A Constituição Federal garante que é dever do Estado assegurar o acesso de todos à Saúde, a partir da criação do Sistema Único de Saúde – SUS, em 1988. Desde então, os municípios vêm trabalhando para fomentar o processo de formação em saúde, tornando o SUS cada vez mais forte, principalmente através do reconhecimento do papel da comunidade no processo de planejamento, execução e ações fundamentais para a formação dos futuros profissionais. 

Esse foi o objetivo principal do evento “Integração Ensino Serviço Comunidade - IESC 2024”, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde – SMS, no teatro Franklin de Carvalho Jr, no bairro Laranjal, na noite do último dia 5, que debateu o tema central “Pode ser lindo apreender no SUS: desafios para a formação integral dos futuros trabalhadores e trabalhadoras da Saúde”.  

O evento reuniu mais de mil pessoas, no formado híbrido - presencial e on-line -, entre estudantes da área da saúde, residentes médicos, preceptores de estágio, gestores e comunidade, além de ter contado com a participação de representantes de 14 instituições de ensino técnico e superior de Volta Redonda que possuem acordo de cooperação com a SMS. O professor e coordenador do curso de Nutrição, Alden dos Santos Neves representou o UniFOA: 

“Uma das premissas do SUS é a formação de recursos humanos preparados para atuar na realidade da saúde brasileira. E este evento, além de esclarecedor, foi acolhedor para os alunos do UniFOA. Temos uma grande e longa história de parceria com a SMS na construção de um sistema local de saúde mais justo e mais preparado para enfrentar as iniquidades sociais em saúde no nosso município.”, salientou Alden. 

O encontro foi dividido em duas partes, sendo que a primeira contou com palestras que dissertaram sobre o fortalecimento da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde – PNEPS, proferidas pela secretária Municipal de Saúde Maria da Conceição Rocha; presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria do Carmo Carbogim; sanitarista e secretária executiva da Comissão Intergestora Regional, Sônia de Paula Machado, e a diretora do Departamento de Educação Permanente da SMS, Marcilea Dias. 

O principal objetivo desatacado nas palestras foi sobre a atenção à saúde de forma mais integrada, eficiente e equitativa, no sentido de atender às necessidades vigentes do SUS. Por isso, a importância de promover espaços de discussão que visem o desenvolvimento de uma cultura de inovação em saúde, que incluam o envolvimento de todos os agentes ativos no processo. A meta é aumentar a integração entre ensino, serviço e comunidade, sendo de fundamental importância na formação dos profissionais da área.  

  

Mesa redonda debate a educação na Saúde

A segunda parte do evento foi marcada pela apresentação de um vídeo, mostrando toda a estrutura da rede de saúde de Volta Redonda e com importantes depoimentos de profissionais de hospitais públicos municipais, que enalteceram o SUS e garantiram que trabalhar pelo sistema é de tamanha diversidade, que passa a ser fundamental para todos os profissionais da saúde. A atenção primária foi um tema bem explorado, pois um profissional que tenha essa premissa, realiza um atendimento humanizado, segundo eles. 

Em seguida foi montada uma mesa redonda que contou com as participações da secretária Maria da Conceição; da médica de Família e Comunidade, professora associada do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj, Maria Inez Padula Anderson, e do médico e coordenador adjunto do curso de Medicina do UniFOA, Luiz Antônio Neves. Os três participantes deixaram claro que, sem as instituições de ensino não seria possível trabalhar essa face do SUS, voltada para a educação.  

“Acreditamos na educação e sabemos que através dela fazemos uma saúde de qualidade”, afirmou a secretária Maria da Conceição.  

De acordo com a professora Maria Inês, “80% da nossa população depende do SUS e isso traz uma rica experiência ao profissional, que acaba construindo uma formação mais humanizada, com empatia, pois não basta o tecnicismo. Hoje vemos que a base de tudo é a capacidade de olhar para o outro e se colocar no lugar dele para entender o problema de saúde que está enfrentando”, revelou.

