O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) marcará presença na 20ª edição do Festival Vale do Café, que acontecerá entre os dias 18 e 27 de julho em diferentes municípios do Vale do Paraíba Fluminense. Este ano, o Casarão da Fazenda Três Poços, onde fica o campus Olezio Galotti, passa a compor oficialmente o circuito do festival, abrindo suas portas para receber o público em uma imersão cultural que une música, história e tradição no dia 20 de julho.
Com quase dois séculos de história, o Casarão do UniFOA integra o patrimônio histórico da região, e será cenário de concertos de música instrumental e erudita, além de visitas guiadas onde os visitantes poderão ver e conferir detalhes arquitetônicos e curiosidades do período áureo do café. A programação inclui ainda a degustação de produtos típicos do início do século passado, como cafés especiais, cachaças artesanais e queijos regionais, proporcionando ao visitante uma verdadeira viagem ao passado.
Além do UniFOA, outras fazendas históricas participarão do festival, que há vinte anos transforma casarões, praças e igrejas em palcos que contam parte da história do Brasil por meio da música. O evento reúne artistas consagrados e jovens talentos, consolidando-se como referência nacional em turismo cultural.
Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos pelo site oficial: Festival Vale do Café
Para quem busca vivenciar cultura, história e música em um mesmo espaço, a participação do UniFOA nesta edição reforça a missão institucional de preservar a memória e contribuir para o desenvolvimento cultural da região.
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Fruto de um projeto de pesquisa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-PIBIT/UniFOA – Edital 2023), o e-book “Treinamento em Boas Práticas para Manipuladores de Alimentos” foi produzido pela professora do curso de Nutrição, Kamila de Oliveira do Nascimento e pela egressa do curso, Márcia Renata da Silva. A publicação tem como principal objetivo apoiar nutricionistas na condução de treinamentos voltados a manipuladores de alimentos, tornando o processo mais eficaz, prático e acessível.
A obra se destaca por oferecer um conteúdo direto e didático, servindo tanto como material de apoio durante as capacitações quanto como fonte de consulta no dia a dia de trabalho. Além disso, contribui significativamente para a conscientização dos colaboradores sobre a importância da segurança dos alimentos no ambiente de produção.
Segundo Kamila, a ideia surgiu a partir da observação da rotina profissional dos nutricionistas e das dificuldades enfrentadas por eles ao aplicar os princípios das Boas Práticas de Fabricação (BPF). “Durante um projeto com manipuladores de alimentos em empresas de fast food, percebemos que, mesmo após os treinamentos, ainda havia dúvidas recorrentes. Foi aí que identificamos a necessidade de um material de apoio mais direto, que facilitasse o entendimento e a aplicação das normas”, explica.
As BPFs representam um conjunto de procedimentos essenciais para garantir que os alimentos sejam produzidos com segurança, qualidade e em conformidade com a legislação sanitária vigente. “Nosso maior objetivo foi transformar o conhecimento técnico em ações seguras e eficientes, com uma linguagem acessível e aplicável à realidade dos serviços de alimentação”, reforça Kamila.
O impacto do e-book vai além do ambiente acadêmico, atingindo diretamente a prática profissional. “Acreditamos que ele qualifica e, ao mesmo tempo, simplifica. É uma ferramenta que ajuda o nutricionista a sistematizar o conteúdo, aprimorar os treinamentos e promover mudanças efetivas na rotina das cozinhas”, afirma.
Para Márcia e Kamila, o apoio institucional do UniFOA foi fundamental para a concretização do projeto. “Este trabalho começou como uma pesquisa científica e evoluiu para um Trabalho de Conclusão de Curso. Contar com uma instituição que valoriza a ciência e oferece estrutura para desenvolver projetos como esse é essencial. Saber que esse conhecimento pode contribuir para a saúde da população e fortalecer a atuação de colegas de profissão é motivo de muito orgulho”, finalizam.
O e-book está disponível gratuitamente e pode ser acessado por nutricionistas, estudantes e demais interessados na área de segurança dos alimentos.
Acesse o e-book aqui.
