
A formação em Medicina é marcada por anos de dedicação, aprendizado intenso e desenvolvimento técnico e humano. Ao longo dessa trajetória, uma etapa se destaca pela sua relevância prática e formativa: o internato médico.
Considerado o momento de transição entre a teoria acadêmica e a vivência profissional, o internato é a fase em que o futuro médico passa a atuar diretamente nos serviços de saúde, sempre sob supervisão qualificada. Também conhecido como estágio supervisionado obrigatório, ele é essencial para a consolidação de competências clínicas, habilidades técnicas e atitudes éticas indispensáveis ao exercício da Medicina.
Apesar de sua importância central na formação médica, o internato ainda gera muitas dúvidas entre candidatos e estudantes, especialmente sobre seu funcionamento, carga horária, áreas de atuação e papel no preparo para o mercado e para a residência médica.
Se esse é o seu caso, fique tranquilo. Ao longo deste texto, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o internato médico, explicando como ele funciona e por que essa etapa é tão decisiva na formação de um médico. Continue a leitura e confira.
O internato ocorre, tradicionalmente, nos dois últimos anos da graduação e é obrigatório para a obtenção do diploma. Nessa fase, o estudante presta atendimentos reais a pacientes, aplicando na prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, com acompanhamento de professores e médicos orientadores.
Ele pode ser realizado em diferentes instituições de saúde (internas ou externas à universidade) desde que sejam devidamente credenciadas. Por ser parte da formação acadêmica, o internato não é remunerado, mas representa uma experiência essencial para o desenvolvimento profissional.
O internato médico deve corresponder, média, a 35% da carga horária total do curso de Medicina. A jornada semanal pode chegar a até 40 horas, incluindo plantões supervisionados nas áreas de urgência e emergência, com duração máxima de 12 horas cada.
Essa rotina intensa possibilita que o estudante se familiarize com a dinâmica do trabalho médico, desenvolvendo agilidade, tomada de decisão e segurança no atendimento.
Referência normativa: Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Medicina (Resolução CNE/CES nº 3/2014).
A principal diferença está no momento em que cada etapa ocorre e no seu objetivo:
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O internato é a última etapa da graduação. Ao final, o estudante obtém o título de bacharel em Medicina e está apto a solicitar o registro no CRM para atuar como médico generalista.
Durante esse período, o aluno se envolve em atividades fundamentais, como:
O desempenho e o aprendizado nessa fase influenciam diretamente a segurança e a qualidade da futura prática médica.
Após a conclusão do curso de Medicina, o médico pode optar por diferentes caminhos de especialização, sendo a residência médica a principal e mais reconhecida forma de formação especializada no Brasil.
As especializações médicas abrangem uma ampla variedade de áreas, como Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina de Família e Comunidade, Anestesiologia, Ortopedia, Cardiologia, entre muitas outras. Cada especialidade possui critérios próprios de acesso, duração variável e diferentes perfis de atuação, que podem envolver atendimentos ambulatoriais, hospitalares, cirúrgicos ou de urgência e emergência.
Além da residência médica, existem também cursos de especialização e aperfeiçoamento, que podem complementar a formação profissional. No entanto, é importante destacar que apenas a residência médica confere o título de especialista reconhecido oficialmente no país, conforme as normas vigentes.
A escolha da especialização deve considerar fatores como afinidade com a área, perfil profissional, rotina de trabalho, impacto na qualidade de vida e objetivos de carreira. Por isso, a vivência prática adquirida ao longo da graduação, especialmente durante o internato médico, é fundamental para uma decisão mais consciente e alinhada ao futuro profissional.
O internato médico é um pilar essencial na formação, oferecendo experiência prática e contato direto com pacientes, sob supervisão qualificada. Escolher uma instituição de ensino com infraestrutura hospitalar de qualidade, corpo docente experiente e parcerias estratégicas com unidades de saúde faz toda a diferença para a construção de uma carreira sólida.
No UniFOA, o curso de Medicina oferece suporte completo ao estudante nessa jornada, preparando-o para atuar com competência, ética e responsabilidade. Saiba mais sobre a graduação em Medicina e transforme seu futuro.

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