Para marcar o início do novo semestre letivo, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) vem realizando a 6ª Semana de Formação Continuada, que capacita os docentes sobre processos inovadores que devem ser inseridos nos currículos dos cursos, bem como a parte avaliativa de competência dos alunos. É o caso da “Oficina OSCE e Simulação Realística”, que afere de maneira justa e igualitária o que o estudante consegue fazer na prática, aliada à teoria.
O OSCE (Objective Structured Clinical Examination ou Exame Estruturado de Habilidades Clínicas) é aplicado em escolas de Medicina de todo o mundo, há mais de 50 anos.
Trata-se de um método que avalia o conhecimento clínico e prático que um estudante de medicina possui, de acordo com um determinado período do curso. Mas também é uma ferramenta estratégica para o ensino de outras áreas da saúde, que permite avaliar de forma objetiva e padronizada as competências clínicas dos estudantes, assegurando que estejam prontos para atender às demandas do mercado de trabalho com excelência.
A oficina foi realizada na manhã e tarde desta quarta-feira (31), com a cirurgiã e professora do curso de Medicina Alessandra Patrícia Soares da Costa Rafael:
“Estamos na semana de capacitação docente, com o intuito de melhorar cada vez mais não só o ensino, mas a parte avaliativa desse ensino. O encontro de hoje visa ao treinamento das ferramentas de avaliação previstas pelo OSCE, que são validadas e consolidadas, e que tornam a análise dos graduandos um instrumento uniforme - e não subjetivo, da parte apenas do professor. Trata-se de um teste que torna a avaliação padronizada, mais justa e mais correta no sentido acadêmico”, explicou.
Dentro do dispositivo OSCE, além de conhecimento técnico da área, os professores avaliam também a forma como os alunos se comportam em relação ao contato com os pacientes, pois é preciso entender que os discentes estão preparados para a lidar com o dia a dia da profissão. Além disso, é um momento importante para que o próprio estudante faça uma autoavaliação e perceba o que precisa ser melhorado. Todo o teste tem a duração de 10 minutos, além de dois minutos de ‘feedback’, quando o professor mostra ao discente o que necessita ser aprimorado.
O coordenador do curso de Medicina do UniFOA, Julio Aragão, afirmou que a oficina é uma iniciativa fundamental para a capacitação contínua dos professores:
“Este evento oferece treinamento prático em simulações de desempenho clínico, permitindo que nossos docentes aprimorem suas habilidades em simulações realísticas. Isso garante um ensino de qualidade e prepara nossos alunos para situações reais na prática médica”, garantiu, acrescentando que a Formação Continuada é essencial para o UniFOA, pois garante que os professores estejam sempre atualizados com as melhores práticas de ensino e avanços na área médica.
“Este processo contínuo de desenvolvimento profissional é imprescindível para manter a qualidade do aprendizado e, consequentemente, a formação de médicos bem preparados e competentes”, frisou Julio Aragão.
Diferente de um teste convencional aplicado em sala de aula, os mecanismos usados pela ferramenta OSCE seguem uma lista pré-estabelecida, permitindo que todos os avaliadores executem a mesma tarefa, a partir de situações clínicas reais. As análises de competências, como a capacidade do aluno de mobilizar conhecimento, habilidades, atitudes, valores e experiência para solucionar um problema, foram as bases para o treinamento realizado na segunda parte da oficina, quando os participantes simularam um OSCE, discutiram os casos apresentados e dirimiram as dúvidas que surgiram.
Um destaque no treinamento do OSCE é em relação à preparação dos estudantes para o exame, pois eles são qualificados durante as aulas para a avaliação que irão enfrentar:
“Para participar do OSCE são criados cenários de prática nas diversas áreas da medicina onde o aluno deve realizar um atendimento simulado, mas sempre dentro do período que ele está inserido. Dessa forma, o professor tem condições de instruir esse discente para que não seja surpreendido com o que está sendo arguido”, esclareceu a professora Alessandra Patrícia, acrescentando que a Formação Continuada oferece a chance da evolução acadêmica, através da atualização.
Professora de cursos do UniFOA na área de saúde há 36 anos, Marise Ramos participou, nesta semana, de algumas palestras e oficinas da Formação Continuada, pois considera essa capacitação importante à melhoria dos processos didáticos pedagógicos, uma vez que a instituição trabalha com ensino, pesquisa e extensão:
“O UniFOA une o tradicional com o moderno e essa atualização é primordial para os docentes. A instituição vem realizando com os acadêmicos um sério trabalho sobre relacionamento com pessoas - como acolher, vivenciar o problema do outro, mediar e orientar -, trazendo à tona questões humanistas, que fazem o diferencial no atendimento, pois cuidamos de seres humanos. Isso é louvável”, enalteceu.
Mesmo se tratando de uma oficina voltada mais aos cursos de saúde, a advogada e professora do curso de Direito Danielle Cavalieri participou do encontro, mostrando que o OSCE pode ser aplicado em casos jurídicos, usando a mesma metodologia:
“O OSCE faz o aluno a pensar de uma forma mais ampla, pois temos processos jurídicos que envolvem o atendimento do hospital e do profissional de saúde. Todos precisam estar preparados para o que poderá ocorrer durante a sua vida profissional”, salientou.
De acordo com o pró-reitor Acadêmico, Bruno Gambarato, a formação continuada dos docentes, realizada semestralmente, é um momento crucial para a troca de experiências exitosas e o aprendizado de novas habilidades e abordagens pedagógicas.
“Esse processo integra o Plano de Desenvolvimento Institucional e reflete o compromisso da instituição em oferecer o melhor e mais atualizado aos seus estudantes. Por meio dessas formações, os docentes têm a oportunidade de compartilhar práticas bem-sucedidas e se atualizar com metodologias inovadoras, garantindo uma educação de qualidade e relevante. Esse investimento na capacitação dos educadores é fundamental para proporcionar aos alunos experiências significativas e formar profissionais preparados para promover mudanças no mundo do trabalho”, finalizou.
