Em mais um encontro esclarecedor do Projeto Holos, estudantes e professores do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) receberam a pediatra Ana Maria Amorim, do programa Médico Sem Fronteiras (MSF). Trabalhando há mais de 20 anos na organização, a médica discorreu, ao longo da palestra, os principais desafios éticos, humanitários e até mesmo geográficos que um profissional integrante do MSF enfrenta ao viajar pelo mundo inteiro para prestar atendimentos de saúde a comunidades afetadas por crises humanitárias.
Idealizado pelos professores Alessandro Orofino e Max Damas, da assessoria da presidência da FOA, o projeto HOLOS conta com as práticas mais avançadas nos estudos sobre a Ciência e Espiritualidade. O objetivo é levar atividades únicas sobre os assuntos aos alunos do UniFOA, fortalecendo a formação profissional por meio de encontros que abram o caminho para diferentes perspectivas de aprendizado, como foi o caso da palestra sobre o Médico Sem Fronteiras:
"A Ciência cada vez mais de aproxina da compreensão da visão integral do ser e dos campos de energia que envolvem o indivíduo. No projeto HOLOS, a espiritualidade se traduz em uma visão não dogmática, mas sim respeitosa com as religiões e compreendendo o valor da fé e o sagrado em nossas vidas e em processos de cura", declarou Alessandro Orofino, ansioso com os futuros impactos transformadores do programa.
Fundada no final de 1971, o Médico Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional que leva cuidados médicos a pessoas que, de alguma maneira, foram atingidas por graves crises humanitárias, originadas de diversas maneiras, como conflitos armados e desastres climáticos. Desde então, o MSF tem desempenhado um papel vital na oferta de assistência médica em situações extremas, transcendo fronteiras nacionais a partir de sua atuação grandiosa na missão de salvar vidas diariamente, uma prova do poder da compaixão e do compromisso com a humanidade por meio da Medicina.
Durante o evento, a pediatra comentou algumas de suas experiências mais tocantes ao longo de sua jornada árdua como profissional do MSF. Ao apresentar alguns exemplos do trabalho altruísta realizado pelos médicos da organização, ela também evidenciou algumas das atuações desses profissionais, que trabalham incansavelmente no propósito de salvar vidas, que une a Medicina à solidariedade e humanidade da profissão:
“Agradeço muito pela oportunidade de estar aqui hoje, pois acredito que o projeto Holos e o Médico Sem Fronteiras estabelecem uma conexão muito forte. As pretensões de ambos os programas possuem muitos propósitos em comum, como de trabalhar a Medicina como um cuidado pessoal da mente, corpo e do espírito de cada paciente. Acredito que aqueles que consigam enxergar esse laço entre a Medicina com o sentido do espírito irão se formar como profissionais exemplares no campo da saúde”, enfatizou a médica Ana Maria Amorim, muito feliz em participar do projeto Holos.
Walter Fonseca, professor do curso de Medicina e membro do grupo de docentes que impulsiona o programa Holos dentro do Centro Universitário, afirmou que os impactos de cada atividade da iniciativa são únicos para o aprendizado tanto dos estudantes, como dos professores: “Hoje todos nós pudemos presenciar uma experiência única no âmbito universitário. A Dra. Ana Maria conseguiu explicar perfeitamente sua vivência dentro do atendimento e acolhimento daqueles que precisam desse apoio no sentido humanitário. A Medicina não é um conto de fadas ou um romance, é vida, por isso achei a palestra sensacional!”.
A professora Marcilene Fonseca, também integrante do grupo que fomenta e concretiza o projeto, valorizou os conteúdos abordados na palestra, principalmente do olhar técnico transmitido aos estudantes de Medicina do UniFOA:
“Quando falamos hoje sobre o conceito ampliado de saúde, queremos destacar a importância de ser um profissional capaz de entender a integralidade de técnicas e teorias que compõe o âmbito da formação do profissional da área. Estou muito feliz com o engajamento e a presença de muitos professores e alunos aqui hoje, pois isso mostra que o projeto Holos ainda vai beneficiar muitas pessoas futuramente, mostrando a importância dessa integralidade para todos”.
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As Ligas Acadêmicas do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) deram um importante passo na organização e divulgação de suas atividades com o lançamento de um novo site. A plataforma reúne todas as informações sobre as ligas em um único espaço, facilitando o acesso para estudantes e demais interessados. As ligas acadêmicas, que desempenham um papel crucial na formação dos estudantes, são instituições sem fins lucrativos que promovem ensino, pesquisa e extensão.
O novo site tem como objetivo organizar e centralizar as informações e atividades realizadas pelas ligas. Criadas e mantidas por acadêmicos, professores e profissionais, as ligas aprofundam temas debatidos nas aulas e promovem ações voltadas à comunidade. Fernanda Perez, diretora do Conselho de Ligas Acadêmicas, destacou a importância da plataforma:
"O site será uma forma de organizar e centralizar as informações que antes ficavam muito dispersas no Instagram de cada liga. E, muitas vezes, se perdiam com as mudanças de diretoria. Não tenho dúvidas que representa uma grande conquista para nós."
Além de facilitar o acesso, o site traz maior visibilidade às atividades realizadas pelas ligas, beneficiando tanto a comunidade acadêmica quanto a população local. Fernanda ressaltou ainda o impacto que a ferramenta trará para o curso:
"O site será uma ferramenta enriquecedora, pois mostrará o quanto as ligas são ativas, tanto nas atividades de ensino e pesquisa quanto nas de extensão. Muitas pessoas desconhecem o grande impacto que as ligas têm, e o site será uma forma de apresentar isso para todos."
