O Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão foi palco do I Simpósio "Conhecer para Humanizar: Tratamento de Vítimas de Violência Sexual", organizado pela Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia (Lago UniFOA) do curso de Medicina do UniFOA. O evento teve como objetivo central fornecer informações essenciais para orientar os futuros profissionais médicos sobre a abordagem adequada no atendimento a vítimas de violência sexual, com foco especial nas mulheres e crianças. Palestras e debates proporcionaram aos participantes a oportunidade de esclarecer dúvidas e promover uma conscientização sobre a importância de um atendimento humanizado nesses momentos delicados.
Em 2022, o Brasil registrou o maior número da história de casos de estupros, considerando também estupros de vulneráveis. Segundo os dados da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em julho de 2023, foram 74.930 vítimas. Isso representa cerca de 6.244 casos por mês ou 205 registros do crime por dia. Vale ressaltar que esse levantamento considera apenas os casos de ocorrências que foram informados às autoridades policiais, e nem todos são registrados, o que pode resultar em subnotificação.
Além disso, um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que ocorram 822 mil casos de estupro no Brasil por ano. No entanto, apenas 8,5% desses casos chegam ao conhecimento da polícia e 4,2% são identificados pelo sistema de saúde. Mais de 80% das vítimas são mulheres, e a maior parte ocorre entre jovens, com o pico de idade de 13 anos.
Segundo o professor Arthur Villela, uma das formas de conscientização além das palestras é através da leitura e estudo de fontes baseadas em evidências científicas. "Outro ponto importante são as redes sociais, onde podemos ver relatos das próprias vítimas, o que nos ajuda a discernir as condutas mais apropriadas", destacou Villela. Ele enfatizou o papel das redes sociais como uma ferramenta para ampliar a compreensão sobre a violência sexual e promover a disseminação de informações relevantes.
Arthur também ressaltou o impacto da conscientização sobre o tema na humanização do atendimento. "Os estudantes de medicina, que em breve estarão na linha de frente desses atendimentos, aprendem a lidar com essas situações de forma mais humanizada. Isso tem um impacto significativo na sociedade, pois encoraja as mulheres a procurarem ajuda e a reivindicarem seus direitos", explicou.
Débora de Araújo, médica e palestrante, abordou a importância de discutir mecanismos adequados de criminalização e punição para os agressores. "É fundamental discutir amplamente esses mecanismos para garantir uma resposta adequada à violência", ressaltou Débora. Ela destacou a necessidade de educar e conscientizar para identificar e denunciar casos de violência, visando fortalecer o papel das vítimas e garantir a eficácia das medidas legais.
Débora também enfatizou a importância da educação na prevenção da violência contra a mulher. "A educação é fundamental, pois muitas vezes leva tempo para que a vítima reconheça a situação e tenha coragem de denunciar", afirmou. Ela destacou a importância de criar redes de apoio que fortaleçam as vítimas desde o primeiro relato, incentivando-as a buscar ajuda e romper o ciclo de violência.
O simpósio proporcionou uma reflexão profunda sobre a violência sexual e seu impacto na sociedade, destacando a importância da conscientização, da educação e do apoio às vítimas como ferramentas essenciais na luta contra esse tipo de crime.
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A pesquisa clínica é um ramo da ciência médica que foca no estudo de novas formas de prevenir, diagnosticar e tratar doenças. Essa é uma das muitas áreas da saúde que busca oferecer as melhores soluções científicas às pessoas que precisam de determinados cuidados.
De acordo com dados da Associação Brasileira das Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abracro), de 2006 a 2019, 247.168 estudos clínicos foram realizados no mundo. Desse total, 6.037 foram no Brasil, que ficou em 19º lugar na participação em termos de estudos clínicos no mundo.
Buscando expandir seus conhecimentos na área, estudantes e profissionais de Medicina se reuniram para o III Simpósio em Pesquisa Clínica Sul Fluminense, em encontro promovido pela Liga de Oncologia do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). O evento trouxe especialistas do âmbito para discutir, esclarecer e aprofundar os conceitos do público presente da área nas atividades do Simpósio, realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços.
O evento buscou incentivar os discentes e futuros médicos a sempre basearem suas condutas nas melhores evidências e estudos existentes.
