A automedicação sem prescrição médica é um hábito comum na sociedade brasileira, especialmente quando se trata do uso de antibióticos e anti-inflamatórios. Frequentemente, esses medicamentos são utilizados com base na recomendação de parentes, vizinhos ou conhecidos, sem qualquer orientação profissional. Uma pesquisa do ICTQ (Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação), realizada em 2018, revela que 68% das indicações de medicamentos partem de terceiros, enquanto 48% vêm de balconistas de farmácia, ou seja, os principais "prescritores" não têm formação técnica para orientar o uso adequado.
Essa prática, além de perigosa, pode trazer sérias consequências à saúde. O farmacêutico Rafael Moreira, professor do curso de Medicina do UniFOA, alerta para os riscos associados ao uso concomitante de anti-inflamatórios e antibióticos — uma combinação comum entre pessoas que se automedicam.
“O uso desses medicamentos juntos pode potencializar efeitos colaterais gastrointestinais, como irritação, úlceras e sangramentos. Além disso, antibióticos como a vancomicina podem ter sua toxicidade renal aumentada quando combinados com anti-inflamatórios”, explica.
Segundo o especialista, antibióticos da classe das fluoroquinolonas, como ciprofloxacino e levofloxacino, também exigem atenção:
“Eles podem ter sua eficácia reduzida quando administrados com anti-inflamatórios e ainda causar alterações no ritmo cardíaco, devido ao prolongamento do intervalo QT.”
Moreira reforça que as interações entre esses medicamentos podem comprometer tanto a eficácia do tratamento quanto a segurança do paciente:
“A combinação pode aumentar a ocorrência de efeitos adversos, como lesões gástricas, alterações na microbiota intestinal e sangramentos. Isso torna ainda mais importante a prescrição responsável.”
Apesar dos riscos, ele reconhece que há situações clínicas específicas em que essa associação pode ser indicada, como em casos de abscessos dentários, em que a redução da inflamação e da dor melhora a resposta ao tratamento.
“Mesmo nesses casos, é fundamental avaliar os riscos individuais, especialmente em pacientes com histórico gástrico ou renal, ou em uso de anticoagulantes”, orienta.
Os estudantes dos cursos da área da saúde do UniFOA são familiarizados, desde a graduação, com temas relacionados à farmacologia, o que os prepara para atuar de forma consciente, promovendo o uso racional e seguro de medicamentos:
“Compreender o mecanismo de ação, a farmacocinética e as possíveis interações medicamentosas é essencial para garantir prescrições mais seguras e eficazes.”
Outro ponto de atenção é o impacto do uso prolongado ou repetido desses medicamentos sobre a microbiota intestinal. Anti-inflamatórios podem comprometer a barreira intestinal, enquanto alguns antibióticos alteram a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de patógenos oportunistas e o surgimento de outras doenças.
Por fim, o especialista reforça os perigos da automedicação, que vão desde o agravamento de quadros clínicos até falência renal e resistência bacteriana:
“O uso irracional de antibióticos leva à seleção de bactérias resistentes, o que compromete a resposta terapêutica e pode aumentar o número de internações.”
Para enfrentar esse problema, Moreira defende uma atuação integrada entre os profissionais da saúde:
“É papel de todos promover ações de conscientização e educação sobre o uso racional dos medicamentos, incentivando tratamentos corretos, seguros e sempre acompanhados por profissionais habilitados.”
Com o objetivo de democratizar o acesso à informação em saúde, surgiu o MEDNEWS, Podcast em Educação em Saúde, um projeto de extensão idealizado por estudantes do curso de Medicina do UniFOA. A proposta é transformar as principais atualizações do UpToDate – uma das plataformas mais reconhecidas e confiáveis da área médica – em episódios curtos, dinâmicos e acessíveis para estudantes, profissionais da saúde e pessoas interessadas em temas ligados à medicina e ao bem-estar.
