Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.
O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.
Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:
“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”.
Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.
“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”.
Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários.
O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.
“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”.
O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.
“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.
Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.
Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.
A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.
Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.
Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.
Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.
Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.
Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.
Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.
Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).
[elementor-template id="11211"]
Em todo o mundo, o mês de junho é marcado pela conscientização sobre a luta diária da comunidade LGBTQIA+ pela garantia de seus direitos como cidadãos. O dia 28 desse mês está registrado como Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ para evocar e legitimar cada avanço conquistado em busca de equidade perante à vida e o respeito como pessoas dentro de uma sociedade, além de ser uma grande oportunidade para celebrar a diversidade e acreditar que é possível construir um mundo onde a pluralidade seja valorizada e não hostilizada.
Com intuito de fortalecer essa campanha, a Liga Acadêmica de Estomatologia e Patologia Oral do curso de Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) promoveu uma mesa redonda com estudantes e professores da instituição sobre os impactos do acolhimento médico e odontológico à comunidade LGBTQIA+. Em um debate interativo, realizado na última quarta-feira (05), os organizadores buscaram conscientizar os alunos sobre os principais obstáculos encontrados nos atendimentos a pacientes dessa comunidade, como também esclarecer os principais caminhos para superá-los em busca do acolhimento integral a esse público.
Uma recente pesquisa liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a comunidade LGBTQIA+ tem maior dificuldade de acesso ao atendimento à saúde, em comparação com o restante da população. O estudo ouviu 1.332 pessoas acima dos 50 anos e concluiu que pertencer a esse grupo a partir dessa idade, no Brasil, reduz a chance de receber um bom atendimento à saúde. A desigualdade também foi observada no índice de depressão, exames de prevenção, como câncer de mama, cólon e colo uterino.
As mulheres cis gênero lésbicas, por exemplo, frequentemente esbarram na chamada lesbofobia ginecológica. Muitas ginecologistas negligenciam a saúde dessas mulheres simplesmente por não se relacionarem com homens, deixando de solicitar exames preventivos.
Outra barreira apontada, especialmente por mulheres trans, está na realização de exames clínicos de rotina, como o exame de próstata e no acompanhamento da terapia hormonal, sendo especificidades não solucionadas pelo sistema de saúde brasileiro. Além disso, consequências como estigma e a falta de acesso equânime às oportunidades perpetuam um tratamento excludente e de anulação de direitos essenciais à vida e o bem-estar dessa população.
Arthur Villela, professor do curso de Medicina do UniFOA e um dos convidados para nortear o debate promovido pela liga, explicou que os profissionais da área da saúde precisam estar atentos e terem conhecimento das particularidades da comunidade LGBTQIA+, justamente para realizarem um atendimento com equidade e integralidade:
“Estando atentos e conscientes sobre essas especificidades, os estudantes promovem o acolhimento correto e íntegro à essa população. Debater esses conceitos com os estudantes e conscientizá-los sobre os obstáculos a serem superados é crucial para suas respectivas formações acadêmicas e profissionais”, afirmou Arthur.
A atividade reforça o compromisso do Centro Universitário de Volta Redonda voltado para a conscientização e transformação da sociedade com iniciativas impactantes, que transcendem o âmbito acadêmico. Maíra Tavares, professora do curso de Odontologia e organizadora do debate, afirmou que discutir e esclarecer os estudantes sobre cada tópico atrelado ao assunto é fundamental, não só no mês de junho, como sempre:
“É muito necessário abordar esse tema nos cursos, não só de forma parcial, como de maneira multiprofissional. Precisamos ter um cuidado especializado com à comunidade LGBTQIA+, para que todos eles possam ser tratados da melhor maneira quando preciso, independente da área da saúde”, enfatizou.