O coordenador adjunto do curso de Medicina, Luiz Antônio Neves, também destacou a relevância de ter um espaço digital dedicado às ligas:
"Em tempos de comunicação eletrônica, é fundamental, pois facilita o acesso de todos. Além disso, organiza a forma do que estão fazendo, onde e como, porque são muitas atividades por mês, um trabalho intenso e muito produtivo."
Com o site, a expectativa é que mais alunos, especialmente os calouros, conheçam e se envolvam com as ligas. Para Luiz Antônio, a plataforma tem potencial para atingir um público ainda maior:
"Com certeza, não só os alunos do UniFOA, mas de todo o Brasil e exterior, poderão acessar o site, permitindo uma interlocução e até atividades em conjunto. Além disso, jornalistas e sites dedicados ao tema poderão também acessar as informações. Todos ganham!"
A iniciativa de criar o site foi resultado de um esforço conjunto entre a Coordenação do Curso de Medicina, os professores responsáveis pelas ligas e o Conselho de Ligas Acadêmicas. Luiz Antônio destacou o trabalho em equipe:
"Foi uma iniciativa conjunta da Coordenação do Curso de Medicina, dos Professores responsáveis pelas Ligas e pelo Conselho de Ligas, ou seja, uma necessidade sentida que virou realidade. Creio que o próximo passo será desenvolver um aplicativo para celular, o que vai ampliar ainda mais essa interação."
Além de ser um espaço de divulgação, o site das ligas acadêmicas também poderá ajudar os alunos a entenderem melhor o funcionamento das ligas e as oportunidades que elas oferecem, incentivando uma maior participação. Fernanda Perez enfatizou como a plataforma pode ser útil:
"Nós entramos na faculdade meio perdidos, sem saber o que precisamos participar e onde procurar essas informações. O site vai ser muito importante para isso. Ele explica de forma acessível qual o papel das ligas, como elas funcionam e quais oportunidades elas proporcionam."
O Conselho de Ligas Acadêmicas, órgão vinculado à Coordenação do Curso de Medicina e ao Diretório Acadêmico Paulo Mendes (DAPAM), também desempenha um papel fundamental na regulamentação e fiscalização das ligas. O Conselho é composto por dois professores responsáveis e seis alunos eleitos, e tem como objetivos regulamentar a fundação e funcionamento das ligas, garantir a comunicação entre elas e estimular o aprimoramento acadêmico.
Com o lançamento do site, a comunidade acadêmica do curso de Medicina terá acesso fácil e rápido a todas as informações necessárias para se engajar nas ligas e aproveitar as oportunidades oferecidas. Para conhecer mais sobre as ligas acadêmicas do curso de Medicina do UniFOA, basta acessar: https:www.www.unifoa.edu.br/ligas-academicas.
Professores:
Estudantes e Membros da Diretoria do Colegiado de Ligas Acadêmicas:
Na última sexta-feira (30), o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) recebeu os 18 estudantes do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) que compõem o novo quadro de internos no hospital. Este momento marca o início de uma etapa crucial na formação desses futuros médicos, onde o conhecimento teórico adquirido ao longo do curso será posto à prova e expandido através da prática diária.
O internato, parte essencial do currículo de Medicina, representa o estágio curricular obrigatório onde os estudantes vivenciam a rotina da profissão, aplicando e aprimorando suas competências. Esses ambientes incluem hospitais, ambulatórios e clínicas, onde os futuros médicos trabalham sob a supervisão direta de docentes da própria instituição de ensino. Durante o internato, os estudantes são estimulados a sugerir soluções para casos reais, sempre com discussão e liderança de profissionais experientes, garantindo que a aprendizagem seja prática e segura.
O principal objetivo desta fase é ampliar e aplicar os conhecimentos e habilidades adquiridos nos ciclos anteriores do curso. Além disso, o internato busca desenvolver nos estudantes a consciência das limitações, responsabilidades e deveres éticos do médico, tanto perante o paciente quanto à instituição e à comunidade. Outro foco é promover o aperfeiçoamento das atitudes adequadas à assistência aos pacientes e à comunidade em geral, além de possibilitar a prática da assistência integrada, estimulando o trabalho em equipe entre diversos profissionais da saúde. A ideia da necessidade de aperfeiçoamento profissional contínuo também é fortemente incentivada.
Essa etapa do curso ocorre durante os últimos anos da faculdade de Medicina, com uma carga horária mínima que corresponde a pelo menos 35% da carga total do curso, resultando em aproximadamente dois anos de estágio intensivo. Durante esse período, os estudantes são preparados para enfrentar os desafios reais da profissão, em um ambiente que simula as condições que encontrarão após sua formatura.
Igor Braz, Diretor de Ensino do H.FOA, destacou a importância dessa nova fase na formação dos estudantes. "É com grande alegria que recebemos nossos novos internos no H.FOA. Esses estudantes irão desenvolver as competências necessárias para se tornarem profissionais altamente qualificados no nosso hospital, não só aprendendo como também contribuindo para o serviço assistencial, trazendo discussões, dúvidas e estimulando todo o serviço a sempre melhorar. Trabalhar com uma equipe multidisciplinar integrada com estudantes é um avanço na assistência à saúde e um benefício enorme na formação desses futuros profissionais", afirmou Igor.
