Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.  

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.    

Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:  

“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”. 

  

A mudança do olhar para a sigla LGBTQIAPN+  

Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.  

“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”. 

Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários. 

O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.   

“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”. 

O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.  

“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.   

Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.  

Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.

 

Um pouco da história da luta LGBTQIAPN+ no Brasil

A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.  

Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.  

Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.  

Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.   

Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.  

Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.   

Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.  

Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).

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Unir para ficar mais forte. É com esse espírito que uma parte da população elegeu o mês de junho para levantar a bandeira LGBTQIAPN+, mostrando orgulho do pertencimento e rechaçando o preconceito. Esse mês tem como objetivo reforçar a importância de discutir as temáticas que envolvem gênero e sexualidade, bem como de promover uma maior equidade social e redução da discriminação direcionada a esse grupo.  

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), por meio do Programa de Educação pelo Trabalho (PET-Saúde), abriu o debate através de uma roda de conversa com o tema “Saúde LGBTQIAPN+ - Um olhar necessário”, que foi realizado no Centro Histórico-Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti, em Três Poços, nos dias 17 e 18. O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre funcionários, professores, coordenadores de curso e estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Enfermagem, Direito, Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, Serviço Social e demais cursos.    

Com a constante evolução e mudança da sociedade, temas emergentes como a saúde da população LGBTQIAPN+ se faz importante, de acordo com um dos organizadores do encontro e professor do curso de Medicina, Arthur Villela:  

“Exemplos como processos transexualizador e as saúdes mental e integral desta população devem ser aprendidos e empregados por todos os profissionais de saúde, principalmente os envolvidos com a saúde básica. Existe uma lacuna entre o profissional de saúde e essa população, que os afasta dos serviços de atendimento, aumentando assim as comorbidades. É urgente discutir cada vez mais essa sigla e tudo que ela envolve, dentro das universidades. Estamos cansados de falar, mas fazer pouco. Precisamos parar de sentir medo de nos expressar, de mostrar quem somos e o caminho é a abertura desse diálogo”. 

  

A mudança do olhar para a sigla LGBTQIAPN+  

Ao abrir o encontro, o professor e orientador de serviço do PET-Saúde UniFOA, Ailton Carvalho lembrou que o Brasil é o país que mais mata a população LGBT e isso é muito sério e precisa ser mudado.  

“Como o tema do PET é a equidade, estamos aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a todos os alunos e funcionários que compõem essa sigla tão importante, além de capacitá-los para que tenham esse olhar diferenciado e perceber o que o outro realmente necessita e não o que acha que é de direito. Essa é a formação que os nossos alunos precisam ter, para que, dentro de um pensamento equânime, conseguirem identificar que o outro necessita dentro da diferença e da diversidade dele. É a lisura dos direitos humanos”. 

Durante a roda de conversa foi possível acompanhar alguns relatos de professores e estudantes sobre as vivências e dificuldades como pessoas LGBT na faculdade, além das políticas públicas que existem e que deveriam existir para que o acesso à saúde seja de fato integral. Esses coletivos, em contrapartida, vêm alcançando melhor qualidade na vida acadêmica, através de apoio como este evento e de outros programas na instituição que permitem melhor suporte aos universitários. 

O estudante do 5º período do curso de Medicina, Caio Tulio Esteves, que também atuou na organização da mesa redonda, destacou que passou da hora de discutir essa temática e capacitar os futuros profissionais para mudar a realidade.   

“Atualmente, não existe mais espaço para piadinhas ou olhar atravessado em sala de aula, pois defendemos essa sigla, não aceitamos o desrespeito e protestamos na hora. Por isso precisamos desses debates, pois hoje a universidade já se mostra bem diferente do que a minha primeira graduação, há 14 anos, mas a luta ainda está no início. Apesar de maior aceitação, muitas pessoas ainda sofrem de ansiedade, depressão, riscos iminentes da própria vida e ainda encontramos pessoas passando por isso”. 

O aluno do 7º período do curso de Serviço Social, Yuri Willow Candido, explicou que a sigla LGBTQIAPN+ mostra que essa parcela da população se organizou politicamente pelos seus direitos, reforçando que cada letra tem a sua peculiaridade, especificidade e demandas pessoais, com destaque e representatividade.  

“Cada letra dessa representa um coletivo de pessoas que vivencia as mazelas, mas apenas temos um corpo que não está dentro do padrão convencional. Desde os 9 anos fui questionado pela minha sexualidade, enquanto eu só queria ser criança, coisa que não vemos acontecer com uma criança considerada hetera. As minhas infância e adolescência foram marcadas pela falta de criatividade, espontaneidade e até mesmo a minha fala foi prejudicada, pois desenvolvi uma gagueira porque era cobrado para agir de outra forma que não era eu”, desabafou.   

