A neurociência, área do conhecimento que se dedica a compreender os mecanismos biológicos e estruturas cerebrais, vem ganhando cada vez mais espaço na educação, visto que as descobertas nesse campo podem ajudar a compreender os princípios da aprendizagem humana. A neurociência proporciona ferramentas que permitem aos educadores entender o processo de aprendizagem, considerando as necessidades dos alunos, e desenvolver estratégias de ensino mais eficientes.

Nesse ponto de vista, Sônia Moreira, professora do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) teve uma contribuição grandiosa na elaboração do livro “Neurociências: um instrumento teórico epistemológico e metodológico interdisciplinar”. A convite da doutora e professora Cristina Novikoff, ela escreveu o capítulo "AS NEUROCIÊNCIAS, A VIDA E A MORTE HUMANIZADA", que fala sobre a relação da neurociência com o processo de humanização da morte, que foi o principal objeto de estudo pela professora nesse recorte do livro.

A proposta do livro, organizado pela professora Cristina, além dos professores Carlos Alberto Schettini, Márcio Vieira Xavier, Sérgio Pavanelli e Tigernaque Pergentino surgiu nas discussões instigadas ainda em 2021, nas aulas do curso de Psicopedagogia Escolar do CEP/FDC. O livro contempla várias temáticas, como a neurobiologia do estresse pós-traumático até a relação entre memória, cognição e consciência, bem como funções executivas e regulação emocional, além de aprofundar sobre os efeitos provocados pela neurociência na resiliência emocional, na tecnologia em diferentes ambientes e na aprendizagem:

“A aprendizagem é um processo complexo que envolve criar, fortalecer ou modificar sinapses, região de conexão entre neurônios onde há troca de informações entre essas células. Dessa forma, adquirir novas habilidades ou um novo comportamento sempre gera uma modificação no cérebro. Essas capacidades de se modelar e remodelar são aspectos que conhecemos como plasticidade cerebral, ou neuroplasticidade, que acontece pela neurociência”, destacou Sônia Moreira, sobre os impactos que podem ser causados pela neurociência na vida de cada indivíduo.

Explorando as consequências da neurociência na vida e na morte humanizada, a professora Sônia ao longo do seu capítulo escrito no livro, aprofundou conceitos como atenção, memória e emoção como agentes intercessores no processo de aprendizagem, que também dialogam diretamente com as funções executivas, especialmente no curso de Medicina para tratar do tema.

Ainda segundo a docente, a neurociência proporciona ferramentas que permitem aos educadores entender o processo de aprendizagem, considerando as necessidades dos alunos, e desenvolver estratégias de ensino mais eficientes. Essa área tem se expandido e vem ganhando bastante espaço na educação, já que as descobertas nesse campo podem ajudar a compreender os princípios da aprendizagem humana:

“Reforço a alegria de poder trazer o tema 'as neurociências, a vida e a morte humanizada', exatamente no sentido de que uma formação humana se dá de forma integral, e nesse olhar, a morte ensina a quem parte e a quem acompanha a partida e isso é educação. No curso de Medicina do UniFOA, pelas humanidades, apresentamos aos nossos discentes exatamente o processo 'vida e morte e suas nuances', de forma  que eles possam internalizar em sua formação médica os conhecimentos acerca das emoções e suas possibilidades mesmo diante dos desfechos não desejados”, completou Sônia, reforçando a satisfação em disseminar seus conhecimentos desse âmbito científico por meio da oportunidade de escrever um capítulo do livro.

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O Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) pela quarta vez consecutiva, foi selecionado para participar do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), uma iniciativa conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, destacando-se como o 2º melhor projeto do estado.

Com um total de 177 postulações de municípios e universidades de todo o Brasil, apenas 150 projetos foram selecionados, evidenciando a relevância e a qualidade do trabalho desenvolvido pelo UniFOA na área da saúde. O programa, em sua 11ª edição, tem como tema central "Equidade: gênero e etarismo", buscando fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e às demandas da sociedade contemporânea.