A necessidade de fazer uma reflexão no sistema de saúde do país é defendida pelo médico e professor do UniFOA, Luiz Antônio, que falou da criação de uma Escola do SUS.  

“Precisamos de mais investimentos no nosso SUS e aprimorar não só a qualidade, mas também o reconhecimento e melhoria salarial desse profissional de saúde, como acontece nos outros países. Os municípios têm feito um esforço muito grande para compensar o déficit. E, dentro de tudo isso, ainda precisamos formar pessoas seja no nível técnico ou superior”, defendeu, sendo muito aplaudido pelo público presente.  

O professor Luiz Antônio palestrou sobre o tema “O SUS e os desafios para a formação integral dos futuros trabalhadores e trabalhadoras da Saúde” e finalizou:  

“Este foi um evento bastante importante, promovido pela SMS em parceria com as instituições de ensino, como o UniFOA, que leva os estagiários dos diversos cursos para essa rede de saúde tão potente. Este primeiro dia de integração ensino-serviço-comunidade foi fundamental para que os nossos alunos sejam bem recebidos e aprendam cada vez mais”. 

Na essência da medicina, reside o compromisso inabalável de proteger e servir ao próximo, transcendendo barreiras de raça, classe e remuneração. Essa filosofia é eternizada no legado do Dr. Albino Moreira Torres, um dos médicos mais antigos na história da FOA/UniFOA, que faleceu aos 97 anos em 04/03/2024.

Nascido em 24 de maio de 1926, de origem portuguesa, o Dr. Albino dedicou sua vida à medicina, sendo um ícone na área de pediatria na região Sul Fluminense. Seu comprometimento ia além do consultório, estendendo-se à implementação da área de pediatria na Santa Casa de Barra Mansa, com foco prioritário na humanização do atendimento.

Com 53 anos de dedicação à FOA, o Dr. Albino deixou um legado marcado por conquistas, ensinamentos e realizações. Sua memória é preservada no Laboratório de Habilidades que leva seu nome no Centro de Ciências Biomédicas Alfredo Américo Silva, no prédio do curso de Medicina, no campus Três Poços.

Além de médico exemplar, o Dr. Albino foi um educador incansável, formando inúmeros profissionais ao longo de sua carreira. Seu lema, "Enquanto respirar, darei aulas", ressoava em sua dedicação ao ensino. Em sala de aula, ele encontrava realização, esquecendo qualquer problema. Sua máxima de vida era simples e poderosa: "Fazer o bem, sem olhar a quem".

O presidente da FOA, Eduardo Prado, expressa profunda tristeza pelo falecimento do Dr. Albino. "É uma honra ter tido o Dr. Albino como professor e médico na região. Sua contribuição para a formação de profissionais de saúde e seu compromisso com a qualidade no atendimento são inestimáveis. Nossos sentimentos à família e a todos que tiveram a oportunidade de aprender e conviver com esse grande mestre", ressalta Prado. 

A gratidão pelas contribuições do Dr. Albino estende-se por onde ele passou, sendo lembrado e reverenciado em toda parte. Seu dever está cumprido, e seu legado vive na formação de profissionais éticos, humanizados e comprometidos com o bem-estar do próximo. Adeus a um grande mestre, cuja luz continuará a guiar as gerações futuras.

Os novos estudantes do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, turma 2024.1, foram recebidos durante o Start que deu início a sua nova jornada, pelo coordenador do curso, Júlio Aragão e sua equipe. Este momento importante não apenas apresentou os fundamentos do curso, mas também destacou o organograma, as atividades desenvolvidas e a metodologia de ensino que guiará a formação dos futuros médicos.

Após a apresentação, os ingressantes participaram de um tour guiado pelo campus, explorando laboratórios e familiarizando-se com as diversas dependências acadêmicas. Essa imersão prática proporcionou aos novos estudantes uma visão palpável do ambiente acadêmico que moldará sua formação.

A Med81 recebeu não apenas informações essenciais para sua jornada acadêmica, mas também teve a oportunidade de se familiarizar com o campus, tornando-o parte integrante de sua experiência universitária.

