
Esportes carregam muitas histórias apaixonadas de atletas, treinadores, torcedores, além de inúmeros outros participantes que transformam as competições em algo único e no qual depositam grandes expectativas. O InterFOA também é palco dessas histórias, que através de muita determinação transformam o espaço universitário em um lugar de integração, competição e um trampolim para o futuro .
O segundo semestre de 2026 teve início de forma inédita, ao unir o Start (evento de acolhimento para ingressantes e veteranos do UniFOA e da EtecFOA) com as competições esportivas do InterFOA, que movimentaram o campus Olezio Galotti, em Três Poços. Essas atividades, que buscam integrar estudantes, docentes e instituição, ganharam força com o novo formato apresentado, dando prestígio aos envolvidos.
Tainá Oliveira, aluna do 5º período de Educação Física, coleciona experiências com o esporte desde seus dez anos. Hoje ela, que integra as equipes de handebol e futsal — sendo a capitã na última modalidade citada — compartilhou o orgulho em ocupar uma equipe inteiramente feminina, ao contrário de quando começou nos esportes, quando sua única alternativa eram os times mistos, marcando assim avanços sociais que o campus semeia. “A gente foi conquistando aos pouquinhos o nosso espaço, no decorrer dos anos.”, afirmou Tainá.
Tainá também apontou que “a gente não tem a mesma estrutura que o futebol masculino tem e nem o reconhecimento financeiro é igual, mas com esses investimentos que estão ocorrendo estão trazendo o futebol feminino à tona novamente”, ao falar sobre a realidade da modalidade no Brasil.
Os avanços, ainda tímidos, vistos no cenário nacional são um reflexo do que é incentivado na formação acadêmica dos alunos do curso de Educação Física, como destacou Stefany Kathleen, aluna do 6° período, ao citar as experiências proporcionadas pela competição e a oportunidade de atuar como técnica do time de vôlei masculino de sua atlética.
“Para nós do curso de Educação Física o torneio reflete como um meio de aprendizado, tanto para organização quanto para visar nosso futuro fora daqui e, com a oportunidade de atuar enquanto técnica, é algo que agrega muito no currículo”, afirmou a aluna que almeja ser treinadora de vôlei no futuro.
O professor Silvio Vilela, coordenador do InterFOA e do curso de Educação Física, refletiu sobre como o esporte supera o cultural e estende-se para um fator biológico, somando qualidade de vida e uma melhora na saúde física e mental dos praticantes:
“A gente vê o esporte como uma força muito grande de união, de socialização e também voltado para saúde. Sabemos que a tecnologia veio muito forte em 2022, na época da pandemia, e levou muitas pessoas ao sedentarismo, onde hoje vivemos uma pandemia de sedentarismo” e acrescentou: “A gente precisa resgatar essa questão do esporte, que já foi mais forte — e que precisa voltar a ser — para combater essa pandemia junto da depressão e ansiedade”.
Ele também comentou como o InterFOA se torna um ponto de encontro dos cursos:
“Esse encontro é o que nos transforma em universidade, reunindo e criando ponte entre os cursos de medicina, nutrição, odontologia, educação física e entre outros. Estou ouvindo o barulho e a coisa está diferente. Era tudo o que a gente queria”, disse entusiasmado, o Prof. Dr. Silvio Henrique Vilela, sobre a animação dos participantes no ginásio durante a abertura das competições de vôlei.
Por Thales Oliveira (Jornalismo, 5º período) e Stephanie Lira (Jornalismo, 3º período) sob supervisão.

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