
A Casa da Criança e do Adolescente de Volta Redonda completou 30 anos de atuação e teve sua trajetória celebrada em uma sessão solene realizada no dia 20 de agosto, no Plenário da Câmara Municipal. A cerimônia reuniu autoridades, representantes da instituição e convidados para marcar as três décadas de trabalho voltado à proteção de crianças e adolescentes e homenagear pessoas que contribuíram para essa trajetória.
Entre os homenageados esteve a pró-reitora de Extensão do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Ana Carolina Callegario. Para ela, o reconhecimento representa também a importância da aproximação entre a universidade e as demandas da sociedade. “É uma grande honra estar aqui hoje recebendo essa homenagem”, afirmou.
Ana Carolina destacou que a extensão universitária tem como uma de suas principais funções promover a troca de conhecimentos entre a instituição de ensino e a comunidade. Segundo ela, essa aproximação permite que professores e estudantes utilizem seus conhecimentos em benefício da sociedade, ao mesmo tempo em que entram em contato com diferentes realidades e demandas sociais.
“A extensão universitária é uma ferramenta potente para contribuir para que projetos como esses aconteçam”, explicou a pró-reitora. Ela ressaltou ainda que a atuação extensionista contribui para a formação profissional e pessoal dos estudantes, ao possibilitar que o conhecimento produzido na universidade seja colocado em prática em ações que atendam às necessidades da população.
A relação com a Casa da Criança e do Adolescente, segundo Ana Carolina, reforça esse propósito. Ela destacou o trabalho realizado pela instituição na construção de novas possibilidades para crianças e jovens e afirmou que saber que a universidade pode contribuir com essa trajetória fortalece a confiança na atuação desenvolvida em parceria com a comunidade.
“É uma instituição que atua muito seriamente para o futuro dessas crianças e jovens, trazendo novos caminhos e oportunidades”, afirmou. Para a pró-reitora, a homenagem também representa o reconhecimento de uma parceria que ainda pode gerar novos frutos.
Três décadas de atuação
Ao completar três décadas de atuação, a Casa da Criança e do Adolescente também enfrenta o desafio de garantir a continuidade dos projetos desenvolvidos. A presidente da instituição, Guaraciara Lopes, explicou que a manutenção das atividades depende de diferentes parcerias e de um trabalho constante de articulação com instituições que contribuem para o financiamento dos programas.
“Manter a casa funcionando é um dos grandes desafios”, destacou. De acordo com Guaraciara, cada programa possui uma dinâmica própria e, por isso, a renovação das parcerias é uma tarefa permanente. A expectativa para os próximos anos é ampliar o reconhecimento da instituição e, consequentemente, fortalecer a rede de apoio necessária para a continuidade das ações.
A presidente ressaltou ainda a abrangência do trabalho desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente. Diferentemente de instituições que concentram sua atuação em públicos ou necessidades específicas, a organização atende crianças e adolescentes em diferentes situações de vulnerabilidade, incluindo vítimas de diversos tipos de violência.
Para Guaraciara, ampliar o conhecimento da sociedade sobre esse trabalho é fundamental para fortalecer a instituição. “Quanto mais pessoas conheçam a Casa, maior será a nossa possibilidade de manter essas parcerias”, afirmou.
A solenidade também foi marcada pela lembrança dos primeiros anos de atuação da instituição. Instituidor da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Honório Possidente acompanhou a trajetória desde antes da criação da Casa da Criança e do Adolescente, quando a Irmã Elizabeth iniciou seu trabalho no bairro São Geraldo, em Volta Redonda.
Ao recordar esse período, Honório destacou a atuação da religiosa e o impacto do trabalho desenvolvido ao longo das décadas. Para ele, a instituição construiu uma trajetória marcada pelo cuidado não apenas com as crianças e adolescentes, mas também com suas famílias.
“É uma honra muito grande ter assistido toda essa trajetória de cuidado com as pessoas”, afirmou. O instituidor da FOA também relembrou visitas à Casa e os momentos que presenciou junto às famílias atendidas, destacando a satisfação das mães e o acolhimento proporcionado pela equipe.
A celebração dos 30 anos reforçou, assim, a importância da continuidade de iniciativas voltadas à proteção de crianças e adolescentes e da construção de redes de parceria entre instituições, poder público, comunidade e organizações que atuam na área. Para o UniFOA, a homenagem também evidencia o papel da extensão universitária como instrumento de aproximação entre a instituição de ensino e as necessidades da sociedade.



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