Depoimentos que Refletem Acolhimento e Surpresas Positivas:

Lara Marins, representante da turma, expressou sua satisfação com o acolhimento oferecido pela instituição: "Estou achando o acolhimento muito bom. Normalmente, eles as instituições só jogam a gente na sala de aula, e a temos que fazer tudo por nós, descobrir as coisas. A faculdade tem um suporte muito bom. A explicação de como funcionam as matérias, as notas e os centros de acolhimento foi muito importante agora no início da faculdade."

Natália Rossi, aluna da turma, compartilhou sua experiência inicial: "Estou achando bastante legal, está sendo bem completo, e eu me senti bastante acolhida pela instituição desde que entrei. Estou gostando bastante dos espaços. O que mais me surpreendeu foi a biblioteca. O acervo é muito grande, não estava esperando uma biblioteca tão grande assim. O acolhimento é fundamental para que a gente se sinta pertencente a um ambiente bom."

A professora Thais Barreira, responsável pelo acolhimento, ressaltou a importância de apresentar a infraestrutura aos estudantes para que se sintam confortáveis e orientados desde o início: "Eles não conhecem a estrutura da faculdade. É importante porque eles já sabem onde está cada coisa. Quanto mais cedo eles se localizam, melhor. Eles tiveram encontros com várias equipes e puderam conhecer um pouco de cada laboratório, como o NAVE, essencial para eles."

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Criada pela Organização Mundial da Saúde – OMS, a campanha Março Azul Marinho alerta para a conscientização e a importância da prevenção ao câncer colorretal, ou do intestino grosso, que compreende tumores localizados no cólon e reto. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - Inca, o número de novos casos para cada ano do triênio 2023 a 2025, é de 45.630 casos, afetando mais as mulheres do que os homens. A taxa para esse tipo de tumor é alta em todo o mundo, não apenas no Brasil.

O cirurgião e professor de Clínica Cirúrgica do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, Marcelo Betim Paes Leme, que também é o coordenador do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital São João Batista (HSJB), onde orienta os alunos do internato e os médicos residentes, explica que o câncer colorretal ou CCR é um dos tumores mais investigados em todo o mundo, dada a sua incidência, sendo igualmente estudado em sala de aula.

“A partir do oitavo período do curso de Medicina, os alunos têm aula teórica sobre o câncer colorretal, seu diagnóstico e tratamento. Durante o internato de cirurgia, décimo segundo período, eles têm a oportunidade de vivenciar na prática tudo que viram na teoria. Assistem às cirurgias, acompanham o pós-operatório, enfim, participam de todas etapas”, explicou Marcelo Paes Leme.

 

Sintomas e diagnóstico reforçam a importância da campanha

De acordo com o professor Marcelo, existem duas origens do CCR: o esporádico (o mais comum, com 80% dos casos), e o hereditário (20%). Como o nome diz, o hereditário depende da carga genética individual e o esporádico é adquirido pela pessoa através de agressões constantes à mucosa intestinal. A maioria dos tumores (90%), que ocorrem no cólon e reto são do tipo adenocarcinomas.

Se a pessoa tem hábito de consumir regularmente carnes processadas, como presunto, linguiça, bacon, entre outras; consumo excessivo de carne vermelha; apresenta obesidade; consuma álcool em excesso e não faz nenhuma atividade física, precisa ficar atenta, pois são fatores que podem provocar o surgimento do câncer colorretal.

Os sintomas variam de acordo com a posição do tumor no intestino, mas o indivíduo pode apresentar alteração do hábito intestinal, anemia, presença de sangue e de muco nas fezes, além de emagrecimento. A combinação desses hábitos de risco com o surgimento de algum desses sintomas é motivo suficiente para procurar ajuda médica.

As medidas preventivas, então, envolvem principalmente evitar esses fatores, mantendo hábitos de vida saudáveis. A idade também aumenta a chance do aparecimento de tumores nessa região, sendo mais comum em pessoas com mais de 45 anos, mas claro que toda regra tem exceção.