Idealizadora do projeto, a estudante Lara Marins explica que a iniciativa nasceu do desejo de criar uma ferramenta moderna, acessível e com potencial de grande alcance:
“Eu estava buscando formas de criar um projeto de extensão que fosse moderno, e que qualquer pessoa com acesso à internet pudesse consumir com facilidade. O podcast surgiu como solução por ser rápido, prático e, muitas vezes, carregado de informações importantes.”
O diferencial do MEDNEWS está na maneira leve e atual com que aborda temas complexos, tornando o conhecimento científico mais acessível:
“A gente traz temas relevantes, como novos protocolos, medicamentos recém-lançados e até alertas sobre o uso de determinados remédios. Além de sermos conteudistas, usamos uma linguagem descontraída, o que ajuda a aproximar o público do conteúdo”, afirma Lara.
Além de enriquecer a formação acadêmica, o projeto também tem provocado uma verdadeira transformação entre os participantes, que estão desenvolvendo competências que vão além do conteúdo técnico:
“Enquanto alunos estamos aprendendo a editar vídeos, criar roteiros, nos comunicar melhor... Estamos nos desafiando e aprendendo muito, especialmente sobre trabalho em equipe. O podcast depende da colaboração de todos”, completa Lara.
A proposta também acompanha uma tendência global: o uso de recursos multimídia e da didática digital como ferramentas de aprendizagem, especialmente em áreas como a saúde, que exige atualização constante. Para Lara, essa abordagem torna o processo de aprendizagem mais interessante e eficaz:
“Com certeza, o aprendizado se torna muito mais dinâmico. O pessoal do roteiro, da apresentação... todos nós estamos absorvendo novos conhecimentos enquanto produzimos. É um processo de ensino aprendizagem em constante movimento.”
A iniciativa reforça o alinhamento entre tecnologia e educação na formação de profissionais atualizados, críticos e preparados para os desafios da área da saúde ao mesmo tempo em que amplia o alcance do conhecimento médico com responsabilidade e inovação. Por meio do MEDNEWS, o saber científico ultrapassa os muros da universidade, alcançando a comunidade e promovendo saúde por meio da informação.
Assista ao episódio:
No curso de Medicina do UniFOA, tradição e inovação caminham lado a lado para formar médicos generalistas, críticos, humanistas e preparados para os desafios do século XXI, por meio da implementação de metodologias ativas na formação acadêmica. Com um projeto pedagógico sólido, reconhecido pelo Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME) e nota máxima no MEC em 2024, o curso investe em um modelo educacional centrado no estudante, que integra teoria e prática desde os primeiros períodos.
Segundo o coordenador do curso, professor Julio Aragão, o diferencial começa já nos primeiros dias de aula, quando os estudantes são estimulados a pensar clinicamente. “A clínica é soberana. O método centrado no estudante coloca nossos alunos no centro do processo: eles aprendem fazendo, refletindo, atuando de forma crítica desde o início”, afirma. Essa abordagem é sustentada por uma trilha científica estruturada, por uma linha de Atenção Integral à Comunidade (AIC), que conecta a formação acadêmica ao território e às demandas reais da população, e por um internato que se estende por três anos — modelo considerado pioneiro no país.
O currículo foi construído com base em uma matriz por competências, que vai além do domínio técnico. São seis competências que norteiam a formação: ser socialmente responsável, exercer medicina centrada na pessoa, atuar de forma integral na gestão em saúde, produzir e disseminar conhecimento, solucionar situações complexas e atuar na educação em saúde. “É isso que garante a formação de médicos alinhados com as necessidades da população e os princípios do SUS”, destaca Aragão.
As metodologias ativas têm papel central nesse processo. A professora Marise Ramos explica que essas estratégias transformam o estudante em protagonista do próprio aprendizado, estimulando autonomia, pensamento crítico e a aplicação prática dos conhecimentos. “Trabalhamos com uma matriz por competências e diferentes metodologias que permitem uma evolução progressiva, em uma espiral de complexidade crescente. Isso favorece a qualificação profissional e o compromisso com a educação permanente”, afirma.
Essas metodologias aproximam o estudante do cotidiano profissional desde os primeiros períodos, tornando a aprendizagem mais conectada às demandas reais do mercado.
