de forma gratuita às comunidades.

Para celebrar o lançamento, o ônibus circulou por Volta Redonda antes de estacionar no campus Olezio Galotti, em Três Poços, onde distribuiu cachorros-quentes, tudo preparado pelos estudantes do curso de Nutrição.

A união de forças para transformar vidas 

Para o presidente da FOA, Eduardo Prado, o projeto representa um passo importante dentro do compromisso social da instituição. 

"A gente tem que unir forças em tudo o que faz. Na FOA, buscamos sempre agregar valor, nunca criar projetos isolados. A diversidade é o caminho. Já desenvolvemos diversas iniciativas sociais, e o Escritório da Cidadania tem sido um pilar fundamental nesse processo. Esse novo projeto traz alimentação para a comunidade, combinando educação nutricional e apoio a quem mais precisa. E o mais importante: envolve alunos, professores, empresas e o poder público em uma causa maior." 

O Escritório da Cidadania do UniFOA, coordenado por Dario Aragão Neto, tem sido peça-chave para a criação de ações voltadas às minorias e à segurança alimentar. Ele conta que a ideia surgiu a partir do sucesso do Jantar Solidário, que já vinha beneficiando a comunidade de Três Poços. 

"Estávamos promovendo o jantar social, quando me perguntei: por que não um Food Truck Solidário? Algo que nos permitisse levar essa ação para além do campus, até os lugares onde a fome está? Assim nasceu a ideia desse laboratório móvel, uma unidade itinerante de combate à fome." 

 O impacto para a formação dos futuros nutricionistas 

A participação do curso de Nutrição do UniFOA é essencial para o sucesso do projeto. O coordenador do curso, Alden dos Santos, destaca que a iniciativa representa um avanço significativo para a formação dos estudantes. 

"Já realizamos o Jantar Solidário desde 2023, mas quem tem fome não pode esperar. O Food Truck nos permite levar a ação diretamente para onde as pessoas mais precisam. Essa experiência possibilita que nossos alunos vivenciem na prática o que aprendem em sala de aula, formando nutricionistas críticos e protagonistas, que realmente fazem a diferença na sociedade." 

O estudante do 7º período de Nutrição, Gabriel Aquino, reforça que a profissão de nutricionista nasceu para combater a fome e que esse projeto amplia o impacto social da universidade. 

"Com o Food Truck Solidário, conseguimos alcançar toda Volta Redonda, levando conscientização e apoio para quem mais precisa. Isso nos faz entender que a nutrição vai além do consultório, é uma ferramenta de transformação social." 

Já para Ana Carolina Solano, aluna do 1º período do curso, participar de um projeto tão significativo logo no início da graduação foi uma surpresa positiva. 

"Nunca imaginei que, com apenas uma semana de aula, já estaria dentro da cozinha, participando de uma ação tão importante. Foi uma experiência incrível e muito enriquecedora." 

 Uma iniciativa que vai além do alimento 

Para Serginho Loureiro, gestor da Fundação Sérgio Loureiro, o projeto representa um compromisso com o bem-estar das pessoas, indo além da alimentação. 

"O Food Truck Solidário não serve apenas comida. Ele leva acolhimento, conhecimento e esperança. Queremos mostrar que a universidade também trabalha com fraternidade e solidariedade. Alimentamos o corpo, mas também a alma e a mente." 

A iniciativa ainda conta com o apoio de figuras importantes, como Pai Denisson D'Angiles, do Céu Estrela Guia, que destacou a relevância da ação para a erradicação da fome no Brasil. 

"Essa cozinha itinerante não apenas oferece educação nutricional, mas contribui diretamente para tirarmos o Brasil do mapa da fome." 

O projeto não apenas leva comida para quem precisa, mas também promove educação alimentar e nutrição de qualidade, impactando diretamente a vida de muitas pessoas. Além disso, proporciona aos alunos uma formação mais humanizada e próxima da realidade social, preparando profissionais mais conscientes e engajados. 

Essa é apenas a primeira de muitas ações que serão realizadas com o Food Truck Solidário, que promete se tornar um marco na luta contra a fome em Volta Redonda e região. 