Representantes dos cursos da área da saúde se reuniram recentemente para definir o cronograma inicial das atividades de capacitação destinadas a estudantes, tutores e preceptores no Programa de Educação pelo Trabalho (Pet-SAÚDE), do Ministério da Saúde. A reunião, que contou com a presença dos coordenadores dos cursos de Odontologia, Nutrição e Educação Física, bem como dos coordenadores dos grupos de Medicina e Enfermagem, além do orientador de serviço, professor Ailton Carvalho, foi marcada pela discussão de estratégias para promover o desenvolvimento profissional e aprimoramento dos envolvidos.
O encontro teve como objetivo principal estabelecer um plano de ação para a capacitação dos alunos, tutores e preceptores, visando garantir a excelência na formação acadêmica e na prática clínica. Ao reunir coordenadores de diferentes cursos e grupos do PET, a iniciativa busca integrar conhecimentos e experiências, proporcionando uma abordagem interdisciplinar e abrangente.
Foram discutidas formas de incentivar a participação ativa dos alunos nas atividades de capacitação, bem como a importância do papel dos tutores e preceptores no processo de aprendizagem.
Já a Professora Lucrécia Loureiro, coordenadora do grupo da Enfermagem no PET, ressaltou o papel essencial dos tutores e preceptores na orientação e supervisão dos alunos durante as atividades práticas. "Nossos tutores e preceptores desempenham um papel fundamental no desenvolvimento dos futuros profissionais de saúde. Por isso, é importante investir em sua capacitação e atualização constante", enfatizou.
O Professor Ailton Carvalho, orientador de serviço do PET, enfatizou a necessidade de alinhar as atividades de capacitação com as demandas e desafios do mercado de trabalho. "Nosso objetivo é preparar os alunos para enfrentar os desafios da prática clínica e contribuir para o avanço da saúde pública. Para isso, é fundamental que estejamos sempre atualizados e em sintonia com as melhores práticas e tendências do setor", concluiu.
Com a definição do cronograma inicial de atividades de capacitação, a expectativa é que os alunos, tutores e preceptores possam iniciar em breve um processo de aprendizado contínuo e enriquecedor, contribuindo para a formação de profissionais de saúde altamente qualificados e comprometidos com o bem-estar da sociedade.
[elementor-template id="11211"]
No próximo dia 17 de maio, o mundo celebrará o Dia Mundial da Reciclagem, uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o objetivo de impulsionar a reflexão sobre o descarte adequado e a reutilização de itens de consumo. Neste contexto, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) promove uma iniciativa para conscientizar a comunidade sobre a importância da reciclagem de forma animada e reflexiva.
Uma pesquisa conduzida pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), com dados da International Solid Waste Association (ISWA), revelou números alarmantes sobre a produção de resíduos sólidos no Brasil. O país gera mais de 27 milhões de toneladas de resíduos recicláveis por ano, porém apenas 4% desse material é enviado para reciclagem. Essa disparidade evidencia a necessidade urgente de ampliar as iniciativas de reciclagem e reutilização de materiais.
Em resposta a esse desafio, o curso de Design do UniFOA organizou uma oficina de confecção de brinquedos a partir do uso de materiais recicláveis. A iniciativa, parte do projeto "Amor em Ação", teve como público-alvo as crianças do bairro Três Poços, em Volta Redonda. Sob a coordenação da professora Márcia Canavez e seus alunos do curso de Enfermagem, o projeto visa promover atividades conscientizadoras de educação em saúde e meio ambiente, além de ter apoio também do curso de Odontologia.
"Organizamos essa proposta para que as crianças pudessem refletir sobre o descarte correto do lixo de forma divertida. Mostramos como reutilizar esses resíduos transformando-os em brinquedos, transmitindo alegria em forma de conscientização", explicou Patrícia Rocha, professora do curso de Design.
Além da confecção de brinquedos, os participantes também tiveram a oportunidade de aprender sobre técnicas básicas de Engenharia, como a montagem de um carrinho de fricção. A professora Shimene Baptista, do curso de Engenharia Mecânica, destacou a importância de transmitir conhecimentos sobre reciclagem e Engenharia de forma acessível e divertida.