O encontro contou com o apoio do Instituto Projeto CURA, instituição onde as pessoas têm a oportunidade de conhecer a importância do apoio à pesquisa clínica na luta contra o câncer. O Instituto, empenhado em estimular as pesquisas clínicas, além do apoio na organização da iniciativa, também foi responsável pela oportunidade de um ano de estágio remunerado no Centro de Pesquisa Jardim Amália, processo seletivo que foi realizado a partir da realização do Simpósio.
A primeira palestra buscou reconhecer as conquistas históricas e recentes da pesquisa clínica no Brasil, abordando sobre a vitória mais recente desse campo no país, a vacina da Covid-19. A realização de todos os procedimentos da pesquisa permitiu, por exemplo, a aprovação emergencial da vacina Coronavac, desenvolvida com participação do Instituto Butantan, de São Paulo, responsável por proteger milhões de brasileiros contra o Coronavírus.
O estudo de casos clínicos é fundamental para a prevenção e o tratamento contra o câncer, conteúdos que também foram abordados ao longo do dia no Simpósio. Na situação em que uma pessoa esteja com a doença, as pesquisas são essenciais para o desenvolvimento de novos medicamentos, terapias e tecnologias que podem salvar vidas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Por meio da ciência, a pesquisa clínica permite avançar no entendimento de doenças e desenvolver novas opções terapêuticas e, assim, avaliar o diagnóstico de cada indivíduo para traçar o tratamento mais adequado para a recuperação integral do paciente:
“É impossível falar em tratamento de câncer e não relacioná-lo diretamente à pesquisa clínica, pois é somente assim que novos métodos são testados quanto a sua eficiência, novos protocolos de diagnóstico e tratamento são implementados”, declarou Nataline Freitas, presidente da liga de Oncologia, sobre a importância da pesquisa clínica na busca de novos tratamentos para doenças na área da saúde.
Em seguida, o Coordenador de Geração de Evidências da farmacêutica Daiichi Sankyo Brasil conversou com o público sobre um dos principais processos da pesquisa clíninca, o gerenciamento de dados. O estudo feito durante o andamento de uma pesquisa clínica envolve seres humanos com objetivo de avaliar a segurança e eficácia de um procedimento ou medicamento em teste por meio da coleta de dados como exames, procedimentos, coleta de sangue, alguns materiais biológicos e entrevistas.
Por meio do gerenciamento desses dados, é possível fornecer evidências científicas sólidas que possam apoiar a tomada de decisões em saúde, tanto pelos médicos quanto pelos pacientes. Nataline explicou que o contato com profissionais renomados da área é primordial para a formação acadêmica e profissional de todos, sobretudo pela troca de conhecimentos e o compartilhamento de experiências:
“Estar em contato com esses profissionais é inspirador para nós alunos, nos fazendo compreender os impactos da especialização, do estudo individual constante para atualização e a grandiosidade que a pesquisa tem para o sucesso do tratamento dos pacientes”, enfatizou.
Além dessas palestras, ocorreram outros debates e discussões sobre assuntos pertinentes em relação à pesquisa clínica, como as etapas de tratamento do câncer de mama e próstata, que tiveram a participação de professores do curso de Medicina do UniFOA.
A realização da iniciativa é fruto do compromisso, não só do Centro Universitário, como de todos os estudantes do Centro Universitário de sempre promoveram atividades em prol do desenvolvimento acadêmico e profissional de cada um. João Vítor Siqueira, estudante do módulo 5 do curso de Medicina, afirmou que a ocasião é de extrema importância para a formação acadêmica e profissional de todos, por causa da busca de novas descobertas para diferentes tipos de tratamentos de doenças delicadas em cada paciente:
“Estar atento aos assuntos da atualidade é fundamental para o estudante de Medicina. E uma das melhores práticas para isso é a troca de informação que acontece em congressos e eventos nos quais participam médicos de peso, como foi o caso desse simpósio”.
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A Reitora do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) tornou público o edital para inscrições no Processo Seletivo de bolsas de incentivo para o desenvolvimento de Pesquisa Clínica em parceria com o Centro de Estudos e Atenção à Saúde Humana Jardim Amália LTDA, em conjunto com a Associação Instituto Projeto Cura.