Os cursos envolvidos nessa importante iniciativa são Medicina, Nutrição, Enfermagem, Educação FísicaOdontologia e Direito, refletindo a abrangência e a multidisciplinaridade necessárias para promover uma formação integral e voltada para as demandas da saúde pública.

A secretária de saúde de Volta Redonda, Conceição Souza, destacou a relevância do PET-Saúde na formação dos estudantes e na melhoria do atendimento à população. Para ela, o programa proporciona uma vivência prática diferenciada na rede de atenção à saúde, permitindo aos futuros profissionais uma visão mais ampla e integrada dos desafios enfrentados no contexto do SUS.

"A formação fragmentada aliada aos estágios uniprofissionais são uma barreira para o cuidado integral às pessoas. A integralidade do cuidado sob diferentes olhares profissionais favorece a resolutividade dos problemas de saúde", ressaltou Maria da Conceição. Ela enfatizou ainda a importância do trabalho em equipe e da educação permanente como pilares fundamentais para a melhoria contínua da qualidade do cuidado oferecido à população.

"Nenhuma profissão sozinha é capaz de provocar mudanças no processo de saúde e adoecimento das pessoas. Portanto o trabalho em equipe, e a formação neste panorama é um dos grandes alcances do PET e que impacta diretamente na vida dos usuários do SUS e na aprendizagem significativa dos futuros trabalhadores e trabalhadoras", disse.

Além disso, a secretária enfatizou o papel das parcerias entre instituições de ensino e órgãos públicos na promoção da saúde pública. "A democracia se fortalece com o direito ao trabalho digno na saúde. Por isso parcerias com as instituições de ensino são fundamentais, assim como o investimento na educação permanente, que é a base para a experiência transformadora das relações de trabalho no SUS. Qualificar permanentemente significa a melhoria constante do cuidado ofertado às pessoas; o PET qualifica e ressignifica os processos de trabalho, impactando diretamente em uma saúde cada vez melhor", concluiu.

Em relação à colaboração entre o UniFOA e as SMS, Everton Alvin, secretário de Saúde de Pinheiral, enfatizou a relevância da troca de experiências práticas e conhecimentos atualizados proporcionada pela parceria. Ele destacou que essa cooperação gera resultados diretos para a população, contribuindo para o desenvolvimento de projetos técnicos relevantes para a saúde pública.

“O serviço público muitas vezes é carente na criação de projetos técnicos, principalmente os menores, pois na maioria das vezes as tarefas acabam ocupando todo o tempo dos profissionais que atuam na gestão e acabam sendo tomados pela rotina. Essa parceria é muito boa e o resultado é superar a expectativa em todos os grupos” disse Everton. 

O coordenador do curso de Nutrição, Alden dos Santos, ressaltou que o programa PET-Saúde tem proporcionado experiências transformadoras para professores e alunos, além de impactar positivamente a vida de milhares de pessoas nas cidades parceiras. 

“Esse é o reconhecimento do trabalho sério desenvolvido pela nossa IES, nesse modelo de parceria dupla com as SMSs parceiras. Nossos trabalhos trouxeram resultados tanto para nossa IES quanto para as cidades parceiras no desenvolvimento dos 4 projetos de PET. Temos professores hoje que se tornaram professores graças ao PET, como a Prof.ª Sílvia Mello da Medicina (e fez seu mestrado sobre o PET), e egressos que vivenciaram experiências transformadoras graças ao PET, e milhares de vidas impactadas pelos trabalhos desenvolvidos por essa parceria. ”, comentou o coordenador.

Conheça sobre o PET-Saúde e a relação com o UniFOA

O PET-Saúde, instituído pelas Portarias Interministeriais n.º 421 e nº 422, de 03 de março de 2010, é uma iniciativa que visa à qualificação da integração ensino-serviço-comunidade, por meio de atividades que envolvem o ensino, a pesquisa, a extensão universitária e a participação social. Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas podem apresentar projetos aos editais temáticos do programa em parceria com as Secretarias de Saúde, visando o aprimoramento da formação dos profissionais de saúde e à melhoria dos serviços oferecidos à população.

