Tutelas Coletivas


Escritório da Cidadania entrega registros às associações da região

Publicado em 2/4/2018

Na manhã do dia 29 de março, foi realizada a entrega dos registros que regularizam o trabalho da associação Coletivo Azul – Pessoas Autistas, de Pinheiral; e do Centro de Candomblé Le Axé Odé Ogum Olonã Olá, de Barra Mansa. A documentação feita pelo projeto Tutela Coletiva, do Escritório da Cidadania, no campus José Vinciprova, é o primeiro passo para garantia dos direitos legais de cada uma das instituições.

O projeto surgiu com o objetivo de atender às necessidades das comunidades do terceiro setor. “A legalização abre portas, em breve eles terão também o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ)”, destacou o professor responsável pelo Escritório da Cidadania, Dario Aragão. O ‘Tutelas Coletivas’ existe há 10 anos e, atualmente, atende a 12 instituições, dentre elas grupos religiosos, portadores de doenças graves e minorias de gênero.  

A ideia central do projeto é criar maior participação do cidadão na gestão social. “Volta Redonda é carente de projetos assim”, pontuou o professor Augusto Felipe de Souza Leão, do curso Ciências Contábeis, que acrescentou:

- A proposta também é ensiná-los a fazer lançamentos contábeis e gestão financeira das instituições, com ajuda dos alunos de Direito e de Ciências Contábeis.

De acordo com o professor Dario Aragão, um dos fundadores do projeto Tutelas Coletivas, a experiência tem agregado conhecimento técnico e humano aos alunos dos cursos de Contábeis, Administração e Direito. 

- Ao realizarem esses atendimentos, os acadêmicos acabam tendo a prática profissional e crescem também como seres humanos, pois lidam com exemplos de intolerância, preconceitos, exclusão social, questões que estão presentes todo o tempo em nosso dia a dia.

Visto que essas práticas seriam uma oportunidade de crescimento, as monitoras do projeto acreditam que com os conhecimentos adquiridos elas irão sair na frente.

- Estaremos saindo para o mercado de trabalho com um passo à frente dos demais, conhecendo a fundo a necessidade das pessoas e o motivo maior da nossa formação, destacou a aluna Giovana Luísa Cunha Cândido, do 3° Ano de Ciências Contábeis.

O representante do Centro de Candomblé Le Axé Odé Ogum Olonã Olá, Jair João Junior, descobriu o projeto através de um amigo e decidiu procurar o Escritório da Cidadania, visto que tentava legalizar a instituição há 14 anos.

- A ajuda do UniFOA foi imprescindível, os profissionais conseguiram agilizar o processo de registro do nosso centro, sou grato por isso. Agora é o momento de colocar todas as nossas ideias em prática.

O presidente da associação Coletivo Azul, Cláudio Márcio da Rocha, enxerga que há pouca informação. “Às vezes temos a ideia, a vontade, mas não conseguimos legalizar devido à falta de conhecimento. O trabalho desenvolvido pelo Escritório da Cidadania é fundamental para entendermos sobre nossos direitos. Os alunos foram muito solícitos, deram as informações corretas para a gente, o que contribuiu para agilizar a papelada”, lembrou.

O Terceiro Setor - É uma terminologia sociológica utilizada para designar uma parcela organizada da sociedade civil sem fins lucrativos que busca soluções para problemas e causas sociais, suprindo necessidades da população que o governo e empresas privadas não conseguem satisfazer.

Confira os registros do evento:


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