Como destaca Marise Ramos, essa abordagem transforma o aluno em protagonista de todo o processo: “O estudante começa a se apropriar de uma formação mais significativa, aplicando o conhecimento em situações reais, o que torna o aprendizado mais dinâmico e relevante”.
Ao longo do curso, os alunos são estimulados a construir uma visão ampla do cuidado em saúde, que envolve não apenas o atendimento clínico, mas também a gestão e a educação em saúde — dimensões indispensáveis para quem deseja atuar de forma ética e socialmente responsável. “Mais do que conhecimento técnico, buscamos formar médicos capazes de pensar criticamente, refletir sobre a prática e responder às demandas reais da sociedade”, conclui Aragão.
Com essa proposta pedagógica inovadora, o curso de Medicina do UniFOA busca formar profissionais ainda mais preparados para os desafios da profissão, unindo teoria e prática de maneira consistente e mantendo o olhar voltado para o cuidado com as pessoas.
A formação médica no Brasil inicia, em 2025, uma mudança histórica com a implantação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A nova prova irá substituir e unificar dois instrumentos até então separados: o Enade, responsável por aferir a qualidade do ensino superior, e o Enare, que selecionava candidatos para programas de residência médica.
A iniciativa, conduzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), faz parte de um movimento do Ministério da Educação (MEC) para modernizar e aprimorar a avaliação dos futuros médicos no país.
O Enamed surge inspirado em modelos internacionais consolidados, como o United States Medical Licensing Examination (USMLE), utilizado nos Estados Unidos como parâmetro para aferir as competências técnicas e práticas de estudantes que estão concluindo a graduação em Medicina. A ideia é garantir uma análise mais integrada à formação do estudante, reunindo critérios de qualidade acadêmica, domínio de conteúdos teóricos e habilidades práticas essenciais para a atuação médica.
A partir de 2025, a prova será obrigatória para todos os formandos em Medicina e passará a compor o histórico escolar individual, diferentemente do Enade, que tinha caráter mais institucional. Essa mudança, segundo especialistas, tem potencial para influenciar de forma direta a trajetória acadêmica e profissional dos futuros médicos, impactando processos seletivos para residência médica, bolsas de pesquisa e outras oportunidades na área.
Para se preparar para essa nova etapa, o curso de Medicina do UniFOA tem adotado estratégias específicas que aliam a preparação para a residência com a preparação para o Enamed. “Estamos criando momentos de reflexão, revisão de conteúdos e definição de novas metas junto aos alunos. Queremos que eles se sintam parte ativa desse processo, não apenas como candidatos a uma prova, mas como protagonistas de sua formação e inserção profissional mais qualificada”, reforça o coordenador.
O professor Júlio Aragão destaca ainda que, historicamente, os estudantes do UniFOA demonstram grande comprometimento com o curso, e essa mudança também é uma resposta institucional para fortalecer esse vínculo. “Sempre tivemos alunos muito comprometidos com a instituição, e agora mostramos que também estamos comprometidos com eles, oferecendo condições para que tenham melhor preparação. Acreditamos que essa postura vai refletir em maior engajamento e, consequentemente, em um desempenho que valorize ainda mais a qualidade do nosso curso”, afirma.
O Enamed deverá ser realizado em etapas, com a previsão inicial de aplicação de provas teóricas e, futuramente, avaliações práticas para aferir competências clínicas. Essa estrutura busca aproximar a realidade brasileira das diretrizes internacionais, estimulando a formação de médicos mais preparados para lidar com os desafios da prática médica contemporânea, como o atendimento humanizado, o raciocínio clínico complexo e a atualização constante de conhecimentos.
Outro aspecto relevante é que o desempenho dos alunos no Enamed servirá como indicador nacional de qualidade dos cursos de Medicina, funcionando como ferramenta de transparência para a sociedade e para os órgãos reguladores. Para os formandos, a nota poderá se transformar em diferencial competitivo importante ao ingressar em processos seletivos para residência médica ou outros programas de especialização.