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O próximo sábado (27) celebra uma das muitas especializações da Medicina: o Dia Nacional do Pediatra. O médico perito no campo da pediatria é responsável por acompanhar o crescimento e desenvolvimento das crianças, desde o nascimento até a adolescência, sendo o especialista encarregado por diagnosticar, tratar doenças e orientar os pais acerca dos aspectos relacionados à saúde infantil, como a nutrição e vacinação.
A Pediatria é a esfera com maior número de profissionais entre de Medicina do país. Dos mais de 320 mil médicos especializados, cerca de 48 mil são pediatras, de acordo com dados divulgados pela Demografia Médica no Brasil 2023, produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Criado em 1880, o termo “pediatria” tem origem na junção de duas palavras gregas: paidos (criança) e iatreia (processo de cura). Os primeiros centros médicos de atendimentos dedicados a esse campo foram criados em 1802, em Paris, na França.
A prática clínica como base para a formação profissional do pediatra se intensificou em 1882, quando Carlos Artur Moncorvo, considerado o “pai da Pediatria no Brasil”, inaugurou a Policlínica Geral do Rio de Janeiro, ao lado de Dom Pedro II, criando o primeiro curso regular da especialização no país. Em 1910, alguns médicos se organizaram numa associação que deu origem à centenária Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) que, a partir de então, tem atuado como a representante máxima dos interesses dessa esfera no país.
Desde então, a área tem passado por inovações que possibilitam a evolução do atendimento do Pediatra. O desenvolvimento tecnológico cada vez maior na Medicina nas últimas décadas oferece novos recursos de ponta para os profissionais da área, como telemedicina e os prontuários eletrônicos. O incremento dessas ferramentas se tornou essencial, pois permite um acompanhamento mais eficiente e acessível, seja em casos mais emergenciais e ou em exames de rotina de determinado paciente:
“Também não podemos esquecer da humanização do atendimento, que tem impacto significativo durante cada consulta. A empatia, sem julgamentos, ajuda a reduzir a ansiedade do paciente e familiares. Isso faz com que o seguimento do tratamento tenha melhor adesão, além de fortalecer o vínculo entre pediatra, responsáveis e a criança”, declarou Gustavo Baylao, chefe do Centro de Atendimento Intensivo (CTI) Pediátrico do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), acerca de como alinhar as novas tendências tecnológicas da Pediatria ao lado humano da relação entre os envolvidos em cada atendimento.
Gustavo, que atua no campo da Pediatria do H.FOA há 11 anos, também esmiuçou os principais cuidados que cada pediatra precisa se atentar. Ele explicou que o foco tem sido cada vez maior na prevenção de doenças através de vacinas, nutrição adequada e balanceada, e promoção de hábitos saudáveis desde a infância, pontos chaves de Medicina preventiva. Além disso, outro ponto importante está no cuidado da saúde mental das crianças e adolescentes, em parceria com a Psicologia.
Assim, durante a especialização nessa esfera das ciências da saúde, o estudante de Medicina precisa ser preparar para enfrentar os desafios que um pediatra enfrenta diariamente, com o propósito de ser um profissional exemplar:
“O ponto principal está no estudo intensivo, desde o básico no desenvolvimento normal da criança, até o aprofundamento nas doenças. Seguindo com estágios práticos, leituras de artigos atualizados e se envolvendo, também, em projetos de pesquisa. A cobrança é muito grande, seja pelos pais dos pacientes ou a correria intensa que qualquer médico vivencia. Por isso, os alunos precisam estar prontos para atuar de fato na área que escolheram, para que não aconteça um desequilíbrio pessoal e profissional”, completou o pediatra, enfatizando a importância dos estudos aprofundado para a formação integral do discente.
O chefe do CTI de Pediatria do H.FOA também é egresso do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). Sua formação foi vital para o seu desenvolvimento profissional, pelas oportunidades de capacitações técnica, teórica e prática que foram oferecidas ao longo de sua graduação:
“O UniFOA teve um papel fundamental na minha formação e conquistas na especialidade. A base sólida plantada por professores engajados e dedicados, a qualidade de ensino, com uma estrutura curricular teórica e prática ampla através de contato com ambientes colaborativos, como postos de saúde da família, maternidade, acompanhamento clinico e cirúrgico. É um orgulho, como egresso, ver a instituição adquirir um centro próprio de atenção terciário e multidisciplinar", finalizou Gustavo.
Júlio Aragão, coordenador do curso de Medicina do UniFOA, evidenciou a qualidade da formação entregue aos futuros médicos, relembrando um dos professores mais respeitados da instituição:
“É uma área que exige dedicação, empatia e um profundo conhecimento técnico, atributos que nossos estudantes e profissionais buscam aprimorar constantemente. Sempre gosto de destacar que vários dos nossos professores e egressos são exemplos de pediatras dedicados e destacados em nossa comunidade. Em especial, homenageamos o professor Albino Moreira Torres, que nos deixou recentemente. Sua contribuição para a pediatria e para a formação dos nossos alunos foi inestimável”.
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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), através dos cursos de Medicina e Odontologia, está comemorando o sucesso de um trabalho científico que foi aprovado no Congresso Nacional em Saúde e, posteriormente, publicado na revista internacional Research, Society and Development, neste mês de julho. O congresso é inovador e reúne especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes de todo o mundo, proporcionando um ambiente único para a troca de conhecimentos, experiências e avanços científicos.
Com o título “Protocolo para uso de antibiótico terapia profilática em condutas odontológicas, uma revisão de literatura”, o estudo foi desenvolvido pela aluna do 12º período da Medicina Sophia Lobo em parceria com seu pai, professor de periodontia e coordenador da pós-graduação do curso de Odontologia, Sérgio Luiz Manes Lobo, que abraçou a ideia da filha em publicar um trabalho científico. Depois de muito debate, pesquisa e análise, eles chegaram a um consenso sobre o tema que inter-relacionasse as duas áreas da saúde, que passou a ser elaborado.
A dissertação científica analisou sobre “Antibiótico Terapia Profilática”, que é a prática de uso de antibióticos previamente à realização de procedimentos odontológicos, que podem vir a causar infecção em nível sistêmico, por propiciar uma condição denominada bacteremia. O professor Sérgio explica:
“Visando esse objetivo, a administração prévia de antibióticos baseia-se em doses de alta concentração nos tecidos, no momento de condutas que possam causar uma infecção nos chamados pacientes suscetíveis. O principal objetivo é a prevenção da endocardite bacteriana, que é quando a bactéria entra na corrente sanguínea e causa infecção.”