Ednalva Luiza Honorato, estudante do Módulo 10, expressou seu sentimento ao iniciar o internato no H.FOA: "Posso dizer que é um misto de emoções, com grandes desafios e expectativas, pois chegou o momento tão esperado de colocar em prática o conhecimento teórico adquirido até aqui, podendo exercer a medicina com supervisão e acompanhamento dos profissionais. O H.FOA, certamente nos proporcionará mais conhecimento, e assim poderemos contribuir da melhor forma na assistência ao paciente pautado no serviço de ensino."
A entrada desses novos internos no H.FOA marca o início de uma fase de grande aprendizado e contribuição mútua, tanto para os estudantes quanto para a equipe de saúde do hospital. Ao longo dos próximos anos, eles terão a oportunidade de se aprofundar em diversas áreas da medicina, sempre com o objetivo de se tornarem profissionais preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho e oferecer um atendimento de excelência à comunidade.
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A saúde mental de crianças e adolescentes vem se tornando, principalmente nas últimas décadas, tema de inquietação e temor. Não somente restrita aos pais e educadores, a preocupação também abrange e intriga profissionais da área da saúde mundialmente, motivados pelo impacto da velocidade de transformação do mundo; fluxo acelerado de informações e a participação das telas no processo de neurodesenvolvimento desde a mais tenra idade. Porém, ainda se conhece pouco sobre as consequências na saúde mental e no desenvolvimento neurológico de crianças e adolescentes.
Esse quadro foi agravado por conta da pandemia da Covid-19, quando as crianças em idade escolar foram privadas do ensino presencial e houve o isolamento social. Pesquisas mundiais indicam que as crianças se sentiram infelizes e, consequentemente, houve um aumento nas condições de saúde mental dos pequenos. A partir desse quadro, a arteterapia tornou-se uma valiosa aliada à abordagem de crianças e adolescentes neurodivergentes e/ou em sofrimento psíquico.
Reconhecendo o potencial benefício da arteterapia, o curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) vem elaborando o “PedArte – Cuidado de Crianças com TEA e TDAH”, um projeto de extensão universitária que pretende auxiliar no tratamento e desenvolvimento de crianças entre 4 e 7 anos, e que já são acompanhadas no Ambulatório de Neuropediatria na Policlínica da instituição, localizada no campus Olezio Galotti, em Três Poços. O atendimento vai iniciar em agosto, em um espaço criado especialmente para que os pacientes se sintam à vontade para interagir e terá uma extensão inicial de 6 meses.
As atividades do projeto estão programadas para acontecer quinzenalmente, com duas sessões por mês e duração de 1 hora, a serem conduzidas com grupos de 8 a 10 crianças. Os alunos participantes contarão com o auxílio e supervisão de pelo menos um profissional da equipe multiprofissional de acompanhamento da criança com distúrbio do neurodesenvolvimento (psicopedagogo e/ou neuropediatra e/ou terapeuta ocupacional).
Para o professor Luciano Costa, o projeto é importante para os estudantes envolvidos, para desenvolver as habilidades humanas e sociais tão significativas para a prática médica, contribuindo também para que possam vivenciar experiências que traduzam o respeito à diversidade e à infância como parte da formação profissional que a instituição busca nos alunos:
“Como docente, acredito que o projeto reforça o compromisso da instituição com a responsabilidade e a inclusão social que temos como parte do atendimento que fornecemos aos nossos pacientes. Pretendemos abranger e beneficiar cada vez mais crianças atendidas no serviço de Pediatria de Três Poços, contribuindo com a inclusão e o desenvolvimento durante a infância”, ressaltou.
De acordo com a aluna do 12º período de Medicina, Maria Eugênia Galhardo, uma das responsáveis pela elaboração do projeto, serão organizadas atividades para criação artística utilizando materiais como lápis de cor, biscuit, massa de modelar, tinta guache, tinta a óleo, giz de cera, isopor, placas de EVA e argilas:
“As atividades vão ser desenvolvidas com materiais reciclados como caixas, restos de tecido, garrafas plásticas, entre outros, bem como brinquedos destinados à estimulação e percepção sensorial e cognitiva, como caixas mágicas, areia cinética, placa de texturas e afins. Os temas abordados terão relação com o cotidiano e a infância, como vivência em ambiente escolar, familiar e comunitário, além de temas relacionados a aspectos que envolvem a identificação e nomeação de emoções, o espaço geográfico e o lazer, contribuindo com o desenvolvimento psíquico, emocional e motor através da observação, elaboração e criatividade”, explicou a aluna.
Com o existe uma grande procura de pacientes/crianças atípicas em busca de suporte ao neurodesenvolvimento, há a possibilidade de ampliar ainda mais o cuidado e a assistência às crianças já atendidas no ambulatório de Pediatria na Policlínica do UniFOA. Dessa forma está sendo estudada a abertura de novas vagas para participação no projeto, ocorrendo semestralmente. Os discentes que participam deste projeto, além da Maria Eugênia, são: Aline de Paula, Giovanna Liberati e Sérgio Vitor Vicente.
“Tudo começou durante uma consulta na Policlínica com um paciente portador de TDAH, que estava muito agitado e somente se acalmou após ter recebido papel e caneta para brincar. Elaboramos o projeto e fiquei muito emocionada quando o professor Rodrigo Freitas informou que havia sido aprovado. Fui correndo dar a ótima notícia aos coordenadores e professores muito especiais também envolvidos, como Luciano Costa, Clarisse Drumond e Marcia Trindade. Agradeço imensamente pelo apoio e confiança, e também à FOA/UniFOA por acreditar na proposta e disponibilizar a infraestrutura e todos os materiais para visibilizarmos o projeto”, contou Maria Eugênia.