Com o objetivo de democratizar o acesso à informação em saúde, surgiu o MEDNEWS, Podcast em Educação em Saúde, um projeto de extensão idealizado por estudantes do curso de Medicina do UniFOA. A proposta é transformar as principais atualizações do UpToDate – uma das plataformas mais reconhecidas e confiáveis da área médica – em episódios curtos, dinâmicos e acessíveis para estudantes, profissionais da saúde e pessoas interessadas em temas ligados à medicina e ao bem-estar.
Idealizadora do projeto, a estudante Lara Marins explica que a iniciativa nasceu do desejo de criar uma ferramenta moderna, acessível e com potencial de grande alcance:
“Eu estava buscando formas de criar um projeto de extensão que fosse moderno, e que qualquer pessoa com acesso à internet pudesse consumir com facilidade. O podcast surgiu como solução por ser rápido, prático e, muitas vezes, carregado de informações importantes.”
O diferencial do MEDNEWS está na maneira leve e atual com que aborda temas complexos, tornando o conhecimento científico mais acessível:
“A gente traz temas relevantes, como novos protocolos, medicamentos recém-lançados e até alertas sobre o uso de determinados remédios. Além de sermos conteudistas, usamos uma linguagem descontraída, o que ajuda a aproximar o público do conteúdo”, afirma Lara.
Além de enriquecer a formação acadêmica, o projeto também tem provocado uma verdadeira transformação entre os participantes, que estão desenvolvendo competências que vão além do conteúdo técnico:
“Enquanto alunos estamos aprendendo a editar vídeos, criar roteiros, nos comunicar melhor... Estamos nos desafiando e aprendendo muito, especialmente sobre trabalho em equipe. O podcast depende da colaboração de todos”, completa Lara.
A proposta também acompanha uma tendência global: o uso de recursos multimídia e da didática digital como ferramentas de aprendizagem, especialmente em áreas como a saúde, que exige atualização constante. Para Lara, essa abordagem torna o processo de aprendizagem mais interessante e eficaz:
“Com certeza, o aprendizado se torna muito mais dinâmico. O pessoal do roteiro, da apresentação... todos nós estamos absorvendo novos conhecimentos enquanto produzimos. É um processo de ensino aprendizagem em constante movimento.”
A iniciativa reforça o alinhamento entre tecnologia e educação na formação de profissionais atualizados, críticos e preparados para os desafios da área da saúde ao mesmo tempo em que amplia o alcance do conhecimento médico com responsabilidade e inovação. Por meio do MEDNEWS, o saber científico ultrapassa os muros da universidade, alcançando a comunidade e promovendo saúde por meio da informação.
Assista ao episódio:
Na tarde da última quarta-feira (2), os membros do Diretório Acadêmico do curso de Direito do UniFOA promoveram um café da tarde em agradecimento à Presidência, à Reitoria, à Coordenação do curso e ao professor Carlos Pacheco. O encontro foi marcado por uma Moção de Aplausos, em reconhecimento ao apoio prestado pela instituição às atividades do Diretório.
Para a reitora do UniFOA, professora Ivanete de Oliveira, a homenagem reflete a sintonia entre a gestão universitária e o movimento estudantil, e reforça valores que orientam a condução da instituição. Segundo ela, receber a Moção de Aplausos representa “um reconhecimento valioso e profundamente significativo” para toda a Reitoria.
A professora destaca que esse gesto vai além de uma simples homenagem, pois demonstra que a universidade está no caminho certo ao construir um ambiente democrático, participativo e acolhedor. “Esse momento consolida um dos pilares da nossa gestão: o protagonismo estudantil. Ver as alunas e os alunos reconhecerem a importância do diálogo e da construção conjunta reforça nosso compromisso com uma educação transformadora, ética e conectada com as necessidades do corpo discente”, completou.
O café da tarde reuniu estudantes, professores e representantes da gestão em um momento de integração e diálogo, evidenciando a importância da participação ativa dos alunos na vida acadêmica e no fortalecimento das ações institucionais.
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No curso de Medicina do UniFOA, tradição e inovação caminham lado a lado para formar médicos generalistas, críticos, humanistas e preparados para os desafios do século XXI, por meio da implementação de metodologias ativas na formação acadêmica. Com um projeto pedagógico sólido, reconhecido pelo Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME) e nota máxima no MEC em 2024, o curso investe em um modelo educacional centrado no estudante, que integra teoria e prática desde os primeiros períodos.