“O Enamed representa uma mudança de paradigma, na qual cada estudante precisa entender que o esforço individual não é apenas um dever, mas também uma oportunidade de se destacar. Ao mesmo tempo, a instituição assume o compromisso de oferecer condições concretas para que esse desempenho seja cada vez melhor”, resume o coordenador Júlio Aragão.
Com aplicação prevista já para outubro de 2025, o Enamed promete dar mais transparência e objetividade à avaliação dos cursos de Medicina em todo o país, fortalecendo ainda mais a formação de profissionais preparados para os desafios da saúde.
Estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem do UniFOA participaram de uma roda de conversa sobre as atualizações no calendário vacinal infantil, promovida pela Liga Acadêmica de Neonatologia, Infância e Adolescência (LANIA), em parceria com a Liga Acadêmica da Saúde da Mulher e da Criança (LASMC). O encontro, marcado por uma rica troca de saberes, contou com a presença da pediatra Paula Brandão, do ginecologista e obstetra Arthur Villela, e da enfermeira Ana Lúcia Devezas, que compartilharam reflexões importantes sobre os desafios e avanços na cobertura vacinal no Brasil.
Para Bianca Mattos, presidente da LANIA, a atividade reforçou o valor do trabalho interdisciplinar. “Organizar esse evento em parceria com o curso de Enfermagem foi uma experiência muito enriquecedora. A atividade evidenciou como a atuação conjunta entre Medicina e Enfermagem é essencial para oferecer uma assistência integral e humanizada às crianças. Além disso, o tema é de extrema relevância, especialmente diante dos desafios atuais relacionados à cobertura vacinal.”
A professora Márcia Bastos, orientadora da LASMC, também destacou o papel formativo do encontro. “A roda de conversa foi um momento de grande aprendizado. Criamos um espaço de escuta ativa, no qual os acadêmicos puderam refletir sobre as constantes atualizações no tema da vacinação – um cuidado essencial no acompanhamento do paciente”.
A professora ainda reforçou que eventos como este fortalecem não apenas o aprendizado técnico, mas também promovem uma formação mais humana, colaborativa e conectada com a realidade do trabalho em equipe no cotidiano do sistema de saúde.
“A integração entre as ligas foi fundamental para romper barreiras, aproximar trajetórias e construir um ambiente de respeito, parceria e crescimento mútuo”, reforçou.
Maria Eduarda Marcelino Araújo, estudante do 5º período de Medicina, ressaltou a importância da vivência multiprofissional durante a graduação. “Foi ótimo participar desse encontro, não só pelo aprendizado, mas também pela integração entre os cursos, que fez toda a diferença. Os palestrantes trouxeram conteúdos relevantes, apresentados de forma clara e didática, tornando a experiência ainda mais rica. Vivenciar o trabalho multiprofissional na graduação agrega muito — tanto no conhecimento quanto na forma como entendemos o cuidado em saúde.”
Raiane Oliveira, estudante do curso de Enfermagem, elogiou a parceria entre as ligas e a troca de informações médicas e como a enfermagem participa das atividades e campanhas.
“Entender como podemos trabalhar juntos e em equipe para trazer o melhor para o paciente foi de grande importância e como é preciso ter um cuidado para cada vacina e a idade para que devemos realizar em cada criança e a forma que faremos isso”, comentou.
A atividade reforça em como o UniFOA se dedica com a formação de profissionais preparados para atuar de forma integrada, com empatia, conhecimento atualizado e foco na saúde pública. A abordagem interprofissional e colaborativa é um dos pilares da educação em saúde, e eventos como esse são fundamentais para o desenvolvimento dessas competências desde os primeiros períodos da graduação.
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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) sediou, nos dias 8 e 9, mais uma edição do Congresso Médico Acadêmico, promovido anualmente pelo Conselho de Ligas Acadêmicas de Medicina da instituição. Neste ano, o evento contou com a organização da Liga Acadêmica de Suporte Emergencial e Intensivo, em parceria com professores do curso de Medicina, reforçando o papel ativo dos estudantes na promoção do conhecimento científico e da formação prática.