As inscrições estarão abertas no período de 29/04/2024 a 01/05/2024 e devem ser realizadas via formulário específico disponível no link https://forms.office.com/r/biidZUJX1x. O processo de inscrição é gratuito.
Para se inscrever, é necessário estar matriculado entre o primeiro e o décimo semestre do curso de Medicina do UniFOA no momento da divulgação do edital e ter disponibilidade de tempo para cumprir a carga horária definida no Termo de Compromisso.
A seleção será realizada em duas etapas: prova escrita e análise curricular. Na primeira etapa, os candidatos realizarão uma avaliação escrita no campus Universitário Olezio Galotti. Os conteúdos abordados serão os discutidos no III Simpósio de Pesquisa Clínica Sul Fluminense. Serão classificados para a segunda etapa os candidatos que obtiverem as 10 (dez) maiores notas, dentre aquelas iguais ou acima de 7,0 (sete vírgula zero).
Na segunda etapa, será realizada uma análise curricular, contabilizando documentos comprobatórios de atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas diretamente com o curso de Medicina no UniFOA.
Serão destinadas 02 (duas) Bolsas de incentivo para desenvolvimento de Pesquisa Clínica no Centro de Estudos e Atenção à Saúde Humana Jardim Amália. O valor total por cada bolsa será de R$ 4.800,00 (quatro mil e oitocentos reais), divididos em 12 (doze) parcelas mensais de R$ 400,00 (quatrocentos reais). As bolsas serão concedidas de acordo com o número de vagas disponíveis e a classificação obtida no processo seletivo.
O resultado final será divulgado em 16/05/2024 pelo site do Instituto Projeto CURA e pelo Instagram do Centro de Pesquisa Jardim Amália. Os candidatos contemplados devem comparecer ao Centro de Pesquisa Jardim Amália para dar início aos trâmites até 25/05/2024.
Confira o edital completo Edital CURA.
Promover atividades voltadas para a disseminação do conhecimento é fundamental para manter-se atualizado em relação aos conceitos específicos de cada área. A realização de encontros com o intuito de aprofundar esses temas desempenha um papel crucial na formação dos estudantes, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
Nesse contexto, a Liga de Dermatologia (LAD) do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) organizou um evento de dois dias com o objetivo de discutir conceitos, ampliar conhecimentos e compartilhar experiências com especialistas da área. O workshop, intitulado “Como atender pacientes vítimas de queimaduras”, abordou desde aspectos básicos até tópicos avançados da dermatologia como forma de tratamento para pessoas que sofreram queimaduras graves na pele. Além disso, foram apresentadas estratégias de prevenção para evitar essas lesões.
A LAD também convidou as ligas de Suporte Emergencial e Intensivo (LASEI), de Cirurgia Plástica (LACIP) a participarem ativamente da realização da atividade no Centro Cultural Dauro Aragão, em Três Poços.
As palestras começaram elucidando o conceito de queimaduras, abordando sua etiologia e os danos que provocam. Essas lesões afetam não apenas a pele, mas também outros tecidos, podendo ser ocasionadas por contato térmico, radioativo, químico ou elétrico.
A gravidade das queimaduras é classificada de acordo com sua profundidade, representada pelos graus de 1º, 2º ou 3º. Suas complicações incluem choque hipovolêmico, lesão por inalação, infecção, formação de cicatrizes e contraturas articulares.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) de 2022, acidentes envolvendo queimaduras afetam cerca de 1 milhão de pessoas anualmente em todo o mundo. No Brasil, estima-se que 150 mil indivíduos sejam internados por ano devido a esses incidentes, com 30% desse total sendo crianças. Surpreendentemente, 70% dos casos ocorrem em ambiente doméstico.
O workshop promovido abordou os principais agentes causadores de queimaduras, que variam desde o calor excessivo de um fogão até temperaturas extremas de frio, como -200°C em situações extremas. Foram também discutidas medidas simples de prevenção, como o uso de vestimentas protetoras, como luvas de nitrilo, ao manusear objetos quentes.
Para tratamento de queimaduras, a LACIP apresentou desde soluções caseiras até procedimentos cirúrgicos. Lesões leves, de 1º grau, podem ser tratadas com compressas de gelo e aplicação de vaselina líquida para hidratação. Já as lesões graves, de 3º grau, podem demandar cirurgias com enxertos ou retalhos de pele saudável.