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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) marcou presença no 7th World Congress of Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition, realizado em Buenos Aires, Argentina. Representando a instituição, estiveram os professores Elton Bicalho e Margareth Saron, a egressa Thais Longo e a discente do Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente (MECSMA), Cristina Baptista. 

Com o apoio dos professores Alden Neves e Ana Paula da Cunha, o UniFOA participou do evento com quatro trabalhos científicos. Entre eles, o estudo intitulado “Influence of Body Weight on Nutritional Status and Risk of Metabolic Complications in Children”, em tradução livre "Influência do Peso Corporal no Estado Nutricional e Risco de Complicações Metabólicas em Crianças" recebeu um prêmio de destaque por estar entre os melhores trabalhos apresentados no congresso. 

Para o professor Elton Bicalho, participar de um evento de tamanha relevância global é muito significativo para o Centro Universitário: 

“Diversos profissionais da área da saúde de vários países participaram do evento. Foi uma oportunidade ímpar para realizarmos contatos para pesquisas e observarmos o que está sendo produzido pelas instituições de ensino de outros países. Isso demonstra que o UniFOA não fica atrás de nenhuma instituição, tendo um trabalho premiado.” 

O coordenador do curso de Nutrição, Alden Neves, enfatizou a competência dos docentes e a relevância dos trabalhos científicos desenvolvidos na instituição:  

“Tivemos vários trabalhos aprovados no congresso, sendo que um deles foi premiado. Isso demonstra a capacidade de nossos docentes e a relevância dos trabalhos científicos desenvolvidos no curso, refletindo diretamente na formação de nossos discentes.”

Ele também destacou o papel da egressa Samella Ananias, que teve o seu trabalho de conclusão de curso apresentado no congresso: 

“Importante ressaltar que uma de nossas egressa do curso de Nutrição também apresentou trabalho desenvolvido em parceria com a Unicamp, onde está dando continuidade aos estudos iniciados no UniFOA. Samella, inclusive, acabou de ser aprovada com bolsa no doutorado da Unicamp. Agradeço o apoio constante da Reitoria e da Fundação para o desenvolvimento desses projetos.” 

A participação no 7th World Congress reafirma o compromisso do UniFOA com a pesquisa e a formação de profissionais capacitados. O evento, que reúne especialistas do mundo inteiro, é uma plataforma estratégica para intercâmbio de conhecimento e fortalecimento de parcerias acadêmicas internacionais. 

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O curso de Nutrição promoveu entre os dias 5 e 7 de novembro, a Gincana NutriAção 2024, um evento dinâmico que promete unir diversão, aprendizado e trabalho em equipe. Coincidindo com a Jornada Científica da Nutrição e a Mostra de TCCs, a gincana tem como tema central "A gente não quer só comida..." e é organizada para fomentar habilidades essenciais ao exercício da profissão de nutricionista, além de incentivar o desenvolvimento pessoal e a colaboração entre os alunos. 

A ideia de reviver a Gincana NutriAção surgiu com o objetivo de motivar os alunos e, segundo Alden dos Santos, coordenador do curso, foi aprimorada com sugestões do corpo docente. "A gincana já existia como uma comemoração ao Dia do Nutricionista em agosto. A professora Paula Leoni sugeriu um concurso gastronômico, e ao levarmos a proposta ao Núcleo Docente Estruturante (NDE), decidimos expandir e modernizar o evento, abordando competências essenciais para a prática profissional de forma integrada", explicou Alden. 

A Gincana contou com quatro etapas principais: Concurso Cultural, Concurso Gastronômico, arrecadação de alimentos e produtos de higiene, e produção de conteúdo para redes sociais. Essas atividades foram elaboradas para engajar os alunos de todos os períodos do curso, fortalecendo o trabalho em equipe e a criatividade. 

Os destaques incluem: 

Concurso Cultural: Apresentações de música, dança, teatro ou performances artísticas inspiradas no tema da gincana, avaliadas por um júri composto por ex-alunos do curso. 

