
Em alusão ao Junho Vermelho e ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, estudantes e colaboradores do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) participaram, na última terça-feira, 23, de uma ação de doação de sangue realizada no Hemonúcleo da cidade.
Organizada pelo setor de Eventos e pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA+A) da instituição, a iniciativa teve como objetivo conscientizar a comunidade acadêmica sobre a importância da doação regular e contribuir para a manutenção dos estoques de sangue que abastecem hospitais da região.
A campanha reforça o compromisso do UniFOA com ações de responsabilidade social e promoção da saúde, além de incentivar um gesto simples que pode fazer a diferença na vida de inúmeras pessoas. A mobilização reuniu doadores experientes e participantes que realizaram sua primeira doação.
Para a assessora administrativa do Hemonúcleo de Volta Redonda, Cristina Teixeira, iniciativas como essa são fundamentais para manter o tema em evidência ao longo de todo o ano.
“Junho é um mês simbólico para dar visibilidade à causa, mas precisamos falar sobre doação de sangue constantemente. A demanda por transfusões cresce cada vez mais e isso está relacionado ao aumento dos acidentes, da violência e de diversas situações que exigem atendimento hospitalar. É uma pauta de saúde pública que precisa estar sempre presente”, destacou.
Cristina também ressaltou a importância da participação das instituições no processo de conscientização da população.
“Existem muitos mitos sobre a doação de sangue. Precisamos levar informação para que as pessoas entendam que têm um papel importante nesse processo. Quando alguém precisa de sangue, somente outro ser humano pode ajudar. É um ato voluntário que salva vidas e demonstra responsabilidade social”, afirmou.
O Hemonúcleo de Volta Redonda é o único banco de sangue do município e atende oito unidades hospitalares da região, incluindo hospitais de Piraí e Pinheiral. Por isso, a manutenção dos estoques depende diretamente da participação contínua dos doadores.
Uma doação, salva até quatro vidas
O que muitas pessoas não sabem é que o impacto de uma doação vai muito além de um único paciente. Após a coleta, a bolsa de sangue passa por um processo de centrifugação que separa seus diferentes componentes. Dessa forma, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas distintas, já que cada paciente recebe apenas o hemocomponente necessário para o seu tratamento.
O concentrado de hemácias, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo, é utilizado em casos de anemias graves, cirurgias de grande porte e pacientes que sofreram hemorragias em decorrência de acidentes ou procedimentos médicos.
Já o concentrado de plaquetas desempenha papel fundamental na coagulação sanguínea e é frequentemente destinado a pacientes em tratamento contra o câncer, especialmente aqueles submetidos à quimioterapia, além de pessoas com doenças hemorrágicas.
O plasma fresco congelado, por sua vez, corresponde à parte líquida do sangue e contém proteínas e fatores de coagulação importantes para o tratamento de queimados, pacientes com hemofilia e pessoas que apresentam sangramentos intensos.
Outro componente obtido a partir da separação é o crioprecipitado, rico em fibrinogênio e outras proteínas que auxiliam na coagulação. Ele é utilizado principalmente em pacientes com distúrbios graves de sangramento.
Parte do plasma coletado também segue para processamento industrial, onde é transformado em medicamentos utilizados no tratamento de diversas doenças. Isso significa que o sangue doado continua ajudando pacientes mesmo após a separação dos hemocomponentes.
Ao compreender esse processo, fica mais fácil entender por que a doação de sangue é considerada uma das ações solidárias de maior impacto social. Em poucos minutos, um doador pode contribuir para tratamentos, cirurgias, emergências e terapias realizadas em diferentes hospitais da região.
Doadores destacam experiência positiva
Entre os participantes da campanha estava a professora do curso de Odontologia, Carolina Hartung, que realizou sua primeira doação.
“Era algo que eu queria fazer há bastante tempo, mas acabava adiando. Com essa campanha promovida pelo UniFOA, surgiu a oportunidade de participar junto com o grupo e contribuir de alguma forma para a saúde das pessoas. Acho que ações como essa estimulam a empatia e mostram que todos podem ajudar”, afirmou.
A publicitária, Lorena Jim, que já havia doado anteriormente, destacou a tranquilidade do processo.
“Doar sangue é uma atitude de solidariedade. Minha experiência sempre foi muito tranquila, sem dor e sem mal-estar. Existe toda uma avaliação antes da doação para verificar se a pessoa está apta, além do acolhimento oferecido pela equipe. É uma forma simples de ajudar outras pessoas”, comentou.
A estudante de Ciências Biológicas, Jennifer Domingos Silva, também participou da ação pela primeira vez e pretende retornar futuramente ao Hemonúcleo.
“Foi muito tranquilo, rápido e praticamente não dói. O atendimento é ótimo e a experiência foi muito positiva. Eu pretendo voltar a doar e acho muito importante que a universidade promova iniciativas como essa, porque realmente existe uma necessidade constante de doadores”, ressaltou.
Ao incentivar a participação de estudantes e colaboradores, o UniFOA reforça seu papel na promoção da cidadania e da responsabilidade social. Mais do que uma campanha pontual, a iniciativa contribui para ampliar a conscientização sobre uma necessidade permanente dos serviços de saúde: a disponibilidade de sangue para quem precisa.
Por trás de cada bolsa coletada existe a possibilidade de salvar vidas, oferecer uma nova chance de recuperação e transformar a realidade de pacientes que dependem desse gesto para continuar seus tratamentos.




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