O UniFOA, ao ser selecionado para o PET-Saúde pelo quarto edital consecutivo, reafirma seu compromisso com a excelência acadêmica, a formação integral dos estudantes e o fortalecimento do sistema de saúde pública. Essa conquista representa não apenas um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela instituição, mas também um impulso para continuar contribuindo de forma significativa para a promoção da saúde e o bem-estar da comunidade.

Na noite de ontem, 14, a Câmara de Vereadores de Volta Redonda reverenciou o conselheiro da Fundação Oswaldo Aranha (FOA) e professor do curso de Medicina do UniFOA, Dr. Júlio Meyer em uma cerimônia marcada pela gratidão e reconhecimento às suas significativas contribuições para o estado. O conceituado neurocirurgião, recebeu a homenagem das mãos do deputado estadual Jari Oliveira, em um evento que reuniu autoridades e outros profissionais que foram homenageados.

Graduado pela Universidade Federal Fluminense em 1976, o Dr. Júlio Meyer trilhou uma carreira de excelência na área da neurocirurgia. Em 1986, obteve o Título de Especialista em Neurocirurgia concedido pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, consolidando sua expertise nesse campo tão complexo e desafiador da medicina.

Ao longo de sua trajetória, o Dr. Júlio Meyer desempenhou papéis fundamentais em diversas instituições de saúde. Em 1987, foi nomeado Chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital São João Batista, onde, em 2000, implantou com sucesso o Serviço de Residência Médica, sendo posteriormente designado como Coordenador do COREME. Sua dedicação à formação médica também se estendeu ao Hospital Escola de Valença, onde foi responsável pela implantação do Serviço de Residência Médica, em 2011.

Além de sua atuação clínica e acadêmica, o Dr. Júlio Meyer exerceu cargos de destaque em diversas instituições e órgãos ligados à saúde, como o Grupo Notredame Intermédica, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, entre outros. Sua presença ativa na Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, onde foi presidente de 2000 a 2002, demonstra seu comprometimento com o avanço da medicina em âmbito estadual.

Durante a homenagem, o deputado Jari enalteceu não apenas as realizações profissionais do Dr. Júlio Meyer, mas também sua dedicação à comunidade de Volta Redonda. "Sua história de vida é marcada pela superação e pelo compromisso com a saúde pública e privada desta cidade. Ele não apenas atendeu a milhares de pacientes ao longo dos anos, mas também compartilhou conhecimento e experiência com médicos e alunos de medicina, garantindo um atendimento de qualidade à população", destacou o deputado.

Em suas palavras de agradecimento, o Dr. Júlio Meyer expressou sua profunda gratidão à cidade de Volta Redonda e às pessoas que nele confiaram ao longo dos anos. "Durante muitos anos, dediquei-me à saúde desta cidade, tanto na esfera pública quanto privada. Tenho orgulho de ter contribuído para a construção de uma saúde pública que consideramos muito boa. Este reconhecimento é fruto de um trabalho conjunto, sempre em equipe, sempre em prol do bem-estar da comunidade", afirmou emocionado. 

Sua trajetória inspiradora continuará a ser um exemplo para as futuras gerações de profissionais da saúde. 

Fotos: Comunicação  Jari - Júlio Meyer, Jari e Raoni

A Constituição Federal garante que é dever do Estado assegurar o acesso de todos à Saúde, a partir da criação do Sistema Único de Saúde – SUS, em 1988. Desde então, os municípios vêm trabalhando para fomentar o processo de formação em saúde, tornando o SUS cada vez mais forte, principalmente através do reconhecimento do papel da comunidade no processo de planejamento, execução e ações fundamentais para a formação dos futuros profissionais. 

Esse foi o objetivo principal do evento “Integração Ensino Serviço Comunidade - IESC 2024”, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde – SMS, no teatro Franklin de Carvalho Jr, no bairro Laranjal, na noite do último dia 5, que debateu o tema central “Pode ser lindo apreender no SUS: desafios para a formação integral dos futuros trabalhadores e trabalhadoras da Saúde”.  