O professor Marcelo esclarece que “o CCR é passível de prevenção e não só do diagnóstico precoce. Assim, para as pessoas a partir dos 45 anos, é recomendado a profilaxia, ou seja, mesmo pessoas assintomáticas devem realizar exames de prevenção, dentre eles a colonoscopia, que apresenta o maior grau de eficácia e ainda permite a retirada dos pólipos, evitando que evoluam para o câncer de intestino”.

Quando o diagnóstico é realizado em estádio inicial da doença, o índice de cura pode chegar próximo a 100%. Isso não significa que tumores em estádios mais avançados não possam ser curados, mas as chances diminuem e frequentemente é necessário completar o tratamento cirúrgico com quimioterapia.

“A prática de atividade física e o controle do peso, associados à alimentação rica em fibras, baixa ingestão de carne vermelha, carnes processadas e álcool são o caminho para se ter uma boa saúde e evitar o surgimento de pólipos que podem evoluir para um quadro de câncer”, finalizou o professor Marcelo.

 

 

Hoje, em todo o mundo, a comunidade médica e a sociedade se unem para reconhecer o Dia Mundial das Doenças Raras. Essa data, criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis), tem como objetivo sensibilizar governantes, profissionais de saúde e a população sobre a existência dessas condições e os cuidados necessários para enfrentá-las.

O Que São Doenças Raras?

As doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, variando não apenas de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa que vive com a mesma condição. Essas enfermidades geralmente são crônicas, progressivas e incapacitantes, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), considera-se uma doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, aproximadamente 1,3 pessoas para cada 2.000. Estima-se que existam entre 6 mil e 8 mil tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo.

Cerca de 80% de todas as doenças raras têm vínculo genético ou hereditário. No entanto, outras causas, como fatores ambientais, infecciosos e imunológicos, também podem contribuir para o desenvolvimento dessas condições.

No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas vivam com doenças raras. Em Volta Redonda, aproximadamente 165 pacientes enfrentam essas condições. A professora do curso de Medicina, Claudia Yamada Utagawa, única geneticista da região, é uma referência no atendimento a essa população.

No ano passado, a policlínica do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA é a única instituição que atende pacientes com doenças raras realizou mais de 140 atendimentos, abrangendo 87,5% da comunidade com doenças raras no município.

O deputado Munir Francisco elogiou o trabalho da professora Utagawa e destacou a importância de capacitar futuros médicos para o diagnóstico preciso dessas condições.

O Dia Mundial das Doenças Raras é uma oportunidade para aumentar a conscientização, promover pesquisas e garantir que os pacientes raros recebam o suporte necessário. A luta contra essas condições exige colaboração, compreensão e empatia de toda a sociedade.

Cartilha sobre doenças raras

O deputado estadual Munir Francisco, presidente da Frente Parlamentar em Atenção às Doenças Raras da Alerj, desenvolveu uma cartilha que busca conscientizar a população sobre pessoas raras, seus direitos e apresentar toda rede de apoio.

Acesse a cartilha aqui.

Na tarde de ontem, 27, os professores do UniFOA, Luiz Antônio Neves e Alessandro Orofino, tomaram posse na Fundação Estatal de Atenção Básica e Ambulatorial Especializada – FESABE de Volta Redonda no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto. A criação da Fundação Estatal de Saúde é uma estratégia da prefeitura para resolver problemas estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS) no município, visando agilizar os processos de gestão e administração para aprimorar a assistência à saúde prestada.

A fundação é caracterizada como uma fundação pública, com personalidade jurídica de direito privado e fará parte da administração pública indireta, vinculada à Secretária Municipal de Saúde (SMS), para efeito da orientação, coordenação e supervisão secretarial de que trata o inciso I do art. 148 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

A secretária de saúde de Volta Redonda, Conceição de Souza Rocha, expressou sua gratidão ao prefeito por acreditar no trabalho desenvolvido por sua equipe e por mais uma vez investir significativamente na saúde e nas melhorias para os munícipes.

O prefeito, em sua fala, enfatizou que a Fundação desempenhará um papel crucial na melhoria da qualidade do atendimento à saúde no município.
"Há três anos, reassumimos a prefeitura e encontramos uma Saúde totalmente desestruturada. Conseguimos avançar muito, e com a implantação da Fundação Estatal de Saúde, começamos uma nova fase, sempre pensando em uma saúde de qualidade para a população”, disse o prefeito.