Ele ainda acrescentou: “é muito importante este debate e fiquei contente por hoje, pois estamos num espaço coletivo onde temos a possibilidade de propor mudanças significativas e estruturais que vão impactar. Isso é muito bom. Essa sigla é um coletivo de pessoas que entendem que, para além do LGBTQIAPN+, tem outros seres que precisam de visibilidade, principalmente nas políticas públicas”.  

Danielli Lima de Carvalho, do 7º período do curso de Odontologia contou que está no UniFOA há 3 anos e é a segunda vez que participa de uma discussão dessa temática. “Este momento é muito importante, pois muitos se sentem como um peixe fora d’água, mas esse constrangimento está diminuindo graças a eventos como este. Para quem atende a pacientes é muito importante saber em qual realidade ele se encaixa, para facilitar toda a convivência que temos de ter com quem a gente cuida. É importante reconhecer a sexualidade do outro”, finalizou.

 

Um pouco da história da luta LGBTQIAPN+ no Brasil

A luta e os movimentos por direitos da população LGBTQIAPN+ se fortaleceram no final da década de 1970, com o Grupo Somos como precursor da luta homossexual.  

Esse início ainda não contava com a pluralidade existente atualmente, sendo protagonizado majoritariamente pelos homens homossexuais. Com a epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980, houve uma mobilização por parte do governo, a fim de atuar na prevenção dessa doença.  

Com isso, esse grupo conquistou ainda mais espaço e trouxe outras reivindicações ao cenário político. Nessa mesma época, as mulheres lésbicas, até então ainda invisíveis, começaram a se alinhar ao movimento feminista e a denunciar o machismo presente nos mais diversos grupos sociais.  

Somente na década de 1990, o movimento de travestis conseguiu mais espaço. Ele institui-se em coletivos, como no caso da Associação das Travestis e Liberados do RJ (Astral), pautando o governo para o atendimento de suas demandas específicas, além de atuarem nas ações de prevenção da aids. Na mesma época, a causa de transexuais foi incluída na agenda deste movimento.   

Com o passar dos anos, o movimento, antes protagonizado pelos homens homossexuais, passou a ser integrado e protagonizado por outros grupos também marginalizados pela sua orientação sexual e ou identidade de gênero, como lésbicas, bissexuais, transexuais, entre outros.  

Em 2004, o governo, em conjunto com a sociedade civil, instituiu o “Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual” (BRASIL, 2004), que foi elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.   

Nesse mesmo ano, o Ministério da Saúde constituiu o Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, e em 2006 o Conselho Nacional de Saúde (CNS) passou a incluir representantes da população LGBTQIAPN+. Ambas essas conquistas são marcos importantes da luta pelo acesso à saúde e pelo atendimento humanizado, integral e livre de preconceitos.  

Nas últimas décadas, alguns direitos já foram conquistados, a exemplo a criminalização da homofobia, porém essa parte da população ainda enfrenta muitos desafios, como a falta de acesso aos serviços de saúde. Isso porque, o sistema de saúde ainda hoje possui entraves que impedem o amplo acesso ao cuidado desses indivíduos. (Fonte: Movimento LGBTQIAPN+).

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No final do mês de maio, os estudantes de Medicina do UniFOA esticaram as mangas e foram às ruas trabalhar em prol dos moradores em situação de rua. Durante a tarde, o grupo ajudou na preparação de 100 refeições para distribuírem aos mais necessitados pela cidade de Volta Redonda.  

A ação faz parte do projeto liderado por Ayran Mandela, na Paróquia Santa Cecília, através da Pastoral Santa Dulce dos Pobres. Esse é o segundo ano que eles vivenciam a experiência. “A gente como sociedade civil da Paróquia fica muito feliz em despertar em futuros médicos o desejo de ajudar os próximos. Já é um contato direto com pessoas que eles vão, no decorrer da trajetória profissional, encontrar”, explica o líder social.  

O grupo se dividiu em dois momentos de trabalho: a produção das refeições e a entrega do jantar. O primeiro, no qual puderam utilizar a estrutura do Centro Social Santa Cecília e posteriormente, ao entardecer, na entrega do jantar aos moradores em situação de rua.  