Com foco na capacitação de futuros médicos para o cuidado crítico em emergências e terapia intensiva, o congresso trouxe palestras e discussões voltadas ao diagnóstico e tratamento em contextos que exigem rapidez, precisão e preparo técnico. A programação incluiu temas fundamentais para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos participantes, abordando desde protocolos clínicos até vivências interdisciplinares na medicina intensiva.
Para o coordenador do curso de Medicina do UniFOA, professor Júlio Aragão, cada edição do congresso médico representa um novo marco na trajetória acadêmica dos alunos. “A medicina está em constante evolução, e a cada encontro surgem novos desafios e temas a serem explorados. Nossos estudantes estão diretamente envolvidos na produção e na atualização desses conteúdos”, destacou.
Júlio também ressaltou a importância da experiência prática na organização do evento. “Esse momento vai além do conhecimento técnico. Eles aprendem a planejar, montar a estrutura, organizar os trabalhos científicos... Tudo isso contribui de forma significativa para a formação deles como profissionais preparados e engajados.”
O protagonismo estudantil também foi enfatizado pelo presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado. Para ele, o papel da instituição é o de apoiar e incentivar a autonomia acadêmica. “A FOA é apenas uma coadjuvante nesse processo. As verdadeiras estrelas são os alunos e os professores. Esse congresso médico nasce dentro do ambiente acadêmico, organizado pelos próprios estudantes, com apoio dos docentes”, afirmou.
Eduardo Prado reforça que a atividade extrapola os limites da sala de aula, preparando os alunos para desafios reais da profissão. “Ainda que seja uma ação quase extracurricular, ela traz temas relevantes tanto para a matriz curricular quanto para questões transversais que os futuros médicos certamente enfrentarão. Ver esse nível de envolvimento e iniciativa nos enche de orgulho.”
A professora Alessandra Patrícia Costa, que atua como orientadora da liga responsável pela edição de 2025, falou emocionada sobre o reencontro com o congresso médico, agora em uma nova posição. “É uma grande satisfação retornar a esse evento como docente, após tê-lo vivenciado como aluna. Estar ao lado de uma equipe tão organizada e comprometida é gratificante. Eles conduzem todo o processo com autonomia, e nós, professores, atuamos como guias. É um prazer fazer parte disso.”
O sentimento de realização também marcou o depoimento da estudante do 7º período, Beatriz Oliveira de Paula, presidente da Liga Acadêmica de Suporte Emergencial e Intensivo. “Esse momento é muito especial para mim. Estou no quarto ano do curso e sempre sonhei em fazer parte da organização do Congresso Médico. Nossa liga tem apenas um ano de existência, nasceu da fusão de outras duas, e já está à frente de um evento como esse. É extremamente realizador.”
A cada nova edição, o Congresso Médico Acadêmico do UniFOA reforça seu compromisso com a formação integral dos futuros médicos, ao promover conhecimento técnico, experiências práticas e valores como protagonismo, responsabilidade e trabalho em equipe, pilares que, sem dúvida, os acompanharão por toda a carreira.
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A cidade de Volta Redonda se destacou nacionalmente na área da saúde pública graças ao trabalho desenvolvido por duas estudantes do curso de Medicina do UniFOA, Luana Maragoni e Bianca Mattos. Orientadas pela médica Thais Junqueira Ferraz Villela — coordenadora da Pediatria do Hospital São João Batista e preceptora do internato médico — e coorientadas pelo professor Renato Teixeira, as alunas apresentaram no 23º Congresso Brasileiro de Infectologia Pediátrica uma análise epidemiológica da sífilis congênita no município e sua comparação com o cenário nacional.
O estudo abordou a evolução dos casos de sífilis congênita entre 2018 e 2023, descrevendo o perfil sociodemográfico dos casos registrados em Volta Redonda e em todo o Brasil. Além disso, analisou os principais fatores que contribuem para a persistência da doença no país, como falhas no diagnóstico precoce e nos protocolos de acompanhamento pré-natal. A pesquisa também evidenciou os avanços do município na prevenção da transmissão vertical da sífilis, ou seja, da mãe para o bebê durante a gestação ou parto.
