
Médicos com mais de 50 anos de formação, muitos deles ainda em atividade, foram homenageados durante a primeira edição do Jubileu da Medicina, realizada no Teatro Municipal Maestro Franklin de Carvalho Júnior, no bairro Laranjal. Em uma mesma noite, o teatro reuniu passado, presente e futuro da Medicina em Volta Redonda.
A solenidade reconheceu 67 profissionais que atuam ou atuaram por décadas na cidade e prestaram relevantes serviços à população. A homenagem foi criada a partir de uma proposta do neurocirurgião, professor do curso de Medicina do UniFOA e coordenador-geral da residência médica do H.FOA, Júlio Meyer e contou com apoio da Câmara Municipal e da Prefeitura de Volta Redonda, com a intenção de tornar o Jubileu da Medicina uma celebração anual.
Mais do que marcar o tempo de formação dos homenageados, o evento valorizou trajetórias que acompanharam diferentes fases da estruturação da saúde no município. Muitos dos médicos reconhecidos participaram da formação de gerações de profissionais, atuaram em hospitais, consultórios, instituições de ensino e serviços públicos e privados da região.
Idealizador do projeto, Júlio Meyer destacou que a homenagem nasceu de um sentimento coletivo de reconhecimento à categoria e à cidade.
“Eu sempre tive um comportamento e um sentido coletivo dentro da categoria. A cidade tem um DNA de engenharia, mas foi necessário que todas as outras categorias estivessem aqui para dar sustentação e qualidade de vida. Os médicos, junto com outros profissionais de saúde, como assistentes sociais, técnicos de enfermagem, enfermeiros, psicólogos e tantos outros, construíram e deram sustentação à assistência da população”, afirmou.
Segundo Meyer, o Jubileu também é uma forma de agradecer à cidade que permitiu a cada profissional construir sua história.
“Eu entendia que a gente precisava homenagear. Fiz uma solicitação ao Legislativo, que abraçou a ideia de imediato, e o Executivo também. Só temos uma coisa a dizer: gratidão. Gratidão a essa cidade, que permitiu que cada um de nós construísse sua história, cada um do seu jeito”, completou.
A Fundação Oswaldo Aranha (FOA) e o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) tiveram presença marcante na cerimônia. Grande parte dos homenageados tem ligação com a instituição, seja como egresso, professor, coordenador, conselheiro ou profissional que ajudou a consolidar a formação médica na região.
Para o presidente da FOA, Eduardo Prado, a homenagem fez parte da própria história da instituição.
“Está passando um filme na minha mente. É uma grande honra para a FOA e para mim, neste momento da minha vida, ser presidente da instituição e herdar um trabalho feito por tantos médicos, como Dr. Paulo Mendes, André Sarmento Bianco, Dr. Olezio Galotti e tantos outros nomes que construíram essa história”, afirmou.
O presidente lembrou que a FOA completa 59 anos de existência e que o curso de Medicina chega a 58 anos contribuindo para a formação de profissionais que atuam em Volta Redonda, no Sul Fluminense, no Brasil e em outros países.
“A FOA tem uma história e uma responsabilidade muito grande no cuidado e na formação médica desses profissionais. Cada vida que eles salvaram é repercussão do impacto social que o UniFOA tem ao longo desses anos”, destacou.
Eduardo também parabenizou Júlio Meyer pela criação do projeto e agradeceu à Câmara Municipal e à Prefeitura pelo apoio à iniciativa.
“Hoje é um momento de alegria. Parabenizo o doutor Júlio Meyer, em nome de todos os agraciados, e também a Câmara Municipal por ter acolhido essa ideia e feito essa homenagem aos médicos que tanto contribuíram com seus projetos, suas atividades e salvando vidas”, completou.
O prefeito de Volta Redonda, Antonio Francisco Neto, também destacou a importância da homenagem aos profissionais que marcaram a história da saúde no município.