Concurso Gastronômico: Pratos que celebram a diversidade alimentar do Sul do Estado do Rio de Janeiro, com informações nutricionais detalhadas e apresentadas por membros das equipes. 

Arrecadação de Itens: Produtos doados serão destinados à aldeia de Paraty Mirim, em colaboração com o Escritório da Cidadania e a Defensoria Pública da União. 

Produção de Conteúdo: Criação de reels para o Instagram e episódios de podcast veiculados no NutriFOA Cast, promovendo inovação e uso das instalações de gravação do UniFOA. 

Segundo Alden, os benefícios da gincana vão além da competição. "Os alunos estão sendo impactados desde a formação das equipes, que envolvem uma gestão colaborativa entre o Diretório Acadêmico, representantes de turma e a Atlética. Ver os estudantes engajados, criando conteúdo, explorando nossos estúdios para gravações, e indo além do que foi proposto, é motivo de muito orgulho. Esse processo de gamificação promove o desenvolvimento de competências cruciais para os futuros profissionais", ressaltou. 

A Gincana contou com um encerramento de peso na Jornada Científica da Nutrição. O Prof. Dr. Luiz Lannes, renomado nutricionista e especialista em Inteligência Artificial, conduziu uma palestra sobre a aplicação da IA na prática nutricional, trazendo uma visão disruptiva e inovadora. "Ter uma figura como o Prof. Lannes discutindo IA com nossos alunos é um divisor de águas para o curso", afirmou Alden, destacando a relevância do tema para a atualização dos futuros profissionais. 

A Gincana NutriAção 2024 não é apenas uma competição, mas um evento que consolida aprendizado, inovação e solidariedade, marcando um passo importante para a formação integral dos alunos do curso de Nutrição do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). 

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Desenvolver novas estruturas para o ensino de estudantes é essencial para adaptar a educação às transformações tecnológicas e sociais do século 21. Essas inovações promovem uma aprendizagem mais dinâmica e personalizada, permitindo que os alunos se envolvam de maneira ativa e significativa no processo educacional.

Pautado nesse ponto de vista, o curso de Nutrição do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) inaugurou o seu mais novo laboratório de práticas acadêmicas e profissionais, no prédio 2 do campus Olezio Galotti, em Três Poços. A nova estrutura para ensino e atividades dos estudantes do curso representa um marco para o corpo docente, acadêmicos e UniFOA, que continua avançando em inovação para formação de profissionais de excelência na região sul fluminense.

O lançamento do laboratório surge como resultado de uma parceria de longa data com a AvaNutri, maior fabricante nacional de equipamentos de avaliação nutricional esportiva, sendo respeitada no campo da nutrição em todo o Brasil. Professores e o coordenador de Nutrição do UniFOA, Alden Neves, propuseram a união das duas instituições para a criação da estrutura em um modelo que prometia transformar o aprendizado dos discentes, ideia que foi muito bem recebida pelos principais representantes da AvaNutri.

Eles abraçaram o projeto e fortaleceram a parceria com o curso, que é de longa data. A empresa já fornece acesso gratuito a softwares de cálculo de dieta e avaliação nutricional, recursos que são usados frequentemente durante as aulas para maximizarem o aprendizado dos estudantes.

Para tornar a idealização do novo laboratório realidade, a AvaNutri desenvolveu e forneceu equipamentos de última geração de avaliação nutricional ao UniFOA. Dentre todos as tecnologias recebidas, vale destacar as quatro balanças de bioimpedância octapolar, o mais novo lançamento da empresa.

A inauguração do novo laboratório do curso de Nutrição evidencia que a Fundação Oswaldo Aranha (FOA), o UniFOA e a AvaNutri consolidam o compromisso com a qualidade e a formação de profissionais de excelência mais uma vez, ao disponibilizar o que há de melhor no mercado no âmbito da avaliação nutricional. A nova estrutura permitirá que os alunos desenvolvam habilidades práticas essenciais para a profissão, como aferição das medidas corporais e a interpretação dos resultados, proporcionando um aprendizado mais profundo e contextualizado, fundamental para a atuação em nutrição clínica e esportiva.