De acordo com o levantamento, Volta Redonda conseguiu uma redução de 83% nos casos da doença no período analisado — uma conquista atribuída à atuação eficaz da Secretaria Municipal de Saúde, com ampliação da cobertura do pré-natal, testagem precoce e tratamento gratuito via SUS. Entre 2018 e 2023, foram registrados 217 casos, sem nenhum óbito. Em 2024, até o momento, foram contabilizados apenas cinco casos, número muito inferior aos anos anteriores: 13 em 2023, 27 em 2022 e 22 em 2021.
Enquanto isso, o cenário nacional ainda é preocupante: o Brasil notificou mais de 166 mil casos de sífilis congênita entre 2018 e 2024. Apenas este ano, já são 12.177 registros da doença, com a Região Sudeste liderando as estatísticas — 72.476 casos nesse intervalo.
Para a aluna Bianca Mattos, participar do congresso foi mais do que um marco acadêmico — foi uma experiência transformadora. “Foi uma experiência incrível participar deste estudo sobre o perfil epidemiológico da sífilis congênita em Volta Redonda. Ver de perto a redução significativa dos casos, resultado das políticas públicas eficazes de prevenção e diagnóstico precoce, nos fez perceber o impacto real dessas ações na saúde da população. Apresentar nossa pesquisa em um congresso de grande importância foi uma oportunidade valiosa de aplicar o conhecimento acadêmico a questões concretas da realidade brasileira”, afirmou.
Sua colega Luana Maragoni compartilhou o mesmo entusiasmo: “Participar da construção deste estudo foi uma experiência acadêmica e um compromisso com a saúde coletiva. Compartilhar esses dados no Congresso Brasileiro de Infectologia Pediátrica foi uma oportunidade ímpar. A orientação cuidadosa da Dra. Thais Villela e do Prof. Renato Teixeira foi essencial para conectar o olhar técnico ao impacto social do que analisávamos. Somos gratas pela oportunidade de representar o UniFOA.”
A médica Thais Villela também destacou o papel fundamental da estrutura de saúde da cidade nesse resultado positivo. “Todas as gestantes atendidas na maternidade do Hospital São João Batista realizam testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites. Em casos positivos, o tratamento é iniciado de forma imediata, inclusive nos recém-nascidos, quando necessário”, explicou a coordenadora.
O diretor-geral do hospital e vice-prefeito de Volta Redonda, Sebastião Faria, enalteceu a relevância do estudo. “A presença das alunas no congresso reforça como o ensino voltado à prática pode gerar impactos reais na saúde pública. É motivo de orgulho ver nossos futuros profissionais contribuindo com soluções relevantes para o país. Com investimentos contínuos em educação em saúde, prevenção e ampliação do acesso aos serviços, Volta Redonda se consolida como referência nacional no enfrentamento à sífilis congênita.”
A participação das estudantes no evento nacional não apenas levou o nome do UniFOA a um dos mais importantes congressos da área, como também reforçou o compromisso da instituição com a formação de profissionais engajados nas transformações sociais e na promoção da saúde coletiva.
Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Medicina do UniFOA para o segundo semestre de 2025. Essa é a sua chance de ingressar no curso nota 5 (máxima) na avaliação do MEC e um dos cursos mais completos da região e iniciar sua jornada na área da saúde com excelência desde o primeiro semestre.
A MedVR, como é carinhosamente conhecida, oferece aos estudantes uma estrutura diferenciada que une tecnologia, prática e inovação. Um dos principais destaques é o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) – hospital próprio da instituição –, que permite aos alunos vivenciarem a prática médica desde o início da graduação. Além disso, o curso conta com convênios com instituições de saúde, prefeituras municipais, órgãos públicos ampliando ainda mais as possibilidades de aprendizagem prática em ambientes reais.
Outro grande diferencial é o laboratório de realidade virtual, um espaço interativo e dinâmico que proporciona maior compreensão dos conteúdos, permitindo que o estudante desenvolva autonomia e pensamento clínico de forma mais ágil e aprofundada. As salas de aula são otimizadas para o aprendizado colaborativo, com um currículo que estimula a construção sólida do conhecimento.
