O Maio Amarelo é um movimento criado com a finalidade de alertar a sociedade para o alto índice de acidentes no trânsito e suas consequências. No Brasil, as iniciativas de conscientização começaram em 2014, com a união do estado, iniciativa privada e população no propósito de discutir e elaborar estratégias voltadas à segurança e preservação da vida.
Com o objetivo de fortalecer essa campanha, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA+A) da Fundação Oswaldo Aranha (FOA) reuniu funcionários da instituição para um simulado de trânsito no prédio 18 do campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços. A proposta teve adesão da Liga de Primeiros Socorros, do curso de Ed. Física do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), para orientar sobre como agir corretamente caso presenciem um sinistro de trânsito, com o passo a passo para esse tipo de situação.
De acordo com o levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de vítimas fatais em acidentes nas rodovias federais brasileiras em 2023 foi o maior dos últimos seis anos. O total de vidas perdidas chegou a 5.621, um aumento de 3,34% em relação ao registrado em 2022.
O registro de acidentes também subiu de 64.547 para 67.658, tal qual a quantidade de feridos, que teve alta de 72.971 para 78.322.
Além das campanhas chamarem a atenção para ações que garantem a segurança no tráfego de veículos e pedestres, elas refletem sobre a Lei de Omissão de Socorro. O art. 135 da Lei no 2.848 do Código Penal Brasileiro explica que é crime qualquer cidadão, envolvido no acidente ou apenas testemunha, deixar de prestar assistência ou pedir socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à pessoa ferida ou em grave e iminente perigo.
“O propósito dessa atividade é justamente explicar cada atitude correta a ser tomada ao prestar atendimento em um acidente de veículos ou pedestres. É fundamental, até por questões atreladas à cidadania do indivíduo, saber lidar com esse tipo de incidente para que se garanta a segurança das vítimas”, enfatizou Juliano Sá, presidente da CIPA+A.
Rodolfo Silva, professor do curso de Educação Física e presidente docente da Liga de Primeiros Socorros, explicou os cinco passos essenciais para prestar ajuda ao presenciar um acidente.
1º Passo: Sinalizar o local, com um objeto nitidamente visível, para que se evite novas fatalidades. A distância necessária depende da velocidade da via.
Por exemplo, se a velocidade máxima permitida for de 40 km/h, a sinalização deve ser colocada a 40 metros da cena. Em casos de condições adversas ao trânsito, deve-se dobrar a distância em relação à velocidade da via.
2º Passo: Conferir a responsividade da vítima, realizando as principais perguntas do SAMPLA (história resumida sobre o paciente). As respostas devem ser aos sintomas, alergias pré-existentes, medicamentos utilizados anteriormente e aos líquidos ou substâncias ingeridas previamente.
3º Passo: Caso a vítima esteja inconsciente, verificar os sinais vitais na região do pulso carotídeo. É preciso colocar os dedos indicador e médio na região do pescoço próxima ao músculo da mandíbula.
Se houver sinais de vida, ela deve ser colocada, delicadamente, de forma lateral. O motivo é que quando ficamos em decúbito dorsal, deitados paralelamente ao chão, incluindo a parte da cabeça, a língua pode começar a obstruir as vias respiratórias, causando falta de ar.
4º Passo: Chamar socorro médico especializado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192.
5º Passo: Caso se identifique que a vítima está em parada cardiorrespiratória, deve-se colocar em prática o CAB nos primeiros socorros, onde C = compressões torácicas; A = abertura das vias aéreas e B = ventilar. A reanimação deve ter início com 30 compressões. A avaliação secundária no atendimento do politraumatizado consiste em um exame físico completo (crânio-caudal) e uma história resumida sobre o paciente (história SAMPLA), seguidas da liberação das vias aéreas, para serem realizadas duas respirações boca a boca de um segundo cada.
OBS: Em cenários mais graves, o 4º passo pode ser antecipado para a preservação das vidas dos acidentados, por conta da urgência e ajuda especializada. Pode ser acionado o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.
Rodolfo também ensinou algumas técnicas aplicadas em casos de hemorragia, como a realização de um torniquete. Ao utilizar um tecido liso e limpo, de preferência uma atadura, é preciso cobrir a região do ferimento ou um pouco acima, realizando uma volta com os dois lados do curativo seguidos de um nó. Em cima dele, coloque um objeto sólido para exercer pressão no local, dê outra volta e faça outro nó. Para finalizar, gire o item até fixá-lo sem que saia do lugar:
“Essa ação é fundamental para mostrar aos funcionários quais medidas devem ser tomadas em casos de sinistros de trânsito. Dessa forma, eles conseguem ter clareza como agir em uma situação complexa como essa, que às vezes pode causar até insegurança sobre quais ações precisam ser feitas para preservar a vida de todos”, explicou Rodolfo, sobre os impactos da ação ao esclarecer o passo a passo dos primeiros socorros em fatalidades no trânsito.
Após serem conscientizados com essas orientações, todos os funcionários colocaram em prática cada um dos ensinamentos transmitidos. Arnaldo Cesar, funcionário do setor de Eventos, declarou que o simulado superou as expectativas, por toda a participação e envolvimento promovido na ocasião:
“A metodologia prática utilizada, com demonstrações ao vivo e participação ativa do público, contribuiu significativamente para a compreensão e memorização das técnicas apresentadas. Para ser sincero, fiquei surpreso positivamente pelo sucesso da atividade, pois ela me fez sentir mais confiante e preparado para agir em situações reais de emergência”.