Dessa forma, os acadêmicos fomentarão suas habilidades críticas, colaborativas e criativas, se preparando cada vez mais para enfrentar os desafios da profissão com mais autonomia e confiança:

“Estamos oferecendo aos nossos alunos os melhores equipamentos para realização de aulas práticas, além de atividades de pesquisa e extensão. espero que nosso novo laboratório, além de ser um diferencial na formação do nutricionista UniFOA, seja muito utilizado na realização de diversas pesquisas pelo nosso curso, e também em parceria com outros cursos de nossa instituição de ensino superior”, enfatizou Alden, ansioso pelos novos projetos que podem ser desenvolvidos no laboratório.

O novo espaço impressionou a todos, inclusive os docentes que irão utilizá-lo em práticas de determinadas disciplinas, orientando os alunos para manusearem as novas tecnologias de forma correta e eficaz:

“Acredito que o laboratório pode servir como um espaço de pesquisa aplicada, onde os alunos poderão desenvolver projetos que combinem teoria e prática, abordando questões atuais e relevantes na área da Nutrição. Estou muito feliz com essa nova estrutura, por isso não vejo a hora de colocar as atividades da minha disciplina em prática”, declarou Margareth Saron, professora responsável Liga Acadêmica de Nutrição Materno Infantil.

Elton Bicalho, professor de Nutrição Esportiva, também expressou sua felicidade com a concretização do novo laboratório, ao enfatizar os futuros impactos positivos que a estrutura ainda levará aos acadêmicos do curso:

“Como professor, estou muito feliz e empolgado por ter à disposição equipamentos de ponta que serão muito importantes nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. É com certeza um marco não só para o curso de Nutrição, como para o UniFOA ter um laboratório com tecnologia de primeira linha, oferecendo um ensino de excelência para os discentes”.

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) promoveu, na última sexta-feira (30), em comemoração do dia Nutricionista (31) e Educação Física (01/09), o III Meeting de Nutrição e Educação Física, que teve como tema central o enfrentamento da pandemia de obesidade. O evento foi direcionado principalmente aos estudantes dos cursos de Nutrição e Educação Física, buscou qualificar os futuros profissionais da saúde e ampliar seu conhecimento sobre a relação entre alimentação e atividade física no combate à obesidade, uma questão de crescente preocupação para os sistemas de saúde. 

O coordenador do curso de Nutrição, Alden dos Santos, enfatizou a importância da colaboração entre diferentes áreas na luta contra a obesidade. "Essa parceria é fundamental, não só aqui, mas também na prática profissional. Precisamos unir forças para promover uma alimentação mais saudável e incentivar a prática regular de atividade física. Esta é a terceira vez que nos reunimos para tratar desse tema, o que mostra a relevância dessa abordagem integrada", declarou Alden. 

O coordenador do curso de Educação Física, Silvio Vilela também comentou sobre a realização do evento e a importância de falar sobre o tema. 

Complementando essa visão, o coordenador do curso de Educação Física, Silvio Vilela, destacou o papel central da atividade física na prevenção e combate à obesidade. "A união dos cursos de Nutrição e Educação Física neste evento é um reflexo do que acontece no mercado de trabalho. Não basta apenas uma alimentação adequada; a prática regular de atividade física é crucial para a manutenção de um estilo de vida saudável. É nossa responsabilidade formar profissionais conscientes dessa realidade e preparados para atuar de forma integrada na promoção da saúde", afirmou Silvio. 

Durante o evento, o deputado estadual Munir Neto entregou moções de congratulações e aplausos aos profissionais de Nutrição e Educação Física, reconhecendo sua contribuição para a área da saúde. "Estas homenagens já eram devidas há muito tempo. Agradeço ao Conselho de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro e ao Conselho Regional de Nutrição por essa parceria com a Alerj. Esperamos continuar valorizando esses profissionais nos próximos anos", afirmou Munir Neto. 