- Fica aqui no nosso agradecimento pela empatia dos jovens que poderiam estar em um sábado descansando ou envolvidos com tarefas pessoais, que disponibilizaram algumas horas pra estar conosco - agradece Ayran - Estamos com as portas sempre abertas, que possamos realizar mais vezes. Gostamos bastante da interação dos jovens com a boa vontade, que muitos não sabiam cozinhar e se disponibilizaram a aprender e ajudar, no amor na preparação, na triagem e na entrega. 

Ao todo, foram mais de 20 pessoas envolvidas na ação, dentre eles os alunos: Pedro Diniz, ⁠Eduardo Gevisiez, ⁠Guilherme Siqueira, ⁠João Vitor Siqueira, ⁠Clara Fontes, ⁠Rafael Junqueira, ⁠Camila Midori, ⁠Marcos Vinícius de Brito, Daniela Fernandes, ⁠Ana Clara Militão, ⁠Letícia Rodrigues, ⁠Miguel Freitas, ⁠Welderson Rikcharddy, ⁠Maria Eduarda Adário e ⁠Laísa Alves.

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Alunos do curso de Medicina debateram, estudaram e realizaram trabalhos de conscientização, durante vários meses, sobre a nomofobia (neologismo de “no mobile” phobia), que pode ser traduzido como o medo de ficar sem o aparelho celular, sem acesso à tecnologia, de não estar conectado. É considerado um transtorno psicológico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas muitos médicos atendem em seus consultórios como se fosse uma doença, tal a gravidade de alguns sintomas. 

Diante dessa realidade, o professor do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Luiz Bernardo Curvo, iniciou o trabalho com a 77ª turma da graduação, através do Project-Based Learning (PjBL), uma metodologia de ensino que utiliza projetos práticos para engajar os alunos em aprendizagem ativa, focando no desenvolvimento de habilidades como resolução de problemas, pensamento crítico e trabalho em equipe. 

“Dessa forma, os estudantes aprendem aplicando conhecimentos teóricos em situações reais. Grande parte das atividades foi realizada no semestre passado, mas nas próximas semanas organizaremos as ações que deverão ser desenvolvidas durante as férias e ao longo do próximo semestre. Estas atividades devem contemplar trabalhos artísticos para sensibilização dos demais alunos da Instituição, através de miniexposições e de um livro sobre Nomofobia”, explicou. 

A nomofobia é tratada como um transtorno de ansiedade e classificado como transtorno fóbico-ansioso – CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) da Psicologia. Esse distúrbio é caracterizado por medo intenso e irracional de objetos ou situações específicas, levando à evitação e ansiedade significativa. No caso da nomofobia há medo e sofrimento em ficar afastado do celular. 

“O tratamento inclui, entre outras abordagens, a terapia cognitivo-comportamental, usados para aplacar a ansiedade. Além disso existem aplicativos de controle podem ajudar na gestão do uso do celular, mas a nomofobia pode estar associada a outros transtornos e a questões individuais que vão além do uso deste”, salientou Luiz Bernardo, sugerindo que cada caso é estudado individualmente.  

  

Como reconhecer e tratar a nomofobia  

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, 160,4 milhões de pessoas tinham aparelho de telefone celular para uso pessoal no Brasil, 86,5% da população com 10 anos ou mais. Os smartphones agora são nossos companheiros no trabalho, na vida social, no lazer e até mesmo no âmbito familiar. Jovens adultos, entre 18 e 24 anos, tendem a ser os mais viciados em seus celulares, com 77% incapazes de permanecer separados por mais de alguns minutos, e aqueles com idade entre 25 e 34 anos, seguidos por 68%. 

A nomofobia, ainda segundo as estimativas, atinge uma média de 66% de todos os adultos, que sofrem com o medo irracional de ficar sem o seu celular ou ser impedido de usá-lo por algum motivo, como uma bateria fraca. Por isso, ficar longe do celular ou de outra forma de comunicação, ocasiona o medo de estar perdendo algo importante ou de não conseguirem fazer contato, em caso de emergência. É assim que surge a sensação do transtorno da nomofobia.   

Nos consultórios médicos especializados existem testes que ajudam a avaliar o grau de dependência do celular ou da internet. Através das análises das respostas será possível compreender o nível de pendência e a diminuição gradativa do uso do celular vai ajudar no controle dessa ansiedade e sofrimento. Por exemplo, não usar nos primeiros 30 minutos após acordar e nos últimos 30 minutos antes de dormir, além de desligar o aparelho durante a noite. 