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A segunda edição da ExpoFit - Exposição dos cursos de Design e Nutrição, foi realizada na última quarta-feira (22), atraindo cerca de 300 visitantes, entre estudantes, professores e funcionários, interessados em conhecer e degustar quatro produtos alimentícios inéditos e elaborados em sua totalidade por alunos dos dois cursos. O evento foi realizado durante a noite, no Centro Histórico Cultural Dauro Aragão, no campus Olezio Galotti do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), em Três Poços.
Nos estandes estavam expostos os produtos que foram criados segundo o Projeto Interdisciplinar, cuja proposta foi lançar um produto alimentício na categoria ‘extensão de linha horizontal’ de uma marca já existente, mas que não tinha ainda essa linha de produto. Foram confeccionados biscoitos, barra de cereal, muffin (bolo), e alfajor (doce argentino). O Design fez a extensão das marcas, a aplicação em embalagens e das peças publicitárias, e a Nutrição desenvolveu rótulos e produtos, com aproveitamento total dos alimentos.
As professoras responsáveis por todo o projeto são Patrícia Rocha, da disciplina Produção Gráfica (Design), com 42 alunos participantes, e Kamila Nascimento, das disciplinas Bromatologia e Tecnologia de Alimentos (Nutrição), com 15 alunos. Os 57 estudantes dos dois cursos se dividiram em quatro grupos e trabalharam com o objetivo de criar uma produção real para o mercado, além de vivenciar uma ação verdadeira, como se fossem profissionais. A preparação da ExpoFit 2 levou cerca de dois meses.
“Para os docentes, é válida a experiência de realizar um projeto interdisciplinar, pois a proposta visa a colocar o aluno em uma situação bem realista de trabalho, com a produção dos alimentos e toda a parte gráfica dos produtos. Através da exposição, o estudante vai ter esse aprendizado único, que somente em sala de aula não conseguiria. Por isso a proposta foi transformada em Projeto Interdisciplinar”, salientou Patrícia.
Embalada no sucesso da primeira edição do projeto, feita no ano passada, a professora Kamila contou que “os alunos da Nutrição pedem para fazer parte, tanto que, no próximo, terei que colocar os 4º e 5º períodos, aumentando a participação. Com toda autonomia para trabalhar, eles conseguem aplicar a pesquisa, desenvolver o produto e manter a relação interpessoal, pois neste conteúdo precisam se ajustar, encontrar o ponto harmônico e vivenciar como se fossem profissionais”, explicou.
De acordo com o coordenador do curso de Nutrição, Alden dos Santos, na primeira ExpoFit realizada em 2023, o curso de Design desenvolveu embalagens como parte de avaliação de uma disciplina e convidou o curso de Nutrição para complementar a tabela nutricional dessas embalagens. A primeira exposição deu tão certo, que as organizadoras optaram por fazer a segunda edição em um espaço maior.
“Na primeira versão, elaboramos o conceito de alimentos fit e, nesta edição, foi trabalhado o aproveitamento integral do alimento, que é a sua utilização de forma completa e não dispensa a casca, onde existem muitos nutrientes, sem confundir com o reaproveitamento, pois não foram usadas sobras de produtos”, afirmou Alden, acrescentando que “o grupo melhor avaliado será premiado com brindes. Mas a rica experiência de participar de um projeto tão real é um ganho para todos os envolvidos”.
Durante a avaliação, os professores do curso de Design analisaram a embalagem (aplicação da cor, se está de acordo com a linha de alimentos e se seguiu a mesma identidade visual da ‘marca mãe’); cartaz de divulgação do produto; arte para outdoor; uma mídia alternativa (que seja inovadora), além do estande e display de mesa, onde ficaram expostas as embalagens.
No curso de Nutrição, a avaliação dos professores levou em conta o aspecto sensorial, como sabor, aroma, textura, aparência; a lista de ingredientes da embalagem, para ver realmente teve o aproveitamento integral dos alimentos, além da tabela nutricional, que precisa estar dentro da legislação atual e é muito importante para o consumidor que adquire o produto.
O grupo vencedor vai ser conhecido durante a entrega dos prêmios, que será feita pelo presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, e pela reitora do UniFOA, Ivanete Oliveira, em data a ser marcada posteriormente.
A aluna do 3º período de Design Beatriz Perina, de 19 anos, afirmou que todo o processo - entre encontros, reuniões e produção -, foi demorado. “São muitos detalhes que precisamos ficar atentos, mas é gratificante ver tudo feito e montado. Aprendemos muito, como fotografar, montar cartaz, planejar a mídia alternativa, montar embalagens, coisas que geralmente não fazemos. Valeu muito à pena”, garantiu.
Para a aluna Laura Machado, 20 anos, que está no 4º período de Nutrição, a experiência foi maravilhosa. “Em sala de aula temos contato com os produtos, mas não dessa forma, quando precisamos desenvolver um produto, montar a tabela nutricional, além do aproveitamento total dos alimentos. Foi proveitoso trabalhar em grupo e sair da zona de conforto, passando a lidar com pessoas de outro curso, tendo desafios e aprendendo juntos, porque sozinho ninguém chega a lugar nenhum”, ressaltou.
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A escala cromática de cores é uma representação sequencial das cores de forma contínua, abrangendo todas as variações de matizes entre as cores primárias e secundárias. Esse recurso apresenta-as de maneira linear ou gradual, permitindo visualizar as transições suaves entre tons adjacentes.
Na prática, essa ferramenta é essencial para criar paletas de cores, definir gradientes ou entender a interação entre diferentes tonalidades. Ela é fundamental em diversos campos, como design gráfico, pintura e fotografia, auxiliando na escolha e combinação de tons de forma harmoniosa.
Dentro desse contexto, os estudantes do 2º período do curso de Design do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) desenvolveram uma escala cromática durante as aulas da disciplina de Estética de Cor, ministrada pela professora Patrícia Rocha. Divididos em duplas, os alunos utilizaram esse material como base para a elaboração de marcas de um perfume feminino.