Segundo o coordenador do curso, professor Julio Aragão, o diferencial começa já nos primeiros dias de aula, quando os estudantes são estimulados a pensar clinicamente. “A clínica é soberana. O método centrado no estudante coloca nossos alunos no centro do processo: eles aprendem fazendo, refletindo, atuando de forma crítica desde o início”, afirma. Essa abordagem é sustentada por uma trilha científica estruturada, por uma linha de Atenção Integral à Comunidade (AIC), que conecta a formação acadêmica ao território e às demandas reais da população, e por um internato que se estende por três anos — modelo considerado pioneiro no país.
O currículo foi construído com base em uma matriz por competências, que vai além do domínio técnico. São seis competências que norteiam a formação: ser socialmente responsável, exercer medicina centrada na pessoa, atuar de forma integral na gestão em saúde, produzir e disseminar conhecimento, solucionar situações complexas e atuar na educação em saúde. “É isso que garante a formação de médicos alinhados com as necessidades da população e os princípios do SUS”, destaca Aragão.
As metodologias ativas têm papel central nesse processo. A professora Marise Ramos explica que essas estratégias transformam o estudante em protagonista do próprio aprendizado, estimulando autonomia, pensamento crítico e a aplicação prática dos conhecimentos. “Trabalhamos com uma matriz por competências e diferentes metodologias que permitem uma evolução progressiva, em uma espiral de complexidade crescente. Isso favorece a qualificação profissional e o compromisso com a educação permanente”, afirma.
Essas metodologias aproximam o estudante do cotidiano profissional desde os primeiros períodos, tornando a aprendizagem mais conectada às demandas reais do mercado.
Como destaca Marise Ramos, essa abordagem transforma o aluno em protagonista de todo o processo: “O estudante começa a se apropriar de uma formação mais significativa, aplicando o conhecimento em situações reais, o que torna o aprendizado mais dinâmico e relevante”.
Ao longo do curso, os alunos são estimulados a construir uma visão ampla do cuidado em saúde, que envolve não apenas o atendimento clínico, mas também a gestão e a educação em saúde — dimensões indispensáveis para quem deseja atuar de forma ética e socialmente responsável. “Mais do que conhecimento técnico, buscamos formar médicos capazes de pensar criticamente, refletir sobre a prática e responder às demandas reais da sociedade”, conclui Aragão.
Com essa proposta pedagógica inovadora, o curso de Medicina do UniFOA busca formar profissionais ainda mais preparados para os desafios da profissão, unindo teoria e prática de maneira consistente e mantendo o olhar voltado para o cuidado com as pessoas.
A formação médica no Brasil inicia, em 2025, uma mudança histórica com a implantação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A nova prova irá substituir e unificar dois instrumentos até então separados: o Enade, responsável por aferir a qualidade do ensino superior, e o Enare, que selecionava candidatos para programas de residência médica.
A iniciativa, conduzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), faz parte de um movimento do Ministério da Educação (MEC) para modernizar e aprimorar a avaliação dos futuros médicos no país.
O Enamed surge inspirado em modelos internacionais consolidados, como o United States Medical Licensing Examination (USMLE), utilizado nos Estados Unidos como parâmetro para aferir as competências técnicas e práticas de estudantes que estão concluindo a graduação em Medicina. A ideia é garantir uma análise mais integrada à formação do estudante, reunindo critérios de qualidade acadêmica, domínio de conteúdos teóricos e habilidades práticas essenciais para a atuação médica.
A partir de 2025, a prova será obrigatória para todos os formandos em Medicina e passará a compor o histórico escolar individual, diferentemente do Enade, que tinha caráter mais institucional. Essa mudança, segundo especialistas, tem potencial para influenciar de forma direta a trajetória acadêmica e profissional dos futuros médicos, impactando processos seletivos para residência médica, bolsas de pesquisa e outras oportunidades na área.
Para se preparar para essa nova etapa, o curso de Medicina do UniFOA tem adotado estratégias específicas que aliam a preparação para a residência com a preparação para o Enamed. “Estamos criando momentos de reflexão, revisão de conteúdos e definição de novas metas junto aos alunos. Queremos que eles se sintam parte ativa desse processo, não apenas como candidatos a uma prova, mas como protagonistas de sua formação e inserção profissional mais qualificada”, reforça o coordenador.
