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Acidentes com motocicletas pautam workshop de prevenção no UniFOA 

Acidentes com motocicletas pautam workshop de prevenção no UniFOA 

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Quatro em cada cinco colisões registradas em Volta Redonda envolvem motocicletas. As estimativas apresentadas pelo Corpo de Bombeiros indicam ainda que 2026 pode terminar com cerca de 709 ocorrências de colisões no município, crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior. Os números ajudaram a colocar a prevenção no centro do 1º Workshop do 22º GBM/2026, realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, do UniFOA. 

Com o tema voltado à prevenção de acidentes automobilísticos envolvendo motocicletas, o encontro reuniu representantes do Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana, Guarda Municipal, Polícia Militar, SAMU, CMOP, motociclistas de resgate e integrantes de motoclubes. 

Segundo o comandante do 22º Grupamento de Bombeiro Militar, Anderson Cardoso, a ideia do workshop começou a ser discutida durante uma visita à instituição, a partir da preocupação com o crescimento das ocorrências no município. 

“Conversamos sobre essa estatística negativa crescente em Volta Redonda e entendemos que era necessário fazer um evento preventivo. A educação salva vidas. Em 2026 já são mais de 500 ocorrências e, quando olhamos para o estado, são quase 20 mil envolvendo motocicletas, entre quedas, colisões e outras situações. Precisamos contribuir de alguma forma para reduzir esses números”, afirmou. 

O levantamento apresentado durante o encontro também estima que uma em cada 150 pessoas possa sofrer um acidente rodoviário em Volta Redonda. Para o comandante, discutir o problema antes que ele se transforme em ocorrência é uma das formas de atuar sobre esse cenário. 

A aproximação com o UniFOA, segundo Anderson, também abre espaço para que a prevenção dialogue com pesquisa, formação e produção de conhecimento. 

“Esse tipo de estudo de inteligência operacional realizado pelo quartel tem muita relação com aquilo que a universidade desenvolve. Precisamos estreitar esses laços, aprender uns com os outros e somar forças para reduzir essas estatísticas”, destacou. 

A programação colocou no mesmo ambiente instituições que atuam em diferentes momentos da mobilidade urbana, desde a organização e fiscalização do trânsito até o atendimento às vítimas. 

A programação colocou no mesmo ambiente instituições que atuam em diferentes etapas da mobilidade urbana, da prevenção e organização do trânsito ao atendimento das ocorrências. 

Na perspectiva da extensão universitária, a participação do UniFOA também criou uma oportunidade de aproximar a formação acadêmica de uma situação concreta vivenciada no município. 

“Ter esse contato direto com o Corpo de Bombeiros, com a Guarda Municipal, com o SAMU e com todos os órgãos que participam desse projeto é importante porque nos permite atuar de forma benéfica para a comunidade e ainda possibilita aos nossos estudantes, principalmente os da área da Saúde, uma experiência prática e uma percepção da realidade local. Eles estão vivenciando uma situação concreta de Volta Redonda”, afirmou a pró-reitora de Extensão do UniFOA, Ana Carolina Callegario. 

Para Geane Citeli, diretora de Gestão de Processos da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana de Volta Redonda, a articulação entre os órgãos tem ganhado espaço nas ações realizadas durante a Semana Nacional do Trânsito. 

“A parceria com o Corpo de Bombeiros teve uma repercussão muito positiva junto à população. A participação da FOA também amplia essa possibilidade de trabalho conjunto, e esperamos que outras ações possam surgir a partir dessa aproximação”, afirmou. 

Entre os participantes estavam ainda motociclistas dos grupos Águias de Cristo e Falcões de Aço, que levaram para a discussão a experiência de quem convive diariamente com os riscos sobre duas rodas. 

Presidente do motoclube Águias de Cristo, Markym Rangel lembrou a participação do grupo em uma simulação de acidente realizada anteriormente e o impacto provocado pela atividade. 

“Ali a gente percebeu como as pessoas começaram a entender a gravidade real de um acidente de moto. Essa conscientização é importante, principalmente para quem está começando e acha que pilotar uma motocicleta é algo simples. Existem regras, equipamentos de proteção e uma responsabilidade muito grande envolvida”, afirmou. 

Para Markym, a prevenção também passa por uma mudança de comportamento entre os próprios motociclistas. 

“Muita gente não dá a devida importância aos equipamentos ou às regras e é aí que os acidentes acontecem. Quem utiliza uma motocicleta, seja para trabalhar ou passear, precisa fazer isso com responsabilidade, pensando em ir e voltar para casa e para a família”, completou. 

Ao reunir quem pesquisa os dados, organiza o trânsito, atende às ocorrências e circula diariamente sobre duas rodas, o workshop colocou diferentes experiências diante do mesmo problema. Em um cenário no qual as motocicletas aparecem em grande parte das colisões registradas no município, a proposta é fazer com que a prevenção aconteça antes da sirene, do resgate e da chegada ao hospital. 

Informações da publicação
Publicado em 30/09/2026
Atualizado em 30/09/2026
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