Durante a oficina, as crianças foram divididas em grupos para montar diversos tipos de brinquedos, como jogos de botão, bolinhas e uma casa de passarinho. Os materiais utilizados incluíram caixas de leite, cartelas de ovos, palitos de picolé e tampinhas de garrafa PET. Após a atividade, cada criança pôde levar para casa um brinquedo feito por ela mesma.
"Me diverti muito pintando a cartela de ovos. Vou levar um brinquedo para casa e brincar depois de estudar na escola", disse Ketelly Fernandes, uma das participantes da oficina.
Além de proporcionar diversão, o projeto busca conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do meio ambiente. Rafael Lamon, aluno do curso de Design, destacou a gratidão em participar de uma iniciativa que combina diversão e conscientização ambiental.
O projeto integrado é uma demonstração do compromisso do UniFOA em promover ações que impactam positivamente a comunidade e contribuem para a construção de um futuro mais sustentável. Com essa iniciativa, a instituição reforça seu papel como agente de transformação social e ambiental, inspirando estudantes e a comunidade local a adotar práticas mais sustentáveis em seu dia a dia.
A oficina de brinquedos sustentáveis não apenas proporcionou momentos de diversão e aprendizado para as crianças, mas também deixou um legado de conscientização e responsabilidade ambiental. Por meio de atividades práticas e educativas como essa, é possível construir um futuro mais promissor para as próximas gerações, onde a preservação do meio ambiente seja uma prioridade em todas as esferas da sociedade.
[elementor-template id="11211"]
O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) está com inscrições abertas para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) 2024/2026. O programa visa promover a integração entre ensino, serviços e comunidade, proporcionando experiências de aprendizado prático para alunos e docentes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Medicina, Nutrição, Odontologia e Direito.
As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 16/04/2024 a 19/04/2024, sendo realizadas exclusivamente online por meio do link: https://forms.office.com/r/RXiW2uCD6p .
O programa disponibilizará vagas para discentes e docentes de acordo com as seguintes especificações:
Educação Física - Bacharelado: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Enfermagem: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Medicina: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Nutrição: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Odontologia: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Direito: Total de vagas discentes: 10, Orientador de serviço, Docente profissional da saúde: 01
Os requisitos para inscrição dos discentes incluem estar regularmente matriculado em 2024.1 nos cursos abrangidos pelo edital, não possuir qualquer outro tipo de bolsa acadêmica e ter disponibilidade de dedicação de no mínimo 8 horas semanais para o desenvolvimento de atividades vinculadas ao projeto PET-Saúde. Já os requisitos para inscrição dos docentes incluem pertencer ao quadro de professores do UniFOA, estar lecionando regularmente em um dos cursos previstos no edital e ter disponibilidade de dedicação de no mínimo 8 horas semanais para o desenvolvimento de atividades vinculadas ao projeto PET-Saúde.
O processo seletivo para os discentes será baseado na avaliação do Coeficiente de Rendimento (CR) e no cumprimento de itens que deverão ser comprovados em entrevista. Os critérios de desempate incluem a participação como voluntário em edições anteriores do PET-Saúde, maior CR e maior idade.
Para os docentes, o processo seletivo será realizado por meio de entrevista, na qual serão avaliados itens como participação como tutor ou coordenador pelo PET-Saúde, atuação profissional em Atenção Básica e desenvolvimento de ações e projetos de extensão.
O resultado final será divulgado no dia 26/04/2024, e os candidatos classificados deverão comparecer à Secretaria de seu respectivo Curso até o dia 29/04/2024 para formalização do Termo de Compromisso e cadastro ao Programa PET-Saúde.
O PET-Saúde é implementado e executado sob a coordenação do Ministério da Saúde, com o objetivo de promover a qualificação dos profissionais de saúde e contribuir para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS).
Confira o edital completo.