A estudante Sophia complementa: “Os pacientes indicados à profilaxia são: portadores de próteses valvares, endocardite bacteriana prévia, cardiopatia congênita cianótica, disfunção valvular, prolapso da valva mitral, cardiomiopatia hipertrófica, febre reumática com disfunção valvular, transplantados e portadores de próteses ortopédicas recentes (um ano). O propósito desta revisão é contribuir com a classe odontológica no que diz respeito aos pontos chaves para se realizar a ‘antibiótico terapia profilática’, de maneira lúcida e eficaz, sem banalizá-la”.
O coordenador do curso de Medicina, Julio Aragão, fez um depoimento emocionante sobre mais esta conquista da instituição:
“O sucesso do trabalho científico desenvolvido no UniFOA, em diversas instâncias científicas, é motivo de grande orgulho para todos nós. Este marco reflete a relevância da produção científica promovida em nossa instituição, consequente ao brilhantismo de nossos docentes e discentes. A aprovação e publicação de um estudo são testemunhos do espírito de investigação científica que buscamos fomentar em nossos cursos. Este reconhecimento não apenas fortalece a reputação do UniFOA no cenário acadêmico nacional e internacional, mas também serve como inspiração para todos os nossos alunos e professores, incentivando-os a continuar contribuindo para o avanço do conhecimento na área da saúde”.
A futura médica Sophia Lobo, que se forma em dezembro deste ano, conta que o mais importante no Congresso foi poder compartilhar ideias inovadoras e aprender também com as informações por meio de outros trabalhos, além de pontuar no currículo para a residência médica, tendo sido um passo muito significativo:
“A nossa parceria surgiu quando eu decidi que faria um artigo científico e, ao perceber que poderíamos inter-relacionar as duas áreas da saúde, tudo evoluiu de forma natural. Quando o trabalho foi aprovado, minha reação não foi de surpresa, porque já tinha certeza que, com os ensinamentos dele, a chance da aprovação era enorme. O sentimento foi de gratidão principalmente, por ter meu pai, a pessoa mais importante pra mim, junto com a minha mãe, como meu maior aliado nessa etapa importante. A aprovação no congresso foi um momento muito marcante, assim como a publicação na revista internacional.”
Embalado com a conquista, o professor Sérgio conta que já conversam sobre o próximo trabalho.
“Já estamos pensando na próxima dissertação científica, que tenha um diferencial como este, que acredito ter sido aprovado justamente pela importância de inter-relacionar as profissões de saúde, uma auxiliando a outra, mas onde quem ganha - e muito - é o paciente. Também chamamos a atenção para a relevância das disciplinas ditas básicas, como farmacologia e fisiologia.”
Ele ainda complementa que, “ser professor e orientador são minha paixão profissional, agora ser professor e orientador de minha filha, tem um ar todo especial, palavra de pai”, ressaltou, visivelmente emocionado.
A campanha “Julho Amarelo” foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são doenças muitas vezes silenciosas, pois nem sempre apresentam sintomas visíveis, fazendo com que evolua sem o devido diagnóstico. Dependendo do tipo de hepatite, o paciente pode vir a óbito.
A hepatite é um processo inflamatório no fígado causado pela infecção por vírus. Existem alguns tipos de hepatites, as infecciosas, que são mais comuns, causadas pelos vírus: A (HAV), B (HBV) e C (HCV), como mais usuais. Outros vírus que causam hepatite são: D (HDV) e vírus E (HEV). O vírus da Herpes, citomegalovirus, Epstein Barr vírus (EBV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV) também podem causar hepatite. Até o vírus da Dengue pode ser responsável por casos de hepatite.
De acordo com o gastroenterologista do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), Paulo Braga, a campanha Julho Amarelo é uma excelente oportunidade para falar sobre essa doença, que é passível de prevenção, a começar pelas formas de transmissão:
“No caso da hepatite A, a propagação é por via fecal-oral, ou seja, através da ingestão de alimentos ou água contaminada pelo vírus. As hepatites virais B e C podem ser transmitidas através de sangue e fluidos corporais (como no compartilhamento de seringas e itens pessoais como alicate, lâminas de barbear, ou em relações sexuais desprotegidas), e via transfusão de sangue não testado”, explicou.
As formas da doença podem ser agudas, causando uma lesão no tecido hepático mais intensa, gerando complicações como a insuficiência hepática e sua falência. Ou, ainda, podem causar um acometimento lento e contínuo, produzindo um dano progressivo e evoluindo para uma hepatite crônica, que também vai levar a uma insuficiência hepática. Os dois mecanismos de lesão são potencialmente graves e podem levar à morte, caso não forem adequadamente tratados.
É bom deixar claro que contágio via transfusão de sangue já foi muito comum no passado, mas, atualmente é considerado raro, tendo em vista o maior controle e a melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.
Paulo Braga esclarece que, quando o caso é de hepatite aguda, o paciente pode apresentar sintomas como febre, fadiga, dor abdominal, náuseas, perda de apetite. Com a evolução da doença, podem ainda causar icterícia (pele e olhos amarelados), coceira na pele, escurecimento da urina, fezes claras e aumento do tamanho do fígado.
E, nos casos de hepatite crônica, os sintomas serão decorrentes da insuficiência hepática, com aumento do volume abdominal devido a líquido (ascite); sangramento digestivo por varizes de esôfago; perda do apetite; dor abdominal; icterícia e confusão mental.
O tratamento vai depender do tipo de vírus, podendo ser apenas de controle dos sintomas, como é praticado nos casos da hepatite A. Para os diagnósticos de hepatites B e C existem o tratamento com medicamentos antivirais, que são fornecidos por centros especializados, sem custos, pelo governo. A vacina é o melhor método de prevenção para as hepatites A e B. Infelizmente para a hepatite C ainda não existe vacina para prevenir.