Os resultados desse trabalho serão apresentados em uma exposição no início de junho, no prédio 9 do campus Olezio Galotti, em Três Poços, como fechamento da atividade.
A partir da escala cromática, os discentes criaram uma paleta de cores para ser aplicada nas marcas do produto, desde a sua divulgação até a embalagem. A paleta é usada para transmitir uma ideia ao público-alvo, concretizando a identidade visual do produto.
Cada dupla escolheu duas cores complementares para desenvolver a marca do perfume. Essas cores, quando combinadas, criam um contraste intenso e se destacam. Diferentes combinações de tons evocam diferentes sensações no público. Por exemplo, verde e azul podem sugerir frescor e naturalidade, enquanto vermelho e amarelo evocam energia e excitação.
A professora Patrícia Rocha explica que sempre busca transmitir os conhecimentos da disciplina de forma divertida e interativa, incentivando a participação ativa dos estudantes. “São vários tipos de escala que eles aprendem, uma delas foi a Escala Pantone. Nessa aula, vim com uma blusa de uma cor dessa escala e lancei o desafio para eles descobrirem, com a escala na mão, qual era o pantone da minha camisa. Foi uma aula muito animada e engajada”, relatou.
Patrícia também incentiva atividades oriundas dos próprios discentes, como a análise do humor da turma pela vestimenta. “Algumas vezes, peço para os alunos irem com a blusa da cor preferida para montarmos e analisarmos a paleta da turma naquele dia. Em seguida, elaboramos a psicodinâmica das cores para entender o humor da classe, compreendendo o que cada tom representa e qual mensagem está sendo transmitida.”
Ao longo das aulas, os acadêmicos aprendem na prática a porcentagem necessária de cada cor primária para produzir as cores secundárias, terciárias e as demais do círculo cromático, além de trabalharem com cores análogas e complementares. Esses conceitos são a base para a produção de um design harmonioso, seja em um cartaz ou na criação de uma marca.
Giovanna Silva, estudante do 2º período, expressou sua satisfação com a disciplina. “Eu gosto muito da disciplina pela conexão forte apresentada entre a prática da arte e o Design. As aulas são bem interativas e repletas de atividades, tanto na parte teórica quanto na prática. Dessa forma, é possível absorver os conhecimentos de maneira leve e divertida”, afirmou.
Com iniciativas como esta, o curso de Design do UniFOA continua a promover um aprendizado dinâmico e prático, preparando seus estudantes para os desafios do mercado de trabalho com criatividade e competência.
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Os estudantes dos cursos de Publicidade e Propaganda e Design do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) acompanharam uma palestra transformadora para a expansão de horizontes e conhecimentos acadêmicos. Na apresentação com o tema “Inteligência Artificial: o futuro do e-commerce com Print on Demand”, com Matheus Albuquerque, egresso de Publicidade e Propaganda, ele esclareceu os principais conceitos do print on demand, os impactos nos próximos anos para o e-commerce e como ele pode ser potencializado pelo uso da IA como ferramenta.
Matheus atualmente trabalha como coordenador de Marketing e Aquisição na empresa Montink, cargo diretamente relacionado a experiência do cliente. Ele também tem vasta experiência em fotografia e photoshop, com reconhecimento e premiações recebidas de empresas internacionais, como a Adobe, uma das empresas mais respeitadas do ramo.
O egresso explicou que o print on demand, ou impressão sob demanda, é um modelo de negócios em que os produtos entram para a linha de produção apenas quando há uma demanda do cliente, ou seja, somente depois que é realizada a compra do produto. Quando os pedidos são recebidos, um fornecedor terceirizado organiza e executa a confecção das mercadorias e envia diretamente aos clientes.
Dessa forma, a empresa que optar por esse caminho poderá vender online sem qualquer estoque de produtos personalizados. Essa é uma modalidade de negócio que já está bastante consolidada nos Estados Unidos e na Europa, e nos últimos anos vem crescendo muito, não só no Brasil, como também em vários outros países.
Para se ter ideia da evolução atual e futura desse mercado, segundo dados do relatório da Grand View Research, publicado em 2023, a projeção do valor total dessa indústria no mundo em 2024 é de 9,81 bilhões de dólares. Ainda de acordo com a pesquisa, a expectativa é que, até 2030, o valor desse mercado apresente uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 26,1%, alcançando os US$ 39,4 bilhões:
“Conseguimos transformar milhares de vidas nesse campo do empreendedorismo, por isso é um mercado fantástico. Palestrar aqui nessa noite e transmitir uma gama de conhecimentos sobre uma área que eu tenho prazer de trabalhar e que cresce exponencialmente é gratificante, pois sinto que, dessa forma, consigo inspirar novos profissionais para ascenderem em suas carreiras”, declarou o egresso, expressando satisfação e sentimento de dever cumprido pela palestra.
Matheus também discorreu acerca da inteligência artificial ser uma ferramenta imprescindível na aplicação desse empreendimento. Ele pontuou que a IA é uma aliada em vários processos, sobretudo em fases como na criação de conteúdo da empresa, da elaboração do design e quanto à divulgação dos produtos e promoções de uma loja, por exemplo:
“Nesse caso você pode criar estampas com a inteligência artificial rapidamente, por exemplo. Antigamente, vários empresários ficavam perdidos na hora da criação de arte relacionada ao uso de photoshop e entre outros recursos de montagem. Agora, é possível agilizar essa etapa do processo de divulgação e até mesmo produção dentro do print on demand utilizando a IA”.