As tardes das quartas-feiras são aguardadas com empolgação por estudantes e professores que trabalham na Clínica Odontológica do curso de Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), no campus Olezio Galotti, em Três Poços, quando a fisioterapeuta e professora Fausta Rodrigues, ministra a Oficina da Corporeidade na Odontologia, com atividades de exercícios específicos para a postura e articulações, além de alongamentos que trazem alívio aos participantes.
A Clínica Odontológica funciona de segunda a sexta, com atendimento a pacientes da comunidade externa e interna (alunos, professores e funcionários), reúne alunos e professores durante o aprendizado presencial. O trabalho ininterrupto desses profissionais e discentes, da mesma forma como acontece em um consultório odontológico, contribui com o sedentarismo e ficar parado é um problema para as articulações.
“Trabalhamos sempre com o enfoque preventivo. Os alunos acabam escutando dos professores sobre os problemas que têm na coluna, que sofre com o desgaste do tempo e da posição que o profissional é obrigado a ficar, durante o tratamento. Os professores começaram a aderir as atividades propostas e isso animou os alunos. Atualmente, são 12 alunos e três professores que participam da oficina”, afirmou Fausta, animada.
A coordenadora do curso, Rosiléa Hartung Habibe, é uma entusiasta do projeto, que traduziu como sendo “um carinho que o UniFOA tem com os alunos e colaboradores, pois desde que as atividades passaram a ser feitas no nosso espaço de trabalho, a adesão aumentou muito. Tanto os alunos quanto os professores já estavam ansiosos para que o projeto retornasse este semestre”, contou.
De acordo com Fausta, é possível observar se algum dos participantes apresenta uma disfunção postural e o trabalho preventivo vai resultar em uma conscientização do próprio corpo, através da percepção do movimento e de exercícios que auxiliam a correção e posterior alívio de possíveis dores.
“Levo para a oficina uma peça do esqueleto humano, onde destaco o fêmur e a articulação do quadril, justamente para mostrar que precisamos de movimento para mantê-la ativa e com lubrificação. É necessário que tenham consciência e se exercitem sempre, para evitar problemas mais tarde, assim como todos os profissionais que trabalham muito tempo sentados”, alertou.
Falando em nome dos estudantes do 9º período que estavam participando da oficina, Nicolas Braga salientou: “a oficina significa para nós, alunos, um cuidado que os profissionais do UniFOA têm com a gente, pois penso que a nossa profissão causa impacto na saúde e começar a cuidar dela desde a graduação é importante. Aliás, como tem sido para mim, pois já chego na quarta-feira e falo: gente, que horas vai começar a oficina? Porque tenho sentido a eficácia que esses momentos têm trazido e quero levar essa consciência para o resto da vida, pois dá para sentir a diferença do antes e depois desses exercícios”, declarou.
Essa opinião é compartilhada pelo professor do curso de Odontologia, Cláudio Luis de Melo Silva:
“Tem dois semestres que estamos participando dessas oficinas e é muito bom fazer esses alongamentos e exercícios depois da clínica, pois ajudam muito e trazem a sensação de alívio. Penso que para os alunos também é fundamental, pois é um ensinamento que deveriam fazer em toda a vida profissional. E é uma satisfação saber que o UniFOA cuida dos alunos”, enalteceu.
[elementor-template id="11211"]
As tardes das quartas-feiras são aguardadas com empolgação por estudantes e professores que trabalham na Clínica Odontológica do curso de Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), no campus Olezio Galotti, em Três Poços, quando a fisioterapeuta e professora Fausta Rodrigues, ministra a Oficina da Corporeidade na Odontologia, com atividades de exercícios específicos para a postura e articulações, além de alongamentos que trazem alívio aos participantes.
A Clínica Odontológica funciona de segunda a sexta, com atendimento a pacientes da comunidade externa e interna (alunos, professores e funcionários), reúne alunos e professores durante o aprendizado presencial. O trabalho ininterrupto desses profissionais e discentes, da mesma forma como acontece em um consultório odontológico, contribui com o sedentarismo e ficar parado é um problema para as articulações.