Na tarde de hoje, 7 de junho, o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) celebrou a colação de grau da 70ª turma do curso de Medicina. A cerimônia, realizada no auditório William Monachesi, foi marcada por muita emoção e orgulho, tanto por parte dos formandos quanto de seus familiares, professores e autoridades presentes. O evento contou com a presença de importantes figuras da instituição, como o médico professor Júlio Meyer, representando o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, o pró-reitor acadêmico do UniFOA, Bruno Gambarato, representando a reitora, Ivanete Oliveira, o coordenador do curso de Medicina, Júlio Aragão, que fez um discurso inspirador e de agradecimento. 

Eduardo Prado destacou a importância da conquista dos formandos e o orgulho da instituição: “Hoje é um dia de grande alegria e realização para todos nós. Celebramos a conquista de mais uma turma de médicos formados pelo UniFOA, uma instituição que há décadas se dedica a proporcionar um ensino de excelência. Ver esses jovens prontos para iniciar suas jornadas profissionais nos enche de orgulho e esperança. Parabenizo a todos os formandos, suas famílias e aos professores que os acompanharam nessa trajetória. Que esta seja apenas a primeira de muitas conquistas na vida de cada.” 

Júlio Aragão, coordenador do curso de Medicina, também expressou sua satisfação e confiança nos novos médicos: “Só temos a agradecer aos pais, familiares e amigos de todos os formandos pelo apoio, aos docentes e funcionários pela dedicação no ensino e sobretudo aos estudantes cujo esforço e entrega no aprendizado são a melhor recompensa do nosso trabalho. Vocês saem agora para conquistar o mundo, mas nós estaremos sempre esperando que vocês apareçam por aqui para contar suas histórias” 

A cerimônia destacou a importância da formação médica oferecida pelo UniFOA, reconhecida por sua excelência e compromisso com a qualidade. Os formandos da 70ª turma de Medicina agora seguem novos caminhos, levando consigo o aprendizado e os valores adquiridos ao longo de seus anos de estudo. Eduardo Prado também ressaltou a alegria de ver as famílias celebrando esse momento tão especial junto com a família FOA/UniFOA, reforçando o vínculo e a importância dessa conquista compartilhada. 

Os novos médicos foram homenageados por seus professores e colegas, e a celebração continuou com a tradicional leitura do juramento de Hipócrates, um momento simbólico que reforça a responsabilidade ética e profissional que cada um assume ao entrar na carreira médica. A colação de grau da 70ª turma de Medicina do UniFOA não apenas marcou o fim de uma importante etapa acadêmica, mas também o início de uma nova jornada repleta de desafios e oportunidades. A instituição, que se orgulha de formar profissionais altamente qualificados, deseja a todos os formandos uma carreira brilhante e repleta de realizações.

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No dia 28 de maio de 2024, foi dada a largada oficial para as atividades do projeto "Pet-Saúde Equidade", uma iniciativa fruto da parceria entre o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e as secretarias de saúde dos municípios de Volta Redonda e Pinheiral, além da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos de Volta Redonda (SMDH). 

O projeto, intitulado "Agora é a vez delas! Pet-SAÚDE Equidade", busca promover uma abordagem intersetorial em conjunto com as políticas de Direitos Humanos. Ele proporcionará uma prática colaborativa entre profissionais e estudantes dos cursos de ciências da saúde e humanas do UniFOA, fortalecendo a educação interprofissional e contribuindo para as mudanças curriculares necessárias nas formações em saúde, alinhadas aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). O foco do projeto é a valorização das trabalhadoras e futuras trabalhadoras no âmbito do SUS, considerando aspectos como equidade de gênero, identidade de gênero, sexualidade, raça, etnia e deficiências. 

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (Pet-SAÚDE) está em sua décima primeira edição e tem como objetivo fortalecer o processo de integração entre ensino, serviço e comunidade, articulando o SUS e as Instituições de Ensino Superior (IES). O programa visa contribuir para a formação de futuros profissionais e criar condições para a valorização das trabalhadoras no SUS, em conformidade com o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS. 

"O Pet-SAÚDE é um programa essencial no universo do Ministério da Saúde. Ele promove a educação pelo trabalho, integrando a formação acadêmica com a prática profissional em saúde. Isso é fundamental para preparar nossos estudantes para os desafios reais do mercado de trabalho e para contribuir efetivamente com o sistema de saúde do país", explicou Alden dos Santos, coordenador do curso de Nutrição, professor dos cursos de Nutrição e Medicina do UniFOA e representante institucional do Pet-SAÚDE. 