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O curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou o acolhimento dos ingressantes do 2º semestre de 2024 e veteranos no campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços. No intuito de começar uma nova etapa de suas vidas profissionais e acadêmicas, os estudantes foram recebidos por professores e o coordenador do curso, Júlio Aragão, na recepção que foi iniciada pela manhã.
Como ponto de partida, os recém-chegados, da Med82, viram os fundamentos, cronogramas, atividades realizadas pelo curso ao longo de toda a graduação e à nova matriz curricular do curso de Medicina do UniFOA. Depois, realizaram um tour guiado pelo campus, onde foram apresentados à estrutura de excelência que nossa cidade universitária oferece aos seus discentes, que conta com laboratórios e equipamentos de ponta, professores com metodologias inovadoras de ensino e o Núcleo de Atividade Virtual de Ensino, o laboratório NAVE.
Além disso, os estudantes conheceram as plataformas LXP, TEAMS, Jaleco e Paciente 360, instrumentos de aprendizagem virtuais utilizados pela instituição para maximizar o aprendizado de seus acadêmicos, a fim de dinamizar o conteúdo transmitido durante as aulas. Para concluir o primeiro dia de Start, todos foram recepcionados pela professora Vânia de Oliveira, que apresentou o Centro de Aprendizagem e Inovação Pedagógica (CAIP), um grande parceiro na trajetória acadêmica dos alunos de todos os cursos do UniFOA.
No começo da tarde, os veteranos também foram recebidos no Auditório William Monachesi, onde tiveram orientações sobre a continuidade do curso e as novas metodologias que serão aplicadas ao decorrer do semestre. Entre todos as particularidades que foram discutidas e expostas aos ingressantes, o coordenador do curso Júlio Aragão falou sobre as novas exigências feitas pelo Exame Nacional de Residência (Enare), uma avaliação realizada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh/MEC) que tem como objetivo oferecer mais oportunidades de vagas de residências das áreas médica, uni e multiprofissional.
Relatos que Enaltecem o Acolhimento e suas surpresas positivas:
Maria Clara Vilela, caloura da Med82, expressou sua satisfação em iniciar seu grande sonho de estudar Medicina, enfatizando sua escolha pelo UniFOA:
“Essa nova etapa da minha vida significa a realização de um sonho que tenho desde criança, pelo que representa a Medicina para mim, que é cuidar do próximo. Escolhi o UniFOA pelo reconhecimento que o Centro Universitário possui, e espero que minha trajetória por aqui seja um sucesso”.
Nathan Conrado, também ingressante, comentou um pouco suas expectativas para o começo de sua nova jornada acadêmica e profissional:
“Me sinto bastante realizado por ter conseguido entrar para o curso de Medicina. É uma profissão que sempre almejei atuar, e estar no UniFOA que é uma instituição bastante conceituada é um motivo de bastante orgulho para mim”.
Débora Leopoldino, do 7º período, enalteceu a qualidade de ensino do corpo docente do curso e explicou suas expectativas para o início de mais um semestre no Centro Universitário de Volta Redonda:
“É sempre um grande prazer retornar ao Centro Universitário para o começo de uma nova etapa da minha vida acadêmica. Gosto sempre de ter esse acolhimento da instituição e da coordenação, pois eles sempre nos atualizam sobre os avanços e as novidades que serão aplicadas dentro do nosso aprendizado. Já olhamos quais serão nossos professores desse período e são todos excelentes, por isso tenho expectativas muito boas para o decorrer desse semestre”.
O coordenador Júlio Aragão reforçou a importância do acolhimento ao ressaltar os impactos positivos gerados pela recepção a todos os alunos do curso:
“A semana de acolhimento é fundamental para construir um senso de comunidade e pertencimento, reduzindo a ansiedade dos ingressantes e promovendo a continuidade do engajamento dos estudantes de períodos mais avançados. Essa iniciativa reforça a coesão do corpo discente, facilita a troca de experiências e conhecimentos, e cria um ambiente mais acolhedor e colaborativo para todos os estudantes”.
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Para marcar o início do novo semestre letivo, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) vem realizando a 6ª Semana de Formação Continuada, que capacita os docentes sobre processos inovadores que devem ser inseridos nos currículos dos cursos, bem como a parte avaliativa de competência dos alunos. É o caso da “Oficina OSCE e Simulação Realística”, que afere de maneira justa e igualitária o que o estudante consegue fazer na prática, aliada à teoria.
O OSCE (Objective Structured Clinical Examination ou Exame Estruturado de Habilidades Clínicas) é aplicado em escolas de Medicina de todo o mundo, há mais de 50 anos.
Trata-se de um método que avalia o conhecimento clínico e prático que um estudante de medicina possui, de acordo com um determinado período do curso. Mas também é uma ferramenta estratégica para o ensino de outras áreas da saúde, que permite avaliar de forma objetiva e padronizada as competências clínicas dos estudantes, assegurando que estejam prontos para atender às demandas do mercado de trabalho com excelência.
A oficina foi realizada na manhã e tarde desta quarta-feira (31), com a cirurgiã e professora do curso de Medicina Alessandra Patrícia Soares da Costa Rafael:
“Estamos na semana de capacitação docente, com o intuito de melhorar cada vez mais não só o ensino, mas a parte avaliativa desse ensino. O encontro de hoje visa ao treinamento das ferramentas de avaliação previstas pelo OSCE, que são validadas e consolidadas, e que tornam a análise dos graduandos um instrumento uniforme - e não subjetivo, da parte apenas do professor. Trata-se de um teste que torna a avaliação padronizada, mais justa e mais correta no sentido acadêmico”, explicou.