Entre os homenageados, a secretária municipal de Esporte e Lazer de Volta Redonda, Rose Vilela, expressou sua gratidão por receber a moção e por retornar ao UniFOA. "Estou muito feliz e honrada com este reconhecimento. É gratificante ver tantos estudantes fazendo estágio na Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL). Nosso trabalho na saúde, educação e nas comunidades é essencial, especialmente após a pandemia, que afetou profundamente a saúde mental de todos", comentou Rose. 

O evento também marcou o lançamento de um livro/ebook desenvolvido pela professora Kamila Nascimento, em colaboração com egressos do curso de Nutrição. A obra, “Técnica Dietética e Gastronomia” foi inspirada nas aulas de técnica dietética e gastronomia e visa oferecer um material prático e acessível tanto para estudantes quanto para profissionais. "Queria proporcionar aos alunos uma experiência prática que fosse além do que os livros técnicos oferecem. Este livro é uma ferramenta para que possam aplicar o conhecimento de forma concreta no seu dia a dia", explicou a professora Kamila. 

Cristiane Alvarenga, egressa do curso e coautora do livro, compartilhou sua satisfação em ver o projeto concretizado. "É emocionante ver um sonho que começou como um projeto de iniciação científica se tornar realidade. Espero que o ebook tenha um impacto positivo, proporcionando aos profissionais e estudantes uma compreensão prática e acessível das técnicas dietéticas e gastronômicas", destacou Cristiane. 

O III Meeting de Nutrição e Atividade Física reforçou a importância de uma formação integrada e contínua, preparando os alunos do UniFOA para enfrentarem os desafios da saúde pública com uma visão mais abrangente e prática, contribuindo significativamente para o combate à obesidade. 

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Em atividade promovida pelo Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), na última quarta-feira (28), os estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Enfermagem, Educação Física, Direito e Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) tiveram uma tarde reflexiva acerca do filme 'Close'. A iniciativa faz parte da proposta intitulada ‘Cinema em Movimento, que também reúne egressos do UniFOA e mestrandos do Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde (MECSMA), com o propósito de  proporcionar aos estudantes a oportunidade de reflexão sobre temáticas que envolvem as discussões abordadas pelo PET-Saúde relacionadas à equidade social e a luta contra o preconceito.

Na última quarta-feira de cada mês, um coordenador de um grupo seleciona um filme que destaque comunidades que sofrem algum tipo de preconceito por parte da sociedade, gerando debates sobre povos originários (nativos), violência contra mulher e seu papel na sociedade, população LGBTQIAPN+, racismo, machismo, entre outros temas. Para dinamizar a prática do Cinema em Movimento, todos os participantes foram divididos em grupos temáticos voltados aos assuntos debatidos pelo programa de educação.

A trama escolhida para ser discutida entre estudantes e professores do PET dessa semana, o filme Close, longa-metragem dirigido e roteirizado pelo cineasta belga Lukas Dhont, conta a história de dois personagens, os jovens Léo e Rémi, que começam a criar uma conexão muito forte, ultrapassando o âmbito da amizade. Mesmo não sendo ‘oficialmente’ um casal, os dois enfrentam o medo de serem julgados por colegas e pessoas próximas sobre o fato de serem homossexuais, representando o mesmo temor de milhões de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ no mundo real:

“O Cinema em Movimento enfatiza o compromisso por promover ações que consigam dialogar diretamente com os temas, trazendo interseções entre os diversos campos do conhecimento envolvidos no PET-Saúde. Essas atividades impactam na formação dos alunos por conseguir elevar os ambientes de aprendizagem para além da sala de aula, mostrando a potencialidade de outros instrumentos na construção do conhecimento científico”, destacou Stella Aragão, egressa do MESCMA, sobre os impactos proporcionados pelo projeto.