O lançamento do projeto marca um passo significativo na promoção da equidade e valorização das trabalhadoras da saúde, reforçando o compromisso do UniFOA e das instituições parceiras em oferecer uma formação de qualidade, integrada e alinhada às necessidades do SUS.

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Com a intenção de seguir a tendência atual de comunicação, num momento em que as pessoas não têm tido muito tempo para ler, sejam posts, ebooks ou até mesmo assistir a vídeos, o formato de divulgação de conteúdo em áudio vem tendo cada vez mais adeptos, pois é prático, pode ser ouvido a qualquer hora do dia, inclusive quando se está esperando algo, como uma consulta ou mesmo durante o trajeto no trânsito. Estamos falando do podcast, uma ferramenta que vem acompanhando a evolução do marketing de conteúdo.  

Na prática, escolhe-se um tema e cria-se um programa ou episódio para compartilhar o que se sabe sobre um assunto específico. E foi pensando em ampliar o conhecimento de estudantes e professores nesse assunto, que foi realizada a oficina “Podcast como ferramenta de divulgação para as áreas de Administração e Ciências Contábeis”. O evento foi realizado no último dia 14, no laboratório de informática, no campus Olezio Galotti, do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). 

Com a participação de 15 alunos e professores dos cursos de Ciências Biológicas, Design, Medicina, EGN, Administração e Ciências Contábeis, além do Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente (MECSMA), a oficina foi dividida em duas partes, com aplicação da teoria e a gravação de textos previamente elaborados. Os conteúdos produzidos foram avaliados e, conforme a análise de desempenho, os podcasts serão publicados na conta do UniFOA na plataforma digital, Spotify. 

De acordo com a coordenadora do curso de Ciências Contábeis e responsável pelo curso de extensão, Patrícia Nunes, a oficina excedeu as expectativas, pois atraiu participantes de diversos cursos, evidenciando o interesse significativo e a receptividade da comunidade acadêmica em se engajar com esta forma de mídia dinâmica. 

“Como coordenadora e docente, percebo que a Oficina de Podcasts, idealizada pelo Eixo de Extensão e Atividades Complementares da Escola de Gestão e Negócios (EGN), representada pela competente professora Débora Martins e homologada por mim, teve o objetivo imediato de encorajar os professores a adotarem essa nova metodologia ativa - o podcast -, para tornar suas aulas mais dinâmicas e interativas. Esse recurso visa a promover o desenvolvimento de novas habilidades e competências, além de estimular a aprendizagem criativa, a oralidade e o trabalho colaborativo entre os estudantes”, explicou.  

A modernidade do podcast a favor da educação  

O workshop foi ministrado pelo jornalista, professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda, Douglas Gonçalves que num primeiro momento fez uma base mais teórica sobre o contexto do podcast, no Laboratório de Informática, e depois seguiu o roteiro prévio para a gravação de um texto, o que foi realizada nos Estúdios FOA.  

“A Oficina de Podcast foi muito bacana e teve ótima adesão. Foi mostrado aos participantes a importância do roteiro, de ter uma referência no assunto para falar, de elaborar as perguntas, além de salientar como a própria instituição tem os profissionais capacitados para o agendamento e para a produção do Podcast, que são os Estúdios FOA. Depois do material pronto e editado, ficou claro que o aproveitamento foi muito bom: mostrou como a produção pode ser feita e como esse produto pode ser usado pelo Mestrado e professores, que terão oportunidade de aproveitar o material para as suas aulas”, resumiu.  

Para o segundo semestre está previsto um novo curso de podcast, voltado aos alunos da Escola de Gestão e Negócios, mas que também estará aberto a estudantes de outras áreas.  

“Essa mídia pode ser uma ferramenta poderosa para ampliar o conhecimento dos estudantes, permitindo a exploração de temas relevantes de forma acessível e dinâmica, além de desenvolver habilidades importantes para a vida profissional, como comunicação eficaz, capacidade de pesquisa, criatividade e trabalho em equipe. Ao produzirem seus próprios podcasts, os estudantes terão a oportunidade de aprimorar essas competências, preparando-se melhor para os desafios do mercado de trabalho”, finalizou. 

