Liga Acadêmica de Medicina realiza Simpósio sobre Violência Sexual

violência

O Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão foi palco do I Simpósio “Conhecer para Humanizar: Tratamento de Vítimas de Violência Sexual”, organizado pela Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia (Lago UniFOA) do curso de Medicina do UniFOA. O evento teve como objetivo central fornecer informações essenciais para orientar os futuros profissionais médicos sobre a abordagem adequada no atendimento a vítimas de violência sexual, com foco especial nas mulheres e crianças. Palestras e debates proporcionaram aos participantes a oportunidade de esclarecer dúvidas e promover uma conscientização sobre a importância de um atendimento humanizado nesses momentos delicados. 

Em 2022, o Brasil registrou o maior número da história de casos de estupros, considerando também estupros de vulneráveis. Segundo os dados da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em julho de 2023, foram 74.930 vítimas. Isso representa cerca de 6.244 casos por mês ou 205 registros do crime por dia. Vale ressaltar que esse levantamento considera apenas os casos de ocorrências que foram informados às autoridades policiais, e nem todos são registrados, o que pode resultar em subnotificação. 

Além disso, um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que ocorram 822 mil casos de estupro no Brasil por ano. No entanto, apenas 8,5% desses casos chegam ao conhecimento da polícia e 4,2% são identificados pelo sistema de saúde. Mais de 80% das vítimas são mulheres, e a maior parte ocorre entre jovens, com o pico de idade de 13 anos. 

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Segundo o professor Arthur Villela, uma das formas de conscientização além das palestras é através da leitura e estudo de fontes baseadas em evidências científicas. “Outro ponto importante são as redes sociais, onde podemos ver relatos das próprias vítimas, o que nos ajuda a discernir as condutas mais apropriadas”, destacou Villela. Ele enfatizou o papel das redes sociais como uma ferramenta para ampliar a compreensão sobre a violência sexual e promover a disseminação de informações relevantes. 

Arthur também ressaltou o impacto da conscientização sobre o tema na humanização do atendimento. “Os estudantes de medicina, que em breve estarão na linha de frente desses atendimentos, aprendem a lidar com essas situações de forma mais humanizada. Isso tem um impacto significativo na sociedade, pois encoraja as mulheres a procurarem ajuda e a reivindicarem seus direitos”, explicou. 

Débora de Araújo, médica e palestrante, abordou a importância de discutir mecanismos adequados de criminalização e punição para os agressores. “É fundamental discutir amplamente esses mecanismos para garantir uma resposta adequada à violência”, ressaltou Débora. Ela destacou a necessidade de educar e conscientizar para identificar e denunciar casos de violência, visando fortalecer o papel das vítimas e garantir a eficácia das medidas legais. 

Débora também enfatizou a importância da educação na prevenção da violência contra a mulher. “A educação é fundamental, pois muitas vezes leva tempo para que a vítima reconheça a situação e tenha coragem de denunciar”, afirmou. Ela destacou a importância de criar redes de apoio que fortaleçam as vítimas desde o primeiro relato, incentivando-as a buscar ajuda e romper o ciclo de violência. 

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O simpósio proporcionou uma reflexão profunda sobre a violência sexual e seu impacto na sociedade, destacando a importância da conscientização, da educação e do apoio às vítimas como ferramentas essenciais na luta contra esse tipo de crime. 

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Luciana Pereira Pacheco Werneck

Especialização em Gerenciamento de Projetos
Data de admissão: 01/02/2018
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