Indo além, expressou sua visão ambiciosa de transformar Volta Redonda em referência estadual em serviços de saúde.

O Dr. Luizinho, como é conhecido, que é coordenador adjunto do curso de Medicina elogiou a criação da fundação e destacou sua importância para a cidade. "A criação dessa Fundação é um marco na história da cidade, demonstrando cuidado com a população e valorização da vida. Estou honrado como representante da FOA, parceira constante do município, vamos ajudar a transformar a FESABE numa experiência de sucesso a ser copiada por outros municípios” em fazer parte desse projeto", disse Luizinho.

Já Orofino, assessor especial da presidência da FOA, destacou a oportunidade de representar a força da instituição e contribuir para propor modelos inovadores para a gestão da saúde em Volta Redonda, atuando como membro suplente na FESABE junto ao competente Dr. Luizinho. “Essa é uma parceria que promete impulsionar iniciativas inovadoras para o sistema de saúde municipal”, disse Alessandro.

Ainda prestigiaram a cerimônia os secretários municipais de Fazenda, Vinícius Arbach, e de Administração, Cláudio Franco; o vereador Ednilson Vampirinho; o presidente da FOA, Eduardo Prado; e a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria do Carmo Carbogim Maciel.

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A Fundação Oswaldo Aranha – FOA e a prefeitura de Volta Redonda lançaram nesta terça-feira (20) o Projeto Alta Feliz, criado para auxiliar nos cuidados do recém-nascido ao receber alta da maternidade do Hospital São João Batista - HSJB, através de cartilha com informações importantes, principalmente para os pais de ‘primeira viagem’. O evento foi no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto, no bairro Aterrado, e contou com a presença do diretor do HSJB, Sebastião Faria, o presidente da FOA, Eduardo Prado, a médica pediatra Thais Junqueira Villela e os alunos do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA que desenvolveram o projeto.  

A instituição trabalhou na produção e impressão da cartilha ‘Guia Alta Feliz’, que contém informações importantes, entre elas, como proceder para obtenção da Certidão de Nascimento; qual a relevância da amamentação e as posições corretas para facilitar a mãe e o bebê no ato de amamentar; quais os sintomas apresentados pelo recém-nascido que exigem cuidados pediátricos e como dar o banho e trocar a fralda corretamente. 

A cartilha possui ainda um QR code que, ao ser acessado, apresenta as versões em áudio e em vídeo com interpretação em libras, para que possa ser entendida por todos. Além desse Kit educativo que foi feito pela FOA, a família é presenteada com uma bolsa de maternidade com presentes. Importante destacar que a cartilha não substitui a ida da mãe e do bebê ao pediatra, e é de extrema importância comparecer às consultas de puericultura e manter o cartão de vacinação do seu bebê em dia.  

  

Guia Alta Feliz é feito em parceria

A pediatra Thais Junqueira Villela, que é egressa do curso de Medicina do UniFOA, além de coordenadora médica do alojamento conjunto do HSJB e preceptora do internato do curso de Medicina, foi a responsável pelo desenvolvimento do projeto Alta Feliz e teve a colaboração do aluno Caio Tulio e das, hoje, egressas do curso de Medicina Mariah Amaral e Lara Thoany, com a supervisão da direção do hospital. 

“Após definirmos as questões mais importantes que deveriam ser destacadas no guia, tivemos o auxílio da FOA, através da Agência de Comunicação Interna – ACI, que montou a cartilha e o diploma do bebê; e dos Estúdios FOA, que produziram o vídeo e o áudio para complementar o projeto e abranger todas as pessoas”, disse a pediatra.  

O prefeito Antonio Francisco Neto salientou, durante a cerimônia de lançamento do projeto Alta Feliz, que “é sempre bom contarmos com a parceria da FOA, que vem nos ajudando em diversos projetos em áreas como a Educação e a Saúde”.   