O professor Júlio Aragão destaca ainda que, historicamente, os estudantes do UniFOA demonstram grande comprometimento com o curso, e essa mudança também é uma resposta institucional para fortalecer esse vínculo. “Sempre tivemos alunos muito comprometidos com a instituição, e agora mostramos que também estamos comprometidos com eles, oferecendo condições para que tenham melhor preparação. Acreditamos que essa postura vai refletir em maior engajamento e, consequentemente, em um desempenho que valorize ainda mais a qualidade do nosso curso”, afirma.
O Enamed deverá ser realizado em etapas, com a previsão inicial de aplicação de provas teóricas e, futuramente, avaliações práticas para aferir competências clínicas. Essa estrutura busca aproximar a realidade brasileira das diretrizes internacionais, estimulando a formação de médicos mais preparados para lidar com os desafios da prática médica contemporânea, como o atendimento humanizado, o raciocínio clínico complexo e a atualização constante de conhecimentos.
Outro aspecto relevante é que o desempenho dos alunos no Enamed servirá como indicador nacional de qualidade dos cursos de Medicina, funcionando como ferramenta de transparência para a sociedade e para os órgãos reguladores. Para os formandos, a nota poderá se transformar em diferencial competitivo importante ao ingressar em processos seletivos para residência médica ou outros programas de especialização.
“O Enamed representa uma mudança de paradigma, na qual cada estudante precisa entender que o esforço individual não é apenas um dever, mas também uma oportunidade de se destacar. Ao mesmo tempo, a instituição assume o compromisso de oferecer condições concretas para que esse desempenho seja cada vez melhor”, resume o coordenador Júlio Aragão.
Com aplicação prevista já para outubro de 2025, o Enamed promete dar mais transparência e objetividade à avaliação dos cursos de Medicina em todo o país, fortalecendo ainda mais a formação de profissionais preparados para os desafios da saúde.
A inclusão social ganhou novos contornos no âmbito da educação ambiental com a criação de um Roteiro para Visitas Guiadas em Língua Brasileira de Sinais (Libras), elaborado por estudantes do curso de Ciências Biológicas licenciatura do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). O material, desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), reúne sinais específicos para todos os animais do Zoológico Municipal de Volta Redonda, oferecendo uma ferramenta inovadora de acessibilidade para visitantes surdos.
A iniciativa, conduzida pelos alunos Henrique de França Serafim, Luana Santos Miranda e Pedro Alonso Ferreira Moutinho, nasceu da união entre ciência, empatia e compromisso com a democratização do conhecimento. Mais do que um projeto acadêmico, trata-se de uma proposta que ressignifica a visita ao zoológico enquanto experiência educativa e inclusiva.
“O roteiro para visitas guiadas nasceu do desejo de tornar o zoológico um espaço acessível a todos, especialmente ao público surdo, que muitas vezes encontra barreiras para compreender as informações expostas durante a visitação”, explicou Luana, durante a gravação do podcast promovido pelos Estúdios FOA. O material foi estruturado para contemplar, em Libras, cada uma das espécies presentes no local, respeitando as particularidades linguísticas da comunidade surda.
Pedro Alonso, além de integrante do projeto, também atua como coordenador de educação ambiental do zoológico, e traz uma perspectiva prática ao trabalho. “A vivência no zoológico permitiu identificar falhas na comunicação com o público e pensar estratégias realmente funcionais. Ter acesso aos sinais enquanto acompanhamos a visitação ajuda não só na inclusão, mas também na retenção dos conhecimentos sobre os animais e seus hábitos”, afirmou.
Durante o desenvolvimento do roteiro, os alunos identificaram sinais oficiais ou criaram adaptações para espécies sem representação formal em Libras. Nesses casos, os estudantes trabalharam em conjunto com a professora Andrea Oliveira Almeida, intérprete de Libras e doutoranda em Educação, para criar combinações que fossem compreensíveis e coerentes com a lógica visual da língua de sinais. “Cada escolha foi feita com muito cuidado, respeitando a cultura surda e garantindo que a experiência fosse fluida e informativa”, destacou Andrea.