Mas, a melhor forma de evitar as hepatites virais é a prevenção, por isso é preciso redobrar os cuidados sanitários para casos de hepatite A, como higienização das mãos e dos alimentos. Para prevenir as hepatites B e C, deve-se usar preservativos em relações sexuais; não compartilhar seringas e objetos de uso pessoal, como alicate e cortador de unha, lâminas de barbear e procurar locais oficiais na hora de realizar testes sorológicos pré-transfusionais.
Como são doenças com potencial de prevenção, a informação é a melhor tática para a conscientização de funcionários de uma empresa, por exemplo. Por isso é tão necessário e importante falar sobre o assunto, para despertar a consciência de todos.
“O Julho Amarelo é uma campanha de conscientização de estrema importância. Através da informação conseguimos reduzir a exposição pessoal ao vírus, diminuir o número de pessoas contaminadas e, consequentemente, os óbitos. Peça ao seu médico a vacina para as hepatites A e B”, recomendou o gastroenterologista Paulo Braga.
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O Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) realizou, nesta sexta-feira (19), a primeira cirurgia oncológica com a utilização da plataforma robótica Da Vinci X na região, e também a primeira em um paciente privado, que sofria com um tumor de próstata. A FOA anunciou, no início deste mês, a aquisição da plataforma e o início das intervenções cirúrgicas, implantando um avançado sistema robótico que está revolucionando a cirurgia médica em Volta Redonda, Sul Fluminense e todo o Vale do Paraíba. A cirurgia foi um sucesso, o paciente já se encontra no quarto e tem alta programada para pouco mais de 24h.
De acordo com o cirurgião e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica do H.FOA, Heitor Santos, as vantagens da cirurgia por robótica são inúmeras:
“O procedimento cirúrgico por robô diminui muito o índice de complicações em intervenções na próstata, como impotência sexual e incontinência urinária, quando comparada à cirurgia convencional ou por videolaparoscopia. A cirurgia foi feita pelo urologista e chefe do Programa de Cirurgia Robótica em Hospital da cidade do Rio de Janeiro e, apesar de ser uma cirurgia delicada, a plataforma Da Vinci X proporciona uma rápida recuperação e alta hospitalar rápida”, explicou.
A cirurgia contou com o acompanhamento do cirurgião Heitor Santos e equipe, e tudo ocorreu dentro do programado:
“A equipe que forma o Comitê Robótico do H.FOA treinou exaustivamente e está altamente capacitada e executar qualquer cirurgia robótica", ressaltou Heitor, que também opera hérnias da parede abdominal por cirurgia robótica no H.FOA. Ele complementou afirmando que "o paciente foi levado para o quarto e está com alta programada para pouco mais de um dia. Foi mais uma etapa vencida e iniciamos mais uma especialidade na plataforma robótica Da Vinci em toda a região, o que demonstra compromisso com excelência do H.FOA", salientou.
O H.FOA atende ao Sistema único de Saúde (SUS) e a primeira cirurgia, realizada no início deste mês, saiu de forma gratuita para o paciente, que se submeteu à retirada de uma hérnia abdominal, com grande sucesso. Entre os benefícios da cirurgia robótica estão a maior precisão nos movimentos e tempo de recuperação mais curto, sendo que essa tecnologia permite realizar procedimentos cirúrgicos complexos com resultados aprimorados.
Estando na vanguarda da região Sul Fluminense, o Hospital da FOA tem a plataforma Da Vinci X instalada entre Guarulhos e (SP) e Duque de Caxias (RJ), com a projeção de ser amplamente utilizada em quase todas especialidades cirúrgicas, que vão do cérebro ao abdômen, sendo as principais: próstata, rim e hérnias abdominais. Isso representa um avanço significativo na cirurgia moderna e minimamente invasiva.
Para o diretor do H.FOA, Leonardo Prado, a cirurgia robótica oferecida pelo hospital – também através do SUS -, mostra a democratização do acesso à tecnologia disponível nos melhores hospitais do mundo:
“Temos uma equipe capacitada para o uso da plataforma Da Vinci X, após intenso treinamento e obtenção da certificação. Sabemos que o investimento inicial da tecnologia robótica é alto, mas se levarmos em conta o tempo reduzido de internação e a diminuição das complicações decorrentes do procedimento, a economia será significativa por meio da menor carga sobre os recursos hospitalares”, complementou.
Segundo dados da Associação Médica Brasileira, a cirurgia robótica cresceu, em 5 anos, 417% no Brasil e a previsão é que o custo cirúrgico deverá cair para os pacientes por conta da chegada de mais robôs em território brasileiro. Embora ainda restrita a poucos centros médicos no país — quase todos na rede privada —, a cirurgia robótica vive um momento de expansão inédita no Brasil, com o aumento do número de equipamentos.
Ainda de acordo com os hospitais que oferecem a técnica, o aumento da concorrência está permitindo redução de 30% a 50% no custo do procedimento para o paciente e deverá ampliar o número de estabelecimentos de saúde que realizam operações com auxílio de robô. Nos últimos cinco anos, o número de robôs cirúrgicos dobrou no país, passando de 51 em 2018 para os atuais 111.
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Os acidentes domésticos, segundo o Ministério da Saúde, são a principal causa de óbito entre crianças de até 14 anos de idade. Anualmente, cerca de 3,6 mil crianças morrem vítimas de acidentes em casa e outras 111 mil precisam ser hospitalizadas. Os dados alarmantes chamaram a atenção do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) que, desde 2021, fomenta o ‘Projeto Criança Segura’, com ênfase nas áreas de prevenção de acidentes e de primeiros socorros, essenciais para que pais e responsáveis saibam como agir em situações de risco.
É preciso alertar, por exemplo, que a cozinha é um dos lugares de maior risco para acidentes, como cortes, queimaduras e intoxicações e, por isso, é necessário manter facas, garfos e objetos cortantes, como tesouras, em gavetas com travas de segurança e fora do alcance de crianças. Mas o projeto vai muito além dessas noções básicas, pois o objetivo é ensinar e treinar pais e responsáveis em como agir em ocorrências de Urgência e Emergência, além de prevenir situações de risco e o que fazer nos casos em que a prevenção não for suficiente para se evitar o mal à saúde da criança/lactente.