O intuito das atividades promovidas pelo Cinema em Movimento é justamente preparar os estudantes em formação para a atuação profissional após a conclusão de seus respectivos cursos. Por meio de discussões e reflexões geradas pelas temáticas abordadas durante esses encontros, os estudantes amadurecem criticamente, sobretudo, por adquirirem novas perspectivas de enxergar e perceber as pessoas e as relações sociais construídas dentro da sociedade:

“Pensamos, enquanto professores, que as discussões em torno de filmes proporcionam a reflexão e discussões muito ricas, já que todos se envolvem na trama, mantendo a concentração na história para depois, em sequência, promover uma discussão direcionada, com professores conduzindo o debate. Dessa forma, nossos alunos do UniFOA saem na frente no mercado de trabalho, já que a prática reflexiva está presente em sua formação profissional”, explicou Aílton Carvalho, docente e egresso do MECSMA.

Para fomentar ainda mais as discussões do encontro, os organizadores da iniciativa convidaram Ramon Costa, mestrando do MECSMA, que contribuiu com pontos de vista transformadores ao longo do debate. Ramon declarou que o impacto do Cinema em Movimento está, principalmente, em proporcionar um olhar de empatia que um profissional de saúde deve ter com todos os indivíduos de uma comunidade específica, ao enxergar a vida por meio da arte:

“O compartilhamento e a construção de conhecimento tem resultados muito enriquecedores. Quando elaboramos algumas reflexões sobre uma ficção, conseguimos observar que muito do que acontece no cinema, acontece no mundo real também, pois a vida imita a arte. Trazendo a discussão voltada para o lado da saúde, podemos estabelecer a importância do profissional de saúde ter consciência sobre esses temas mais delicados, com intuito de se capacitarem integralmente para lidarem com diferentes situações na vida profissional”, pontuou.

Cinema em Movimento no UniFOA

Originalmente, o Cinema em Movimento surgiu por meio de idealização da Agência Nacional de Cinema (ANCINE), sendo um projeto apoiado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal. Os líderes do programa organizavam a exibição de filmes acerca da luta contra o preconceito em instituições de ensino superior, no intuito de estimular debates transformadores entre os acadêmicos sobre as diferentes temáticas presentes nessa causa.

Lucrécia Helena, professora do MECSMA, foi uma das maiores incentivadoras para que o projeto fosse levado aos estudantes do UniFOA. A iniciativa era realizada na instituição desde o início desse ano, mas a parceria entre o Centro Universitário e a ANCINE tinha duração apenas para o primeiro semestre de 2024.

Com o sucesso da proposta e a adesão massiva dos alunos, a professora decidiu manter o programa ativo até o fim ano, pelos resultados animadores que tem apresentado:

“É um projeto exitoso e inovador, além de tudo. Para mim é uma proposta muito única, pois integra alunos da graduação, egressos e discentes do mestrado em uma atividade que compartilha e dissemina conhecimentos fundamentais para a formação integral de um profissional da saúde”, completou Lucrécia, muito satisfeita com os frutos gerados pelo Cinema em Movimento.

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A amamentação é uma das práticas mais recomendadas por especialistas em saúde para garantir o desenvolvimento saudável dos bebês. Ela oferece uma nutrição completa, fortalece o sistema imunológico do bebê e promove um vínculo afetivo entre mãe e filho. No entanto, muitos desafios ainda cercam a prática do aleitamento materno, especialmente em um mundo que, muitas vezes, não oferece o suporte adequado às mães. 

Pensando nisso, a Maternidade do Hospital Municipal Prefeito Aurelino Gonçalves Barbosa (HMPAGB) em Pinheiral, organizou uma roda de conversa sobre a promoção da amamentação onde reuniu profissionais da saúde, estudantes, professores e gestantes, teve como foco a promoção do aleitamento materno, abordando desde o parto até o período pós-parto, conhecido como puerpério. 

A Liga Acadêmica de Nutrição Materno Infantil (LANMI), pertencente ao curso de Nutrição do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e o curso Técnico de Enfermagem da Escola Técnica da Fundação Oswaldo Aranha (EtecFOA), puderam aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula e nas atividades desenvolvidas, além de contribuir diretamente para a promoção da saúde e do bem-estar das mães e dos bebês atendidos na maternidade. 