Dentro do dispositivo OSCE, além de conhecimento técnico da área, os professores avaliam também a forma como os alunos se comportam em relação ao contato com os pacientes, pois é preciso entender que os discentes estão preparados para a lidar com o dia a dia da profissão. Além disso, é um momento importante para que o próprio estudante faça uma autoavaliação e perceba o que precisa ser melhorado. Todo o teste tem a duração de 10 minutos, além de dois minutos de ‘feedback’, quando o professor mostra ao discente o que necessita ser aprimorado.
O coordenador do curso de Medicina do UniFOA, Julio Aragão, afirmou que a oficina é uma iniciativa fundamental para a capacitação contínua dos professores:
“Este evento oferece treinamento prático em simulações de desempenho clínico, permitindo que nossos docentes aprimorem suas habilidades em simulações realísticas. Isso garante um ensino de qualidade e prepara nossos alunos para situações reais na prática médica”, garantiu, acrescentando que a Formação Continuada é essencial para o UniFOA, pois garante que os professores estejam sempre atualizados com as melhores práticas de ensino e avanços na área médica.
“Este processo contínuo de desenvolvimento profissional é imprescindível para manter a qualidade do aprendizado e, consequentemente, a formação de médicos bem preparados e competentes”, frisou Julio Aragão.
Diferente de um teste convencional aplicado em sala de aula, os mecanismos usados pela ferramenta OSCE seguem uma lista pré-estabelecida, permitindo que todos os avaliadores executem a mesma tarefa, a partir de situações clínicas reais. As análises de competências, como a capacidade do aluno de mobilizar conhecimento, habilidades, atitudes, valores e experiência para solucionar um problema, foram as bases para o treinamento realizado na segunda parte da oficina, quando os participantes simularam um OSCE, discutiram os casos apresentados e dirimiram as dúvidas que surgiram.
Um destaque no treinamento do OSCE é em relação à preparação dos estudantes para o exame, pois eles são qualificados durante as aulas para a avaliação que irão enfrentar:
“Para participar do OSCE são criados cenários de prática nas diversas áreas da medicina onde o aluno deve realizar um atendimento simulado, mas sempre dentro do período que ele está inserido. Dessa forma, o professor tem condições de instruir esse discente para que não seja surpreendido com o que está sendo arguido”, esclareceu a professora Alessandra Patrícia, acrescentando que a Formação Continuada oferece a chance da evolução acadêmica, através da atualização.
Professora de cursos do UniFOA na área de saúde há 36 anos, Marise Ramos participou, nesta semana, de algumas palestras e oficinas da Formação Continuada, pois considera essa capacitação importante à melhoria dos processos didáticos pedagógicos, uma vez que a instituição trabalha com ensino, pesquisa e extensão:
“O UniFOA une o tradicional com o moderno e essa atualização é primordial para os docentes. A instituição vem realizando com os acadêmicos um sério trabalho sobre relacionamento com pessoas - como acolher, vivenciar o problema do outro, mediar e orientar -, trazendo à tona questões humanistas, que fazem o diferencial no atendimento, pois cuidamos de seres humanos. Isso é louvável”, enalteceu.
Mesmo se tratando de uma oficina voltada mais aos cursos de saúde, a advogada e professora do curso de Direito Danielle Cavalieri participou do encontro, mostrando que o OSCE pode ser aplicado em casos jurídicos, usando a mesma metodologia:
“O OSCE faz o aluno a pensar de uma forma mais ampla, pois temos processos jurídicos que envolvem o atendimento do hospital e do profissional de saúde. Todos precisam estar preparados para o que poderá ocorrer durante a sua vida profissional”, salientou.
De acordo com o pró-reitor Acadêmico, Bruno Gambarato, a formação continuada dos docentes, realizada semestralmente, é um momento crucial para a troca de experiências exitosas e o aprendizado de novas habilidades e abordagens pedagógicas.
“Esse processo integra o Plano de Desenvolvimento Institucional e reflete o compromisso da instituição em oferecer o melhor e mais atualizado aos seus estudantes. Por meio dessas formações, os docentes têm a oportunidade de compartilhar práticas bem-sucedidas e se atualizar com metodologias inovadoras, garantindo uma educação de qualidade e relevante. Esse investimento na capacitação dos educadores é fundamental para proporcionar aos alunos experiências significativas e formar profissionais preparados para promover mudanças no mundo do trabalho”, finalizou.
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O próximo sábado (27) celebra uma das muitas especializações da Medicina: o Dia Nacional do Pediatra. O médico perito no campo da pediatria é responsável por acompanhar o crescimento e desenvolvimento das crianças, desde o nascimento até a adolescência, sendo o especialista encarregado por diagnosticar, tratar doenças e orientar os pais acerca dos aspectos relacionados à saúde infantil, como a nutrição e vacinação.
A Pediatria é a esfera com maior número de profissionais entre de Medicina do país. Dos mais de 320 mil médicos especializados, cerca de 48 mil são pediatras, de acordo com dados divulgados pela Demografia Médica no Brasil 2023, produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Criado em 1880, o termo “pediatria” tem origem na junção de duas palavras gregas: paidos (criança) e iatreia (processo de cura). Os primeiros centros médicos de atendimentos dedicados a esse campo foram criados em 1802, em Paris, na França.
