
Duas décadas podem transformar prédios, ampliar estruturas e renovar espaços. Mas há lembranças que permanecem exatamente onde nasceram. Foi esse sentimento que reuniu os egressos da turma de 2006 do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) em um encontro realizado no Auditório William Monachesi. Mais do que rever antigos colegas, eles voltaram ao lugar onde construíram amizades, descobriram vocações e deram os primeiros passos de uma trajetória que hoje se espalha por hospitais, consultórios, centros de pesquisa e universidades.
Entre abraços, fotografias e muitas histórias, o reencontro também foi uma oportunidade para revisitar a própria formação e conhecer de perto a transformação vivida pelo campus ao longo dos últimos 20 anos.
Para a médica Aline da Rocha Luz, retornar ao UniFOA foi uma experiência marcada pela gratidão.
“Eu não imaginava que a minha aprovação na Medicina fosse me levar onde cheguei hoje. Tudo o que vivi aqui, cada desafio, cada noite de estudo e cada aprendizado fizeram parte da construção da profissional que me tornei. Quando volto e vejo o quanto a instituição cresceu, fico muito emocionada. Há vinte anos já tínhamos uma excelente estrutura, mas acompanhar essa evolução é realmente impactante”, afirmou.
Ao recordar o período da graduação, Aline também destacou a influência dos professores na escolha da especialidade.
“Cada disciplina despertava uma nova paixão. Entrei querendo fazer Pediatria, me apaixonei pela Anestesiologia e hoje sou dermatologista. Isso mostra como os professores, que sempre foram referências em suas áreas, tiveram papel importante na nossa formação.”
Quem também reencontrou a instituição com emoção foi Alex Antunes Bezerra, integrante da primeira turma semestral de Medicina do UniFOA.
“Desde o primeiro dia em que entrei neste campus fui acolhido. Voltar agora e receber esse carinho novamente é emocionante. O método de ensino, os laboratórios e, principalmente, os professores foram fundamentais para construir a base da minha carreira. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa história.”
Alex destacou ainda que, após a graduação, permaneceu em Volta Redonda para realizar a residência médica, fortalecendo ainda mais os vínculos construídos durante a formação.
Entre os relatos mais emocionantes do encontro esteve o do médico Keller Santos. Natural de Caraguatatuba (SP), ele lembrou que chegou ao UniFOA ainda muito jovem, sem imaginar até onde aquela escolha o levaria.
“Receber o diploma de médico mudou completamente a minha vida. Depois da graduação, tive a oportunidade de fazer residência, conhecer grandes centros, operar ao lado de referências da medicina no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Mas aprendi uma coisa: o que faz um grande hospital não são apenas os equipamentos, são as pessoas. E foi aqui que conheci algumas das melhores pessoas da minha vida.”
Mesmo após construir uma carreira consolidada, Keller contou que escolheu Volta Redonda quando precisou cuidar da própria família.
“Quando minha mãe precisou ser operada, não tive dúvidas. Voltei para Volta Redonda. Porque eu sabia da qualidade dos profissionais que trabalham aqui. Sempre digo que o UniFOA transforma vidas. Transformou a minha.”
Ao longo do encontro, os egressos também visitaram diferentes espaços do campus e puderam acompanhar de perto a expansão da estrutura acadêmica construída nas últimas décadas. Laboratórios modernos, novos ambientes de ensino e investimentos em tecnologia evidenciaram uma instituição que cresceu sem perder aquilo que os antigos alunos mais fizeram questão de destacar: o acolhimento.
Antes de encerrar o reencontro, Keller deixou uma mensagem aos estudantes que hoje percorrem os mesmos corredores por onde sua turma passou.
“O UniFOA mostra o caminho. Aqui você encontra professores comprometidos, pessoas que acreditam no seu potencial e uma formação que permite chegar onde você quiser. O resto depende da dedicação de cada um. Para mim, Medicina UniFOA significa orgulho, paixão, alegria e, acima de tudo, gratidão.”
Mais do que celebrar os 20 anos de formatura, o encontro mostrou que algumas conexões permanecem vivas mesmo com o passar do tempo. Para quem voltou ao Auditório William Monachesi, rever os colegas foi importante. Mas reencontrar o lugar onde a história começou fez com que, por algumas horas, o tempo parecesse voltar duas décadas.






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