“É uma satisfação a FOA/UniFOA poder contribuir com as parcerias existentes junto ao município de Volta Redonda, ainda mais agora que a FOA está cada vez mais atuando na área da assistência da saúde. É muito importante para a instituição poder ajudar essas iniciativas, principalmente aquelas em momentos felizes com a família volta-redondense”, enalteceu o presidente da FOA, Eduardo Prado. 

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A origem do Aedes aegypti, (o mosquito da dengue) segundo o Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), surgiu na África (provavelmente na região nordeste), onde se espalhou para a Ásia e Américas, principalmente através do tráfego marítimo. Já no Brasil, chegou durante o século 18, provavelmente nas embarcações que transportavam escravos (navios negreiros), já que os ovos do mosquito podem resistir sem estar em contato com a água, por até um ano.

Por este motivo de grande resistência dos ovos do mosquito, faz com a proliferação do mosquito no Brasil seja muito alta, pois é um país tropical, tendo grandes volumes de chuvas e ao mesmo tempo muita incidência de sol, ocorrendo águas paradas, o que é ideal para as larvas do mosquito.

O ano de 2024 está sendo marcado como uma epidemia de dengue em todo o território brasileiro, causando superlotação em hospitais e até mortes pela doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023 no Brasil, houve 1.094 óbitos por dengue, com 1.658.816 de casos prováveis. Em 2024 já houve 84 óbitos e 524.066 de casos prováveis.

Diante de uma doença que vem se agravando cada vez mais no país, automaticamente surgem dúvidas.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, conversamos com o infectologista Luiz Sangenis e o biólogo Rodrigo Barbosa, professores dos cursos de Medicina e Ciências Biológicas do UniFOA.

Professor Luiz, qual é a diferença entre os sintomas da dengue, Zika e Chikungunya?

Ambas são arboviroses, sendo doenças febris agudas e possuem características semelhantes, no entanto possuem diferenças entre uma e outra. A dengue possui febre alta na faixa de 39ºC, dor de cabeça, dor retro orbitária (atrás dos olhos), náuseas, vômitos, diarreia, dor no corpo (mialgia), prostração. Já a Zika é febre baixa ou inexistente, exantema (manchas vermelhas na pele), coceira e conjuntivite sem pus. E a Chikungunya é também febre alta, possíveis manchas nas peles e artralgia simétrica (onde dói em uma articulação, dói em outra também ao mesmo tempo).

A vacina Qdenga é segura?

A vacina Qdenga é segura, porém possui restrições. É feita com vírus vivo atenuado, tendo uma maior eficácia pela dengue do tipo 1 e o tipo 2, e menos eficaz pelo tipo 3 e tipo 4.

A Qdenga é imprópria para imunossuprimidos, pessoas com AIDS, quem faz uso de corticoides, idosos acima de 60 anos e crianças abaixo de 5 anos.

Existe outra vacina alternativa? Qual sua eficácia e restrições?

Sim, existe a vacina Dengvaxia, produzida pelo laboratório Sanofi. Ela imuniza contra os 4 tipos virais, mas sua eficácia é um pouco mais baixa do que a Qdenga. A principal restrição é que só deve ser utilizada por pessoas que já tiveram dengue previamente.

Qual é o tratamento atual para a dengue?

Não há um remédio específico para dengue. O tratamento é sintomático, focado na hidratação e controle da febre e dor. Em casos graves, é necessário identificar os sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosa, pressão baixa, desorientação) e encaminhar imediatamente para o hospital para administração de soro intravenoso. O óbito por dengue é prevenível se os sinais de gravidade forem identificados e tratados a tempo.

 

Como podemos diferenciar o pernilongo do mosquito da dengue professor Rodrigo?

O pernilongo comum tem atividade noturna para sugar sangue, geralmente é aquele que a gente escuta no ouvido de madrugada, enquanto o Aedes aegypti, mosquito da dengue, tem atividade diurna. Além disso, o pernilongo não possui as características específicas do Aedes aegypti, que é o desenho de uma lira no tórax em branco e com umas pintas brancas nas pernas e nas antenas.

