
A história da Nadejda Maria Ávila da Silva Varginha com o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) não começa na sala de aula da medicina, começa antes, e se estende por décadas. Mais do que uma trajetória acadêmica, sua jornada se funde com a própria evolução da instituição, traduzindo, na prática, o conceito que hoje norteia a formação médica do UniFOA: um legado de excelência.
Desde a adolescência, Nadejda já demonstrava vocação para a docência, iniciando sua atuação como professora ainda muito jovem. Esse interesse pelo ensino a acompanhou ao longo da vida e se consolidou em sua primeira graduação, em Educação Física, concluída na FOA. Foi nesse período que aprofundou sua relação com a sala de aula e desenvolveu a base pedagógica que marcaria sua trajetória profissional.
Posteriormente, ao buscar ampliar seu campo de atuação, encontrou na medicina a oportunidade de unir conhecimento técnico e impacto social, dando início a uma nova etapa em sua carreira.
A decisão de ingressar no curso médico surgiu da busca por algo além e da influência familiar. Filha de médico e com irmãos na área, Nadejda ingressou no curso de Medicina e se formou em 1987. Desde então, construiu uma carreira sólida, ancorada em formação contínua e atuação prática.
Após a graduação, especializou-se em Otorrinolaringologia por meio de residência na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), conquistando, em seguida, o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. Sua trajetória acadêmica avançou com mestrado pela Santa Casa de São Paulo e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), consolidando-se como uma das poucas doutoras na área no estado do Rio de Janeiro.
Mesmo com a projeção nacional, a médica manteve vínculos com Volta Redonda, onde atua até hoje em consultório próprio e como cirurgiã. Sua clínica, inclusive, tornou-se espaço de acolhimento e desenvolvimento para novos profissionais, muitos deles egressos do próprio UniFOA.
O retorno à instituição como docente não foi um ponto de virada, mas uma continuidade natural. Ainda durante a residência, Nadejda já colaborava com atividades de ensino, até ser oficialmente integrada ao corpo docente no início da década de 1990. Hoje, soma mais de 30 anos dedicados à formação de novos médicos.
Sua prática docente é resultado de uma combinação rara: base pedagógica estruturada, experiência clínica consolidada e constante atualização acadêmica. Para ela, ensinar vai além da transmissão de conteúdo técnico, envolve postura, ética e prática profissional.
Ao longo dessas décadas, acompanhou de perto as transformações do curso de Medicina, participando de mudanças curriculares e contribuindo ativamente para o aprimoramento da formação oferecida pela instituição.
Ao avaliar sua própria formação no UniFOA, a médica é categórica: trata-se de uma base “impecável”. Desde o começo destacou a qualidade do corpo docente e a consistência da matriz curricular como diferenciais determinantes.
Segundo ela, “o compromisso institucional com a excelência permanece ao longo dos anos, refletido na constante busca por atualização, inovação e melhoria dos processos de ensino”. Esse movimento, na sua avaliação, impacta diretamente o desempenho dos alunos, que se destacam em programas de residência médica e no mercado profissional.
A docente também ressalta o orgulho ao acompanhar a trajetória de ex-alunos, muitos dos quais seguiram carreira na Otorrinolaringologia e hoje atuam em importantes centros do país. Para ela, esse reconhecimento externo é um dos indicadores mais consistentes da qualidade da formação.
A formação inicial em Educação Física, longe de ser um desvio de rota, tornou-se um diferencial na sua atuação médica. A experiência contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de comunicação, abordagem humanizada e maior sensibilidade no atendimento a diferentes perfis de pacientes.
Essa integração de saberes reflete uma visão ampliada da medicina, mais próxima, acessível e centrada no cuidado integral.
Ao refletir sobre o conceito de “um legado de excelência”, a médica resume: “trata-se da história que construí dentro da instituição”.
Com quase cinco décadas de vínculo com o UniFOA, Nadejda associa esse legado ao compromisso diário com a prática médica, à responsabilidade na formação de novos profissionais e à capacidade de inspirar gerações por meio do exemplo.
“É uma trajetória da qual me orgulho. Eu faria tudo novamente, e faria aqui”, afirma.
Mais do que uma carreira consolidada, sua história evidencia um ciclo que se retroalimenta: o UniFOA forma profissionais que retornam para formar outros, perpetuando conhecimento, valores e excelência.
A trajetória da Dra. Nadejda Varginha demonstra que o impacto de uma formação de qualidade vai além do diploma. Ele se manifesta ao longo do tempo, na prática profissional, na produção de conhecimento e, sobretudo, na capacidade de transformar vidas, dentro e fora da sala de aula.
No UniFOA, esse legado não é apenas discurso. É história construída, geração após geração.




Copyright © – UniFOA | Todos os direitos reservados à Fundação Oswaldo Aranha