O evento reuniu mais de mil pessoas, no formado híbrido - presencial e on-line -, entre estudantes da área da saúde, residentes médicos, preceptores de estágio, gestores e comunidade, além de ter contado com a participação de representantes de 14 instituições de ensino técnico e superior de Volta Redonda que possuem acordo de cooperação com a SMS. O professor e coordenador do curso de Nutrição, Alden dos Santos Neves representou o UniFOA: 

“Uma das premissas do SUS é a formação de recursos humanos preparados para atuar na realidade da saúde brasileira. E este evento, além de esclarecedor, foi acolhedor para os alunos do UniFOA. Temos uma grande e longa história de parceria com a SMS na construção de um sistema local de saúde mais justo e mais preparado para enfrentar as iniquidades sociais em saúde no nosso município.”, salientou Alden. 

O encontro foi dividido em duas partes, sendo que a primeira contou com palestras que dissertaram sobre o fortalecimento da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde – PNEPS, proferidas pela secretária Municipal de Saúde Maria da Conceição Rocha; presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria do Carmo Carbogim; sanitarista e secretária executiva da Comissão Intergestora Regional, Sônia de Paula Machado, e a diretora do Departamento de Educação Permanente da SMS, Marcilea Dias. 

O principal objetivo desatacado nas palestras foi sobre a atenção à saúde de forma mais integrada, eficiente e equitativa, no sentido de atender às necessidades vigentes do SUS. Por isso, a importância de promover espaços de discussão que visem o desenvolvimento de uma cultura de inovação em saúde, que incluam o envolvimento de todos os agentes ativos no processo. A meta é aumentar a integração entre ensino, serviço e comunidade, sendo de fundamental importância na formação dos profissionais da área.  

  

Mesa redonda debate a educação na Saúde

A segunda parte do evento foi marcada pela apresentação de um vídeo, mostrando toda a estrutura da rede de saúde de Volta Redonda e com importantes depoimentos de profissionais de hospitais públicos municipais, que enalteceram o SUS e garantiram que trabalhar pelo sistema é de tamanha diversidade, que passa a ser fundamental para todos os profissionais da saúde. A atenção primária foi um tema bem explorado, pois um profissional que tenha essa premissa, realiza um atendimento humanizado, segundo eles. 

Em seguida foi montada uma mesa redonda que contou com as participações da secretária Maria da Conceição; da médica de Família e Comunidade, professora associada do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj, Maria Inez Padula Anderson, e do médico e coordenador adjunto do curso de Medicina do UniFOA, Luiz Antônio Neves. Os três participantes deixaram claro que, sem as instituições de ensino não seria possível trabalhar essa face do SUS, voltada para a educação.  

“Acreditamos na educação e sabemos que através dela fazemos uma saúde de qualidade”, afirmou a secretária Maria da Conceição.  

De acordo com a professora Maria Inês, “80% da nossa população depende do SUS e isso traz uma rica experiência ao profissional, que acaba construindo uma formação mais humanizada, com empatia, pois não basta o tecnicismo. Hoje vemos que a base de tudo é a capacidade de olhar para o outro e se colocar no lugar dele para entender o problema de saúde que está enfrentando”, revelou.

A necessidade de fazer uma reflexão no sistema de saúde do país é defendida pelo médico e professor do UniFOA, Luiz Antônio, que falou da criação de uma Escola do SUS.  

“Precisamos de mais investimentos no nosso SUS e aprimorar não só a qualidade, mas também o reconhecimento e melhoria salarial desse profissional de saúde, como acontece nos outros países. Os municípios têm feito um esforço muito grande para compensar o déficit. E, dentro de tudo isso, ainda precisamos formar pessoas seja no nível técnico ou superior”, defendeu, sendo muito aplaudido pelo público presente.  