Existe uma outra espécie que é o Aedes albopictus, que também tem as pintas brancas e se parece bastante com o Aedes aegypti, mas ainda não se tem uma confirmação de transmissão aqui no Brasil.

O pernilongo comum (Culex quinquefasciatus), é poucos milímetros maior que o Aedes albopictus e o Aedes aegypti.

A dengue pode transmitir a COVID?

Não, o vírus da dengue não pode ser transmitido pela COVID-19. Não há evidências de que o vírus da dengue possa ser transmitido por mosquitos, pois ele se reproduz na glândula salivar dos mosquitos Aedes e não tem relação com o vírus da COVID-19.

A reprodução do mosquito da dengue é muito rápida?

Sim, em condições climáticas favoráveis, o ciclo de reprodução da dengue pode ser completado em apenas 7 dias, desde os ovos até o estágio adulto. As larvas são aquáticas, enquanto os adultos voam e exploram diferentes nichos.

Como o mosquito adquire o vírus da dengue?

O mosquito adquire o vírus da dengue ao sugar sangue de uma pessoa infectada. Quando a fêmea deposita seus ovos, o vírus é transmitido para eles, o que é chamado de transmissão vertical. Os ovos infectados resultam em mosquitos que também carregam o vírus da dengue.

Através de atitudes bem simples, como colocar areia nos vasos de plantas, manter as lixeiras bem fechadas, guardar as garras de cabeça para baixo e manter caixas d’água tampadas podemos combater o mosquito da dengue.

Em caso de sintomas da doença, procure imediatamente uma unidade médica.

Matéria escrita por Lucas Brandão com supervisão.

No início deste mês, os docentes do Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA, participaram da 5ª Semana de Formação Continuada que marcou início de uma nova jornada do aprendizado acadêmico da instituição. Os professores foram apresentados a nova plataforma virtual de ensino, a UniFOA LXP - Learning Experience Plataform, que já está sendo utilizada na capacitação dos estudantes.

No intuito de guiar e articular as ferramentas a serem oferecidas, Rafael Teixeira, pró-reitor de Educação à Distância e Tecnologias de ensino (EAD), coordenou cinco palestras para todos os professores do UniFOA. Durante a ocasião, Rafael explicou que o novo ambiente virtual acrescenta mais recursos imersivos que potencializam a aprendizagem dos estudantes:

“A partir da aquisição da plataforma LXP, os estudantes poderão acessar algumas ferramentas interessantes, como o caso da aba “Jaleko” para o curso de Medicina, que também atende os cursos da área de saúde, e a biblioteca virtual do Centro Universitário. Além disso, outros artifícios serão inseridos de forma gradativa”, afirmou o pró-reitor, orgulhoso pela nova realização acadêmica do UniFOA.

A proposta da plataforma começou a ser discutida em julho do ano passado para ser aplicada no início desse novo ano acadêmico. A ideia foi planejada e executada pela reitoria, pró-reitorias, divisão de informática e o Centro de Aprendizagem e Inovação Pedagógica (CAIP).

Além dos novos recursos para o curso de Medicina, todas as áreas de graduação e pós terão mais versatilidade para o estudo, com a adição de mecanismos imersivos:

“As novas ‘soluções’ vão atender a todos os estudantes com recursos de realidade virtual e laboratórios de ensino. Por exemplo, o curso de Direito terá a plataforma de práticas jurídicas, enquanto todos os cursos de Engenharias e tecnologia do UniFOA terão mais núcleos virtuais durante a graduação, visando entregar mais repertório e praticidade dentro da nossa metodologia”, concluiu Rafael.

Os projetos integrados e de extensão também foram introduzidos no projeto da plataforma. Ela será mais um meio para alinhamento de práticas profissionais, no intuito de incluir os discentes em experiências reais ao longo de sua formação acadêmica.

Todas as outras funcionalidades do ambiente virtual de aprendizado anterior também estão disponíveis, como a aba de “disciplinas”, na qual o estudante consegue visualizar seu progresso em cada disciplina de seu respectivo curso.