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Representantes dos cursos da área da saúde se reuniram recentemente para definir o cronograma inicial das atividades de capacitação destinadas a estudantes, tutores e preceptores no Programa de Educação pelo Trabalho (Pet-SAÚDE), do Ministério da Saúde. A reunião, que contou com a presença dos coordenadores dos cursos de Odontologia, Nutrição e Educação Física, bem como dos coordenadores dos grupos de Medicina e Enfermagem, além do orientador de serviço, professor Ailton Carvalho, foi marcada pela discussão de estratégias para promover o desenvolvimento profissional e aprimoramento dos envolvidos. 

O encontro teve como objetivo principal estabelecer um plano de ação para a capacitação dos alunos, tutores e preceptores, visando garantir a excelência na formação acadêmica e na prática clínica. Ao reunir coordenadores de diferentes cursos e grupos do PET, a iniciativa busca integrar conhecimentos e experiências, proporcionando uma abordagem interdisciplinar e abrangente. 

Foram discutidas formas de incentivar a participação ativa dos alunos nas atividades de capacitação, bem como a importância do papel dos tutores e preceptores no processo de aprendizagem. 

Já a Professora Lucrécia Loureiro, coordenadora do grupo da Enfermagem no PET, ressaltou o papel essencial dos tutores e preceptores na orientação e supervisão dos alunos durante as atividades práticas. "Nossos tutores e preceptores desempenham um papel fundamental no desenvolvimento dos futuros profissionais de saúde. Por isso, é importante investir em sua capacitação e atualização constante", enfatizou. 

O Professor Ailton Carvalho, orientador de serviço do PET, enfatizou a necessidade de alinhar as atividades de capacitação com as demandas e desafios do mercado de trabalho. "Nosso objetivo é preparar os alunos para enfrentar os desafios da prática clínica e contribuir para o avanço da saúde pública. Para isso, é fundamental que estejamos sempre atualizados e em sintonia com as melhores práticas e tendências do setor", concluiu. 

Com a definição do cronograma inicial de atividades de capacitação, a expectativa é que os alunos, tutores e preceptores possam iniciar em breve um processo de aprendizado contínuo e enriquecedor, contribuindo para a formação de profissionais de saúde altamente qualificados e comprometidos com o bem-estar da sociedade. 

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As entidades criadas para combater a Doença Celíaca em todo o mundo usam o dia 16 de maio para promover a conscientização do público sobre a enfermidade, através de campanhas e ações, no Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca. Em diferentes países são divulgadas informações sobre as últimas pesquisas, tratamento, dietas e outros procedimentos que possam ajudar as pessoas portadoras da doença, promovendo o bem-estar e minimizando o desconforto das rigorosas dietas exigidas ao longo da vida.  

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1% da população mundial tem diagnóstico de doença celíaca, sendo que no Brasil o dado representa cerca de 2 milhões de pessoas. A doença é a reação imunológica à ingestão de glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio que, ao longo do tempo, acaba causando uma inflamação que danifica o revestimento do intestino delgado, causando complicações médicas.  

Para alertar sobre a necessidade de conscientização tanto do paciente quando dos familiares, o egresso e professor de gastroenterologia do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Raniery Ávila de Oliveira, explica que a doença pode se manifestar em qualquer idade e é preciso ficar atento aos sintomas, para não atrasar o diagnóstico e iniciar o quanto antes o tratamento.   

“O sintoma se manifesta através de alteração do hábito intestinal e a diarreia é o mais frequente. Entretanto outros sintomas podem fazer parte do quadro, como dispepsia (má digestão), distensão abdominal, perda de peso, em casos mais graves até sarcopenia (redução da força e massa muscular) e desnutrição proteico calórica. Entre os sinais e sintomas menos frequentes: anemia, osteoporose, lesões cutâneas, disfunção menstruais e até aborto de repetição”, esclareceu.  

Após a manifestação de alguns desses sintomas é necessário procurar um médico gastroenterologista para que seja feito a diagnose, mas até que haja o diagnóstico médico definitivo, muitas pessoas percorrem longas jornadas, que inclusive podem ser permeadas de preconceitos.  

“A confirmação da doença é feita através de exames complementares, como o padrão ouro, Endoscopia Digestiva Alta com biópsia da segunda porção duodenal, sendo o exame solicitado pelo médico diante de uma forte suspeita clínica. Soma-se a isso, um conjunto de achados laboratoriais, entre exames que permitem a avaliação do padrão absortivo, até marcadores séricos de autoimunidade”, explicou Raniery, acrescentando que o autoteste glúten, vendido em farmácias, inicialmente ajuda o médico, mas “não tem validação na prática clínica”.  