O professor Luiz Antônio palestrou sobre o tema “O SUS e os desafios para a formação integral dos futuros trabalhadores e trabalhadoras da Saúde” e finalizou:  

“Este foi um evento bastante importante, promovido pela SMS em parceria com as instituições de ensino, como o UniFOA, que leva os estagiários dos diversos cursos para essa rede de saúde tão potente. Este primeiro dia de integração ensino-serviço-comunidade foi fundamental para que os nossos alunos sejam bem recebidos e aprendam cada vez mais”. 

Na essência da medicina, reside o compromisso inabalável de proteger e servir ao próximo, transcendendo barreiras de raça, classe e remuneração. Essa filosofia é eternizada no legado do Dr. Albino Moreira Torres, um dos médicos mais antigos na história da FOA/UniFOA, que faleceu aos 97 anos em 04/03/2024.

Nascido em 24 de maio de 1926, de origem portuguesa, o Dr. Albino dedicou sua vida à medicina, sendo um ícone na área de pediatria na região Sul Fluminense. Seu comprometimento ia além do consultório, estendendo-se à implementação da área de pediatria na Santa Casa de Barra Mansa, com foco prioritário na humanização do atendimento.

Com 53 anos de dedicação à FOA, o Dr. Albino deixou um legado marcado por conquistas, ensinamentos e realizações. Sua memória é preservada no Laboratório de Habilidades que leva seu nome no Centro de Ciências Biomédicas Alfredo Américo Silva, no prédio do curso de Medicina, no campus Três Poços.

Além de médico exemplar, o Dr. Albino foi um educador incansável, formando inúmeros profissionais ao longo de sua carreira. Seu lema, "Enquanto respirar, darei aulas", ressoava em sua dedicação ao ensino. Em sala de aula, ele encontrava realização, esquecendo qualquer problema. Sua máxima de vida era simples e poderosa: "Fazer o bem, sem olhar a quem".

O presidente da FOA, Eduardo Prado, expressa profunda tristeza pelo falecimento do Dr. Albino. "É uma honra ter tido o Dr. Albino como professor e médico na região. Sua contribuição para a formação de profissionais de saúde e seu compromisso com a qualidade no atendimento são inestimáveis. Nossos sentimentos à família e a todos que tiveram a oportunidade de aprender e conviver com esse grande mestre", ressalta Prado. 

A gratidão pelas contribuições do Dr. Albino estende-se por onde ele passou, sendo lembrado e reverenciado em toda parte. Seu dever está cumprido, e seu legado vive na formação de profissionais éticos, humanizados e comprometidos com o bem-estar do próximo. Adeus a um grande mestre, cuja luz continuará a guiar as gerações futuras.

Os novos estudantes do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, turma 2024.1, foram recebidos durante o Start que deu início a sua nova jornada, pelo coordenador do curso, Júlio Aragão e sua equipe. Este momento importante não apenas apresentou os fundamentos do curso, mas também destacou o organograma, as atividades desenvolvidas e a metodologia de ensino que guiará a formação dos futuros médicos.

Após a apresentação, os ingressantes participaram de um tour guiado pelo campus, explorando laboratórios e familiarizando-se com as diversas dependências acadêmicas. Essa imersão prática proporcionou aos novos estudantes uma visão palpável do ambiente acadêmico que moldará sua formação.

A Med81 recebeu não apenas informações essenciais para sua jornada acadêmica, mas também teve a oportunidade de se familiarizar com o campus, tornando-o parte integrante de sua experiência universitária.

Depoimentos que Refletem Acolhimento e Surpresas Positivas:

Lara Marins, representante da turma, expressou sua satisfação com o acolhimento oferecido pela instituição: "Estou achando o acolhimento muito bom. Normalmente, eles as instituições só jogam a gente na sala de aula, e a temos que fazer tudo por nós, descobrir as coisas. A faculdade tem um suporte muito bom. A explicação de como funcionam as matérias, as notas e os centros de acolhimento foi muito importante agora no início da faculdade."