Ao longo da palestra ainda acrescentou que, dessa maneira, as empresas também podem criar calendários editoriais para mais organização no planejamento de projetos em vigor e de empreitadas futuras. Nessas situações, a aplicação efetiva dessa tecnologia pode poupar muito tempo e recursos das instituições em etapas da fabricação e propaganda de cada produto.
Além disso, o egresso quis ministrar uma palestra leve e inspiradora. Durante toda ocasião, buscou encorajar cada estudante a sempre participarem de iniciativas acadêmicas, procurar oportunidades em organizações renomadas e sempre se atualizarem sobre as novas tendências do mercado, sobretudo quanto às principais exigências atuais das suas áreas de atuação:
“Com a palestra eu consegui ter mais um feedback interno de como é o mercado e os caminhos que eu posso seguir. Me senti incentivado a buscar novas jornadas e estar sempre com a mente aberta às diversas oportunidades”, relatou Carlos Roblynsson, estudante do 5º período de Publicidade e Propaganda.
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Na última segunda-feira, dia 20, o Centro Histórico foi palco de uma importante celebração: os 30 anos da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) e também comemoração em alusão ao dia do assistente social , comemorado no dia 15 de maio. O evento, realizado no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), reuniu profissionais da área e acadêmicos de Serviço Social para refletir sobre as conquistas e desafios enfrentados ao longo dessas três décadas.
Durante o seminário foram realizados três painéis, cada um abordando aspectos relevantes da assistência social. O primeiro painel abordou a Política de Assistência Social e Serviço Social: Avanços e Desafios à Concretização da Cidadania, apresentado pela assistente social, doutora e mestre Viviane Pereira da Silva, do Programa de Política Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A assistente social e secretária executiva do Conselho Municipal de Assistência Social, Camem Brandão, falou sobre o Percurso Histórico e Controle Social na Política de Assistência Social em Volta Redonda.
“A assistência social mudou o paradigma de caridade para política pública. Então, isso é importante porque as pessoas ainda precisam se acostumar a ver a assistência enquanto uma política pública, como saúde, educação e não só como filantropia, como benesse que era visto antigamente”, disse Carmem.
Já diretora do Departamento de Vigilância Socioassistencial da Smas, Thais de Oliveira, apresentou os Impactos da Pandemia e Demandas no Campo da Assistência Social. (Des)Proteção Social.
Thais ressaltou a importância de desenvolver senso crítico nos alunos em relação à política pública, indo além da visão meramente caritativa. O histórico da assistência social em Volta Redonda, a participação social e os reflexos da pandemia nas intervenções dos profissionais também foram discutidos.
“Temos a pretensão de desenvolver nos alunos senso crítico sobre a política pública, e não apenas que a entendam como algo meramente voltado a ações de caridade.” afirmou Thais.
Para a professora e coordenadora do Curso de Serviço Social, Karin Escobar, o seminário proporcionou visibilidade à política de assistência social como um direito público. Ela destacou a relevância da Secretaria Municipal de Assistencia Social (Smas) na absorção de estudantes recém-formados e enfatizou que trinta anos é apenas o começo dessa trajetória, buscando desmistificar a assistência como mera filantropia.
“O assistente social tem um papel central tanto no processo de formulação da Lei orgânica e também atuando nessa política pública, nessa rede de atenção que não conta só com o assistente social, conta com várias outras áreas de graduação, mas com assistente social com uma importante relevância” disse.
O acadêmico do 8º do curso de Serviço Social, Yuri Willion, comentou que participar do seminário é positivo, pois além de abrir um novo horizonte, vai prepará-los para o mercado de trabalho, pois contribui para sua atuação.
“Eu penso que é uma oportunidade muito, muito rica para a nossa trajetória profissional, tendo em vista que nós estamos no último ano desse processo de formação profissional e poder dentro desse processo partilhar esse tema que é tão importante para a nossa área e com outros profissionais que já tem uma atuação consolidada nessa área é maravilhoso”, disse Yuri.
A secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques, falou sobre a importância da integração ente as ações da assistência social no município. “A Lei Orgânica da Assistência Social, em seus 30 anos, trouxe ações da assistência como um padrão de trabalho. Aproveitamos esse momento para integrar essas ações cada vez mais em uma parceria importante entre o acadêmico, nossa rede de atenção às pessoas da assistência e todos os nossos profissionais, que se unem para atender cada vez melhor a população de Volta Redonda”.
O deputado estadual Munir Neto parabenizou os profissionais envolvidos na iniciativa e falou da importância da constante criação de ações na assistência social. “Quando eu entrei na Secretaria de Assistência Social em 2005, a nova política de assistência estava sendo criada e de lá pra cá muita coisa foi feita. Hoje Volta Redonda é a cidade do Brasil que tem mais equipamentos para a assistência social. Contamos também com entidades filantrópicas que prestam serviços de excelência e diversos conselhos de direito fortes, como o da Pessoa com Deficiência, o da Pessoa Idosa, o Conselho da Criança e do Adolescente, entre outros. Além disso, a população de Volta Redonda colabora e acredita no nosso trabalho, participando das atividades, projetos e programas voltados ao tema”.
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A parceria do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) com o consórcio Sthem Brasil continua cumprindo com sucesso os objetivos voltados à transformação social com a prática de projetos voltados para o desenvolvimento da sociedade e educação.
Como fruto dos progressos encorajadores dessas iniciativas, o UniFOA foi premiado pelo artigo “Perspectiva docente sobre capacitação em inteligência artificial: Uso do Chat GPT como ferramenta pedagógica” no X Fórum Internacional de Inovação Acadêmica, organizado de forma online pela Sthem. Entre os mais de 750 projetos apresentados nas áreas de ações junto à comunidade, estratégias ativas de aprendizagem e gestão, o trabalho, elaborado pelos professores Italo Rodrigues, André Barbosa, Lucimeire Cordeiro, Maria das Graças da Silva e a professora e reitora do Centro Universitário, Ivanete Oliveira, foi um dos que recebeu o certificado de menção honrosa por iniciativas na parte de gestão.