Segundo Luana, uma das preocupações centrais foi não apenas representar os animais em Libras, mas também garantir que as informações biológicas estivessem presentes de forma acessível. “Fizemos questão de incluir dados sobre habitat, alimentação e comportamento, tornando o guia uma verdadeira ferramenta de educação ambiental, e não apenas uma tradução de placas”, explicou.
O projeto foi orientado também pelo professor André Barbosa Vargas, doutor em Ciências Ambientais, que ressaltou o valor pedagógico da iniciativa. “Esse é um exemplo claro de como a universidade pode e deve incentivar práticas interdisciplinares, em que a ciência se articula com a inclusão e com a transformação social”, afirmou.
André ainda acrescentou que o roteiro pode servir de modelo replicável: “Há potencial para essa proposta ser adaptada em outros polos de visitação, ampliando o alcance da educação inclusiva”.
A proposta se alinha às diretrizes internacionais de inclusão e sustentabilidade. De acordo com organizações como a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), iniciativas que combinam comunicação acessível e educação sensorial contribuem significativamente para ampliar o interesse e o engajamento do público em causas ambientais. Dessa forma, o Zoológico de Volta Redonda não apenas cumpre seu papel institucional de preservação da fauna, como também assume o protagonismo na promoção de uma educação ambiental mais inclusiva e plural.
O roteiro, que já está em fase de implementação no espaço físico do zoológico, também contou com a produção de vídeos educativos em Libras, disponibilizados no YouTube, com o objetivo de ampliar o acesso ao conteúdo para todo o Brasil. A expectativa é que esse material seja utilizado por escolas, centros culturais e outras instituições interessadas em práticas pedagógicas inclusivas, promovendo conhecimento e favorecendo a inclusão de pessoas surdas no universo da educação ambiental.
Com essa iniciativa, o UniFOA reafirma seu compromisso com a formação de profissionais éticos, inovadores e socialmente responsáveis. O guia prático em Libras é mais do que um recurso de acessibilidade: é um convite para enxergar o conhecimento como um direito universal e, sobretudo, uma forma de promover o respeito à diversidade em todas as suas dimensões.
O curso de Engenharia ABI promoveu uma experiência prática por meio do projeto “Criando Cidades Inteligentes: da ideia à solução”, voltado para os estudantes do módulo “Desenvolvimento de Protótipos”. A iniciativa une teoria e prática ao desafiar os alunos a criarem protótipos alinhados aos indicadores de cidades inteligentes definidos pela ABNT e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O professor Italo Rodrigues, indica que durante o módulo Desenvolvimento de Protótipos, os estudantes têm a possibilidade de desenvolver um projeto mimetizando uma situação real de projeto: concepção, análise de viabilidade com modelagem e simulação, validação da ideia, aquisição de materiais, montagem do protótipo, testes e comparação do desempenho do protótipo em relação à simulação.
Além disso, os participantes foram responsáveis por criar tutoriais acessíveis voltados para estudantes do Ensino Médio. Essa troca de saberes fortalece competências como liderança, comunicação e trabalho em equipe, além de estimular a disseminação da cultura científica e tecnológica nas escolas.
Camila Hosken, uma das professoras responsável pelo projeto, destaca a transformação proporcionada pela extensão universitária:
“No projeto de Cidades Inteligentes, os estudantes precisam desenvolver empatia social e lidar com problemas concretos da sociedade. Isso aprimora o senso de responsabilidade cidadã e ajuda o estudante a enxergar seu papel como agente na construção de soluções sustentáveis e tecnológicas para os desafios urbanos.”
Ela também reforça o alinhamento da ação com os ODS da ONU:
“Trabalhamos diretamente com o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ao propor soluções para mobilidade e infraestrutura urbana; o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao incentivar o uso de tecnologias e dados para a gestão urbana; e o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao promover uma aprendizagem prática e voltada para a resolução de problemas reais.”
A experiência tem impactado profundamente a trajetória dos estudantes. Isabelly Miranda, aluna do 3º módulo de Engenharia ABI, compartilhou sua vivência:
“Foi uma experiência desafiadora. Ser inovador não é tão simples quanto parece. Estar envolvida desde a criação da ideia até os testes e validações práticas fez todos colocarem em ação o que estava apenas no campo teórico. Me impactou perceber a distância entre teoria e prática. Muitos conceitos pareciam fáceis, mas a aplicação exigia adaptação, testes e muito jogo de cintura.”