A prática clínica como base para a formação profissional do pediatra se intensificou em 1882, quando Carlos Artur Moncorvo, considerado o “pai da Pediatria no Brasil”, inaugurou a Policlínica Geral do Rio de Janeiro, ao lado de Dom Pedro II, criando o primeiro curso regular da especialização no país. Em 1910, alguns médicos se organizaram numa associação que deu origem à centenária Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) que, a partir de então, tem atuado como a representante máxima dos interesses dessa esfera no país.
Desde então, a área tem passado por inovações que possibilitam a evolução do atendimento do Pediatra. O desenvolvimento tecnológico cada vez maior na Medicina nas últimas décadas oferece novos recursos de ponta para os profissionais da área, como telemedicina e os prontuários eletrônicos. O incremento dessas ferramentas se tornou essencial, pois permite um acompanhamento mais eficiente e acessível, seja em casos mais emergenciais e ou em exames de rotina de determinado paciente:
“Também não podemos esquecer da humanização do atendimento, que tem impacto significativo durante cada consulta. A empatia, sem julgamentos, ajuda a reduzir a ansiedade do paciente e familiares. Isso faz com que o seguimento do tratamento tenha melhor adesão, além de fortalecer o vínculo entre pediatra, responsáveis e a criança”, declarou Gustavo Baylao, chefe do Centro de Atendimento Intensivo (CTI) Pediátrico do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), acerca de como alinhar as novas tendências tecnológicas da Pediatria ao lado humano da relação entre os envolvidos em cada atendimento.
Gustavo, que atua no campo da Pediatria do H.FOA há 11 anos, também esmiuçou os principais cuidados que cada pediatra precisa se atentar. Ele explicou que o foco tem sido cada vez maior na prevenção de doenças através de vacinas, nutrição adequada e balanceada, e promoção de hábitos saudáveis desde a infância, pontos chaves de Medicina preventiva. Além disso, outro ponto importante está no cuidado da saúde mental das crianças e adolescentes, em parceria com a Psicologia.
Assim, durante a especialização nessa esfera das ciências da saúde, o estudante de Medicina precisa ser preparar para enfrentar os desafios que um pediatra enfrenta diariamente, com o propósito de ser um profissional exemplar:
“O ponto principal está no estudo intensivo, desde o básico no desenvolvimento normal da criança, até o aprofundamento nas doenças. Seguindo com estágios práticos, leituras de artigos atualizados e se envolvendo, também, em projetos de pesquisa. A cobrança é muito grande, seja pelos pais dos pacientes ou a correria intensa que qualquer médico vivencia. Por isso, os alunos precisam estar prontos para atuar de fato na área que escolheram, para que não aconteça um desequilíbrio pessoal e profissional”, completou o pediatra, enfatizando a importância dos estudos aprofundado para a formação integral do discente.
O chefe do CTI de Pediatria do H.FOA também é egresso do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). Sua formação foi vital para o seu desenvolvimento profissional, pelas oportunidades de capacitações técnica, teórica e prática que foram oferecidas ao longo de sua graduação:
“O UniFOA teve um papel fundamental na minha formação e conquistas na especialidade. A base sólida plantada por professores engajados e dedicados, a qualidade de ensino, com uma estrutura curricular teórica e prática ampla através de contato com ambientes colaborativos, como postos de saúde da família, maternidade, acompanhamento clinico e cirúrgico. É um orgulho, como egresso, ver a instituição adquirir um centro próprio de atenção terciário e multidisciplinar", finalizou Gustavo.
Júlio Aragão, coordenador do curso de Medicina do UniFOA, evidenciou a qualidade da formação entregue aos futuros médicos, relembrando um dos professores mais respeitados da instituição:
“É uma área que exige dedicação, empatia e um profundo conhecimento técnico, atributos que nossos estudantes e profissionais buscam aprimorar constantemente. Sempre gosto de destacar que vários dos nossos professores e egressos são exemplos de pediatras dedicados e destacados em nossa comunidade. Em especial, homenageamos o professor Albino Moreira Torres, que nos deixou recentemente. Sua contribuição para a pediatria e para a formação dos nossos alunos foi inestimável”.
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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), através dos cursos de Medicina e Odontologia, está comemorando o sucesso de um trabalho científico que foi aprovado no Congresso Nacional em Saúde e, posteriormente, publicado na revista internacional Research, Society and Development, neste mês de julho. O congresso é inovador e reúne especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes de todo o mundo, proporcionando um ambiente único para a troca de conhecimentos, experiências e avanços científicos.
Com o título “Protocolo para uso de antibiótico terapia profilática em condutas odontológicas, uma revisão de literatura”, o estudo foi desenvolvido pela aluna do 12º período da Medicina Sophia Lobo em parceria com seu pai, professor de periodontia e coordenador da pós-graduação do curso de Odontologia, Sérgio Luiz Manes Lobo, que abraçou a ideia da filha em publicar um trabalho científico. Depois de muito debate, pesquisa e análise, eles chegaram a um consenso sobre o tema que inter-relacionasse as duas áreas da saúde, que passou a ser elaborado.
A dissertação científica analisou sobre “Antibiótico Terapia Profilática”, que é a prática de uso de antibióticos previamente à realização de procedimentos odontológicos, que podem vir a causar infecção em nível sistêmico, por propiciar uma condição denominada bacteremia. O professor Sérgio explica:
“Visando esse objetivo, a administração prévia de antibióticos baseia-se em doses de alta concentração nos tecidos, no momento de condutas que possam causar uma infecção nos chamados pacientes suscetíveis. O principal objetivo é a prevenção da endocardite bacteriana, que é quando a bactéria entra na corrente sanguínea e causa infecção.”