Desde o início até agora, mais de 350 famílias receberam importantes informações e treinamento, que são oferecidos na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF); e na Policlínica Dr. André Bianco, ambas localizadas no campus Olezio Galotti do UniFOA, em Três Poços. Mesmo com a implementação da Lei Lucas, sancionada em 2018, ainda há grande defasagem nas informações sobre primeiros socorros entre a população brasileira, principalmente para a população que apresenta baixa condição social.
“Nosso projeto tem como objetivo a promoção da saúde de forma objetiva e prática, com ênfase na área de prevenção de acidentes e primeiros socorros. A abordagem presencial é realizada seguindo o protocolo de biossegurança das áreas de ciências biológicas e da saúde, criado pelo UniFOA. Outra meta é aproximar o estudante da população que utiliza a policlínica e o UBSF de Três Poços”, informou o professor Luciano Costa.
Um dos mais entusiastas do projeto é o coordenador do curso de Medicina, Júlio César Soares Aragão:
“Um projeto como esse é relevante por várias razões, pois permite que nosso estudante tenha a vivência de educação em saúde e de vinculação de conhecimentos teóricos em situações reais, fortalecendo a sua formação acadêmica e profissional. Além disso, presta um serviço relevante à comunidade e exemplifica a integração entre ensino e extensão no UniFOA. Esse é um papel fundante da nossa instituição - atender às necessidades da comunidade, promovendo o avanço do conhecimento científico e reafirmando nosso compromisso em formar profissionais com competência e responsabilidade social.”
Todo início de semestre, 25 alunos passam por uma capacitação interna, que é oferecida pela Liga Acadêmica de Primeiros Socorros (LAPS) em parceria com os acadêmicos do curso de Medicina. Eles são divididos em grupos, sendo que cada um realiza duas intervenções na Policlínica e no Posto de Saúde, com as abordagens feitas na sala de espera, enquanto os responsáveis pelas crianças aguardam o atendimento médico. Cada grupo utiliza bonecos para praticar as manobras e facilitar a compreensão.
O projeto foi criado por duas alunas do curso de Medicina, após uma aula sobre acidentes na faixa etária pediátrica. As alunas observaram a necessidade de propagar as informações sobre segurança da criança para os responsáveis que procuram o atendimento em Três Poços. O interesse e a receptividade por parte dos responsáveis têm sido um sucesso e, por isso, o projeto é reeditado a cada semestre.
O professor Rodolfo Mendes, que acompanhou de perto as várias edições do Criança Segura, explica que “o projeto fornece ferramentas ao aluno para que possa praticar a educação em saúde, onde aprende o conteúdo, teórico e prático, em como manejar e informar a população acerca dos primeiros socorros pediátricos. Proporciona também um maior contato com a população, possibilitando a rica troca de conhecimentos e experiências”, salientou.
A aluna Larissa Azevêdo conta que entrou para o Projeto Criança Segura quanto estava em seu primeiro semestre de faculdade e, desde então, nunca mais saiu:
“Estou indo para o módulo 5 e continuo apaixonada por cada pedacinho do projeto. Participar dos treinamentos foi uma oportunidade de aprender o que só veria mais tarde na graduação. Isso foi muito importante para mim, pois hoje, após participar várias vezes dos treinamentos, me sinto menos ansiosa e mais preparada para enfrentar situações reais de emergência, que podem ocorrer a qualquer momento.”
Ainda de acordo com Larissa, “a outra parte do projeto, as intervenções, onde transmitimos o que aprendemos à população, sempre supera minhas expectativas. Ver as pessoas tão interessadas em aprender, poder conversar com elas, prepará-las para lidar com situações de perigo e, quem sabe, ajudar a salvar uma vida, é algo que torna o Criança Segura tão especial e emocionante para mim. Esse projeto me fez crescer muito, tanto pessoal quanto profissionalmente. Por isso, amo fazer parte dele”, finalizou, emocionada.
A Lei Lucas é uma Lei federal (13.722/18), que obriga as escolas (públicas e privadas) e os espaços de recreação infantil a se prepararem para atendimentos de primeiros socorros.
A criação dessa lei aconteceu em decorrência de uma fatalidade. Lucas Begalli tinha apenas 10 anos, quando se engasgou com um pedaço de cachorro quente num passeio escolar e veio a óbito, no ano de 2017. O tempo onde os primeiros socorros serão realizados é fundamental para salvar a vida da vítima.
A principal diretriz da Lei Lucas é a obrigatoriedade de escolas e estabelecimentos similares a possuírem pelo menos um profissional capacitado em noções básicas de primeiros socorros, a fim de prestar atendimento imediato em casos de emergência envolvendo alunos. Os profissionais que podam aplicar a Lei Lucas são: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de policial militar do Corpo de Bombeiros. (Fonte: Ministério da Saúde).
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A Fundação Oswaldo Aranha (FOA) está dando um passo histórico em direção à inovação e ao compromisso com o bem-estar da comunidade ao lançar o Hospital da FOA, um ecossistema revolucionário que une saúde e educação em uma abordagem integrada. Com foco em atender as diversas demandas da saúde e da educação médica, o H.FOA se tornará um ponto de referência essencial para a região.
O lançamento da marca foi acompanhado por mais de 400 pessoas e aconteceu no Auditório William Monachesi, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nesta sexta-feira (5). O evento contou com a presença de instituidores, autoridades e políticos de toda a região, empresários e convidados que assistiram ao Presidente da FOA, Eduardo Prado apresentar o H.FOA e todas as atividades que a marca irá desenvolver. Foram 20 meses de muito trabalho e dedicação, tanto da instituição quanto do antigo hospital Hinja.
O Hospital da FOA não só oferecerá uma variedade de serviços médicos à população em geral, mas também se destacará como um espaço de aprendizagem prática para os estudantes das áreas de saúde do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e da Escola Técnica da FOA (EtecFOA).
Neste mesmo dia 5, o H.FOA realizou a sua primeira cirurgia robótica pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a recém-adquirida plataforma Da Vinci X, um avançado sistema robótico que promete revolucionar a cirurgia médica em Volta Redonda, Sul Fluminense e toda Vale do Paraíba. Além disso, está em andamento o projeto de Residência Médica, que irá contribuir com a excelência na qualidade de formação dos médicos.