João Pedro Campos, vice-presidente da LACIP, destacou a importância dessas iniciativas para a formação dos alunos, ressaltando que esses procedimentos não se limitam à recuperação estética, mas também influenciam o aspecto psicológico do paciente.:
“Trazer um tema como esse e convidar profissionais capacitados com vasta experiência nesse campo é uma ótima oportunidade dos alunos para agregarem conhecimentos para suas formações”, enfatizou João Pedro, que ainda apontou que essas cirurgias são vitais para a recuperação integral do paciente, seja física e até mesmo psicologicamente:
“É interessante que todos entendam que esses procedimentos vão além da recuperação estética do paciente, pois essas lesões atingem o aspecto mental da vítima, que é muito afetado durante todo esse processo”.
A união das ligas na organização do workshop mostra o compromisso dos seus acadêmicos ainda que na graduação oferecer a melhor qualidade de ensino aos seus colegas e futuros profissionais. Henrique Nascimento, professor de Dermatologia, salientou que eventos como esse são essenciais para a aprendizagem contínua, tanto para os alunos quanto para os professores, e destacou o papel das ligas acadêmicas na formação de profissionais capacitados e comprometidos com o futuro:
“Sem sombra de dúvidas é uma chance única tanto para os alunos difundirem seus conhecimentos, como para mim, professor, também poder compreender mais dos assuntos. As ligas acadêmicas têm esse propósito, de organizarem essas atividades para contribuem ainda mais para o amadurecimento de profissionais transformadores do nosso futuro, por isso precisam acontecer com mais frequência para a transmissão ainda maior de conhecimentos”.
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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) está com inscrições abertas para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) 2024/2026. O programa visa promover a integração entre ensino, serviços e comunidade, proporcionando experiências de aprendizado prático para alunos e docentes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Medicina, Nutrição, Odontologia e Direito.
As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 16/04/2024 a 19/04/2024, sendo realizadas exclusivamente online por meio do link: https://forms.office.com/r/RXiW2uCD6p .
O programa disponibilizará vagas para discentes e docentes de acordo com as seguintes especificações:
Educação Física - Bacharelado: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Enfermagem: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Medicina: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Nutrição: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Odontologia: Total de vagas discentes: 06, Total de vagas docente: 01
Direito: Total de vagas discentes: 10, Orientador de serviço, Docente profissional da saúde: 01
Os requisitos para inscrição dos discentes incluem estar regularmente matriculado em 2024.1 nos cursos abrangidos pelo edital, não possuir qualquer outro tipo de bolsa acadêmica e ter disponibilidade de dedicação de no mínimo 8 horas semanais para o desenvolvimento de atividades vinculadas ao projeto PET-Saúde. Já os requisitos para inscrição dos docentes incluem pertencer ao quadro de professores do UniFOA, estar lecionando regularmente em um dos cursos previstos no edital e ter disponibilidade de dedicação de no mínimo 8 horas semanais para o desenvolvimento de atividades vinculadas ao projeto PET-Saúde.
O processo seletivo para os discentes será baseado na avaliação do Coeficiente de Rendimento (CR) e no cumprimento de itens que deverão ser comprovados em entrevista. Os critérios de desempate incluem a participação como voluntário em edições anteriores do PET-Saúde, maior CR e maior idade.
Para os docentes, o processo seletivo será realizado por meio de entrevista, na qual serão avaliados itens como participação como tutor ou coordenador pelo PET-Saúde, atuação profissional em Atenção Básica e desenvolvimento de ações e projetos de extensão.
O resultado final será divulgado no dia 26/04/2024, e os candidatos classificados deverão comparecer à Secretaria de seu respectivo Curso até o dia 29/04/2024 para formalização do Termo de Compromisso e cadastro ao Programa PET-Saúde.
O PET-Saúde é implementado e executado sob a coordenação do Ministério da Saúde, com o objetivo de promover a qualificação dos profissionais de saúde e contribuir para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS).
Confira o edital completo.
Os alunos do curso de Medicina, Danilo Devezas, Caio Miranda e o professor Glauter Jannuzzi, do curso de Sistemas de Informação (SI) do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), estiveram no Colégio Interativo para apresentar aos alunos do ensino médio as inovações que a instituição oferece no "Projeto Escolha Profissional".