“Trabalhamos sempre com o enfoque preventivo. Os alunos acabam escutando dos professores sobre os problemas que têm na coluna, que sofre com o desgaste do tempo e da posição que o profissional é obrigado a ficar, durante o tratamento. Os professores começaram a aderir as atividades propostas e isso animou os alunos. Atualmente, são 12 alunos e três professores que participam da oficina”, afirmou Fausta, animada.
A coordenadora do curso, Rosiléa Hartung Habibe, é uma entusiasta do projeto, que traduziu como sendo “um carinho que o UniFOA tem com os alunos e colaboradores, pois desde que as atividades passaram a ser feitas no nosso espaço de trabalho, a adesão aumentou muito. Tanto os alunos quanto os professores já estavam ansiosos para que o projeto retornasse este semestre”, contou.
De acordo com Fausta, é possível observar se algum dos participantes apresenta uma disfunção postural e o trabalho preventivo vai resultar em uma conscientização do próprio corpo, através da percepção do movimento e de exercícios que auxiliam a correção e posterior alívio de possíveis dores.
“Levo para a oficina uma peça do esqueleto humano, onde destaco o fêmur e a articulação do quadril, justamente para mostrar que precisamos de movimento para mantê-la ativa e com lubrificação. É necessário que tenham consciência e se exercitem sempre, para evitar problemas mais tarde, assim como todos os profissionais que trabalham muito tempo sentados”, alertou.
Falando em nome dos estudantes do 9º período que estavam participando da oficina, Nicolas Braga salientou: “a oficina significa para nós, alunos, um cuidado que os profissionais do UniFOA têm com a gente, pois penso que a nossa profissão causa impacto na saúde e começar a cuidar dela desde a graduação é importante. Aliás, como tem sido para mim, pois já chego na quarta-feira e falo: gente, que horas vai começar a oficina? Porque tenho sentido a eficácia que esses momentos têm trazido e quero levar essa consciência para o resto da vida, pois dá para sentir a diferença do antes e depois desses exercícios”, declarou.
Essa opinião é compartilhada pelo professor do curso de Odontologia, Cláudio Luis de Melo Silva:
“Tem dois semestres que estamos participando dessas oficinas e é muito bom fazer esses alongamentos e exercícios depois da clínica, pois ajudam muito e trazem a sensação de alívio. Penso que para os alunos também é fundamental, pois é um ensinamento que deveriam fazer em toda a vida profissional. E é uma satisfação saber que o UniFOA cuida dos alunos”, enalteceu.
[elementor-template id="11211"]
O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) pela quarta vez consecutiva, foi selecionado para participar do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), uma iniciativa conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, destacando-se como o 2º melhor projeto do estado.
Com um total de 177 postulações de municípios e universidades de todo o Brasil, apenas 150 projetos foram selecionados, evidenciando a relevância e a qualidade do trabalho desenvolvido pelo UniFOA na área da saúde. O programa, em sua 11ª edição, tem como tema central "Equidade: gênero e etarismo", buscando fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e às demandas da sociedade contemporânea.
Os cursos envolvidos nessa importante iniciativa são Medicina, Nutrição, Enfermagem, Educação Física, Odontologia e Direito, refletindo a abrangência e a multidisciplinaridade necessárias para promover uma formação integral e voltada para as demandas da saúde pública.
A secretária de saúde de Volta Redonda, Conceição Souza, destacou a relevância do PET-Saúde na formação dos estudantes e na melhoria do atendimento à população. Para ela, o programa proporciona uma vivência prática diferenciada na rede de atenção à saúde, permitindo aos futuros profissionais uma visão mais ampla e integrada dos desafios enfrentados no contexto do SUS.