Natália Rossi, aluna da turma, compartilhou sua experiência inicial: "Estou achando bastante legal, está sendo bem completo, e eu me senti bastante acolhida pela instituição desde que entrei. Estou gostando bastante dos espaços. O que mais me surpreendeu foi a biblioteca. O acervo é muito grande, não estava esperando uma biblioteca tão grande assim. O acolhimento é fundamental para que a gente se sinta pertencente a um ambiente bom."

A professora Thais Barreira, responsável pelo acolhimento, ressaltou a importância de apresentar a infraestrutura aos estudantes para que se sintam confortáveis e orientados desde o início: "Eles não conhecem a estrutura da faculdade. É importante porque eles já sabem onde está cada coisa. Quanto mais cedo eles se localizam, melhor. Eles tiveram encontros com várias equipes e puderam conhecer um pouco de cada laboratório, como o NAVE, essencial para eles."

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Criada pela Organização Mundial da Saúde – OMS, a campanha Março Azul Marinho alerta para a conscientização e a importância da prevenção ao câncer colorretal, ou do intestino grosso, que compreende tumores localizados no cólon e reto. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - Inca, o número de novos casos para cada ano do triênio 2023 a 2025, é de 45.630 casos, afetando mais as mulheres do que os homens. A taxa para esse tipo de tumor é alta em todo o mundo, não apenas no Brasil.

O cirurgião e professor de Clínica Cirúrgica do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, Marcelo Betim Paes Leme, que também é o coordenador do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital São João Batista (HSJB), onde orienta os alunos do internato e os médicos residentes, explica que o câncer colorretal ou CCR é um dos tumores mais investigados em todo o mundo, dada a sua incidência, sendo igualmente estudado em sala de aula.

“A partir do oitavo período do curso de Medicina, os alunos têm aula teórica sobre o câncer colorretal, seu diagnóstico e tratamento. Durante o internato de cirurgia, décimo segundo período, eles têm a oportunidade de vivenciar na prática tudo que viram na teoria. Assistem às cirurgias, acompanham o pós-operatório, enfim, participam de todas etapas”, explicou Marcelo Paes Leme.

 

Sintomas e diagnóstico reforçam a importância da campanha

De acordo com o professor Marcelo, existem duas origens do CCR: o esporádico (o mais comum, com 80% dos casos), e o hereditário (20%). Como o nome diz, o hereditário depende da carga genética individual e o esporádico é adquirido pela pessoa através de agressões constantes à mucosa intestinal. A maioria dos tumores (90%), que ocorrem no cólon e reto são do tipo adenocarcinomas.

Se a pessoa tem hábito de consumir regularmente carnes processadas, como presunto, linguiça, bacon, entre outras; consumo excessivo de carne vermelha; apresenta obesidade; consuma álcool em excesso e não faz nenhuma atividade física, precisa ficar atenta, pois são fatores que podem provocar o surgimento do câncer colorretal.

Os sintomas variam de acordo com a posição do tumor no intestino, mas o indivíduo pode apresentar alteração do hábito intestinal, anemia, presença de sangue e de muco nas fezes, além de emagrecimento. A combinação desses hábitos de risco com o surgimento de algum desses sintomas é motivo suficiente para procurar ajuda médica.

As medidas preventivas, então, envolvem principalmente evitar esses fatores, mantendo hábitos de vida saudáveis. A idade também aumenta a chance do aparecimento de tumores nessa região, sendo mais comum em pessoas com mais de 45 anos, mas claro que toda regra tem exceção.

O professor Marcelo esclarece que “o CCR é passível de prevenção e não só do diagnóstico precoce. Assim, para as pessoas a partir dos 45 anos, é recomendado a profilaxia, ou seja, mesmo pessoas assintomáticas devem realizar exames de prevenção, dentre eles a colonoscopia, que apresenta o maior grau de eficácia e ainda permite a retirada dos pólipos, evitando que evoluam para o câncer de intestino”.

Quando o diagnóstico é realizado em estádio inicial da doença, o índice de cura pode chegar próximo a 100%. Isso não significa que tumores em estádios mais avançados não possam ser curados, mas as chances diminuem e frequentemente é necessário completar o tratamento cirúrgico com quimioterapia.