Ela também destacou a importância do projeto para seu crescimento pessoal e profissional:
“Esse tipo de vivência me fez encarar cada parte da Engenharia de forma mais realista e até repensar minha escolha de área. Além disso, nos forçou a enxergar problemas onde antes parecia estar tudo certo e a trabalhar a comunicação em grupo.”
O projeto cumpre um papel fundamental na formação de engenheiros preparados para um mundo em constante transformação. Ao conectar o ensino superior à educação básica, promove a construção coletiva do conhecimento, fomenta a cultura de inovação e fortalece o papel social da universidade.
“O mercado de trabalho atual valoriza exatamente esse perfil: proativo, crítico, com capacidade de resolver problemas complexos e com sensibilidade social. Projetos como esse inserem o estudante em uma realidade dinâmica, que exige colaboração entre diferentes áreas e competências além do domínio técnico”, conclui a professora Camila.
Mais do que uma proposta técnica, o projeto amplia a formação dos estudantes ao incentivar a análise crítica, a criatividade e o compromisso com a responsabilidade social e ambiental. Durante o desenvolvimento dos protótipos, os alunos aplicaram conhecimentos de eletrônica, programação, design de sistemas e sustentabilidade, enfrentando desafios urbanos reais, como mobilidade, eficiência energética, gestão de resíduos e inclusão digital.
A iniciativa integra a proposta de extensão curricularizada e está em consonância com a Resolução nº 7/2018 do Ministério da Educação, que estabelece que ao menos 10% da carga horária dos cursos de graduação deve ser composta por atividades de extensão.
O auditório William Monachesi, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, foi palco de uma noite repleta de emoção com o evento Conexão TV Rio Sul, realizado na última quinta-feira (26). A iniciativa, organizada pela Escola de Comunicação e o curso de Jornalismo do UniFOA, em parceria com a TV Rio Sul, afiliada da Rede Globo, premiou estudantes com o Troféu Glória Maria, pelas produções jornalísticas desenvolvidas com apoio da estrutura e do corpo docente do Centro Universitário.
O presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, celebrou a realização do evento, idealizado pelo professor Edilberto Venturelli, e destacou o impacto transformador da iniciativa:
"O impacto para os estudantes é incomensurável. Toda essa atmosfera vai transformar a vida desses jovens, que desenvolveram diversos projetos. O UniFOA é um verdadeiro celeiro de profissionais para o competitivo mercado da comunicação", afirmou Eduardo.
Visivelmente emocionado com o resultado do projeto, Edilberto Venturelli reforçou a importância do aprendizado gerado durante todas as etapas da proposta da concepção à execução:
"Tenho certeza de que é uma maneira muito interessante de os estudantes compreenderem as técnicas jornalísticas que irão aplicar na prática da profissão. Assim, eles conseguem avaliar seu próprio desenvolvimento em sintonia com as demandas do mercado", explicou o professor.
O clima de conexão e valorização da prática jornalística envolveu toda a comunidade acadêmica e atraiu inclusive docentes de outros cursos da Escola de Comunicação. Para o coordenador da Escola de Comunicação e do curso de Publicidade e Propaganda, Douglas Gonçalves, o evento vai além da entrega de prêmios:
"A melhor parte, na minha perspectiva, é justamente a conexão proporcionada pelo evento. Mais do que a premiação em si, os alunos puderam mostrar seus trabalhos para quem é referência no mercado e isso faz toda a diferença para o futuro deles na profissão", destacou Douglas.
O Troféu Glória Maria, homenagem a uma das maiores jornalistas da história do Brasil foi concedido em três categorias:
Gabrielle Borges, aluna do primeiro período, foi premiada na categoria Repórter de Rua. Com os pais presentes na plateia, ela relembrou com carinho o processo de produção da matéria:
"Foi muito importante para mim por conta do tema que escolhi: o futsal. É um assunto muito especial porque acompanho de perto e cobri uma prática da minha cidade. Estava muito nervosa para entrevistar o jogador, mas no final tudo deu certo. Valeu muito a pena", compartilhou Gabrielle.