"A formação fragmentada aliada aos estágios uniprofissionais são uma barreira para o cuidado integral às pessoas. A integralidade do cuidado sob diferentes olhares profissionais favorece a resolutividade dos problemas de saúde", ressaltou Maria da Conceição. Ela enfatizou ainda a importância do trabalho em equipe e da educação permanente como pilares fundamentais para a melhoria contínua da qualidade do cuidado oferecido à população.
"Nenhuma profissão sozinha é capaz de provocar mudanças no processo de saúde e adoecimento das pessoas. Portanto o trabalho em equipe, e a formação neste panorama é um dos grandes alcances do PET e que impacta diretamente na vida dos usuários do SUS e na aprendizagem significativa dos futuros trabalhadores e trabalhadoras", disse.
Além disso, a secretária enfatizou o papel das parcerias entre instituições de ensino e órgãos públicos na promoção da saúde pública. "A democracia se fortalece com o direito ao trabalho digno na saúde. Por isso parcerias com as instituições de ensino são fundamentais, assim como o investimento na educação permanente, que é a base para a experiência transformadora das relações de trabalho no SUS. Qualificar permanentemente significa a melhoria constante do cuidado ofertado às pessoas; o PET qualifica e ressignifica os processos de trabalho, impactando diretamente em uma saúde cada vez melhor", concluiu.
Em relação à colaboração entre o UniFOA e as SMS, Everton Alvin, secretário de Saúde de Pinheiral, enfatizou a relevância da troca de experiências práticas e conhecimentos atualizados proporcionada pela parceria. Ele destacou que essa cooperação gera resultados diretos para a população, contribuindo para o desenvolvimento de projetos técnicos relevantes para a saúde pública.
“O serviço público muitas vezes é carente na criação de projetos técnicos, principalmente os menores, pois na maioria das vezes as tarefas acabam ocupando todo o tempo dos profissionais que atuam na gestão e acabam sendo tomados pela rotina. Essa parceria é muito boa e o resultado é superar a expectativa em todos os grupos” disse Everton.
O coordenador do curso de Nutrição, Alden dos Santos, ressaltou que o programa PET-Saúde tem proporcionado experiências transformadoras para professores e alunos, além de impactar positivamente a vida de milhares de pessoas nas cidades parceiras.
“Esse é o reconhecimento do trabalho sério desenvolvido pela nossa IES, nesse modelo de parceria dupla com as SMSs parceiras. Nossos trabalhos trouxeram resultados tanto para nossa IES quanto para as cidades parceiras no desenvolvimento dos 4 projetos de PET. Temos professores hoje que se tornaram professores graças ao PET, como a Prof.ª Sílvia Mello da Medicina (e fez seu mestrado sobre o PET), e egressos que vivenciaram experiências transformadoras graças ao PET, e milhares de vidas impactadas pelos trabalhos desenvolvidos por essa parceria. ”, comentou o coordenador.
O PET-Saúde, instituído pelas Portarias Interministeriais n.º 421 e nº 422, de 03 de março de 2010, é uma iniciativa que visa à qualificação da integração ensino-serviço-comunidade, por meio de atividades que envolvem o ensino, a pesquisa, a extensão universitária e a participação social. Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas podem apresentar projetos aos editais temáticos do programa em parceria com as Secretarias de Saúde, visando o aprimoramento da formação dos profissionais de saúde e à melhoria dos serviços oferecidos à população.
O UniFOA, ao ser selecionado para o PET-Saúde pelo quarto edital consecutivo, reafirma seu compromisso com a excelência acadêmica, a formação integral dos estudantes e o fortalecimento do sistema de saúde pública. Essa conquista representa não apenas um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela instituição, mas também um impulso para continuar contribuindo de forma significativa para a promoção da saúde e o bem-estar da comunidade.
Professores e estudantes do curso de Odontologia do UniFOA, realizaram na tarde da última quinta-feira (07), na clínica integrada no campus Olezio Galotti, em Três Poços, atendimento a pessoas em situação de rua, que não possuem acesso a uma higiene bucal de qualidade.