A doença é considerada de padrão autoimune e, até o momento, sem cura. O tratamento atual de eficácia é dieta isenta de glúten, que requer restrição de alimentos, mas traz a sensação de estar saudável. Mesmo com a limitação na alimentação, o portador da doença celíaca pode sofrer com os sintomas através do que é chamada de contaminação cruzada. 

“A contaminação cruzada é a reação determinada por contato com alimentos, sobretudo via oral, que foram manipulados ou tiveram algum contato com as moléculas ricas em glúten, por exemplo: o preparo de um alimento com glúten em uma panela e, sem higienizá-la adequadamente, faz outro alimento. A primeira manipulação gera a contaminação cruzada. Outro exemplo, as próprias mãos. Neste caso, o apoio familiar é fundamental, tanto na compreensão e identificação dos sinais e sintomas da doença, quanto na isenção do glúten da dieta”, alertou o médico.  

  

A luta para conviver com a doença celíaca 

Egressa do curso de Nutrição do UniFOA, Leilane Morais Lopes é portadora da doença celíaca e atualmente usa os conhecimentos adquiridos na faculdade para ajudar outros celíacos. Por ter levado dois anos para ter o diagnóstico comprovado, acredita que teve a sua saúde prejudicada, pois antes de ir a um gastroenterologista, ela procurou um alergista e, com sintomas parecidos com outras doenças, acabou atrasando o início do tratamento.  

“A doença celíaca está na minha vida desde que me entendo por gente, pois sempre com os sintomas clássicos, mas também enfrentei muitas variantes porque essa doença é como um camaleão. Descobri quando tinha 27 anos e estava morando com a minha mãe. Eu caía muito porque não tinha reflexo, apenas caía. Esse sintoma é uma variante (ataxia a glúten), me deixava tonta, mas a rinite alérgica sempre foi o meu principal sintoma, seguido de asma e outros”, contou.  

Leilane ainda faz um alerta: “Se você tem desconfiança de doença celíaca, procure imediatamente um gastroenterologista e em hipótese alguma deixe de ingerir o glúten antes de procurar o ‘gastro’, porque a pessoa precisa estar em crise para ter o diagnóstico. São pequenas atitudes que fazem a diferença para que o celíaco possa finalmente ter uma vida sem a sensação de estar sempre doente”.  

A nutricionista esclarece que, após passar por diversos exames e iniciar o tratamento, “minha vida foi muito mais restrita, mas também muito mais feliz porque não tive mais nenhuma dor; a minha rinite melhorou, pois, estava quase perdendo o olfato; parei de cair ou bater nos objetos à toa; acabou o ‘fog mental’, que é quando você não consegue se concentrar, além de não apresentar mais dermatite apertiforma, que é a doença celíaca de pele. Hoje, ajudo as pessoas a se adaptarem à dieta rigorosa, mas libertadora”, finalizou. 

  

Doença celíaca: o que pode comer e o que deve ser evitado  

De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), os alimentos são fundamentais para o portador da doença celíaca ter uma vida saudável. 

Conheça agora o que pode ser ingerido e o que deve ser evitado:   

Os alimentos permitidos para celíacos são: cereais (milho, arroz); farinhas (arroz, mandioca, milho, fubá, fécula de batata, fécula de mandioca, polvilho doce, polvilho azedo); gorduras (gordura vegetal, óleos, margarinas); laticínios (leite, manteiga, queijos, derivados); carnes e ovos (aves, suínos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes, frutos do mar); hortaliças e leguminosas (folhosas, legumes, tubérculos, como feijão, cará, inhame, soja, grão de bico, ervilha, lentilha, batata, mandioca); frutas (todas, ao natural e sucos). 

Os alimentos proibidos para celíacos são: leite com sabor; bebidas achocolatadas e comerciais; quibe, salsicha, almôndega; croquete de carnes enlatadas; trigo; aveia; centeio; cevada; germe de trigo; flocos cereais; pães; bolos e biscoitos preparados com farinha de trigo; centeio, aveia ou cevada; produtos dietéticos e comerciais em geral; sopas enlatadas ou pacote de sopas já prontas contendo massas; misturas com malte; cerveja, uísque; vodca e destilados a partir de grãos, e temperos comerciais. 

Para entender melhor a dificuldade enfrentada, no mundo ideal de um celíaco, todos na casa passariam a viver sem glúten e a entrada de alimentos glutinados seria proibida. Mas nem sempre isso é possível.  Se pensarmos com calma, todos os utensílios e equipamentos que serão usados pelo celíaco podem ser separados e ficarem livres de glúten, mas não precisa sair comprando coisas novas todas de uma vez. Ao invés disso prepare-se para adquirir aos poucos alguns itens essenciais, e aprenda a fazer uma higienização correta para reaproveitar utensílios, louça e talheres. 