A estrutura física do curso impressiona: prédio moderno, laboratórios equipados com tecnologia de ponta e ambientes que favorecem o desenvolvimento acadêmico em todas as etapas da formação médica.
Os candidatos podem se inscrever utilizando a nota do Enem ou como portadores de diploma. As inscrições estão abertas e devem ser feitas pelo site www.unifoa.edu.br.
Você a um passo do seu sonho.
O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio da Liga Acadêmica de Oncologia do curso de Medicina, realizou no dia 26 o IV Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense. O evento teve como proposta principal fomentar a troca de conhecimentos entre estudantes, professores, profissionais da saúde e a sociedade, além de atualizar a comunidade acadêmica sobre as tendências e inovações em pesquisa clínica.
A programação foi dividida em três módulos principais: Tecnologias digitais aplicadas à pesquisa clínica e assistência médica, Câncer de mama: manejo sistêmico e novas terapias e Câncer de próstata. Cada módulo contou com espaços para debates e discussões, incentivando o pensamento crítico e a interdisciplinaridade.
Para Nataline Freitas, presidente da Liga Acadêmica de Oncologia, a realização do simpósio representa a maior conquista da Liga: " Buscamos sempre inovar e estamos muito orgulhosos e animados com a quarta edição. A cirurgia robótica, por exemplo, é uma das maiores tecnologias atuais na medicina e quisemos valorizá-la. Apesar do simpósio ser organizado pela Liga de Oncologia, o foco é sempre a pesquisa clínica e as inovações", explicou. Nataline também destacou a importância de os estudantes se aproximarem da pesquisa desde a graduação: "Muita gente acha que pesquisa é algo distante, só dos Estados Unidos, mas não é. Todas as decisões médicas, desde a escolha de um medicamento até a definição da dose, precisam ser baseadas em evidências científicas. É essencial entender isso desde a faculdade".
A professora do curso de Medicina do UniFOA e oncologista do H.FOA, Heloisa Resende, reforçou a importância do evento para o ecossistema de saúde e educação da instituição: "O simpósio é um momento especial para integrar o corpo discente ao corpo clínico, usando a cirurgia robótica como ponto de partida. A pesquisa torna o aluno protagonista, e esse engajamento ainda na graduação semeia a autonomia e a qualidade na assistência médica". Para Heloisa, o futuro da medicina está diretamente ligado à pesquisa: "O médico completo, hoje, atua tanto na assistência quanto na pesquisa. Não há mais separação entre essas áreas".
O presidente da FOA, Eduardo Prado, também destacou o impacto do simpósio: "Tenho muito carinho por este evento. O câncer está se tornando uma pandemia e precisamos conscientizar as pessoas de que a prevenção ainda é o melhor caminho. Nosso trabalho aqui é dar visibilidade para novas terapias e mostrar que, com diagnóstico precoce, a pessoa pode ter uma vida longa e ativa. Fico muito feliz em ver nossos estudantes sendo formados com essa consciência", afirmou.
Responsável pela coordenação da Cirurgia Robótica no H.FOA, o cirurgião Heitor Santos foi um dos palestrantes do evento. Ele apresentou a experiência do hospital com a plataforma da Vinci X, a primeira adquirida na região que se estende de Guarulhos (SP) a Duque de Caxias (RJ). "O simpósio é fundamental para trazer aos estudantes temas atuais da medicina e mostrar como a tecnologia e a pesquisa são parte do dia a dia da atuação médica. Essa troca de informações qualifica ainda mais a formação dos nossos alunos", destacou.
O estudante Guilherme Figueiredo, do oitavo período de Medicina, compartilhou a importância dessa vivência para os acadêmicos: "Participar do simpósio é sempre muito bom. É uma oportunidade de nos inserirmos no meio da pesquisa e nos aproximarmos de profissionais que admiramos. Isso nos motiva e nos mostra que também podemos alcançar esse nível".