O artigo também foi agraciado com outro certificado, desta vez na área de Ciências Exatas e da Terra.
O principal objetivo desse estudo era compreender o que pensa um grupo de docentes sobre a utilização da IA como ferramenta pedagógica e, a partir disso, demostrar como esse artifício e o planejamento reverso, apoiados em princípios da neuroeducação, podem ser utilizados no ensino superior como ferramentas educacionais. O estudo aborda, ainda, a importância do desenvolvimento profissional contínuo em capacitar os educadores com as habilidades necessárias para utilizar esses três recursos a fim de alcançar objetivos de aprendizagem de maneira mais eficaz.
A melhor forma encontrada para entender a opinião dos professores foi a partir do desenvolvimento de duas oficinas, nos dias 1º e 2 de fevereiro, sobre competências digitais na 5ª Semana de Formação Continuada do UniFOA, que tinha o intuito de atualizá-los sobre novos recursos para a aprendizagem discente. Na ocasião, Italo esclareceu de que modo o uso da IA, nesse caso o ChatGPT, pode ser utilizada para complementar o estudo em sala de aula, sendo uma das principais etapas para a concretização do estudo.
Durante a oficina, foi apresentado os resultados de um questionário com a opinião de 94 estudantes da área de exatas do UniFOA sobre seu uso no aprendizado durante o 2º semestre de 2023, em atividades propostas pelos docentes que participaram do Programa de Formação de Professores do Consórcio Sthem Brasil no ano passado. De acordo com os dados obtidos, 74,46% acreditam que essa tecnologia torna esse processo mais envolvente, sendo constatado que 87,23% deles também apontaram que o recurso melhorou o entendimento das atividades propostas em sala de aula.
Após apresentar a pesquisa e discorrer sobre as vantagens e métodos de aplicação do ChatGPT no ensino, foi solicitado, aos 42 professores participantes a avaliação da oficina. Ela indicou que a experiência em IA dentro do ambiente acadêmico relatada pelos docentes, em uma escala de 0 a 10, estava em 4,15 na média. Ao finalizar a capacitação, todos eles responderam que aumentaram seus conhecimentos em 82,16% graças à essa proposta.
Apesar da pouca experiência dos discentes nesse campo, a avaliação constava que o nível de confiança nessa ferramenta é alto. Ao serem questionados, com a mesma abordagem, sobre o nível de crença nesse recurso para influenciar positivamente o processo de ensino e aprendizagem, a média atingiu 8,3 em todas as respostas.
Além disso, 74,33% deles acreditam que o ChatGPT deve ser incorporado em futuras aulas teóricas e práticas, outra demonstração de abertura do corpo docente ao recurso:
“A tecnologia está posta, ou seja, os estudantes vão utilizar. Considerando esta premissa, acreditamos que usar a ferramenta como potencializadora da nossa prática docente pode agregar muito em cada etapa dentro da sala de aula. Isso ficou ainda mais evidente ao analisarmos a percepção dos professores e discentes envolvidos na oficina, usada como pesquisa para o estudo”, enfatizou Italo Rodrigues.
Outro aspecto interessante foi que 80,85% dos alunos e mais de 70% dos docentes discordaram sobre essa tecnologia substituir totalmente a figura do educador na provisão de informações.
Italo completou que o diferencial para o artigo ser agraciado com os certificados foi por indicar a importância da formação continuada e também conseguir quebrar alguns tabus em relação ao uso da IA como auxílio nos estudos:
“Acredito a pesquisa de opinião realizada tenha sido o grande diferencial, pois, nesse sentido, conseguimos indicar a importância da formação continuada, conseguimos quebrar alguns tabus em relação ao uso da tecnologia, mas sobretudo, entender que, nem os estudantes e nem os professores acham que uma ferramenta, como o ChatGPT, podem subsistituir o trablaho de um professor”.
Segundo o artigo, as transições de metodologias tradicionais de ensino para abordagens mais interativas em busca do engajamento dos estudantes, como a inserção de tecnologias de inteligência artificial, representam um aspecto essencial de convergência entre o avanço educacional e progresso tecnológico. Esse processo requer uma adaptação dos educadores ao integrarem efetivamente a IA como ferramenta, sobretudo por meio de capacitação em estudos para aplicarem esses artifícios na prática.
Os professores pesquisaram e aplicaram diversas referências atuais sobre o tema do estudo, como no artigo “The application and challenges of ChatGPT in educational transformation: New demands for teachers’ roles”, do professor Hao Yu, da Shaanxi Normal University, da China, com o objetivo de esclarecer ainda mais as responsabilidades atribuídas aos educadores em cada etapa desse percurso. Além da seleção e organização de conteúdo digital, eles emergem como agentes mediadores para facilitar a utilização de abordagens educacionais que se apoiam no uso da tecnologia no intuito de orientar os alunos em ambientes virtuais colaborativos.
O êxito na execução dessas funções exige a incorporação consciente de metodologias digitais nas práticas pedagógicas para maximizar o potencial das inovações tecnológicas de informação focadas em enriquecer o aprendizado, tanto do estudante como do docente. É uma jornada contínua, de evolução, atualização e inovação constante por parte do campo pedagógico para manterem um ambiente de aprendizagem justo e equitativo:
“É necessário ter uma abordagem crítica e conhecimento para a utilização da inteligência artificial, como o ChatGPT nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Essa ferramenta ajuda o docente na construção de estudos de casos, desenvolvimento do conhecimento crítico através de comparações entre as soluções encontradas de um determinado problema”, declarou Lucimeire Cordeiro, uma das participantes da elaboração do artigo, sobre o argumento pela preparação correta dos docentes para o uso do ChatGPT.