Eduardo Prado, presidente da FOA, expressou sua entusiasmada visão sobre o H.FOA e seu impacto na região: "Estamos orgulhosos em anunciar o H.FOA, um marco em nossa jornada para melhorar a saúde e a educação em nossa cidade e região. O novo hospital não apenas proporcionará atendimento médico de qualidade, mas também desempenhará um papel fundamental na capacitação e formação prática de nossos futuros profissionais de saúde."
O H.FOA não é apenas um hospital; é um ecossistema completo que integra diversas soluções, proporcionando atendimento em uma ampla gama de especialidades médicas. Com a FOA lançando seu Hospital, a instituição reforça seu compromisso em oferecer serviços de saúde acessíveis e promover a excelência no ensino médico.
Eduardo ressalta: "O H.FOA é mais do que uma extensão da FOA; é uma contribuição tangível para o avanço da saúde e educação na região. Estamos entusiasmados em proporcionar uma experiência única de aprendizado prático para os nossos estudantes, ao mesmo tempo em que elevamos os padrões de cuidado médico para toda a comunidade. Este é um momento de alegria, pois vemos nosso compromisso se concretizando em benefício de todos."
O prefeito de Volta Redonda e grande parceiro da instituição, Antonio Francisco Neto, expressou sua alegria em ver um sonho antigo da FOA se tornar realidade.
“O H.FOA já nasce com uma marca forte, com a credibilidade de uma instituição que não apenas cresceu com Volta Redonda, mas que ajudou
nossa cidade a prosperar. Diante da gestão do nosso querido Eduardo Prado, assistimos o fortalecimento da FOA e sua expansão, em ações que são tão audaciosas quanto generosas, pois o bem-estar de nosso povo sempre é levado em conta.”
Após as apresentações, foram feitas homenagens com a entrega de placas de agradecimento à família de Gothardo Firmino Netto e Wilma Lopes Netto, bem como para Jayber Jose Godoy Soares Junior. Outros homenageados ganharam a Medalha Chanceler Oswaldo Aranha: prefeito Antonio Francisco Neto; deputado federal Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, o Dr. Luizinho, e o senador Hiran Gonçalves. Após isso, todos foram para o coquetel no Centro Histórico-Cultural Dauro Peixoto Aragão.
Era visível a emoção nos rostos das centenas de convidados, que expressaram seus sentimentos através de relatos comoventes:
“É um momento de extrema felicidade para mim. É um grande trabalho de 20 meses que está sendo um enorme sucesso. Foi um grande esforço realizado por equipes de dentro e fora da FOA, para fechar essa operação e avançarmos ainda mais na área da saúde.”
Ivanete Oliveira, reitora do UniFOA:
“A aquisição do HFOA é significativa para os estudantes do UniFOA, ampliando nosso ecossistema de saúde e educação. Oferecerá uma formação abrangente, com desenvolvimento de competências clínicas e interpessoais através de casos reais, diagnósticos e tratamentos supervisionados por docentes e profissionais competentes, incluindo tecnologia robótica. Também irá fortalecer habilidades como raciocínio clínico, empatia, comunicação e trabalho em equipe, preparando-os para desafios profissionais futuros.”
Julio Cesar Soares Aragão, coordenador do curso de Medicina do UniFOA:
“A integração do H.FOA ao curso de Medicina representa um marco significativo para a formação dos futuros médicos. O impacto do H.FOA no aprendizado dos estudantes de Medicina é evidente. Além de oferecer um ambiente controlado e supervisionado para a prática médica, promove um aprendizado baseado em casos reais, o que enriquece a experiência educacional e prepara os alunos para os desafios da prática médica.”
“Tenho uma relação de muito tempo com os gestores do antigo hospital Hinja. Reconheço a importância tanto do hospital, como do Centro Universitário na questão de formação, pesquisa e extensão. Tudo que for fundamental para o nosso país, aonde quer que eu esteja, preciso fomentar e fortalecer. Foi o que todos nós fizemos, trabalhamos muito para que essa união se tornasse realidade.”
“A FOA tem um trabalho gigantesco no campo educacional, por isso precisava se expandir e ter seu próprio hospital. Fui procurado pelo prefeito Neto para ajudar nessa operação, principalmente para desburocratizar esse processo. A situação demandava uma série de garantias e aprovações de órgãos importantes, como o Ministério da Saúde. Consegui ajudar e todos aqui estamos muito felizes por presenciarmos esse momento tão especial para FOA, UniFOA, Volta Redonda e toda população Sul Fluminense. Com esse crescimento, a FOA sobe de patamar, principalmente em relação ao UniFOA, que poderá otimizar seu ensino de futuros e capacitados médicos.”
“O novo hospital, entre tantas coisas que poderíamos destacar, é o maior exponencial do quanto a FOA é grande. Sobretudo, a prova do quanto ela não se acomoda e ainda quer crescer. Sem deixar de lembrar de todos os presidentes que a fundação já teve ao longo de sua história, hoje é dia de destacar a gestão do Eduardo Prado. Visionário e empreendedor, leva seu grupo a patamares cada vez mais altos. O curso de Medicina tem um enorme ganho na sua formação, para que capacite, cada vez mais, ótimos médicos.”
"Muito obrigado por nos fazer enxergar que os legados de todas as famílias do hospital continuam: dos sócios, ex-sócios e da grande associação de médicos que foram lapidados pelo hospital. Depois de 20 meses desse processo, concluímos essa operação.”
“É um passo duplamente importante. É importante para Volta Redonda porque teremos um hospital de ponta gerido por uma equipe de muita firmeza administrativa, como também para os estudantes de Medicina, pelo grande crescimento que o hospital traz para o curso, tornando-o ainda melhor.”
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Um hospital é fundamental para uma universidade, pois oferece um ambiente prático onde os estudantes podem aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Ele permite a integração entre ensino, pesquisa e extensão, proporcionando uma formação mais completa e realista. Além disso, promove o desenvolvimento de habilidades clínicas e interpessoais essenciais para a formação de profissionais de saúde competentes e éticos.