Durante a visita, os estudantes compartilharam com os jovens do ensino médio as possibilidades tecnológicas disponíveis, incluindo o uso de óculos de realidade aumentada no Núcleo de Apoio Virtual ao Ensino (NAVE). Além disso, o professor Glauter Jannuzzi ministrou uma palestra sobre carreiras e tecnologia, abordando o crescente destaque da área e como o mercado tem se aberto para todos, incluindo mulheres.
Clara Maia, aluna do 3º ano, expressou sua surpresa e interesse após a palestra: "Eu achei uma palestra muito interessante porque acabei descobrindo partes de algo que nunca tive interesse. Acabei realmente me interessando, especialmente por áreas como Cyber Security, que achei fascinante."
Ela ressaltou a importância da palestra para aqueles que já consideravam seguir carreira na área: "Foi uma palestra que falou sobre muitas áreas dentro da tecnologia, assim como a tecnologia tem ajudado e desenvolvendo ferramentas para a medicina, que sempre foi meu sonho. Mostrou que é possível entrar nesse universo e se interessar muito mais por ele. Foi uma palestra muito necessária, principalmente para quem sempre quis essa área."
Glauter destacou a gratificação de compartilhar sua paixão pela tecnologia com jovens em formação: "É sempre fascinante poder falar para jovens de 15 a 18 anos sobre uma carreira pela qual tenho tanta paixão. Acredito que todos eles podem ter tanto sucesso quanto ou até mais do que várias pessoas que conheci na área."
Ele expressou sua expectativa em incentivar até mesmo aqueles que não haviam considerado a carreira em tecnologia: "Sempre espero poder contagiar e incentivar alguns que não pensavam na carreira. E a expectativa foi atingida, o que é muito gratificante. As novas gerações estarão utilizando tecnologia muito mais do que as anteriores, o que abre um leque maior de opções de carreiras em tecnologia."
O evento foi um sucesso, proporcionando aos alunos uma visão mais ampla das oportunidades disponíveis na área tecnológica e inspirando-os a considerar novos horizontes profissionais. Este é mais um exemplo do compromisso do UniFOA em preparar seus estudantes para os desafios e oportunidades do mundo moderno.
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A dengue é uma doença infecciosa febril aguda que registrou mais de 2,6 milhões de casos e causou mais de mil mortes no país, somente nas primeiras treze semanas deste ano. Essas taxas, consideradas inéditas, foram divulgadas pelo Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde no início desta semana e, devido ao alto número de infecções, o governo do Estado do Rio de Janeiro decretou situação de epidemia no estado.
No entanto, a preocupação não é apenas com a eliminação dos possíveis focos do mosquito transmissor da doença. Aqueles que foram infectados ou que estão com suspeita de terem adquirido a dengue, precisam tomar cuidado ao ingerir medicamentos para combater os sintomas, pois alguns remédios agravam o quadro da doença, podendo levar à morte do paciente.
O professor e coordenador de Infectologia do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Luiz Henrique Sangenis, que também é médico infectologista da Fundação Oswaldo Cruz, alerta sobre o assunto, explicando que a dengue é uma doença que causa redução do número de plaquetas no sangue, que são as responsáveis pela coagulação sanguínea e agem para evitar sangramentos.
“Alguns medicamentos como o ácido acetil salicílico (AAS) ou que tenha esse componente na fórmula, são contraindicados porque agem como antiagregantes plaquetários, reduzindo a atividade das plaquetas, o que pode aumentar o risco de sangramentos. Os anti-inflamatórios não esteroidais também são contraindicados, pois aumentam o risco de sangramento digestivo alto, como úlcera no duodeno ou estômago. E, ainda, os corticoides também devem ser evitados, igualmente pelo risco de sangramento digestivo”, descreveu.
Para que não haja perigo de confundir, o infectologista explicou quais os remédios que devem ser evitados:
De acordo com o especialista, uma dose desses fármacos pode não ser fator de risco importante, pois raramente pode causar alguma complicação. Na maioria dos casos, esse perigo aumenta com o uso contínuo. Por exemplo, se estiver em uso, o medicamento deve ser descontinuado, mas sempre com avaliação do médico, principalmente em casos de pacientes com doenças crônicas que o utilizam regularmente.