Beatriz Martins, estudante do 5º período de Odontologia, comentou estar bem surpresa e animada com as novas possibilidades do UniFOA LXP:

“Acredito que a plataforma trará novos cenários para a minha preparação na área que tanto sonho atuar. Visivelmente é um ambiente com mais facilidade de acesso e uso, por isso espero que ajude, não só nos estudantes, como os professores durante as aulas”.

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Hoje, 7,6 milhões de pessoas no planeta morrem em decorrência da doença a cada ano. Dessas, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos. 

E para conscientizar as pessoas sobre prevenção e controle da enfermidade, além de levantar questões atuais sobre a doença à população mundial, foi estabelecido que o dia 4 de fevereiro é o Dia Mundial do Câncer. 

A oncologista clínica Heloisa Resende é professora das disciplinas de Oncologia e Epidemiologia Clínica do curso de Medicina do UniFOA e explica que o tema cancerologia é de extrema relevância, não somente pelas altas taxas de incidência e prevalência de neoplasias malignas em nossa população, mas também pelas altas taxas de morbidade e mortalidade a que está relacionado. 

Especialistas do mundo todo apontam que providências urgentes precisam ser tomadas para aumentar a conscientização e gerar estratégias práticas para lidar com o câncer, pois pesquisas mostram que em 2025, mais de 6 milhões de mortes prematuras possam ocorrer. Pela estimativa, cerca de 1,5 milhão de mortes anuais poderiam ser evitadas com medidas adequadas. 

O assunto é debatido em sala de aula pela professora Heloisa, já que o Brasil, assim como outros países da América Latina, apresenta taxas de diagnóstico em estados mais avançados se comparadas aos países de IDH muito alto.  

“Para mitigar taxas de mortalidade e sequelas relacionada ao tratamento, é essencial uma estratégia de controle ou atenção às neoplasias em que se priorize o diagnóstico precoce”, defendeu.  

De acordo com a professora, algumas iniciativas têm sido feitas pelo governo brasileiro neste sentido, como os programas de atenção oncológica, criação de unidades de alta complexidade dedicadas ao tratamento, campanhas de conscientização e disponibilização de exames de rastreamento.  

“Entretanto é desejável que tais campanhas sejam ampliadas e intensificadas. O câncer é uma doença muito complexa e mesmo com altos investimentos em tratamento ainda há elevadas taxas de mortalidade em alguns tumores”.  

Doença não escolhe idade ou condição econômica   

Conforme o Instituto Nacional do Câncer–INCA, o nome (câncer) é dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. 

Os diferentes tipos da doença correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.  

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, conhecida como metástase. 

As causas da doença  

Não existe uma origem única para o seu desenvolvimento, pois são inúmeras causas externas, presentes no meio ambiente e provocadas pelo próprio ser humano, e internas - hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas. De acordo com pesquisas, 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. 

Podemos citar exemplos como mudanças no meio ambiente pelo próprio homem, além dos hábitos e o estilo de vida que podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer. Já as causas internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Apesar de o fator genético exercer um importante papel na formação dos tumores, são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos. 

“A vacina existe para alguns poucos tipos de câncer e ainda está em caráter experimental. Aqui devemos explorar estratégias de prevenção primária combatendo por exemplo, fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, como a vacina contra o vírus HPV que impedirá a contaminação pelo vírus, o qual poderia levar ao surgimento do câncer”, salientou a professora Heloísa.  

12 dicas para prevenir o câncer: 

– não fumar; 

– adotar uma alimentação saudável; 

– manter o peso corporal adequado; 

– praticar atividades físicas; 

– amamentar; 

– realizar exame preventivo de câncer do colo do útero a cada três anos, para mulheres com idade entre 25 e 64 anos; 

– vacinar as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos contra o HPV; 

– vacinar-se contra a hepatite B; 

– evitar bebidas alcoólicas; 

– evitar carnes processadas; 

– evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h; 

– evitar a exposição a agentes cancerígenos no ambiente de trabalho. 

Fontes: Instituto Nacional do Câncer – INCA e Union for International Cancer Control’s (UICC). 

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