Uma das maneiras de incluí-lo como parte do processo educativo, de acordo com os tópicos defendidos pelo artigo, é adotar o planejamento reverso, a metodologia ativa de ensino. A partir da aplicação desse modelo, o estudante deixa de ser um ouvinte passivo para se tornar protagonista da aprendizagem e aprender autonomamente sendo participativo e responsável por suas ações dentro da sala de aula.
Dessa maneira, a IA pode assumir o papel de um tutora virtual para o estudante ao fonercer uma avaliação personalizada no tempo de execução de uma determinada tarefa, a fim de melhorar seu resultado final.
Como uma grande aliada nesse processo, o trabalho também discorreu sobre a neuroeducação, que promove avanços cruciais no âmbito educativo para a otimização da experiência dos alunos. Ela se baseia no fato de que a estrutura cerebral está organizada para facilitar a aprendizagem ativa de cada ser humano.
Desta forma, a neuroducação serve como uma área de conhecimento transformadora por oferecer aos docentes a oportunidade de vivenciar dinâmicas de como o aprimoramento individual e coletivo se desenvolve e manifesta em diversas situações cotidianas, tal qual o ambiente escolar. O aprofundamento aplicado no artigo pontua que esse enfoque multidisciplinar proporciona novas perspectivas para metodologias pedagógicas mais certeiras, sendo outro diferencial para as premiações do Sthem Brasil:
“Na minha opinião, as premiações são formas de reconhecer a importância do tema para a área pedagógica. Está em pauta a necessidade da utilização da inteligência artificial aliada à neuroeducação como facilitadores do processo de ensino e aprendizagem. Os professores precisam compreender que é necessário estar aberto às soluções inovadoras. Só assim teremos evolução e um processo constante de investigação e educação”, cravou Lucimeire.
Além dos cinco elaboradores, o estudo também teve a participação de outros três professores do UniFOA, que foram Carolina Hartung, Clarisse Netto e Koffi Djima.
A 25ªSemana Jurídica do curso de Direito, realizada entre os últimos dias 13 e 17, foi muito disputada entre os discentes e docentes, trazendo um feito inédito, pois entre os ilustres palestrantes convidados, três são egressos da instituição e generosamente compartilharam os conhecimentos adquiridos em suas carreiras com os futuros profissionais, formando um ciclo de conhecimento. Mais de 80% dos estudantes participaram ativamente das palestras.
O professor e coordenador do curso, Alan Pançardes, garantiu que o evento superou as expectativas e cumpriu o objetivo de proporcionar aos alunos o aprendizado de conteúdos interdisciplinares, estimulando a interação e ampliando o conhecimento, além de levar inovações jurídicas e acadêmicas e, principalmente, a prática do Direito.
“A 25ª Semana Jurídica foi um sucesso, com 16 temas abordados, sendo que os três dias centrais (terça, quarta e quinta) foram reservados para assuntos específicos e para a prática do Direito. As pautas trabalhadas na abertura e fechamento do evento foram bem atuais, críticas e relevantes para o pensar do Direito, como Tráfico Internacional de Drogas e suas Soluções, Institucionalização de Crianças e Adolescentes e Mediação Penal como meio de Ressocialização do Preso. Vieram convidados renomados, além de três egressos, trazendo a contribuição depois de formados”, salientou.
Além de debater sobre o que há de mais novo na área do Direito, os palestrantes trouxeram aos estudantes reflexões importantes e de vanguarda no mundo jurídico, com os temas e legislação atuais, como é o caso das vantagens estratégicas para uma empresa registar a sua marca; a rapidez e os benefícios do inventário extrajudicial; a invisibilidade do trabalho do cuidado como um mecanismo de opressão às mulheres, e ainda os desafios das novas configurações familiares, com mudanças na legislação.
Para o advogado imobiliário Pedro Schetine, a palestra ‘Destravando seu processo com inventário extrajudicial’, desmitificou esse procedimento (feito em cartório), com detalhes técnicos, com destaque na velocidade do trâmite do processo, pois pode ser concluído em poucos meses, enquanto que o inventário judicial geralmente é bem mais lento. Como egresso do UniFOA, participou de muitas semanas jurídicas e já é a segunda que atua como palestrante.
“A Semana Jurídica é muito mais que uma semana para ganhar horas complementares (que são importantes), pois os alunos têm oportunidade de contato com profissionais que atuam em diferentes áreas do Direito e podem aprender, desde a graduação, sobre questões práticas enfrentadas no dia a dia pelos operadores do Direito. Me formei em 2011, tenho duas pós-graduações e atualmente fundei um escritório de advocacia, sou professor e palestrante”, contou.
A advogada e Procuradora Legislativa da Câmara Municipal de Barra Mansa, Lívia França Silva Leon, explicou que a sua palestra ‘Registro de Marca e as Oportunidades de Mercado’ apresentou uma compreensão geral do processo de registro de marcas e suas vantagens, além das oportunidades de mercado que podem surgir através do registro de marca para o profissional com conhecimento jurídico.
“A Semana Jurídica oferece uma visão prática e atualizada do mercado, além de inspirar os futuros advogados a seguirem suas carreiras com mais segurança e conhecimento. Formei em 2009 e é gratificante retornar à instituição para compartilhar a minha trajetória e o conhecimento com os alunos. Lembro de amar assistir às palestras jurídicas, fundamentais para ampliar a visão sobre o Direito, motivando a seguir minha carreira com paixão. Poder retribuir, agora, é um privilégio e uma responsabilidade que abraço com muita felicidade”, disse.