  

ATENÇÃO: 

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O Congresso Médico do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) é um evento anual organizado pelo Conselho de Ligas Acadêmicas de Medicina do UniFOA, em colaboração com uma Liga Acadêmica específica e professores da instituição. Neste ano, a Liga Acadêmica de Clínica Médica e Semiologia teve a honra de conduzir o evento, abordando temas cruciais no contexto da medicina de emergência e a importância da abordagem semiológica para um diagnóstico preciso e eficaz.

Realizado nos dias 09 e 10 de maio, o congresso proporcionou uma rica experiência de aprendizado por meio de palestras, oficinas, mesas redondas e conferências, promovendo uma interação significativa entre palestrantes renomados, organizadores e o público presente.  

O coordenador do curso de Medicina, Júlio Aragão, enfatizou a importância do evento como uma oportunidade para os estudantes ampliarem seus horizontes acadêmicos e profissionais. Ele destacou a qualidade dos palestrantes e encorajou a participação ativa dos alunos na submissão de trabalhos científicos, enaltecendo o papel do congresso como uma plataforma para a divulgação e o avanço do conhecimento na comunidade acadêmica.

"A qualidade e a expertise dos palestrantes são garantias de aprendizado e inspiração, preparando-nos para os desafios futuros na medicina", afirmou Júlio.  

Ele ressaltou ainda a importância do evento como uma oportunidade para a publicação científica, incentivando a participação dinâmica dos estudantes. "Esta é uma chance inestimável de contribuir para o avanço da comunidade acadêmica, enquanto se posiciona no cenário científico."  

A reitora do UniFOA, Ivanete Oliveira, destacou a importância da abordagem dos temas abordados para a formação dos futuros profissionais de saúde. "A abordagem semiológica faz com que o médico vá para além da sala de aula e aconteça em espaços como esse. Então ele pode debater e pode aprender, e ele também ensina", afirmou a reitora.  

Perguntada sobre o sentimento em ver os alunos participando do congresso, a reitora expressou sua satisfação. "Estou bastante feliz, porque nós fizemos não só a regularização da extensão, que é obrigatório, mas também a regularização da pesquisa, coisas que só a instituição de ponta, como USP e outras têm. A pesquisa é tornar o aluno cada vez mais protagonista e isso para nós é um grande orgulho mesmo."  

A professora Marcilene, responsável pelo congresso deste ano, expressou seu orgulho ao ver o engajamento e profissionalismo dos alunos da liga envolvidos na organização do evento. Ela destacou a importância da abordagem semiológica na prática médica e o impacto positivo que o congresso terá na formação dos estudantes.  

“Primeiro, é um grande orgulho estar crescendo com essa liga acadêmica que tem mais 15 anos e estamos juntos desde então. E quando falamos de semiologia, estamos falando sobre um assunto que permeia toda a educação médica”, disse.  

Rebeca Campagnaro, estudante e uma das organizadoras do congresso, compartilhou sua emoção ao participar da organização de um evento tão significativo para o curso de Medicina. "Trazer isso para o pessoal dos outros módulos e agregando, é muito bom. Estamos trazendo palestrantes que a gente nunca tinha trazido para dentro da FOA. Mudamos a estrutura de credenciamento, então está sendo muito legal fazer uma coisa diferente."  

Lucas Reis, aluno do 4º módulo, expressou suas expectativas em relação ao evento e a importância do tema escolhido para sua formação acadêmica e profissional. "Espero aprender muita coisa com os grandes nomes que a comissão trouxe para gente assistir e desenvolver e nos dar mais nos conhecimentos de clínica."  

Durante o congresso, o palestrante Dr. Henrique Balieiro compartilhou seu conhecimento sobre a insuficiência cardíaca aguda e crônica, elogiando a capacidade clínica dos alunos e incentivando-os a aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela universidade para se tornarem médicos competentes e comprometidos com o bem-estar de seus pacientes.  

O Congresso Médico do UniFOA proporcionou uma experiência enriquecedora para os participantes, promovendo a troca de conhecimentos e experiências entre estudantes, professores e profissionais da saúde. Com palestras de alto nível e uma variedade de atividades educativas, o evento reforçou o compromisso do UniFOA em oferecer uma formação acadêmica de excelência e preparar seus alunos para os desafios da prática médica moderna. 

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