“Os remédios em doses habituais geralmente não trazem riscos, mas a dosagem alta de ácido acetil salicílico pode ser perigosa, pelo maior risco de sangramento. Em caso de dengue, são recomendados analgésicos e antitérmicos como a dipirona e o paracetamol, que não apresentam ameaças de sangramento e nem interferem no metabolismo das plaquetas”, aconselhou Luiz Henrique.
Mas não se esqueça: quem vai oferecer a melhor opção de acordo com características do indivíduo é o médico. Não deixe de pedir orientação a um especialista antes de consumir qualquer medicamento.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os sintomas da dengue são os mesmos em diversos tipos da doença -1, 2, 3 e 4. Os principais são febre alta (acima de 38 graus); dor no corpo e articulações; náuseas e vômitos, dor atrás dos olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo.
Embora haja tendência de queda, o número de casos prováveis ainda é considerado elevado pelos técnicos e especialistas da Secretaria de Saúde que monitoram o quadro em 92 municípios. No estado do Rio de Janeiro, até o dia 28 de março, havia registros de 186.624 casos prováveis de dengue e 91 óbitos confirmados no estado. A taxa de incidência está em 1.162 casos para 100 mil habitantes.
A orientação para quem foi diagnosticado com a infecção é repousar, ingerir bastante líquido e não tomar medicamentos por conta própria. “O mais importante em dengue é a hidratação, mas todos os casos suspeitos devem ser avaliados por médico para fazer o estadiamento e prescrever o tratamento mais adequado”, finalizou o infectologista.
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Após 45 dias desde o lançamento do Projeto Alta Feliz, a pediatra Thais Junqueira Ferraz Villela, egressa do curso de Medicina do UniFOA, e preceptora do internato de pediatria do curso de Medicina e coordenadora médica do alojamento conjunto do Hospital São João Batista, fez uma avaliação do projeto, que visa oferecer apoio e orientação às famílias que recebem alta da maternidade. Em 45 dias de atividade, foram entregues 242 kits até o dia 5 de abril. O lançamento ocorreu em 20 de fevereiro no gabinete da Prefeitura, com a presença do Prefeito Neto, do Diretor do Hospital São João Batista, Sebastião Faria, do Presidente da FOA, Eduardo Prado, e outras autoridades.
De acordo com Thais, a receptividade tem sido extraordinária. “As famílias estão muito felizes com o kit. É importante ressaltar que não é necessário fazer nenhum cadastro para receber o Kit. Todas as mães de Volta Redonda que tiverem seus filhos na Maternidade do HSJB receberão o kit do Projeto, que conta com o apoio do UniFOA, responsável pelo material educativo, arte e gravações dos vídeos” comentou.
As famílias têm apreciado especialmente a cartilha com a foto revelada no próprio Hospital, escolhida por elas mesmas. Algumas até se emocionam ao recebê-la.
Como idealizadora do projeto junto com a direção do Hospital e alunos do curso de Medicina do UniFOA, a pediatra fica extremamente feliz e grata pelo resultado tão positivo do Projeto Alta Feliz. “Foi uma iniciativa criada com muito carinho para humanizar ainda mais o atendimento da maternidade e fornecer informações úteis para tornar os primeiros dias em casa mais tranquilos”, falou Thais que completou, “É importante ressaltar que a cartilha não substitui a consulta com o Pediatra”.
A expectativa é que o Projeto Alta Feliz se expanda, tornando-se um instrumento de informação para as famílias, com atualização da cartilha anualmente. O apoio de toda a equipe de saúde do município será fundamental para assistir às crianças. O HSJB continuará fornecendo o kit, visando sempre o bem-estar e a segurança das famílias de Volta Redonda.
O Projeto Alta Feliz, foi criado para auxiliar nos cuidados do recém-nascido ao receber alta da maternidade do Hospital São João Batista – HSJB, através de cartilha com informações importantes, principalmente para os pais de ‘primeira viagem’.
A cartilha ‘Guia Alta Feliz’, que contém informações importantes, entre elas, como proceder para obtenção da Certidão de Nascimento; qual a relevância da amamentação e as posições corretas para facilitar a mãe e o bebê no ato de amamentar; quais os sintomas apresentados pelo recém-nascido que exigem cuidados pediátricos e como dar o banho e trocar a fralda corretamente.
