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V Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense destaca pesquisa centrada nas necessidades dos pacientes

V Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense destaca pesquisa centrada nas necessidades dos pacientes

V Simpósio de Pesquisa Clínica

O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) realizou, em agosto, a quinta edição do Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense. Com o tema “Construindo a Pesquisa Clínica através de 'end points' que importam para os pacientes”, o evento reuniu estudantes, professores e profissionais da área da saúde em uma programação voltada à discussão sobre pesquisa clínica, formação profissional e práticas de cuidado centradas nas necessidades dos pacientes. 

Realizado por meio da Liga Acadêmica de Oncologia do curso de Medicina, o simpósio integra as iniciativas da instituição voltadas à aproximação entre ensino, pesquisa e assistência. Ao longo da programação, os participantes tiveram contato com discussões relacionadas à condução de pesquisas clínicas e à importância de produzir evidências que contribuam efetivamente para a tomada de decisões na área da saúde. 

O tema desta edição colocou em evidência um dos aspectos fundamentais da pesquisa clínica: a escolha dos 'end points', ou desfechos utilizados para avaliar os resultados de um estudo. A proposta é ampliar a compreensão sobre a necessidade de considerar, além de indicadores estritamente clínicos, aquilo que efetivamente representa benefício para quem está no centro do cuidado: o paciente. 

Para o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, a formação de profissionais da saúde deve estar associada não apenas ao conhecimento técnico, mas também à capacidade de compreender e ouvir as pessoas. Segundo ele, a diversidade de pensamentos faz parte desse processo e contribui para a formação de profissionais preparados para lidar com diferentes realidades. 

“O que espero deles é que sejam profissionais éticos, competentes, que escutem o paciente e que escutem a família”, destacou Eduardo. 

A importância da pesquisa clínica para a formação acadêmica também foi ressaltada pelo diretor de Ensino, Igor Dutra. Para ele, a pesquisa amplia as possibilidades de contato dos estudantes com uma medicina baseada em evidências e contribui para a qualificação da assistência oferecida aos pacientes. 

“A pesquisa dá a oportunidade de vocês terem contato com uma medicina de ponta, uma medicina baseada em evidências. Do mesmo jeito, ela nos permite oferecer um excelente tratamento aos nossos pacientes”, afirmou. 

Igor também destacou a integração entre saúde e educação como parte desse processo. “Esse ecossistema entre saúde e educação faz com que a gente melhore a nossa assistência e nós ficamos melhores com isso também”, completou. 

Formação acadêmica e aproximação com a pesquisa 

Para João Pedro, presidente da Liga Acadêmica de Oncologia e um dos organizadores do simpósio, a realização da quinta edição representa a continuidade de uma iniciativa que contribui para aproximar os estudantes da pesquisa e ampliar seus conhecimentos em diferentes áreas da Medicina. 

“É uma honra poder organizar um evento com tanta história na nossa instituição e que ajuda tanto os estudantes a entenderem sobre pesquisa e a aprofundarem seus conhecimentos em diversas áreas da oncologia, da carreira médica e de outras áreas”, afirmou. 

A participação dos estudantes em atividades como o simpósio permite que conteúdos discutidos em sala de aula sejam relacionados à prática profissional e ao desenvolvimento científico. Nesse contexto, a pesquisa clínica passa a fazer parte da formação acadêmica não apenas como campo de produção de conhecimento, mas como instrumento para qualificar a tomada de decisões em saúde. 

A médica oncologista e professora do UniFOA, Dra. Heloísa Resende, destacou justamente essa perspectiva ao comentar uma das atividades da programação. Segundo ela, a discussão sobre ética e escolha de 'end points' contribui com a prepararação os futuros profissionais para a condução de pesquisas clínicas mais alinhadas às necessidades dos pacientes. 

“Ela nos explicou princípios essenciais de ética e de escolha de 'end points' que atendem muito bem às necessidades dos pacientes”, explicou. 

Para Heloísa, a formação de novos profissionais também passa pela preparação para atuar na produção de conhecimento científico. “Estamos trabalhando na formação de novos profissionais, novos médicos, e pretendemos que eles sejam qualificados para conduzir processos de pesquisa clínica”, afirmou. 

A professora ressaltou ainda o papel do UniFOA na integração entre formação acadêmica e inovação na área da saúde. “O UniFOA, mais uma vez, inovando em educação”, concluiu. 

Ao colocar o paciente no centro da discussão, o V Simpósio de Pesquisa Clínica do Sul Fluminense reforçou a importância de aproximar a produção científica das necessidades concretas encontradas na assistência. A definição dos desfechos avaliados em uma pesquisa influencia diretamente a forma como os resultados são interpretados e, consequentemente, como novas evidências podem contribuir para a prática médica. 

Nesse sentido, a realização do evento amplia o espaço para que estudantes e profissionais discutam não apenas os avanços da ciência, mas também os critérios utilizados para avaliar se esses avanços representam, de fato, benefícios relevantes para os pacientes. 

Informações da publicação
Publicado em 27/08/2026
Atualizado em 27/08/2026
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