Com a presença de convidados nacionais e internacionais, o IV Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense reforçou a missão do UniFOA de formar médicos preparados não apenas para a prática clínica, mas também para a transformação da sociedade por meio da ciência.
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Com o objetivo de contribuir para a promoção da saúde de caminhoneiros e a prevenção de acidentes nas estradas, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) participou, na última semana, da ação “Comando em Saúde”, idealizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com o Centro Universitário, além de entidades como o SEST SENAT, o CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e a Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda e Barra do Piraí.
A ação, que ocorreu no posto da PRF na BR-393, em Barra do Piraí, ofereceu atendimentos gratuitos em saúde com foco em prevenção, orientação e bem-estar para caminhoneiros. A equipe foi composta por professores e estudantes dos cursos de Medicina, Odontologia, Nutrição, Enfermagem e outros profissionais da saúde, que realizaram aferição de pressão arterial, testes de glicemia, cálculo de IMC - índice de massa corporal -, vacinação, triagem auditiva e visual, além de orientações clínicas e nutricionais.
Segundo a professora doutora Lucrécia Loureiro, o objetivo é ir além da fiscalização e promover um cuidado efetivo com a saúde dos trabalhadores das estradas. “Esse é um projeto que só acontece graças às parcerias. Sem o UniFOA, seria praticamente inviável, pois são os nossos alunos que compõem a linha de frente. Os caminhoneiros passam por uma sequência de atendimentos, desde vídeos educativos até a avaliação médica final. É um serviço completo que beneficia tanto os profissionais da estrada quanto nossos estudantes em formação”, destaca.
A relevância da ação também foi pontuada pela professora Kamila Nascimento, do curso de Nutrição do UniFOA, que comentou sobre o desafio alimentar da categoria. “A maioria dos caminhoneiros tem uma alimentação desregulada, com horários irregulares e excesso de produtos ultraprocessados. Nosso papel aqui é mostrar que é possível fazer escolhas mais saudáveis mesmo na rotina puxada das estradas”, explicou.
Durante a ação, os alunos também colocaram em prática seus aprendizados em contextos reais. Os estudantes de Medicina realizaram atendimentos clínicos básicos e deram encaminhamentos quando necessário. O aluno Lucas Reis, do sexto período, contou que a experiência o emocionou por motivos pessoais: “Meu avô foi caminhoneiro. Estar aqui hoje, cuidando da saúde de pessoas como ele, é especial. A gente escuta, orienta, e isso contribui muito para nossa formação humanizada”.
Já os alunos de Odontologia, como Cayo Gabriel, do sétimo período, realizaram orientações sobre saúde bucal e escovação adequada. “A gente sabe que muitos caminhoneiros não conseguem manter uma rotina de higiene oral. Aqui, além de ensinar, a gente aprende também. É um ambiente completamente diferente da clínica e que amplia nossa visão como futuros profissionais”, comentou.
A iniciativa é bem recebida pelos profissionais da estrada. Segundo a gestora do projeto “Comando de Saúde” na PRF, Sônia Cristina Honorato, os caminhoneiros participam voluntariamente e, em muitos casos, até buscam o serviço ativamente. “Tem caminhoneiro que já participou antes e faz questão de parar de novo, até vindo na contramão só para não perder a oportunidade. Isso mostra como a ação é valorizada por eles”, destacou a oficial.
Sônia Cristina também reforçou a importância do trabalho em rede: “Essa parceria é fundamental para levar saúde ao trabalhador do transporte. Oferecer esse cuidado é uma forma de reconhecer a importância desses profissionais para o país”.
Para o UniFOA, participar de ações como essa fortalece o compromisso institucional com a responsabilidade social, a formação prática e cidadã dos alunos e a integração com a comunidade. “São iniciativas como essa que demonstram o quanto o ensino superior pode impactar positivamente na vida das pessoas”, reforça Lucrécia.
Com uma proposta itinerante e voltada à promoção da saúde, o projeto “Comando em Saúde” seguirá acontecendo em outros pontos da região, ampliando o acesso a cuidados essenciais e reafirmando a missão educativa e social das instituições envolvidas.
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