A estudante Sophia complementa: “Os pacientes indicados à profilaxia são: portadores de próteses valvares, endocardite bacteriana prévia, cardiopatia congênita cianótica, disfunção valvular, prolapso da valva mitral, cardiomiopatia hipertrófica, febre reumática com disfunção valvular, transplantados e portadores de próteses ortopédicas recentes (um ano). O propósito desta revisão é contribuir com a classe odontológica no que diz respeito aos pontos chaves para se realizar a ‘antibiótico terapia profilática’, de maneira lúcida e eficaz, sem banalizá-la”.
O coordenador do curso de Medicina, Julio Aragão, fez um depoimento emocionante sobre mais esta conquista da instituição:
“O sucesso do trabalho científico desenvolvido no UniFOA, em diversas instâncias científicas, é motivo de grande orgulho para todos nós. Este marco reflete a relevância da produção científica promovida em nossa instituição, consequente ao brilhantismo de nossos docentes e discentes. A aprovação e publicação de um estudo são testemunhos do espírito de investigação científica que buscamos fomentar em nossos cursos. Este reconhecimento não apenas fortalece a reputação do UniFOA no cenário acadêmico nacional e internacional, mas também serve como inspiração para todos os nossos alunos e professores, incentivando-os a continuar contribuindo para o avanço do conhecimento na área da saúde”.
A futura médica Sophia Lobo, que se forma em dezembro deste ano, conta que o mais importante no Congresso foi poder compartilhar ideias inovadoras e aprender também com as informações por meio de outros trabalhos, além de pontuar no currículo para a residência médica, tendo sido um passo muito significativo:
“A nossa parceria surgiu quando eu decidi que faria um artigo científico e, ao perceber que poderíamos inter-relacionar as duas áreas da saúde, tudo evoluiu de forma natural. Quando o trabalho foi aprovado, minha reação não foi de surpresa, porque já tinha certeza que, com os ensinamentos dele, a chance da aprovação era enorme. O sentimento foi de gratidão principalmente, por ter meu pai, a pessoa mais importante pra mim, junto com a minha mãe, como meu maior aliado nessa etapa importante. A aprovação no congresso foi um momento muito marcante, assim como a publicação na revista internacional.”
Embalado com a conquista, o professor Sérgio conta que já conversam sobre o próximo trabalho.
“Já estamos pensando na próxima dissertação científica, que tenha um diferencial como este, que acredito ter sido aprovado justamente pela importância de inter-relacionar as profissões de saúde, uma auxiliando a outra, mas onde quem ganha - e muito - é o paciente. Também chamamos a atenção para a relevância das disciplinas ditas básicas, como farmacologia e fisiologia.”
Ele ainda complementa que, “ser professor e orientador são minha paixão profissional, agora ser professor e orientador de minha filha, tem um ar todo especial, palavra de pai”, ressaltou, visivelmente emocionado.
A campanha “Julho Amarelo” foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são doenças muitas vezes silenciosas, pois nem sempre apresentam sintomas visíveis, fazendo com que evolua sem o devido diagnóstico. Dependendo do tipo de hepatite, o paciente pode vir a óbito.
A hepatite é um processo inflamatório no fígado causado pela infecção por vírus. Existem alguns tipos de hepatites, as infecciosas, que são mais comuns, causadas pelos vírus: A (HAV), B (HBV) e C (HCV), como mais usuais. Outros vírus que causam hepatite são: D (HDV) e vírus E (HEV). O vírus da Herpes, citomegalovirus, Epstein Barr vírus (EBV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV) também podem causar hepatite. Até o vírus da Dengue pode ser responsável por casos de hepatite.
De acordo com o gastroenterologista do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), Paulo Braga, a campanha Julho Amarelo é uma excelente oportunidade para falar sobre essa doença, que é passível de prevenção, a começar pelas formas de transmissão:
“No caso da hepatite A, a propagação é por via fecal-oral, ou seja, através da ingestão de alimentos ou água contaminada pelo vírus. As hepatites virais B e C podem ser transmitidas através de sangue e fluidos corporais (como no compartilhamento de seringas e itens pessoais como alicate, lâminas de barbear, ou em relações sexuais desprotegidas), e via transfusão de sangue não testado”, explicou.
As formas da doença podem ser agudas, causando uma lesão no tecido hepático mais intensa, gerando complicações como a insuficiência hepática e sua falência. Ou, ainda, podem causar um acometimento lento e contínuo, produzindo um dano progressivo e evoluindo para uma hepatite crônica, que também vai levar a uma insuficiência hepática. Os dois mecanismos de lesão são potencialmente graves e podem levar à morte, caso não forem adequadamente tratados.
É bom deixar claro que contágio via transfusão de sangue já foi muito comum no passado, mas, atualmente é considerado raro, tendo em vista o maior controle e a melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.
Paulo Braga esclarece que, quando o caso é de hepatite aguda, o paciente pode apresentar sintomas como febre, fadiga, dor abdominal, náuseas, perda de apetite. Com a evolução da doença, podem ainda causar icterícia (pele e olhos amarelados), coceira na pele, escurecimento da urina, fezes claras e aumento do tamanho do fígado.
E, nos casos de hepatite crônica, os sintomas serão decorrentes da insuficiência hepática, com aumento do volume abdominal devido a líquido (ascite); sangramento digestivo por varizes de esôfago; perda do apetite; dor abdominal; icterícia e confusão mental.