O programa idealizado pela professora Alice de Melo e auxílio da professora Carolina Hartung, tem por objetivo avaliar a condição da saúde bocal desses pacientes, verificar a necessidade de realizar algum tipo de tratamento mais específico e minimizar os impactos da desigualdade. Entre os tratamentos oferecidos estão desde limpeza dentária até restaurações estéticas, que visam devolver a sociabilidade dessas pessoas.
Três pessoas são selecionadas para ocupar as vagas permanentes do projeto, onde receberão todos os cuidados adequados e especializados até que sejam liberadas, e outros pacientes possam ser atendidos pela equipe que participa da ação. Além do tratamento, os participantes recebem orientações para continuar com os cuidados necessários para uma boa qualidade de saúde bucal.
Satisfeita com sucesso da iniciativa e os impactos sociais causados, Carolina Hartung, destacou que o projeto não ajuda somente a diminuir as consequências da desigualdade social, como também concede uma mudança significativa na parte estética dessas pessoas:
“Muitos desses pacientes buscam oportunidades de emprego, mas não conseguem por conta dos prejuízos causados pela impressão estética ruim, ocasionada pela saúde bucal debilitada. Buscamos impactar não só na saúde desses indivíduos, como também na qualidade de vida deles”.
A oportunidade em fazer a diferença na vida dessa parcela da sociedade que muitas vezes é invisível, causou uma sensação de satisfação nos alunos que participam do projeto. Como é o caso da estudantes Raquel Hilário que observou os efeitos positivos que uma ação social pode causar.
“Muitos desses pacientes não só não tem acesso a esse tipo de cuidado, como sequer o conhecem. Esse tipo de iniciativa é vital para saúde dessas pessoas, como também uma satisfação enorme para nós, estudantes do UniFOA, participarmos de uma ação como essa”, declarou a estudante.
Os alunos do 4º período de Odontologia do UniFOA vivenciaram uma experiência única durante a primeira aula no Núcleo de Atividade Virtual de Ensino (NAVE). As disciplinas de Diagnostico Clinico, Semiologia e Estomatologia ministradas pelos professores Maíra Tavares, Marcus Vinicius Carvalho e Alcemar Gasparini foram realizadas em dois momentos, inicialmente no laboratório Morfofuncional e, em seguida, no NAVE.
A aula envolveu o ensino de sinais vitais no laboratório Morfofuncional, abordando temas como frequência respiratória e pressão arterial. A segunda parte levou os estudantes para dentro da cavidade bucal de um paciente, utilizando a tecnologia de realidade virtual para explorar a anatomia relacionada à disciplina.
Maíra, responsável pela aula, destacou a importância da experiência no NAVE para preparar os alunos para suas primeiras experiências clínicas. Além disso, ela compartilhou sua perspectiva sobre a aula inovadora. "Essa ferramenta proporciona um aprendizado mais dinâmico e visual. É incrível ver como os alunos se envolvem e absorvem conceitos de maneira tão eficaz. A realidade virtual cria uma ponte entre a teoria e a prática, preparando-os de maneira única para os desafios clínicos."
Os alunos elogiaram a abordagem didática, descrevendo-a como envolvente e comparando-a a "um filme da Disney". Além disso, ressaltaram que a realidade virtual facilitou a compreensão da anatomia de maneira mais didática do que os métodos tradicionais.
A professora enfatizou a relevância da tecnologia na educação, destacando o compromisso do UniFOA em investir em ferramentas inovadoras. A introdução da realidade virtual promete aprimorar o aprendizado dos alunos, preparando-os de maneira mais eficaz para a prática clínica.
Essa iniciativa destaca a constante busca do UniFOA por métodos pedagógicos inovadores, alinhando-se às demandas contemporâneas e proporcionando aos estudantes uma formação enriquecedora.
[elementor-template id="11211"]
Copyright © – UniFOA | Todos os direitos reservados à Fundação Oswaldo Aranha