A cartilha possui ainda um QR code que, ao ser acessado, apresenta as versões em áudio e em vídeo com interpretação em libras, para que possa ser entendida por todos. Além desse Kit educativo que foi feito pela FOA, a família é presenteada com uma bolsa de maternidade com presentes. Importante destacar que a cartilha não substitui a ida da mãe e do bebê ao pediatra, e é de extrema importância comparecer às consultas de puericultura e manter o cartão de vacinação do seu bebê em dia.
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As águas da represa do funil de Resende, no Clube Náutico da cidade, foram palco do 1º Desafio de Natação em Águas Abertas do município, organizado pela Secretaria de Esporte e Lazer – SEMEL. A equipe de natação da atlética do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) marcou presença com grande destaque na competição, realizada na manhã do dia 07 de abril. Todos os quatros estudantes que participaram da disputa foram premiados com troféus, graças às suas performances de alto nível nas provas individuais de 1,5km.
Ao todo, três representantes do curso terminaram as provas de suas respectivas categorias em 2º lugar, que foram Júlia Zambelli, na categoria feminina de 20 a 24 anos, Fernanda Almeida, entre as atletas de 25 a 29 anos, e Felipe Lemos, que disputou a modalidade masculina de 30 a 34 anos. Laura Anderaus também teve grande destaque ao terminar em 3º lugar entre as competidoras de 20 a 24 anos, protagonizando uma dobradinha da atlética na modalidade com Júlia.
Por serem realizadas em águas abertas, que possuem percursos bem maiores do que as competições organizadas em piscinas olímpicas, as provas exigiram bastante da capacidade física, técnica e mental de todos, como explicou Júlia, capitã da equipe de natação: “Por ser uma distância longa requer uma preparação física muito boa, e mesmo assim, a possibilidade de sentir uma dor ou incômodo inesperado durante a prova ainda é real. Arrisco dizer até que o maior desafio para provas longas é o mental, mas com resiliência o corpo se adapta e lembra do treinamento que foi feito, o nado encaixa e a prova começa a fluir até o último segundo”.
Além disso, ela relatou que o percurso apresentava muitos obstáculos técnicos, sobretudo por ser um local desconhecido para a equipe e a transparência da água não ser favorável para a visibilidade:
“Era um local totalmente desconhecido para nós 4. Pela água não ser transparente, tivemos muita dificuldade quanto à visibilidade, o que nos forçou a fazer respiração frontal e explorar outras técnicas de nado que não são comuns nos nossos treinamentos, mas que precisamos nos enquadrar como competidores”.
Após superar todas as dificuldades, Felipe, que lidera a equipe junto à Júlia como capitães, comemorou o resultado coletivo obtido pela equipe, ressaltando a união do grupo na busca pelos principais objetivos nas competições:
“Nos inscrevemos na competição só pela experiência, não costumamos treinar para provas longas como essa de 1500m, pois requer uma mentalidade diferente e uma resistência maior. O pódio em todas as categorias foi uma surpresa muito boa, ficamos extremamente felizes e isso mostra a força que temos para encarar, juntos, os diferentes desafios do cotidiano. Depois de tudo, ainda ficamos animados para novas competições nesse estilo”, ressaltou.
Laura, celebrou a união de todos os atletas não só pelas vitórias e dedicação, mas pela paixão de competir esportivamente:
“Eu costumo dizer que o esporte nos ensina muito, e isso é aplicável em várias áreas da vida. No fim das contas, a gente passa a se sentir capaz de muita coisa, porque percebe que para atingir um objetivo, é preciso trabalhar por ele, e isso demanda tempo, disciplina e esforço”, completou.
A iniciativa da SEMEL de Resende buscou, além de integrar diversos atletas a um ambiente competitivo, promover o desenvolvimento do esporte na cidade junto com o intercâmbio sócio esportivo cultural. A competição, que recebeu gratuitamente todos os participantes, também tinha o intuito difundir a modalidade para que mais pessoas possam praticar o esporte e se beneficiar de todos os seus benefícios, principalmente de saúde e qualidade de vida.