A advogada especialista em Direito da Família e Direitos Humanos, Isabelle Maria Patitucci de Azevedo, ministrou duas palestras durante o evento. O tema ‘A invisibilidade do trabalho do cuidado enquanto mecanismo de opressão às mulheres’, mostra que o trabalho do cuidado recai de forma compulsória para as mulheres, assunto que faz parte do seu doutorado. A outra palestra mostrou os desafios das configurações familiares, como as comunidades poliafetivas e os trisais, com importantes mudanças na legislação.
“Me formei em 2015 e foi uma felicidade muito grande voltar como profissional, pois participei da 9ª Semana Jurídica do Direito como aluna e agora estou na 25ª como palestrante. Como sou professora, acho essa troca com os alunos muito preciosa e algo que eu vou levar para minha vida toda. Sou muito grata por ter me formado no UniFOA e falo com muito orgulho. Atualmente faço o doutorado em Sociologia em Direito, após concluir o Mestrado em Direito Constitucional, pela Universidade Federal Fluminense (UFF)”, salientou.
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Na última sexta-feira, 17 de maio, aconteceu o 1º Fórum de Diversidade LGBTQIA+ de Barra Mansa com diversas ações durante todo o dia. Estudantes dos cursos de Direito e Nutrição do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), participaram do evento a convite do Escritório da Cidadania, guiados pelo professor Dario Aragão e sua assessora Carolina Gama.
O evento começou pela manhã com audiências para procedimento de Requalificação Civil, isto é, alteração de nome e gênero da certidão de nascimento e audiências para realização de Conversão de União Estável para Casamento. A juíza e idealizadora do projeto Dra. Ana Carolinne Licasalio, da 1ª Vara Cível de BM, da Justiça Itinerante, foi quem realizou as audiências e trouxe a ação inédita na região.
"A importância desse evento é principalmente gerar a normalização do direito das pessoas, da comunidade LGBT. Vivemos em uma sociedade bastante violenta e retrógada, com essa ação, procuramos gerar maior visibilidade para eles", disse a juíza que completou, “É muito bom você participar de um momento de renascimento, participar da alegria deles”, comemorou a doutora.
Os alunos de Nutrição contribuíram com o evento distribuindo bem-casados produzidos no Laboratório de Técnica e Dietética, com tabela nutricional e logo, além de panfletos para os casais que se casaram no dia. Os estudantes que estiveram no evento fazem parte do programa Pet-SAÚDE com o tema “Equidade” este ano. Carolina de Araújo, aluna do 3º período, falou sobre como é participar de atividades como essas. "Poder estar presente em um momento tão único para esses casais é deslumbrante, ainda mais podendo oferecer a eles o bem-casado que é um símbolo de união, e que fizemos com muito carinho no nosso laboratório de dietética. É colocar em prática nosso aprendizado para ver esses sorrisos tão apaixonados". Ao todo foram sete alunos e três professores do curso de Nutrição envolvidos na ação.
Para os alunos do curso de Direito, foi permitida a participação e auxílio às audiências que ocorreram por toda manhã. Rafael Alves, aluno do 8º período, frisou a satisfação de estar inserido e vivenciar na prática o exercício da profissão. “Traz uma bagagem e experiência muito boa por acompanhar a audiência, auxiliar e ver como é o todo o desenvolvimento até a sua conclusão".
Rafael, que já está no final do curso, pretende advogar e ajudar a comunidade LGBT. "A gente sabe das minorias existentes e do preconceito enraizado, eles precisam dessa voz e garantias que já são deles, mas ainda encontram dificuldades em exercê-las. O UniFOA estar abraçando a causa, fazendo presença nesses eventos demonstra o quanto a Instituição se importa, respeita e acolhe a ideia. É muito bacana e necessário esse tipo de apoio”, finaliza o futuro advogado.
A manhã foi de muita emoção e acolhimento. Juntos há 2 anos, Nilson Pires Junior, morador de Barra Mansa, pode casar-se com seu companheiro, Guilherme Pires, na presença de familiares e amigos. "É uma experiência incrível, por ser do interior, a gente já sofre os paradigmas de cidade pequena, qualquer passo, qualquer coisa que fazemos, somos julgados. É muito importante ver uma ação que acontecia sempre nas cidades grandes, acontecer aqui para a gente".
No período da tarde, aconteceu o 1º Fórum da Diversidade com mesas de debate, palestras e assuntos pertinentes ao evento, mediados por Cristiane Fernandes, presidente do Instituto Paratodes. “A gente intercede pela população LGBT desde 2022. Buscamos criar projetos, participar de eventos desse tipo que apoiam a nossa causa. Buscamos a legitimação, fazer com que as leis funcionem. Mas a gente ainda tem muito a crescer.”
O evento reuniu público de várias cidades da região Sul Fluminense.
Confira os registros desse dia:
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No último sábado, 18, o campus Olezio Galotti foi palco de muita emoção e competição com a abertura do primeiro dia de jogos do InterFOA. A bola rolou, a torcida vibrou e os times das atléticas participantes deram um verdadeiro show no Ginásio e na quadra externa, disputando partidas de vôlei, handebol e futsal, tanto nas categorias masculinas quanto femininas.
A cerimônia de abertura começou de forma tradicional, com a entrada das atléticas perfiladas. A solenidade contou com a presença da superintendente executiva da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Josiane Sampaio, representando o presidente da Fundação, Eduardo Prado, o professor e coordenador do curso de Educação Física, Silvio Vilela, representando a reitora do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Ivanete Oliveira, do supervisor de comunicação e jornalismo, Alexis Aragão, da supervisora de eventos, Lara Prado, do pró-reitor de educação a distância e tecnologias de ensino, Rafael Teixeira, do professor Paulo Celso e da advogada Marina Carvalho.