“Essa iniciativa do doutor Júlio é uma iniciativa que nós devemos aplaudir muito. Hoje é um dia muito importante para Volta Redonda. É uma homenagem àqueles que salvaram muitas vidas no nosso município. Parabéns a todos os homenageados”, afirmou.
Neto também ressaltou a relação da FOA com a formação de muitos dos médicos reconhecidos.
“A FOA é uma referência para a gente. Mais uma vez está mostrando isso, porque não tenho dúvida de que a grande maioria é oriunda da FOA. Parabéns também à FOA, que merece todos os nossos aplausos”, disse.
Entre os homenageados estava o doutor Walter Fonseca, professor do curso de Medicina do UniFOA, que recebeu o reconhecimento após mais de cinco décadas de atuação médica.
“É muito bacana, em todos os aspectos. Primeiro, porque são mais de 50 anos trabalhando. Para ser exato, 56. Segundo, boa parte dos médicos homenageados são meus amigos de muito tempo, muitos deles companheiros até hoje da FOA ou ex-alunos. É muito bom”, contou Wlater.
Ao falar como vice-presidente da instituição, Walter relacionou a homenagem ao trabalho permanente de formação e cuidado realizado pela FOA.
“É uma sensação de dever cumprido, mas mais do que dever cumprido: dever sendo cumprido, porque a gente continua lutando”, afirmou.
Também homenageado, João Antonio Baptista Canavez, professor do curso de Medicina do UniFOA e médico com 53 anos de trajetória em Volta Redonda, falou sobre a realização profissional e pessoal construída na cidade.
“É uma honra muito grande receber uma homenagem dessa. Estou em Volta Redonda há 53 anos e me sinto muito realizado nessa cidade, na vida acadêmica, médica, particular e familiar”, afirmou.
Egresso e professor do UniFOA, Canavez destacou a importância de ter participado da formação de outros médicos.
“Eu entrei na FOA em 1973. Acho que cumpri minha missão lá. Hoje há excelentes médicos em Volta Redonda e pelo Brasil afora que foram meus alunos. Isso é uma honra enorme para mim”, completou.
A cerimônia também foi acompanhada por estudantes de Medicina do UniFOA. Para Vitor Campbell, interno do curso, estar diante de profissionais com décadas de trajetória foi uma oportunidade de olhar para a própria formação e para o futuro.
“Aqui temos praticamente todos os bons exemplos que tivemos dentro da faculdade, da cidade e da região. Além da questão técnica, eles ensinam muito sobre humanidade, sobre como você deve se portar. Isso é legado”, afirmou.
O estudante destacou que prestigiar os homenageados também é uma forma de projetar o caminho que ainda está começando.
“Estar aqui é uma grande oportunidade. Prestigiar esses grandes mestres é vislumbrar o futuro e ter eles como exemplo para dizer: um dia eu quero estar aqui”, contou.
Para Vitor, a presença de tantos médicos formados ou ligados à FOA reforça o papel da instituição na trajetória dos futuros profissionais.
“Tenho certeza de que, por estar fazendo FOA e por estar me formando com esses profissionais ao meu lado, eu já tenho um destaque. A FOA é muito importante para nós, alunos, e também para esse ecossistema da região”, afirmou.
A primeira edição do Jubileu da Medicina deixou registrada uma homenagem a profissionais que ajudaram a cuidar da população e a formar a história da saúde em Volta Redonda. Ao reunir médicos com mais de 50 anos de formação, professores, egressos e estudantes, a cerimônia mostrou que a Medicina também se constrói pela transmissão de experiência entre gerações.
No mesmo palco em que trajetórias foram reconhecidas, futuros médicos puderam enxergar o tamanho da responsabilidade que os espera. Entre homenagens, memórias e exemplos, o Jubileu da Medicina celebrou não apenas uma carreira, mas uma vida inteira dedicada ao cuidado.








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