
Estudantes do programa de Mestrado Profissional em Ensino da Ciências da Saúde e do Meio Ambiente (MECSMA) participaram, no dia 17/05, do Laboratório Sensorial, uma atividade que visa promover reflexões sobre a inclusão e necessidades de Pessoas Com Deficiência (PCD) no ensino.
Desenvolvida durante a disciplina de “Políticas e Práticas de Inclusão no Ensino”, ministrada pelos professores Adilson Pereira e Bruna Casiraghi, a atividade consiste em colocar os estudantes em situações típicas do dia a dia, mas enfrentando as limitações de pessoas com deficiência, como vendar os olhos para simular deficiências ligadas à visão ou andar de cadeira de rodas para experenciar as dificuldades de um cadeirante. Os alunos saíram pelo campus Olezio Galotti, sendo guiados por seus colegas de classe, que tinham o papel de ajuda-los a se guiarem pelo espaço.
Responsáveis pela atividade, os professores Adilson Pereira e Bruna Casiraghi, explicaram que a ideia surgiu da perspectiva de possibilitar os estudantes uma experiência sensorial que pudesse se aproximar do que uma pessoa com deficiência enfrenta no dia a dia: “vivenciar isso permite que os discentes do MECSMA, que serão docentes do ensino superior, se pautem por uma ética do cuidado, no trato de garantir a dignidade das pessoas com deficiências, sem rótulos, sem sentimento de pena ou outro viés que impute ao outro um lugar menor do que ele realmente deve ocupar”, afirmou.
A Aluna do Mecsma Angélica Trindade e professora da rede municipal de Volta Redonda e Piraí, que participou da simulação como uma pessoa cega, discorreu sobre as dificuldades deste grupo. “Mesmo com piso tátil pelo campus e corrimão nas rampas, como saber onde estou de forma autônoma? Meu maior desafio foi na área externa. Atravessar a rua e a faixa de pedestres sem a ajuda dos colegas seria uma grande aventura porque não há nada para se guiar e direcionar”, apontou.
A estudante refletiu, ainda, sobre o papel do cidadão e dos mestrandos de ter um olhar sensível a essas questões e que a dinâmica de a vendar serviu, para na realidade, abrir seus olhos para ver a verdade e perceber o ambiente em sua volta “Não adianta instalar alguns recursos, adaptar atividades ou mesmo flexibilizar situações se não houver sensibilidade e empatia. Só dá pra ter a dimensão da dificuldade quando se coloca no lugar do outro, seja de forma literal como fizemos na dinâmica, seja pela empatia que deve estar presente em todos os momentos e situações”, afirmou.

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