Em seu discurso, Josiane Sampaio destacou o engajamento dos atletas e a importância do evento para a integração e o espírito esportivo entre os estudantes. "Estou muito feliz em ver a participação e o entusiasmo de todos. Desejo que todos tenham bons jogos e que este evento seja um marco de união e superação para todos nós", afirmou a superintendente.
A estudante do curso de Educação Física, Eduarda Frauches, mais conhecida como Duda, expressou sua satisfação com a evolução do InterFOA em relação ao ano anterior. "O evento foi muito bem elaborado, desde a organização geral até os mínimos detalhes, arbitragem, marketing e o 'backstage'. Esse evento é de grande importância para todos, pois nos proporciona interação com outros cursos e permite ver o espírito de equipe de cada um que se empenha a participar, e da competição também", comentou.
Lívia Dias, aluna do curso de Medicina e integrante da equipe de vôlei, também compartilhou seu entusiasmo sobre a iniciativa. "Eu acho ótimo! Precisamos disso! Jogos universitários são sempre bons para a gente. Esporte em si é bom. Saímos um pouco do ‘caos’ que é a faculdade, respiramos um ar diferente e faz bem para a saúde, tanto física quanto mental", afirmou.
Para o segundo dia de competições, Lívia demonstrou grande expectativa e confiança. "Estou com expectativa alta! Espero que, não só o vôlei feminino, mas que todos os esportes da MEDVR ganhem! E quero muito que sejamos campeões do InterFOA!", disse, com entusiasmo.
Com esse início eletrizante, o InterFOA se firma como um evento fundamental para a vida acadêmica e social dos estudantes do UniFOA, proporcionando um espaço de integração, competição saudável e desenvolvimento pessoal. Os próximos dias prometem ainda mais intensidade e celebração do esporte universitário.
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Com a intenção de seguir a tendência atual de comunicação, num momento em que as pessoas não têm tido muito tempo para ler, sejam posts, ebooks ou até mesmo assistir a vídeos, o formato de divulgação de conteúdo em áudio vem tendo cada vez mais adeptos, pois é prático, pode ser ouvido a qualquer hora do dia, inclusive quando se está esperando algo, como uma consulta ou mesmo durante o trajeto no trânsito. Estamos falando do podcast, uma ferramenta que vem acompanhando a evolução do marketing de conteúdo.
Na prática, escolhe-se um tema e cria-se um programa ou episódio para compartilhar o que se sabe sobre um assunto específico. E foi pensando em ampliar o conhecimento de estudantes e professores nesse assunto, que foi realizada a oficina “Podcast como ferramenta de divulgação para as áreas de Administração e Ciências Contábeis”. O evento foi realizado no último dia 14, no laboratório de informática, no campus Olezio Galotti, do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
Com a participação de 15 alunos e professores dos cursos de Ciências Biológicas, Design, Medicina, EGN, Administração e Ciências Contábeis, além do Mestrado em Ciências da Saúde e Meio Ambiente (MECSMA), a oficina foi dividida em duas partes, com aplicação da teoria e a gravação de textos previamente elaborados. Os conteúdos produzidos foram avaliados e, conforme a análise de desempenho, os podcasts serão publicados na conta do UniFOA na plataforma digital, Spotify.
De acordo com a coordenadora do curso de Ciências Contábeis e responsável pelo curso de extensão, Patrícia Nunes, a oficina excedeu as expectativas, pois atraiu participantes de diversos cursos, evidenciando o interesse significativo e a receptividade da comunidade acadêmica em se engajar com esta forma de mídia dinâmica.
“Como coordenadora e docente, percebo que a Oficina de Podcasts, idealizada pelo Eixo de Extensão e Atividades Complementares da Escola de Gestão e Negócios (EGN), representada pela competente professora Débora Martins e homologada por mim, teve o objetivo imediato de encorajar os professores a adotarem essa nova metodologia ativa - o podcast -, para tornar suas aulas mais dinâmicas e interativas. Esse recurso visa a promover o desenvolvimento de novas habilidades e competências, além de estimular a aprendizagem criativa, a oralidade e o trabalho colaborativo entre os estudantes”, explicou.
O workshop foi ministrado pelo jornalista, professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda, Douglas Gonçalves que num primeiro momento fez uma base mais teórica sobre o contexto do podcast, no Laboratório de Informática, e depois seguiu o roteiro prévio para a gravação de um texto, o que foi realizada nos Estúdios FOA.
“A Oficina de Podcast foi muito bacana e teve ótima adesão. Foi mostrado aos participantes a importância do roteiro, de ter uma referência no assunto para falar, de elaborar as perguntas, além de salientar como a própria instituição tem os profissionais capacitados para o agendamento e para a produção do Podcast, que são os Estúdios FOA. Depois do material pronto e editado, ficou claro que o aproveitamento foi muito bom: mostrou como a produção pode ser feita e como esse produto pode ser usado pelo Mestrado e professores, que terão oportunidade de aproveitar o material para as suas aulas”, resumiu.
Para o segundo semestre está previsto um novo curso de podcast, voltado aos alunos da Escola de Gestão e Negócios, mas que também estará aberto a estudantes de outras áreas.
“Essa mídia pode ser uma ferramenta poderosa para ampliar o conhecimento dos estudantes, permitindo a exploração de temas relevantes de forma acessível e dinâmica, além de desenvolver habilidades importantes para a vida profissional, como comunicação eficaz, capacidade de pesquisa, criatividade e trabalho em equipe. Ao produzirem seus próprios podcasts, os estudantes terão a oportunidade de aprimorar essas competências, preparando-se melhor para os desafios do mercado de trabalho”, finalizou.
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