O tratamento vai depender do tipo de vírus, podendo ser apenas de controle dos sintomas, como é praticado nos casos da hepatite A. Para os diagnósticos de hepatites B e C existem o tratamento com medicamentos antivirais, que são fornecidos por centros especializados, sem custos, pelo governo. A vacina é o melhor método de prevenção para as hepatites A e B. Infelizmente para a hepatite C ainda não existe vacina para prevenir.
Mas, a melhor forma de evitar as hepatites virais é a prevenção, por isso é preciso redobrar os cuidados sanitários para casos de hepatite A, como higienização das mãos e dos alimentos. Para prevenir as hepatites B e C, deve-se usar preservativos em relações sexuais; não compartilhar seringas e objetos de uso pessoal, como alicate e cortador de unha, lâminas de barbear e procurar locais oficiais na hora de realizar testes sorológicos pré-transfusionais.
Como são doenças com potencial de prevenção, a informação é a melhor tática para a conscientização de funcionários de uma empresa, por exemplo. Por isso é tão necessário e importante falar sobre o assunto, para despertar a consciência de todos.
“O Julho Amarelo é uma campanha de conscientização de estrema importância. Através da informação conseguimos reduzir a exposição pessoal ao vírus, diminuir o número de pessoas contaminadas e, consequentemente, os óbitos. Peça ao seu médico a vacina para as hepatites A e B”, recomendou o gastroenterologista Paulo Braga.
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O Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) realizou, nesta sexta-feira (19), a primeira cirurgia oncológica com a utilização da plataforma robótica Da Vinci X na região, e também a primeira em um paciente privado, que sofria com um tumor de próstata. A FOA anunciou, no início deste mês, a aquisição da plataforma e o início das intervenções cirúrgicas, implantando um avançado sistema robótico que está revolucionando a cirurgia médica em Volta Redonda, Sul Fluminense e todo o Vale do Paraíba. A cirurgia foi um sucesso, o paciente já se encontra no quarto e tem alta programada para pouco mais de 24h.
De acordo com o cirurgião e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica do H.FOA, Heitor Santos, as vantagens da cirurgia por robótica são inúmeras:
“O procedimento cirúrgico por robô diminui muito o índice de complicações em intervenções na próstata, como impotência sexual e incontinência urinária, quando comparada à cirurgia convencional ou por videolaparoscopia. A cirurgia foi feita pelo urologista e chefe do Programa de Cirurgia Robótica em Hospital da cidade do Rio de Janeiro e, apesar de ser uma cirurgia delicada, a plataforma Da Vinci X proporciona uma rápida recuperação e alta hospitalar rápida”, explicou.
A cirurgia contou com o acompanhamento do cirurgião Heitor Santos e equipe, e tudo ocorreu dentro do programado:
“A equipe que forma o Comitê Robótico do H.FOA treinou exaustivamente e está altamente capacitada e executar qualquer cirurgia robótica", ressaltou Heitor, que também opera hérnias da parede abdominal por cirurgia robótica no H.FOA. Ele complementou afirmando que "o paciente foi levado para o quarto e está com alta programada para pouco mais de um dia. Foi mais uma etapa vencida e iniciamos mais uma especialidade na plataforma robótica Da Vinci em toda a região, o que demonstra compromisso com excelência do H.FOA", salientou.
O H.FOA atende ao Sistema único de Saúde (SUS) e a primeira cirurgia, realizada no início deste mês, saiu de forma gratuita para o paciente, que se submeteu à retirada de uma hérnia abdominal, com grande sucesso. Entre os benefícios da cirurgia robótica estão a maior precisão nos movimentos e tempo de recuperação mais curto, sendo que essa tecnologia permite realizar procedimentos cirúrgicos complexos com resultados aprimorados.
Estando na vanguarda da região Sul Fluminense, o Hospital da FOA tem a plataforma Da Vinci X instalada entre Guarulhos e (SP) e Duque de Caxias (RJ), com a projeção de ser amplamente utilizada em quase todas especialidades cirúrgicas, que vão do cérebro ao abdômen, sendo as principais: próstata, rim e hérnias abdominais. Isso representa um avanço significativo na cirurgia moderna e minimamente invasiva.
Para o diretor do H.FOA, Leonardo Prado, a cirurgia robótica oferecida pelo hospital – também através do SUS -, mostra a democratização do acesso à tecnologia disponível nos melhores hospitais do mundo:
“Temos uma equipe capacitada para o uso da plataforma Da Vinci X, após intenso treinamento e obtenção da certificação. Sabemos que o investimento inicial da tecnologia robótica é alto, mas se levarmos em conta o tempo reduzido de internação e a diminuição das complicações decorrentes do procedimento, a economia será significativa por meio da menor carga sobre os recursos hospitalares”, complementou.
Segundo dados da Associação Médica Brasileira, a cirurgia robótica cresceu, em 5 anos, 417% no Brasil e a previsão é que o custo cirúrgico deverá cair para os pacientes por conta da chegada de mais robôs em território brasileiro. Embora ainda restrita a poucos centros médicos no país — quase todos na rede privada —, a cirurgia robótica vive um momento de expansão inédita no Brasil, com o aumento do número de equipamentos.
Ainda de acordo com os hospitais que oferecem a técnica, o aumento da concorrência está permitindo redução de 30% a 50% no custo do procedimento para o paciente e deverá ampliar o número de estabelecimentos de saúde que realizam operações com auxílio de robô. Nos últimos cinco anos, o número de robôs cirúrgicos dobrou no país, passando de 51 em 2018 para os atuais 111.
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