Na plateia, a emoção também tomou conta da família. A mãe, Ana Márcia, não escondeu o orgulho:
"É um momento inesquecível. Ver minha filha sendo premiada me deixou muito emocionada", disse.
O pai, Joel Borges, também se comoveu:
"Fiquei bastante emocionado, não vou enganar ninguém. Não sou de me emocionar facilmente, mas foi muito forte para mim. Foi a primeira vez que vivi isso com ela", revelou.
Profissionais renomados da comunicação e representantes de agências do Sul Fluminense prestigiaram o evento, entre eles o empresário Arnaldo Cézar Coelho. Reconhecido por sua trajetória na televisão e atual superintendente da TV Rio Sul, Arnaldo foi o palestrante de abertura da premiação, incentivando os estudantes a sonhar alto e valorizar o esforço envolvido em cada produção.
Após a palestra, um vídeo especial foi exibido em sua homenagem no telão do auditório. Ao fim da exibição, a superintendente executiva do UniFOA, Josiane Sampaio, entregou uma placa de reconhecimento ao empresário, abrindo oficialmente a cerimônia de premiação.
"Estou impressionado com a estrutura do UniFOA. A instituição oferece condições incríveis de aprendizado, que aceleram o crescimento dos alunos. Esses eventos sempre me causam um frio na barriga, um nervosismo natural. Mas toda essa atmosfera me contagia, especialmente a emoção dos ganhadores", declarou Arnaldo.
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Na última quarta-feira (18), o UniFOA foi palco do lançamento do livro “Vestido de Temores Cotidianos”, obra do professor Heitor Luz, que leciona nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da instituição. Realizado no campus Olezio Galotti, em Três Poços, o evento reuniu professores, estudantes e egressos, em uma noite dedicada à literatura e à reflexão sobre os medos que nos atravessam.
A obra reúne 80 microcontos que exploram de forma sensível e provocativa os temores que acompanham a existência humana. “São medos, temores e horrores que nos vestem, e dos quais também nos vestimos. Vai desde os receios da infância, como o medo de cair, falar ou de se separar dos pais, até os temores mais profundos da velhice, como o medo da morte, do esquecimento, da perda da memória e dos amigos”, explicou o autor durante a noite de autógrafos.
Heitor também compartilhou que o livro propõe uma travessia emocional pela vida, revelando o quanto o medo nos molda e nos acompanha ao longo das fases da existência. “A perda da memória também é uma forma de morrer. E esses temas perpassam os microcontos de forma íntima e simbólica”, completou.
Além do lançamento literário, a noite também foi marcada por um momento especial de música ao vivo. Heitor presenteou os presentes com um pocket show interpretando canções autorais do projeto musical Heitor Luz & os Bastardos de João. A apresentação, com clima intimista e descontraído, ajudou a criar uma atmosfera acolhedora que aproximou ainda mais o público do universo artístico do autor.
O evento foi marcado por reencontros afetivos e significativos. “É muito bom rever egressos queridos que se dispuseram a vir até aqui, muitos deles de longe. Reencontrar essas pessoas que fizeram parte da minha trajetória como professor foi extremamente especial”, afirmou Heitor.
Entre os presentes, esteve Thales Machado, jornalista egresso do UniFOA, que destacou a potência da obra e a capacidade do autor de transformar reflexões profundas em pílulas de sabedoria. “O Heitor soube jogar com maestria o jogo dos dias de hoje, em que tudo precisa ser curto, rápido e direto. Ele evita o tédio das longas explicações e nos conduz, em poucos segundos, ao brilho do entendimento”, afirmou.
Segundo Thales, o livro dialoga com as mais diversas experiências de vida. “Dentre os 80 microcontos, é certo que alguns — ou todos — podem ser interpretados de forma muito pessoal, a partir das vivências de cada leitor. Não importa a idade: é impossível não se identificar com alguma passagem que provoque uma reflexão íntima sobre seus próprios temores. Nesse sentido, é um livro para todos, mas também só seu.”
O lançamento de Vestido de temores cotidianos marca uma nova fase da produção literária de Heitor Luz, que já prepara mais um livro, previsto para o próximo ano. Intitulado “Relato de Nós”, o novo trabalho promete manter o olhar sensível e crítico que caracteriza a escrita do autor.
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