“A prática de atividade física e o controle do peso, associados à alimentação rica em fibras, baixa ingestão de carne vermelha, carnes processadas e álcool são o caminho para se ter uma boa saúde e evitar o surgimento de pólipos que podem evoluir para um quadro de câncer”, finalizou o professor Marcelo.

 

 

Hoje, em todo o mundo, a comunidade médica e a sociedade se unem para reconhecer o Dia Mundial das Doenças Raras. Essa data, criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis), tem como objetivo sensibilizar governantes, profissionais de saúde e a população sobre a existência dessas condições e os cuidados necessários para enfrentá-las.

O Que São Doenças Raras?

As doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, variando não apenas de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa que vive com a mesma condição. Essas enfermidades geralmente são crônicas, progressivas e incapacitantes, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), considera-se uma doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, aproximadamente 1,3 pessoas para cada 2.000. Estima-se que existam entre 6 mil e 8 mil tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo.

Cerca de 80% de todas as doenças raras têm vínculo genético ou hereditário. No entanto, outras causas, como fatores ambientais, infecciosos e imunológicos, também podem contribuir para o desenvolvimento dessas condições.

No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas vivam com doenças raras. Em Volta Redonda, aproximadamente 165 pacientes enfrentam essas condições. A professora do curso de Medicina, Claudia Yamada Utagawa, única geneticista da região, é uma referência no atendimento a essa população.

No ano passado, a policlínica do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA é a única instituição que atende pacientes com doenças raras realizou mais de 140 atendimentos, abrangendo 87,5% da comunidade com doenças raras no município.

O deputado Munir Francisco elogiou o trabalho da professora Utagawa e destacou a importância de capacitar futuros médicos para o diagnóstico preciso dessas condições.

O Dia Mundial das Doenças Raras é uma oportunidade para aumentar a conscientização, promover pesquisas e garantir que os pacientes raros recebam o suporte necessário. A luta contra essas condições exige colaboração, compreensão e empatia de toda a sociedade.

Cartilha sobre doenças raras

O deputado estadual Munir Francisco, presidente da Frente Parlamentar em Atenção às Doenças Raras da Alerj, desenvolveu uma cartilha que busca conscientizar a população sobre pessoas raras, seus direitos e apresentar toda rede de apoio.

Acesse a cartilha aqui.

Na tarde de ontem, 27, os professores do UniFOA, Luiz Antônio Neves e Alessandro Orofino, tomaram posse na Fundação Estatal de Atenção Básica e Ambulatorial Especializada – FESABE de Volta Redonda no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto. A criação da Fundação Estatal de Saúde é uma estratégia da prefeitura para resolver problemas estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS) no município, visando agilizar os processos de gestão e administração para aprimorar a assistência à saúde prestada.

A fundação é caracterizada como uma fundação pública, com personalidade jurídica de direito privado e fará parte da administração pública indireta, vinculada à Secretária Municipal de Saúde (SMS), para efeito da orientação, coordenação e supervisão secretarial de que trata o inciso I do art. 148 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

A secretária de saúde de Volta Redonda, Conceição de Souza Rocha, expressou sua gratidão ao prefeito por acreditar no trabalho desenvolvido por sua equipe e por mais uma vez investir significativamente na saúde e nas melhorias para os munícipes.

O prefeito, em sua fala, enfatizou que a Fundação desempenhará um papel crucial na melhoria da qualidade do atendimento à saúde no município.
"Há três anos, reassumimos a prefeitura e encontramos uma Saúde totalmente desestruturada. Conseguimos avançar muito, e com a implantação da Fundação Estatal de Saúde, começamos uma nova fase, sempre pensando em uma saúde de qualidade para a população”, disse o prefeito.

Indo além, expressou sua visão ambiciosa de transformar Volta Redonda em referência estadual em serviços de saúde.