Para a professora responsável pela LANMI, Margareth Saron, ver a liga envolvida em um evento de tamanha relevância é motivo de orgulho. “Estou extremamente orgulhosa de ver a Liga atuando ativamente nessa causa tão importante. Essa participação não só fortalece a atuação da liga, mas também contribui para a formação de profissionais mais conscientes e capacitados para enfrentar os desafios da nutrição na etapa vital da maternidade e infância,” destacou a professora.  

A roda de conversa abordou desde os primeiros momentos do pós-parto até as melhores práticas para garantir um aleitamento materno bem-sucedido, destacando a nutrição como um fator crucial para o desenvolvimento saudável dos bebês. 

Laryssa Marques, integrante da LANMI, compartilhou suas impressões sobre a participação no evento, destacando o impacto positivo que essa experiência teve em sua formação acadêmica. "Participar dessa experiência ainda durante a graduação é extremamente gratificante. Sentimos que estamos fazendo uma diferença real na vida dessas mulheres, oferecendo suporte e orientação em um período tão delicado e significativo. Essa vivência nos permite aplicar os conhecimentos teóricos em situações práticas, desenvolvendo habilidades essenciais para nossa futura atuação profissional," afirmou Laryssa. 

A estudante também ressaltou a importância de ações como essa para a formação dos futuros profissionais de saúde. "A participação na LANMI nos proporciona uma oportunidade única de aprofundar nosso conhecimento em nutrição materno-infantil, uma área fundamental para o bem-estar das mães e dos bebês. Além disso, essas ações reforçam o compromisso social que temos como futuros profissionais da saúde, ajudando a promover hábitos alimentares saudáveis desde o início da vida," acrescentou. 

A integração de diferentes áreas da saúde no evento foi outro ponto destacado. O curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica da Fundação Oswaldo Aranha (EtecFOA) também esteve presente, contribuindo com a experiência e conhecimento de seus alunos. A coordenadora do curso, Ana Lúcia Devezas, enfatizou o valor dessa colaboração interdisciplinar.

"Dentre as atividades do técnico de enfermagem em uma UBSF, UBS, maternidades e ambulatórios, está o acolhimento e as orientações sobre a importância do aleitamento materno. Ao participar de uma roda de conversa, onde estavam presentes professores, estudantes do curso técnico, acadêmicos do curso de nutrição, funcionários e gestantes, proporcionou aos estudantes do curso técnico a oportunidade de vivenciar a integração entre ensino, serviço e comunidade, fortalecendo as aulas teóricas com a prática. Elas participaram efetivamente do evento, falando sobre suas vivências relacionadas ao aleitamento materno. Foi uma tarde extremamente enriquecedora," destacou Ana Lúcia. 

Ao vivenciar na prática o que estão aprendendo na teoria, os estudantes têm a oportunidade de consolidar seu aprendizado, além de desenvolver habilidades de comunicação e trabalho em equipe que serão essenciais em sua futura carreira profissional. Essa experiência prática é, sem dúvida, um diferencial na formação dos alunos, preparando-os de maneira mais completa para os desafios do mercado de trabalho. 

Margareth também falou sobre o impacto que essa participação tem não apenas para os alunos, mas também para a comunidade atendida. "Eventos como esse são essenciais para fortalecer o vínculo entre a universidade e a comunidade, permitindo que nossos alunos compartilhem seu conhecimento e contribuam para a promoção da saúde de maneira significativa. A interação direta com as gestantes nos possibilita entender melhor suas necessidades e desafios, o que enriquece ainda mais nosso trabalho acadêmico," concluiu a professora. 

Ao envolver-se ativamente em causas tão essenciais, o UniFOA continua a desempenhar um papel crucial na formação de profissionais conscientes e preparados para fazer a diferença em suas áreas de atuação. 

O evento também deixou claro que a colaboração entre diferentes cursos e áreas de conhecimento é fundamental para enfrentar os desafios da saúde pública de forma integrada e eficaz. Ao unir esforços em prol da promoção do aleitamento materno, os estudantes e profissionais envolvidos demonstraram que o trabalho em equipe é a chave para o sucesso na promoção de uma saúde mais equitativa e acessível para todos. 