A reitora do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Ivanete Oliveira, é uma das mais entusiasmadas com o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) e explica os benefícios que os estudantes da área de saúde da instituição terão:
“O H.FOA proporcionará aos estudantes dos cursos de saúde, principalmente de Medicina, uma experiência de aprendizado enriquecedora e imersiva. Eles terão a oportunidade de vivenciar casos reais, participar de atendimentos, realizar diagnósticos e desenvolver planos de tratamento sob a supervisão de profissionais experientes. Isso não só melhora a compreensão prática dos conhecimentos médicos, mas também fortalece habilidades como empatia, comunicação e trabalho em equipe. A exposição a um ambiente hospitalar real prepara os futuros profissionais de saúde para os desafios e responsabilidades que encontrarão em suas carreiras.
Com a integração da educação e saúde através do H.FOA, a região Sul do Estado será significativamente beneficiada. A presença de um hospital com esse viés eleva o padrão de atendimento médico disponível à população local, oferecendo serviços de saúde de alta qualidade e promovendo a prevenção e o tratamento de doenças. Além disso, contribui para o desenvolvimento econômico e social da região, criando oportunidades de emprego e fortalecendo o sistema de saúde local. A formação de profissionais de saúde mais bem preparados resulta diretamente em uma melhoria na qualidade de vida da comunidade, garantindo um atendimento mais humanizado e eficiente.
“Hoje, o UniFOA conta com um complexo denominado de “Ecossistema de saúde e educação”, composto pelo Hospital Municipal Dr. Munir Rafful (HMMR), certificado como hospital de ensino; pelo Hospital São João Batista, certificado como hospital auxiliar de ensino; e pelo H.FOA, que é o nosso hospital próprio. Esse ecossistema integrado reforça ainda mais nossa capacidade de oferecer uma educação em saúde, do técnico ao mestrado, de excelência e serviços de saúde de alta qualidade à população”, frisou Ivanete.
Para o coordenador do curso de Medicina do UniFOA, Júlio Aragão, a integração do H.FOA ao curso de Medicina representa um marco significativo para a formação dos futuros médicos:
“Embora os modelos modernos de ensino foquem muito mais em uma rede de saúde, e não somente no hospital, também não podemos prescindir dessa unidade, onde os alunos podem aplicar seus conhecimentos, desenvolver habilidades clínicas e interagir com pacientes reais sob a supervisão de profissionais experientes. Essa experiência é fundamental para a formação de médicos competentes e seguros, pois facilita a assimilação de conhecimentos complexos e o desenvolvimento de competências essenciais, como a comunicação interpessoal, o raciocínio clínico e a tomada de decisões.”
Ainda de acordo com ele, “o impacto do H.FOA no aprendizado dos estudantes de Medicina é evidente. Além de oferecer um ambiente controlado e supervisionado para a prática médica, promove um aprendizado baseado em casos reais, o que enriquece a experiência educacional e prepara os alunos para os desafios da prática médica. A exposição a situações da vida real, a uma diversidade de situações clínicas em pessoas e não casos, com toda sua complexidade, e as oportunidades de participar de procedimentos cirúrgicos, como os mutirões de cirurgia de hérnia, são exemplos de atividades que consolidam o conhecimento e aprimoram as habilidades dos estudantes.”, enfatizou o coordenador.
É preciso ter em mente que o H.FOA é um ambiente a mais no universo do curso de Medicina, somando-se aos hospitais do município e da região aos quais nossos estudantes já têm acesso atualmente.
A FOA, ao integrar educação e saúde, fortalece significativamente a região Sul do Estado. A população local se beneficia diretamente da presença do H.FOA, que amplia o acesso a serviços de saúde de qualidade. Além disso, a formação de profissionais bem preparados contribui para a melhoria contínua da assistência à saúde na região, promovendo um ciclo virtuoso de desenvolvimento e qualidade de vida, que são o principal motivo da existência da Fundação.
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A Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) irá promover - entre os dias 1º e 6 de julho - um mutirão de cirurgias para atender a 100 pacientes que aguardam há mais tempo na fila para tratamento da hérnia, no Sistema Único de Saúde (SUS), em Volta Redonda (RJ).
Hoje, a fila de espera SUS para esta cirurgia é de aproximadamente 350 pessoas, segundo a Secretaria de Saúde do Município. O mutirão vai reduzir essa fila em 30% e, ainda, permitir que os demais pacientes sejam atendidos de forma mais breve.
Ao todo, 27 cirurgiões associados à SBH - de todas as regiões do Brasil e também do exterior - doarão suas horas de trabalho como voluntários para operar os pacientes no Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), localizado no bairro Jardim Amália, que cederá a sua estrutura para a realização dos procedimentos, após entendimentos entre o presidente da FOA, Eduardo Prado; a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a diretoria da SBH.
O presidente da entidade e cirurgião, Dr. Gustavo Soares, explica que o objetivo da SBH é promover aprimoramento científico e promover melhoria da qualidade de vida para a população:
“Levar atendimento capacitado para quem precisa é uma das missões da nossa sociedade. A hérnia é uma das doenças mais frequentes na população brasileira e sem o tratamento adequado pode causar uma série de complicações, como o estrangulamento, o encarceramento e exigindo cirurgia de emergência”, afirma o presidente da SBH.
No Brasil foram realizadas 287.902 cirurgias de hérnia no ano de 2022 e 298.846 em 2023, um crescimento de 3.80%. Já no estado do Rio de Janeiro, foram feitos 41.218 procedimentos para correção de hérnia abdominal em todo o estado, sendo 29.931 eletivas e 11.287 em caráter de urgência. Em 2022, foram 16.464 cirurgias e 24.279 em 2023, além de 475 casos operados em 2021 e processados em 2022. De todos os atendimentos, apenas 373 foram feitos de forma minimamente invasiva.
