Com mais de 8 mil cirurgias cardíacas realizadas e uma trajetória consolidada na medicina de alta complexidade, o cardiologista Ricardo Miguel construiu uma carreira que começou muito antes da faculdade. Filho de Antônio Francisco, um cirurgião geral renomado de Barra do Piraí, conhecido na região como “pai dos pobres”, pela dedicação à comunidade, cresceu acompanhando de perto o cuidado com os pacientes. Foi dessa convivência que nasceu uma trajetória marcada pela excelência técnica e pelo compromisso humano com a profissão.
“Cresci acompanhando esse trabalho e aquilo me marcou profundamente. Era algo muito bonito cuidar das pessoas com humanidade”, relembra.
O interesse pela Medicina não ficou apenas na admiração. Antes mesmo de ingressar na faculdade, começou a atuar como instrumentador, vivenciando a rotina hospitalar, cuidando de materiais e aprendendo na prática, experiência que considera decisiva para sua formação.
A escolha pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) foi motivada pela proximidade de seu pai mantinha relação próxima com Tarcísio Cavalieri, figura importante na história da instituição.
“Tenho muito carinho pelo UniFOA, não só pela formação técnica, mas também pela formação humana e moral que recebi ali. Isso fez toda a diferença na minha trajetória”, destaca.
Durante a graduação, destacou-se pela dedicação intensa aos estudos, muitas vezes sendo o último a deixar a biblioteca, e pela busca constante por aprendizado além da sala de aula. Um dos episódios mais marcantes ocorreu ainda no quinto ano, ao participar de um curso de cardiologia voltado para médicos especialistas.
Único estudante presente no curso, foi avaliado junto aos profissionais e conquistou o primeiro lugar. “Foi um momento importante na minha trajetória. Fui o único a avaliar corretamente um exame entre diversos profissionais”, conta.
Além da rotina acadêmica, também aproveitava os períodos livres para retornar a Barra do Piraí e acompanhar o pai em cirurgias, ampliando ainda mais sua experiência prática.
A formação no UniFOA foi marcada pelo contato próximo com professores que, segundo ele, tiveram papel decisivo em sua construção profissional.
“Tive professores extraordinários, muito empenhados e acessíveis. Naquela época, tínhamos liberdade para acompanhar os professores inclusive fora do ambiente acadêmico, em consultórios e atendimentos. Sempre acreditei que uma escola é feita pelos professores e pelos alunos.”
Foi no sexto ano que começou a direcionar sua carreira ao ingressar em um hospital no Rio de Janeiro. Aprovado em quinto lugar na residência do Hospital da Lagoa, iniciou sua especialização em cirurgia geral, passando posteriormente pela área vascular.
A busca por evolução o levou a São Paulo, onde encontrou uma estrutura mais avançada para se dedicar à cirurgia cardíaca, área que definiria sua trajetória.
Em 1981, conquistou mais um marco importante ao ser aprovado em concurso público com desempenho máximo.
Com mais de 25 anos de atuação como cirurgião cardíaco, Ricardo Miguel consolidou-se como um dos nomes reconhecidos na área no estado do Rio de Janeiro, com atuação em procedimentos de alta complexidade. Ao longo da carreira, já integrou equipes responsáveis pelo atendimento de pacientes de grande notoriedade, como o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.
Seu consultório integra a seleção de clínicas que atuam em parceria com hospitais na região do Leblon, um dos principais polos de saúde da capital fluminense.
Apesar dos números expressivos, Ricardo faz questão de destacar que a Medicina vai além da técnica.
“A formação moral é essencial. A Medicina exige responsabilidade, humanidade e compromisso com o paciente. Não é só técnica, é caráter”, afirma, ao reforçar o papel da formação recebida no UniFOA.
Para os novos estudantes, ele deixa um conselho direto: investir em uma formação sólida, manter a humildade para aprender e aproveitar todas as oportunidades práticas.
“Comece com uma formação completa, tenha humildade para aprender e aproveite cada oportunidade. Hoje, as vagas são mais limitadas, mas quem é bem-preparado sempre encontra seu espaço.”
Depois de décadas de atuação, o que continua movendo sua trajetória é simples e poderoso: o amor pela Medicina.
“É continuar fazendo o que sempre fiz: estudar, evoluir e buscar avanços. Mas, acima de tudo, é gostar verdadeiramente do que faz.”
Mais do que números ou marcos na carreira, sua trajetória revela o resultado de uma formação de excelência que ultrapassa a técnica e se sustenta, sobretudo, na forma de cuidar e nos valores que fazem da Medicina do UniFOA contar com um legado de excelência.

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