O desafio proporcionou aos atletas de natação uma experiência única de prática esportiva por meio de uma disputa leal, saudável e de interação com a natureza. O contato direto com o meio ambiente permitiu, sobretudo, que todos pudessem desenvolver a conscientização em prol da preservação das belezas naturais da nossa região.
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A professora Cecília Pereira e a estudante Deusiane Oliveira, do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), participaram entre os dias 28 e 30 de março, do 16º Congresso Paulista de Pediatria. Elas apresentaram dois casos clínicos que compõe o “Projeto de Educação no Trabalho para a Saúde do Centro Universitário de Volta Redonda - PET-UniFOA”, funcionando como braços do projeto na discussão e relato de casos de Pediatria em sua intersecção com a Dermatologia.
A 16ª edição do Congresso, realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, teve como tema central a defesa da pediatria e do pediatra e, ao longo da programação, as atividades foram distribuídas em conferências e miniconferências, painéis, mesas redondas e discussão de casos clínicos e colóquios, que colocavam a pediatria e o profissional da área como figuras centrais das discussões.
Os casos clínicos que foram apresentados tiveram como assuntos principais, “A importância da investigação de piodermite familiar diante de uma celulite periorbitária na infância” e o “Diagnóstico e manejo da úlcera de jacquet associada à APLV: lições de um caso em pediatria”.
O primeiro caso aborda um dos tipos mais comuns de piodermites, que é um grupo de infecções bacterianas que afetam a pele. A celulite periorbital é uma infecção que afeta a pálpebra, porção anterior do septo orbitário, causando dor nessas regiões, além de edema e hiperemia.
80% dos casos de celulite orbitária na população pediátrica estão associados com sinusite etmoidal, sendo incomum sua ocorrência em neonatos e crianças de baixa idade. Há evidências de transmissão de infecção para crianças que tiveram contato físico com familiares colonizados, principalmente, por Staphylococcus aureus.
Já o segundo tema explica a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), mais comum nas crianças, que é caracterizada pelas reações alérgicas decorrentes da ingestão de proteínas presentes no leite de vaca e seus derivados, como queijos, iogurtes e manteigas, por exemplo.
Nas duas apresentações, a equipe conscientizou o público sobre a importância dos cuidados com as doenças durante a infância, principalmente quanto a boa higienização dos familiares que irão manusear as crianças, e o tratamento a partir do acompanhamento correto de um pediatra especializado no assunto.
De acordo com Cecília, o UniFOA valoriza a elaboração de projetos científicos que tem o intuito de impactar positivamente o progresso da sociedade, como também aumentar a reputação da instituição ao redor do país, além de ser uma grande experiência para aqueles que se dispõem a participar de iniciativas como essas:
“Os resultados obtidos durante o processo de construção dos estudos de caso atravessaram as dimensões da clínica e da educação. Ressalta-se a ampliação dos processos de educação em saúde, raciocínio clínico e habilidades diagnósticas, além de representar e divulgar o UniFOA enquanto instituição de ensino reconhecida na área da medicina”, disse a professora.
A participação de discentes na concepção de trabalhos e artigos científicos é essencial para a formação acadêmica, não somente pelo estudo e pesquisa sobre cada assunto, como também pelo aprendizado de técnicas e elaboração de artigos, como pode ajudar no futuro na aprovação de concursos, como por exemplo a Residência Médica.
“É sempre uma experiência gratificante oportunizar momentos e conhecimentos como esse aos alunos, assim como poder participar de congressos dessa importância” falou.
Deusiane Oliveira, que esteve no evento para a apresentação dos casos clínicos, comentou que participar de congressos sempre abrem os olhos para condutas mais atualizadas e conhecer profissionais renomados em várias áreas foi enriquecedor.
“Escrever um caso clínico é sempre enriquecedor, pois você acompanha toda história clínica do paciente, e desfecho do caso, posteriormente pesquisamos a respeito e estudamos em mais detalhes”, e completou dizendo que quando podem experimentar todo o processo de pesquisa, consolidam a aprendizagem. “Perceber a relevância do assunto e poder expor em um congresso de relevância é gratificante.
Além da participação da professora e Deusiane, os artigos contaram com a participação dos discentes: Túlio Esteves, Aydamari João Pereira, Yasmin Reis, Marcela Annechino e dos docentes Tainá Barros, Aléxia Alves e Maria Cristina Carvalho.
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