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Na última quinta-feira (8), o Escritório da Cidadania do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou uma significativa ação social em parceria com a Defensoria Pública, em comemoração aos 70 anos de fundação da instituição. A Defensoria, que tem promovido comemorações itinerantes em diversos municípios, escolheu Volta Redonda para realizar essa parceria especial, que remonta a 2008 e inclui a realização de cursos, palestras e eventos conjuntos.

Durante a ação, defensores públicos e suas equipes ofereceram orientação jurídica e ajuizamento de ações, com a participação de estudantes do curso de Direito. Além disso, o Detran esteve presente emitindo documentos, enquanto alunos dos cursos de Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Nutrição e Odontologia, além dos estudantes do Técnico em Enfermagem da Escola Técnica da Fundação Oswaldo Aranha (EtecFOA) realizaram diversas atividades para o público que participou do evento.

Dario Aragão, coordenador do Escritório da Cidadania, expressou seu orgulho em poder promover essa ação conjunta com a Defensoria, especialmente em um momento tão significativo para a instituição. Ele já vislumbra um futuro repleto de novas iniciativas em benefício da população de Volta Redonda:

"É um orgulho imenso ter essa instituição parceira conosco hoje, realizando essa ação dentro da nossa instituição. Isso demonstra a solidez da nossa parceria e nos motiva a planejar ainda mais ações futuras em prol da população de Volta Redonda", afirmou Dario Aragão.

Desde 2008, mais de 5.000 estudantes do UniFOA já realizaram estágio junto à Defensoria Pública, seja de forma direta ou voluntária, evidenciando a força dessa colaboração. O coordenador regional da Defensoria Pública, Dr. Felipe Cambraia, destacou a importância dessa parceria:

"O UniFOA desempenha um papel fundamental na região para a Defensoria Pública. É uma grande alegria participar deste evento, que reflete o nosso compromisso com a população. Quando fui convidado pela Dra. Isabela, coordenadora geral de programas sociais da Defensoria, não hesitei em reorganizar minha agenda para estar aqui, pois é motivo de muita satisfação", declarou Dr. Felipe Cambraia.

Além dos atendimentos, a Defensoria Pública trouxe uma exposição que contou a história dos 70 anos da instituição, despertando curiosidade e entusiasmo entre os visitantes que passaram pelo Centro Histórico-Cultural. Dra. Isabela Menezes, coordenadora de Programas Institucionais da Defensoria Pública (COGPI) e idealizadora do projeto, expressou sua satisfação com o sucesso da ação em parceria com o UniFOA:

"Fiquei agradavelmente surpresa ao conhecer a estrutura e o histórico do UniFOA em promover serviços de assistência à população. Isso contribuiu muito para o sucesso do nosso projeto, que busca acolher e atender a comunidade de forma eficaz", avaliou Dra. Isabela Menezes.

Encerrando o dia de atividades, cerca de 300 crianças e adultos atendidos pela Associação Projeto Amor em Ação, de Três Poços, foram agraciados com um jantar solidário. Estudantes do curso de Nutrição prepararam um cardápio especial que incluiu macarrão à bolonhesa, suco de caju e sorvete como sobremesa, encerrando a ação com um gesto de carinho e solidariedade.

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Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.  

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.    

Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:  

“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”. 

  

A mudança do olhar para a sigla LGBTQIAPN+  

Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.  

“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”. 

Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários. 

O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.   

“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”. 

O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.  

“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.   

Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.  

Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.

 

Um pouco da história da luta LGBTQIAPN+ no Brasil

A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.  

Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.  

Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.  

Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.   

Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.  

Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.   

Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.  

Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).

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Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.  

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.    

Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:  

“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”. 

  

A mudança do olhar para a sigla LGBTQIAPN+  

Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.  

“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”. 

Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários. 

O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.   

“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”. 

O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.  

“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.   

Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.  

Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.

 

Um pouco da história da luta LGBTQIAPN+ no Brasil

A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.  

Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.  

Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.  

Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.   

Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.  

Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.   

Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.  

Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).

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