O Dr. Luizinho, como é conhecido, que é coordenador adjunto do curso de Medicina elogiou a criação da fundação e destacou sua importância para a cidade. "A criação dessa Fundação é um marco na história da cidade, demonstrando cuidado com a população e valorização da vida. Estou honrado como representante da FOA, parceira constante do município, vamos ajudar a transformar a FESABE numa experiência de sucesso a ser copiada por outros municípios” em fazer parte desse projeto", disse Luizinho.

Já Orofino, assessor especial da presidência da FOA, destacou a oportunidade de representar a força da instituição e contribuir para propor modelos inovadores para a gestão da saúde em Volta Redonda, atuando como membro suplente na FESABE junto ao competente Dr. Luizinho. “Essa é uma parceria que promete impulsionar iniciativas inovadoras para o sistema de saúde municipal”, disse Alessandro.

Ainda prestigiaram a cerimônia os secretários municipais de Fazenda, Vinícius Arbach, e de Administração, Cláudio Franco; o vereador Ednilson Vampirinho; o presidente da FOA, Eduardo Prado; e a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria do Carmo Carbogim Maciel.

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A Fundação Oswaldo Aranha – FOA e a prefeitura de Volta Redonda lançaram nesta terça-feira (20) o Projeto Alta Feliz, criado para auxiliar nos cuidados do recém-nascido ao receber alta da maternidade do Hospital São João Batista - HSJB, através de cartilha com informações importantes, principalmente para os pais de ‘primeira viagem’. O evento foi no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto, no bairro Aterrado, e contou com a presença do diretor do HSJB, Sebastião Faria, o presidente da FOA, Eduardo Prado, a médica pediatra Thais Junqueira Villela e os alunos do curso de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA que desenvolveram o projeto.  

A instituição trabalhou na produção e impressão da cartilha ‘Guia Alta Feliz’, que contém informações importantes, entre elas, como proceder para obtenção da Certidão de Nascimento; qual a relevância da amamentação e as posições corretas para facilitar a mãe e o bebê no ato de amamentar; quais os sintomas apresentados pelo recém-nascido que exigem cuidados pediátricos e como dar o banho e trocar a fralda corretamente. 

A cartilha possui ainda um QR code que, ao ser acessado, apresenta as versões em áudio e em vídeo com interpretação em libras, para que possa ser entendida por todos. Além desse Kit educativo que foi feito pela FOA, a família é presenteada com uma bolsa de maternidade com presentes. Importante destacar que a cartilha não substitui a ida da mãe e do bebê ao pediatra, e é de extrema importância comparecer às consultas de puericultura e manter o cartão de vacinação do seu bebê em dia.  

  

Guia Alta Feliz é feito em parceria

A pediatra Thais Junqueira Villela, que é egressa do curso de Medicina do UniFOA, além de coordenadora médica do alojamento conjunto do HSJB e preceptora do internato do curso de Medicina, foi a responsável pelo desenvolvimento do projeto Alta Feliz e teve a colaboração do aluno Caio Tulio e das, hoje, egressas do curso de Medicina Mariah Amaral e Lara Thoany, com a supervisão da direção do hospital. 

“Após definirmos as questões mais importantes que deveriam ser destacadas no guia, tivemos o auxílio da FOA, através da Agência de Comunicação Interna – ACI, que montou a cartilha e o diploma do bebê; e dos Estúdios FOA, que produziram o vídeo e o áudio para complementar o projeto e abranger todas as pessoas”, disse a pediatra.  

O prefeito Antonio Francisco Neto salientou, durante a cerimônia de lançamento do projeto Alta Feliz, que “é sempre bom contarmos com a parceria da FOA, que vem nos ajudando em diversos projetos em áreas como a Educação e a Saúde”.   

“É uma satisfação a FOA/UniFOA poder contribuir com as parcerias existentes junto ao município de Volta Redonda, ainda mais agora que a FOA está cada vez mais atuando na área da assistência da saúde. É muito importante para a instituição poder ajudar essas iniciativas, principalmente aquelas em momentos felizes com a família volta-redondense”, enalteceu o presidente da FOA, Eduardo Prado. 

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