No município de Volta Redonda foram realizados o total de 1.302 procedimentos nos dois anos, sendo 1.254 eletivas e 48 de urgência. Das cirurgias, 474 aconteceram em 2022 e em 2023, 827, além de 1 caso operado em 2021 e processado em 2022. A cirurgiã, diretora da SBH e do Hospital H.FOA, Luciana Guimarães ressalta que as hérnias afetam diretamente a rotina dos pacientes:
“Existem casos em que a doença se manifesta de tamanhos pequenos, mas também ocorrem hérnias grandes que podem até impedir a realização de atividades cotidianas, afastar do trabalho e afetar a autoestima”, lembra.
Esta é a décima edição do Mutirão realizado pela SBH. Em 2023, a ação foi feita na cidade de Cuiabá, em Mato Grosso. Os mutirões também já aconteceram no Tocantins, Paraíba, Ceará, Rio de Janeiro, Maceió, Minas Gerais, Amazonas e Rio Grande do Sul, totalizando aproximadamente 900 cirurgias.
De acordo com Eduardo Prado, “a diretora médica do H.FOA, Luciana Guimarães foi a responsável por conseguirmos trazer esse mutirão para Volta Redonda, pela primeira vez na região Sul Fluminense. Foi com muito orgulho que oferecemos a estrutura do hospital para a realização dessa importante jornada. A FOA é primordialmente uma fundação educacional e agora passa a ter uma perna em saúde e estamos muito empenhados em ajudar a população da região a ter um atendimento em saúde da melhor qualidade”, enfatizou.
As hérnias são uma abertura na musculatura abdominal que permitem a passagem de uma porção de órgão ou gordura através dela.
O vice-presidente da SBH e cirurgião, Dr. Heitor Santos, ressalta que não é possível tratar a hérnia de forma clínica. “A cirurgia é a única forma de cuidar deste caso e, no mutirão, vamos realizar uma grande quantidade de cirurgias em pouco tempo, o que permite resolver de forma imediata o caso de 100 pacientes e permitir que a cirurgia dos demais seja realizada antecipadamente, ao reduzir a fila de espera”.
A Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) e o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) iniciaram na manhã desta segunda-feira (1º), o Simpósio Mutirão SBH, abrindo oficialmente o Mutirão de Cirurgia de Hérnia Abdominal que vai atender a 100 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), do município de Volta Redonda (RJ). O evento está sendo realizado no Auditório Willian Monachesi, no campus Olezio Galotti, do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), em Três Poços.
O vice-presidente da SBH e cirurgião, Heitor Santos, explica que o Simpósio antecede os cinco dias muito intensos de cirurgias de hérnias abdominais e de contribuição para esses pacientes do serviço público, que estão precisando de ajuda humanitária da SBH e do H.FOA.
“O Simpósio faz uma integração dos voluntários ao mutirão, que vão cuidar desses pacientes. Falamos das tecnologias, da melhor abordagem e técnicas de cirurgias, conseguindo com que os cirurgiões se dediquem ao máximo para obterem os melhores resultados dos procedimentos que serão realizados. É a última oportunidade do cirurgião de memorizar e ter consciência de que o tratamento mais certo é o estamos discutindo aqui e reproduzindo nesses pacientes para que tenham os melhores resultados”, explicou.
Em relação aos estudantes que estão participando do Simpósio, independente de integrarem o mutirão de cirurgias, Heitor Santos ressalta que “eles vivenciam outro ponto fundamental, que é ter contato com especialistas do tema, que são cirurgiões experts, além de aprenderem sobre as cirurgias minimamente invasivas e robóticas. Os estudantes começam a entender, acompanhar de perto e ver o dia a dia da especialidade de cirurgia de hérnia e se isso agradar, quem sabe teremos futuros cirurgiões de hérnia”, afirmou.
A cirurgiã, diretora da SBH e diretora médica do H.FOA, Luciana Guimarães salienta que a importância de fazer o simpósio antes do mutirão é a integração entre a parte prática que vai ser feita no centro cirúrgico e a teórica, que está sendo mostrada antes.
“É muito bacana o residente ou o aluno ter uma ideia daquilo que já viu na teoria. Estamos discutindo aqui e mostrando o que se faz de melhor no mundo para a parede abdominal, pois é a cirurgia mais comum na prática do cirurgião geral e a que fica mais esquecida em termos de atualização. Queremos mostrar a evolução da cirurgia de hérnia e o que vamos fazer no centro cirúrgico é o que que existe de melhor no mundo”.
O presidente da FOA, Eduardo Prado, é o mais entusiasta do Mutirão de Cirurgia de Hérnia e explica como tudo começou:
“A diretora médica do H.FOA, Luciana Guimarães foi a ponte para que conseguíssemos trazer esse mutirão para Volta Redonda e, imediatamente, oferecemos a estrutura do hospital para sediar esse projeto tão importante. Conversamos com a Secretaria Municipal de Saúde e começou o trabalho para beneficiar as pessoas que estavam na fila de espera. A SBH já faz isso há muito tempo, no Brasil e exterior, e Volta Redonda é a primeira cidade da região Sul Fluminense a ser agraciada com esse mutirão. Não poderia estar mais feliz”
Aproveitando os momentos de aprendizado específico, os alunos do curso de Medicina do UniFOA e outros vindos de cidades próximas, participaram da manhã de rica programação científica, como pode ser traduzido o Simpósio Mutirão.
A médica residente do Hospital Municipal Lourenço Jorge, do Rio de Janeiro, Fernanda Proença veio acompanhar a jornada com outros três: “Nos foi dada essa oportunidade de acompanhar o Mutirão e o Simpósio é muito importante porque conseguimos ver e entender a explanação e depois vamos direito para o centro cirúrgico. Essa organização de termos “aulas” antes de ir para o mutirão foi fundamental”, enalteceu.
Aluno do 9º período do curso de Medicina do UniFOA, Bernardo Caetano Novaes, mesmo não participando do mutirão diretamente, fez questão de assistir ao Simpósio.
“É bem interessante, pois é uma visão de especialistas que acrescenta muito ao nosso curso, pois aprendemos mais detalhadamente sobre a hérnia abdominal e a visão dos experts que são profissionais de fora e renomados na área faz toda a diferença. Mesmo não pretendendo ser um cirurgião, pois vou me especializar em neurologia, quero aproveitar de tudo e está sendo uma ótima oportunidade de aproveitar e aperfeiçoar”, garantiu.
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